Perguntas do paciente (5)

  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lana Bis Mendonça

    Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, porque não perdemos apenas uma pessoa, mas também planos, expectativas, uma rotina compartilhada e, muitas vezes, uma versão de nós mesmos que existia naquela relação. Mas não existe uma forma "certa" de passar por esse momento: cada pessoa vive esse processo de maneira única, e o tempo e a intensidade da dor dependem de diversos fatores, como a história do relacionamento, o vínculo construído e os recursos emocionais de cada um. A terapia pode ajudar oferecendo um espaço seguro para compreender o significado daquela relação, acolher as emoções sem julgamentos e identificar pensamentos que podem prolongar o sofrimento, como a culpa excessiva, a idealização do relacionamento ou a crença de que nunca será possível seguir em frente.


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lana Bis Mendonça

    No TAG, é comum que o paciente mantenha o foco excessivo em sintomas físicos e pensamentos catastróficos, o que gera uma tensão constante e drena a energia. Nesse exemplo, durante a volta, você conversava, o foco saiu do monitoramento interno (atenção centrada nos gatilhos) e se voltou para o ambiente externo, sem gerar desgaste. Mas, como você bem pontuou, a realização de exames médicos é fundamental para descartar causas orgânicas antes de fechar o diagnóstico psicopatológico.


  • Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c

    Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento

    O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?

    Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.

    Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.

    Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.

    É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".

    A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.

    Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.

    A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lana Bis Mendonça

    Esse tipo de questionamento é muito importante e demonstra o quanto sua fé tem significado para você. Muitas pessoas passam por momentos em que percebem que nem sempre concordam com todos os pontos de uma tradição religiosa, e isso pode gerar sentimentos de culpa, dúvida ou até mesmo medo de estar ‘falhando’ com a própria fé. Na terapia, especialmente na TCC, o objetivo não é julgar ou direcionar suas escolhas religiosas, mas sim te ajudar a entender melhor seus próprios valores, sentimentos e pensamentos diante dessas situações. A terapia pode ser um espaço seguro para você refletir sobre essas questões, sem julgamento, e encontrar caminhos que te ajudem a viver sua fé de maneira mais leve, consciente e alinhada com quem você é.


  • Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia

    Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lana Bis Mendonça

    É necessário observar a intensidade, a duração e o impacto que essa "tristeza" tem causado. Enquanto a tristeza é uma resposta natural a eventos difíceis e tende a diminuir com o tempo, a depressão apresenta sinais mais persistentes e profundos. Alguns dos pontos principais que merecem atenção são:
    Sintomas Cognitivos: Presença de ruminação negativa, pensamentos pessimistas, autoimagem distorcida e sentimentos intensos de culpa, fracasso ou desvalorização.
    Alterações Fisiológicas: Mudanças significativas no sono, apetite, libido e presença de fadiga ou dores difusas sem causa orgânica aparente.
    Vontade e Comportamento: Perda de prazer em atividades antes apreciadas (anedonia), isolamento social e prostração.
    Sinal Crítico: A presença de ideação suicida é um marcador de gravidade que exige monitoramento imediato.


  • Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem

    Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lana Bis Mendonça

    Se a ansiedade está causando sofrimento significativo ou prejudicando a qualidade de vida, é importante buscar a orientação de um profissional. Esse "sofrimento significativo" pode se manisfetar de diferentes maneiras e varia de acordo com a experiência individual, mas alguns exemplos podem incluir: sintomas físicos persistentes (palpitações, sudorese, tremores, falta de ar, ou tensão muscular que não desaparecem e interferem na rotina diária), prejuízo funcional (quando a ansiedade começa a afetar o desempenho no trabalho, nos estudos ou nas relações pessoais), evitamento de situações (evitar lugares ou situações por medo de sentir ansiedade, como locais cheios ou situações sociais), entre outros.


Perguntas frequentes

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