Perguntas do paciente (1323)

  • É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?

    É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O tratamento do Transtorno Bipolar tipo 2 deve ser individualizado conforme o perfil de sintomas, histórico de episódios depressivos e hipomaníacos, resposta prévia às medicações e características clínicas de cada paciente. Em alguns casos, um antipsicótico atípico pode ser utilizado como estratégia principal de tratamento, pois algumas medicações dessa classe apresentam propriedades estabilizadoras do humor e podem auxiliar na prevenção de oscilações importantes.

    Entretanto, nem todos os pacientes respondem da mesma forma, e a escolha entre antipsicótico, estabilizadores do humor ou combinações terapêuticas depende de uma avaliação psiquiátrica criteriosa. É fundamental acompanhar sintomas como depressão, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono e impulsividade, além da tolerabilidade e dos efeitos metabólicos da medicação. O seguimento regular com o psiquiatra permite ajustar o tratamento buscando maior estabilidade do humor e qualidade de vida.


  • Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescent

    Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescentes e adultos abaixo de 70kg. Mas existem evidências nas práticas clínicas que um adulto de maior peso tem uma tendência de precisar de dose de 80 a 100mg pra estabilizar do que alguém mais magro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A relação entre peso corporal e dose de atomoxetina (Atentah) em adultos não é considerada um fator determinante isolado para definir a dose terapêutica. Embora o peso possa influenciar alguns aspectos farmacocinéticos, a resposta ao medicamento depende principalmente de fatores individuais, como metabolismo, atividade das enzimas hepáticas, intensidade dos sintomas, tolerabilidade e presença de comorbidades.

    Na prática clínica, alguns adultos podem necessitar de doses mais altas, como 80 a 100 mg/dia, para obter resposta adequada no tratamento do TDAH em adultos, mas isso não ocorre necessariamente por terem maior peso corporal. Pessoas com menor peso também podem precisar de doses elevadas, enquanto pessoas com maior peso podem responder a doses menores.

    A titulação deve ser feita de forma gradual e acompanhada pelo psiquiatra, avaliando benefícios e possíveis efeitos adversos, especialmente em relação a ansiedade, insônia, irritabilidade, alterações de humor e sintomas cardiovasculares. A dose ideal é aquela que proporciona melhor controle dos sintomas com boa segurança e tolerabilidade.


  • Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:- MANHÃ : Vortio

    Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:
    - Manhã: Vortioxetina 20mg, Lítio 600mg, Bupropiona xl 300mg, Lamotrigina 100mg.
    Noite: Mirtazapina 45mg, Litio 300, Lamotrigina 100.
    Ela tem apresentado muito enjôo o dia todo, e após tomar os remédios da noite ela diz que parece que vai morrer (dor de cabeça como se estivesse apertando a cabeça), aperto no peito, dor abdominal e fraqueza, com sensação de desmaio.
    Tenho tentado contato com o psiquiatra dela, sem sucesso. Ela está pensando em parar com tudo, tenho muito medo da piora só Borderline. Ela com essa medicação está com menos impulsividade, e a depressão parece melhor, mas muito triste com os efeitos colaterais.
    A litemia está ok! O que posso fazer pra melhorar o estado dela? Há alguma interação dos medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O relato mostra uma situação que merece reavaliação do psiquiatra, pois sua filha parece estar apresentando boa resposta em alguns aspectos (redução da impulsividade e melhora depressiva), mas com efeitos adversos que estão comprometendo muito a qualidade de vida. Em tratamentos psiquiátricos complexos, o objetivo é sempre encontrar o melhor equilíbrio entre benefício e tolerabilidade.

    A combinação descrita envolve vários medicamentos com atuação no sistema nervoso central. Mesmo com a litemia adequada, o lítio exige acompanhamento periódico de função renal, tireoide e eletrólitos, pois sintomas como náuseas, fraqueza, tremores ou mal-estar podem ter múltiplas causas. Além disso, vortioxetina, bupropiona, mirtazapina e lamotrigina podem contribuir, em algumas pessoas, para sintomas como náuseas, cefaleia, tontura, sonolência ou sensação de indisposição, principalmente quando associados.

    É importante que ela não suspenda todas as medicações de forma abrupta, pois isso pode aumentar o risco de descompensação do transtorno de personalidade borderline, piora depressiva, impulsividade ou sintomas de retirada. Como há dificuldade de contato com o médico, tente outros canais da clínica ou busque uma avaliação alternativa, especialmente diante da intensidade dos sintomas.

    Procurem atendimento com urgência se houver desmaio, confusão, febre, rigidez muscular importante, piora abrupta do comportamento, pensamentos de morte ou risco de autoagressão. Uma revisão cuidadosa do esquema pode permitir manter os benefícios obtidos reduzindo os efeitos colaterais.


  • minha psiq associou quetiapina 25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu

    minha psiq associou quetiapina
    25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu já vinha usando há 30 dias e melhorar sintomas residuais após uma nova crise de ansiedade q ainda persistiram .
    Essa dose costuma ser suficiente para esse fim ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A associação de quetiapina 25 mg com venlafaxina 225 mg pode ser utilizada em alguns contextos para auxiliar no controle de sintomas residuais de ansiedade, alterações do sono e inquietação, além de oferecer suporte durante a retirada gradual do alprazolam. Entretanto, a resposta é bastante individual e depende da intensidade dos sintomas, histórico clínico e tolerância às medicações.

    A quetiapina 25 mg é considerada uma dose baixa, geralmente com maior efeito relacionado à sedação e melhora do sono, enquanto a venlafaxina 225 mg já está em uma faixa terapêutica elevada e atua nos sintomas ansiosos e depressivos. Para algumas pessoas, essa combinação é suficiente para auxiliar na estabilização; para outras, pode ser necessário ajustar a estratégia conforme a evolução.

    O desmame do alprazolam deve ser feito de forma gradual e personalizada, pois mesmo após uso de 30 dias pode ocorrer retorno de ansiedade, sintomas físicos ou desconforto na retirada. A quetiapina não substitui automaticamente o efeito do benzodiazepínico, mas pode fazer parte de um plano terapêutico.

    O ideal é acompanhar a evolução nas próximas semanas e retornar ao psiquiatra para avaliar resposta, sono, nível de ansiedade e possíveis efeitos adversos. Não altere as doses por conta própria. O objetivo é controlar os sintomas de ansiedade sem manter dependência de medicamentos de uso contínuo com maior risco de tolerância.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo e com ansiedade por deixa lá sozinha, ela tem 75 anos estou com o coração doendo. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A mudança para morar com sua namorada representa uma nova fase da vida e é compreensível que desperte sentimentos intensos, principalmente quando existe um vínculo de cuidado e preocupação com sua mãe. A ansiedade, a culpa e o medo de deixá-la sozinha podem surgir justamente porque essa relação é importante para você.

    É importante lembrar que construir sua própria vida não significa abandonar sua mãe. É possível manter presença e cuidado de outras formas: estabelecer uma rotina de ligações ou visitas, combinar momentos juntos, verificar se ela possui uma rede de apoio (familiares, amigos ou vizinhos) e deixar organizados contatos para situações de necessidade.

    Quando vier o pensamento de que algo ruim pode acontecer por você estar saindo de casa, tente observar se a ansiedade está aumentando uma possibilidade e transformando-a em certeza. A transição pode ser desconfortável no início, mas muitas famílias conseguem se adaptar a essa nova dinâmica.

    Se esse sofrimento estiver muito intenso, com aperto no peito, crises de ansiedade, insônia, pensamentos repetitivos ou dificuldade de seguir sua rotina, uma avaliação com psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a lidar com essa fase de mudança. O objetivo não é diminuir o amor e a responsabilidade pela sua mãe, mas permitir que você também viva suas próprias etapas de forma saudável.


  • Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entan

    Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entanto, tenho tido uma insônia bem forte nesses primeiros dias e o psiquiatra me receitou tomar trazodona 50mg a noite. Pesquisei na internet e vi a combinação dessas medicações possuem um risco de desenvolver sindrome da seretonina. Essa combinação é segura e comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A associação de sertralina e trazodona é uma combinação utilizada na prática psiquiátrica, especialmente quando há necessidade de tratar transtorno de ansiedade generalizada (TAG), crises de ansiedade, transtorno do pânico e sintomas de insônia associados. Embora ambas atuem no sistema serotoninérgico, a ocorrência de síndrome serotoninérgica em doses terapêuticas e com acompanhamento médico é considerada incomum.

    No início do uso da sertralina, é relativamente frequente ocorrer uma fase de adaptação com insônia, aumento transitório da ansiedade, inquietação ou sensação de ativação, principalmente nas primeiras semanas. A trazodona em dose baixa é frequentemente utilizada como auxiliar do sono nesse período, podendo melhorar a qualidade do descanso enquanto o antidepressivo começa a apresentar seus efeitos.

    É importante não suspender ou ajustar as medicações por conta própria. Procure orientação médica se surgirem sintomas como febre, confusão, agitação intensa, rigidez muscular, tremores importantes, sudorese excessiva ou diarreia intensa, que são sinais que precisam de avaliação.

    O acompanhamento com seu psiquiatra é fundamental para ajustar o tratamento conforme sua resposta. A escolha da combinação deve sempre considerar o equilíbrio entre controle dos sintomas, segurança e tolerabilidade individual.


  • Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?

    Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    (escitalopram) pode causar, em algumas pessoas, uma sensação de redução de energia, sonolência, cansaço ou uma espécie de “apatia”, principalmente nas primeiras semanas de tratamento. Esse período inicial corresponde à adaptação do organismo ao medicamento e, em muitos casos, esses efeitos diminuem com o tempo.

    Por outro lado, a falta de vontade de fazer qualquer coisa também pode estar relacionada ao próprio quadro que está sendo tratado, como depressão, ansiedade, esgotamento emocional ou alterações do humor. O escitalopram costuma apresentar seus efeitos terapêuticos de forma gradual, geralmente ao longo de algumas semanas, e a melhora da disposição pode acompanhar a melhora global dos sintomas.

    É importante observar há quanto tempo você iniciou o Revoc, qual a dose utilizada e se essa falta de motivação veio acompanhada de piora da tristeza, isolamento, perda de prazer, pensamentos negativos ou dificuldade importante para realizar atividades.

    Não suspenda a medicação por conta própria, pois a interrupção abrupta pode causar sintomas de retirada e piora do quadro. Converse com seu psiquiatra para avaliar se é uma fase de adaptação ou se é necessário ajustar dose, horário ou estratégia terapêutica. O objetivo do tratamento é reduzir os sintomas sem comprometer sua energia e qualidade de vida.


  • Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?

    Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O uso de ácido valproico (250 mg duas vezes ao dia, totalizando 500 mg/dia) pode estar associado a alterações hormonais em algumas mulheres, incluindo um aumento do risco de desenvolver características relacionadas à síndrome dos ovários policísticos (SOP), principalmente em mulheres mais jovens. Porém, o diagnóstico de SOP não é feito apenas pelo uso do medicamento ou por alterações no ultrassom.

    A SOP é definida por uma combinação de fatores, como irregularidade menstrual ou ausência de ovulação, sinais de aumento de andrógenos (acne, aumento de pelos, queda de cabelo) e alterações ovarianas compatíveis, após excluir outras causas.

    Caso tenham surgido alterações como ciclos menstruais irregulares, ganho de peso, acne, aumento de pelos ou mudanças no cabelo após iniciar o valproato, é importante conversar com o psiquiatra e considerar uma avaliação com ginecologista ou endocrinologista.

    Não interrompa o ácido valproico por conta própria, pois ele pode ser fundamental no tratamento de condições como transtorno bipolar. A decisão de manter, ajustar ou substituir a medicação deve considerar o equilíbrio entre benefícios, riscos e alternativas terapêuticas.


  • Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? S

    Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? Se sim, como resolver esse problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, o ácido valproico pode causar queda de cabelo, mesmo em doses como 500 mg ao dia divididos em duas tomadas de 250 mg. Esse efeito é conhecido e costuma ocorrer por alteração temporária do ciclo de crescimento dos fios, geralmente como uma queda difusa (eflúvio telógeno). A intensidade varia entre as pessoas e, em muitos casos, pode melhorar com o tempo ou após ajustes no tratamento.

    Antes de atribuir a queda exclusivamente ao valproato, é importante investigar outras causas frequentes, como alterações da tireoide, deficiência de ferro/ferritina, vitamina B12, vitamina D, alterações hormonais, estresse, mudanças de peso ou alimentação inadequada. O medicamento também pode estar associado a alterações metabólicas e hormonais em alguns pacientes.

    A conduta depende da intensidade da queda e da importância do ácido valproico para o controle do quadro psiquiátrico. O ideal é conversar com o psiquiatra para avaliar a relação entre benefício e efeito adverso, podendo considerar ajuste de dose, troca de medicação ou outras estratégias quando indicado. Não suspenda o medicamento por conta própria, pois a retirada sem acompanhamento pode levar à descompensação do quadro tratado.

    Uma avaliação dermatológica também pode ajudar a identificar o tipo de queda e orientar medidas específicas para preservar a saúde dos cabelos.


  • Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo so

    Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo sono muito cedo, tipo 20-21 horas já to com muito sono, e pra mim eu assustei porque não é comum já que eu tenho propensão a insonia e eu sempre durmo lá pras 23:00 ou 00:00, é o meu comum, então to estranhando esse sono todo, tem a ver com o medicamento ou pode ser alguma outra coisa? devo me preocupar, quando buscar um medico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A paroxetina pode, sim, estar relacionada a esse aumento de sonolência. Esse é um efeito relativamente conhecido, principalmente nas primeiras semanas ou meses de tratamento, pois o medicamento pode ter um efeito mais sedativo em algumas pessoas. Como você percebeu uma mudança clara no seu padrão habitual de sono após iniciar a medicação, é possível que exista relação com o tratamento.

    Em muitos pacientes, essa sonolência tende a diminuir conforme o organismo se adapta, mas em algumas pessoas ela pode persistir. Uma alternativa frequentemente considerada pelo médico é ajustar o horário de tomada (por exemplo, passar para a noite), mas essa decisão deve ser individualizada conforme sua resposta e os objetivos do tratamento.

    Não suspenda a paroxetina por conta própria, pois a interrupção abrupta pode causar sintomas de descontinuação e retorno dos sintomas tratados, como ansiedade, crises de ansiedade, alterações do humor ou insônia.

    Vale conversar com seu psiquiatra se essa sonolência estiver prejudicando sua rotina, trabalho, estudos ou atividades diárias. Procure avaliação antes se o sono vier acompanhado de confusão, desmaios, fraqueza intensa, piora importante do humor ou outros sintomas novos. Também é importante considerar outras causas de cansaço, como alterações hormonais, anemia, problemas de sono ou outras condições clínicas, caso o médico julgue necessário investigar.


  • Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?

    Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A associação de sertralina, duloxetina e quetiapina pode ser utilizada em alguns tratamentos psiquiátricos, desde que haja indicação e acompanhamento médico, pois cada medicamento atua de forma diferente no sistema nervoso. A quetiapina costuma ser administrada à noite devido ao seu potencial efeito sedativo e por poder auxiliar na organização do sono em alguns pacientes. A sertralina e a duloxetina podem ser prescritas pela manhã em determinadas situações, principalmente quando há necessidade de reduzir interferências no sono ou adequar os efeitos ao longo do dia. Entretanto, a combinação de medicamentos que atuam sobre serotonina exige monitoramento para avaliar tolerabilidade e possíveis efeitos como agitação, ansiedade, alterações do sono ou outros sintomas. O acompanhamento psiquiátrico é essencial para ajustar doses, horários e avaliar a resposta individual ao tratamento.


  • O carbolitium em dose baixa engorda? Dose 300 mg? Pode ser tomado com monjaro?

    O carbolitium em dose baixa engorda? Dose 300 mg? Pode ser tomado com monjaro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O Carbolitium® (carbonato de lítio) pode estar associado a ganho de peso em algumas pessoas, porém esse efeito não ocorre em todos os pacientes e depende de fatores como dose, tempo de uso, metabolismo individual, alimentação, nível de atividade física e alterações hormonais. A dose de 300 mg é uma dose frequentemente utilizada em algumas fases do tratamento, mas mesmo em doses menores é necessário acompanhamento com exames e avaliação clínica.

    A associação do lítio com Mounjaro® (tirzepatida) deve ser feita com acompanhamento médico. A tirzepatida pode reduzir o apetite e causar perda de peso, além de provocar alterações gastrointestinais como náuseas e vômitos, que podem influenciar hidratação e função renal. Como o lítio possui uma margem terapêutica estreita e sua eliminação depende dos rins, mudanças importantes de hidratação, alimentação ou peso podem exigir monitoramento dos níveis séricos do medicamento. O ideal é que psiquiatra e endocrinologista acompanhem conjuntamente para garantir segurança e ajustar o tratamento quando necessário.


  • Bom dia a todos e desde ja agradeço a atenção. 1- Minha mãe (92 anos), começou a tomar Sertralina (

    Bom dia a todos e desde ja agradeço a atenção.
    1- Minha mãe (92 anos), começou a tomar Sertralina (100mg - 50 manhã e 50 noite), há alguns meses, apresentando melhora de humor, esquecimento e desorientação.
    2 - Há mais de 15 anos ela teve crise forte de fibromialgia e a Amitriptilina a ajudou muito. Ela toma 25mg à noite até o momento.
    Ela dormia mto bem. Mas, de uns tempos para cá, seu sono passou a ser agitado.
    Pode ser a interação desses dois remédios?
    Gratidão

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Em uma paciente de 92 anos, o uso combinado de sertralina e amitriptilina deve ser acompanhado com atenção, pois ambos atuam em neurotransmissores relacionados ao humor e podem apresentar efeitos somados. Alterações no padrão do sono, agitação, confusão ou mudanças comportamentais podem ocorrer por diferentes motivos, incluindo adaptação ou efeitos dos medicamentos, evolução cognitiva, condições clínicas associadas ou alterações próprias do envelhecimento. A amitriptilina, especialmente em idosos, merece cautela devido ao potencial de efeitos anticolinérgicos, que podem influenciar memória, equilíbrio e orientação. A sertralina pode beneficiar humor e ansiedade, mas o esquema de doses e horários deve ser individualizado. Recomenda-se uma avaliação médica para revisar a necessidade de manter ambos os medicamentos, possíveis interações e alternativas mais seguras para controle da dor, humor e sono, sempre evitando mudanças por conta própria.


  • Olá! O NAC 600 pode ser usado com ritalina e quetiapina, sendo usado a ritalina pela manhã, NAC no f

    Olá!
    O NAC 600 pode ser usado com ritalina e quetiapina, sendo usado a ritalina pela manhã, NAC no fim da tarde/início da noite, e quetiapina a noite, com intervalo de horas entre os medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O uso de NAC (N-acetilcisteína) junto com Ritalina® (metilfenidato) e quetiapina pode ser considerado em algumas situações, mas é importante que seja avaliado pelo médico que acompanha o tratamento. O NAC é um suplemento com ação antioxidante e vem sendo estudado em algumas condições neuropsiquiátricas, porém sua indicação depende do objetivo terapêutico e do perfil individual do paciente. Não há uma interação medicamentosa importante amplamente reconhecida entre NAC e esses medicamentos, mas o acompanhamento é recomendado. A separação dos horários, com metilfenidato pela manhã e quetiapina à noite, é uma estratégia frequentemente utilizada para adequar os efeitos de cada medicação. É importante observar alterações como sonolência excessiva, ansiedade, mudanças de humor, sono e concentração. Uma avaliação individualizada permite confirmar a segurança da combinação e ajustar o tratamento quando necessário.


  • Atualmente faço tratamento psicológico há 3 anos com 3 psicólogos diferentes, e um deles me diagnost

    Atualmente faço tratamento psicológico há 3 anos com 3 psicólogos diferentes, e um deles me diagnosticou com borderline e TDAH, mas outro psicólogo acha que eu tenho depressão e ansiedade. Tenho muitos sintomas do borderline e ansiedade e alguns de TDAH também, como falta de memória, esquecimento, falta de foco, sensibilidade sensorial a algumas coisas, mudanças de humor muito rápidas e bruscas, dependência emocional, medo do abandono e impulsividades. Gostaria de saber se alguém saberia informar se talvez teria algum tratamento para este tipo de situação (seja com medicamento ou não), e como faço para conseguir um diagnóstico para estes transtornos (caso eu tenha)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O diagnóstico em saúde mental exige uma avaliação clínica detalhada, pois sintomas como falta de foco, esquecimento, impulsividade, alterações de humor, ansiedade e dificuldades nos relacionamentos podem estar presentes em diferentes condições, incluindo TDAH em adultos, transtornos de ansiedade, depressão e transtorno de personalidade borderline. É importante analisar a história desde a infância, o padrão dos sintomas ao longo da vida, o funcionamento emocional e social, além de possíveis diagnósticos diferenciais. O profissional mais indicado para confirmar ou revisar o diagnóstico é o psiquiatra, podendo utilizar informações da psicoterapia e, quando necessário, avaliações complementares. O tratamento depende das características individuais e pode envolver psicoterapia estruturada, como a Terapia Dialética Comportamental para sintomas compatíveis com borderline, além de medicações direcionadas para sintomas específicos, como ansiedade, depressão, TDAH em adultos ou alterações de humor. Um plano terapêutico integrado pode favorecer maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Olá, tudo bem? Acabei uma cartela agora. Estou tomando apenas 1 comprimido por dia, conforme o médic

    Olá, tudo bem? Acabei uma cartela agora. Estou tomando apenas 1 comprimido por dia, conforme o médico orientou que, se eu me sentisse bem, não precisaria tomar 2. Porém, percebi que perdi bastante o apetite, emagreci e também estou sentindo um desconforto abdominal. Esses sintomas ainda podem melhorar com o tempo? Em quanto tempo a buspirona costuma fazer efeito completo? E, ao completar 1 mês de uso, posso interromper o medicamento ou o ideal é continuar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A buspirona é um medicamento utilizado principalmente para o tratamento de sintomas de ansiedade e possui um efeito diferente dos ansiolíticos de ação imediata. Seu benefício costuma aparecer de forma gradual, geralmente após 2 a 4 semanas de uso, podendo atingir resposta terapêutica mais completa entre 6 e 8 semanas, dependendo de cada paciente. A redução do apetite e o desconforto abdominal podem ocorrer como efeitos adversos, especialmente no início do tratamento, e em algumas pessoas tendem a melhorar com a adaptação do organismo. Entretanto, perda de peso importante ou sintomas persistentes devem ser comunicados ao médico. A interrupção após um mês não deve ser feita sem orientação, pois a duração ideal depende do diagnóstico, da evolução dos sintomas e da resposta ao tratamento. O acompanhamento permite avaliar se é necessário manter, ajustar a dose ou modificar a estratégia terapêutica.


  • Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensa

    Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensação de ressaca e muito sono e falta de apetite. Esses sintomas são normais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A trazodona pode causar alguns efeitos adversos, principalmente nas primeiras semanas de uso, enquanto o organismo se adapta ao medicamento. Sonolência intensa, sensação de “ressaca” ao acordar, tontura, dor de cabeça e redução do apetite podem ocorrer em algumas pessoas. Dores musculares ou desconfortos corporais também podem ser relatados, embora seja importante avaliar a intensidade e a persistência desses sintomas, pois nem sempre estão relacionados exclusivamente ao medicamento. Em muitos casos, há melhora gradual com a adaptação, mas alguns pacientes necessitam de ajuste de dose ou horário de administração. Não é recomendado suspender ou modificar o tratamento por conta própria. O ideal é informar o médico que prescreveu, principalmente se os efeitos estiverem prejudicando sua rotina, para avaliar a segurança e a melhor conduta terapêutica de acordo com seu quadro clínico.


  • Boa tarde! Passei pelo psiquiatra e foi me passado dois remédios Bilyt e cloridrato de trazodona dep

    Boa tarde! Passei pelo psiquiatra e foi me passado dois remédios Bilyt e cloridrato de trazodona depois que comecei tomar meu cabelo está caindo acho que se chama alopecia queria saber se e por conta dos remédios é oq fazer, se volta ao normal depois, pois meu retorno com o psiquiatra e só daqui um mês.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A queda de cabelo (alopecia) pode ter diversas causas, incluindo alterações hormonais, deficiências nutricionais, estresse emocional, doenças da tireoide e, em alguns casos, uso de medicamentos. A trazodona apresenta relatos de queda de cabelo como evento incomum, enquanto a possibilidade de relação com outros medicamentos depende da composição do Bilyt® e da resposta individual de cada pessoa. Quando a queda está relacionada a um medicamento, geralmente pode ser reversível após avaliação e ajuste adequado do tratamento, com recuperação gradual do ciclo capilar.

    É importante não suspender os remédios por conta própria, pois eles podem estar contribuindo para a melhora dos sintomas psiquiátricos. Como o retorno está previsto apenas para daqui a um mês, recomenda-se entrar em contato com o psiquiatra para relatar a queda de cabelo e verificar se é necessário antecipar a avaliação ou investigar outras causas. Uma abordagem individualizada permite equilibrar os benefícios do tratamento com a segurança e a qualidade de vida.


  • Frontal XR (0,5) protege de oscilações maiores durante o dia e evita os picos e vales do frontal com

    Frontal XR (0,5) protege de oscilações maiores durante o dia e evita os picos e vales do frontal comum ? Estou em uso de alpraz 0,25 2x ao dia há 30 dias por uma agudização da ansiedade na qual a medicação de base não foi modificada (venla 225mg) mas sinto q a ansiedade vai aumentando no fim da tarde antes da próxima dose. Me sinto uns 60-70% melhor considerando os primeiros dias da crise, nos quais eu nem conseguia vir trabalhar, mas ainda com bastante desconforto e ruído mental diante de algumas situações.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    alprazolam de liberação prolongada) foi desenvolvido para liberar o medicamento de forma mais gradual, podendo proporcionar níveis mais estáveis no organismo quando comparado ao alprazolam de liberação imediata. Em alguns pacientes, isso pode reduzir a percepção de oscilações entre o início e o final do efeito, como sensação de “pico” após a tomada e retorno dos sintomas antes da próxima dose.

    Entretanto, a resposta varia conforme metabolismo individual, dose, intensidade da ansiedade e características do quadro clínico. A venlafaxina 225 mg já atua como tratamento de base, mas durante períodos de agudização pode haver necessidade de estratégias temporárias. O uso de alprazolam deve ser acompanhado com cuidado, pois o uso contínuo pode levar a tolerância e dependência. Como houve melhora importante, mas ainda ocorre aumento da ansiedade no fim do dia, vale conversar com o psiquiatra sobre ajuste de horário, formulação ou plano de retirada gradual quando houver estabilidade, sempre de forma individualizada.


  • Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, é possível, mas é necessário diferenciar cuidadosamente os diagnósticos. A ciclotimia faz parte do espectro dos transtornos do humor e se caracteriza por oscilações crônicas entre períodos com sintomas depressivos e períodos de elevação do humor, porém sem preencher todos os critérios para episódios de depressão maior ou mania.

    Uma pessoa com ciclotimia pode apresentar fases de sofrimento emocional importante, mas quando existe uma depressão muito intensa, com grande prejuízo funcional, o psiquiatra precisa avaliar se há também um episódio depressivo maior associado, uma evolução para outro transtorno do humor (como transtorno bipolar) ou se os sintomas fazem parte de uma apresentação mais complexa.

    A avaliação considera a história completa: idade de início dos sintomas, duração e intensidade das fases, alterações de sono e energia, impulsividade, períodos de aumento de produtividade ou euforia, histórico familiar e resposta aos tratamentos anteriores. O diagnóstico correto é fundamental porque influencia a escolha das medicações, já que alguns antidepressivos isolados podem não ser a melhor estratégia em determinados perfis de transtornos do humor.

    O ideal é manter acompanhamento regular com psiquiatra, especialmente em quadros de maior gravidade, para monitorar sintomas, ajustar o tratamento e buscar maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


Perguntas frequentes

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