Perguntas do paciente (1323)

  • Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa. Tomou varios medicamentos e não estava evol

    Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa.

    Tomou varios medicamentos e não estava evoluindo , precisou ser internado e começou a ter uma melhoria.


    Está tomando divalproato de sodio de 500 mg e olanzapina de 10 mg a noite.


    E pela manhã Setralina metade comprimido 50 mg a 12 dias e recentemente o comprimido completo 4 dias.


    O medico mandou aumentar para 2 comprimidos de 50 mg apartir de de segunda agora 2 comprimidos de 50 mg.


    Ter confusões mentais , pensamentos desconexos da realidade ainda é normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Em um quadro de depressão severa que necessitou de internação, é possível que alguns sintomas como confusão mental, dificuldade de organizar pensamentos, lentificação, alterações de percepção ou pensamentos desconexos ainda estejam presentes durante a fase inicial da recuperação. A melhora de um episódio depressivo grave geralmente ocorre de forma gradual, e as medicações precisam de tempo para atingir o efeito terapêutico completo.

    A sertralina costuma levar algumas semanas para apresentar uma resposta mais consistente, e o aumento da dose para 100 mg deve ser acompanhado de perto. A olanzapina 10 mg pode ser utilizada quando existem sintomas como agitação, pensamentos desorganizados, alterações importantes do sono ou sintomas psicóticos associados. O divalproato de sódio atua como estabilizador do humor em algumas situações clínicas.

    Porém, em uma pessoa de 64 anos, episódios de confusão mental ou pensamentos muito desconectados da realidade precisam sempre ser comunicados ao psiquiatra, pois podem estar relacionados não apenas ao quadro psiquiátrico, mas também a efeitos dos medicamentos, interação entre eles ou alterações clínicas (como alterações de sódio, glicemia, infecções, função renal/hepática, entre outras).

    É importante observar sinais como: piora súbita da confusão, não reconhecer pessoas ou locais, sonolência excessiva, agitação intensa, quedas, alucinações novas ou comportamento muito diferente do habitual. Nesses casos, a avaliação médica deve ser mais rápida.

    Não altere ou suspenda as medicações sem orientação. O acompanhamento próximo com o psiquiatra é fundamental para ajustar o tratamento de depressão grave, transtornos de humor, ansiedade, sintomas psicóticos, alterações cognitivas e estabilidade emocional, especialmente durante a fase inicial de recuperação após uma internação.


  • Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althai

    Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althaia está com um bom desconto. Terá diferença no tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A troca da fluvoxamina 100 mg da Biolab pela fluvoxamina 100 mg da Althaia geralmente não deve alterar o tratamento, desde que seja o mesmo princípio ativo (maleato de fluvoxamina), mesma dose e mesma apresentação do medicamento.

    Os medicamentos aprovados pela Anvisa precisam comprovar padrões de qualidade, concentração do princípio ativo e equivalência dentro dos critérios estabelecidos. Portanto, em teoria, a resposta terapêutica deve ser semelhante entre fabricantes.

    Algumas pessoas mais sensíveis podem perceber pequenas diferenças após a troca, geralmente relacionadas a componentes inativos do comprimido (excipientes), como alterações gastrointestinais, sensação subjetiva de adaptação ou mudança discreta na tolerabilidade. Isso não significa que um laboratório seja necessariamente melhor que outro.

    Se você está em tratamento para TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), ansiedade, depressão ou sintomas relacionados, é importante manter a dose e o horário de uso de forma regular e observar a resposta após a mudança. Caso perceba piora dos sintomas, aumento de ansiedade, alteração importante do sono ou efeitos diferentes, converse com seu psiquiatra.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para ajustar o tratamento de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico, TOC e TDAH em adultos, garantindo eficácia e segurança durante o tratamento.


  • Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e La

    Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e Lamotrigina 50 mg. Porém, como estou em tratamento de gastrite e tenho muitas náuseas, preciso recorrer com frequência a medicamentos antieméticos, até mesmo porque tenho grave fobia de vômito. Entretanto, li que não é recomendado o uso de Dramin associado às medicações que uso por causar excesso de sonolência e outros eventuais sintomas mais sérios e que a ondansetrona é contraindicada devido ao risco de síndrome serotoninérgica com o escitalopram e a fluvoxamina. Considerando que não posso fazer uso de bromoprida e metoclopramida por reações graves que já tive, o que seria mais indicado no meu caso? Será que tomar o Dramin em casos de urgência poderia gerar reações graves?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Seu questionamento é muito pertinente, pois você está usando uma combinação de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e no sistema da serotonina, além de ter uma condição que aumenta a preocupação com náuseas e vômitos. Nesse cenário, a escolha do antiemético deve realmente ser individualizada pelo médico.

    O Dramin® (dimenidrinato) não é considerado um medicamento proibido com o seu esquema atual, mas merece cautela. Ele pode causar sonolência, tontura, redução dos reflexos, sensação de lentidão e confusão, efeitos que podem ser potencializados pelo uso concomitante de alprazolam e outros medicamentos com ação sedativa. Em uma utilização pontual, muitas pessoas toleram bem, mas o risco de sedação excessiva existe, especialmente dependendo da dose, idade, sensibilidade individual e outros fatores.

    Sobre a ondansetrona, a preocupação com síndrome serotoninérgica quando associada a antidepressivos como escitalopram e fluvoxamina é discutida na literatura, mas é uma interação que precisa ser avaliada no contexto clínico individual. Além disso, a ondansetrona pode ter outro ponto de atenção: o risco de prolongamento do intervalo QT (alteração elétrica do coração), principalmente em pessoas com outros fatores de risco ou usando outros medicamentos que também possam influenciar esse aspecto.

    Como você já apresentou reações importantes a metoclopramida e bromoprida, o ideal é não escolher um antiemético apenas por tentativa. Uma consulta com seu psiquiatra e/ou gastroenterologista pode ajudar a definir uma opção mais segura, considerando:

    o motivo das náuseas (gastrite, refluxo, ansiedade, efeito medicamentoso ou combinação);
    sua fobia de vômito (emetofobia), que pode amplificar sintomas físicos de ansiedade;
    todas as medicações em uso;
    risco de sedação e interações.

    Também vale revisar se algum dos seus próprios medicamentos pode estar contribuindo para náuseas. A associação de escitalopram, fluvoxamina e alprazolam exige acompanhamento psiquiátrico cuidadoso, principalmente para equilibrar sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, insônia, transtornos de humor e fobias.

    Se em uma situação pontual você precisar de um antiemético, o mais seguro é ter previamente uma orientação médica registrada sobre qual usar e em qual dose, em vez de decidir durante uma crise de náusea ou pânico.


  • Quem tem transtornos como bipolaridade, esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo não pode de jeito

    Quem tem transtornos como bipolaridade, esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo não pode de jeito nenhum tomar café? O café pode reagir com as medicações causando perda da eficácia esperada das medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Não existe uma regra de que pessoas com transtorno bipolar, esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo sejam proibidas de tomar café. A cafeína não é automaticamente contraindicada, mas pode exigir cautela, porque ela é uma substância estimulante que atua no sistema nervoso central.

    Em algumas pessoas, especialmente aquelas com maior sensibilidade, o café pode piorar sintomas como ansiedade, agitação, irritabilidade, insônia, aceleração dos pensamentos ou aumento da energia, podendo dificultar o controle de quadros como episódios de mania ou hipomania no transtorno bipolar. Na esquizofrenia e no transtorno esquizoafetivo, excesso de cafeína também pode aumentar ansiedade, inquietação e, em algumas situações, intensificar sintomas perceptivos ou de desorganização.

    Em relação às medicações, a cafeína geralmente não “corta” o efeito dos estabilizadores de humor ou antipsicóticos, mas algumas interações podem ocorrer dependendo do medicamento. A cafeína pode influenciar o metabolismo de alguns fármacos e também pode aumentar efeitos como insônia, tremores, palpitações e ansiedade. Um exemplo conhecido é a interação com alguns antipsicóticos específicos, em que mudanças importantes no consumo de café podem alterar a concentração do medicamento no organismo.

    O mais importante é observar a resposta individual:

    Se a pessoa toma café e permanece estável, dorme bem e não apresenta piora dos sintomas, muitas vezes o consumo moderado pode ser mantido.
    Se há piora de insônia, ansiedade, irritabilidade, aceleração dos pensamentos, impulsividade ou alteração do humor, pode ser necessário reduzir ou evitar.

    A decisão deve ser individualizada pelo psiquiatra, considerando o diagnóstico, fase da doença e medicamentos em uso. O acompanhamento é essencial em condições como transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo, transtornos de humor, ansiedade, depressão e insônia, pois hábitos como sono, cafeína, álcool e rotina podem influenciar bastante a estabilidade do quadro.


  • Quem faz uso de carbonato de lítio não pode tomar café? O café corta o efeito do lítio diminuindo o

    Quem faz uso de carbonato de lítio não pode tomar café? O café corta o efeito do lítio diminuindo o seu efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Quem usa carbonato de lítio geralmente não precisa cortar totalmente o café, mas é importante ter atenção à quantidade e à regularidade do consumo. A cafeína não “anula” diretamente o efeito do lítio, porém pode interferir nos níveis do medicamento no organismo em algumas situações.

    A cafeína possui efeito diurético leve e pode aumentar a eliminação de líquidos. Como o lítio é eliminado principalmente pelos rins e depende muito do equilíbrio de água e sais do organismo, mudanças importantes no consumo de café podem influenciar a concentração do lítio no sangue. Por exemplo, uma pessoa que toma muito café diariamente e interrompe de forma abrupta pode ter alterações nos níveis de lítio; da mesma forma, aumentar bastante o consumo de cafeína pode teoricamente reduzir os níveis do medicamento em algumas pessoas.

    Além disso, o café pode piorar sintomas que são relevantes no transtorno bipolar, como:

    insônia;
    ansiedade;
    agitação;
    irritabilidade;
    aceleração dos pensamentos.

    O mais importante para quem usa lítio é manter uma rotina estável: não aumentar ou reduzir drasticamente a quantidade de café sem conversar com o psiquiatra, manter boa hidratação e realizar o acompanhamento com exames de litemia quando solicitado.

    O carbonato de lítio é um medicamento muito eficaz para estabilização do humor, especialmente no transtorno bipolar, mas exige acompanhamento porque sua faixa terapêutica é estreita. O psiquiatra acompanha sintomas como alterações de humor, ansiedade, irritabilidade, insônia, episódios de mania ou depressão, além dos exames necessários para garantir segurança e eficácia do tratamento.


  • Tomo fluoxetina há 15 anos e tive algumas crises. Foi aumentada a dose, as crises passaram mas a ten

    Tomo fluoxetina há 15 anos e tive algumas crises. Foi aumentada a dose, as crises passaram mas a tensão não. Foi mantida a dose e mudado para Daforin. Há chances de melhora com essa troca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, pode haver melhora, mas é importante esclarecer que o Daforin (fluoxetina) contém o mesmo princípio ativo da fluoxetina que você já utilizava. Portanto, se a dose foi mantida, a troca de marca geralmente não representa uma mudança terapêutica significativa. Como as crises melhoraram, mas a tensão persistiu após 15 anos de tratamento, pode ser necessário reavaliar se existem sintomas residuais de ansiedade, estresse ou outro transtorno associado. O ideal é acompanhar a evolução por algumas semanas com a psiquiatra antes de concluir sobre a resposta.


  • Boa tarde, prezados ! Faço tto para sd do pânico desde 2019. Vinha mto bem da ansiedade. Após uma n

    Boa tarde, prezados !
    Faço tto para sd do pânico desde 2019.
    Vinha mto bem da ansiedade. Após uma nova crise, foi mantida a medicação de base (effexo 225mg q já usava há > 2 anos) e adc um alpraz 0,25 2x ao dia.
    Após 30d ainda tinha mtos sintomas ansiosos e foi adc o Quetros 25mg, fiz por 16d. porem ainda persistiram sintomas dissociativos desconfortáveis (desper/desrealizacao), sensação de automatismo, ansiedade antec., oscilações diurnas (ex: impossibilidade de cochilar durante o dia)… Apesar de melhora em relação a apetite, sono, funcionalidade apesar do ruído de fundo / desconforto.
    Médica aumentou a quet para 50mg.
    O aumento da dose leva o mesmo para apresentar resultado? 2-4 sem. em média ou tende a ter uma resposta mais rápida ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    No contexto do transtorno do pânico, é possível que o aumento da dose da quetiapina (Quetros®) de 25 mg para 50 mg necessite de um novo período de adaptação para que seus efeitos sejam avaliados. Embora alguns efeitos possam aparecer mais rapidamente, como melhora do sono, redução da agitação e sensação de maior tranquilidade, a resposta sobre sintomas mais complexos, como ansiedade antecipatória, sintomas dissociativos (despersonalização/desrealização), inquietação e hipervigilância, costuma exigir mais tempo.

    Após um ajuste de dose, muitos pacientes começam a perceber mudanças ao longo de 2 a 6 semanas, dependendo da resposta individual, do quadro clínico e das demais medicações em uso. Como você já utiliza venlafaxina (Effexor®) 225 mg há mais de dois anos, o psiquiatra também considera a possibilidade de uma descompensação recente do transtorno de ansiedade, avaliando fatores desencadeantes, estresse, sono e outros sintomas associados.

    A presença de melhora do apetite, sono e funcionalidade é um sinal positivo, mesmo que ainda exista um “ruído de fundo” de desconforto. Os sintomas dissociativos podem ser bastante angustiantes, mas frequentemente reduzem à medida que o nível geral de ansiedade é controlado.

    É importante manter o acompanhamento com o psiquiatra e não realizar ajustes por conta própria. A avaliação contínua permite otimizar o tratamento do transtorno do pânico, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico, insônia, sintomas dissociativos, irritabilidade e transtornos de humor, buscando maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente apó

    Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente após uma separação de matrimônio notei que ela voltou. Porém todos os dias pela manhã já acordo trêmula e bem fraca, com leves tonturas. Ao final da noite começa a me dar muita crise de pânico com corpo queimando, braço dormente, enfim. A ansiedade nesse momento quadro pode fazer com que eu todo dia sinta esses tremores e essa fraqueza constantemente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, a ansiedade e o transtorno do pânico podem causar sintomas físicos persistentes como os que você descreve. Após um evento emocional intenso, como uma separação, é comum que o organismo entre em um estado de alerta aumentado, favorecendo o retorno das crises e de sintomas corporais.

    Os tremores, sensação de fraqueza, tontura, corpo queimando, dormência nos braços, aperto no peito, aceleração dos pensamentos e sensação de perda de controle são manifestações frequentes durante crises de ansiedade e ataques de pânico. Algumas pessoas também podem sentir sintomas diariamente, principalmente pela manhã, quando ocorre uma elevação natural do cortisol, e no final do dia, quando há menos distrações e maior percepção das sensações físicas.

    Entretanto, como você relata fraqueza e tonturas todos os dias, é importante que uma avaliação médica descarte outras causas que podem se misturar com a ansiedade, como alterações da tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, alterações da glicose, problemas do sono ou efeitos de medicamentos.

    O tratamento do transtorno do pânico costuma envolver acompanhamento com psiquiatra, podendo incluir psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental, e quando necessário ajuste de medicações. O objetivo é reduzir as crises de ansiedade, ansiedade antecipatória, sintomas físicos e medo das próprias sensações corporais.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para avaliar e tratar transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação e transtornos de humor, buscando recuperar estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Estou tomando ecitalopran de 20mg , a 15 dias e hoje tive uma crise , porém eu mestruei hoje e minha

    Estou tomando ecitalopran de 20mg , a 15 dias e hoje tive uma crise , porém eu mestruei hoje e minha menstruação adiantou 5 dias , pode estar ligado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, pode haver relação entre esses fatores. O escitalopram 20 mg é um antidepressivo utilizado no tratamento de transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, transtorno do pânico e depressão, porém com apenas 15 dias de uso o organismo ainda está em fase de adaptação. Nesse período, algumas pessoas podem apresentar oscilações dos sintomas, incluindo episódios de maior ansiedade ou crises, antes de ocorrer uma melhora mais estável.

    A menstruação também pode influenciar bastante os sintomas emocionais. As alterações hormonais que acontecem no período pré-menstrual e durante o ciclo menstrual podem aumentar a sensibilidade ao estresse, favorecendo ansiedade, irritabilidade, instabilidade emocional, choro fácil, piora da tensão e crises de pânico em algumas mulheres. Em pacientes com predisposição, essa variação hormonal pode funcionar como um gatilho.

    O adiantamento da menstruação em alguns dias pode ocorrer por diversos fatores, incluindo estresse emocional, mudanças hormonais, alterações na rotina, sono e outros fatores. Uma crise isolada nesse período não significa necessariamente que o escitalopram não esteja funcionando. Geralmente, a resposta terapêutica mais consistente é avaliada após algumas semanas de uso contínuo.

    Não interrompa nem ajuste a dose por conta própria. O ideal é acompanhar a evolução e informar seu psiquiatra caso as crises continuem frequentes ou intensas.

    O acompanhamento psiquiátrico é essencial para o tratamento de transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e transtorno depressivo, permitindo ajustes individualizados para alcançar maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar todos sintomas exceto o medo d

    Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar todos sintomas exceto o medo de abando e delírios e alucinações psicóticas como na esquizofrenia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode apresentar diversos sintomas característicos do transtorno sem necessariamente manifestar todos os critérios diagnósticos, incluindo o medo intenso de abandono. O diagnóstico não exige que todos os sintomas estejam presentes, mas sim que exista um conjunto de características persistentes que causem prejuízo significativo no funcionamento emocional, social e interpessoal.

    Entre os sintomas frequentemente observados no TPB estão instabilidade emocional, impulsividade, dificuldade na regulação das emoções, relações interpessoais intensas e instáveis, irritabilidade, sentimentos de vazio, alterações de identidade, comportamentos autolesivos e dificuldade em lidar com rejeições ou conflitos. A intensidade e a combinação desses sintomas variam bastante entre os indivíduos.

    Em relação a sintomas psicóticos, o TPB pode apresentar episódios breves de ideias paranoides ou sintomas dissociativos, geralmente associados a momentos de intenso estresse emocional. Porém, diferentemente da esquizofrenia, esses sintomas tendem a ser transitórios, relacionados ao contexto emocional e não costumam apresentar o mesmo padrão de persistência e perda de contato com a realidade observado nos transtornos psicóticos primários.

    A avaliação psiquiátrica é fundamental para diferenciar transtorno de personalidade borderline, transtornos de humor, transtorno do pânico, transtornos de ansiedade, depressão, sintomas dissociativos e transtornos psicóticos, permitindo um diagnóstico adequado e um tratamento individualizado com foco em estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno

    Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno esquizoafetivo se são feitos para esquizofrenia? Qual a atuação deles ssobre a estabilização do humor nesses transtornos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Os antipsicóticos atípicos foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento da esquizofrenia, devido à sua capacidade de reduzir sintomas psicóticos como delírios, alucinações e desorganização do pensamento. Entretanto, ao longo dos estudos clínicos, observou-se que esses medicamentos também apresentavam efeitos importantes sobre a regulação do humor, tornando-se parte fundamental do tratamento de transtornos como transtorno bipolar e transtorno esquizoafetivo.

    A ação ocorre principalmente pela modulação dos sistemas de dopamina e serotonina no cérebro. Diferentemente dos antipsicóticos típicos, os atípicos atuam de forma mais equilibrada nos receptores dopaminérgicos (especialmente D2) e serotoninérgicos (como 5-HT2A), reduzindo a hiperatividade dopaminérgica associada a sintomas psicóticos, mas também influenciando circuitos envolvidos na instabilidade emocional, impulsividade, ansiedade e controle do humor.

    No transtorno bipolar, alguns antipsicóticos atípicos possuem efeito estabilizador, sendo eficazes principalmente no tratamento da mania, episódios mistos e, em alguns casos, na manutenção da estabilidade do humor e prevenção de recaídas. Eles podem reduzir sintomas como agitação, irritabilidade, aceleração do pensamento, redução da necessidade de sono e impulsividade.

    No transtorno esquizoafetivo, esses medicamentos são úteis porque a doença combina características de transtornos psicóticos e alterações importantes do humor. Assim, o antipsicótico atua nos sintomas psicóticos e também pode contribuir para o controle dos episódios depressivos ou maníacos, frequentemente associado a outros medicamentos conforme o perfil do paciente.

    A escolha do medicamento depende da avaliação psiquiátrica individual, considerando sintomas predominantes, histórico de crises, efeitos adversos e resposta anterior ao tratamento. O acompanhamento especializado é essencial para tratar transtorno bipolar, transtorno esquizoafetivo, depressão, transtornos de humor, ansiedade, insônia e outros sintomas psiquiátricos, buscando maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?

    Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, uma pessoa pode ter apresentado um episódio depressivo importante e, posteriormente, receber o diagnóstico de ciclotimia, mas essa avaliação exige bastante cuidado por parte do psiquiatra. A ciclotimia faz parte do espectro dos transtornos bipolares e é caracterizada por oscilações crônicas do humor, com períodos de sintomas semelhantes à hipomania e períodos de sintomas depressivos, porém sem preencher critérios completos para episódios de mania ou depressão maior.

    Um ponto importante é diferenciar uma depressão grave isolada de um quadro do espectro bipolar. Algumas pessoas inicialmente são diagnosticadas com transtorno depressivo porque procuram ajuda durante uma fase de sofrimento intenso, mas, ao longo do acompanhamento, surgem informações sobre períodos anteriores de aumento de energia, redução da necessidade de sono, impulsividade, aceleração de pensamentos ou oscilações frequentes de humor, levando a uma revisão diagnóstica.

    Por outro lado, um episódio de depressão maior por si só não caracteriza ciclotimia. Para esse diagnóstico, é necessário avaliar a história longitudinal do paciente, duração dos sintomas, intensidade das oscilações, funcionamento entre os períodos e ausência de episódios completos de mania ou depressão maior durante o curso do transtorno.

    A avaliação psiquiátrica detalhada é fundamental para diferenciar ciclotimia, transtorno bipolar, transtorno depressivo, transtornos de humor, transtorno de ansiedade, TDAH em adultos e outras condições que podem apresentar oscilações emocionais, permitindo um tratamento mais adequado e individualizado para promover estabilidade do humor e qualidade de vida.


  • Olá, sou mãe de uma criança autista de 7 anos com Tod e Tdha, nessas últimas semanas infelizmente o

    Olá, sou mãe de uma criança autista de 7 anos com Tod e Tdha, nessas últimas semanas infelizmente o tod dele tem ficado bastante dificil de lhe dar, e a psiquiatra receitou quetiapina 25 mg (meio comprimido), isso claro após tentativas de outros medicamentos que nao deram certo, esse quetiapina é bom?, pode ser usado mesmo em crianças nessas condições e faixa etária?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A quetiapina pode ser utilizada em algumas situações na infância, mas seu uso deve ser sempre individualizado e acompanhado por psiquiatra infantil, principalmente quando há condições associadas como autismo, transtorno opositor desafiante (TOD) e TDAH.

    Embora a quetiapina seja conhecida como um antipsicótico atípico, ela também possui efeitos sobre a regulação emocional, irritabilidade, impulsividade, agitação e alterações comportamentais. Em crianças com transtorno do espectro autista, os medicamentos mais estudados para irritabilidade intensa e comportamentos agressivos são outros antipsicóticos, mas em determinados casos o psiquiatra pode considerar a quetiapina, especialmente quando houve resposta insuficiente ou efeitos adversos com outras opções.

    A dose de 12,5 mg (meio comprimido de 25 mg) é uma dose inicial baixa, frequentemente utilizada para avaliar tolerabilidade e resposta. Como qualquer medicamento, pode apresentar efeitos como sonolência, aumento do apetite, ganho de peso, alterações metabólicas e, em alguns casos, mudanças no comportamento, por isso é importante o acompanhamento clínico periódico.

    Além da medicação, o tratamento do autismo, TOD e TDAH costuma envolver intervenções comportamentais, suporte familiar, estratégias educacionais e acompanhamento multiprofissional. O objetivo não é apenas reduzir comportamentos difíceis, mas melhorar a comunicação, a autorregulação emocional e a qualidade de vida da criança.

    O acompanhamento com psiquiatra infantil é fundamental para avaliar TDAH, transtornos de ansiedade, irritabilidade, alterações do humor, dificuldades comportamentais e sintomas associados ao transtorno do espectro autista, ajustando o tratamento de forma segura e individualizada.


  • Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca,

    Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca, e, apesar da atividade mental normal, parece que estou falando mais devagar. Será que isso passa? Tem como minimizar? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Olá! Esses sintomas podem acontecer durante o início do uso da bupropiona 150 mg, especialmente nas primeiras semanas de adaptação do organismo. A boca seca é um efeito relativamente comum e ocorre porque a medicação pode reduzir a atividade de algumas vias relacionadas à salivação.

    A sensação de estar falando mais devagar, mesmo com o pensamento normal, não é um dos efeitos mais característicos da bupropiona, mas algumas pessoas podem perceber alterações como:

    Sensação de lentificação ou estranheza cognitiva;
    Dificuldade de encontrar palavras;
    Mudança na percepção da própria comunicação;
    Ansiedade ou tensão que podem interferir na fala.

    Como você está apenas com 7 dias de uso, é possível que esses efeitos melhorem ao longo das próximas semanas, conforme o organismo se adapta. Porém, se a lentificação da fala for evidente para outras pessoas, estiver piorando ou vier acompanhada de confusão, fraqueza em um lado do corpo, alteração da visão ou dificuldade importante para se comunicar, é necessário procurar avaliação médica.

    Algumas medidas podem ajudar com a boca seca:

    Beber água ao longo do dia;
    Usar chiclete ou pastilhas sem açúcar para estimular a saliva;
    Evitar excesso de café, álcool e bebidas muito açucaradas;
    Manter boa higiene oral, pois a boca seca aumenta risco de cáries.

    Não suspenda a bupropiona sem conversar com o médico. Caso o sintoma persista ou incomode muito, o psiquiatra pode avaliar ajuste de dose, horário de tomada ou outra estratégia.

    Você iniciou a bupropiona para depressão, ansiedade, TDAH em adultos, compulsão alimentar ou outro motivo? E está usando a formulação XL/XR de liberação prolongada ou a comum?


  • Boa noite ! Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como s

    Boa noite !
    Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como sono, apetite, funcionalidade etc, e outros terem “piorado”, como sintomas dissociativos?
    Ou é apenas a percepção q se volta mais para esses sintomas residuais após a melhora de outros, portanto se tornam mais evidentes ou dao a sensação de terem se intensificado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, isso pode acontecer. Após uma crise de pânico, é possível que alguns aspectos melhorem (como sono, apetite, energia e funcionamento diário) enquanto outros sintomas, como sensações dissociativas (por exemplo, desrealização, despersonalização, sensação de estar “desconectado” ou de que tudo parece estranho), permaneçam ou até pareçam mais intensos.

    Na psiquiatria, existem algumas explicações possíveis. Uma delas é que, durante uma fase de ansiedade intensa, o organismo entra em um estado de alerta elevado. Mesmo após a melhora dos sintomas mais evidentes, como insônia e perda de apetite, o sistema de ameaça pode continuar sensibilizado, mantendo sintomas residuais, incluindo alterações na percepção e na sensação de presença.

    Outra possibilidade é exatamente a que você mencionou: quando os sintomas mais incapacitantes diminuem, a atenção pode se voltar mais para aquilo que permaneceu. Esse aumento do foco e da monitorização interna (“estou me sentindo diferente?”, “isso vai passar?”) pode fazer com que sensações dissociativas sejam percebidas como mais fortes ou frequentes, mesmo sem uma piora real do quadro.

    A dissociação também pode estar associada à própria ansiedade, especialmente em quadros como transtorno de pânico, transtorno de ansiedade, estresse intenso e períodos de grande sobrecarga emocional. Ela costuma ser uma resposta do cérebro a níveis elevados de ameaça ou sofrimento, e não significa necessariamente perda de controle ou desenvolvimento de psicose.

    O acompanhamento psiquiátrico é importante para avaliar a evolução, principalmente observando:

    Frequência e duração das crises;
    Impacto na rotina;
    Relação dos sintomas com ansiedade e estresse;
    Presença de sintomas de depressão, medo intenso ou evitação.

    Em muitos casos, conforme a ansiedade de base é tratada e a pessoa reduz o medo das próprias sensações, os sintomas dissociativos tendem a diminuir gradualmente.

    Você percebeu essa piora da dissociação logo após a crise de pânico ou ela apareceu depois de um período de melhora? E a sensação é mais de “estar desligado de si mesmo” (despersonalização) ou de o ambiente parecer irreal/estranho (desrealização)?


  • Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar. Posso parar sem problemas?

    Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar.
    Posso parar sem problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Após apenas 3 dias de uso de fluoxetina 20 mg, em geral, a suspensão costuma não causar uma síndrome de retirada significativa, pois o organismo ainda não teve tempo suficiente para desenvolver uma adaptação completa ao medicamento. Além disso, a fluoxetina possui uma meia-vida longa, permanecendo no corpo por mais tempo e apresentando menor risco de sintomas de descontinuação quando comparada a outros antidepressivos.

    Entretanto, é importante comunicar ao médico que prescreveu antes de interromper, principalmente para entender o motivo da decisão e avaliar se houve efeitos adversos ou insegurança em relação ao tratamento. A fluoxetina costuma precisar de algumas semanas para apresentar seus efeitos completos no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno do pânico e transtornos de humor.

    Se a interrupção ocorreu por sintomas iniciais como náuseas, aumento da ansiedade, insônia, inquietação ou desconforto, vale conversar com o psiquiatra, pois alguns efeitos podem ser transitórios e melhorar com a adaptação, ou pode ser necessário ajustar a estratégia terapêutica.

    Evite fazer mudanças frequentes sem acompanhamento, pois o tratamento psiquiátrico depende de tempo adequado para avaliar resposta e tolerabilidade. Uma avaliação individualizada permite escolher a melhor opção para controle dos sintomas e recuperação da qualidade de vida.


  • Olá, meu filho de 7 anos (autista nível 2, com tod e tdha), passou com a psiquiatra há pouco tempo o

    Olá, meu filho de 7 anos (autista nível 2, com tod e tdha), passou com a psiquiatra há pouco tempo onde foi receitado quetiapina 25mg (meio comprimido), a noite, pois meu filho infelizmente já tomou vários outros e nenhum ajudou, como risperidona e aripiprazol, esse remedio quetiapina é bom?, ajuda na ansiedade, agressividade, tod?
    Obs: ele toma tb canabidiol e atensina

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A quetiapina é uma medicação utilizada em psiquiatria infantil em algumas situações de maior desregulação emocional, principalmente quando existem sintomas como irritabilidade intensa, agressividade, impulsividade, agitação, alterações importantes do sono e dificuldade de controle comportamental. Em crianças com TEA (transtorno do espectro autista), TOD (transtorno opositor desafiante) e TDAH, ela pode ser considerada quando outras intervenções ou medicamentos não tiveram resposta adequada.

    A dose prescrita para seu filho (meio comprimido de 25 mg = 12,5 mg à noite) é uma dose inicial baixa, geralmente utilizada para avaliar tolerância e observar a resposta. A quetiapina pode ajudar algumas crianças com agressividade, crises comportamentais, ansiedade associada e dificuldade para dormir, mas ela não trata diretamente o autismo ou o TDAH; o objetivo é reduzir sintomas que prejudicam o funcionamento diário e melhorar a regulação emocional.

    Como ele já utilizou risperidona e aripiprazol sem benefício significativo, faz sentido que a psiquiatra avalie outra estratégia. Cada criança pode responder de maneira diferente às medicações. É importante acompanhar possíveis efeitos como sonolência excessiva, aumento do apetite, ganho de peso, alterações metabólicas, tontura ou queda de pressão.

    Como ele também usa canabidiol e Atensina (clonidina), é fundamental manter acompanhamento próximo, pois pode haver soma de efeitos como sedação, cansaço ou redução da pressão arterial.

    O melhor resultado geralmente ocorre quando a medicação é associada a intervenções terapêuticas adequadas para TEA, TDAH e TOD, como terapias comportamentais e suporte familiar. Recomendo observar por algumas semanas e anotar mudanças em agressividade, ansiedade, sono, crises e interação social para levar à psiquiatra infantil.

    Não ajuste ou suspenda a quetiapina sem orientação médica, pois a avaliação da resposta precisa ser individualizada.


  • Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro h

    Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro hoje e não consegui atingir o orgasmo. Há chance de ser um efeito apenas na adaptação às medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    Sim, existe essa possibilidade. A dificuldade para atingir o orgasmo pode ocorrer durante a fase inicial de adaptação a alguns antidepressivos, principalmente aqueles que atuam na serotonina, como a duloxetina e a trazodona. Mesmo com apenas 3 dias de uso, algumas pessoas já percebem alterações na resposta sexual, embora em muitos casos esses efeitos possam melhorar conforme o organismo se adapta ao tratamento.

    A bupropiona costuma ter um perfil diferente, pois geralmente apresenta menor risco de disfunção sexual e, em alguns pacientes, pode até ajudar a reduzir alterações sexuais provocadas por outros antidepressivos. Porém, como você iniciou três medicações ao mesmo tempo, fica mais difícil identificar qual delas está contribuindo para o sintoma.

    É importante observar a evolução nas próximas semanas. A resposta completa dos antidepressivos para sintomas como ansiedade, depressão, crises de ansiedade, insônia, estresse e alterações do humor costuma levar mais tempo, e efeitos iniciais podem oscilar durante a adaptação.

    Não interrompa ou altere as doses por conta própria. Caso a dificuldade sexual persista ou cause grande impacto, converse com seu psiquiatra, pois existem estratégias como ajustes de dose, mudança de horários ou revisão da combinação de medicamentos.

    Também vale observar se houve outras mudanças, como redução do desejo sexual, dificuldade de excitação ou apenas atraso/dificuldade para chegar ao orgasmo, pois isso ajuda o médico a entender melhor a causa.


  • Olá. Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias. Os pensamentos acelerados parece que diminuíram,

    Olá.
    Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias.
    Os pensamentos acelerados parece que diminuíram, porém, enfrento outro problema. O estranhamento dentro do próprio corpo. É como se houvesse algo estranho acontecendo comigo, mas sem estar ou enxergar o que. Como se eu estivesse no corpo errado. Essa sensação começou após este período da Sertralina. Tenho consulta de retorno com a psiquiatra. Gostaria de saber se isso pode acontecer e há melhora ou é um sinal de necessidade de aumento de dose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A sensação que você descreve, de estranhamento dentro do próprio corpo, como se estivesse “no corpo errado” ou como se algo estivesse diferente sem conseguir identificar, pode acontecer em alguns contextos psiquiátricos, especialmente associados a ansiedade intensa, estresse emocional, crises de ansiedade e sintomas de despersonalização/desrealização.

    Embora seja menos comum, algumas pessoas podem perceber esse tipo de sensação durante a fase inicial de adaptação a antidepressivos como a sertralina. Com aproximadamente 29 dias de uso, o organismo ainda pode estar se ajustando, e a resposta terapêutica completa pode levar mais tempo. O fato de os pensamentos acelerados terem diminuído pode indicar que houve algum benefício, mas outros sintomas podem ter uma evolução diferente.

    Isso não significa automaticamente que a dose precisa ser aumentada. O ajuste da sertralina depende da avaliação global: intensidade dos sintomas, efeitos colaterais, diagnóstico, resposta até o momento e presença de outros sinais, como piora da ansiedade, agitação, alterações do sono ou mudanças importantes de humor.

    Na consulta com sua psiquiatra, é importante relatar exatamente essa sensação: quando começou, se ocorre o dia todo ou em momentos específicos, se vem acompanhada de medo, sensação de irrealidade, crises de ansiedade ou alteração da percepção. A médica poderá avaliar se é uma fase transitória de adaptação, parte do quadro de ansiedade ou se é necessário modificar a estratégia.

    Não suspenda a sertralina por conta própria. O acompanhamento adequado é essencial para tratar sintomas como ansiedade, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade e transtornos de humor, buscando o melhor equilíbrio entre controle dos sintomas e qualidade de vida.


  • Tenho insuficiência mitral discreta. Posso tomar antidepressivo?

    Tenho insuficiência mitral discreta.
    Posso tomar antidepressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Johnny Gabriel

    A insuficiência mitral discreta geralmente não impede o uso de antidepressivos. Em muitos casos, quando a alteração é leve e acompanhada adequadamente pelo cardiologista, pessoas com essa condição podem utilizar medicações para ansiedade, depressão, insônia, crises de ansiedade e transtornos de humor com segurança.

    A escolha do antidepressivo deve ser individualizada pelo psiquiatra, considerando seu histórico, outros medicamentos em uso e a avaliação cardíaca. Alguns antidepressivos podem exigir mais cautela em pessoas com determinadas alterações cardíacas, principalmente em relação a ritmo cardíaco, pressão arterial e possíveis alterações no eletrocardiograma.

    É importante informar ao psiquiatra que você possui insuficiência mitral e, se possível, levar exames recentes, como ecocardiograma e eletrocardiograma. Caso apresente sintomas como palpitações frequentes, desmaios, dor no peito, falta de ar ou piora da capacidade para esforços, essa informação deve ser comunicada ao médico.

    O tratamento adequado da saúde mental também é importante para o coração, pois ansiedade e estresse crônico podem aumentar sintomas físicos e prejudicar a qualidade de vida. Com acompanhamento médico, é possível escolher uma medicação segura e adequada para o seu caso.


Perguntas frequentes

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