Perguntas do paciente (74)

  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá, como vai? Muito da vida é efêmero e passageiro; até a própria vida inevitavelmente chega a um fim, e é normal o término e encerramento de ciclos, sejam no trabalho, estudos, espaços que frequenta, relacionamentos amorosos e de amizade, e com isso em vista, é importante que consiga aproveitar enquanto se tem algo. De toda forma, devido a maneira que você pontuou, parece que encerramentos de ciclos parecem ter um peso maior em sua vida, e a partir disso, talvez seja interessante procurar um psicólogo para que juntos vocês possam encontrar melhores formas de lidar com situações como essa. Me coloco a disposição para maiores dúvidas.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá, como vai? Pesquisas como essas podem provocar sentimentos de angústia e ansiedade, e outra informação extremamente importante, é que ferramentas de inteligência artificial não devem ser consideradas um recurso terapêutico, podendo inclusive, agravar alguns quadros.
    Entretanto, ter com quem conversar, ou alguém que consiga atuar como suporte para que você consiga ir até um psicólogo, pode ser uma alternativa, uma vez que foi pontuado que você não se adaptou a forma remota.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Boa noite, como vai? Antes de prosseguir, é importante que tenhamos em vista que você não é defeituosa por conta disso.
    Sinto muito pela situação que você passou em sua infância. Episódios de violência como esse podem deixar marcas profundas no psicológico de cada um, afetando a autoestima, e até mesmo a capacidade de fazer coisas que tem interesse e desejo.
    Em situações como essa, o recomendável é procurar um psicólogo ou psicóloga competente e com CRP ativo, para te ajudar a lidar com esses traumas que te afetam até, para que dessa forma, você possa ter uma vida mais plena. Me coloco a disposição para maiores dúvidas.


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá, como vai? Com esse breve relato, é difícil precisar se isso é decorrente apenas do TOC ou se de fato, há algum sentimento envolvido por essa pessoa. De toda maneira, quando pensamos no inconsciente e a forma que ele estrutura nossos afetos e angústias, pode indicar que exista um conflito interno o qual ainda não foi possível ser elaborado, baseado no sentimento de culpa que você sente há tempos.
    O que pode contribuir para entender melhor esses afetos, pensamentos repetitivos e sentimento de culpa é um processo psicoterapêutico conduzido por um psicólogo competente e com CRP ativo. Me coloco a disposição para maiores dúvidas e esclarecimentos.


  • Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta

    Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá, como vai? Todos os referenciais teóricos tem fundamento e base teórica para ajudar com estes quadros, seja a DBT, a psicanálise, humanista, gestalt, sócio-histórica e psicodrama, entretanto, todas elas irão trabalhar de forma diferente, cada qual tendo sua especificidade e curso do processo. O que é importante considerar, é com qual dessas você se sente mais confortável, assim como sua relação com o profissional. Caso sinta a necessidade, novas experiências sempre podem agregar.


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Boa tarde, como vai? O ideal é que procure um psicólogo que seja especialista em trabalhar com público infantil.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Bom dia, como vai?
    É importante que busque um psicólogo competente e com CRP ativo. Esse processo avaliativo pode demorar algumas sessões até que se tenha um parecer.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá, como vai? Em situações como essa, recomenda-se que procure por um psicólogo competente e como CRP ativo.
    Durante o processo psicoterapêutico, você, juntamente com o profissional, buscarão entender um pouco melhor a sua história de vida, e o que faz com que esse sintoma se sustente e se repita. Em alguns referenciais teóricos, entende-se o sintoma como algo em que o sujeito ainda não consegue elaborar, e consequentemente, acaba repetindo, ainda que gere certo grau de sofrimento.
    A partir dessa ideia, parte do processo terapêutico constitui em encontrar novas formas de relacionar consigo mesmo, de forma a ter uma vida mais plena, e em que o sujeito não se prenda em coisas ou situações as quais o incomodam, como passar muito tempo rolando o feed, ou consumir pornografia no horário de trabalho.

    Me coloco a disposição para maiores dúvidas e esclarecimentos.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Boa tarde, como vai?
    Essa prática varia muito, pois depende do referencial teórico e abordagem que o profissional segue, sendo mais comuns o seu emprego em modelos cognitivos e comportamentais. Em teorias e abordagens psicodinâmicas, como a psicanálise, por exemplo, essa prática não ocorre.
    Na literatura científica, há embasamento sim, para essa prática, entretanto, não são todos pacientes que acabam gostando e/ou se adaptando a tal.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Pode ser considerado um luto sim. Tudo aquilo que pode ser entendido e sentido como uma perda, pode gerar alguma forma de luto: o término de um relacionamento, a perda de um emprego, a entrada na vida adulta, mudança de cidade.
    A depender de como o sujeito encara e vivencia isso, pode se experimentar a sensação de luto, entretanto, ele é subjetivo, e a forma que será vivido varia de pessoas para pessoas, com algumas demorando mais ou menos para atravessar esse período, ou lidando de formas diferentes.
    Entretanto, em alguns casos, pode ser necessário que o sujeito passe por acompanhamento com psicólogo para que possa atravessar por esse período. Me coloco a disposição para maiores esclarecimentos.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá. Não é possível controlarmos como outras pessoas irão reagir, assim como as escolhas que terão, todavia, ter uma rede de apoio muito pequena reduzida a uma única pessoa é algo delicado, dada a incerteza própria das relações sociais.
    Portanto, pensando nessa questão, assim como nos quadros clínicos que você mencionou que são delicados, a psicoterapia pode ajudar a lidar com isso, bem como com o sentimento de culpa que você vem sentindo, seja a auxiliando a lidar melhor com suas questões, a entender e manejar esse sentimento, e contribuir para que seja possível expandir seu círculo social.
    Me coloco a disposição para maiores esclarecimentos.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá. Não existe sofrimento que não seja válido. A partir do momento em que algo passa a tomar um lugar importante na vida do sujeito, e impedir que ele consiga realizar suas tarefas do cotidiano com leveza, ele deve ser levado a sério e com consideração.
    Existem alguns quadros psicopatológicos que apresentam os sintomas e sensações que você relata, entretanto, seria muito importante que você encontrasse um profissional disposto a te escutar e compreender sua história de vida, pois muito daquilo que nos incomoda hoje, pode ter correlação com vivências anteriores, e, a partir desse ponto, construírem juntos novas formas de você se relacionar consigo mesmo, com as pessoas ao seu redor, o trabalho, e a vida, para que dessa forma, você possa ter uma vida plena.
    A partir do exposto, é recomendado que você procure um psicólogo competente. Me coloco a disposição para maiores esclarecimentos.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá, como vai? Nas redes sociais é muito comum ver vídeos de influenciadores trazendo inúmeras regras, métodos, ideias, mas que na maioria das vezes, não condizem com a realidade de cada um. Entretanto, um processo terapêutico pode ajudar a lidar a se entender melhor, contribuindo para que você entenda o que te incomoda, o que você pode e está disposto a fazer frente a isso, bem como o auxiliar a ter diálogos mais assertivos e estabelecer limites.
    Frequentemente se enxerga o término como a única solução possível, entretanto, é importante que as questões pessoais sejam manejadas, pois pode ser que mesmo com o término, esse padrão de relacionamento se repita em relações futuras.
    A psicoterapia também pode ajudar com questões relativas a saúde emocional e o próprio bem estar, consequentemente, tendo uma relação melhor consigo mesmo e podendo tomar uma escolha mais assertiva a respeito do seu relacionamento.
    No que diz respeito aos filhos, um ambiente doméstico atravessado por conflitos e falta de respeito entre os pais pode sim, influenciar de forma negativa, entretanto, um término em que não se tenha maturidade e inteligência emocional de ambas as partes, também pode impactar. O profissional que pode te ajudar com isso é um psicólogo, e, seria interessante que a sua companheira também passe, para que dessa forma, ambos possam lidar com suas questões que acabam respingando no relacionamento e nos filhos.
    Espero ter ajudado, e me coloco a disposição para maiores esclarecimentos.


  • Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva

    Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva?
    Preciso de ajuda, pois estou cada vez mais pra baixo com essas situações. Tenho uma dificuldade mt grande em sair da zona de conforto, principalmente relacionado à algo social ( conversar com quem Nao conheço, abordar uma mulher na rua, na minha cabeça é impossível). O que posso fazer, qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá, como vai? Esse receio de sair da zona de conforto pode ter sim relação com a timidez, entretanto, não podemos nos limitar a somente essa questão. Muitas vezes esse medo pode estar atrelado com a ideia que temos do que o outro pode vir pensar de nós, se estamos fazendo algo de errado ou não se seremos julgados por algo trivial, e inúmeras outras situações. Esse medo por sua vez, pode afetar outras áreas da vida, como trabalho, construção de vínculos e fazer com que a pessoa tenha menos vivências, mesmo desejando ter. Entretanto, muitas vezes esse medo as vezes carece de lógica, e mesmo entendendo isso, ainda sim, é difícil para a pessoa conseguir lidar com essas situações, as vezes, ficando profundamente ansioso, e em alguns casos, até a possibilidade de ter de interagir pode gerar certa angústias.
    Nesses casos, o melhor a se fazer é procurar um PSICÓLOGO competente e ético, para que seja possível entender e lidar melhor com essa questão, dessa forma, podendo ter uma vida mais plena.
    Me coloco a disposição para maiores esclarecimentos.


  • Olá dr picólogo, gostaria de fazer uma pergunta, eu tenho sentido atração por homens, isso é normal,

    Olá dr picólogo, gostaria de fazer uma pergunta, eu tenho sentido atração por homens, isso é normal, pois sempre namorei mulheres, não sei o que está acontecendo, eu nasci assim, eu já era assim? Devido a minha religião e a família, me sinto um pouco sem saber o que fazer, meio perdido. Sou maior de idade, tive alguma experiêcias que fez com que isso me despertasse, mas tenho medo ou receio de alguém descubra por ser da Igreja e família mais tradicional.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Bom dia, como vai? A orientação sexual (as pessoas as quais sentimos atração) não é algo estático e imutável. Conforme nós nos desenvolvemos podemos desenvolver atrações por pessoas do sexo oposto, mesmo sexo ou por ambos, e isso não é errado. Entretanto, em alguns contextos, ter uma orientação que difere dos ideais socialmente construídos pode fazer com que a pessoa seja vítima de preconceito ou represálias, entretanto, é sempre importante salientar que ser diferente ou ter gostos diferentes não justifica nenhuma forma de preconceito. Para algumas pessoas, esse processo de descoberta da sexualidade pode ser um pouco mais difícil devido as crenças que tem, assim como o contexto social que o mesmo está inserido. Nesses casos, a pessoa pode se beneficiar de um processo psicoterapêutico para se entender melhor e lidar com essas questões. É importante salientar que é crime qualquer intervenção terapêutica que tenha como objetivo enquadrar o sujeito a norma, mudar sua orientação sexual, ou que entenda a sexualidade como doença (há algum tempo atrás, se popularizou o discurso da "cura gay", o que constituía como uma enorme violência contra o sujeito e sua subjetividade). Quando for escolher um profissional, é importante que procure alguém que seja acolhedor, sem preconceito e interessado a escutar sua história, e, em parceria, o auxiliar a construir sua própria narrativa de vida. Me coloco a disposição para maiores esclarecimentos.


  • Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q

    Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
    ​ Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
    ​ Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.

    Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
    ​ Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Bom dia! A dúvida perante ao futuro ou as próprias escolhas é algo comum, entretanto, algumas pessoas podem experimentar profunda angústia ou dificuldade de tomar decisões, e, as vezes, mesmo quando tomam uma decisão, constantemente passam a se questionar se essa foi a melhor escolha. Consequentemente, isso pode desencadear outros sintomas, como insônia, prejudicando a qualidade de vida como um todo e contribuindo para que o sujeito deixe de aproveitar aquilo que se tem no presente. Sempre que se escolhe algo, outra coisa é deixado de lado, e em alguns momentos, a tentativa de controlar tudo, ou de não perder nada, ou até mesmo conseguir sempre o melhor cenário possível, pode paralisar o sujeito, dando a ideia de que ele está procrastinando. Nesses casos, seria muito interessante que a pessoa passasse por um processo terapêutico, de forma a o ajudar a se conhecer melhor, entender como ele se relaciona consigo mesmo e que outras maneiras existem para que ele seja capaz de lidar de uma forma mais assertiva com aquilo que deseja e, consequentemente, diminuindo essa angustia e trabalhando com estes sintomas ansiosos. Qualquer coisa, me coloco a disposição para maiores esclarecimentos.


  • Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza tod

    Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza todos os dias. Os senhores profissionais pela psicológia acham quem a pornografia que pode estar causando isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Bom dia, como vai? A tristeza é algo comum a todas pessoas, e uma emoção necessário que ajuda o sujeito a reorganizar e refletir a respeito da vida, entretanto, quando ela começa a ter palco todos os dias, e acompanhada por um profundo sentimento de vazio, é algo interessante a ser observado com mais atenção, pois pode ser algo passageiro, ou indicativo de um quadro depressivo. A depressão, por sua vez, é uma condição clínica multifatorial, a qual não é possível atribuir somente ao consumo de pornografia, sendo necessário uma avaliação mais completa de todo o contexto e história do paciente. Me coloco a disposição para maiores esclarecimentos.


  • Um adulto escolher se mudar de casa 15 vezes em 2 anos é possivelmente uma característica de autismo

    Um adulto escolher se mudar de casa 15 vezes em 2 anos é possivelmente uma característica de autismo ou há algumas outras condição que a princípio explica melhor isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Não necessariamente. Para que se possa chegar a um diagnóstico de autismo é necessário uma avaliação psicológica, a qual irá avaliar e estudar toda a história de vida do sujeito, aspectos de sua personalidade e subjetividade, bem como sua forma de relacionar com o mundo.
    De toda maneira, é interessante olhar para essa questão das mudanças e entender um pouco melhor, a partir da realidade do sujeito (estilo de vida, interesse, trabalho, condição socioeconômica, etc), e, caso isso se apresente como um problema, ou até mesmo entender o que o motiva a sempre estar em marcha, iniciar um processo psicoterapêutico. Me coloco a disposição para maiores dúvidas.


  • Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem

    Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
    Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Olá, como vai? Não existe uma abordagem "mais" indicada, o que existe são diferentes formas e referencias teóricos para uma mesma questão, o que é importante a ser considerado é qual o paciente se sente mais confortável em trabalhar a partir da relação construída com o profissional que irá o acompanhar. No referencial psicanalítico, há um tendência a olhar os motivos inconscientes que levaram ao desenvolvimento da preferência por esse gozo e fetiche, e o que contribui para que isso continue repetindo. Com essas questões elaboradas, busca-se entender e encontrar formas em que o sujeito possa viver com isso de forma que isso não gere sofrimento: seja se interessando por outras partes, não se sentir culpado por gostar disso, encontrar pessoas que compartilhem do mesmo gosto, não levar isso para o âmbito público; existem inúmeras possibilidades e caminhos, e que o paciente encontrará no caminho o que fará mais sentido para ele. Entretanto, há de considerar que este referencial teórico frequentemente ira trazer a tona uma série de outras questões a serem elaboradas. Me coloco a disposição para maiores dúvidas e esclarecimentos.


  • queria perguntar como melhorar o flatline, porque estou vivendo um pesado, me encontro sem motivação

    queria perguntar como melhorar o flatline, porque estou vivendo um pesado, me encontro sem motivação, só acordo cansado, sem emoções, nem alegre e nem feliz, isso ta me prejudicando e tô preocupado com meu relacionamento tambem. estou lutando contra vicio do PMO e ta mega dificil.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Totti

    Boa tarde. Como vai? Pelo breve relato, parece haver um série de questões que podem estar interligadas ou não. Os sintomas que você aponta podem sim, serem indicativos de um quadro psicopatológico, ou algum momento complicado de sua vida. De toda forma, é interessante investigar com mais afinco para que se possa ser mais assertivo. É importante compreender quando que esses sintomas surgiram, a história de vida, momento atual, relação com o PMO, e de que forma isso pode afetar e ter correlação com o relacionamento. Nesses momentos e situações, um acompanhamento psicológico por um psicólogo competente pode ser de grande valia. Me coloco a disposição para maiores dúvidas.


Perguntas frequentes

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