Perguntas do paciente (1323)

  • O que é o medicamento antietanol utilizado para tratar alcoólatras?

    O que é o medicamento antietanol utilizado para tratar alcoólatras?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O Antietanol® é um medicamento cujo princípio ativo é o dissulfiram. Ele é utilizado como uma ferramenta no tratamento da dependência do álcool (transtorno por uso de álcool), principalmente como parte de um plano de tratamento acompanhado por profissionais de saúde.

    O mecanismo de ação é provocar uma reação desagradável quando a pessoa ingere bebidas alcoólicas. O dissulfiram bloqueia uma enzima chamada aldeído desidrogenase, fazendo com que o organismo acumule acetaldeído, uma substância formada na metabolização do álcool. Isso pode causar sintomas como vermelhidão no rosto, palpitações, náuseas, vômitos, dor de cabeça, queda de pressão, mal-estar e sensação de calor, funcionando como uma forma de reduzir o consumo por aversão.

    É importante destacar que o dissulfiram não trata sozinho a dependência do álcool e costuma ter melhores resultados quando associado a acompanhamento com psiquiatra, psicoterapia e estratégias de mudança de comportamento. Também exige avaliação médica porque possui contraindicações e pode interagir com alguns medicamentos.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para tratar o transtorno por uso de álcool, além de possíveis condições associadas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, transtornos de humor e crises de ansiedade, que podem influenciar o consumo de álcool e a recuperação.


  • Quais os sintomas de uma pessoa com epilepsia sem convulsões?

    Quais os sintomas de uma pessoa com epilepsia sem convulsões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A epilepsia nem sempre se manifesta com convulsões visíveis. Existem crises epilépticas em que a pessoa não cai, não apresenta tremores pelo corpo e pode até parecer estar apenas “distraída” por alguns segundos. Essas crises são chamadas de crises focais (parciais) ou outros tipos de crises não convulsivas.

    Alguns sinais que podem ocorrer incluem:

    Momentos de ausência ou “desligamentos” por alguns segundos, com olhar parado e dificuldade de responder;
    Sensação de déjà vu, estranheza no ambiente ou sensação de que algo já aconteceu antes;
    Alterações repentinas de percepção, como cheiros ou gostos estranhos sem causa aparente;
    Formigamento, dormência ou sensação elétrica em uma parte do corpo;
    Contrações pequenas e involuntárias em uma mão, rosto ou parte do corpo;
    Confusão ou dificuldade para falar durante ou após o episódio;
    Falhas de memória sobre pequenos períodos de tempo;
    Sensação súbita de medo intenso, ansiedade ou pânico sem motivo claro;
    Episódios breves de comportamento automático, como mexer nas mãos, mastigar ou realizar movimentos repetitivos sem perceber.

    É importante lembrar que sintomas como ansiedade intensa, lapsos de memória, sensação de “desligamento” e alterações de percepção também podem ocorrer em outras condições, como transtornos de ansiedade, crises de pânico, estresse, privação de sono, TDAH em adultos e alterações do humor.

    O diagnóstico de epilepsia é feito pelo neurologista, geralmente considerando a história detalhada dos episódios e exames como eletroencefalograma (EEG) e, quando indicado, ressonância magnética de encéfalo. Anotar quando ocorre, duração, sintomas antes/durante/depois e possíveis gatilhos ajuda bastante na avaliação.


  • Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?

    Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O Carbolitium CR® (carbonato de lítio de liberação controlada), mesmo quando tomado uma vez ao dia, permanece no organismo por um período prolongado. O lítio tem uma meia-vida média em torno de 18 a 36 horas em adultos com função renal normal, ou seja, esse é aproximadamente o tempo que o corpo leva para eliminar metade da quantidade presente no sangue.

    Na prática, após interromper o uso, o lítio costuma levar cerca de 4 a 7 dias para ser eliminado em grande parte do organismo, podendo variar conforme fatores como dose utilizada, tempo de tratamento, idade, hidratação, funcionamento dos rins e uso de outros medicamentos.

    O fato de ser uma formulação CR (liberação controlada) faz com que o medicamento seja liberado mais lentamente, ajudando a manter níveis mais estáveis ao longo do dia, mas não significa que ele saia rapidamente do organismo.

    É importante não suspender ou alterar o horário do Carbolitium sem orientação médica, pois mudanças bruscas podem favorecer descompensação do quadro tratado. O acompanhamento com psiquiatra é fundamental para monitorar a litemia (nível de lítio no sangue), função renal e tireoide, além da evolução de sintomas relacionados a transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão, ansiedade, irritabilidade e estabilidade emocional.


  • É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de ma

    É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de manutenção após algumas semanas, causando despertares precoces? O que costuma ser feito nesses casos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, isso pode acontecer. A trazodona 50 mg de liberação imediata costuma ter um efeito mais evidente na fase inicial do sono, ajudando a adormecer, mas algumas pessoas percebem que, após algumas semanas, ela deixa de manter o sono adequadamente, levando a despertares durante a madrugada ou despertar precoce.

    Isso pode ocorrer porque a formulação de liberação imediata tem duração de ação mais curta e, em alguns pacientes, o efeito sedativo diminui antes do final da noite. Além disso, pode haver uma adaptação do organismo ao efeito inicial da medicação. Também é importante avaliar se a insônia está relacionada a fatores como ansiedade, depressão, estresse, alterações do humor, pensamentos acelerados ou hábitos inadequados de sono.

    Nessas situações, o psiquiatra geralmente avalia algumas possibilidades, como ajustar a dose, modificar o horário de tomada, considerar outra formulação (quando disponível), trocar a estratégia medicamentosa ou tratar fatores associados que estejam prejudicando a manutenção do sono.

    A decisão depende do perfil de cada pessoa, pois doses maiores de trazodona podem aumentar benefícios, mas também podem elevar o risco de efeitos como sonolência pela manhã, tontura e queda de pressão. Não é recomendado fazer ajustes sem orientação médica.

    O acompanhamento com psiquiatra é importante para avaliar a evolução da insônia, ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtornos de humor e qualidade do sono, buscando um tratamento que melhore tanto o início quanto a continuidade do sono.


  • Uma pessoa pode ter epilepsia mesmo sem nunca ter apresentado sintomas? Como convulsões por exemplo?

    Uma pessoa pode ter epilepsia mesmo sem nunca ter apresentado sintomas? Como convulsões por exemplo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, é possível que uma pessoa tenha epilepsia sem nunca ter apresentado uma convulsão evidente, embora isso não seja a situação mais comum. A epilepsia não se resume apenas às crises convulsivas; existem diferentes tipos de crises epilépticas, algumas mais discretas e que podem passar despercebidas.

    Algumas pessoas podem apresentar crises focais com manifestações sutis, como breves períodos de desconexão, sensação de “estar no automático”, lapsos de memória, alterações de percepção, sensações estranhas (como cheiros ou gostos incomuns), pequenos movimentos involuntários ou episódios curtos de confusão. Nem sempre esses eventos são reconhecidos como crises.

    Por outro lado, ter uma alteração em um exame, como um eletroencefalograma (EEG) com alguma atividade epileptiforme, não significa automaticamente que a pessoa tenha epilepsia. O diagnóstico depende da combinação entre história clínica, avaliação neurológica e exames complementares quando indicados.

    Algumas pessoas podem ter fatores de risco ou alterações cerebrais que aumentam a probabilidade de crises, mas nunca desenvolver sintomas ao longo da vida. Por isso, a avaliação individual é fundamental.

    Se existe alguma suspeita (por exemplo, alterações no EEG, episódios de apagão, confusão inexplicada, histórico familiar ou alterações em ressonância), o ideal é procurar um neurologista para investigação adequada.

    O acompanhamento especializado também é importante para diferenciar sintomas neurológicos de condições que podem se parecer com crises, como ansiedade, crises de pânico, estresse, alterações do sono ou outros transtornos psiquiátricos, evitando diagnósticos incorretos e garantindo o tratamento adequado.


  • Quetros 50mg é um bom adjuvante para potencializar efeitos ansiolíticos da venlafaxina na dose de 22

    Quetros 50mg é um bom adjuvante para potencializar efeitos ansiolíticos da venlafaxina na dose de 225mg?
    e em quanto tempo para observar efeito mais consistente ? além da melhora do sono e do relaxamento q já aparece nos primeiros dias de uso .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A associação de Quetros® 50 mg (quetiapina) com venlafaxina 225 mg pode ser utilizada em algumas situações como estratégia de potencialização, principalmente quando há sintomas persistentes de ansiedade, depressão, agitação, insônia ou instabilidade do humor. A indicação depende do diagnóstico, histórico clínico e resposta individual ao tratamento.

    Em doses baixas, como 50 mg, a quetiapina costuma apresentar inicialmente um efeito mais relacionado à sedação, melhora do sono e redução da tensão física, que muitas pessoas percebem já nos primeiros dias. Já um efeito mais consistente como adjuvante no controle da ansiedade e na estabilização emocional costuma ser avaliado após algumas semanas de uso contínuo, frequentemente entre 4 e 8 semanas, dependendo da resposta e do ajuste realizado pelo psiquiatra.

    É importante considerar que a quetiapina pode apresentar efeitos adversos, incluindo sonolência, aumento do apetite, ganho de peso e alterações metabólicas (glicemia e colesterol), por isso o acompanhamento é necessário, especialmente em uso prolongado.

    A resposta também depende do quadro tratado: em alguns pacientes com transtorno de ansiedade, depressão, transtornos de humor ou sintomas associados, a combinação pode trazer benefício; em outros, pode ser necessário outro ajuste terapêutico.

    O acompanhamento com psiquiatra é fundamental para avaliar a evolução de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, ajustando o tratamento de forma segura e individualizada.


  • Quem tem bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo não pode tomar antidepressivo? No caso, só estabi

    Quem tem bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo não pode tomar antidepressivo? No caso, só estabilizador de humor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Pessoas com transtorno bipolar ou transtorno esquizoafetivo podem, em alguns casos, utilizar antidepressivos, mas o uso costuma ser mais criterioso do que em uma depressão unipolar. Geralmente, o antidepressivo não é utilizado isoladamente, pois existe o risco de algumas pessoas apresentarem virada para mania/hipomania, aumento de agitação, aceleração dos pensamentos ou piora da instabilidade do humor.

    No transtorno bipolar, o tratamento de base frequentemente envolve estabilizadores do humor (como lítio, valproato, lamotrigina) e/ou alguns antipsicóticos com ação estabilizadora, dependendo do tipo de bipolaridade e da fase do transtorno. O antidepressivo pode ser considerado em situações específicas, principalmente em episódios depressivos, mas normalmente com proteção de um estabilizador e acompanhamento próximo.

    No transtorno esquizoafetivo, a medicação principal costuma ser um antipsicótico, podendo ser associado a estabilizador de humor quando há sintomas de polaridade bipolar ou a antidepressivo quando predominam sintomas depressivos, sempre avaliando riscos e benefícios.

    A decisão depende de vários fatores: histórico de episódios de mania ou hipomania, presença de sintomas psicóticos, resposta prévia às medicações, padrão das crises e características individuais do paciente. Algumas pessoas com esses diagnósticos podem usar antidepressivos com segurança, enquanto outras apresentam piora.

    O acompanhamento com psiquiatra é essencial para ajustar o tratamento de transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão, ansiedade, irritabilidade, insônia e sintomas psicóticos, buscando estabilidade emocional e prevenção de recaídas.


  • Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estab

    Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estabilizo. O que pode estar acontecendo comigo? Será que devo procurar um neurologista em vez de frequentar um psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Quando uma pessoa já passou por vários diagnósticos e tratamentos psiquiátricos sem conseguir uma estabilização adequada, é importante considerar uma reavaliação completa do caso, pois isso pode acontecer por diferentes motivos. Nem sempre significa que “nenhum remédio funciona”; às vezes é necessário revisar o diagnóstico, a combinação de sintomas, o tempo e a dose dos tratamentos anteriores, além de fatores associados.

    Algumas possibilidades incluem diagnóstico que precisa ser refinado, presença de mais de uma condição ao mesmo tempo, transtornos de humor, ansiedade persistente, TDAH em adultos, alterações do sono, uso de substâncias, estresse crônico ou condições clínicas que podem influenciar o funcionamento emocional e cognitivo.

    O neurologista pode ser indicado quando existem sinais de possível alteração neurológica, como crises convulsivas, alterações importantes de memória, desmaios, sintomas motores, alterações de sensibilidade ou dores neurológicas. Porém, para quadros de difícil estabilização envolvendo depressão resistente, ansiedade intensa, alterações de humor e resposta inadequada a medicamentos, o psiquiatra continua sendo o especialista principal. Em alguns casos, uma avaliação conjunta entre psiquiatria e neurologia pode ser útil.

    Uma boa estratégia é buscar um psiquiatra com experiência em casos complexos, que faça uma revisão detalhada do histórico: quais diagnósticos foram feitos, quais medicamentos foram usados, doses, tempo de uso, efeitos positivos e negativos, além de exames e fatores de estilo de vida.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para investigar e tratar ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando um diagnóstico mais preciso e um tratamento individualizado.


  • Qual a principal diferença entre o carbonato de lítio e o carbolitium CR? Qual dos dois é mais forte

    Qual a principal diferença entre o carbonato de lítio e o carbolitium CR? Qual dos dois é mais forte ou mais potente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O carbonato de lítio e o Carbolitium CR® possuem o mesmo princípio ativo: carbonato de lítio. A principal diferença entre eles está na forma de liberação do medicamento. O Carbolitium CR® é uma formulação de liberação controlada, que libera o lítio de maneira mais gradual no organismo, podendo proporcionar níveis sanguíneos mais estáveis e, em alguns pacientes, melhor tolerabilidade.

    Nenhum dos dois é considerado “mais forte” ou “mais potente” quando comparadas doses equivalentes. A eficácia depende da dose utilizada, concentração de lítio no sangue (litemia), resposta individual e objetivo do tratamento. O que pode mudar é a forma como o organismo absorve e mantém os níveis do medicamento ao longo do dia.

    Em alguns pacientes, o Carbolitium CR® pode ser escolhido por reduzir oscilações dos níveis de lítio, melhorar efeitos gastrointestinais ou facilitar o esquema de tomada. Já o carbonato de lítio convencional também é eficaz quando bem ajustado.

    O acompanhamento com psiquiatra é fundamental no tratamento com lítio para transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão resistente e estabilização do humor, com controle periódico da litemia, função renal e tireoide, garantindo segurança e melhor resposta terapêutica.


  • Estava tomando 1200mg de carbonato de lítio mas minha litemia deu muito baixa, então meu psiquiatra

    Estava tomando 1200mg de carbonato de lítio mas minha litemia deu muito baixa, então meu psiquiatra trocou pelo carbolitium CR 900mg. Minha pergunta é não se trata do mesmo medicamento? Ou tem alguma diferença entre eles? O carbolitium CR é superior ao carbonato de lítio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, os dois medicamentos têm o mesmo princípio ativo: carbonato de lítio. A diferença está principalmente na formulação e na liberação do medicamento. O Carbolitium CR® é uma apresentação de liberação controlada, ou seja, libera o lítio de forma mais gradual, podendo manter níveis mais estáveis no sangue ao longo do dia.

    O Carbolitium CR® não é necessariamente “superior” ou mais potente que o carbonato de lítio comum. Uma dose de 900 mg de Carbolitium CR não deve ser comparada diretamente com 1200 mg de carbonato de lítio convencional, pois a absorção e a distribuição do medicamento podem ser diferentes. O objetivo do psiquiatra é atingir uma litemia adequada (nível terapêutico de lítio no sangue) com melhor tolerabilidade e segurança.

    Uma litemia baixa mesmo usando 1200 mg pode acontecer por diversos fatores, como horário da coleta em relação à última tomada, absorção individual, hidratação, consumo de sal, função renal, interações medicamentosas ou necessidade de ajuste da estratégia de uso.

    O mais importante é acompanhar a evolução clínica e repetir a litemia conforme orientação médica. O lítio é um dos principais estabilizadores do humor utilizados em transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão resistente e prevenção de recaídas, mas exige monitoramento de função renal, tireoide e níveis séricos para garantir eficácia e segurança.


  • Estou tomando sertralina há um tempo, mas qnd tomo da geolab eu sinto menos eficácia. É normal?

    Estou tomando sertralina há um tempo, mas qnd tomo da geolab eu sinto menos eficácia. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, algumas pessoas relatam perceber diferença ao trocar o laboratório da sertralina, mas é importante entender que os medicamentos genéricos aprovados devem conter o mesmo princípio ativo e demonstrar equivalência ao medicamento de referência. Ou seja, em teoria, a sertralina da Geolab deve ter a mesma eficácia esperada.

    Entretanto, na prática clínica, alguns pacientes relatam sentir alterações ao mudar de fabricante, como diferença na intensidade do efeito, ansiedade, sono, apetite ou estabilidade emocional. Isso pode ocorrer por fatores individuais, como pequenas diferenças na formulação, excipientes, absorção pelo organismo ou até pela fase do tratamento em que a troca aconteceu.

    Também é importante considerar que a resposta à sertralina pode variar conforme o momento do quadro psiquiátrico. Oscilações de sintomas podem ocorrer mesmo sem mudança do medicamento, principalmente em condições como ansiedade, depressão, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, irritabilidade, transtornos de humor, burnout e TDAH em adultos.

    Se você percebe um padrão claro de piora sempre que usa uma determinada marca, converse com seu psiquiatra. Ele pode avaliar se é melhor manter uma apresentação específica ou investigar outros fatores que possam estar interferindo na resposta. Não é recomendado trocar ou interromper a sertralina por conta própria, pois a regularidade do tratamento é importante para manter a estabilidade.


  • Por que o Anafranil não fabrica mais? Ele era um medicamento maravilhoso.

    Por que o Anafranil não fabrica mais? Ele era um medicamento maravilhoso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O Anafranil® (clomipramina) é considerado por muitos pacientes e médicos um medicamento muito eficaz, especialmente para alguns quadros específicos. Porém, é importante esclarecer que ele não deixou necessariamente de existir em todos os locais; a disponibilidade pode variar conforme o país, fabricante, apresentação e decisões comerciais.

    A clomipramina pertence à classe dos antidepressivos tricíclicos e tem uma longa história de uso. Ela é reconhecida por sua eficácia, principalmente no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), além de alguns casos de depressão, transtornos de ansiedade, crises de pânico e dor crônica. Muitos pacientes relatam uma boa resposta justamente porque ela atua em diferentes sistemas de neurotransmissores.

    Com o tempo, surgiram antidepressivos mais novos, como os ISRS (ex.: sertralina, escitalopram, fluoxetina) e outros medicamentos com perfil de tolerabilidade geralmente mais favorável. Os tricíclicos, incluindo a clomipramina, podem apresentar mais efeitos adversos, como boca seca, constipação, sonolência, ganho de peso, alterações cardiovasculares e maior risco em casos de superdosagem, o que fez com que muitos médicos passassem a utilizá-los de forma mais selecionada.

    Isso não significa que o Anafranil fosse “ruim” ou ultrapassado. Para alguns pacientes, ele continua sendo uma excelente opção quando bem indicado e acompanhado.

    O acompanhamento com psiquiatra é fundamental para avaliar tratamentos de depressão, ansiedade, TOC, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, irritabilidade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade e TDAH em adultos, buscando a medicação mais adequada para cada perfil.


  • Boa tarde estou tomando sertralina a 1 mês e 4 dias ! Nesse primeiro mês estava tomando sertralina

    Boa tarde estou tomando sertralina a 1 mês e 4 dias ! Nesse primeiro mês estava tomando sertralina de 50 mg do laboratório tolrest agora entrando nesse segundo mês estou tomando do laboratório Zoloft 50mg as crises de ansiedade e de pânico passaram ! Só estou sentindo sensação de olhos pesados parecendo que acabou de acordar ! E cansaço e normal esse efeito já que tem 1 mês ? O médico me passou ansitec de 5 mg na minha segunda consulta será que o ancitec ajuda a combater esse cansaço nos olhos ? E sono vontade de ficar deitado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O que você descreve pode acontecer durante o tratamento com sertralina, mesmo após cerca de 1 mês de uso. Embora as crises de ansiedade e pânico tenham melhorado (o que sugere boa resposta ao tratamento), alguns efeitos como sonolência, sensação de olhos pesados, cansaço, redução de energia ou vontade de ficar deitado podem permanecer por algumas semanas enquanto o organismo se adapta.

    Também é importante considerar a troca de apresentação: o Tolrest® e o Zoloft® possuem o mesmo princípio ativo (sertralina), mas algumas pessoas percebem diferenças individuais ao trocar de laboratório, principalmente em relação a efeitos percebidos como sono, disposição e bem-estar. Isso não significa que um seja melhor que o outro, mas vale observar a evolução.

    O Ansitec® (buspirona) é uma medicação utilizada principalmente para sintomas de ansiedade e não costuma ser usada especificamente para combater cansaço ou sonolência. Em algumas pessoas pode melhorar a ansiedade residual e, indiretamente, ajudar na disposição; em outras, no início, também pode causar tontura ou sensação de cansaço.

    Como você já apresentou melhora importante das crises, o ideal é conversar com seu psiquiatra antes de ajustar qualquer medicação. Pode ser necessário avaliar horário da sertralina, dose, qualidade do sono, rotina e outras causas de fadiga.

    O acompanhamento psiquiátrico é essencial para o tratamento de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando equilíbrio entre controle dos sintomas e qualidade de vida.


  • Meu pai e diagnósticado com transtorno dde bordeline, mas ele não aceita a anos que ele tem algo, e

    Meu pai e diagnósticado com transtorno dde bordeline, mas ele não aceita a anos que ele tem algo, e não quer ir a um especialista. Nem remédios, ele fala que não funciona mas com ele. No caso ele fica muito agressivo, inventa coisas que não acontecerem, uma situação minina ele aumenta muito, não sei mas oque fazer, pois está prejudicando nossa família, e ele não aceita que ninguem vai embora, ele mobiliza a gente dizendo que vai cometer suicídio. Eu marcando com algum especialista, eles podem me passar algum medicamento que eu oferte a ele?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A situação que você descreve parece ser muito desgastante para a família. Em casos de transtorno de personalidade borderline (TPB), é relativamente comum existir dificuldade em reconhecer o problema, aceitar ajuda ou manter um tratamento, principalmente quando a pessoa interpreta as intervenções como críticas ou ameaças. Os comportamentos que você relata — explosões de raiva, conflitos intensos, interpretações distorcidas dos acontecimentos, medo de abandono e ameaças de suicídio — podem fazer parte de quadros psiquiátricos que precisam de avaliação especializada.

    Sobre sua pergunta: um psiquiatra não pode prescrever uma medicação para você oferecer ao seu pai sem que ele seja avaliado. Medicamentos psiquiátricos precisam ser escolhidos considerando diagnóstico, histórico, outras doenças, uso de substâncias, riscos e acompanhamento. Além disso, dar uma medicação sem o conhecimento da pessoa pode trazer riscos e também prejudicar a relação de confiança.

    Mesmo que ele não aceite ir ao psiquiatra, a família pode buscar orientação. Um familiar pode marcar uma consulta com um profissional para explicar a situação, receber orientações de manejo e aprender como agir diante das crises. O especialista também pode orientar estratégias para convidá-lo ao tratamento sem aumentar a resistência.

    Quando há ameaças de suicídio, é importante levar a sério. Se ele disser que pretende se matar, tiver um plano, acesso a meios para isso ou parecer em risco imediato, procure atendimento de urgência ou um serviço de emergência da sua região.

    Além do tratamento psiquiátrico, a psicoterapia, especialmente abordagens voltadas para regulação emocional e relacionamentos, costuma ser uma parte fundamental no tratamento do borderline.

    O acompanhamento com psiquiatra é essencial para avaliar transtornos de personalidade, ansiedade, depressão, crises de ansiedade, impulsividade, irritabilidade, alterações de humor, transtorno depressivo e sintomas relacionados ao risco de suicídio, ajudando também a orientar a família sobre como lidar com essas situações de forma mais segura.


  • Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido

    Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido a sonolência. Desde então, sinto ansiedade extrema e depressão grave (como se o remédio fosse água). Acordo às 2h da manhã com sintomas fortes de abstinência. Além disso, tentei reduzir o Rivotril de 10 para 8 gotas (com quetiapina 25mg à noite) e piorei muito. Essa piora na madrugada é pela mudança de horário da paroxetina ou o remédio pode ter perdido a eficácia aos 60 anos? Como estabilizar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A paroxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS, utilizado no tratamento de depressão, transtornos de ansiedade, crise de ansiedade, transtorno do pânico e outros transtornos de humor. Após 30 anos de uso, uma mudança de horário pode, em algumas pessoas, alterar a percepção de controle dos sintomas, principalmente se houver sensibilidade a variações na concentração do medicamento no organismo.

    A piora intensa na madrugada também pode estar relacionada à redução do Rivotril (clonazepam), pois a retirada de benzodiazepínicos após uso prolongado precisa ser muito gradual. Sintomas como ansiedade intensa, despertar precoce, agitação e sensação de abstinência podem ocorrer durante reduções mais rápidas. A quetiapina em dose baixa pode ajudar no sono em alguns pacientes, mas não substitui necessariamente o efeito ansiolítico do clonazepam.

    Não é possível concluir que a paroxetina “perdeu o efeito” apenas pela idade; é necessário avaliar fatores como dose atual, absorção, mudanças hormonais/metabólicas, sono, estresse e outras condições clínicas. Recomendo conversar com sua psiquiatra o quanto antes sobre o retorno do horário anterior da paroxetina ou outro ajuste, além de rever a velocidade da redução do Rivotril. O objetivo é estabilizar os sintomas de ansiedade, depressão, insônia e qualidade de vida com uma transição segura e individualizada.


  • Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?

    Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, esses sintomas podem ocorrer durante as primeiras semanas de uso do escitalopram. Náuseas, tontura, alteração do sono, sensação de inquietação ou desconforto gastrointestinal são efeitos relativamente comuns no início do tratamento, pois o organismo ainda está se adaptando à medicação. Em muitos pacientes, esses efeitos diminuem progressivamente entre a 3ª e a 6ª semana de uso.

    O escitalopram é um antidepressivo utilizado principalmente no tratamento de transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtornos de humor e sintomas relacionados ao estresse. A melhora mais consistente do quadro emocional geralmente ocorre após algumas semanas de uso contínuo.

    É importante não suspender a medicação por conta própria. Converse com seu psiquiatra caso a tontura ou o enjoo sejam intensos, estejam piorando ou atrapalhem sua rotina, pois pode ser necessário ajustar dose, horário de tomada ou avaliar outros fatores. O acompanhamento adequado busca controlar a ansiedade, depressão, insônia e melhorar a qualidade de vida durante o tratamento.


  • Hoje minha mãe tomou o venlift OD 150mg pela primeira vez e ela perdeu a vontade de urinar e tem pou

    Hoje minha mãe tomou o venlift OD 150mg pela primeira vez e ela perdeu a vontade de urinar e tem pouco apetite.Pode ser efeito colateral do medicamento ou não?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    O Venlift OD (venlafaxina) pode causar alguns efeitos colaterais principalmente no início do tratamento, como redução do apetite, náuseas, boca seca, alterações gastrointestinais, tontura e mudanças no padrão de sono. Porém, a dificuldade ou redução importante da vontade de urinar não é um efeito esperado e deve ser avaliada com atenção, principalmente em pessoas idosas ou com outras condições de saúde.

    Como ela iniciou uma dose de 150 mg já no primeiro dia, é importante informar o psiquiatra que prescreveu, pois algumas pessoas precisam iniciar com doses menores para melhor adaptação e redução de efeitos adversos. Não suspenda ou altere a medicação sem orientação médica.

    Se ela estiver com incapacidade de urinar, dor ou distensão abdominal, confusão, sonolência intensa ou piora importante do estado geral, é indicado procurar avaliação médica. O acompanhamento psiquiátrico é essencial para ajustar o tratamento de ansiedade, depressão, transtornos de humor, irritabilidade, estresse e qualidade de vida, buscando equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.


  • A vitamina vivament ajuda na falta de foco e concentração calsada pelo surto? e quantas semanas apó

    A vitamina vivament ajuda na falta de foco e concentração calsada pelo surto? e quantas semanas após da início melhora ??
    Alguns.paciente que usaram melhoram?
    Meu médico passou para eu tomar só que esqueci de pergunta a ele.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A Vivament® pode ajudar em alguns casos relacionados à energia, disposição e funcionamento cognitivo, principalmente quando existe alguma deficiência nutricional ou necessidade específica de suplementação. Porém, é importante entender que ela não costuma agir como um tratamento direto para falta de foco e concentração causada por um surto psiquiátrico, como episódios de ansiedade intensa, depressão ou alterações importantes do humor.

    Após um surto, é comum algumas pessoas apresentarem dificuldade de concentração, memória, sensação de “mente lenta” e cansaço mental. Isso pode estar relacionado ao próprio quadro emocional, ao estresse intenso, alterações do sono ou ao período de recuperação do cérebro após a descompensação. Nesses casos, a melhora geralmente acontece de forma gradual conforme o tratamento principal estabiliza os sintomas.

    O tempo para perceber benefícios varia bastante. Alguns pacientes podem notar melhora em algumas semanas, especialmente quando havia alguma carência nutricional, enquanto outros precisam de mais tempo e da estabilização do quadro psiquiátrico para recuperar plenamente foco e disposição.

    Como seu médico prescreveu, vale confirmar com ele qual foi o objetivo da indicação no seu caso. O acompanhamento psiquiátrico é importante para avaliar sintomas de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, ajustando o tratamento conforme sua evolução.


  • Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para t

    Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para tratarmos o TOC (pensamentos obsessivos), não estou com efeitos colaterais como náuseas e dor de cabeça, porém notei grande aumento na disposição (para faxina, organização e demais atividades), mas consigo descansar a noite e dormir muito bem (desde o início do tratamento com a de 50mg).
    Gostaria de saber se é comum esse "UP" de disposição nos primeiros dias e se isso vai se regulando com o passar dos dias/semanas? Ou se isto pode ser algo "natural" meu e está mais evidente pois estou mais em alerta comigo mesma?
    Pergunto pois sinto que é uma disposição muito maior e enérgica do que me lembro de ter naturalmente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Um aumento de disposição após o ajuste da sertralina de 50 mg para 75 mg pode acontecer, especialmente nas primeiras semanas, mas é importante observar a intensidade e a evolução desse “UP” de energia. A sertralina, utilizada no tratamento do TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), costuma ter um efeito mais consistente sobre pensamentos obsessivos e compulsões após algumas semanas, muitas vezes sendo necessário um período maior de adaptação.

    Algumas pessoas percebem inicialmente mais energia, motivação, iniciativa e vontade de realizar atividades, principalmente quando sintomas de ansiedade, desânimo ou sobrecarga mental começam a melhorar. Também pode ocorrer uma percepção mais clara da própria disposição, pois a pessoa passa a observar mais seus padrões emocionais e comportamentais.

    Por outro lado, quando a sensação é descrita como uma energia muito acima do habitual, vale acompanhar sinais de ativação excessiva, como redução da necessidade de sono, pensamentos acelerados, fala mais rápida, impulsividade, irritabilidade incomum, sensação de euforia ou comportamentos fora do padrão. O fato de você relatar que continua dormindo bem e consegue descansar é um aspecto positivo, mas a evolução nas próximas semanas deve ser observada.

    Não faça alterações na dose sem conversar com sua psiquiatra. Caso essa energia permaneça intensa ou venha acompanhada de mudanças importantes no comportamento, informe a médica para avaliar a resposta ao aumento da medicação.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental no tratamento do TOC, ansiedade, depressão, transtornos de humor, irritabilidade, estresse e TDAH em adultos, ajustando a medicação para obter melhora dos sintomas com equilíbrio emocional e boa qualidade de vida.


  • Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a

    Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a aproximadamente um mês onde comecei com 18mg e a cada 6 dias subia mais 18mg (assim entre 36, 54, 72) e nessa semana cheguei na dose indicada de 80mg. Desde que entrei na dosagem mais alta, tenho me sentido mais ansioso e "vulnerável", um sentimento de perda de controle mesmo. Tenho TEA e TDAH, e comecei essa medicação justamente porque não consigo manter o foco nas atividades... Além dele tomo Escitalopram 15mg... Minha pergunta é se essa ansiedade e sentimentos de vulnerabilidade/instabilidade são comuns durante a adaptação na dosagem de 80mg em casos como o meu... É algo que tem me deixado muito mal e pensativo... Podem me ajudar? Obrigado a todos!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A atomoxetina (Atentah®) pode causar, em algumas pessoas, sintomas de aumento da ansiedade, inquietação, irritabilidade, sensação de vulnerabilidade emocional e dificuldade de adaptação, principalmente durante a fase de ajuste de dose. Como você realizou uma titulação de 18 mg até 80 mg em aproximadamente um mês, é possível que seu organismo ainda esteja se adaptando à dose terapêutica.

    Em pessoas com TDAH e TEA, essa percepção pode ser mais intensa, pois existe uma maior sensibilidade a mudanças relacionadas à atenção, ativação mental e regulação emocional. A atomoxetina atua principalmente no sistema da noradrenalina, podendo aumentar o estado de alerta em alguns pacientes. Além disso, a associação com escitalopram 15 mg deve ser acompanhada pelo psiquiatra, pois ambos podem influenciar sintomas como ansiedade, agitação e equilíbrio emocional.

    Algumas pessoas melhoram desses efeitos nas primeiras semanas, mas quando a ansiedade e a sensação de perda de controle são intensas ou estão prejudicando a rotina, é importante conversar com o médico antes de manter a dose ou fazer novos ajustes. O psiquiatra pode avaliar se o ritmo de aumento foi adequado, se o horário da tomada está favorecendo efeitos adversos ou se é necessário modificar a estratégia.

    Não suspenda a medicação por conta própria. Procure avaliação mais rápida se houver piora importante da ansiedade, insônia significativa, agitação intensa, pensamentos acelerados, impulsividade ou pensamentos de autoagressão.

    O acompanhamento psiquiátrico é essencial para ajustar o tratamento de TDAH em adultos, TEA, ansiedade, depressão, transtornos de humor, irritabilidade, estresse e regulação emocional, buscando melhora do foco e da qualidade de vida sem comprometer o equilíbrio emocional.


Perguntas frequentes

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