Perguntas do paciente (661)

  • Olá estou tomando reconter dois meses já, faz um mês e pouco que estou com zumbido no ouvido, pode s

    Olá estou tomando reconter dois meses já, faz um mês e pouco que estou com zumbido no ouvido, pode ser efeito colateral do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá, tudo bem? Pode ter relação, sim. O Reconter é escitalopram, e o zumbido pode aparecer durante o uso. Pelo tempo que você conta, ele começou nas primeiras semanas do tratamento, então essa possibilidade merece atenção, mas não confirma que o remédio seja a causa. Como já dura mais de um mês, eu não colocaria tudo na conta da adaptação nem garantiria que vai passar sozinho. Eu revisaria se houve alguma mudança de dose perto do início do zumbido e quanto ele está incomodando no dia a dia. Também é importante avaliar o ouvido e a audição: investigar um possível efeito do medicamento não substitui procurar outras causas para esse barulho.


  • Estou fazendo o uso da clomipramina há uns 2 meses para toc religioso, iniciei com 25mg e tomei por

    Estou fazendo o uso da clomipramina há uns 2 meses para toc religioso, iniciei com 25mg e tomei por quase 1 mês, depois a médica disse pra subir pra 50mg sendo 1 de dia e 1 à noite. No início do tratamento os pensamentos e as compulsões só pioraram, quando iniciei com 50mg senti uma melhora mas ao 7º dia percebi que voltei a regredir. Tomei 50mg por duas semanas e subi pra 75mg conforme a médica passou, e estou tomando 2 de dia e 1 à noite há 10 dias e ainda sem melhora. Também tomo junto ao Clo, a risperidona de 3mg e Carbolitium 900mg agora. Quando tende a melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Bom dia! Tudo bem? Dez dias após o último aumento ainda é cedo para concluir que a clomipramina não está ajudando. No TOC, a resposta costuma levar semanas, e precisamos considerar a dose alcançada e o tempo mantido nela. Entretanto, depois de dois meses, é compreensível querer saber se o tratamento está caminhando. Aquela melhora seguida de piora não comprova perda de efeito, mas merece atenção no acompanhamento. No TOC religioso, eu também investigaria possíveis rituais mentais, como revisar se pecou ou repetir uma oração até sentir que ficou certa. Eles podem continuar ocupando boa parte do dia sem serem percebidos por quem está por perto. Com três medicamentos em uso, eu começaria reconstruindo com você o que mudou a cada ajuste e o que continua mais difícil. Meu objetivo na consulta seria que você entendesse o motivo do próximo passo e quais sinais de melhora acompanhar, além de esperar que os pensamentos desapareçam.


  • Passo a maior parte do tempo me sentindo "alegre" (me sinto bem) e tem momento que me sinto super eu

    Passo a maior parte do tempo me sentindo "alegre" (me sinto bem) e tem momento que me sinto super eufórico e as vezes muito irritado e impulsivo, as vezes fico um pouco depressivo mas uma depressão leve e as vezes fico estabilizado. Sou diagnosticado com transtorno bipolar tipo 1. Isso que acabei descrever confirma o diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Bom dia. Tudo bem? Esse relato, sozinho, não confirma nem afasta o diagnóstico que você recebeu. O transtorno bipolar tipo 1 exige que tenha ocorrido pelo menos um episódio de mania: uma fase claramente diferente do seu habitual, com aumento importante de energia e mudanças no comportamento que comprometem a rotina. Sentir-se alegre, irritado ou impulsivo em alguns momentos não é suficiente para concluir isso. Eu começaria pelo episódio que levou ao seu diagnóstico: quanto durou, como ficou sua necessidade de sono e o que mudou concretamente no trabalho, nos gastos ou nas relações. Se você está em tratamento, também precisamos considerar que a medicação pode ter modificado a forma como esses sintomas aparecem hoje. Na consulta, vale reconstruir essa história com calma e esclarecer onde entram as oscilações que você descreve. Você precisa entender o que sustenta o diagnóstico e o que o tratamento pretende prevenir.


  • Olá. Fui diagnosticada com TOC e, por essa razão, minha psiquiatra decidiu fazer um desmame da desve

    Olá. Fui diagnosticada com TOC e, por essa razão, minha psiquiatra decidiu fazer um desmame da desvenlafaxina (150 mg) juntamente da introdução da fluvoxamina. Estou há 2 semanas tomando 100 mg de Revoc (comecei com 50 mg),além de 50 Mg de desvenlafaxina (optamos por um desmame devagar). Percebo que de uma semana para cá, me sinto pior, tenho muitos pensamentos obsessivos, tenho muito medo, tive crises de ansiedade e venho me sentindo insegura em todas as áreas da minha vida, com um forte medo de ter que paralisar o que estou vivendo, em decorrência deste sentimento incapacitante. Percebo que estou com um olhar negativo acerca das coisas e tenho muito medo mesmo. Gostaria de saber se esse efeito é esperado em duas semanas de 100 mg? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Bom dia. O desmame da desvenlafaxina também pode estar contribuindo para essa piora, mesmo sendo feito devagar. Os sintomas de retirada podem incluir ansiedade, irritabilidade e alterações do humor, dando a impressão de que o quadro está piorando. Ao mesmo tempo, o início da fluvoxamina pode aumentar a ansiedade em algumas pessoas, antes de trazer benefício para o TOC. Duas semanas com 100 mg ainda é cedo para avaliar sua resposta completa. Essas possibilidades podem se sobrepor, mas não dá para afirmar que explicam tudo o que você sente. Eu começaria revendo quando ocorreram as reduções da desvenlafaxina e o que mudou após cada etapa, junto com a introdução da fluvoxamina. Essa sequência ajuda a avaliar se o ritmo da troca está sendo tolerável para você. Como o medo já está trazendo esse sofrimento, avise sua psiquiatra antes do retorno previsto. O tempo necessário para avaliar o efeito no TOC não impede que a transição seja revista agora.


  • Olá! Há quase um ano faço tratamento para a depressão crônica. Comecei tomando citalopram e depois d

    Olá! Há quase um ano faço tratamento para a depressão crônica. Comecei tomando citalopram e depois de meses a médica mudou para o donaren retard 150 mg porque estava dormindo mal. A retirada do citalopram pode causar efeitos colaterais? Quando a médica fez o desmame eu tive crises de choro (não é muito comum isso acontecer comigo). Mesmo com o donaren posso ter recaídas. Melhorei do sono, já estou mais disposto e saindo mais de casa, mas percebi que a vontade de ficar só em casa está voltando. É normal isso acontecer?,

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá, tudo bem? Sim, a retirada do citalopram pode provocar mudanças emocionais, incluindo choro mais fácil, mesmo com desmame. Saber quando essas crises começaram e quanto duraram ajuda a avaliar essa relação. Também é possível ter recaídas usando Donaren, porque o tratamento reduz esse risco, mas não o elimina. Entretanto, a vontade de ficar em casa, sozinha, não confirma uma recaída. Você percebeu melhora no sono, na disposição e passou a sair mais, então há ganhos no tratamento. Essa vontade de se afastar novamente merece atenção, especialmente se estiver aumentando ou vier acompanhada de perda de interesse pelas coisas. Eu procuraria entender se você chegou a se sentir bem de forma consistente ou se alguns sintomas continuaram presentes, apesar da melhora do sono. Isso permite avaliar se estamos diante de sintomas que estão retornando ou de uma recuperação que ainda não se completou.


  • Olá, doutor(a). Eu estava tomando fluvoxamina 50 mg e fiquei 5 dias sem tomar a medicação. Agora est

    Olá, doutor(a). Eu estava tomando fluvoxamina 50 mg e fiquei 5 dias sem tomar a medicação. Agora estou sentindo bastante agitação, ansiedade, irritabilidade, palpitações e às vezes tristeza. Após esses 5 dias de interrupção, devo retomar os 50 mg normalmente ou é necessário algum outro procedimento para voltar à medicação com segurança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá, tudo bem? Essa piora pode estar ligada à interrupção, mas não dá para confirmar pela mensagem que você deva voltar diretamente aos 50 mg. Poucos dias sem fluvoxamina já podem provocar sintomas de retirada, que se parecem com o retorno da ansiedade. Isso não significa, por si só, que o tratamento deixou de funcionar. Faz diferença saber se você ficou sem o remédio ou se parou porque estava se sentindo mal com ele, por isso a retomada precisa ser combinada com quem prescreveu. Eu começaria entendendo como você estava antes da pausa e quando essa piora apareceu. Se vinha bem e os sintomas surgiram nesses cinco dias, a interrupção ganha mais peso do que a hipótese de que o medicamento já não estava ajudando.


  • Como melhorar uma crise de TOC provocada pela ansiedade sem a necessidade de remédios e quantas sess

    Como melhorar uma crise de TOC provocada pela ansiedade sem a necessidade de remédios e quantas sessões de terapia são suficientes para melhorar completamente a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Bom dia! Tudo bem? É possível tratar o TOC sem medicação em parte dos casos, com terapia cognitivo-comportamental que inclua exposição e prevenção de resposta. Eu avaliaria primeiro quanto o TOC está interferindo na sua rotina para entender se a terapia isolada é uma opção adequada. Nas crises, fazer o ritual pode aliviar a ansiedade por um momento e acabar mantendo o ciclo. A terapia trabalha, aos poucos, a capacidade de enfrentar o que desperta a obsessão sem precisar repetir esse ritual. Isso é planejado em etapas, respeitando o que você consegue enfrentar. Não existe um número de sessões que garanta melhora completa: a duração depende da intensidade dos sintomas, da resposta ao tratamento e da prática entre os encontros. A melhora precisa aparecer no seu dia, com menos tempo preso às compulsões e mais liberdade para seguir a rotina mesmo quando uma dúvida aparece.


  • Saudações, preciso saber se eu interromper o uso da sertralina após o quinto dia, pode me causar seq

    Saudações, preciso saber se eu interromper o uso da sertralina após o quinto dia, pode me causar sequelas graves de descontinuação??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Cinco dias de uso é bem diferente de meses ou anos de tratamento. Com um período tão curto, o risco de sintomas de retirada costuma ser menor, e sequelas graves e permanentes não são o esperado. Um eventual desconforto ao parar também não significa que ficou algum dano no organismo. Isso não basta, porém, para decidir interromper por conta própria. Você não contou o motivo de querer parar: se alguma reação apareceu nesses dias, vale falar dela com quem prescreveu antes da mudança. Não precisa esperar o retorno marcado para esclarecer como seguir com segurança.


  • Tenho ansiedade e crises de pânico, médico psiquiatra passou serenata 50mg, tomei por dois meses só

    Tenho ansiedade e crises de pânico, médico psiquiatra passou serenata 50mg, tomei por dois meses só que comecei a ter mal estar noturno como coração acelerado, tremedeira, dor de barriga etc, passei em outro psiquiatra pq não estava viajando e ele aumentou para 100mg, será que é seguro, pois no primeiro dia tive mal estar, não sei se é normal! Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Boa tarde. Tudo bem? Sim, 100 mg é uma dose usada e dentro da faixa habitual no transtorno do pânico, mas isso não permite dizer, só pelo número, que seja segura para você. Sentir mal-estar no primeiro dia após o aumento pode acontecer e costuma melhorar conforme o corpo se adapta. Entretanto, no seu caso chama atenção que o coração acelerado, a tremedeira e a dor de barriga já vinham acontecendo à noite antes do aumento. Isso levanta a pergunta principal: é efeito da medicação ou é a própria crise de pânico aparecendo nesse horário? O que costumo olhar é a hora exata em que começa, se te acorda ou surge antes de dormir e o que aconteceu com as crises nesses dois meses. Sem essa separação, corre-se o risco de culpar o remédio por um quadro que ainda não respondeu ou de chamar de crise uma reação à dose.


  • Tomava escitalopram de 20mg e a 2 meses meu médico aumentou para 30mg dês então comecei a piscar mui

    Tomava escitalopram de 20mg e a 2 meses meu médico aumentou para 30mg dês então comecei a piscar muito, ter dores de cabeça todo dia e tremores, a 3 semanas as dores ficaram mais intensas e não passam com nenhum medicamento, pode ser devido o escitalopram?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá. Tudo bem? Pode sim ter relação com o escitalopram, porque a dor de cabeça, o tremor e o piscar começaram depois do aumento. Trinta miligramas está acima da faixa habitual de até 20 mg para adultos; em alguns casos isso é feito, mas pede uma razão clara e acompanhamento mais próximo. A dor e o tremor podem estar ligados à dose, entretanto eu não colocaria o piscar automaticamente na mesma conta sem observar se é irritação no olho ou um movimento involuntário. E há outro detalhe importante: depois de dois meses, com dor diária e mais intensa há três semanas, isso já não se comporta como simples adaptação. O que precisa ser pesado agora é se houve ganho real com os 30 mg e qual preço essa dose está cobrando. Sem essa comparação, a pessoa pode passar semanas apenas tratando a dor sem rever o que começou junto com ela.


  • Comecei a tomar Cloridrato de Venlafaxina 75mg a noite, porém passei o dia lesada,com sono, é normal

    Comecei a tomar Cloridrato de Venlafaxina 75mg a noite, porém passei o dia lesada,com sono, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Oi! Tudo bem? Pode sim, sonolência e sensação de lentidão nos primeiros dias de venlafaxina são comuns e costumam melhorar em uma a duas semanas. Entretanto vale um detalhe. A venlafaxina costuma ser mais ativadora do que sedativa. Quando a sonolência diurna persiste, ela geralmente está falando de outra coisa, como o horário da tomada, a qualidade do seu sono antes mesmo de começar o remédio, ou um quadro depressivo que ainda não respondeu. No seu caso eu olharia primeiro há quanto tempo você está em uso e como está a estrutura do seu sono à noite, porque em boa parte das vezes o ajuste é simples e não exige trocar a medicação. Saber se o que você sente é adaptação ou é sinal de que algo precisa mudar evita que você abandone um tratamento que ainda nem teve chance de mostrar o efeito...


  • Estou tomando Revoc 50 mg há um mês e ainda sinto muita sonolência durante o dia. Esse efeito ainda

    Estou tomando Revoc 50 mg há um mês e ainda sinto muita sonolência durante o dia. Esse efeito ainda pode passar com o tempo, mesmo depois de um mês de uso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Boa tarde. Tudo bem? Pode melhorar ainda, mas depois de um mês com sonolência importante durante o dia já não é prudente chamar tudo apenas de adaptação. Revoc é fluvoxamina, uma medicação que pode dar bastante sono em algumas pessoas. O ponto que costuma passar despercebido é que dormir mais não significa necessariamente dormir melhor: se você acorda lenta e continua sem conseguir funcionar, isso é sedação, não melhora da ansiedade ou do sono. O que costumo revisar é o horário da tomada, se existe outra medicação somando sono e o que aconteceu com o sintoma que motivou o tratamento. Se ele melhorou, mas o dia ficou comprometido, houve benefício, mas com uma tolerância ruim. É essa conta que eu faço antes de decidir se ainda faz sentido esperar ou se a sonolência já está pesando mais do que o resultado.


  • Tomo venlafaxina 150mg pela manhã e clonazepam metade do comprimido de 2mg à noite só que no outro d

    Tomo venlafaxina 150mg pela manhã e clonazepam metade do comprimido de 2mg à noite só que no outro dia acordo sem ânimo para nada só tenho vontade de ficar na cama. Vou começar a ter disposição à noite. Porque isso acontece se estou tomando a venlafaxina 150mg para depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá, tudo bem? A venlafaxina trata a depressão, mas não é um estimulante e não anula a sonolência do clonazepam. Metade do comprimido de 2 mg equivale a 1 mg, e como o clonazepam permanece muitas horas no organismo, pode deixar na manhã seguinte um rastro de sono, corpo pesado e lentidão. O fato de a disposição aparecer apenas à noite combina com essa possibilidade, mas não prova que seja somente o remédio. Se você acorda com sono e vai despertando durante o dia, a sedação ganha mais peso; se está acordado, mas continua sem interesse ou vontade, a depressão pode ainda não estar bem controlada. Tem ainda uma pergunta importante: o clonazepam foi colocado apenas para atravessar o começo do tratamento ou para permanecer? Se a venlafaxina trouxe melhora, mas as manhãs continuam apagadas, não basta olhar a dose do antidepressivo; é preciso rever o papel que cada medicação ainda está cumprindo.


  • Bom dia! Estou tomando trazodona 100mg para insônia e resolveu, porém estou sentindo bastante sonolê

    Bom dia! Estou tomando trazodona 100mg para insônia e resolveu, porém estou sentindo bastante sonolência diurna. Essa sonolência diurna que a trazodona causa passa com o tempo? Obrigado!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá, tudo bem? Pode passar sim, principalmente se você começou há pouco tempo, porque a sonolência costuma ser mais forte no início e diminuir conforme o organismo se adapta. Entretanto, o fato de a trazodona ter resolvido a insônia não significa que todo sono no dia seguinte seja um efeito aceitável. O que ajuda a separar adaptação de um efeito que está persistindo é há quanto tempo você usa e até que horário essa sonolência acompanha você. Acordar mais lento e melhorar durante a manhã é diferente de passar o dia lutando para ficar acordado, trabalhar ou dirigir. Se estiver nesse segundo padrão, isso merece ser revisto com quem prescreveu, sem mudar a dose por conta própria. O objetivo é dormir melhor e continuar funcional no dia seguinte.


  • Estou passando por um momento de fortes crises de ansiedade e pânico. A minha médica começou com 25

    Estou passando por um momento de fortes crises de ansiedade e pânico. A minha médica começou com 25 mg de Sertralina e 5 mg de Ansitec, com 3 dias aumentou para 50 mg e 10 mg, respectivamente. Minha ansiedade pareceu piorar ainda mais, então depois de cerca de 7 dias aumentou para 100 mg Sertralina e 20 mg Ansitec (a cada 8 horas). Estou com essa dosagem há cerca de 15 dias e as crises continuam, muito fortes e as vezes mais de uma vez no dia. Minhas fobias e pânico também pioraram. Isso é comum? Devo melhorar ou a medicação pode não estar sendo suficiente? Vi que em alguns casos as medicações aumentam a ansiedade, mas já nao era para ter melhorado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Bom dia. A sertralina pode aumentar a ansiedade no início, e 15 dias em 100 mg ainda são poucos para julgar o efeito completo no pânico. Entretanto, crises fortes, repetidas e piorando durante os aumentos não devem ser tratadas apenas como adaptação. O ponto mais útil é saber se continuam iguais às anteriores ou se surgiu uma aceleração diferente, com inquietação no corpo, insônia ou dificuldade de ficar parada. Isso ajuda a separar um quadro ainda sem resposta de um possível efeito da sertralina. Há também uma dose que precisa ser conferida na receita: 20 mg de Ansitec a cada oito horas somam 60 mg ao dia, o limite diário descrito em bula. Isso não significa que a prescrição esteja errada, mas pede contato com sua médica antes de qualquer novo aumento. Ainda não dá para concluir que o tratamento falhou, porém essa piora merece ser revista agora.


  • os sintomas de TPM podem ser mais fortes em autistas? além do estresse e os sintomas comuns sinto qu

    os sintomas de TPM podem ser mais fortes em autistas? além do estresse e os sintomas comuns sinto que a sensibilidade sensorial fica muito muito pior. parece que sempre estou no começo de uma crise de pânico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Podem sim, e essa piora da sensibilidade que você percebe não é um detalhe menor. Pessoas autistas relatam que, em determinados dias do ciclo, sons, luz, toque e demandas sociais ficam mais difíceis de tolerar, junto com ansiedade e irritabilidade. Entretanto, eu separaria duas coisas que podem parecer iguais: uma piora realmente ligada ao ciclo, que se repete na mesma fase e alivia depois que a menstruação começa, e uma sobrecarga que já vinha se acumulando e fica mais visível nesses dias. Um registro de dois ou três ciclos, incluindo sensibilidade, sensação de pânico, sono e humor, costuma revelar esse desenho. Também importa saber se existe uma parte do mês em que você volta ao seu padrão. Isso ajuda a distinguir TPM ou TDPM de uma piora cíclica da sobrecarga autista, porque nem tudo que parece começo de pânico está vindo do mesmo lugar.


  • Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea

    Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas..
    Ele realmente é fraco ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá, tudo bem? O Ansitec é a buspirona, e boa parte dessa fama de “fraco” vem da comparação com calmantes como o Rivotril. Ele não dá aquela sensação de alívio em meia hora e costuma levar algumas semanas para ser percebido. Quem espera sentir algo logo nas primeiras tomadas pode concluir que não funcionou. Ele tem evidência para aquela ansiedade mais constante, com preocupação e tensão ao longo do dia, mas costuma decepcionar quando a expectativa é interromper uma crise na hora. Também é comum a pessoa usar por pouco tempo ou permanecer apenas na dose inicial. Isso não significa que funcione para todos, em algumas pessoas o efeito realmente é discreto. Quando alguém me diz que ele “não fez nada”, eu quero saber se esperava parar uma crise ou diminuir a ansiedade que atravessa o dia. Essa diferença muda completamente o lugar do Ansitec no tratamento.


  • Boa tarde. Eu tenho transtorno bipolar, mas é em um grau leve, eu não costumo ter fases de mania, so

    Boa tarde. Eu tenho transtorno bipolar, mas é em um grau leve, eu não costumo ter fases de mania, somente uma agitação leve de vez em quando, e um desânimo as vezes que dura um ou dois dias.
    Eu estou tomando lamotrigina 200mg há um mês e percebi uma leve melhora.
    É normal a lamotrigina demorar pra fazer o efeito completo?
    Ou será que a dose está baixa?
    Obrigado desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Oi. Tudo bem? Pode demorar sim, principalmente porque a lamotrigina precisa ser aumentada devagar. Só ficou uma dúvida na sua pergunta: você está há um mês no tratamento todo ou há um mês já nos 200 mg? Se esse mês inclui a subida desde as doses menores, você passou pouco tempo na dose atual. E 200 mg não é automaticamente uma dose baixa, é uma dose bastante usada como alvo, embora outros remédios possam mudar essa conta. A lamotrigina também costuma ajudar mais na prevenção dos períodos de desânimo do que naquela agitação leve de vez em quando. Tem mais um detalhe: desânimos de apenas um ou dois dias podem variar com sono, rotina e estresse e nem sempre significam uma nova fase. Antes de concluir que faltou dose, eu procuraria saber se esses dias ficaram menos frequentes, menos intensos ou atrapalham menos do que antes. Essa comparação diz mais sobre a resposta do que o número 200 sozinho.


  • Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já

    Bom dia,
    Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já usei uma grande vasta de antidepressivos para aliviar a minha ansiedade, depressão. E ao longo do tempo comecei a ter descrença com a psiquiatria. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Bom dia. Tudo bem? Depois de passar por vários profissionais e por tantos antidepressivos sem entender por que nada se sustentou, sua descrença faz sentido. Entretanto, uma sequência de tentativas sem melhora não prova sozinha que todos os diagnósticos estavam errados. Pode ser que o alvo esteja incompleto, que algum tratamento não tenha chegado a ser testado de forma adequada ou que ansiedade e depressão sejam a parte mais visível de algo que ficou de fora. Para uma nova avaliação, ajuda muito levar o nome, a dose, o tempo de uso e o que cada medicação melhorou, piorou ou não mudou. Eu também procuro entender como eram o sono, a energia e o funcionamento antes dos remédios e entre as fases ruins, porque é nessa linha do tempo que casos aparentemente parecidos começam a se separar.


  • Tenho transtorno de personalidade borderline e estava tomando 40 mg de ecitalopram porem não fazia e

    Tenho transtorno de personalidade borderline e estava tomando 40 mg de ecitalopram porem não fazia efeito, minha ansiedade nunca passa. Minja nova psiquiatra decidiu mudar para desvenlafaxina e 200 mg de quetipina, e se eu continuar me sentido perseguida( eu sinto que as pessoas me odeiam o tempo todo e querem me machucar) ela quer aumentar ainda a quetiapina. Eu terei muitos efeitos colaterais? Pois quando comecei a tomar 40mg de ecitalopram eu sentia muito enjoo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá, tudo bem? Esse enjoo explica seu receio, mas não permite prever que você terá muitos efeitos com as novas medicações. Na quetiapina, sonolência e aumento do apetite podem pesar mais conforme a dose; a desvenlafaxina também pode dar enjoo no início. Um detalhe precisa ser conferido: 40 mg de escitalopram está acima da faixa usual e o nome às vezes é confundido com citalopram. Também não compare esses 40 mg aos 200 mg da quetiapina, porque os números não medem qual é “mais forte”. O ponto principal é não colocar a sensação de perseguição na conta da ansiedade. Quando ela vem depois de conflito ou rejeição e você consegue questioná-la depois, é uma coisa; quando permanece como certeza fora desses momentos, é outra. No borderline, o remédio mira sintomas definidos e a psicoterapia continua sendo a parte central. Separar essas situações mostra se a quetiapina está alcançando o alvo certo.


Autor

Psiquiatra, Médico clínico geral, Generalista

Perguntas frequentes

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