Perguntas do paciente (41)
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, obrigado por confiar em compartilhar sua história.
Pela perspectiva da psicanálise, mais importante do que decidir se você deve permanecer ou não na relação é compreender o que essa dinâmica desperta em você. Conflitos repetitivos, perda de confiança e desrespeito costumam revelar feridas emocionais que merecem ser elaboradas, e não apenas resolvidas racionalmente.
Você relata sentimentos de medo, culpa, baixa autoestima e preocupação com seus filhos. Tudo isso merece um espaço de escuta cuidadoso. Um processo terapêutico pode ajudá-lo a entender seus padrões de relacionamento, fortalecer seus limites e tomar decisões mais conscientes, sem agir apenas pela dor ou pelo medo da solidão.
Você não precisa enfrentar isso sozinho. Cuidar da sua saúde emocional também é uma forma de cuidar dos seus filhos.
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“Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na
“Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na perspectiva psicanalítica, e qual a função da escuta analítica em articulação (ou não) com a psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) baseia-se na construção de um vínculo terapêutico seguro, com escuta acolhedora, constância e limites claros. A escuta analítica favorece a compreensão dos conflitos emocionais e dos padrões inconscientes que sustentam o sofrimento. Quando há sintomas intensos, impulsividade ou risco à segurança, a articulação com a psiquiatria pode ser importante, permitindo que a medicação auxilie na estabilização dos sintomas enquanto a psicoterapia trabalha os conflitos psíquicos de forma mais profunda.
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Qual o papel dos mecanismos de defesa nas interações sociais de pessoas com Transtorno de Personalid
Qual o papel dos mecanismos de defesa nas interações sociais de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, os mecanismos de defesa protegem o indivíduo de emoções intensas, como medo do abandono e rejeição. No TPB, defesas como cisão, idealização e desvalorização podem tornar os relacionamentos instáveis, alternando rapidamente entre aproximação e afastamento
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Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Border
Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está relacionada à dificuldade de integrar sentimentos positivos e negativos sobre si mesmo e sobre o outro. Isso pode levar à alternância entre idealização e desvalorização, além de um intenso medo de abandono. Como resultado, os vínculos tendem a ser marcados por conflitos, insegurança e mudanças emocionais intensas.
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Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio
Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio confusos é uma mistura entre gostar e não gostar do sonho.
As vezes quando acordo sinto uma sensação boa e culpa por isso, aí eu penso racionalmente se realmente quero que tal coisa aconteça e sempre chego a conclusão que não quero.
Por que isso acontece? Tenho TOC sexual, muitos pensamentos durante o dia, medo, culpa e agora tenho sonhado com essas coisas. É angustiante.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode ser muito angustiante, mas ter sonhos com conteúdos que você rejeita na vida real não significa que eles expressem um desejo ou intenção. Os sonhos costumam misturar emoções, medos, lembranças e conflitos internos de forma simbólica e nem sempre refletem aquilo que queremos conscientemente. No TOC, é comum que pensamentos e até sonhos envolvendo os temas que mais causam medo gerem culpa e dúvidas. O mais importante é lembrar que pensamentos e sonhos não definem quem você é. Se isso está causando sofrimento intenso, um acompanhamento psicológico e, quando indicado, psiquiátrico pode ajudar a compreender esses conteúdos e reduzir a angústia, sem reforçar o ciclo de culpa e medo.
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Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra
Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda da sua gatinha. O luto por um animal de estimação é real e pode ser tão intenso quanto o luto por qualquer pessoa que amamos. A culpa é um sentimento muito comum nesse processo, porque nossa mente tenta encontrar explicações ou imaginar que poderia ter feito diferente. Mas amar não significa ter o controle sobre tudo. Pelo que você descreve, ela foi cuidada, amada e fez parte da sua vida por muitos anos. A dor que você sente hoje é do tamanho do vínculo que vocês construíram. Dê a si mesma a permissão para viver esse luto, sem se cobrar por "superar" rapidamente. Se essa dor estiver insuportável, buscar um espaço de acolhimento psicológico pode ajudar a atravessar esse momento com mais cuidado e menos culpa. Você não precisa passar por isso sozinha.
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Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c
Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que haja melhora, mas isso depende de cada pessoa. O álcool pode intensificar impulsividade, agressividade e dificuldades no controle emocional, por isso interromper o consumo pode reduzir esses comportamentos. Já o acompanhamento psicológico pode favorecer maior autoconhecimento, desenvolvimento de formas mais saudáveis de lidar com as emoções e melhora nos relacionamentos. No entanto, se houver um Transtorno de Personalidade Narcisista, as mudanças costumam exigir tempo, motivação para o tratamento e compromisso com o processo terapêutico. Em situações de agressividade, é importante priorizar sempre a segurança da pessoa e de quem convive com ela.
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É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç
É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. Nem sempre o sofrimento se manifesta como tristeza intensa. Às vezes, ele aparece como uma sensação de neutralidade, vazio, falta de interesse ou apenas o cumprimento das obrigações do dia a dia. Esse estado merece atenção, especialmente se estiver persistindo e afetando sua qualidade de vida. Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para compreender o que você está vivendo e encontrar caminhos para voltar a sentir prazer e sentido na vida.
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Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz
Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.
E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse pesoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve demonstra um desejo genuíno de encontrar propósito e construir uma vida com mais sentido. Ter encontrado uma área que desperta seu interesse pode ser uma importante fonte de motivação. Ao mesmo tempo, as dificuldades para permanecer em empregos, manter relacionamentos e a sensação de que a vida está desorganizada merecem ser compreendidas com cuidado, e não vistas apenas como falta de esforço ou força de vontade. Na psicoterapia é possível investigar a origem desses padrões, entender o que eles representam na sua história e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com eles. Você não precisa carregar esse peso sozinho, e buscar ajuda pode ser um passo importante para construir a vida que deseja.
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Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por
Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso de brinquedos eróticos por si só não determina a orientação sexual de uma pessoa. Alguns homens podem sentir prazer com a estimulação anal, independentemente de serem heterossexuais, bissexuais ou homossexuais. Isso, isoladamente, não significa que seu marido deseje se relacionar com homens. Se essa mudança despertou dúvidas ou insegurança, o mais importante é conversar com ele de forma aberta, respeitosa e sem julgamentos. O diálogo é a melhor forma de compreender os desejos, limites e expectativas de ambos dentro da relação.
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Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu
Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sonhar repetidamente que seu namorado termina o relacionamento não significa que isso vá acontecer ou que seja um desejo seu. Muitas vezes, os sonhos expressam medos, inseguranças ou ansiedades que nem sempre aparecem de forma consciente. Como você relata que vive uma relação boa, leve e segura, esses sonhos podem refletir um receio de perder algo que é importante para você, e não um sinal de que o relacionamento está em risco. Se esses sonhos estão causando sofrimento ou se tornando frequentes, vale a pena buscar compreender o que eles despertam em você, com acolhimento e sem interpretá-los como uma previsão do futuro.
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Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi
Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível mudar. A insegurança e o ciúme podem fazer parte da forma como você aprendeu a se relacionar, mas não precisam definir quem você é para sempre. O fato de você reconhecer esse padrão já é um passo importante. Na psicoterapia, é possível compreender a origem desses sentimentos, fortalecer a autoestima e desenvolver formas mais saudáveis de viver os relacionamentos. Mudanças levam tempo, mas elas são possíveis quando há disposição para esse process
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A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego? Ou essa linha de pensamen
A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego?
Ou essa linha de pensamento está equivocada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A histeria, dentro da perspectiva psicanalítica, não é simplesmente uma luta entre o id e o ego ou entre o id e o superego. A concepção clássica entende a histeria como a expressão de conflitos inconscientes — especialmente desejos reprimidos (ligados ao id) que o ego tenta conter para manter o equilíbrio psíquico. Esses desejos, por serem inaceitáveis moralmente (influência do superego), geram sintomas como forma de "solução" inconsciente do conflito.
Ou seja, na histeria há, sim, uma tensão entre as instâncias psíquicas (id, ego e superego), mas principalmente uma tentativa do ego de lidar com impulsos inconscientes que ele considera ameaçadores, resultando em manifestações somáticas ou comportamentais.
Portanto, a ideia de "luta" não está totalmente equivocada, mas a histeria é fruto de uma dinâmica mais complexa entre todas as instâncias da mente, não apenas uma batalha isolada entre duas delas.
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Como identificar relacionamento abusivo ?
Como identificar relacionamento abusivo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Parece que você quer uma resposta mais curta. Aqui estão sinais de um relacionamento abusivo:
1. Controle – A pessoa decide por você e invade sua privacidade.
2. Isolamento – Te afasta de amigos e família.
3. Manipulação – Usa culpa e chantagem para te controlar.
4. Agressão – Física, verbal ou emocional.
5. Humilhação – Te diminui e desvaloriza.
6. Pressão sexual – Ignora seus limites.
Se identificar esses sinais, busque apoio. Você quer conversar sobre algo?
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Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compa
Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compartilhadas, como ler, praticar esportes, viajar. No ano passado, ele foi com outra a evento que eu teria gostado muito de estar com ele. Fui avisada às vésperas. Sofri muito e ainda não superei. Tive apenas justificativa de que não tínhamos acordo na época. Sinto que ele é evitativo, o que ativa minha ansiedade. Temos longas conversas, ele diz que estou sempre insatisfeita. Como fazer a reparação? Sendo que pedi pra me acompanhar noutro evento importante pra mim e ele negou, cada vez com uma justificativa diferente. Temos ótimos momentos, mas me sinto ansiosa, sinto falta dessa reparação e de empatia com minhas dores.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua dor é legítima, e a falta de reparação reforça o sentimento de desconsideração. Se ele tem um padrão evitativo e não valida suas emoções, isso pode estar desregulando sua segurança na relação. A recusa ao seu convite pode indicar um desalinhamento de prioridades. O mais importante é avaliar se essa dinâmica te nutre ou apenas gera ansiedade. Se ele valoriza a relação, precisa estar disposto a ouvir e buscar equilíbrio. Caso contrário, talvez seja hora de repensar se essa troca é saudável para você.
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Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?
Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, ouvir constantemente os problemas dos outros pode sobrecarregar o psicológico, principalmente se não houver um limite saudável entre a empatia e a absorção da dor alheia. Isso pode gerar estresse, fadiga emocional e até sintomas físicos.
Por isso, é importante que quem ouve tenha momentos de descanso, atividades prazerosas e, se possível, um espaço para desabafar ou processar essas emoções, como terapia ou supervisão profissional.
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Gosto de cuidar das pessoas. Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com
Gosto de cuidar das pessoas.
Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com isso, falar e fazer o que elas estão precisando.
Porem, lá no fundo, acho que os meus sentimentos de protetora são ligados minha criação, algo automático, porque no geral não sinto que eu realmente me importe, já que a fraqueza dos outros me estressa, já que a solução as vezes é tão obtivia.
Outra questão, algo que me deixa incomodada é a facilidade em bloquear sentimentos, as vezes eu faço algo errado, eu reconheço o erro, sou bem racional, mas não tenho sentimentos nenhum sobre, como se nada tivesse acontecido, fico neutra internamente. Sem contar o costume que tenho em ler as pessoas a minha volta, é algo que reconheço que sou boa, mas isso acaba minando meus relacionamentos, como se a confiança nunca fosse uma opção. Isso acaba me deixando esgotada, a sensação que eu tenho que minha mente não para nunca.
Não sei exatamente o tratamento que procuro, talvez uma psicóloga!?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve envolve questões profundas sobre empatia, proteção, racionalidade emocional e confiança nos relacionamentos. Buscar um psicólogo pode ser uma boa opção para entender melhor esses padrões, explorar sua história e encontrar estratégias para lidar com o desgaste mental.
A sua facilidade em compreender as pessoas pode ser um dom, mas quando isso se torna um peso, vale investigar por que essa necessidade de controle ou leitura constante do ambiente existe. Além disso, a maneira como você lida com erros e bloqueia sentimentos pode ter raízes na sua criação ou em experiências passadas. Um profissional pode ajudar a trazer mais clareza sobre esses aspectos e a encontrar um equilíbrio entre razão e emoção.
Se a exaustão mental é um ponto forte para você, também pode valer a pena olhar para práticas que ajudem a desacelerar e trazer mais presença para o momento. Terapias focadas em autoconhecimento, como a psicanálise ou terapia cognitivo-comportamental (TCC), podem ser caminhos interessantes.
O que você sente ao pensar em iniciar esse processo?
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Para o tratamento se esquizofrenia a ECT é segura ? Entendem como uma boa terapia ? Para quais cas
Para o tratamento se esquizofrenia a ECT é segura ? Entendem como uma boa terapia ?
Para quais casos é indicada ?
Tem uma quantidade mínima de sessões ?
Quais os riscos do procedimento ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ECT é segura e pode ser eficaz na esquizofrenia resistente ao tratamento, especialmente em casos de catatonia ou sintomas graves. Geralmente são necessárias 6 a 12 sessões, com aplicação duas a três vezes por semana. Os riscos incluem confusão mental temporária, perda de memória (geralmente reversível), cefaleia e, raramente, complicações cardiovasculares. O procedimento é indicado quando os benefícios superam os riscos, sob supervisão médica.
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O que significa o esquecimento para a psicanálise?
O que significa o esquecimento para a psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o esquecimento é visto como um mecanismo do inconsciente, muitas vezes ligado à repressão de conteúdos dolorosos ou conflitantes. Pode ser uma forma de defesa psíquica, resistência ou até um ato falho que revela desejos ocultos. Não é apenas um apagamento, mas um indício do funcionamento psíquico.
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Gostaria de saber se a abordagem de um psicanalista é diferente de um psicólogo ?
Gostaria de saber se a abordagem de um psicanalista é diferente de um psicólogo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A principal diferença é que o psicanalista trabalha explorando o inconsciente, analisando traumas, desejos reprimidos e padrões emocionais por meio da escuta e associação livre, enquanto o psicólogo pode utilizar diversas abordagens terapêuticas, muitas vezes focadas no presente e em técnicas estruturadas para lidar com emoções e comportamentos. O psicanalista busca a raiz dos conflitos, promovendo um processo de autoconhecimento profundo, enquanto o psicólogo pode atuar de forma mais direta e objetiva, dependendo da abordagem escolhida.
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Perguntas frequentes
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Fiz uma cirurgia da bacia pelve com parafuso no acetábulo 38 dias após sinto estalos e dor quando pa
Com pouco mais de um mês de cirurgia no acetábulo, a região ainda está em…