Perguntas do paciente (12)
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Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a recuperação é perfeitamente possível. A desrealização não é uma doença em si, mas um sintoma dissociativo, um mecanismo de defesa, o cérebro utiliza para se proteger de uma ansiedade muito alta.
Quando o sintoma dura dois anos, ele se torna um ciclo: você sente a desrealização, fica com medo dela, e esse medo gera mais ansiedade, mantendo o sintoma vivo. Para quebrar esse quadro, os pilares são: tratamento da causa base, ajuste medicamentoso (se necessário) para reduzir a hiperexcitabilidade do sistema nervoso; Terapia Cognitivo-Comportamental: fundamental para treinar o cérebro a parar de interpretar o sintoma como uma ameaça; e foco na remissão, o tempo de duração não impede a cura, mas exige uma estratégia terapêutica mais direcionada para romper esse hábito do cérebro.
O fato de persistir há dois anos indica apenas que o tratamento atual precisa de ajustes, não que o quadro seja permanente.
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve (nervosismo acentuado e mãos geladas ao assumir uma responsabilidade) são sinais clássicos de uma ativação do sistema nervoso autônomo. Suas mãos esfriam porque o corpo está desviando o sangue para os órgãos vitais, preparando-se para uma "ameaça" que, embora seja apenas uma função na pastoral, o seu cérebro interpreta como um perigo real.
Traumas de infância moldam como reagimos a situações de exposição social ou liderança hoje. O corpo "lembra" da insegurança do passado e reage com os sintomas físicos que você sente.
O caminho para a estabilidade passa por psicoterapia para processar essas memórias da infância e ensinar seu sistema nervoso que o presente é seguro. O acompanhamento psiquiátrico também é fundamental para avaliar se há necessidade de suporte farmacológico para modular essa ansiedade física.
Se sentir que é o momento de buscar esse suporte, coloco-me à disposição para auxiliá-la nesse processo de cuidado e autoconhecimento.
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A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa irritação que você sente em público é, na verdade, uma resposta de defesa. Na ansiedade social, o cérebro interpreta o ambiente externo e as pessoas como uma ameaça constante. Quando nos sentimos encurralados ou "vigiados", o sistema nervoso pode reagir com luta (irritabilidade) em vez de apenas fuga (medo).
Para enfrentar essa sensação com mais equilíbrio, a estratégia deve ser focar no controle do seu sistema nervoso: técnicas de aterramento, regulação do ritmo respiratório e reenquadramento cognitivo. O enfrentamento gradual e técnicas de exposição assistida são os caminhos mais eficazes para que esses ambientes deixem de ser gatilhos de estresse.
Casos onde a irritabilidade social prejudica a rotina merecem uma investigação clínica detalhada. Coloco-me à disposição para uma avaliação, onde poderemos traçar estratégias específicas para o seu caso e recuperar seu conforto em ambientes públicos.
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Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?
Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ciclotimia envolve oscilações de humor mais sutis e contínuas, enquanto os transtornos bipolares envolvem episódios mais marcantes e, muitas vezes, mais debilitantes. A principal diferença está na intensidade dos sintomas. Na ciclotimia, os episódios de elevação do humor (hipomania) e os de rebaixamento (sintomas depressivos) são mais leves e menos duradouros do que nos transtornos bipolares. Além disso, os sintomas geralmente não são intensos o suficiente para preencher os critérios para um episódio maníaco ou depressivo maior. No transtorno bipolar os episódios de mania e depressão podem durar por meses ou até mesmo anos e as oscilações de humor podem ter um impacto significativo no funcionamento social e profissional da pessoa, podendo até mesmo incapacitá-la.
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Quais são as Diferenças entre as depressões típica e atípica ?
Quais são as Diferenças entre as depressões típica e atípica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As depressões típica e atípica são formas diferentes de apresentação do transtorno depressivo maior, e se distinguem principalmente pelos sintomas predominantes e pela forma como o corpo e o humor reagem aos estímulos do ambiente. Na depressão típica, também chamada de melancólica, os sintomas mais comuns incluem: humor persistentemente rebaixado, com pouca ou nenhuma reação a acontecimentos positivos; insônia; perda de apetite e de peso; lentidão psicomotora (ou, às vezes, agitação); sentimentos intensos de culpa ou inutilidade. Já na depressão atípica, o humor é reativo: a pessoa consegue apresentar melhora temporária do humor diante de eventos positivos; sono excessivo e aumento do apetite (com ganho de peso);
sensação de “corpo pesado”; e sensibilidade intensa à rejeição interpessoal.
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Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do c
Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do casamento até 10 anos atrás.Há 10 anos atras fiz uma promessa que não iria mais cometer estes erros tão graves e desde então nunca mais nem cheguei perto de outra pessoa com segundas intenções. Porém a cerca de 1 mês minha esposa descobriu e eu acabei confessando toda a verdade a ela,não escondo mais nada dela desde então.mas ela não aceita de jeito nenhum voltar o relacionamento,pois acha que ainda estou mentindo,mas não estou mais de 10 anos pra cá.Ela é a mulher da minha vida,não sei o motivo que fiz tanta besteira e fiz tanto mal a ela e ao meu filho.Não sei viver sem ela,não estou suportando de tanta saudade e ficar longe deles para mim está insuportável e estou pensando em fazer muita coisa errada se ela não me perdoar.Sei que ela tem todo direito de não me querer mais pelo que eu fiz no passado,mas a verdade que não sei viver sem ela.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A reconstrução de confiança após infidelidade é um processo complexo, que exige tempo, consistência, e, em muitos casos, acompanhamento terapêutico de ambos os parceiros, seja individualmente ou por meio de terapia de casal. É fundamental reconhecer que o perdão e a retomada do relacionamento dependem também do tempo e da disposição da sua esposa — e isso está fora do seu controle direto. Mas suas emoções podem ser trabalhadas em um espaço seguro e especializado, onde você poderá elaborar melhor suas dores e encontrar caminhos mais saudáveis para lidar com esse momento.
Buscar apoio profissional não é sinal de fraqueza, mas sim de responsabilidade consigo mesmo e com os outros. Você não precisa lidar com isso sozinho.
Sigo à disposição.
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Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são pr
Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são provenientes de uma reação a pensamentos intrusivos extremamente doentios, é normal rir dos pensamentos intrusivos quando eles envolvem situações anti éticas, cruéis e imorais? Como posso aumentar minha sensibilidade e empatia quando entro em confronto com esses assuntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), é comum que pensamentos intrusivos causem reações emocionais e comportamentais variadas, incluindo o riso. A reação emocional a esses pensamentos não define quem você é, tampouco reflete falta de empatia — ao contrário, o sofrimento causado por esses pensamentos costuma estar relacionado a valores morais muito rígidos e elevados.
Quanto a aumentar sua sensibilidade e empatia, é importante distinguir entre a presença de pensamentos involuntários e suas atitudes reais. Trabalhar isso em psicoterapia, especialmente com abordagem cognitivo-comportamental (TCC), pode ajudar a reduzir a fusão pensamento–ação (a crença de que pensar algo é equivalente a fazer algo) e a lidar com a culpa e o medo de ser insensível. Exercícios de autocompaixão, mindfulness e reestruturação cognitiva são ferramentas eficazes nesse processo.
Recomenda-se acompanhamento especializado com psicólogo/a, e em muitos casos, com psiquiatra também, para manejo adequado dos sintomas.
Sigo à disposição.
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Estou em dúvida sobre qual abordagem psicológica escolher para fazer. Sou leigo no assunto, e não pe
Estou em dúvida sobre qual abordagem psicológica escolher para fazer. Sou leigo no assunto, e não percebo muita diferença entre as abordagens. Quais são as principais e quais as diferenças entre elas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe “melhor” abordagem universal. O sucesso vem da combinação entre técnica adequada às suas necessidades e uma boa conexão com o profissional. Se ficar em dúvida, converse abertamente na primeira sessão sobre seus objetivos e, se precisar, peça para o terapeuta explicar como ele(a) trabalha e ajustar o plano ao seu caso.
Minha abordagem é a TCC - Terapia Cognitivo Comportamental.
Foco: como pensamentos (“cognições”) influenciam emoções e comportamentos.
Método: identificação e reestruturação de pensamentos disfuncionais; tarefas práticas.
Indicações: ansiedade, depressão, fobias, transtornos alimentares, insônia, controle de estresse, etc.
A relação com a/o psicóloga é tão importante quanto a técnica. Marque uma sessão e veja se se sente acolhido, entendido e motivado a continuar.
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Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp
Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é compatível com um quadro de fobia específica, possivelmente associada a elementos visuais e contextuais de parques de diversão, além de sinais agorafobia, quando a evitação se estende a lugares lotados. Essas reações, como o "aperto no coração", o desespero e a vontade incontrolável de fugir, são respostas fisiológicas comuns ao sistema de alarme do corpo diante de estímulos percebidos como ameaçadores, ainda que de forma irracional.
É importante você saber que há tratamentos com evidência científica comprovada, principalmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que trabalha com técnicas de exposição gradual e reestruturação de pensamentos disfuncionais. E em alguns casos, pode haver indicação complementar de tratamento medicamentoso com acompanhamento psiquiátrico.
Seu sofrimento é legítimo, e há sim pessoas que vivenciam experiências semelhantes. Buscar ajuda profissional é um passo essencial para retomar sua qualidade de vida e não se sentir mais refém do medo. O tratamento adequado pode levar à superação desse quadro de forma eficaz e segura.
Sigo à disposição.
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Eu faço coisas que a grande maioria das pessoas não tem coragem, como por exemplo descer de rapel po
Eu faço coisas que a grande maioria das pessoas não tem coragem, como por exemplo descer de rapel por cordas, faço luta,sou um alpinista Irata profissional, mais fui reprovado 3 vezes na prova do Detran,na primeira vez eu não estava nervoso,aí estourei o tempo, agora na segunda e terceira perdi o controle do meu corpo as pernas começou a tremer muito a ponto de perder as forças, como faço pra controlar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Apesar do seu histórico de alta performance, cada situação tem seus gatilhos específicos, e aprender a lidar com eles é fundamental para alcançar o resultado desejado. Para controlar os sintomas descritos, técnicas de controle da ansiedade podem ser muito úteis. Busque um/a psicólogo/a especializado para lhe auxiliar nesse processo.
Sigo à disposição.
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Como faço pra controlar a ansiedade fui fazer a prova do Detran eu estava bem segura mais nervosa e
Como faço pra controlar a ansiedade? fui fazer a prova do Detran eu estava bem segura mais nervosa e quando entrei no carro e comecei minha perna tremia muito e não consegui controlar a embreagem.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em situações como a prova do Detran — que envolvem avaliação, risco de reprovação e expectativa pessoal — o corpo pode reagir de forma automática, com sintomas como tremores, tensão muscular e dificuldade de coordenação motora fina, como no controle da embreagem. Buscar apoio de um psicólogo pode ser fundamental para superar essa etapa. Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são altamente eficazes para o manejo da ansiedade de desempenho.
Você tem a capacidade técnica — o desafio agora é treinar o emocional para que ele não interfira nas suas habilidades. Com a prática e as estratégias certas, é totalmente possível alcançar o resultado que você deseja.
Sigo à disposição.
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Como posso ajudar alguém que já teve depressão e tá voltando a beber todos o s dias?
Como posso ajudar alguém que já teve depressão e tá voltando a beber todos os dias?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Apoiar alguém com histórico de depressão que está voltando a beber diariamente exige cuidado, empatia e alguns limites bem definidos. Evite críticas diretas ou cobranças. Incentive a busca por intervenção profissional, esse quadro exige acompanhamento especializado. Apoiar alguém não significa carregar essa pessoa. Se ela estiver se recusando a buscar ajuda, continue oferecendo apoio emocional, mas estabeleça limites saudáveis e procure também apoio para você, especialmente se estiver emocionalmente sobrecarregada. Sigo à disposição.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…