Perguntas do paciente (3)

  • Como faço para diminuir a Desrealização? faço tratamento para o transtorno de ansiedade.

    Como faço para diminuir a Desrealização? faço tratamento para o transtorno de ansiedade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Sankari

    A desrealização, que é essa sensação de que o mundo ao redor parece estranho, distante ou “irreal”, é um sintoma muito comum em quadros de ansiedade, especialmente quando a pessoa está em estado de alerta ou sobrecarga emocional.

    É importante você saber que, apesar de ser uma sensação muito desconfortável, ela não significa perda de sanidade e tende a diminuir conforme o tratamento da ansiedade avança.

    Na prática clínica, algumas estratégias podem ajudar nesse processo:

    → Trabalhar o controle da respiração e técnicas de ancoragem no presente (sentir o chão, tocar objetos, observar detalhes do ambiente);
    → Fortalecer o autocuidado e a rotina (sono, alimentação, pausas, lazer);
    → Reestruturar pensamentos catastróficos que alimentam o medo da desrealização;
    → Explorar os gatilhos que antecedem esse sintoma na sua história pessoal;
    → E principalmente: dar continuidade ao tratamento com psicoterapia e medicação, sempre com acompanhamento profissional.

    A desrealização é um efeito da ansiedade elevada — não é perigosa, não te faz “perder o controle”, e tende a reduzir quando o corpo e a mente voltam a se sentir em segurança.

    Você está no caminho certo buscando ajuda. Tenha paciência com seu processo, porque ele é real, legítimo e possível de ser superado.


  • É normal a pessoa perder medo usando Escitalopram? Ex: (medo de altura, hoje não mas)

    É normal a pessoa perder medo usando Escitalopram?
    Ex: (medo de altura, hoje não mas)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Sankari

    Sim, isso pode acontecer e é um efeito compreendido dentro da atuação do escitalopram. O escitalopram é um medicamento da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), bastante utilizado no tratamento da ansiedade e da depressão.

    Como ele atua na regulação da serotonina — neurotransmissor que influencia diretamente o humor, o medo e a ansiedade — é comum que, com o uso contínuo e prescrito corretamente, a pessoa perceba uma redução na sensibilidade a medos ou fobias específicas, como o medo de altura.

    Porém, é importante entender que o medicamento não "apaga" o medo real, mas diminui o medo desproporcional, aquele que está muito ligado ao estado ansioso e que gera sofrimento excessivo. O medo funcional, aquele que nos protege de situações perigosas, continua existindo.

    Vale sempre lembrar que o uso do escitalopram deve ser acompanhado por um médico psiquiatra, e o suporte psicológico é fundamental para que, junto do medicamento, a pessoa desenvolva recursos internos, compreensão emocional e estratégias saudáveis para lidar com os desafios da vida.


  • Como superar medo de assalto? Faz alguns anos que sofro com isso

    Como superar medo de assalto? Faz alguns anos que sofro com isso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Sankari

    O medo de assalto é uma resposta natural do nosso cérebro diante de situações de perigo. Porém, quando esse medo permanece por muito tempo e começa a limitar a sua rotina, gerar sofrimento constante ou evitar lugares e situações, é importante olhar para isso com cuidado. Muitas vezes, esse medo pode estar ligado a uma experiência traumática vivida ou a um estado de ansiedade mantido por pensamentos que alimentam a sensação de ameaça.

    Na psicoterapia, o trabalho acontece no sentido de ajudar você a compreender de onde esse medo se fortaleceu, quais pensamentos e imagens vêm à sua mente quando ele aparece, e quais estratégias podem ser desenvolvidas para que o medo não te paralise. Com o tempo, o processo terapêutico ajuda a reconstruir o senso de segurança interna, trabalhar o controle da ansiedade, fortalecer a confiança em si mesmo e, quando possível, enfrentar aos poucos aquilo que hoje é evitado.

    O medo em si não é um problema — ele é um recurso de proteção. Mas quando ele deixa de ser um cuidado saudável e passa a te prender, te isolar ou te limitar, merece atenção profissional. Superar esse medo não significa ignorar os riscos da realidade, mas sim desenvolver equilíbrio emocional para lidar com a vida de forma mais livre, leve e segura. Psicoterapia é um caminho muito recomendado nesse processo.


Perguntas frequentes

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