Perguntas do paciente (32)

  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    Olá. O sofrimento que você descreve merece ser levado a sério. Embora não seja possível realizar um diagnóstico por este espaço, os sintomas relatados — medo intenso de interações sociais, ansiedade acentuada diante da exposição, aceleração dos batimentos cardíacos, tremores, dificuldade para falar, evitar contato visual e prejuízos importantes na vida profissional e pessoal indicam a necessidade de uma avaliação profissional.

    Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de "timidez", mas quando o medo se torna tão intenso a ponto de causar sofrimento significativo e limitar a vida cotidiana, é importante investigar outras possibilidades, como transtornos de ansiedade, incluindo o transtorno de ansiedade social (fobia social).

    O profissional mais indicado para iniciar essa avaliação é o psicólogo. Durante o processo terapêutico, será possível compreender melhor a origem desse medo, identificar os pensamentos e emoções envolvidos e desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade de forma gradual e segura. Em alguns casos, também pode ser recomendada uma avaliação com um psiquiatra para verificar a necessidade de tratamento medicamentoso complementar.

    Gostaria de destacar algo importante: o fato de você conseguir descrever com tanta clareza o que está vivendo mostra que você já deu um passo significativo em direção ao cuidado. Profissionais de saúde mental estão acostumados a atender pessoas com dificuldades semelhantes e seu sofrimento não é "exagero", nem uma perda de tempo. Você merece ser acolhida e compreendida.

    Buscar ajuda pode parecer assustador no início, mas você não precisa enfrentar isso sozinha.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    Olá. Reconhecer esse padrão já é um passo importante, pois muitas vezes as pessoas não percebem o impacto que determinadas atitudes podem ter em seus relacionamentos e na vida profissional.

    O que você descreve pode estar relacionado a diferentes fatores, como dificuldade em lidar com opiniões divergentes, necessidade de validação, rigidez de pensamento, inseguranças ou até mesmo formas de funcionamento que foram aprendidas ao longo da vida. Por isso, é importante evitar conclusões precipitadas e compreender melhor o contexto em que isso acontece.

    Uma estratégia inicial é tentar observar quais pensamentos e emoções surgem quando alguém discorda de você. Pergunte-se: "O que significa para mim estar errado?" ou "O que sinto quando minha opinião é questionada?". Muitas vezes, a dificuldade não está apenas na divergência em si, mas no significado emocional que ela assume.

    A psicoterapia pode ajudar nesse processo de autoconhecimento, favorecendo o desenvolvimento de maior flexibilidade, habilidades de comunicação e formas mais saudáveis de lidar com conflitos e diferenças de opinião.

    Buscar compreender esse comportamento, em vez de apenas combatê-lo, costuma ser um caminho mais eficaz para promover mudanças duradouras.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    Olá. O que você descreve parece estar causando bastante sofrimento, e é compreensível que esteja buscando entender melhor o que está acontecendo.

    A tristeza, o choro frequente e a vontade de se isolar podem surgir por diversos motivos, nem sempre sendo fácil identificar sua origem de imediato. Em muitos casos, esses sentimentos estão relacionados a experiências emocionais que vêm se acumulando ao longo do tempo, especialmente quando a pessoa sente que não está sendo compreendida, acolhida ou validada em suas relações.

    Pelo seu relato, chama atenção a sensação de precisar "pisar em ovos" para expressar o que pensa e sente, bem como o impacto emocional que situações de invalidação parecem ter sobre você. Quando sentimos que nossas emoções não encontram espaço para serem ouvidas e respeitadas, é natural que isso gere tristeza, frustração e até um sentimento de solidão.

    No entanto, não é possível determinar por este espaço exatamente o que está acontecendo. Por isso, uma avaliação psicológica pode ajudá-la a compreender melhor seus sentimentos, identificar possíveis fatores envolvidos e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com essas experiências.

    Se esses episódios têm sido frequentes, intensos ou estão afetando sua qualidade de vida, considere procurar ajuda profissional. Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinha.


  • Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar a resolução de problemas?

    Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar a resolução de problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode dificultar a resolução de problemas de diferentes maneiras. Pessoas com TOC frequentemente lidam com pensamentos intrusivos, dúvidas excessivas e necessidade de certeza, o que pode tornar a tomada de decisões mais lenta e desgastante.

    Em alguns casos, a pessoa passa muito tempo analisando possibilidades, revisando informações ou buscando garantias de que está fazendo a escolha "certa". Isso pode gerar procrastinação, insegurança e dificuldade para agir, mesmo diante de situações simples do dia a dia.

    Além disso, a ansiedade associada às obsessões pode consumir recursos de atenção e concentração, prejudicando a capacidade de avaliar alternativas de forma equilibrada. Em vez de focar na solução do problema, a pessoa pode ficar presa às preocupações e aos cenários temidos.

    É importante destacar que o TOC se manifesta de formas diferentes em cada indivíduo. Com o tratamento adequado, especialmente por meio da psicoterapia e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico, é possível desenvolver estratégias para lidar melhor com as dúvidas, a ansiedade e os padrões de pensamento que interferem na resolução de problemas.


  • Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p

    Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    Olá! Sim, comportamentos como morder os próprios lábios de forma repetitiva e a ponto de causar lesões podem ser considerados uma forma de autolesão, embora muitas pessoas associem esse termo apenas a cortes ou queimaduras. O mais importante não é apenas o comportamento em si, mas a função que ele exerce para a pessoa.

    Você relata que faz isso como uma forma de lidar com a ansiedade e com sentimentos de desânimo. Isso sugere que o comportamento pode estar funcionando como uma estratégia para aliviar ou distrair de emoções difíceis. Nesses casos, vale a pena investigar com mais profundidade o contexto, a frequência e o impacto desse hábito na sua vida.

    Buscar acompanhamento psicológico pode ser uma oportunidade para compreender melhor o que está por trás desse comportamento e desenvolver outras formas de lidar com o sofrimento emocional. Caso os episódios estejam se intensificando ou venham acompanhados de pensamentos de machucar a si mesmo ou de desistir da vida, é importante procurar ajuda profissional o quanto antes.

    Espero ter ajudado!


  • Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Ape

    Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Apesar de não ter havido contato físico, ela reagiu de forma muito intensa, chegando a ameaçar tirar a própria vida e tentar se ferir. Desde então, passamos por momentos muito difíceis, incluindo discussões e uma viagem bastante desgastante. Recentemente, porém, ela mudou sua postura, reconheceu falhas no relacionamento e demonstrou interesse em reconstruirmos o casamento.

    Diante dessa situação, sinto-me dividido entre tentar recomeçar a relação ou seguir em frente com uma separação. Tenho medo de permanecer no casamento sem estar verdadeiramente decidido e acabar magoando minha esposa novamente, mas também me sinto culpado ao pensar em encerrar uma história de três anos de casamento. Como lidar com essa indecisão, compreender melhor meus sentimentos e tomar uma decisão emocionalmente saudável para mim e para minha esposa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    Pela sua descrição, você está lidando com uma situação bastante delicada, que envolve sentimentos de culpa, responsabilidade, arrependimento, medo e dúvidas sobre o futuro da relação. É compreensível que se sinta dividido diante de tudo isso.
    Antes de tomar uma decisão definitiva, pode ser importante se perguntar se o desejo de permanecer no casamento vem de um real interesse em reconstruir a relação ou se está sendo motivado principalmente pelo medo de machucar sua esposa ou pela culpa em relação ao que aconteceu. Da mesma forma, pensar em uma separação não significa necessariamente que você não valorize a história que viveram juntos.
    Outro ponto que merece atenção é o fato de sua esposa ter apresentado comportamentos de autoagressão e ameaças de tirar a própria vida. Essas manifestações precisam ser levadas a sério e indicam a importância de que ela receba acompanhamento profissional adequado. No entanto, a responsabilidade pelo cuidado da saúde mental dela não pode recair exclusivamente sobre você.
    A psicoterapia pode ser um espaço para ajudá-lo a compreender seus sentimentos, identificar seus valores e necessidades, elaborar a culpa e tomar uma decisão que seja coerente com aquilo que realmente deseja para sua vida, em vez de agir apenas sob o impacto da crise atual. Caso ambos tenham interesse em reconstruir o relacionamento, a terapia de casal também pode ser uma alternativa para favorecer o diálogo e a construção de novos acordos.


  • Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade

    Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade para comer fora de casa, estar em lugares fora da minha rotina ou até mesmo fazer refeições na presença de outras pessoas. Também tenho um medo muito grande de passar mal ou vomitar, e isso acaba aumentando ainda mais minha ansiedade nessas situações.
    Já fiz acompanhamento psicológico em outros momentos da minha vida, mas sinto que não tive a melhora que esperava. Com o passar dos anos, percebo que esse problema continua me limitando e fazendo com que eu evite situações que gostaria de viver normalmente.
    Eu tento lidar com isso da melhor forma possível. Já procurei técnicas para me acalmar, tentei me expor aos poucos às situações que me causam desconforto e busquei mudar alguns comportamentos, mas ainda sinto que a ansiedade continua muito presente.
    Gostaria de saber se existem abordagens terapêuticas mais indicadas para casos como o meu e como posso saber se vale a pena tentar a terapia novamente, mesmo não tendo tido bons resultados nas experiências anteriores.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    Pelo que você descreve, a ansiedade tem impactado significativamente sua qualidade de vida e levado a comportamentos de evitação, como evitar comer fora de casa ou estar em determinadas situações por medo de passar mal. Esse ciclo é bastante comum: quanto mais evitamos aquilo que nos causa medo, maior tende a ser a sensação de ameaça quando precisamos enfrentá-lo.
    O fato de experiências anteriores com a psicoterapia não terem produzido o resultado esperado não significa que o tratamento não possa ser eficaz. Existem diferentes abordagens e formas de conduzir o processo terapêutico, e a qualidade do vínculo com o profissional, os objetivos estabelecidos e a adequação das estratégias ao seu caso também influenciam os resultados.
    Em situações como a que você relata, é importante realizar uma avaliação cuidadosa para compreender quais fatores mantêm essa ansiedade e quais intervenções podem ser mais úteis. Dependendo da formulação do caso, recursos como psicoeducação, técnicas de regulação emocional, reestruturação de pensamentos, exposição gradual e outras estratégias podem fazer parte do tratamento, sempre respeitando o ritmo e as necessidades de cada pessoa.
    Vale a pena considerar uma nova tentativa de psicoterapia, especialmente se esses sintomas continuam limitando sua rotina e impedindo você de viver experiências importantes. Buscar ajuda não significa recomeçar do zero, mas utilizar tudo o que já aprendeu sobre si mesmo para construir um caminho terapêutico mais direcionado às suas necessidades atuais.


  • Qual é o papel do psicólogo no treino de tolerância ao estresse no Transtorno de Personalidade Borde

    Qual é o papel do psicólogo no treino de tolerância ao estresse no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    O psicólogo tem um papel fundamental no treino de tolerância ao estresse em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Esse trabalho busca ajudar o paciente a enfrentar situações difíceis e emoções intensas sem recorrer a comportamentos impulsivos ou prejudiciais.

    Na psicoterapia, são desenvolvidas estratégias para reconhecer emoções, regular reações, aumentar a capacidade de suportar momentos de sofrimento e encontrar formas mais saudáveis de lidar com conflitos e frustrações. Além disso, o processo terapêutico oferece um espaço seguro para compreender padrões de funcionamento e fortalecer recursos internos para enfrentar desafios do dia a dia.

    É importante lembrar que cada pessoa possui necessidades específicas, por isso o tratamento deve ser individualizado e conduzido por um profissional habilitado.


  • Qual é o papel da rede de apoio familiar no manejo terapêutico de indivíduos com Transtorno de Perso

    Qual é o papel da rede de apoio familiar no manejo terapêutico de indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    A rede de apoio familiar pode desempenhar um papel importante no manejo terapêutico de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), especialmente por oferecer suporte emocional, acolhimento e maior estabilidade nas relações interpessoais.

    Quando os familiares recebem orientações adequadas sobre o transtorno, tornam-se mais capazes de compreender as dificuldades emocionais da pessoa, reduzindo julgamentos, conflitos e interpretações equivocadas dos comportamentos. Além disso, podem contribuir para a construção de limites saudáveis e para o incentivo à adesão ao tratamento.

    No entanto, é importante lembrar que nem toda família consegue exercer esse papel de forma protetiva. Em alguns casos, relações marcadas por invalidação emocional, críticas constantes ou conflitos intensos podem aumentar o sofrimento. Por isso, o trabalho terapêutico também envolve identificar quais vínculos são fontes de apoio e como fortalecer uma rede de suporte que favoreça o bem-estar e o desenvolvimento emocional do indivíduo.

    Cada caso é único, e a participação da família deve sempre considerar a história, as necessidades e o contexto de vida da pessoa em acompanhamento.


  • O que estuda a psicopatologia e qual sua importância na psicologia?

    O que estuda a psicopatologia e qual sua importância na psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    A psicopatologia é a área da Psicologia que estuda o sofrimento psíquico e as diferentes formas como ele pode se manifestar por meio de emoções, pensamentos e comportamentos. Seu objetivo não é apenas identificar sintomas ou transtornos, mas compreender como cada pessoa vivencia suas dificuldades e de que maneira elas impactam sua vida.

    Sua importância está em auxiliar os profissionais a reconhecer sinais de sofrimento emocional e a oferecer intervenções mais adequadas. No entanto, é importante lembrar que um diagnóstico não define uma pessoa. Por trás dos sintomas existe uma história, experiências, relações e significados únicos que merecem ser compreendidos com respeito e acolhimento.

    Por isso, a psicopatologia é uma ferramenta fundamental na prática clínica, pois contribui tanto para a compreensão dos transtornos mentais quanto para uma escuta mais sensível e humana da singularidade de cada indivíduo.


  • Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha

    Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha determinados comportamentos. Como lidar com o corte de laços familiares pois sinto que não pertenço aqui sendo que até mesmo minha mãe disse que meu sobrinho nasceu na família errada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    Sinto muito que você esteja vivendo essa situação. Quando a aceitação vem acompanhada de condições, críticas ou da necessidade de esconder partes importantes de quem somos, é comum surgirem sentimentos de rejeição, solidão e não pertencimento.

    Antes de pensar em cortar laços familiares, pode ser importante refletir sobre quais limites são necessários para proteger seu bem-estar emocional. Em algumas situações, é possível manter contato com a família de forma mais saudável, estabelecendo limites claros sobre o que você aceita ou não nas relações. Em outras, o afastamento parcial ou total pode ser uma alternativa quando o convívio se torna fonte constante de sofrimento.

    Também vale lembrar que pertencimento nem sempre está restrito à família de origem. Muitas pessoas encontram apoio, acolhimento e identificação em amizades, relacionamentos e comunidades que respeitam sua autenticidade.

    A psicoterapia pode ser um espaço importante para elaborar essas dores, fortalecer sua autoestima e ajudá-lo a tomar decisões alinhadas às suas necessidades e valores, sem culpa e com maior clareza emocional.


  • A remissão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ocorrer sem intervenção terapêutica

    A remissão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ocorrer sem intervenção terapêutica formal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Dos Santos Sobrinho

    Sim, algumas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline podem apresentar redução significativa dos sintomas ao longo do tempo, inclusive sem uma intervenção terapêutica formal. No entanto, isso não significa que o sofrimento emocional, as dificuldades nos relacionamentos ou outros desafios associados ao transtorno desapareçam completamente.

    A psicoterapia continua sendo uma das formas mais eficazes de promover estabilidade emocional, desenvolver habilidades de regulação das emoções e melhorar a qualidade de vida. Cada caso é único, por isso uma avaliação individualizada é fundamental para compreender as necessidades de cada pessoa.


Perguntas frequentes

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