Perguntas do paciente (30)

  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, pesquisar sobre diagnósticos sozinho não é recomendado e pode aumentar a ansiedade. Haverá critérios (ou sintomas) com os quais você, e sinceramente qualquer pessoa, poderá se identificar e, assim, precipitar algumas conclusões. A quantidade de critérios presentes, o quanto eles afetam a vida da pessoa e se existe sofrimento atrelado são alguns dos pontos que um profissional poderá avaliar da maneira correta.

    Tente reduzir as pesquisas gradualmente. Sei que buscar respostas pode ser algo bastante natural, mas compartilhar suas queixas e dúvidas com os profissionais que te acompanham costuma ser muito mais útil e seguro do que pesquisar na internet.

    Vi que você comentou que não consegue fazer terapia online e, apesar de não saber o motivo, devo reforçar que ela pode ser uma ótima alternativa para pessoas que enfrentam dificuldades para sair de casa. Garantindo sua privacidade, pode ser um processo muito efetivo e benéfico!


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, essa é uma dúvida mais comum do que parece, e acredito que não há uma resposta objetiva para isso. O termo transferência é utilizado para descrever quando projetamos, em outra pessoa, sentimentos, emoções e expectativas. Como a psicoterapia é um espaço de proximidade emocional, isso pode acontecer.
    Entretanto, a transferência pode coexistir com um interesse amoroso e/ou sexual de maneira simultânea, diferenciar isso pode ser bastante desafiador sozinho, recomendo que, caso você se sinta confortável, que compartilhe isso com sua psicóloga. Profissionais são preparados para acolher questões como essas, sem julgamentos e de forma ética. :)


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, primeiramente, sinto muito que você tenha passando e ainda esteja enfrentando tudo isso, mas tente não se cobrar tanto, essa situação não seria fácil para ninguém e não é nenhum demérito que você esteja tendo dificuldades em lidar com esses momentos e essas memórias. Se essas crises de pânico, lembranças e revivescências estejam muito frequentes ou intensas, também pode ser importante buscar uma avaliação com um psiquiatra para verificar quais recursos podem auxiliá-la nesse momento.
    Caso você ainda não faça um acompanhamento psicoterapêutico, recomendo muito que você inicie, não se coloque o fardo de lidar com esses traumas sozinha, você pode pedir ajuda. E também, não se pressione para acelerar esse processo, sei que pode ser difícil, mas elaborar esses traumas pode levar tempo. Você não é defeituosa e não tem culpa por estar passando por isso!


  • Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi

    Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
    Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, acredito que a resposta que você procura realmente precisará de um pouco mais tempo para aparecer, você ainda está em um período relativamente inicial do tratamento. A Sertralina, como qualquer outro medicamento, podem surgir efeitos relacionados à adaptação, cada organismo processará de forma diferente. Caso essa sensação persista ou passe a causar um sofrimento importante, vale continuar discutindo isso com sua psiquiatra, para avaliar se há necessidade de algum ajuste, na dosagem ou no medicamento em si.
    Mas, não necessariamente estamos falando de um problema relacionado ao medicamento, mas com a sua adaptação para um estado mais relaxado, comparado ao que você experienciava anteriormente. Pode não ser um novo normal, mas um novo lado que você esteja conhecendo e que precisará aprender a lidar com o estado de "não estar em alerta". De qualquer forma, tente observar com calma como seu corpo e sua mente reagirão nas próximas semanas, para entender qual a melhor rota para seguir! :)


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, com essa breve descrição, não é possível identificar a causa desse comportamento, mas pela intensidade das emoções e reações descritas, vale a pena buscar a avaliação de um psicólogo infantil. Ele poderá investigar melhor o que está acontecendo, e não somente as origens desse comportamento, como também outras questões que precisam de atenção.
    Caso o psicólogo identifique a necessidade, ele também poderá encaminhar para outros profissionais, como um neuropsicólogo ou um psiquiatra infantil, para uma investigação complementar. Quanto mais cedo esse medo for compreendido e tratado, maiores tendem a ser as chances de reduzir o sofrimento e evitar que ele interfira no desenvolvimento e na rotina da criança.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, pode estar relacionado à ansiedade e, em alguns casos, também fazer parte de um quadro de TOC, mas é importante dizer que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo é uma condição patológica e que exige uma avaliação cuidadosa, por isso não é possível concluir que esse seja o caso apenas com esse relato, nem é recomendado buscar um autodiagnóstico.
    Mais importante que buscar um diagnóstico, deve ser em lidar melhor com esses pensamentos e lembranças que surgem, desenvolver uma capacidade de separar pensamentos e ações (o que pode ser útil em muitas outras situações também) e buscar mais respostas em si, para lidar a necessidade de reafirmação e construir um processo de autoperdão.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá! A psicoterapia normalmente terá como um de seus objetivos desenvolver autonomia e aprimorar sua capacidade de manejar emoções também fora do espaço da sessão. Alguns profissionais podem, sim, utilizar materiais de apoio, como exercícios, práticas de respiração e relaxamento, registros escritos ou lembretes para momentos de maior dificuldade. Entretanto, isso não é uma prática obrigatória ou padronizada na psicologia, e a utilidade desses recursos pode variar de acordo com cada pessoa e com a abordagem utilizada.
    Você pode conversar sobre essa dificuldade com o profissional que te atende e pensar em recursos que façam sentido para você. Dependendo da intensidade dessas dificuldades, pode ser interessante conversar sobre aumentar temporariamente a frequência das sessões.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, sim, um término de relacionamento pode ser considerado um processo de luto. Muitas vezes a palavra "luto" é associada somente a perda de alguém, algo relacionado exclusivamente a morte, porém, ela também pode se referir à perda de vínculos, projetos, expectativas e de uma relação que tinha grande importância. Por isso, é comum que surjam sentimentos como tristeza, saudade, raiva, culpa ou até mesmo alívio, variando de acordo com cada experiência.
    Dito isso, similar ao luto, é importante respeitar o próprio tempo e compreender que superar um término não significa deixar de sentir, mas aprender a reorganizar a vida, diante dessa mudança. A princípio, voltar-se para si e fortalecer sua rede de apoio, podem ser ótimas estratégias, e buscar acompanhamento psicológico, pode auxiliar muito para atravessar esse momento com mais suporte!


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, lendo sua descrição do problema, gostaria de dizer que o sofrimento que você relata merece sim, ser levado a sério. Posso perceber que há muito medo e ansiedade relacionado a sua experiência, mas isso não faz de você uma pessoa menos capaz ou fraca, apenas que existe um sofrimento importante que precisa de atenção.
    Minha sugestão para o início imediato de uma psicoterapia, para que você possa se expressar em um local seguro e sem jugamentos, dar um primeiro passo junto de um profissional, pode te ajudar muito a passar por essas situações! Certamente, pode não ser uma jornada tranquila e entender, aos poucos, quais os pensamentos e emoções que circundam esses momentos, será de muita ajuda.
    Novamente, sobre não ser levada a sério, um bom profissional deve acolher esse sofrimento sem julgamentos!
    Por fim, uma avaliação psiquiátrica ou neuropsicológica, podem ser possíveis caminhos para auxiliar a lidar a compreender melhor e, se necessário com o auxílio de medicação apropriada, reduzir os sintomas de ansiedade e melhorar a qualidade de vida. Esse não é um caminho que você precisa andar sozinha! :)


  • Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a

    Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá! Não, não é necessário laudo psicológico, o endocrinologista pode recomendar o acompanhamento psicológico, mas ele não é de fato necessário para início do processo. A transgeneridade não é considerada um transtorno mental, portanto, não há necessidade de um laudo psicológico para "comprovar" essa condição. O psicólogo pode participar do processo oferecendo acolhimento, avaliação e acompanhamento quando necessário, sempre respeitando a autonomia da pessoa.
    Da mesma forma, não existe um tempo mínimo de acompanhamento psicológico para esse fim. A duração do acompanhamento depende das necessidades de cada indivíduo e dos objetivos do processo terapêutico.


  • Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar o desempenho profissional?

    Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar o desempenho profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos, ou seja, intrusivos, indesejados e muitas vezes não lógicos, enquanto a compulsão aparece como resposta a esses pensamentos, por exemplo, pensamentos relacionados a contaminação, apresentarem a resposta de lavar as mãos com água quente e sabão, repetidas vezes.
    Sendo assim, o transtorno pode afetar muito a qualidade de vida, incluindo o desempenho profissional, quando não é realizado o tratamento adequado, ou ele não é mantido com a frequência necessária, pode resultar na geração de comportamentos que afetam a produtividade dessa pessoa. Uma boa estratégia, com o suporte psicológico e psiquiátrico, quando necessário, é desenvolver uma divisão bem elaborada entre pensamentos e ações, buscando não reforçar os comportamentos.


  • Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p

    Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, é muito importante investigar a natureza deste comportamento, além da breve descrição que foi apontada. Como em quais momentos a necessidade de morder o lábio aparece, os pensamentos e emoções envolvidos, a frequência do comportamento e a intensidade das lesões causadas podem ajudar a compreender sua função. Embora a automutilação seja frequentemente associada a cortes ou queimaduras, outros comportamentos que resultam em dano corporal também podem ser considerados autolesivos, dependendo da intenção que exercem para a pessoa. É importante entender, com a ajuda de um psicólogo, se esse comportamento toma a natureza de regulação emocional, um hábito repetitivo ou outra função psicológica, possibilitando intervenções mais apropriadas.


  • Quais fatores aumentam o risco de comportamento suicida em pacientes com transtorno de personalidade

    Quais fatores aumentam o risco de comportamento suicida em pacientes com transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Um dos maiores desafios para pessoas com TPB é manejar o sofrimento interno; "sentir demais" é algo bastante presente. Dessa forma, a impulsividade pode ser um dos fatores de risco, na transição de ideação para a ação. Muitas vezes, esse comportamento está mais atrelado a tentativa de escapar de uma dor psicológica que, naquele momento, se apresenta como intolerável, do que do próprio desejo de morrer. Portanto, a construção de uma rede de apoio e o acompanhamento psicológico frequente, são imprescindíveis.


  • Se eu estou fazendo terapia com um psicólogo e vou começar a ir pra outro,o que eu deveria fazer?

    Se eu estou fazendo terapia com um psicólogo e vou começar a ir pra outro,o que eu deveria fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá! Estou interpretando que o processo anterior já foi encerrado. Dito isso, sei que pode ser cansativo ou repetitivo retomar assuntos que já foram trabalhados em terapia, mas é importante não evitar trazer esses pontos para o novo processo, mesmo que pareçam "resolvidos". Outro psicólogo pode oferecer perspectivas diferentes sobre a mesma questão e contribuir com novas reflexões.
    Também é importante ter em mente que a continuidade do processo não depende apenas dos temas abordados, mas da forma como você irá integrar esses aprendizados à sua vida, muitas vezes com o auxílio do próprio psicólogo.


  • "Quais processos cognitivo-comportamentais sustentam a hipervigilância interpessoal no Transtorno de

    "Quais processos cognitivo-comportamentais sustentam a hipervigilância interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    A hipervigilância interpessoal, nos casos de TPB, se sustenta em fatores emocionais, cognitivos e neuropsicológicos, que podem levar a interpretações tendenciosas nas relações interpessoais, caracteristicamente voltadas para a sensibilidade à rejeição e abandono, essas crenças são comuns e presentes no acompanhamento clínico de pacientes com TPB, interpretando situações e até expressões faciais ambíguas, como negativas e/ou ameaçadoras. Ressalto que o acompanhamento psicoterapêutico é fundamental para manejo desses vieses de interpretação e desenvolvimento de uma melhor regulação emocional.


  • Como o psicólogo ajuda na comunicação interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o psicólogo ajuda na comunicação interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Se comunicar também parte de se entender, saber não só a mensagem que queremos transmitir, mas qual o nosso posicionamento genuíno e compreender como determinada situação nos afeta. O psicólogo pode auxiliar nesse processo, proporcionar maior autoconhecimento e desenvolvimento de capacidades de regulação emocional, o que é de grande importância dentro do diagnóstico e certamente contribui nas relações interpessoais.


  • O que é avaliação psicopatológica e qual sua finalidade clínica?

    O que é avaliação psicopatológica e qual sua finalidade clínica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, diferente da AP (Avaliação Psicológica), que possui diversas possíveis finalidades e contextos de aplicação, a Avaliação Psicopatológica estará focada em traçar possíveis linhas de diagnósticos e identificar sintomas referentes ao estado de saúde mental do indivíduo. Portanto, sua finalidade clínica usualmente será para balizar o processo terapêutico, avaliando uma hipótese diagnóstica, ou mensurar sintomatologias, traçando assim urgência e riscos para o caso específico.


  • Quais sintomas se sobrepõem entre Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtor

    Quais sintomas se sobrepõem entre Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    São dois transtornos que podem apresentar sintomatologia parecida, mas que apresentam muitas distinções, quando acompanhados em psicoterapia. A desregulação emocional, dissociação e comportamentos autodestrutivos, são cacterísticas que podem estar presentes em ambos os transtornos. Porém, as raízes são diferentes, O Borderline, estará (tipicamente) associado com o medo de abandono/rejeição, enquanto no TEPT, terá respostas mais direcionadas como uma adaptação ou enfrentamento, do processo do trauma. Lembrando que, todo caso, sempre irá se apresentar de forma distinta e deve ser enxergado com respeito a singularidade de cada indivíduo.


  • Quais objetivos terapêuticos prioritários no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Quais objetivos terapêuticos prioritários no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, cada caso apresentará suas particularidades, pontos que precisam ser trabalhos com mais ou menos urgência, independente do diagnóstico, cada pessoa experiencia suas questões de forma singular. Porém, em termos gerais, podemos dizer que o acompanhamento deverá beneficiar o indivíduo para uma maior capacidade de regulação emocional, mais equilíbrio nas relações interpessoais (principalmente em relacionamentos amorosos), desenvolvimento do senso de identidade e autoconhecimento sobre qualidades e desafios.


  • Eu sinto muito a falta de ter um relacionamento, e isso vem me afetando a algum tempo. Tenho 18 anos

    Eu sinto muito a falta de ter um relacionamento, e isso vem me afetando a algum tempo. Tenho 18 anos e nunca tive essa experiência, mas isso é algo que toma muito tempo dos meus pensamentos. Tenho uma boa vida social, não paro minha vida por isso, mas por muitas vezes é angustiante não ter alguém. Gostaria de saber como fazer para não deixar isso me afetar tanto.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leonardo Filho

    Olá, eu entendo o quanto pode ser angustiante esse momento, mas também podemos dizer que é algo natural! Pensando no impacto que o meio social, tanto presencial como online, tem sobre isso, podemos dizer sim que é completamente natural, então, não se sinta tão mal por isso! :)
    Acredito que, entender o que representa esse "relacionamento" idealizado, é muito importante e um bom ponto de início. Isso faz parte de se entender, se conhecer, o que pode ser um ótimo caminho para, não só lidar com a angustia associada, mas também para se sentir melhor em estar sozinho (pode ser o primeiro passo para, no futuro, ter um relacionamento amoroso saudável!) Por fim, um processo psicoterapêutico pode auxiliar muito nesse processo.


Perguntas frequentes

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