Perguntas do paciente (12)
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda da sua mãe. Perder alguém tão importante, ainda mais de forma repentina, costuma levar algum tempo para ser elaborado. Menos de um ano, é ainda um período curto diante do impacto de uma perda que costuma ser profunda e dolorosa.
Veja... o luto e a depressão podem acontecer juntos. A tristeza, a saudade e o choro fazem parte do luto, mas quando surgem coisas que você descreveu...perda de prazer nas atividades, culpa constante, cansaço interminável e dificuldade de seguir com a rotina, é muito importante avaliar se também há um quadro depressivo associado. Essa diferença nem sempre é fácil de perceber sozinha. Então vale considerar uma avaliação com psiquiatra e um acompanhamento psicológico.
Além disso, tente não passar por isso sozinha. Acionar amigos, familiares ou outras pessoas de confiança pode fazer diferença. Não precisa ser necessariamente para falar sobre isso; fale se sentir vontade, mas para trazer um pouquinho de ânimo, acolhimento, sorriso, paz... use a sua rede de apoio, a que tiver, não precisa ser grande.
Perder a mãe é uma experiência muito profunda, e ter apoio, seja de profissionais de saúde, ou de pessoas que são importantes pra você pode ajudar a atravessar esse período de forma mais assistida e amorosa. Um abraço.
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Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )
Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Achei interessante a sua pergunta! Traços como rigidez, perfeccionismo e padrões muito elevados de desempenho podem, sim, acabar levando a uma sobrecarga constante. No entanto, a rigidez, por si só, não causa burnout, mas pode aumentar essa vulnerabilidade, especialmente quando vem acompanhada de muita autocrítica e de ambientes de trabalho muito exigentes ou assediadores. O burnout costuma aparecer justamente em pessoas muito dedicadas, comprometidas, idealistas...qualidades que normalmente fazem alguém ser um ótimo profissional, mas que, sem limites adequados, também podem levar ao esgotamento. Espero ter ajudado!
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Estou em um relacionamento relativamente recente, uns 3 meses. A minha namorada se sente desconfortá
Estou em um relacionamento relativamente recente, uns 3 meses. A minha namorada se sente desconfortável com a ideia de eu passar a tarde na casa da minha melhor amiga, e expressou de forma clara o seu desconforto, medo e insegurança, mas não quero deixar de sair com a minha melhor amiga. O que fazemos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Olha, esse tipo de situação pode causar um desconforto que nem sempre tem a ver apenas com a amizade em si, mas com o significado que ela ganha dentro da relação. Para algumas pessoas, uma amizade muito próxima com alguém do sexo pelo qual o parceiro se sente atraído pode despertar inseguranças ou medo de perder espaço.
Também vale considerar que, às vezes, amizades muito exclusivas acabam se organizando de uma forma que muda quando aparece um namoro. É uma transição relativamente normal, mas nem sempre simples, porque novos limites e espaços acabam precisando ser definidos.
Talvez ajude entender melhor o que exatamente preocupa sua namorada e, ao mesmo tempo, refletir sobre como essa amizade pode se reorganizar nessa nova fase da sua vida.
Uma coisa que às vezes ajuda é aproximar as pessoas. Apresentar melhor as duas, criar oportunidades para que se conheçam e vejam quem cada uma é de fato. Muitas inseguranças diminuem quando a pessoa deixa de ser apenas uma ideia na cabeça do outro.
Abs.
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Mesmo estando tudo bem em um relacionamento ou algo do tipo, uma pessoa fica procurando problema em
Mesmo estando tudo bem em um relacionamento ou algo do tipo, uma pessoa fica procurando problema em tudo, seja em ações ou palavras. É exagerada e dramática. O que pode ser isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se de fato se constata que está tudo bem na relação (algo que precisa ser avaliado também), então há várias possibilidades. Pode ser alguém que aprendeu o padrão de comportamento na família (reclamar por reclamar); pode ser alguém que cresceu em um ambiente de instabilidade emocional (e formou o esquema de insegurança/instabilidade, em que a pessoa pode repetir essa instabilidade nas suas relações); pode ser alguém com transtorno de personalidade histriônica (exagero na emocionalidade e atenção) ou personalidade borderline (impulsividade e dramaticidade). São apenas algumas hipóteses (pode haver outras), que não se confirmam sem melhor conhecimento e avaliação.
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Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas n
Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas não vão de fato gostar de mim, sempre me acho inferior. Devo buscar ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia do esquema é bastante indicada para o que descreve. Esquemas são padrões emocionais e cognitivos autoderrotistas iniciados em nosso desenvolvimento desde cedo e repetidos ao longo da vida. Na terapia do esquema, você tem a oportunidade de entender dois esquemas ligados ao seu caso: defectividade/vergonha e isolamento social. Além de entender a origem desses esquemas na sua vida e de que forma eles se manifestam hoje, com a terapia poderá implementar mudanças a fim de desativá-los.
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O stress produzido ao assistir futebol faz mal pra
O stress produzido ao assistir futebol faz mal pra saúde? Acelera envelhecimento, p. ex.?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!... Segundo a Psicóloga Kelly McGonigal, da Stanford University (EUA), há estudos que demonstram que o estresse é nocivo justamente quando a gente acredita (e sente, dentro de nós) que aquilo nos faz mal.
Então, dependeria mais do que você acredita que o futebol te causa. Reflita: eu acredito que me faz...? (bem ou mal?) Curioso é que, para te fazer mal mesmo, segundo a visão dela, dependeria se isso te preocupa demais; e como essa preocupação é percebida no seu organismo.
Caso queira saber mais, recomendo o site do TED TALKs com o vídeo dela explicando isso. É curtinho e tem legendas. Chama-se "How to Make Stress your Friend". E também tem um livro chamado "O Lado Bom do Estresse", da mesma Dra. Kelly McGonigal.
Saudações, Psicóloga Karina Yoshimura
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Ansiedade
Ola, crise de ansiedade pode causar sensação de dor de garganta e ardência no peito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Como explicado pelos colegas, a ansiedade pode causar esses sintomas, mas vale considerar uma avaliação médica para descartar outros quadros de saúde. Se já descartou, aí sim, a hipótese principal vai para a ansiedade.
Saudações,
Psicóloga Karina Yoshimura
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Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pa
Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pandemia sei que a atividade física é essencial. Como posso melhorar meu condicionamento se a ansiedade me tira o fôlego?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As técnicas de relaxamento e meditação, como dito por vários colegas, são bem úteis para auxiliar na melhoria desses sintomas. Isso é baseado em estudo e evidências, então podem ser utilizadas para tentar normalizar. A questão é que muita gente acha que basta fazê-las de vez em quando... aí não nota melhoria e desanima. Para ser eficaz, tem que praticar regularmente mesmo, treinar todo dia o relaxamento, a respiração e praticar o mindfulness. Caso tenha diagnóstico para síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade por psiquiatra, sugiro fazer bem direitinho também o acompanhamento, além de psicoterapia.
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Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida. Posso te
Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida.
Posso ter algum transtorno?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A dieta é uma situação "artificial", de restrição alimentar, e a depender do tamanho da restrição que a dieta lhe impôs, em algum momento é esperado que comece a se descontrolar na alimentação e a ter comportamentos compensatórios. No entanto, para dizer se os comportamentos configuram um transtorno alimentar, isso requer uma avaliação mais detalhada, com apoio de um especialista em transtornos alimentares (psiquiatra/psicólogo/nutricionista)
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Trabalho em uma função muito estressante em uma escola, coordenação financeira; de uns tempos pra cá
Trabalho em uma função muito estressante em uma escola, coordenação financeira; de uns tempos pra cá ando cansado, com insônia; fadiga, me irrito muito facilmente; às vezes sinto até tonturas, estou com pressão alta; às vezes também me esqueço de algumas coisas, tem dia que sinto desanimo e vontade de ficar quieto em casa. Será estou com síndrome de Bournout?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, parece que seu corpo e sua mente estão dando sinais de sobrecarga. Sintomas como cansaço constante, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e até tonturas podem aparecer quando o estresse no trabalho se mantém elevado por muito tempo.
Em alguns casos isso pode estar relacionado ao burnout, que é um esgotamento ligado ao contexto profissional. Já o estresse crônico também pode provocar sintomas semelhantes, especialmente quando a pessoa permanece sob muita pressão por longos períodos.
Quando esses quadros se prolongam, podem ou não evoluir para sintomas depressivos, como desânimo mais constante, perda de interesse pelas atividades ou uma sensação de esgotamento mais global.
Por isso, diante de um conjunto de sintomas como esses, pode ser bastante útil buscar uma avaliação com um psicólogo, para compreender melhor o que está acontecendo. Dependendo da situação, uma avaliação psiquiátrica também pode ajudar a olhar para o quadro de forma mais completa.
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Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Autoestima baixa pode ter várias origens e nem sempre significa, necessariamente, que a pessoa esteja com depressão. Mas é uma pergunta importante, porque em alguns casos os dois aspectos podem aparecer juntos.
Na terapia do esquema, abordagem com que trabalho, entendemos que a forma como cada pessoa se enxerga costuma ser construída ao longo das experiências emocionais da vida, especialmente nas relações mais importantes da infância e adolescência. Algumas vivências podem favorecer o surgimento de padrões internos mais críticos, como a sensação de não ser bom o suficiente, sentimentos de defeito ou vergonha, necessidade constante de aprovação ou uma autocobrança muito rígida.
Quando esses padrões ficam muito ativos, a tendência é a pessoa olhar para si mesma de maneira bastante dura, o que acaba enfraquecendo a autoestima.
Por isso, fortalecer a autoestima geralmente envolve compreender melhor esses padrões, questionar pensamentos muito críticos sobre si mesmo e aprender a desenvolver uma relação mais cuidadosa consigo. A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo. E, quando a baixa autoestima vem acompanhada de tristeza persistente, desânimo ou perda de interesse nas atividades, também pode ser importante avaliar a presença de um quadro depressivo.
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fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep
fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você descreve é mais comum nas relações do que parece. Os vínculos afetivos costumam envolver duas dimensões ao mesmo tempo. Uma parte é mais emocional e menos racional, ligada às experiências que tivemos ao longo da vida e aos padrões de relacionamento que vamos formando. Na terapia do esquema, esses padrões costumam ser chamados de esquemas, e eles podem influenciar como sentimos proximidade, apego ou vontade de se afastar. Por isso, às vezes surgem sentimentos aparentemente contraditórios, como querer estar perto e, ao mesmo tempo, sentir vontade de distância.
Ao mesmo tempo, os relacionamentos também envolvem escolhas. Amar, tentar novamente e decidir construir algo com alguém também passa por uma decisão consciente.
Quando essas duas partes entram em tensão, pode surgir essa sensação de não se entender muito bem. A psicoterapia pode ajudar justamente a olhar para esses padrões, identificar melhor os sentimentos envolvidos e, a partir disso, fazer escolhas afetivas mais conscientes.
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Perguntas frequentes
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