Perguntas do paciente (3)

  • Tenho 18 anos e estou no espectro autista moderado. Não apresento comportamentos estereotípicos do a

    Tenho 18 anos e estou no espectro autista moderado. Não apresento comportamentos estereotípicos do autismo, mas tenho dificuldade em interpretar ironia e algumas brincadeiras. Devo comunicar isso às pessoas para que me entendam melhor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laura Pordany do Valle

    Oi! Acredito que as respostas dos colegas foram bastante completas, especialmente quando falam sobre a importância em treinar a interpretação de falas/expressões de terceiros e de comunicar assertivamente quando não compreender algo (buscando esclarecer tua dúvida ou até mesmo indicando quando não se sente confortável com determinadas falas das outras pessoas). Talvez o único ponto que eu possa contribuir, mais como uma reflexão, é identificar como você lida quando, mesmo sendo assertivo, as pessoas não respeitam seu limite, insistindo na brincadeira ou até mesmo fazendo piada com o fato de você não ter entendido. Se isso é algo que acontece e te deixa desconfortável, o treino de habilidades sociais também pode auxiliar a lidar com esse tipo de situação "saia justa", te ajudando a identificar quando ser mais insistente no seu ponto ou quando deixar para lá.

    Um abraço!


  • Eu sou uma pessoa que não consegue focar por muito tempo. Me interesso por algo, mas logo canso. Por

    Eu sou uma pessoa que não consegue focar por muito tempo. Me interesso por algo, mas logo canso. Por exemplo, gosto de tocar instrumentos musicais, tenho facilidade em aprender, mas nunca vou muito a frente, por não conseguir manter uma rotina de treino sem perder o interesse. Isso vale pra todo tipo de coisa, me interesso, perco o foco.
    Isso pode ser sinal de algum transtorno? Inclusive tenho TOC. O que torna a aversão a rotina mais confusa ainda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laura Pordany do Valle

    Olá! Vou separar minha resposta em alguns tópicos que talvez fique um pouco mais clara:

    - A falta de foco e perda de interesse podem ser por algum transtorno (TOC, TDAH, até mesmo humor deprimido que se manifesta de maneira diferente para cada pessoa). Se este for o caso, existem protocolos de tratamento e medicações específicas para te ajudar.

    - Essa dificuldade em persistir também pode estar sendo gerada por costumes que vamos criando e como consequência, adaptando nosso cérebro a entender as coisas como muito maçantes ou difíceis. Todas vezes que desistimos de algo, enviamos uma mensagem para o nosso cérebro de que aquilo é aversivo e tudo que gera desconforto é evitado. Caso esse seja o caso, o ideal seria trabalhar não só o estabelecimento de uma rotina e metas, mas principalmente estratégias de tolerância ao mal estar e regulação emocional para que não ocorra desistência de coisas que são importantes para você, se não o ciclo continuará se repetindo.

    - Para criar essas metas e rotina, pensaria primeiramente em avaliar porque fazer a atividade que você está se programando para fazer, qual valor dela na sua vida? Identificaria também quais fatores estão envolvidos nessa desistência (ações, emoções, pensamentos) com o objetivo de estruturar um bom plano de ação.

    Espero ter ajudado e desejo boa sorte nas próximas atividades!


  • Eu tenho medo de ter medo, medo de ir ao médico e descobrir que tenho uma doença grave, medo dos meu

    Eu tenho medo de ter medo, medo de ir ao médico e descobrir que tenho uma doença grave, medo dos meus pensamentos, qualquer dor no corpo se transforma num tormento sem igual, como se fosse terminal. Sei tenho transtornos, mas o que fazer pra mudar esses pensamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Laura Pordany do Valle

    Oi! Talvez você esteja sofrendo do que chamamos de 'ansiedade por doença", um quadro dentro dos transtornos de ansiedade. Para mudar esses pensamentos é importante entender que sentir medo é algo bem positivo e protetivo, o problema é quando esse medo vira excessivo e sem justificativa, ou seja, vira um transtorno de ansiedade. Outro fator bem importante é sobre nosso impulso de ação quando temos medo: correr, evitar ou, no caso de ansiedade por doença, é bem comum a pessoa checar sintomas no google, fazer auto exames no corpo constantemente, etc. Isso pode gerar um alívio imediato, mas a médio/longo prazo aumenta ainda mais a ansiedade, gerando uma bola de neve.

    O que te indico é buscar a TCC (terapia cognitivo-comportamental) para realizar um tratamento específico de reestruturação dos pensamentos e exposição aos medos (de forma lenta e com muito suporte do psicólogo), pois a parte de exposição é crucial para a melhora. A TCC apresenta ótimos resultados para tratamento de transtornos de ansiedade.

    Um abraço e melhoras!


Perguntas frequentes

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