Perguntas do paciente (38)
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a terapia pode ajudar bastante. O que você descreve mostra que a busca por explicações sobre os sintomas parece, ao mesmo tempo, trazer algum alívio momentâneo e aumentar sua angústia. Isso é algo que pode acontecer com muitas pessoas.
Pesquisar sintomas nem sempre é um problema em si, mas, quando isso aumenta a ansiedade ou reforça o medo de sair de casa, vale a pena falar sobre esse movimento durante a terapia. Além disso, como você iniciou o uso de escitalopram recentemente, é importante manter o acompanhamento com o médico responsável para avaliar a evolução do tratamento.
Com o suporte adequado, é possível compreender melhor o que está acontecendo e encontrar outras formas de lidar com esse sofrimento.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode ser uma experiência bastante comum. Depois de viver dias de grande proximidade com alguém importante, é natural que a separação desperte tristeza e saudade, mesmo quando o relacionamento está bem. Se esse sentimento for passageiro e não impedir sua rotina, tende a fazer parte do vínculo afetivo. Caso essa sensação se torne muito intensa ou frequente, a terapia pode ser um espaço para compreender o que essa ausência mobiliza em você, sem reduzir a experiência a um problema ou diagnóstico.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem toda tristeza após um acontecimento difícil significa que a depressão voltou. Para quem já viveu um episódio depressivo, é compreensível que exista esse receio, mas cada momento precisa ser compreendido em sua singularidade. Na terapia, buscamos diferenciar uma reação esperada diante das dificuldades de um possível retorno do sofrimento depressivo, entendendo como cada pessoa é afetada pelos acontecimentos da própria vida. Esse acompanhamento pode ajudar tanto na prevenção quanto no reconhecimento precoce de sinais que mereçam mais atenção
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. Como o fenômeno de “descontinuidade do self narrativo” se relaciona ao Transtorno de Personalidade
. Como o fenômeno de “descontinuidade do self narrativo” se relaciona ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A “descontinuidade do self narrativo” pode ajudar a compreender uma dimensão frequente no TPB: a dificuldade de sustentar uma sensação estável de quem se é ao longo do tempo. A pessoa pode sentir mudanças intensas em sua autoimagem, desejos e relações, sobretudo diante de abandono, rejeição ou conflitos.
Para a psicanálise lacaniana, o eu é sempre construído nas relações e na linguagem, não sendo uma unidade totalmente fixa. No TPB, certas identificações podem se tornar mais instáveis, fazendo com que o sujeito dependa muito do olhar e da presença do outro para se reconhecer. A análise pode ajudar a criar formas mais consistentes de narrar a própria experiência e lidar com os afetos.
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Qual a função interpessoal da autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Qual a função interpessoal da autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a autoagressão pode ter diferentes funções e não deve ser entendida apenas como “busca de atenção” ou manipulação. Em muitos casos, ela funciona como uma tentativa de comunicar um sofrimento que ainda não conseguiu ser colocado em palavras, pedir ajuda, tornar visível uma dor psíquica intensa ou evitar uma sensação de abandono.
Também pode ocorrer após conflitos importantes, como uma forma de expressar raiva, culpa, medo de rejeição ou necessidade de reparação no vínculo. Isso não significa que a pessoa “faça para controlar” o outro de maneira calculada; frequentemente trata-se de uma resposta desesperada diante de afetos muito intensos e de dificuldade para regulá-los.
Cada caso precisa ser avaliado com cuidado, considerando tanto o risco quanto a história e a função singular daquele comportamento.
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O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) causa choros e piora os episódios depressivos ?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) causa choros e piora os episódios depressivos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode acontecer. Na psicanálise, entende-se que o TOC envolve uma luta constante contra a própria angústia, o que pode gerar exaustão psíquica e afetiva. Quando o sujeito não encontra alívio na repetição dos rituais, surgem tristeza, choro e desânimo, intensificando os episódios depressivos. O tratamento busca compreender o sentido dessa repetição, e não apenas conter os sintomas.
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É possível que a visão de túnel seja um sintoma de outro transtorno além do Transtorno Obsessivo-Com
É possível que a visão de túnel seja um sintoma de outro transtorno além do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A chamada “visão de túnel” pode aparecer em diferentes quadros, não apenas no TOC. Do ponto de vista psicanalítico, ela pode expressar um estreitamento da percepção ligado à angústia, quando o sujeito se fixa em um ponto para tentar conter algo do excesso interno. Mais do que um sintoma isolado, é um modo de defesa diante do real, que merece ser escutado no contexto de cada história.
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Por que a lógica não é suficiente para superar a "visão de túnel" do Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Por que a lógica não é suficiente para superar a "visão de túnel" do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, compreende-se que o TOC não se sustenta na lógica racional, mas no gozo que se repete, mesmo contra a vontade consciente. A “visão de túnel” não se desfaz com argumentos, porque está ligada a uma necessidade inconsciente de controle frente à angústia. O trabalho analítico busca abrir espaço para que o sujeito possa falar desse impasse, em vez de tentar resolvê-lo apenas pelo pensamento lógico.
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A "confusão mental" é um sintoma da desregulação emocional?
A "confusão mental" é um sintoma da desregulação emocional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a emoção transborda o que pode ser pensado, o pensamento se confunde, pode-se pensar do inconsciente tentando dizer algo que ainda não tem nome.
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O que é looping no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
O que é looping no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o “looping” no TEA é visto como uma repetição que ajuda o sujeito a se organizar diante do excesso do mundo. Mais do que um sintoma a eliminar, é um modo singular de estabilização que merece ser escutado em seu sentido próprio.
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O que pode ser confundido com autismo em adultos? .
O que pode ser confundido com autismo em adultos? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em adultos, certas formas de retraimento, dificuldade nas relações ou modos singulares de pensar e falar podem lembrar o autismo, mas nem sempre se tratam de um quadro do espectro. Na psicanálise, é importante considerar a história e o modo de laço de cada sujeito, pois diferentes estruturas e experiências podem produzir manifestações semelhantes. O essencial é compreender o sentido singular dessas características, e não apenas encaixá-las em um diagnóstico.
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Qual é a interseção entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Hiperfixação ?
Qual é a interseção entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Hiperfixação ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise lacaniana, tanto o TOC quanto a hiperfixação revelam formas de o sujeito se relacionar com o gozo - aquilo que o prende à repetição. No TOC, essa repetição vem marcada pela angústia e pela tentativa de controle; na hiperfixação, aparece como uma satisfação que organiza, mas também limita o desejo. Em ambos os casos, o que importa é compreender o sentido singular que essa repetição tem para cada sujeito.
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Como o hiperfoco afeta o sono ? .
Como o hiperfoco afeta o sono ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o hiperfoco pode ser entendido como uma forma intensa de investimento libidinal, em que o sujeito se prende a uma atividade ou pensamento. Quando esse circuito não encontra pausa, o corpo perde o ritmo necessário ao descanso, o sono é tomado pela excitação psíquica. O tratamento busca abrir espaço para o desligamento, permitindo que o sujeito se desprenda momentaneamente desse foco.
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Quando a Hiperfixação se torna um problema? .
Quando a Hiperfixação se torna um problema? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A hiperfixação se torna um problema quando o foco intenso deixa de ser uma fonte de satisfação e passa a limitar o desejo ou isolar o sujeito do laço com os outros. Na psicanálise, entende-se que mesmo o interesse mais legítimo pode se tornar um modo de gozo repetitivo, quando serve para tamponar a angústia. O tratamento busca abrir espaço para que o sujeito possa se deslocar desse ponto fixo e reencontrar outras formas de investimento.
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Quais são as estratégias de enfrentamento para o medo existencial ?
Quais são as estratégias de enfrentamento para o medo existencial ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o medo existencial é visto como parte da condição humana, visto como um encontro com o limite, com o não saber sobre a própria existência. Em vez de “enfrentar” no sentido de eliminar, o caminho é dar lugar à palavra, permitindo que esse medo ganhe sentido na fala e se inscreva na história do sujeito. O processo analítico ajuda a transformar a angústia em elaboração.
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Como a crise existencial pode afetar o corpo - lesão corporal - ?
Como a crise existencial pode afetar o corpo - lesão corporal - ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, compreende-se que o corpo participa diretamente dos impasses existenciais. Quando a palavra não dá conta de expressar um conflito, o corpo pode se tornar o lugar onde o mal-estar se inscreve, seja em forma de dor, tensão ou até lesões. Nessas situações, o trabalho analítico busca reintroduzir o sentido na experiência, para que o corpo não precise falar sozinho.
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O que é o mecanismo de defesa identificação projetiva?
O que é o mecanismo de defesa identificação projetiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, a identificação projetiva é um mecanismo de defesa descrito por Melanie Klein. Diferente da simples projeção, em que partes do eu são atribuídas ao outro, na identificação projetiva o sujeito “coloca” aspectos seus no objeto, de modo inconsciente, e passa a controlá-lo, atacá-lo ou até habitá-lo psiquicamente.
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Qual é o Tratamento para a impulsividade negativa ?
Qual é o Tratamento para a impulsividade negativa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A impulsividade negativa pode ser trabalhada na análise como uma forma de dar sentido ao que se expressa no ato, ajudando a transformar o impulso em palavra e a encontrar modos menos dolorosos de lidar com o que aparece.
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Como posso superar a minha insegurança emocional ?
Como posso superar a minha insegurança emocional ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A insegurança emocional não é algo a ser “superado” de uma vez, mas algo a ser compreendido: ela aponta para dúvidas, medos e conflitos inconscientes sobre si e sobre o outro. O caminho é poder falar disso em análise, reconhecer de onde vem essa fragilidade e dar novos sentidos a ela. Assim, a insegurança deixa de paralisar e pode se transformar em abertura para o encontro com o outro
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Como posso superar o isolamento emocional ? .
Como posso superar o isolamento emocional ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o isolamento emocional costuma indicar uma defesa: afastar-se dos afetos e dos vínculos para evitar a dor de se expor. O tratamento não é “forçar” a sair do isolamento, mas criar um espaço em que esse fechamento possa ser falado e compreendido. Assim, o sujeito encontra pouco a pouco novas formas de se ligar ao outro e a si mesmo
Perguntas frequentes
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Tomava o Lenzetto para reposição hormonal (2 pumps) pela manhã junto com o Gympro 200 pela noite.
Obrigada por trazer sua dúvida com tantos detalhes, isso ajuda bastante a…