Perguntas do paciente (6)

  • Olá, eu sou uma pré-adolescente de 13 anos e queria saber, é certo eu me tocar? Tipo, eu sinto uma c

    Olá, eu sou uma pré-adolescente de 13 anos e queria saber, é certo eu me tocar? Tipo, eu sinto uma culpa esquisita quando faço isso. Bem eu faço isso quase todas as noites, e tem vez que não consigo dormir com peso na consciência.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Schmalz

    Oie, que bom que você teve coragem de escrever e buscar uma resposta. Isso mostra que você se importa com o que sente e quer entender melhor — e isso é muito valioso

    Na sua idade, é comum surgirem dúvidas, curiosidades e mudanças no corpo e nas emoções. A adolescência é uma fase de descobertas — inclusive sobre o próprio corpo, sobre prazer e intimidade. E é natural se sentir confusa às vezes ou até culpada, principalmente se você não teve a chance de conversar abertamente sobre isso com alguém de confiança.

    Se isso está te causando culpa, desconforto ou sensação de peso, vale muito a pena conversar com uma psicóloga, pois assim você entenderá melhor seu comportamento e suas emoções.

    Uma profissional pode te ajudar a entender o que você está sentindo, como lidar com as mudanças do seu corpo e o que você realmente precisa nesse momento.


  • TERMINEI UM RELACIONAMENTO E NÃO ESTOU SABENDO LIDAR COM AS EMOÇÕES Acabei um relacionamento há

    TERMINEI UM RELACIONAMENTO E NÃO ESTOU SABENDO LIDAR COM AS EMOÇÕES

    Acabei um relacionamento há um mês e não estou gerenciando bem as minhas emoções. A outra parte pôs fim ao relacionamento, eu não queria terminar.

    Eu considerava o relacionamento tóxico e nem tanto recíproco, mas continuava pelos meus sentimentos, que eram verdadeiros. Depois de mais uma briga por mensagens de texto, ofendi-o com um palavrão e, a partir daí, não fui mais respondida. Após alguns dias, quando tentei conversar, escutei que a culpa era minha, que era "homem" e não aceitaria que eu o ofendesse da forma que eu fiz. Não me respondia mais, me bloqueou do aplicativo de mensagens com que mais conversávamos, e, além disso, está namorando uma nova pessoa.

    Desde então, eu tenho vivido muitas emoções. Me sinto culpada, traída, injustiçada... Choro muito facilmente, tenho ido ao trabalho sem forças, as noites estão sendo mal-dormidas, tenho ânsia de vômito; Fui ignorada e silenciada em um momento onde eu mais precisava falar, me expressar.

    Não tenho amigos, sou uma pessoa bastante caseira, estou ausente de hobbies, etc. Estou em um luto. Não tenho expectativa de um novo relacionamento, receio de nunca mais encontrar alguém, de ficar sozinha nesta área da vida em que deposito muitas expectativas.

    Estou frustrada e cansada. No meu peito grita um misto de emoções com as quais não estou sabendo lidar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Schmalz

    Sinto muito por tudo o que você está vivendo. O fim de um relacionamento já é, por si só, um processo de luto. Mas quando ele acontece da forma como você descreveu — abrupto, com silenciamento, exclusão e falta de diálogo — essa dor se intensifica, porque não há espaço para compreensão ou elaboração.

    Você disse algo muito importante: "Me sinto culpada, traída, injustiçada." Esses sentimentos são legítimos. Estar em um relacionamento tóxico e, ainda assim, amar verdadeiramente, não é contradição... muitas vezes, mesmo diante do desgaste, a gente continua porque ainda há afeto, esperança, desejo de reparar.

    Quando você diz que se sente sem forças, com sintomas físicos, isolada, sem perspectiva… isso indica que seu corpo está gritando.

    Você não precisa dar conta disso sozinha. A psicoterapia pode ser um espaço muito valioso agora — não para apagar a dor, mas para criar um caminho seguro onde você possa compreender seus sentimentos, reconstruir seu senso de valor, fortalecer sua autoestima e, pouco a pouco, resgatar sua própria presença.

    Sobre o medo de nunca mais amar ou ser amada… eu entendo. Mas nesse momento, talvez a pergunta mais importante não seja “e se eu nunca mais encontrar alguém?”, e sim:
    Como posso voltar a me encontrar comigo mesma?

    Você merece muito mais do que viveu.
    Se decidir pela terapia, estou aqui


  • Olá! Tenho um relacionamento de 4 anos e no começo eu cogitei em terminar para “curtir a vida”(fest

    Olá!
    Tenho um relacionamento de 4 anos e no começo eu cogitei em terminar para “curtir a vida”(festas beijar várias bocas kk) só que entrei conflito por ele ser um cara que tinha grande potencial de dar certo, decidi continuar o namoro. Hoje em reflexão desse acontecimento(que meche comigo, por causa da ansiedade que senti) vejo que não terminei por medo de não dar certo esse desejo(de festas e tal), até pq não tenho amigas p isso e me sinto meio culpada por isso, por não terminar por causa desse medo. Meu relacionamento é muito bom, sou feliz e pensando nisso tudo sinto medo de no futuro não amar ele mais e ter que terminar. Como posso me afastar desse medo e eliminar esses pensamentos que me causam tanta ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Schmalz

    Ooi

    É comum, em relacionamentos longos iniciados na juventude, surgirem pensamentos como: "Será que estou perdendo algo? E se eu me arrepender depois?". Esses pensamentos fazem parte do processo de amadurecimento emocional e não significam, necessariamente, que há algo errado com você ou com o seu relacionamento.

    Você não errou por não ter terminado naquele momento — você fez uma escolha com base no que sentia e precisava naquela fase. E vale lembrar: todas as escolhas envolvem abrir mão de outras possibilidades.

    O que você sente hoje — esse medo, essa dúvida, essa reflexão — pode ser um convite para olhar para o que você deseja construir com mais clareza.

    Você não precisa eliminar os pensamentos ansiosos, mas pode aprender a ouvi-los com mais calma, identificar o que eles estão pedindo (talvez mais espaço, mais tempo para si, mais conversa com seu parceiro, mais validação das suas escolhas).

    Crescer é isso: sentir ambivalência, mas ainda assim escolher com coragem.


  • Quais são as características das crianças com transtorno de desenvolvimento intelectual?

    Quais são as características das crianças com transtorno de desenvolvimento intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Schmalz

    Segundo o DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), o Transtorno de Desenvolvimento Intelectual é caracterizado por déficits nas funções intelectuais e no funcionamento adaptativo, com início durante o período do desenvolvimento (geralmente na infância).

    Esses déficits envolvem:

    1. Funções intelectuais: raciocínio, solução de problemas, planejamento, pensamento abstrato, julgamento e aprendizado acadêmico e experiencial. Essas limitações são confirmadas tanto por avaliação clínica quanto por testes padronizados.

    2. Funcionamento adaptativo: comprometimento na independência pessoal e na responsabilidade social, afetando três domínios:
    2.1. Conceitual: linguagem, leitura, escrita, matemática, raciocínio, memória.
    2.2. Social: empatia, habilidades interpessoais, comunicação, julgamento social.
    2.3. Prático: cuidados pessoais, organização de tarefas, manejo de dinheiro, transporte, etc.

    O DSM-5-TR classifica o transtorno em quatro níveis (leve, moderado, grave e profundo), conforme o grau de apoio necessário para a vida diária, e não mais com base apenas no QI como ocorria em manuais anteriores.

    É importante lembrar que cada criança é única e, com o suporte adequado (psicoterapia, orientação familiar, adaptação escolar, entre outros), muitas crianças com TDI conseguem se desenvolver com mais qualidade de vida e segurança


  • Tenho 19 anos e dificuldade em organizar minha rotina. Saí de um emprego fixo para tentar algo incer

    Tenho 19 anos e dificuldade em organizar minha rotina. Saí de um emprego fixo para tentar algo incerto, mas a ansiedade me atrapalha. Não consigo fazer cursos, pois dependia financeiramente do trabalho. Minha faculdade é flexível, porém tenho que me manter...me sinto insegura, inquieta e inferior perto de pessoas mais qualificadas. Já tentei várias vezes me organizar, mas parece que só piora. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Schmalz

    Oie

    Muita gente entre os 18 e 25 anos enfrenta essa mistura de ansiedade, insegurança e sensação de estar “perdido”. Isso acontece porque essa fase da vida é mesmo um território incerto: você não é mais adolescente, mas também não se sente plenamente adulto. E você sempre vai encontrar várias pessoas da mesma faixa etária que estão vivendo coisas completamente diferentes.

    Tomar a decisão de sair de um trabalho fixo para tentar algo novo já exige muita coragem. Mas quando essa escolha se cruza com questões financeiras, pressão por produtividade e comparações com outras pessoas, a ansiedade cresce — e o medo de falhar também.

    Essa dificuldade em criar uma rotina pode ser um sinal de que você está sobrecarregada emocionalmente, tentando fazer escolhas importantes sem apoio suficiente, sentindo que precisa dar conta de tudo ao mesmo tempo.

    Você está vivendo um processo e nenhum deles acontece de forma linear. A comparação só vai roubar aprendizados únicos e conquistas que você pode alcançar vivendo a sua própria história, da forma como você consegue hoje.

    Tem uma estratégia chamada "só por hoje" que é, basicamente, fazer o que você precisa e/ou gostaria de fazer só por aquele dia. Você não precisa pensar no próximo dia, na próxima semana ou próximo mês, mas só no dia de hoje. Por ex.: só por hoje eu vou seguir essa rotina; só por hoje eu vou focar nos meus estudos por duas horas; só por hoje eu não vou dar importância para comparação; etc.

    Existem também diversas plataformas que oferecem alguns cursos gratuitos ou que cobram valores simbólicos. Você pode pesquisar e se aventurar ;)

    Escolha viver sua jornada da forma mais autêntica que puder, com todo esforço que conseguir e comemorando cada novo passo que der. Vai valer a pena todo esse processo.


  • Olá eu queria saber se isso que eu sinto é normal, eu passei por um período de pensamentos obsessivo

    Olá eu queria saber se isso que eu sinto é normal, eu passei por um período de pensamentos obsessivos que me fizeram questionar tudo eu fiquei a ponto de enlouquecer. Eu estou tomando remédios mas qualquer pensamento me desestabiliza e como se eu não tivesse aqui, como se meus pensamentos fossem facas e eu não consigo mais me recuperar eu não sinto mais esperança e meus sentimentos estão bagunçados eu sinto como se estivesse morrendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Julia Schmalz

    Sinto muito por estar se sentindo assim... quando a mente está em sofrimento intenso, os pensamentos podem se tornar tão intrusivos e assustadores que parece que a gente vai se perder completamente dentro deles. Isso pode dar a sensação de não estar mais “aqui”. Mas essa dor pode ser compreendida e tratada.

    Você está em tratamento com medicação e isso é um passo bem importante. Contudo, talvez o que esteja te faltando agora seja um espaço seguro para elaborar emocionalmente tudo isso. A psicoterapia é uma parte essencial desse cuidado. Os remédios podem ajudar a estabilizar, mas é o vínculo, a escuta e o suporte humano que podem te ajudar a voltar a se sentir viva(o), com esperança, com sentido.

    Por favor, busque ajuda imediata. Fale com seu médico, procure um psicólogo, ou entre em contato com um serviço de emergência emocional como o CVV (188)


Perguntas frequentes

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