Perguntas do paciente (8)
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja passando por esse momento. Quando a depressão começa a dificultar até tarefas básicas e a vontade de sair do quarto, é realmente importante buscar um acompanhamento mais próximo e estruturado.
A internação pode ser indicada, mas essa decisão precisa ser avaliada pelo psiquiatra e pela equipe que acompanha você. A psicoterapia, especialmente a TCC, também pode ajudar nesse processo, trabalhando de forma gradual a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos e, principalmente, ajudando você a retomar sua rotina aos poucos, sem cobranças excessivas.
Você não precisa conseguir mudar tudo de uma vez. Podemos começar com pequenos passos, respeitando o seu momento, para que você volte a se sentir mais funcional e retome seus projetos.
Caso esteja tendo pensamentos de morte ou de se machucar, é importante procurar atendimento de urgência imediatamente e não permanecer sozinha.
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A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá
A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o psicólogo atua como um facilitador e colaborador, com o objetivo de promover a autonomia do paciente. Esse processo acontece em conjunto com o paciente, e não simplesmente deixando que ele faça tudo sozinho desde o início.
Ao longo do processo, o psicólogo irá ajudar o paciente a:
identificar pensamentos automáticos e padrões de interpretação;
reconhecer crenças intermediárias e crenças centrais disfuncionais;
compreender como essas crenças influenciam suas emoções e comportamentos;
questionar as evidências que sustentam essas crenças;
construir interpretações e crenças alternativas mais realistas e funcionais;
experimentar novos comportamentos na prática.
Conforme o processo psicoterapêutico avança, o paciente vai aprendendo essas ferramentas e desenvolvendo a capacidade de utilizá-las de forma cada vez mais independente, tornando-se progressivamente mais capaz de identificar, questionar e modificar seus próprios padrões de pensamento e comportamento.
A TCC busca ensinar habilidades que o paciente possa levar para a vida, favorecendo autonomia e prevenção de recaídas.
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC trabalha esses medos de forma bastante estruturada. No caso que você descreve, é possível compreender a existência de um ciclo entre crenças, pensamentos, emoções e comportamentos que pode contribuir para a manutenção do medo do julgamento e da necessidade de agradar.
O objetivo não é simplesmente substituir “eu tenho que agradar todo mundo” por “não preciso agradar ninguém”. O trabalho é construir uma percepção mais realista e flexível, o que pode ser feito por meio da reestruturação cognitiva, associada a experimentos comportamentais e exposição gradual.
O objetivo final não é fazer você deixar de se importar com o que os outros pensam, mas desenvolver a capacidade de pensar:
“Eu posso ser julgado, criticado ou até rejeitado por alguém, e ainda assim consigo lidar com isso e continuar sendo quem eu sou.”
Essa mudança pode ser muito significativa, porque o foco deixa de ser “como faço para ninguém me rejeitar?” e passa a ser:
“Como posso viver de acordo com quem eu sou e com os meus valores, mesmo quando não tenho a aprovação de todos?”
A psicoterapia poderá te ajudar reduzir a ansiedade diante do julgamento e da rejeição, desenvolver maior segurança e autoestima, aprender a estabelecer limites, expressar suas opiniões e necessidades com mais assertividade e diminuir a necessidade constante de aprovação. Nos esportes, isso também pode favorecer uma relação mais saudável com erros, críticas, desempenho e competição, permitindo que você consiga se concentrar mais no processo e menos na avaliação das outras pessoas.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, esses pensamentos e a preocupação em parecer bonita ou bem para alguém do passado não caracterizam, por si só, uma traição. Pensamentos não são escolhas nem comportamentos.
É importante compreender melhor o que está por trás dessa preocupação. Ela pode estar relacionada à ansiedade, autoestima, necessidade de aprovação ou medo do julgamento. Caso exista diagnóstico ou suspeita de TOC, também é importante avaliar se esses pensamentos são intrusivos e se você sente necessidade de realizar algum tipo de checagem, controle ou busca de certeza para aliviar a ansiedade.
Na TCC, primeiro buscamos compreender esse ciclo e, a partir dessa avaliação, trabalhamos os pensamentos, as emoções e os comportamentos que estão mantendo o sofrimento. O objetivo é que você consiga lidar com esses pensamentos sem culpa e sem precisar controlar constantemente suas reações ou a forma como os outros percebem você.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pesquisar repetidamente sintomas pode acabar aumentando a ansiedade, principalmente quando a pesquisa se torna uma tentativa de descobrir “o que eu tenho” ou obter certeza. Isso pode fazer você ficar mais atenta às sensações do corpo, interpretá-las como sinais de perigo e, consequentemente, começar a evitar situações.
A terapia pode ajudar bastante. Na TCC, podemos trabalhar esse ciclo: pesquisa → preocupação → ansiedade → medo de ter uma crise → evitação → aumento do medo, além de desenvolver estratégias para enfrentar gradualmente as situações que você passou a evitar.
Sobre o escitalopram, é importante conversar com o psiquiatra que prescreveu caso ainda não esteja percebendo melhora ou esteja sentindo aumento da ansiedade. O efeito terapêutico pode levar algumas semanas para aparecer.
Então, sim: a terapia pode ajudar você a compreender esse ciclo, reduzir a necessidade de pesquisar sintomas e recuperar gradualmente a segurança para sair de casa, sem precisar esperar a ansiedade desaparecer completamente para retomar sua vida.
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Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?
Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O estresse, por si só, não significa que uma pessoa desenvolverá um transtorno mental. Entretanto, quando é intenso, frequente ou prolongado, pode atuar como um fator de risco, aumentando a vulnerabilidade psicológica e contribuindo para o surgimento ou agravamento de transtornos mentais por diferentes mecanismos, como por exemplo:
Sobrecarga emocional: o organismo permanece em estado de alerta por períodos prolongados.
Alterações no sono e na rotina: podem reduzir a capacidade de lidar com emoções e problemas.
Aumento da ansiedade e da irritabilidade: situações que antes eram manejáveis podem passar a ser percebidas como ameaçadoras.
Mudanças cognitivas: podem aumentar a tendência a pensamentos negativos, preocupação excessiva e interpretações mais pessimistas.
Comportamentos de enfrentamento inadequados: como isolamento, evitação, uso de álcool ou outras estratégias que podem manter ou agravar o sofrimento.
Interação com fatores individuais: aspectos como genética, história de vida, experiências traumáticas, características de personalidade, rede de apoio e condições ambientais podem influenciar a forma como cada pessoa responde ao estresse.
Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podemos compreender que o estresse pode ativar pensamentos e crenças disfuncionais, intensificando emoções negativas e levando a comportamentos que acabam mantendo o ciclo de sofrimento.
Por isso, clinicamente, é importante não olhar apenas para o evento estressor, mas também para como a pessoa interpreta a situação, como reage emocionalmente e quais comportamentos utiliza para lidar com ela.
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Como os transtornos de comportamento disruptivo são tratados?
Como os transtornos de comportamento disruptivo são tratados?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), os transtornos de comportamento disruptivo são tratados por meio de uma abordagem que envolve a criança, os pais e o ambiente escolar.
O foco principal é modificar padrões cognitivos e comportamentais desadaptativos, ensinando autorregulação emocional, habilidades sociais, resolução de problemas e reestruturação de pensamentos distorcidos.
Já os pais são orientados por meio do treinamento parental, aprendendo a aplicar limites consistentes e reforçar positivamente comportamentos adequados, enquanto a escola colabora com estratégias de manejo e reforço.
Quando necessário, a TCC é associada a acompanhamento psiquiátrico com objetivo de promover o autocontrole, a adaptação social e a redução de comportamentos desafiadores.
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Quais são os tipos de transtornos de comportamento disruptivo na infância?
Quais são os tipos de transtornos de comportamento disruptivo na infância?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os transtornos de comportamento disruptivo na infância são condições caracterizadas por padrões persistentes de comportamento antissocial, desafiador, agressivo ou de violação de regras, que fogem ao esperado para o nível de desenvolvimento da criança e causam prejuízos na tanto na vida familiar, quanto escolar e social.
Segundo o DSM 5 -TR, os principais são:
Transtorno de Oposição Desafiante (TOD);
Transtorno de Conduta (TC);
Transtorno Explosivo Intermitente (TEI);
Transtorno Disruptivo do Controle de Impulsos e da Conduta.
Vale ressaltar que esses transtornos são diferentes do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), Transtornos do Espectro Autista (TEA) e dos Transtornos de Humor ou Ansiedade.
Perguntas frequentes
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Tenho sentido dor no peito há mais de um mês, muitas vezes se intensifica como uma espécie de queima
Sim, marque clínico geral ou médico de família nos próximos dias, pois já…