Perguntas do paciente (85)
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Como os pais podem ajudar seus filhos a usar a internet e as as redes sociais de forma saudável?
Como os pais podem ajudar seus filhos a usar a internet e as as redes sociais de forma saudável?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como psicóloga, acredito que os pais têm um papel fundamental para ajudar seus filhos a usar a internet e as redes sociais de forma saudável. É importante que estabeleçam limites claros, mas também estejam abertos ao diálogo. Escutar o adolescente, sem julgamentos, ajuda a dar sentido às experiências que ele vive online.
No meu TCC, “As influências das redes sociais na saúde mental dos adolescentes: uma análise pela ótica psicanalítica”, analisei como o desejo de reconhecimento e validação nas redes pode impactar o desenvolvimento psíquico. As redes muitas vezes funcionam como um espelho, onde o adolescente busca o olhar do outro para afirmar quem é — o que pode gerar angústia e inseguranças. Por isso, a presença dos pais, como suporte e referência simbólica, é essencial para que o jovem não se perca nesse excesso de imagens e expectativas. O diálogo, o exemplo e a escuta são os caminhos mais eficazes para promover um uso mais consciente e equilibrado das redes.
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Sou uma pessoa religiosa e enfrento sentimentos homossexuais que, muitas vezes, tento reprimir, sem
Sou uma pessoa religiosa e enfrento sentimentos homossexuais que, muitas vezes, tento reprimir, sem sucesso. Estou ciente da abordagem psicológica que recomenda a aceitação de quem sou, mas acredito que minha sexualidade não me define completamente. Minha fé é extremamente importante para mim. Se não fosse, eu poderia simplesmente abandonar a religião e viver conforme os desejos do meu coração.
Contudo, essa não é minha escolha. Na igreja da qual sou membro, há um grande incentivo para compartilhar esse tipo de situação com outros membros, a fim de receber apoio. No entanto, não me sinto à vontade para fazer isso. Primeiro, por uma questão de confiança pessoal; segundo, porque não acredito que haja alguém na igreja capaz de me ajudar efetivamente. Na prática, compartilhar isso poderia trazer mais sofrimento do que soluções para os meus conflitos.
Quero deixar claro que não acredito em "cura gay" ou qualquer conceito semelhante. Meu desejo é encontrar uma forma de viver sem que esses sentimentos sejam um fardo constante em minha vida.
Acredito que buscar ajuda profissional, como a de um psicólogo, seria a melhor solução. No entanto, tenho receio de que alguns psicólogos (não todos, claro) adotem uma abordagem oposta à da minha igreja. Enquanto a igreja pode dizer "reprima-se", muitos psicólogos sugerem "aceite-se como você é e experimente".
Compreendo essa perspectiva e sei que ela pode funcionar para outras pessoas. Porém, para mim, seguir esse caminho feriria meus valores pessoais. Como já mencionei, se quisesse viver conforme meus desejos, eu simplesmente deixaria a igreja e seguiria minha vida. Minha escolha de permanecer na fé reflete a crença de que a vida vai além do que vemos e não se resume a satisfazer os desejos do corpo.
Isso tem sido um conflito para mim e não sei como lidar com essa situação. É possível compatibilizar meus valores pessoais com os meus sentimentos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por compartilhar com tanta honestidade algo tão íntimo e sensível. Seu relato demonstra coragem, maturidade e um profundo compromisso com seus valores e sua fé — algo que merece ser acolhido com muito respeito. Como psicóloga, eu me coloco à disposição para te acompanhar nesse processo com escuta ética, empática e sem julgamentos. Meu papel não é te dizer o que fazer, mas te ajudar a compreender melhor seus sentimentos, suas escolhas e suas possibilidades dentro do caminho que você deseja seguir. A psicologia não precisa estar em oposição à fé — muito pelo contrário. Uma escuta clínica sensível pode ser justamente o espaço seguro onde você poderá elaborar seus conflitos internos, respeitando o que é essencial para você, sem pressão para adotar nenhum rótulo ou direção que te fira. Se você sentir que posso te ajudar nesse percurso, será um prazer caminhar ao seu lado, com acolhimento e cuidado. Você não está sozinho — e não precisa enfrentar isso em silêncio.
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Qual a importância da neuroplasticidade ao longo da vida?
Qual a importância da neuroplasticidade ao longo da vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se adaptar e formar novas conexões ao longo da vida. Ela é essencial para o aprendizado, superação de traumas e desenvolvimento de novas formas de pensar e sentir. Mostra que, com estímulo e acolhimento, mudanças são sempre possíveis — em qualquer fase da vida.
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Eu tenho desejos homossexuais, mas não me relaciono com ninguém, pois não quero. Também não é uma co
Eu tenho desejos homossexuais, mas não me relaciono com ninguém, pois não quero. Também não é uma coisa que as pessoas sabem sobre mim, embora desconfiem. Eventualmente surge uma oportunidade e acaba rolando de eu ficar com alguém. Essas ocasiões ocorrem, por exemplo, na academia onde treino. Há uma troca de olhares com a pessoa, vamos ao banheiro e lá rola algo, mas nunca uma penetração.
Ocorre que, após essas poucas ocasiões em que isso acontece, eu me sinto um lixo e perco completamente a vontade de me relacionar com qualquer pessoa, além de me dar um arrependimento de ter feito aquilo, ainda que, no momento, tenha sido bom.
Eu fico extremamente ansioso após isso, com uma sensação de vazio, de que eu não tenho nenhum valor, de que eu não deveria ter feito aquilo e isso me impede de criar qualquer espécie de relacionamento com qualquer pessoa.
Uma vez, por exemplo, eu estava tomando banho na academia, o professor entrou e foi tomar banho também, rolou uma masturbação mútua, na qual apenas eu ejaculei. Após isso eu fiquei em crise, uma sensação contínua de ansiedade, além de me sentir imundo por ter permitido tocar e ser tocado por ele.
Depois disso eu comecei a evitar, mas acabou rolando novamente com outra pessoa, que queria me beijar e fazer outras coisas, mas eu não permiti e foi bem frustrante ter iniciado isso.
Eu não sei o que fazer. O que você me diz?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é um conflito interno entre seus desejos e seus valores, que gera ansiedade e culpa. É importante buscar um espaço terapêutico seguro, onde você possa compreender esses sentimentos sem pressões externas, respeitando sua fé e suas escolhas. A psicoterapia pode ajudar a lidar com esse conflito de forma mais saudável, sem impor caminhos, mas oferecendo apoio para que você encontre sua própria forma de viver com menos sofrimento.
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Como a neuroplasticidade pode ajudar no enfrentamento do luto?
Como a neuroplasticidade pode ajudar no enfrentamento do luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuroplasticidade permite que o cérebro se reorganize após perdas significativas, como no luto. Com o tempo e o apoio adequado, é possível criar novas conexões neurais que ajudam a ressignificar a ausência, adaptando-se emocionalmente à nova realidade. Isso mostra que, mesmo diante da dor, é possível seguir em frente e reconstruir a vida de forma saudável.
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Boa tarde estou há dois anos com sintoma de Desrealização,da pra melhorar ? Tenho transtorno de ansi
Boa tarde estou há dois anos com sintoma de Desrealização,da pra melhorar ? Tenho transtorno de ansiedade generalizada!!!!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Sim, é possível melhorar os sintomas de desrealização, especialmente com o tratamento adequado. Como você já tem diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada, trabalhar a ansiedade com terapia, técnicas de relaxamento e, se necessário, acompanhamento médico, pode reduzir bastante esses sintomas. A psicoterapia oferece ferramentas para você compreender melhor o que está acontecendo e lidar com isso de forma mais saudável. Se desejar, posso ajudar a orientar esse processo.
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Como a neuroplasticidade cerebral representa a oportunidade para desenvolver o nosso cérebro por mei
Como a neuroplasticidade cerebral representa a oportunidade para desenvolver o nosso cérebro por meio da aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuroplasticidade cerebral representa a capacidade do cérebro de se modificar a partir da experiência. Isso significa que, ao aprendermos algo novo, criamos e fortalecemos conexões neurais. Ou seja, cada novo conhecimento ou habilidade estimula o cérebro a se desenvolver, tornando a aprendizagem uma ferramenta poderosa para crescimento contínuo em qualquer fase da vida.
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Porque não me sinto conectada as pessoas? Não consigo me sentir presente nos bons momentos que passo
Porque não me sinto conectada as pessoas? Não consigo me sentir presente nos bons momentos que passo com meus amigos e família , tudo parece chato e desinteressante e vazio.tanto que afeta minha vida social por que faço piadas maldosas só pra ter uma reação negativa dos meus amigos porque isso me faz sentir algo diferente, mesmo que seja negativo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo pode estar relacionado a um estado emocional de desconexão, que pode surgir em situações de tristeza, ansiedade, desânimo ou até sintomas de depressão. Quando a vida perde cor e os momentos bons parecem vazios ou sem sentido, isso pode gerar um vazio interno difícil de preencher.
Fazer piadas maldosas para provocar reações, mesmo negativas, pode ser uma forma de buscar algum tipo de estímulo emocional, uma tentativa de sentir algo diferente do vazio. Esse comportamento, embora compreensível, pode acabar afastando as pessoas e aumentar a sensação de isolamento.
Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para entender melhor esses sentimentos, identificar suas causas e desenvolver estratégias para recuperar o prazer nas relações e na vida social. Se quiser, posso ajudar você nesse processo, oferecendo um espaço acolhedor para conversar sobre isso.
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Oii, eu estou com problemas, eu esses dias conversei com uma garota em um aplicativo de relacionamen
Oii, eu estou com problemas, eu esses dias conversei com uma garota em um aplicativo de relacionamento, e essa garota é trans, a gente conversou um pouco, ela disse que não queria conversar nada sensual e nada, queria me conhecer, mas aí eu vi que a conversa não fluiu, e depois eu removi ela do meu Instagram, e eu acabei colocando na cabeça que ela pode ter morrido, ou ter sido assassinada, eu coloquei na cabeça que eu conversei com alguém, e esse alguém tirou a vida dela, só que essa pessoa não existe, não sei se isso que estou tendo é uma crise, mas oque fazer
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! O que você está sentindo pode ser bastante angustiante, e esses pensamentos intensos podem surgir em momentos de ansiedade ou crise. Como psicóloga, posso te ajudar a entender melhor esses sentimentos e trabalhar estratégias para lidar com eles de forma mais leve e segura.
Se quiser, podemos marcar uma conversa para que você tenha um espaço acolhedor para falar sobre isso sem julgamentos. Você não precisa enfrentar essa situação sozinho. Estou à disposição para ajudar.
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Ultimamente me sinto tão triste sem vtd de viver perdi meu pai a quase 1 ano atrás e me desabou mais
Ultimamente me sinto tão triste sem vtd de viver perdi meu pai a quase 1 ano atrás e me desabou mais me sinto só msm TD gente presente na minha vida.
As vezes tenho vtd de quebrar as coisas gritar queria entender oq eu tenho.
Sem contar q a anos sofro de muita dor de cabeça.
Alguém sabe me dizer oq PD ser se sentir ass?
E tbm toque TD hr quero lavar as mãosRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pelo que você está passando. A perda de um ente querido, como seu pai, é uma dor profunda que pode desencadear tristeza intensa, sensação de vazio e até sintomas como ansiedade ou comportamentos repetitivos, como o desejo constante de lavar as mãos.
Tenho experiência em acompanhar pessoas no processo de luto e entendo o impacto que ele pode ter no emocional e no corpo. Além disso, sintomas como dores de cabeça frequentes e essas angústias podem estar relacionados a transtornos que merecem atenção profissional, como ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo.
Recomendo que você procure um psicólogo para uma avaliação completa e suporte adequado. Se quiser, posso atendê-la e oferecer um espaço seguro para você falar sobre seu sofrimento, entender melhor o que está acontecendo e buscar formas de aliviar essa dor. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Estou à disposição para ajudar.
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ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar confort
ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar conforto, mesmo com a mente cansada. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo como esses sintomas podem ser desconfortáveis e angustiantes. A ansiedade realmente pode se manifestar de forma muito física — como essa inquietação nas pernas e a sensação de cansaço sem alívio, mesmo com a mente exausta.
Nesse caso, o ideal é buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia pode te ajudar a entender melhor os gatilhos da sua ansiedade, acolher o que você está sentindo e construir formas mais saudáveis de lidar com esses momentos.
Se precisar, estou à disposição para te acolher nesse processo.
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Minha filha de 8 anos está com pensamentos muito negativos, tudo que ela vê de ruim na tv, rua ou in
Minha filha de 8 anos está com pensamentos muito negativos, tudo que ela vê de ruim na tv, rua ou internet ela diz que pensa que é ela ou a maioria das vezes eu, ela já até chegou a dizer que queria que eu morresse igual a avó dela.
Após a partida da vó esses pensamentos vieram.
Todas as vezes que ela vê um personagem feio ou uma pessoa (diferente) ela diz que sou eu, sempre coloca desfeitos em mim.
Não sei mais como fazer, já conversei muito com ela mais não resolveu, sou uma mãe muito presente e cuidadosa.
Me ajudem por favor ando muito triste com toda essa situação .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por compartilhar esse relato com tanta honestidade e sensibilidade. Situações como essa são, sim, muito difíceis — e a sua busca por ajuda mostra o quanto há cuidado, presença e afeto nessa relação.
Quando uma criança passa por uma perda significativa, como a morte de uma avó, é comum que ela manifeste seu luto de formas que nem sempre parecem diretamente ligadas à tristeza. A raiva, a confusão, o medo e a sensação de desamparo podem aparecer através de comportamentos negativos, projeções ou falas agressivas — muitas vezes direcionadas justamente à figura com quem ela mais tem vínculo e segurança: a mãe.
A criança ainda está desenvolvendo seus recursos emocionais e simbólicos, por isso pode usar o que está ao alcance — como personagens ou imagens da mídia — para tentar dar forma ao que sente por dentro. Quando ela diz, por exemplo, que alguém "feio" é a mãe, ou deseja algo ruim, pode estar expressando raiva reprimida, medo da perda ou até mesmo culpa por sentimentos que ela mesma não compreende. São expressões que soam duras, mas que não devem ser interpretadas ao pé da letra.
É fundamental entender que esses comportamentos são um sinal de que algo está difícil de ser elaborado internamente. Não se trata de desamor, nem de falha materna — muito pelo contrário. Justamente porque há vínculo, afeto e presença, esse conteúdo inconsciente encontra um “lugar seguro” para emergir.
Nesse momento, o mais indicado é que a criança possa contar com um espaço terapêutico, onde consiga elaborar essas emoções com apoio profissional. A psicoterapia infantil oferece recursos lúdicos e simbólicos para que ela possa transformar essas expressões em compreensão emocional — ajudando-a a nomear, organizar e aliviar o que está sentindo.
Também pode ser muito importante que a mãe tenha um espaço de escuta nesse processo, tanto para acolher a própria dor quanto para se fortalecer emocionalmente. Cuidar de quem cuida também é parte do processo terapêutico.
Esse tipo de manifestação, embora preocupante, é tratável. E quanto antes for acolhido, melhor o prognóstico para o desenvolvimento emocional da criança e para a relação entre vocês.
Caso precise, posso orientar sobre os primeiros passos para iniciar esse acompanhamento. Você não está sozinha. Há ajuda, há caminho e há possibilidade de transformação.
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Oi, tudo bem? Tô numa situação que tá me deixando muito angustiado e sem saber o que fazer. Eu sou a
Oi, tudo bem? Tô numa situação que tá me deixando muito angustiado e sem saber o que fazer. Eu sou apaixonado por uma amiga, ela sabe disso. Recentemente, uma outra amiga me mostrou o perfil do namorado dela num aplicativo de relacionamento. Elas duas nem se conhecem então não tinha porque ela inventar também. Ela me mandou vários prints, com foto dele, nome, selo de verificado e até o status online. Eu vi tudo.
Minha amiga sempre fala dele como um cara quase perfeito, que até deixa as senhas dele com ela. Por isso, tô com medo de contar isso pra ela, porque ela pode achar que tô inventando coisa, ou que tô falando por ciúmes. Mas agora, toda vez que ela comenta que vai sair com ele ou dos sentimentos dela sobre ele eu sinto uma vergonha absurda. Tô nessa dúvida que tá me consumindo, será que eu conto e corro o risco dela não acreditar em mim por causa do que eu sinto? Ou será que guardo e vivo com esse peso, sabendo que se ela descobre que eu sábia pode se sentir traída por mim?
Queria muito saber o que fazer numa situação como essa.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Obrigada por dividir algo tão sensível. Dá pra perceber o quanto você está vivendo um conflito interno profundo, entre o que sente, o que sabe, e o medo de machucar alguém importante. Carregar tudo isso sozinho pode ser realmente exaustivo.
Você está em contato com sentimentos muito legítimos — a paixão, a vergonha, o cuidado, a dúvida. E tudo isso misturado a uma situação que também tem um peso ético, de lealdade, de responsabilidade afetiva. Não é algo simples de resolver apenas com razão ou com o coração. E por isso mesmo, talvez esse momento mereça um espaço em que você possa ser ouvido com calma, sem julgamentos, e aos poucos ir organizando tudo isso por dentro.
Muitas vezes, situações como essa não exigem respostas prontas, mas sim escuta. Um lugar onde você possa explorar suas emoções com segurança, entender o que está sentindo de verdade, o que esse incômodo diz sobre você, sobre seus valores, e o que isso tudo significa no seu caminho afetivo.
Se você sentir que esse peso está ficando grande demais para carregar sozinho, talvez seja hora de se permitir esse espaço. A terapia pode te ajudar a respirar melhor dentro desse turbilhão.
Você não precisa dar conta de tudo sozinho. E não precisa ter todas as respostas agora. Mas pode se cuidar no processo.
Estou aqui caso queira conversar mais sobre isso.
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Olá eu passo muito tempo dentro de casa,eu saio pouco, porque eu me sinto nervosa e deslocada quando
Olá eu passo muito tempo dentro de casa,eu saio pouco, porque eu me sinto nervosa e deslocada quando as pessoas olham pra mim,eu me sinto issegura ao sair de casa mas não é medo de que alguma coisa me aconteça,e medo dos olhares das pessoas,eu me acho muito tímida ,mas e uma vergonha tão grande,o que fazer para lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
O que você traz toca em algo muito profundo: o modo como se sente diante do olhar do outro. Na psicanálise, a gente compreende que o olhar não é só uma questão de visão — ele tem a ver com como nos sentimos expostos, como imaginamos que o outro nos vê, e como isso atravessa nossa própria imagem.
Você fala de uma vergonha que parece maior do que a situação em si, algo que te paralisa, que te prende dentro de casa. E, veja, isso não é pouca coisa. Isso diz de um sofrimento real, de algo que insiste e se repete, talvez sem você entender muito bem por quê.
Essas questões não costumam ter respostas prontas. E talvez nem caibam em conselhos. Por isso, pode ser muito importante ter um espaço onde você possa falar livremente sobre o que sente, sem a necessidade de justificar, sem pressa para mudar — apenas falar.
A escuta psicanalítica não tem a intenção de te encaixar em um padrão, mas de caminhar com você para que você própria vá encontrando o sentido do que te acontece. O que é essa vergonha? O que está em jogo nesse olhar do outro? Como isso se formou em você?
Se sentir que algo em você pede por esse espaço, a psicanálise está aqui — não para dar respostas prontas, mas para te acompanhar na construção das suas próprias. Quando quiser, podemos começar por aí: pela sua palavra.
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Olá, há já uns 3 anos que eu não me reconheço quando olho para o espelho. Evito completamente tirar
Olá,
há já uns 3 anos que eu não me reconheço quando olho para o espelho. Evito completamente tirar fotos ou aparecer em câmaras, e quando por acaso me vejo na câmara do telemóvel, fico desconfortável. Parece que o meu nariz fica maior, e no geral todos os meus traços parecem exagerados, como se não fossem meus.
Quando isso acontece, fico mesmo mal. Já aconteceu várias vezes começar a chorar só por me ver ao espelho e não conseguir acreditar que aquela pessoa sou eu. É estranho e frustrante.
Além disso, a minha cara parece mudar de um dia para o outro. Às vezes dou por mim a tentar lembrar como era o meu rosto no dia anterior e simplesmente não consigo. Só sei que está diferente, e isso mexe comigo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Obrigada por confiar em compartilhar algo tão sensível e profundo. O que você está vivendo, essa dificuldade de se reconhecer no espelho, o desconforto com sua imagem, a sensação de que seus traços estão distorcidos ou que seu rosto muda, são experiências que podem ser bastante angustiantes e solitárias.
Na psicanálise, sabemos que a relação com a própria imagem é complexa e está muito ligada à forma como nos percebemos e ao modo como nosso inconsciente se expressa. O espelho, para além do reflexo, pode ser um lugar onde se revelam conflitos internos, fragmentações do Eu, ou sensações de estranhamento consigo mesmo.
Essas mudanças que você sente, essa dificuldade de reconhecer o próprio rosto, podem estar falando de uma relação muito profunda com sua identidade, com como você se sente dentro de si — algo que talvez ainda não tenha um nome claro, mas que merece ser escutado com cuidado.
Criar um espaço para falar sobre isso, onde você possa trazer essas sensações e ir explorando o que está por trás delas, sem pressa, pode ser muito valioso. A psicanálise oferece um lugar de escuta onde essas experiências encontram voz, e onde você pode começar a entender melhor esse sofrimento e o que ele significa para você.
Se sentir que quer esse espaço, a porta está aberta para acolher sua história e caminhar junto nesse processo.
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Olá, Tenho 1,62 m de altura e peso entre 42 e 43 kg. Toda a gente à minha volta costuma dizer que e
Olá,
Tenho 1,62 m de altura e peso entre 42 e 43 kg. Toda a gente à minha volta costuma dizer que estou muito magra, mas sinceramente, eu não sinto que esteja assim tão magra como dizem. Eu reconheço que sou magra, sim, mas acho que as pessoas exageram um pouco quando comentam.
A minha dúvida é: isso pode ter a ver com algum tipo de distorção da imagem corporal? Ou é normal, em certas pessoas, não se verem exatamente como os outros veem?
Gostava de entender melhor se essa diferença de perceção é comum ou se pode ser sinal de algo a que devo estar mais atenta.
Obrigada.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Obrigada por trazer essa reflexão tão importante sobre a percepção que você tem do seu corpo e a forma como isso dialoga com o que os outros dizem. Essa diferença entre como nos vemos e como os outros nos veem é algo muito comum e, na psicanálise, é entendida como parte do complexo processo da formação da nossa imagem corporal e da identidade.
Cada pessoa constrói sua relação com o próprio corpo a partir de múltiplos fatores — experiências, afetos, olhares externos e internos, desejos e medos. Nem sempre o que vemos no espelho ou sentimos internamente coincide com o que os outros percebem. Essa disparidade pode ser um sinal de que há algo a ser explorado sobre como você se relaciona consigo mesma, com sua autoimagem e com as expectativas externas.
Se essa diferença entre o seu olhar e o olhar dos outros gera angústia, confusão ou sofrimento, pode ser muito útil ter um espaço onde você possa falar sobre isso com liberdade, sem julgamentos. A terapia psicanalítica é um lugar em que essas questões podem ser acolhidas e exploradas, ajudando você a compreender melhor o que está por trás dessa relação com o corpo e a imagem, e a construir um sentido mais próprio e saudável para isso.
Se quiser, esse espaço está disponível para que você possa ir se encontrando consigo mesma, no seu tempo e do seu jeito.
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Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acor
Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acordo mal, desanimada, com medo de ser demitida por não ser boa o suficiente, sinto que nada que eu faça está bom. Algo pequeno se torna gigante, acabo me comparando com outras pessoas da minha área e sinto que nunca vou alcançar o nível. Me sinto frustada e irritada, e super mal por não me sentir boa. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, antes de tudo quero dizer que o que você está sentindo é muito comum, e saiba que você não está sozinha nessa. Muitas pessoas que passam por desafios profissionais e pessoais sentem insegurança, medo e aquela sensação de que nunca estão “boas o suficiente”. Esses sentimentos podem ser exaustivos e impactar sua autoestima e qualidade de vida, mas o que poucos sabem é que eles podem ser trabalhados e superados.
Como psicóloga, meu papel é justamente ajudar você a entender esses sentimentos, identificar suas origens e desenvolver ferramentas práticas para que você se sinta mais segura, confiante e capaz de lidar com as incertezas do dia a dia, seja no trabalho ou na vida pessoal.
Se quiser, podemos conversar melhor sobre o que você está vivendo e traçar juntas um caminho para que esses medos e frustrações não controlem mais a sua vida. A terapia é um espaço seguro onde você pode se expressar livremente e encontrar maneiras concretas de fortalecer sua autoestima e resiliência.
Se sentir vontade, estou à disposição para uma psicoterapia. Quer marcar um horário para conversarmos?
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Tenho sentindo dor nas costas, dor no peito falta de ar , coração acelerado, já fui no médico tomei
Tenho sentindo dor nas costas, dor no peito falta de ar , coração acelerado, já fui no médico tomei medicação mas não passa , tenho problema de ansiedade, isso que estou sentindo pode ser ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo como esses sintomas — dor no peito, falta de ar, coração acelerado — podem ser assustadores e difíceis de lidar. Muitas vezes, o nosso corpo manifesta, através dessas sensações, sentimentos que não conseguimos expressar ou entender direito. A psicóloga Maria Manoni explica que o corpo pode “falar” aquilo que a mente ainda não conseguiu colocar em palavras, e esses sintomas são uma forma de o nosso sofrimento interno se mostrar.
Se você está passando por isso, saiba que não precisa enfrentar sozinha. Na terapia, podemos trabalhar juntos para que você encontre formas de expressar esses sentimentos que hoje se manifestam como sintomas físicos e emocionais. Esse processo ajuda a aliviar o sofrimento e a recuperar sua qualidade de vida.
Se quiser, podemos marcar uma conversa para entender melhor o que você está sentindo e como posso ajudar você a lidar com isso. Estou aqui para apoiar você nessa jornada.
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A escola está me pressionando/sugerindo levar meu filho a terapia familiar devido a mal comportament
A escola está me pressionando/sugerindo levar meu filho a terapia familiar devido a mal comportamento escolar (agitação, desobediência, impulsividade). Sou pai solteiro completamente, sem avós, tios, ninguém comigo. Já acompanhei outras pessoas e me senti hiper mal nas terapias, péssimo, é pertubador para mim, como se tivesse jogando minha vida fora. Eu aceito pagar para meu filho ir e colocar uma baba para levá-lo. Mas insistem que devo ir. A família materna tem histórico de transtorno de personalidade, Vivi horrores com essa mulher, não há vejo ha anos e fiquei ótimo assim. Agora novamente a vida quer me por para acompanhar alguém... Sinto que se eu for, vou ser péssimo participante, podendo até confrontar o terapeuta. Meu filho toma medicação e quando se trata de psiquiatra acompanho com gosto. Terapia familiar tenho vontade de sair correndo... O que fazer diante disso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo completamente como a ideia de terapia familiar pode ser difícil para você, ainda mais com suas experiências anteriores. É muito importante cuidar da sua saúde emocional também, e você tem todo o direito de estabelecer seus limites.
Nesse momento, o que mais importa é o bem-estar do seu filho e garantir que ele tenha o suporte adequado para lidar com a agitação, a impulsividade e os desafios que estão acontecendo na escola. Um acompanhamento psicológico individual pode ser um espaço seguro para ele entender melhor seus sentimentos, aprender estratégias para o comportamento e melhorar seu rendimento escolar.
Se você quiser, posso oferecer um acompanhamento especializado para o seu filho, respeitando o ritmo dele e de vocês dois. Isso pode ser feito de forma flexível e sem pressionar você a participar de sessões que não se sente confortável.
Meu objetivo é ajudar seu filho a se sentir melhor e apoiar você nesse processo, sem sobrecarregar você.
Se desejar, podemos marcar uma primeira conversa para avaliar o que seu filho precisa e como posso ajudar. Estou à disposição para conversar quando for melhor para vocês.
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Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo
Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo tivesse pra acontecer e um Pânico muito grande as vezes fico horas sem conseguir dormir por causa desse medo, como eu posso fazer pra isso passa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve pode estar relacionado à ansiedade noturna ou até a crises de pânico. Esses pensamentos e sensações de medo intenso antes de dormir são mais comuns do que parecem — e têm tratamento.
Terapia pode te ajudar a entender a origem desse medo, desenvolver estratégias de enfrentamento e melhorar sua qualidade de sono e bem-estar emocional.
Se quiser, estou à disposição para te acompanhar nesse processo com acolhimento e escuta.
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Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
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