Perguntas do paciente (12)

  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    Ter desejos, fantasias ou imaginar-se com coisas que vemos em revistas pode fazer parte da vida. O que merece atenção é quando surge uma necessidade difícil de controlar de anotar esses pensamentos e isso começa a gerar ansiedade ou interferir no seu cotidiano.
    Mais importante do que definir se é “normal” é compreender o que acontece quando você tenta não anotar e qual função esse comportamento tem para você. Uma avaliação psicológica pode ajudar a entender melhor esse padrão e encontrar maneiras de lidar com ele com menos ansiedade.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    O medo de rejeição pode nos levar a esconder justamente características que fazem parte de quem somos. Dedicação, inteligência, cuidado com a aparência ou ser uma pessoa direta não são problemas em si. A questão é quando você começa a se diminuir ou se vigiar excessivamente para evitar críticas e zombarias.
    A psicoterapia pode ajudar a compreender de onde vem esse medo, fortalecer sua autoestima e desenvolver mais liberdade para ser você mesmo, sem depender tanto da aprovação dos outros.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    Ser uma pessoa interessante para si mesmo começa por desenvolver curiosidade pela própria vida: conhecer seus desejos, valores, interesses e também aquilo que você ainda quer descobrir em si. Quando cultivamos uma vida que faz sentido para nós, tendemos a depender menos da aprovação externa — e isso muitas vezes nos torna mais espontâneos e atraentes nas relações.
    A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo de autoconhecimento e construção de uma relação mais viva e interessante consigo mesmo.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    O perfeccionismo, por si só, não significa TOC. Um ponto importante é observar o que acontece quando você não consegue ter a certeza que gostaria.

    No TOC, podem surgir pensamentos ou dúvidas recorrentes que geram muita ansiedade e levam a comportamentos para tentar recuperar a sensação de segurança — como conferir, repetir, buscar garantias, pesquisar excessivamente ou até revisar situações mentalmente.

    Quando essa necessidade de certeza começa a ocupar muito tempo, gerar sofrimento ou interferir nas decisões, no trabalho e nos relacionamentos, vale procurar uma avaliação psicológica.

    No seu relato, essa relação entre perfeccionismo, dificuldade de lidar com a incerteza e ansiedade merece ser compreendida com mais cuidado. Uma avaliação pode ajudar a diferenciar se estamos diante de um funcionamento perfeccionista e ansioso ou se existem também características obsessivo-compulsivas.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    Sim, seria importante procurar ajuda psicológica. Esse vazio, a sensação de distanciamento das próprias experiências, a falta de perspectiva e, principalmente, os pensamentos de “acabar com tudo” merecem atenção e acolhimento profissional.

    Você não precisa esperar piorar para buscar ajuda. Em terapia, é possível compreender melhor o que está acontecendo e construir caminhos para atravessar esse momento. Se esses pensamentos se intensificarem ou houver risco de você se machucar, procure imediatamente alguém de confiança e um serviço de urgência. Você também pode ligar gratuitamente para o CVV pelo 188, 24 horas por dia.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    Pensar em causar uma boa impressão em alguém, inclusive em um antigo paquera, não significa necessariamente desejo de se envolver com essa pessoa e, por si só, não caracteriza uma traição. O mais importante é compreender por que a opinião dessas pessoas ganha tanta importância e por que isso provoca culpa e ansiedade.
    Pode haver relação com autoestima, necessidade de aprovação ou ansiedade; já o TOC exige uma avaliação mais cuidadosa e não pode ser definido apenas por esse comportamento. A psicoterapia pode ajudar a compreender essa culpa e a construir uma relação mais segura consigo mesma e com seus vínculos.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    Não há uma idade específica em que seja necessário “iniciar” esse assunto. Aos 3 anos, a criança ainda não compreende plenamente que a morte é definitiva, mas pode começar a conhecer sua própria história de maneira simples, verdadeira e adequada à idade.

    Pode-se dizer, por exemplo, que ela teve um pai biológico que morreu antes que pudesse conhecê-lo e, ao mesmo tempo, reconhecer o vínculo afetivo que possui com o padrasto. Uma história não precisa apagar a outra.

    O ideal é responder às perguntas conforme elas forem surgindo, sem excesso de informações e evitando expressões como “foi embora” ou “está dormindo”, que podem confundir crianças pequenas.

    Mais do que uma única conversa, será uma história que a criança poderá revisitar e compreender de novas maneiras conforme crescer. Se houver insegurança dos adultos sobre como conduzir esse processo, a orientação de um psicólogo infantil pode ajudar.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    Após uma depressão, acontecimentos difíceis podem despertar novamente tristeza, desânimo ou outros sintomas, mas isso não significa necessariamente que a depressão esteja voltando.

    O importante é observar a intensidade, a duração e o quanto essas mudanças estão interferindo na sua rotina, no sono, nas relações e no interesse pela vida.

    Se você percebe que esses sinais estão persistindo ou se intensificando, procurar acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender o que está acontecendo e cuidar disso antes que o sofrimento aumente.


  • Como as compulsões do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) podem interferir no desempenho cognitivo

    Como as compulsões do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) podem interferir no desempenho cognitivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    As compulsões do TOC podem consumir muita atenção e energia mental. Pensamentos repetitivos, necessidade de conferir, repetir ações ou realizar rituais mentais podem dificultar a concentração, a memória de trabalho, a tomada de decisões e a realização de tarefas.

    Muitas vezes, não significa que a pessoa tenha menor capacidade cognitiva, mas que parte dos seus recursos mentais está ocupada tentando controlar a ansiedade e as obsessões.

    Quando isso começa a prejudicar estudos, trabalho ou rotina, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender esses padrões e encontrar formas de reduzir essa interferência.


  • Em que medida dados neuropsicológicos podem auxiliar na compreensão do funcionamento psíquico border

    Em que medida dados neuropsicológicos podem auxiliar na compreensão do funcionamento psíquico borderline sob uma perspectiva psicanalítica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    Os dados neuropsicológicos podem contribuir para compreender aspectos como atenção, memória, controle dos impulsos e funções executivas, que podem apresentar alterações em pessoas com funcionamento borderline.

    Sob uma perspectiva psicanalítica, esses dados não substituem a compreensão da história e da singularidade da pessoa. Eles podem complementar a escuta clínica, ajudando a compreender como aspectos cognitivos se articulam com a regulação emocional, os vínculos, as defesas e a forma de lidar com conflitos.

    Uma avaliação integrada pode, portanto, ampliar a compreensão do funcionamento psíquico e auxiliar na escolha das estratégias terapêuticas mais adequadas.


  • Na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por que o acompanhamento psicológico é consi

    Na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por que o acompanhamento psicológico é considerado essencial no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), além do acompanhamento psiquiátrico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    O acompanhamento psicológico é fundamental no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas não se restringe à TCC. Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas que podem contribuir, de acordo com as necessidades e características de cada pessoa.

    Enquanto o acompanhamento psiquiátrico pode ser importante para avaliar e tratar determinados sintomas, a psicoterapia permite trabalhar aspectos como regulação emocional, impulsividade, relacionamentos, padrões repetitivos e formas de lidar com o sofrimento.

    Mais do que colocar a pessoa em uma “caixinha” terapêutica, é importante compreender sua história, seus recursos e seu funcionamento de maneira individualizada. A escolha do tratamento deve considerar a pessoa como um todo.


  • Como se explicam os conflitos interpessoais no TPB pela visão visão psicanalítica?

    Como se explicam os conflitos interpessoais no TPB pela visão visão psicanalítica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ligia Mello

    Na visão psicanalítica, os conflitos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem estar relacionados à dificuldade de integrar sentimentos contraditórios em relação a si mesmo e aos outros.

    Assim, uma mesma pessoa pode ser vivenciada, em momentos diferentes, como muito boa e necessária ou como decepcionante e ameaçadora. O medo de abandono, a intensidade emocional e a dificuldade de regular esses afetos podem gerar relações marcadas por aproximações e afastamentos.

    A psicoterapia pode ajudar a pessoa a compreender esses padrões relacionais, reconhecer suas emoções e construir formas mais estáveis e seguras de se relacionar consigo mesma e com os outros.


Perguntas frequentes

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