Perguntas do paciente (30)
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC pode ajudar bastante no tratamento da ansiedade social. O foco não é simplesmente “parar de sentir ansiedade”, mas entender o que mantém esse medo e, aos poucos, construir novas formas de lidar com as situações sociais.
Na terapia, trabalhamos pensamentos como “vão me julgar”, “vou ser rejeitado” ou “vou passar vergonha”, além dos comportamentos de evitação. Quando você evita a escola, festas ou convites, sente um alívio naquele momento, mas a ansiedade acaba ficando ainda mais forte depois.
Por isso, a TCC também utiliza exposições graduais, sempre respeitando o seu ritmo, para que você possa retomar essas situações aos poucos e perceber que consegue lidar com elas.
No seu caso, como isso já está afetando sua vida há alguns anos, acredito que seja importante buscar novamente acompanhamento psicológico. Ter passado por outras terapias e não ter percebido melhora não significa que não exista tratamento para você. Às vezes, é necessário encontrar um profissional com quem você se sinta confortável e construir um plano terapêutico mais direcionado às suas dificuldades.
Sobre a sertralina, converse com seu psiquiatra sobre o fato de não ter percebido melhora e não faça alterações na medicação por conta própria.
E principalmente, não se cobre para resolver tudo de uma vez. A recuperação pode acontecer passo a passo.
Se você sentir que faz sentido para você, estou disponível para conversarmos e entender melhor o que está acontecendo.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você relata, ter esses pensamentos ou se preocupar com a forma como alguém do passado vai te enxergar não significa, por si só, que você esteja traindo seu parceiro.
Pensamentos não são escolhas e não representam necessariamente uma intenção. É natural querer se sentir bonita, interessante ou bem vista, mesmo estando em um relacionamento. O que parece estar te causando sofrimento é a culpa e a preocupação excessiva com o significado desses pensamentos e comportamentos.
Na TCC, podemos trabalhar justamente essa necessidade de aprovação, o medo do julgamento e a tendência de ficar analisando cada atitude para ter certeza de que não fez nada errado.
Também é importante lembrar que você não precisa controlar todos os pensamentos que surgem. Mais importante do que o pensamento é a forma como você escolhe agir diante dele.
Se isso tem gerado sofrimento ou interferido no seu relacionamento, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender melhor esse padrão e desenvolver uma relação mais tranquila consigo mesma.
Estou disponível para conversarmos e entender melhor o que você está vivendo.
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Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2
Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.
Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe uma idade específica para falar sobre a morte. Aos 3 anos, a criança já pode receber essa informação, desde que seja de forma simples, concreta e adequada à sua compreensão.
Nesse caso, como ela nunca conheceu o pai biológico e tem o padrasto como figura paterna, não é necessário antecipar uma conversa se ela ainda não demonstra curiosidade. Mas, caso o assunto surja, é importante não esconder ou inventar histórias.
Também é importante acolher as perguntas e reforçar que ela está segura e tem pessoas que cuidam dela. A compreensão sobre o que aconteceu vai sendo construída ao longo do desenvolvimento.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo como essa dúvida pode estar sendo angustiante, principalmente quando existe carinho, cuidado e uma história construída juntos. Nem sempre a mudança na intensidade dos sentimentos significa que o amor acabou, mas é importante compreender o que mudou e o que você tem sentido dentro dessa relação.
Na psicoterapia, podemos olhar para isso com calma, sem julgamentos e sem a necessidade de tomar uma decisão imediata. O objetivo é ajudá-la a compreender melhor seus sentimentos, diferenciar ansiedade de outras questões e perceber o que você realmente deseja para essa relação.
Fico à disposição caso queira conversar melhor sobre isso e entender como posso ajudá-la.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você relata, já existe uma mudança importante: você conseguiu permanecer em uma situação que inicialmente era muito difícil e, ao longo desses seis meses, percebeu redução da ansiedade e mais facilidade para interagir. Isso também é evolução.
Ser uma pessoa mais quieta ou tímida não significa, por si só, que exista um transtorno ou que você não esteja melhorando. A questão principal é o quanto a ansiedade limita sua vida e o quanto você consegue agir de acordo com aquilo que deseja, mesmo quando ela aparece.
Os comentários sobre você ser séria ou falar pouco podem acabar tocando em uma insegurança antiga, especialmente considerando as experiências que você viveu na escola. Mas o fato de alguém perceber você como mais quieta não significa que você esteja regredindo. Você não precisa se tornar uma pessoa extrovertida para superar a ansiedade social.
Talvez a “cura” não seja deixar de sentir qualquer desconforto ou fazer com que as pessoas parem de fazer comentários, mas conseguir se relacionar de uma forma mais livre, sem sentir que precisa mudar quem você é para ser aceita. É poder falar quando quiser, ficar em silêncio quando preferir, participar das interações e lidar melhor com a possibilidade de não agradar ou não se encaixar o tempo todo.
E essa sensação de não pertencimento também merece ser olhada com carinho. Podemos trabalhar justamente essa relação entre as experiências que você viveu, a forma como passou a enxergar a si mesma e o medo do julgamento.
Se sentir que essas questões ainda interferem na sua vida, a psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor esse processo e desenvolver mais segurança nas relações. Fico à disposição caso queira conversar.
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. Pelo que relata, as pesquisas sobre sintomas acabaram aumentando sua ansiedade e fazendo com que você ficasse ainda mais atento ao que sente. Isso pode alimentar um ciclo de medo e preocupação, mas é possível trabalhar para interrompê-lo.
Neste momento, pode ser importante reduzir as pesquisas sobre sintomas e evitar buscar constantemente confirmações na internet. Em vez de tentar analisar cada sensação, podemos aprender a lidar com ela sem interpretá-la como sinal de que algo ruim está acontecendo.
Como você já iniciou o tratamento medicamentoso, também é importante manter o acompanhamento com o profissional que prescreveu a medicação e comunicar a ele como você está se sentindo.
Na psicoterapia, podemos trabalhar gradualmente a ansiedade, o medo de sair sozinho e esses pensamentos que foram sendo fortalecidos pelas pesquisas, respeitando o seu ritmo. O objetivo não é simplesmente eliminar todas as sensações de ansiedade, mas recuperar sua autonomia e voltar, aos poucos, a fazer as coisas que são importantes para você.
Se sentir que está difícil enfrentar isso sozinho, estou à disposição para conversar e explicar como funciona o acompanhamento.
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Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Dormir com as mãos em uma posição mais fechada, semelhante à chamada “mão de T-Rex”, por si só não significa que exista algum transtorno ou problema psicológico. Muitas pessoas adotam determinadas posições durante o sono simplesmente por conforto ou hábito.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo como isso pode estar sendo difícil. Pesquisar repetidamente sobre sintomas pode, sim, aumentar a ansiedade, principalmente quando você começa a observar cada sensação e interpretá-la a partir do que encontrou na internet. Isso pode acabar reforçando o medo e levando ao isolamento.
O fato de o escitalopram ainda não ter apresentado o efeito esperado também não significa que o tratamento não esteja funcionando. O tempo de resposta pode variar, por isso é importante manter o acompanhamento com o profissional que prescreveu a medicação e não fazer alterações por conta própria.
A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo. Podemos trabalhar os pensamentos e medos relacionados às crises e, de forma gradual e respeitando seu ritmo, retomar as atividades que você foi deixando de fazer.
Você não precisa enfrentar isso sozinho. Estou à disposição caso queira conversar melhor sobre como posso ajudá-lo.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa dificuldade é mais comum do que parece, principalmente depois da pandemia. Muita gente percebeu que ficou mais difícil manter o foco, ler ou estudar por longos períodos. Isso não significa que você ficou menos capaz.
Na TCC, entendemos que a atenção também é um hábito. O Instagram e outras redes acabam acostumando nosso cérebro a receber estímulos rápidos, e tarefas como estudar passam a exigir um esforço maior.
Em vez de tentar mudar tudo de uma vez, comece aos poucos: deixe o celular longe por alguns minutos e estabeleça metas pequenas. O foco costuma voltar com a prática, não com a cobrança.
Se essa dificuldade estiver prejudicando sua vida acadêmica ou outras áreas da sua vida, vale a pena buscar ajuda profissional. Às vezes, a falta de concentração pode estar relacionada à ansiedade, ao estresse ou a outras questões que merecem ser avaliadas com cuidado.
E, se sentir que precisa de apoio nesse processo, estou à disposição para ajudá-lo a compreender melhor o que está acontecendo e encontrar estratégias que façam sentido para a sua realidade.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Imagino o quanto deve estar sendo difícil sentir que você não está mais se reconhecendo.
Sobre a sua pergunta, não é possível dizer, apenas pela sua mensagem, se você está com depressão ou qualquer outro quadro. Para isso, é necessária uma avaliação psicológica cuidadosa, considerando a sua história, o contexto e os sintomas que você vem apresentando.
O mais importante é que o que você está sentindo merece atenção. Como esses sintomas já estão afetando seus estudos, seu relacionamento e sua qualidade de vida, recomendo que você procure um psicólogo para uma avaliação. Quanto mais cedo você buscar ajuda, mais cedo poderá compreender o que está acontecendo e receber o suporte adequado.
Estou à disposição caso queira conversar ou iniciar esse processo de cuidado. Você não precisa passar por isso sozinha
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode ser uma experiência completamente natural. Quando passamos vários dias vivendo uma rotina agradável com alguém que amamos, nosso cérebro e nossas emoções se adaptam àquela presença. Ao voltar para a rotina habitual, é comum sentir um "vazio" temporário e uma saudade mais intensa.
Permita-se sentir essa saudade sem se culpar por ela. Aos poucos, conforme você retoma sua rotina, essa sensação tende a diminuir. Se, no futuro, essa tristeza começar a ser muito frequente, intensa ou passar a prejudicar outras áreas da sua vida, pode ser interessante conversar com um psicólogo para compreender melhor esses sentimentos.
E, se precisar de um espaço para falar sobre isso ou entender melhor o que está sentindo, estou à disposição para ajudar.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, quero dizer que sinto muito por tudo o que você viveu. Nenhuma criança deveria passar por isso, e nada do que aconteceu foi culpa sua.
Pelo que você relata, esses momentos de intimidade acabam despertando lembranças e emoções muito difíceis. Isso não significa que exista algo de errado com você. Significa que essas experiências ainda causam sofrimento e merecem ser cuidadas com respeito e acolhimento.
Quando você diz que não quer que seu namorado tenha uma "namorada defeituosa", quero que saiba que você não é defeituosa. Você é uma pessoa que passou por situações extremamente dolorosas e que ainda está lidando com as marcas que elas deixaram. Isso não diminui o seu valor nem a torna menos digna de amor.
Minha orientação é que você busque acompanhamento psicológico. Em um ambiente seguro, será possível acolher essa dor, compreender melhor essas reações e, aos poucos, fazer com que elas deixem de controlar a sua vida. O processo pode levar tempo, mas você não precisa enfrentá-lo sozinha.
Enquanto isso, respeite os seus limites e converse com seu namorado na medida em que se sentir confortável. Um relacionamento saudável também é construído com compreensão, respeito e segurança.
Estou à disposição para acolher você e ajudá-la nesse processo. Você merece viver suas relações com mais tranquilidade e sem carregar esse peso sozinha.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você tenha passado por isso. Quando estamos sofrendo e não somos acreditados por alguém importante, é natural que surjam sentimentos de abandono, mágoa e desconfiança.
Na TCC, podemos trabalhar essas experiências e os pensamentos que surgiram a partir delas, como “não posso confiar em ninguém” ou “as pessoas sempre vão me decepcionar”, buscando uma visão mais equilibrada sem invalidar o que você viveu.
Você não precisa ignorar o que aconteceu, mas pode aprender, aos poucos, a diferenciar quem merece sua confiança e estabelecer limites. A psicoterapia pode ser um espaço importante para elaborar essa experiência e reconstruir sua segurança emocional
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo, especialmente quando esses comportamentos começam a interferir no trabalho e em outras áreas da vida.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), buscamos compreender quais pensamentos, emoções e hábitos mantêm esse ciclo. Muitas vezes, a busca constante por novos livros e cursos pode estar relacionada à sensação de que ainda não se sabe o suficiente para agir ou de que tudo precisa estar perfeito antes de começar. Aos poucos, é possível desenvolver estratégias para lidar com a impulsividade, reduzir o perfeccionismo e fortalecer a capacidade de manter o foco nas tarefas mais importantes.
O primeiro passo é entender o que está por trás desse comportamento, sem julgamentos. A partir daí, é possível construir mudanças mais consistentes e que façam sentido para a sua realidade.
Se você sente que isso está prejudicando seu desempenho e sua qualidade de vida, vale a pena buscar uma avaliação psicológica. Estou à disposição para acolher você e ajudá-lo nesse processo.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem estar relacionados à ansiedade, ao estresse ou a outros fatores. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos na identificação dos pensamentos e comportamentos que contribuem para esse estado, além de desenvolver estratégias para melhorar a atenção e a organização da rotina.
Se esses sintomas são frequentes e estão prejudicando seu trabalho ou sua qualidade de vida, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e indicar o tratamento mais adequado para você.
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Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi
Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que essa tranquilidade cause estranheza, especialmente após muitos anos convivendo com a ansiedade. Quando estamos acostumados a viver em estado de alerta, sentir-se mais calma pode inicialmente parecer algo desconhecido.
A medicação pode contribuir para a redução dos sintomas de ansiedade, enquanto a psicoterapia pode ajudá-la a compreender e se adaptar a essa nova experiência emocional. O objetivo não é deixar de sentir emoções, mas conseguir vivenciá-las sem que a ansiedade domine sua vida.
É importante observar como essa tranquilidade se manifesta. Se você se sente mais calma, mas mantém seus interesses, vínculos e emoções, pode ser uma adaptação positiva. Caso perceba apatia, desconexão ou perda de interesse, converse com sua psiquiatra e sua psicóloga para que possam avaliar juntas.
O mais importante é dar tempo ao processo e continuar acompanhando a evolução com os profissionais que cuidam de você. Estranhar o bem-estar, por si só, não significa que algo esteja errado.
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Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta
Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a DBT pode ser uma alternativa interessante, mesmo para quem não tem transtorno de personalidade borderline. Embora ela tenha sido desenvolvida inicialmente para esse público, hoje sabemos que suas estratégias também podem beneficiar pessoas que apresentam dificuldades na regulação das emoções, impulsividade e sofrimento intenso, independentemente do diagnóstico.
Ao mesmo tempo, vale lembrar que nem toda TCC é conduzida da mesma forma. Às vezes, a abordagem continua sendo adequada, mas é importante avaliar se as estratégias utilizadas estavam alinhadas às suas necessidades e aos objetivos do tratamento.
O ideal é conversar com um psicólogo para entender o que você sentiu que faltou nas experiências anteriores e, a partir disso, avaliar qual abordagem faz mais sentido para o seu momento. O mais importante é encontrar um processo terapêutico no qual você se sinta acolhida e perceba evolução.
Se desejar, estou à disposição para conversar e ajudá-la a encontrar o caminho terapêutico mais adequado para você.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, parece que o que mais tem lhe causado dor não é esse episódio em si, mas a culpa e a angústia que surgiram depois dele.
O fato de você ter interrompido a visualização porque aquilo lhe causou desconforto não significa que esse conteúdo represente seus desejos, seus valores ou quem você é. É importante diferenciar um contato pontual com um conteúdo perturbador daquilo que realmente desperta interesse ou faz parte da sua identidade.
Você já deu um passo importante ao reconhecer que a psicoterapia pode ajudá-la. Procure um(a) psicólogo(a) com quem se sinta acolhida e segura para falar sobre sua sexualidade sem medo de julgamentos. Um espaço terapêutico ético pode ajudá-la a compreender melhor esses sentimentos e aliviar esse sofrimento.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Espero que encontre um espaço de cuidado onde possa ser ouvida com respeito e construir uma relação mais gentil consigo mesma. Se precisar, estou à disposição.
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Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,
Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
Muito obrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Reações de medo tão intensas, a ponto de a criança ficar paralisada e gritar diante de animais, merecem ser acolhidas e avaliadas com atenção.
O mais indicado é procurar um(a) psicólogo(a) infantil, preferencialmente com experiência em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A avaliação ajudará a compreender a origem e os fatores que mantêm esse medo e, a partir disso, desenvolver estratégias adequadas para que sua filha aprenda, gradualmente e de forma segura, a lidar com essas situações.
Se necessário, o psicólogo também poderá orientar a busca por um psiquiatra infantil. O importante é não forçá-la a enfrentar essas situações sozinha, mas buscar um acompanhamento especializado e acolhedor.
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Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence
Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é bastante pertinente.
De acordo com as normas do Conselho Federal de Psicologia (CFP), o paciente tem direito de solicitar documentos psicológicos, mas o tipo de documento e o conteúdo dependem da finalidade e da avaliação técnica do psicólogo.
O profissional pode emitir, por exemplo, uma declaração, um atestado (quando cabível), um relatório psicológico ou um laudo, desde que haja fundamentação técnica para isso. No caso de um relatório, ele deve conter informações relevantes para a finalidade apresentada, preservando o sigilo e seguindo os princípios éticos da profissão. No entanto, o psicólogo não é obrigado a elaborar um documento exatamente no formato ou com o conteúdo solicitado pelo paciente, como explicar por escrito por que a terapia "não deu certo" ou qual seria a "solução" para a demanda.
Em relação ao prontuário, o paciente pode solicitar acesso às informações referentes ao seu atendimento. O psicólogo deve avaliar a forma mais adequada de disponibilizá-las, observando as normas técnicas, o sigilo profissional e o melhor interesse do paciente. O prontuário é um documento técnico e não corresponde, necessariamente, à transcrição detalhada de tudo o que foi dito em sessão.
Sobre a sessão de encerramento, ela é considerada uma boa prática clínica e, sempre que possível, deve fazer parte do processo terapêutico. Entretanto, nem todo encerramento acontece dessa forma, especialmente quando é interrompido por iniciativa do paciente ou por outras circunstâncias.
Quanto ao tempo decorrido, o fato de alguns meses terem se passado não retira, por si só, o direito de solicitar documentos relacionados ao atendimento. Caso haja um pedido, o psicólogo deve analisá-lo e responder de acordo com as resoluções do CFP e com os critérios técnicos da profissão.
Para facilitar a continuidade do seu cuidado com outro profissional, você pode solicitar um relatório psicológico com as informações que sejam tecnicamente pertinentes ao objetivo da transição. Esse documento pode contribuir para que o novo psicólogo compreenda aspectos importantes do processo já realizado. Os documentos podem ser entregues em formato físico ou digital, desde que atendam aos requisitos legais, como identificação do profissional e assinatura válida, quando aplicável.
Perguntas frequentes
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