Perguntas do paciente (32)
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode trabalhar a baixa autoestima, a ansiedade social e a depressão de forma integrada, porque esses problemas frequentemente estão relacionados e podem se manter mutuamente.
O tratamento começa com uma avaliação individualizada para compreender pensamentos, emoções e comportamentos que estão contribuindo para o sofrimento. Na baixa autoestima, por exemplo, é comum haver pensamentos como “não sou boa o suficiente”, “as pessoas vão perceber minhas falhas” ou “preciso agradar para ser aceita”. Na ansiedade social, esses pensamentos podem levar à evitação de situações sociais e ao medo intenso de julgamento ou rejeição. Já na depressão, podem aparecer pensamentos mais negativos sobre si, sobre o mundo e sobre o futuro, acompanhados de isolamento e redução de atividades prazerosas.
A TCC busca identificar e questionar esses padrões de pensamento, desenvolver formas mais realistas de interpretar as situações e, principalmente, promover mudanças comportamentais. Isso pode envolver técnicas de reestruturação cognitiva, exposição gradual a situações sociais, desenvolvimento de habilidades sociais e estratégias para aumentar a retomada de atividades importantes e prazerosas.
O objetivo não é simplesmente “pensar positivo”, mas construir uma relação mais realista e compassiva consigo mesma, diminuir a evitação e ampliar gradualmente a autonomia e a participação na vida. O tratamento é adaptado à história, às necessidades e ao momento de cada pessoa.
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Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c
Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) compreende a depressão como um quadro que envolve uma interação entre pensamentos, emoções, comportamentos e condições de vida. Por isso, o tratamento não se limita a “pensar positivo”.
Quando há anedonia, falta de motivação e pouca energia, é comum a pessoa entrar em um ciclo de isolamento e redução de atividades: quanto menos faz, menos experiências de prazer, realização e conexão tem, o que pode reforçar a sensação de incapacidade e desesperança. A TCC pode trabalhar esse ciclo por meio da ativação comportamental, ajudando a retomar gradualmente atividades importantes e significativas, mesmo antes de a motivação aparecer.
Paralelamente, são identificados pensamentos automáticos e padrões de interpretação que podem contribuir para a manutenção da depressão, como “não sou capaz”, “nada vai dar certo” ou “não adianta tentar”. A partir deles, o processo terapêutico pode chegar às crenças intermediárias, como regras, pressupostos e exigências (“preciso ser perfeita para ter valor”), e às crenças centrais, que são ideias mais profundas sobre si mesma, como “sou incapaz”, “não sou importante” ou “não sou digna de ser amada”.
Essas crenças são trabalhadas por meio de técnicas cognitivas e comportamentais, buscando desenvolver interpretações mais realistas, flexíveis e funcionais, além de novas experiências que possam modificar padrões antigos.
O tratamento é individualizado e considera a intensidade dos sintomas, a história de vida e os fatores que estão mantendo o quadro. Em casos de depressão moderada ou grave, a avaliação e o acompanhamento psiquiátrico também podem ser importantes, inclusive quando há necessidade de medicação.
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, a ansiedade social está causando um impacto bastante significativo na sua vida, principalmente porque você está há cerca de 3 anos sem frequentar a escola e também vem evitando situações sociais, eventos e encontros.
Na TCC voltada especificamente para a ansiedade social, o trabalho não costuma ser apenas conversar sobre os pensamentos. A terapia busca compreender o ciclo que mantém a ansiedade: as situações sociais que geram medo, os pensamentos e previsões de julgamento ou rejeição, a forma como você se percebe, os comportamentos de evitação e de “proteção” que utiliza e o que acontece depois dessas situações.
A partir disso, podem ser trabalhadas, por exemplo, crenças como “vão me julgar”, “vou desagradar”, “vão perceber que estou ansioso” ou “não sou bom o suficiente”, além de experimentos comportamentais e exposições graduais às situações que hoje são evitadas. A ideia não é simplesmente colocar a pessoa em uma situação que dá medo, mas construir uma hierarquia de dificuldades e trabalhar progressivamente, avaliando o que acontece na prática e modificando as estratégias que mantêm a ansiedade. Esse tipo de TCC é recomendado especificamente para o transtorno de ansiedade social.
O fato de você já ter feito TCC anteriormente e não ter percebido melhora não significa necessariamente que a TCC não possa funcionar para você. Vale entender como foram esses tratamentos: quais objetivos foram definidos, se houve avaliação da evolução dos sintomas, se foram trabalhadas exposições e experimentos comportamentais e o que fez você sentir que não estava avançando.
Sobre a sertralina, como você já está em acompanhamento psiquiátrico, é importante conversar com o psiquiatra sobre a resposta que teve ao medicamento, em vez de alterar ou interromper a medicação por conta própria. Quando há resposta insuficiente ao tratamento medicamentoso, a associação com uma TCC específica para ansiedade social é uma das possibilidades recomendadas.
No seu caso, eu consideraria importante olhar não apenas para a ansiedade em si, mas também para o quanto a evitação foi restringindo sua vida. O objetivo do tratamento seria justamente ajudá-lo, de forma gradual e respeitando seu ritmo, a recuperar atividades que hoje a ansiedade está impedindo você de realizar.
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC pode trabalhar esses medos de forma bastante direta. Quando existe uma preocupação intensa com julgamento, crítica ou rejeição, é comum surgirem pensamentos e crenças como “preciso agradar todo mundo”, “se alguém não gostar de mim, significa que há algo errado comigo” ou “não posso cometer erros na frente dos outros”.
Na terapia, primeiro buscamos compreender de onde essas crenças vêm e como elas estão influenciando seu comportamento atualmente. Também observamos o que você costuma fazer para evitar ser julgado ou rejeitado: deixar de expressar sua opinião, tentar agradar excessivamente, evitar situações, ficar monitorando o que está falando ou pensando no que os outros estão achando, por exemplo.
Depois, essas crenças são questionadas não apenas por meio da conversa, mas também através de experimentos comportamentais e exposições graduais. Por exemplo, podemos trabalhar situações em que você se permita discordar de alguém, dizer “não”, não tentar agradar o tempo todo ou participar de uma situação esportiva mesmo com receio de ser avaliado. A ideia é observar o que você prevê que irá acontecer e comparar com o que realmente acontece. A TCC específica para ansiedade social utiliza justamente esse tipo de trabalho com crenças, comportamentos de segurança e exposição gradual.
Um ponto importante é que o objetivo não seria fazer você chegar a um ponto em que ninguém nunca possa criticá-lo ou rejeitá-lo isso não é possível. O objetivo é desenvolver mais segurança para lidar com a possibilidade de alguém não gostar de você sem que isso determine seu comportamento ou seu valor pessoal.
Como você percebe que esses medos já estão interferindo tanto na sua vida pessoal quanto nos esportes, seria interessante investigar quais situações são mais difíceis para você e quais pensamentos aparecem nesses momentos. A partir disso, podemos construir um trabalho gradual e individualizado.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero destacar um aspecto muito importante do seu relato: apesar da ansiedade e da timidez, você permaneceu no trabalho e percebe que, após seis meses, as interações ficaram mais fáceis. Isso sugere que houve progresso.
A recuperação da ansiedade social não significa, necessariamente, deixar de ser uma pessoa mais reservada. Timidez, introversão e transtorno de ansiedade social são conceitos diferentes. É possível ser uma pessoa quieta e, ainda assim, ter uma vida social satisfatória, sem que isso represente um problema.
Os comentários sobre você ser "séria" ou "quieta" podem despertar inseguranças, principalmente quando já houve experiências de bullying. Nesses momentos, é comum que antigas crenças sobre si mesma sejam reativadas, levando à dúvida sobre a própria evolução. No entanto, sentir-se incomodada com esses comentários não significa que você não esteja melhorando.
Em psicoterapia, costuma-se entender que a "cura" não é a ausência completa de ansiedade ou de desconforto. Em muitos casos, ela está relacionada à capacidade de viver de acordo com os próprios valores, mesmo que algum grau de ansiedade ainda exista. Se antes você evitava situações sociais e hoje consegue trabalhar, conversar e permanecer no ambiente apesar do desconforto, isso já pode ser um sinal de mudança.
A sensação de não pertencimento também merece atenção, pois pode estar relacionada às experiências que você viveu no passado e à forma como passou a enxergar a si mesma. Esse é um tema que pode ser explorado com profundidade na psicoterapia.
Se esses sentimentos continuam causando sofrimento ou limitando sua vida, buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-la a fortalecer a autoestima, ressignificar experiências passadas e desenvolver uma relação mais segura consigo mesma, independentemente da opinião das outras pessoas.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que, em momentos de maior sofrimento, você busque explicações para o que está sentindo. No entanto, pesquisar repetidamente sobre sintomas pode aumentar a ansiedade e fazer com que você interprete sensações comuns como sinais de um problema mais grave, criando um ciclo de medo e evitação.
Pelos seus relatos, é importante lembrar que apenas uma avaliação profissional pode identificar se os sintomas estão relacionados à depressão, à ansiedade, à fobia social ou a outra condição. Por isso, evite concluir um diagnóstico apenas com base em pesquisas na internet.
Em relação ao escitalopram, esse medicamento costuma levar algumas semanas para apresentar seus efeitos completos. Caso os sintomas persistam ou piorem, converse com o médico que o prescreveu antes de fazer qualquer alteração no tratamento.
A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse processo. Ela ajuda a compreender os fatores que mantêm o sofrimento, identificar pensamentos que aumentam o medo, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade e retomar gradualmente as atividades e os contatos sociais de forma segura.
Você não precisa enfrentar isso sozinho. Com acompanhamento adequado, é possível reduzir os sintomas e recuperar sua qualidade de vida.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve é uma dificuldade que muitas pessoas passaram a perceber com mais intensidade após a pandemia. O aumento do tempo de exposição às telas e a conteúdos rápidos pode tornar mais difícil sustentar a atenção em atividades que exigem concentração prolongada, como estudar ou ler um livro.
No entanto, essa dificuldade também pode estar relacionada a outros fatores, como ansiedade, estresse, privação de sono, sintomas depressivos ou até mesmo transtornos do neurodesenvolvimento, entre outras possibilidades. Por isso, é importante evitar concluir a causa sem uma avaliação mais aprofundada.
Algumas estratégias podem ajudar:
- Estabeleça períodos curtos de estudo (por exemplo, 25 minutos) com pequenas pausas.
- Deixe o celular longe do alcance durante esses períodos ou utilize aplicativos que limitem o acesso às redes sociais.
- Divida tarefas grandes em etapas menores e mais específicas.
- Cuide do sono, da alimentação e da prática de atividade física, pois esses fatores influenciam diretamente a atenção.
Se essa dificuldade tem prejudicado sua vida acadêmica de forma persistente, vale a pena procurar um psicólogo para investigar o que pode estar contribuindo para esse quadro e construir estratégias individualizadas.
Espero ter ajudado. Desejo que você consiga encontrar formas de recuperar sua concentração e seu prazer pelos estudos.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero dizer que o que você está sentindo é mais comum do que parece. O desejo de construir um vínculo profundo e compartilhar a vida com alguém faz parte das necessidades emocionais de muitas pessoas e não é algo fútil.
Ter 25 anos e ainda não ter vivido um relacionamento que corresponda às suas expectativas não significa que há algo de errado com você ou que esteja "atrasado". Cada pessoa tem um ritmo e uma trajetória diferentes.
Também não existe uma regra de que você precise estar com a vida completamente resolvida para se permitir viver um relacionamento. Ao mesmo tempo, é importante que a busca por uma pessoa não se transforme na única fonte de felicidade ou na resposta para todas as angústias.
Vale a pena se perguntar: o que significa, para você, uma conexão profunda? Quais expectativas você tem colocado sobre um relacionamento? Refletir sobre essas questões pode ajudá-lo a compreender melhor seus desejos e a construir relações mais alinhadas com aquilo que busca.
Se essa angústia tem sido frequente, gerado sofrimento ou feito você sentir que sua felicidade depende exclusivamente de encontrar alguém, a psicoterapia pode ser um espaço importante para explorar essas questões, compreender suas expectativas e fortalecer sua relação consigo mesmo, sem deixar de acolher o desejo legítimo de compartilhar a vida com outra pessoa.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma pergunta muito importante. A depressão não fica necessariamente "à espreita", mas quem já teve um episódio depressivo pode apresentar uma maior vulnerabilidade a novos episódios, especialmente diante de situações de estresse intenso, perdas ou acontecimentos difíceis.
Isso não significa que toda dificuldade fará a depressão voltar. Muitas pessoas conseguem atravessar momentos desafiadores sem desenvolver uma recaída, principalmente quando contam com uma boa rede de apoio, estratégias de enfrentamento e, quando necessário, acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico.
A psicoterapia pode ajudar a identificar sinais precoces de piora, fortalecer recursos emocionais e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as adversidades. Quanto mais cedo esses sinais são reconhecidos, maiores são as chances de intervir antes que os sintomas se intensifiquem.
Se você percebe que, após acontecimentos difíceis, seu humor tem piorado de forma persistente, vale a pena procurar um profissional para uma avaliação. Cuidar da saúde mental precocemente é uma forma importante de prevenção.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, a psicoterapia pode ajudar bastante a compreender e modificar esse padrão. O que você descreve pode estar relacionado a diferentes fatores, como perfeccionismo, dificuldade em tolerar a sensação de "não saber o suficiente", ansiedade ou até um hábito de buscar constantemente novos estímulos. Por isso, é importante entender o contexto em que esses comportamentos acontecem.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, pode auxiliar na identificação dos pensamentos e crenças que mantêm esse ciclo, além de trabalhar estratégias para melhorar o foco, a organização e a capacidade de concluir tarefas antes de partir para novos conteúdos.
É interessante que você já tenha percebido que esse comportamento está prejudicando seu trabalho. Esse reconhecimento é um passo importante para a mudança. Durante a psicoterapia, será possível compreender o que está por trás dessa necessidade constante de consumir livros e cursos e desenvolver formas mais equilibradas de aprender, sem que isso comprometa sua produtividade e seu bem-estar.
Buscar conhecimento é algo positivo, mas quando isso começa a impedir que você coloque o que já sabe em prática, vale a pena investigar o que está sustentando esse padrão. A psicoterapia pode ser um espaço importante para esse processo.
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Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento
Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente
Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondamRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A repetição de uma palavra, frase ou som, como acontece em algumas práticas de meditação (mantras), pode ajudar algumas pessoas a reduzir a agitação mental e favorecer um estado de relaxamento. Isso ocorre porque a atenção é direcionada para um único foco, diminuindo a tendência de se prender a preocupações e pensamentos repetitivos.
Em relação às ondas cerebrais, alguns estudos sugerem que estados de relaxamento e meditação podem estar associados a mudanças na atividade cerebral. No entanto, essas alterações dependem de diversos fatores, como a técnica utilizada, o tempo de prática e as características de cada pessoa. Portanto, não é possível afirmar que apenas repetir uma palavra por alguns minutos produzirá esse efeito em todos os casos.
Quanto à forma de praticar, tanto a repetição mental quanto em voz baixa ou verbalmente podem ser eficazes. O mais importante é que a prática seja confortável para você e favoreça a concentração. Algumas pessoas preferem repetir mentalmente para reduzir distrações, enquanto outras se beneficiam mais da repetição em voz baixa.
Se a ansiedade, a agitação mental ou os pensamentos acelerados forem frequentes e estiverem causando sofrimento, a psicoterapia pode ajudar a compreender a origem dessas dificuldades e a desenvolver estratégias de manejo mais amplas e individualizadas.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade de concentração, a agitação e o pensamento acelerado podem estar relacionados a diferentes fatores, como estresse, ansiedade, privação de sono, sobrecarga emocional ou até outras condições que precisam ser avaliadas individualmente. Por isso, é importante evitar conclusões precipitadas.
Enquanto busca ajuda, algumas estratégias podem ajudar: estabelecer pausas durante o trabalho, reduzir distrações, organizar as tarefas por prioridade, manter uma rotina de sono e reservar momentos para relaxamento. No entanto, se esses sintomas forem frequentes, intensos ou estiverem prejudicando seu desempenho e sua qualidade de vida, vale a pena procurar um psicólogo para uma avaliação mais aprofundada. Dependendo da situação, também pode ser indicada uma avaliação médica.
Compreender a origem desses sintomas é o primeiro passo para encontrar estratégias de tratamento mais adequadas.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela experiência que você teve com o profissional que a atendeu. Um comentário como esse pode fazer com que a pessoa se sinta julgada e desestimulada a buscar ajuda novamente.
Pelo que você descreve, o que mais chama atenção não é o fato de ter visto esse conteúdo por alguns minutos, mas a intensidade da culpa, da angústia e do sofrimento que isso desencadeou em você. O contato ocasional com um conteúdo perturbador não significa que ele represente seus desejos, valores ou identidade. Muitas pessoas se deparam com materiais que despertam curiosidade momentânea ou aparecem de forma inesperada, e isso, por si só, não caracteriza um transtorno ou um desejo de colocar aquele conteúdo em prática.
Além disso, você relata um histórico de depressão, ansiedade e baixa libido, fatores que podem aumentar a tendência à autocrítica e aos pensamentos de culpa.
A psicoterapia pode ajudá-la a compreender o significado que essa experiência adquiriu para você, trabalhar a culpa excessiva e desenvolver uma relação mais saudável com seus pensamentos e emoções. Também é importante manter o acompanhamento com sua psiquiatra, especialmente se esses sentimentos estiverem se intensificando.
Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinha. Buscar ajuda é um passo importante e pode contribuir para que essa situação deixe de ocupar um espaço tão grande na sua vida.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece atenção, principalmente porque percebeu que o comportamento passou a acontecer de forma frequente, difícil de controlar e começou a causar sofrimento ou interferir na sua rotina. O fato de buscar ajuda já é um passo importante.
Um psicólogo pode auxiliar na compreensão dos fatores que contribuíram para esse comportamento, como mudanças na rotina após a gravidez, estresse, ansiedade, solidão, dificuldades emocionais ou a utilização da pornografia como forma de aliviar emoções desconfortáveis.
Na psicoterapia, o tratamento costuma envolver a identificação dos gatilhos, dos pensamentos e emoções relacionados ao comportamento, o desenvolvimento de estratégias para lidar com a compulsão e a construção de formas mais saudáveis de regular as emoções. Também pode ser importante trabalhar aspectos do relacionamento, da sexualidade e da comunicação com a parceira, quando isso fizer sentido para o caso.
Como cada pessoa tem uma história e necessidades diferentes, é fundamental realizar uma avaliação individual para definir a melhor abordagem terapêutica.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado a diferentes fatores psicológicos, por isso não é possível afirmar um diagnóstico apenas com esse relato. A culpa e o remorso podem persistir mesmo quando o parceiro já decidiu perdoar, especialmente quando a pessoa tem dificuldade em elaborar o ocorrido ou tende a ser muito autocrítica.
A necessidade recorrente de voltar ao assunto, contar novamente o que aconteceu ou buscar repetidamente a confirmação de que foi perdoado(a) pode, em alguns casos, estar associada à ansiedade. Em algumas pessoas, esse comportamento também pode fazer parte de um quadro de TOC, principalmente quando há pensamentos intrusivos e uma necessidade intensa de obter alívio por meio da busca de certeza. No entanto, somente uma avaliação clínica cuidadosa pode diferenciar essas possibilidades.
A boa notícia é que esse sofrimento pode ser trabalhado em psicoterapia. O tratamento busca compreender a função desses pensamentos e comportamentos, desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a culpa e reduzir a necessidade de buscar confirmação constante. Dependendo da avaliação, abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) podem ser bastante úteis.
Buscar ajuda profissional pode auxiliá-lo(a) a compreender melhor o que está acontecendo e a construir uma relação mais saudável consigo mesmo(a), sem que a culpa continue ocupando um espaço tão grande na sua vida.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Essa é uma ótima pergunta.
Sim, é relativamente comum que alguns psicólogos utilizem materiais de apoio entre as sessões, principalmente quando isso faz sentido para os objetivos do tratamento e para a abordagem utilizada. Esses recursos podem incluir registros de pensamentos e emoções, exercícios de respiração, técnicas de relaxamento, atividades de reflexão, cartões com estratégias para momentos de crise ou lembretes personalizados construídos em conjunto com o paciente.
Esses materiais não substituem a psicoterapia, mas podem ajudar a colocar em prática o que foi trabalhado na sessão, favorecer o desenvolvimento de autonomia e oferecer um recurso de apoio nos momentos de maior ansiedade ou angústia.
Caso você perceba que os dias entre as sessões têm sido especialmente difíceis, vale a pena conversar abertamente com seu psicólogo sobre isso. Juntos, vocês poderão avaliar quais estratégias podem ser mais úteis para a sua necessidade, inclusive a possibilidade de utilizar materiais de apoio, ajustar a frequência das sessões ou desenvolver um plano para lidar com os momentos de maior sofrimento.
O mais importante é que essas intervenções sejam individualizadas, pois o que funciona bem para uma pessoa pode não ser o mais adequado para outra.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda da sua cachorrinha. O vínculo que construímos com um animal de estimação pode ser muito profundo, e o luto por essa perda é tão legítimo quanto qualquer outro.
Pelo que você descreve, além da saudade, parece haver um sentimento de culpa, com pensamentos de que poderia ter feito mais ou evitado a partida dela. Esse tipo de pensamento é comum durante o processo de luto, mas nem sempre corresponde ao que realmente aconteceu. Muitas vezes, nossa mente tenta encontrar explicações ou formas de recuperar uma situação que, na realidade, estava fora do nosso controle.
O fato de ainda sentir dor meses depois não significa que você esteja vivendo o luto de forma "errada". Cada pessoa tem seu próprio tempo. Se essa tristeza e essa culpa estiverem muito intensas, impedindo você de seguir com a rotina ou causando sofrimento persistente, conversar com um psicólogo pode ajudá-la a elaborar essa perda com mais acolhimento e menos culpa.
Desejo que, aos poucos, as lembranças da sua companheira possam trazer mais carinho do que sofrimento.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir que "tudo depende de mim" pode ser bastante desgastante e, muitas vezes, está relacionado a um excesso de responsabilidade, dificuldade em delegar tarefas, medo de decepcionar os outros ou crenças de que é preciso dar conta de tudo sozinho.
O primeiro passo é observar de onde vem essa sensação e questionar se ela corresponde à realidade ou se parte dela é resultado da forma como você interpreta as situações. Nem tudo está sob o nosso controle, e reconhecer isso pode aliviar parte da sobrecarga.
Também é importante estabelecer limites, dividir responsabilidades quando possível e reservar tempo para o autocuidado. Isso não significa deixar de se importar, mas compreender que cuidar de si também é uma necessidade.
Se esse sentimento for frequente e estiver causando sofrimento ou prejudicando sua qualidade de vida, a psicoterapia pode ajudar a identificar esses padrões, desenvolver estratégias mais saudáveis e construir uma relação mais equilibrada com as próprias responsabilidades.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não se perde apenas a presença da outra pessoa, mas também planos, expectativas, rotinas e uma parte importante da história construída juntos.
Cada pessoa vivencia esse processo de forma diferente. É comum sentir tristeza, saudade, raiva, culpa, ansiedade ou até uma sensação de vazio. Essas reações não seguem um prazo fixo e tendem a diminuir gradualmente à medida que a pessoa elabora a experiência.
Quando o sofrimento se torna muito intenso, persistente ou começa a prejudicar significativamente o trabalho, os estudos, o sono ou outras áreas da vida, a psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender esse processo, fortalecer recursos emocionais e reconstruir a vida após o término.
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Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)
Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por esse momento. É compreensível que essa situação desperte culpa, medo e muita insegurança, especialmente quando você percebe seu namorado como uma importante fonte de apoio.
Pelo que você descreve, as conversas com o irmão aconteceram antes de vocês iniciarem o relacionamento. Agora, o mais importante é respeitar o tempo que seu namorado pediu e evitar que a culpa faça você assumir toda a responsabilidade pelo que aconteceu, antes mesmo de uma conversa entre vocês.
Também me chamou a atenção quando você disse que sente que "tudo vai desmoronar" sem ele. Essa sensação pode indicar o quanto sua rede de apoio está concentrada em uma única pessoa. Independentemente do desfecho desse relacionamento, fortalecer outros vínculos e cuidar da sua saúde mental pode ajudá-la a enfrentar esse momento com mais segurança.
Se você já faz acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, procure seu(sua) profissional neste período. Caso ainda não faça, buscar ajuda pode ser um passo importante para que você não precise lidar com essa situação sozinha.
Espero que vocês consigam conversar com calma quando ambos estiverem preparados.
Perguntas frequentes
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Estou amamentando e meu bebê tem 10 meses. Posso tomar picolinato de cromo?
Picolinato de cromo durante a amamentação: Não há evidências suficientes…