Perguntas do paciente (108)

  • O que é “erro de atribuição de intenção” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    O que é “erro de atribuição de intenção” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    No Transtorno de Personalidade Borderline, o “erro de atribuição de intenção” acontece quando a pessoa interpreta o comportamento do outro como tendo uma intenção negativa, mesmo sem evidências claras.

    Por exemplo: se alguém demora para responder uma mensagem, isso pode ser percebido como desinteresse, rejeição ou até desprezo — quando, na realidade, podem existir várias outras explicações.

    Esse tipo de interpretação está ligado a alguns fatores comuns no TPB:

    Alta sensibilidade emocional, que faz com que sinais neutros sejam percebidos como ameaçadores
    Medo de abandono, levando a uma tendência de antecipar rejeições
    Dificuldade em considerar múltiplas possibilidades, fixando-se mais facilmente em explicações negativas

    Essas interpretações não são conscientes ou intencionais — elas fazem parte de um padrão emocional que pode gerar sofrimento e impactar os relacionamentos.

    Com acompanhamento psicológico, é possível aprender a questionar essas interpretações automáticas, considerar outras perspectivas e desenvolver relações mais seguras.

    Caso você se identifique com esse padrão, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante.


  • Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou

    Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou nada)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    No Transtorno de Personalidade Borderline, a confiança pode parecer “tudo ou nada” porque está muito ligada à forma como a pessoa vivencia emoções e relações.

    É comum haver uma dificuldade em integrar qualidades positivas e negativas ao mesmo tempo. Assim, o outro pode ser visto como totalmente confiável em um momento e, diante de alguma frustração, passar a ser percebido como não confiável. Essa mudança não é intencional, mas sim resultado de um funcionamento emocional mais sensível e intenso.

    Além disso, o medo de abandono costuma ser significativo. Pequenos sinais de distanciamento podem ser interpretados como rejeição, o que pode levar a uma quebra brusca da confiança.

    As emoções também tendem a ser vividas com muita intensidade, o que faz com que os vínculos oscilem mais rapidamente entre proximidade e afastamento.

    Com acompanhamento psicológico, é possível desenvolver maior estabilidade emocional, ampliar a tolerância às frustrações e construir relações mais seguras e equilibradas.

    Se você se identifica com isso, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante.


  • Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quand

    Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quando a professora predileta não está,não consegue dividir a atenção da professora com outras crianças.O que pode ser feito para ajudá-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Pelo que você descreve, esse comportamento pode ser compreendido dentro do desenvolvimento esperado para a idade, especialmente na fase em que a criança ainda está estruturando a segurança emocional fora do ambiente familiar.

    Aos 2 anos e 5 meses, é comum que a criança:

    crie um vínculo mais forte com uma figura de referência (como a professora “predileta”)
    tenha dificuldade em compartilhar atenção
    reaja com choro diante de mudanças ou ausência dessa figura

    Isso não significa, necessariamente, algo patológico — muitas vezes está relacionado à chamada ansiedade de separação e à necessidade de previsibilidade.

    Algumas estratégias que podem ajudar:

    Manter uma rotina previsível, avisando quando a professora não estará presente
    Validar o sentimento da criança, sem repreender o choro (“você sentiu falta dela, né?”)
    Estimular, de forma gradual, o vínculo com outras professoras, sem forçar
    Evitar reforçar exclusividade, ajudando a criança a perceber que a atenção pode ser compartilhada com segurança

    É importante também o alinhamento com a escola, para que a equipe acolha a criança e atue de forma consistente.

    Caso o comportamento seja muito intenso, persistente ou venha acompanhado de outras dificuldades (interação, linguagem, alimentação, sono), pode ser interessante uma avaliação com um profissional da infância para um olhar mais aprofundado.

    De modo geral, com acolhimento e constância, a tendência é que a criança vá ampliando sua capacidade de adaptação e segurança nas relações.


  • . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    No contexto do Transtorno de Personalidade Borderline, o efeito iatrogênico refere-se a quando uma intervenção profissional — mesmo bem-intencionada — acaba gerando efeitos negativos ou agravando o quadro.

    Ou seja, não é o transtorno em si, mas algo no manejo clínico que, sem querer, contribui para mais sofrimento ou instabilidade.

    Isso pode acontecer, por exemplo, quando:

    há posturas muito rígidas ou, ao contrário, excessivamente permissivas, sem consistência
    o profissional invalida ou minimiza a experiência emocional do paciente
    ocorre falta de clareza de limites na relação terapêutica
    há rotulação ou comunicação inadequada do diagnóstico, gerando estigma
    mudanças frequentes de conduta ou profissionais quebram a previsibilidade do cuidado

    No TPB, isso é especialmente sensível porque o paciente tende a reagir intensamente a percepções de rejeição, abandono ou inconsistência.

    Para evitar efeitos iatrogênicos, o cuidado costuma envolver:

    vínculo terapêutico estável e consistente
    validação emocional, sem reforçar comportamentos disfuncionais
    clareza de limites e manejo ético da relação
    abordagens baseadas em evidência, como a Terapia Dialética Comportamental
    trabalho em equipe (quando necessário), garantindo coerência no tratamento

    Com um manejo adequado, a relação terapêutica se torna um fator de proteção — e não de risco.

    Se houver percepção de piora associada ao tratamento, é importante reavaliar a condução com o profissional.


  • Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Bo

    Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o terapeuta? Como o terapeuta pode garantir uma relação de confiança enquanto o paciente nega seu diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Na relação terapêutica com o Transtorno de Personalidade Borderline, a negação pode aparecer como uma forma de proteção psíquica — não necessariamente como resistência consciente. Receber um diagnóstico pode mobilizar sentimentos de medo, vergonha ou sensação de ser “rotulado”, o que impacta diretamente o vínculo com o terapeuta.

    Quando a negação está presente, podem ocorrer:

    Oscilações na confiança (aproximação e afastamento)
    Questionamento do terapeuta ou do diagnóstico
    Dificuldade em aderir ao processo terapêutico
    Evitação de temas mais sensíveis

    Isso pode gerar tensão na relação, especialmente se o paciente sentir que está sendo definido apenas pelo diagnóstico.

    Para construir e manter uma relação de confiança, o terapeuta pode:

    Priorizar o vínculo antes do diagnóstico, focando na escuta e no sofrimento apresentado
    Evitar confrontos diretos ou imposições, respeitando o tempo do paciente
    Validar a experiência emocional, mesmo quando há discordância sobre o diagnóstico
    Trabalhar a psicoeducação de forma gradual, ajudando o paciente a compreender seus padrões sem se sentir rotulado
    Manter uma postura consistente e previsível, favorecendo segurança no vínculo

    Com o tempo, à medida que o paciente se sente mais compreendido e menos julgado, a tendência é que haja maior abertura para refletir sobre si mesmo, inclusive sobre o diagnóstico.

    O mais importante é que a relação terapêutica se torne um espaço seguro, onde o paciente possa construir confiança antes de elaborar aspectos mais difíceis de reconhecer.


  • O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida

    O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida toda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline não costuma ser “rápido”, mas também não significa que precise durar a vida toda.

    De forma geral, trata-se de um processo de médio a longo prazo, porque envolve mudanças em padrões emocionais e relacionais mais profundos. No entanto, muitas pessoas apresentam melhora significativa ao longo do tempo, especialmente com acompanhamento adequado.

    Alguns pontos importantes:

    Os sintomas podem reduzir bastante com o tratamento, incluindo impulsividade, instabilidade emocional e dificuldades nos relacionamentos
    A intensidade e a frequência das crises tendem a diminuir
    Muitas pessoas passam a ter uma vida estável e funcional, mesmo que continuem trabalhando algumas questões ao longo do tempo

    Abordagens estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental, costumam ter programas com duração definida (por exemplo, cerca de 1 ano), mas isso não impede a continuidade da psicoterapia conforme a necessidade de cada caso.

    Em resumo: o tratamento não é imediato, mas é possível evoluir, ganhar estabilidade e, em muitos casos, não precisar de acompanhamento contínuo para sempre. O tempo varia de acordo com cada pessoa, sua história e adesão ao processo terapêutico.


  • Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com el

    Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com ele e tivemos uma briga feia, porém depois dessa briga, eu comecei a ficar muito apática em relação a ele, só que essa apatia se estendeu a todas as áreas da minha vida, como querer estudar, se arrumar, fazer tarefas básicas do dia. Eu fico tentando procurar respostas por meio se tarot e quando alguém diz "você ainda o ama" eu tenho um alívio imediato. Porém volta a mesma ansiedade, e o mais estranho é que não sinto mais atração física, fico comparando ele com outros caras, e eu me sinto mal pq eu quero sentir amor e atração por ele... As vezes do nada sinto um frio na barriga quando ele me beija, e fico feliz as vezes do nada em imaginar eu e ele se tornando pais. Porém essa falta de amor por ele volta muito forte e eu sinto culpa, não consigo terminar pq eu tenho muita gratidão por tudo que vivemos e tenho medo de se arrepender. Quero muito voltar a amar ele, muito mesmo. O que pode ser isso que está acontecendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Obrigada por enviar sua dúvida!!!

    O que você está sentindo parece ser muito angustiante, e é compreensível que essa dúvida esteja gerando tanta ansiedade em você. Quando um relacionamento passa por conflitos intensos ou por momentos em que sentimos culpa por algo que aconteceu, é comum que nossas emoções fiquem confusas. Às vezes a mente tenta se proteger e acabamos nos sentindo mais distantes ou apáticos, não apenas em relação ao parceiro, mas também em outras áreas da vida.

    Percebo também que você busca respostas para aliviar essa incerteza, o que mostra o quanto essa situação é importante para você. Porém, sentimentos não costumam aparecer como certezas absolutas o tempo todo — eles podem oscilar, principalmente quando estamos ansiosos ou emocionalmente sobrecarregados.

    Talvez seja mais gentil consigo mesma, neste momento, não se pressionar tanto para ter uma resposta imediata sobre o que sente. Dar espaço para compreender melhor suas emoções, suas culpas, seus medos e o que esse relacionamento representa para você pode ajudar muito.

    Conversar com um profissional pode ser um caminho importante para elaborar tudo isso com calma e profundidade, sem julgamentos. Você não precisa lidar com essas dúvidas sozinha. Conte comigo!!!


  • Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele n

    Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele não faz, diz q não gosta q peço. Tento dialogar ele nao quer, e isso vem ocorrendo ha bastante tempo já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Obrigada por compartilhar sua situação!!!

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Quando a gente tenta se abrir e falar do que precisa na intimidade e o outro se fecha, a sensação é de rejeição e solidão mesmo.

    Você não está errada por querer toque, prazer e diálogo. O que mais pesa aí não é ele ter limites, e sim não haver espaço para conversar — e você acabar se sentindo calada dentro da própria relação.

    Se conseguir, tente falar fora do momento do sexo, com calma, focando em como você se sente (“eu me sinto distante, não desejada”), em vez de listar o que ele não faz. Mas lembre: suas necessidades também importam. Intimidade saudável é troca, não silêncio.

    Se isso já vem há muito tempo e ele não se abre para conversar, terapia de casal (ou sexual) pode ajudar bastante. E sua própria terapia é essencial para você entender até onde isso é suportável para você.

    Você merece uma relação onde possa falar do seu prazer sem se sentir errada por isso


  • A psicanálise é só falar do passado e da infância?

    A psicanálise é só falar do passado e da infância?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Obrigada pelo questionamento, o qual pode esclarecer muitas pessoas. Mas respondendo a sua pergunta: Não, não é só isso — e é importante esclarecer isso, porque muita gente pensa que a psicanálise se resume a “ficar revirando traumas da infância”.

    A psicanálise se ocupa de como a nossa história (infância, relações passadas, experiências marcantes) influencia nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos atuais, mas o foco não é só o passado. O objetivo é entender como padrões, conflitos e desejos inconscientes se manifestam na sua vida hoje.

    Ou seja:

    Passado: ajuda a compreender de onde vêm certos sentimentos, medos ou comportamentos.

    Presente: observa como esses padrões aparecem agora, em relacionamentos, trabalho, autoestima, etc.

    Autoconhecimento e mudanças: permite encontrar formas de lidar melhor com dificuldades, tomar decisões mais conscientes e se conhecer de verdade.

    Então, é mais sobre conectar passado, presente e emoções atuais, não só “falar da infância”.


  • Tenho 28 anos.Há pouco mais de dois meses comecei algo que nunca tinha feito antes: namorar. E amo e

    Tenho 28 anos.Há pouco mais de dois meses comecei algo que nunca tinha feito antes: namorar. E amo ela, mas comecei a sentir um desconforto, e muita angustia quando vi fotos dela com o ex, com quem teve um longo relacionamento. E comecei a ter a sensação de inferioridade, de tristeza, de raiva e de frustração. Parece que só por vir depois dele já é o bastante pra me sentir mal. Então tenho pensamentos de separação, e me sinto pior. Parece que ja estou derrotado antes de começar...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Obrigada por compartilhar o que está sentindo.

    O que você descreveu faz muito sentido e é completamente humano. É normal sentir angústia, tristeza e comparações quando pensamos no passado de alguém que amamos, ainda mais em um relacionamento novo. Esses sentimentos podem até gerar pensamentos de separação, mas isso não significa que você está derrotado ou que não é suficiente.

    O que você está sentindo mostra o quanto esse relacionamento é importante para você e como você se preocupa em ser bom para ela. É um processo de lidar com inseguranças e sentimentos difíceis, e você não precisa passar por isso sozinho.

    Podemos, juntos, explorar esses pensamentos e emoções, entendendo de onde vêm, para que você consiga lidar com eles sem se culpar e fortalecendo sua confiança em si mesmo e no relacionamento.

    Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho — sentir essa intensidade não diminui o amor que sente, nem sua capacidade de construir algo bonito com ela.


  • Eu tenho esse sonho há muito tempo, ele é repetido. Onde eu sou um homem e estou procurando meu irmã

    Eu tenho esse sonho há muito tempo, ele é repetido. Onde eu sou um homem e estou procurando meu irmão mais novo que é um criança, eu entro numa passagem onde ouço minha própria voz da vida real (sou mulher) passo por uma estrada onde interajo com uma pessoa que conheço que comento sobre ter encontrado o pai dela e falado muito bem dela até menciono o apelido dela que normalmente uso com ela na vida real. até então, eu entro naquela passagem que me leva ate família dessa minha amiga que me cumprimenta e lá encontro a criança que parece ser meu irmão cujo estou procurando nesse sonho, pego ele no colo e aquele grupo da família da minha amiga fala que temos todos que andar de mãos dadas para atravessar a cidade toda. pergunto pro meu irmão se ele tá com fome então solto a mão da avó da minha amiga e entro numa loja para comprar um lanche mas tudo tava caro então compro bolachas bem baratinhas e entrego pra ele e assim volto para o grupo, não lembro se seguro na mão da avó da minha amiga de novo mas sei que elas me levam numa espécie de portão onde tem fila de pessoas e tem um porteiro que faz umas pessoas sobre o que desejo ser e me dá respostas de escolhas mas dentro delas tá uma escolha "ser dos céus" lembro que eu escolho outra opção mas meu irmão que parece ter uns 2 anos de idade escolhe ser dos céus e alguém me fala que essa escolha é a morte e tento convencer meu irmão trocar a resposta enquanto algo já me puxa pela mesma passagem que entrei em busca dele enquanto o meu irmão fica no portão mas não diz nada. daí volto pra onde estava e procuro esse meu irmão e encontro ele mais velho acho que adolescente ou algo assim e fala alguma coisa que provavelmente não é minha culpa e depois some, após isso estou na aparência do homem que mencionei e interajo com umas pessoas que não conheço e depois disso não recordo o que acontece

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá, Obrigada por compartilhar seu sonho com tanto detalhe. Ele é realmente rico e cheio de imagens simbólicas. É interessante notar como ele mistura diferentes aspectos da sua identidade (como você aparecer como homem e ouvir sua própria voz sendo mulher), relacionamentos importantes e sentimentos de cuidado e responsabilidade (como quando você procura seu “irmão” e se preocupa com ele).

    O sonho também apresenta desafios e escolhas difíceis, como a passagem pelo portão e a decisão sobre “ser dos céus”, que parecem refletir algo sobre limites, consequências e responsabilidades em sua vida. A maneira como você tenta proteger e cuidar do seu irmão, mesmo diante de situações que fogem ao seu controle, é algo que chama atenção.

    O que podemos fazer juntos é explorar como essas imagens e situações se relacionam com sua vida atual, seus sentimentos, medos e desejos. Sonhos muitas vezes mostram conflitos internos ou aspectos de nós mesmos que precisam ser acolhidos.

    Se você quiser, me coloco á disposição para detalhar cada parte do sonho e perceber o que cada figura e situação pode significar para você, de forma que possamos refletir sobre o que ele revela sobre seus sentimentos, decisões e relações.


  • Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última per

    Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última pergunta (link falei sobre um término de relacionamento, que retomamos o contato e eu estava aguardando a resposta dela, bom, ela me respondeu e não deu em nada, realmente é o fim e eu preciso me reconstruir e seguir minha vida. Só que vem acontecendo uma coisa estranhada: ela me diz que o que temos é muito importante para ser ignorado, fala que me considera bastante importante e o que temos é um laço de amor fraterno, mas quando me vê nos lugares não me olha nem na cara. O que seria isso? Confusão? Autoproteção? Conflito interno? Indecisão? Está lutando contra a decisão dela?

    Enfim, são muitas perguntas, mas não são as principais, as mais importantes vem a seguir.

    Percebo que quando passo um tempo considerável online, seja no instagram, whatsapp, youtube, ou até mesmo vendo um filme ou série, eu sinto ansiedade e tristeza, como se tivesse um vazio ali dentro de mim e que as redes sociais/internet estão me sugando. Mas quando me desconecto e vou fazer coisas no mundo real como: arrumar meu quarto, tocar violão, sair para caminhar ou pedalar, ir para a academia, ler um livro, conversar com meus pais, tudo isso me tira daquela sensação de tristeza e angústia, é como se fosse um instinto de sobrevivência sendo ativado, e me sinto muito melhor desconectado da internet e redes socias e me faz sentir bem. Gostaria de entender essas minhas dúvidas do motivo disso acontecer e os motivos que estão por trás dessas minhas sensações e também pelas atitudes da minha ex. Devo me afastar completamente dela? Devo continuar fazendo esse desmame de redes sociais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá, agradeço por compartilhar tudo isso com tanta clareza e sensibilidade!!!

    Dá para perceber o quanto esse momento tem sido confuso e emocionalmente exigente para você. Um término, especialmente quando ainda existem falas ambíguas e vínculos afetivos não totalmente elaborados, costuma gerar mesmo muitas perguntas e sentimentos misturados.

    Sobre a postura dela(e), é possível que existam sim conflitos internos, ambivalência ou até uma forma de autoproteção. Às vezes, a pessoa reconhece a importância do vínculo em nível emocional, mas não consegue sustentar esse contato na prática sem se sentir invadida(o), culpada(o) ou fragilizada(o). Isso não necessariamente invalida o que vocês viveram, mas mostra limites dela neste momento — e esses limites precisam ser considerados para proteger você também.

    O que chama bastante atenção no seu relato é a percepção muito clara que você já tem sobre si mesmo. Você descreve que, ao permanecer muito tempo conectado às redes ou telas, surgem ansiedade, tristeza e uma sensação de vazio. Já quando se volta para atividades concretas, corporais, criativas e relacionais, sente alívio, vitalidade e maior estabilidade emocional. Isso não é coincidência. Muitas vezes, o excesso de estímulos digitais intensifica comparações, expectativas e ruminações, especialmente em fases de luto afetivo, enquanto o contato com o “mundo real” ajuda a organizar as emoções, fortalecer o senso de presença e resgatar recursos internos.

    Esse “instinto de sobrevivência” que você nomeia é, na verdade, um movimento saudável de autorregulação. Seu psiquismo está mostrando caminhos que fazem bem e diminuem o sofrimento. Vale muito a pena escutar isso.

    Quanto às decisões práticas — como se afastar dela(e) ou continuar reduzindo o uso das redes — não existe uma resposta única ou rígida. O mais importante é observar: o contato com ela(e) hoje te ajuda a seguir em frente ou te mantém preso à esperança e à dor? Da mesma forma, o desmame das redes parece estar te fazendo bem, então pode ser interessante mantê-lo de forma gradual e consciente, sem radicalismos, mas priorizando o que te devolve bem-estar.

    Você está num processo de reconstrução, e ele pede tempo, cuidado e gentileza consigo mesmo. Seguir explorando essas questões em terapia pode te ajudar a elaborar o luto desse relacionamento, compreender melhor suas emoções e fortalecer escolhas que estejam alinhadas com a sua saúde emocional.

    Estou à disposição para te acompanhar nesse caminho. Você não está “estranho(a)” — está sensível, consciente e buscando se cuidar. Isso já é um passo muito importante. E estou aqui para lhe ajudar!!!


  • Olá, eu tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade. Estava consideravelmente moderada, porém, eu i

    Olá, eu tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade. Estava consideravelmente moderada, porém, eu iniciei o tratamento com roacutan, e um tempo depois eu estou sentindo uma apatia, não sinto felicidade, nem tristeza por coisas que antes sentia. Quero muito saber se isso tem relação com o remedio

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá, obrigada por trazer essa dúvida — é muito importante falar sobre esse tema!!!

    Entendo o quanto essa mudança pode assustar, especialmente quando você já convive com um transtorno de ansiedade e percebe algo diferente no seu estado emocional.

    O que você descreve, sobre essa sensação de apatia ou “embotamento emocional”, pode sim estar relacionada ao uso do Roacutan (isotretinoína), que em algumas pessoas pode despertar.

    Existem relatos de alterações de humor, diminuição da sensibilidade emocional e até sintomas depressivos durante o tratamento. Isso não acontece com todos, mas é algo que merece atenção e acompanhamento.

    Ao mesmo tempo, é importante considerar que a ansiedade, por si só, e o próprio impacto emocional de um tratamento mais intenso também podem contribuir para esse tipo de sensação. Por isso, não é indicado tirar conclusões sozinha(o) nem interromper a medicação por conta própria.

    Minha orientação é que você converse o quanto antes com o médico que prescreveu o Roacutan e relate exatamente o que está sentindo. Em alguns casos, é possível ajustar a dose, avaliar riscos e benefícios ou pensar em estratégias de cuidado conjunto. Também é muito importante manter o acompanhamento psicológico, para observar como essas mudanças estão afetando você emocionalmente.

    O principal é: seu relato é válido e merece ser escutado. Ficar sem sentir prazer ou emoção não é algo que deve ser ignorado. Buscar ajuda agora é uma forma de cuidado e prevenção.

    Se quiser, podemos explorar isso com mais calma nas sessões, entendendo melhor quando esses sintomas começaram e como você tem se sentido no dia a dia. Você não está sozinha nesse processo.

    Fico á disposição para lhe acompanhar nessa caminhada em busca de uma vida mais leve e serena.


  • Em janeiro de 2025, fui para um psiquiatra chegando lá, tinha em média 8 alunos para assistir... no

    Em janeiro de 2025, fui para um psiquiatra chegando lá, tinha em média 8 alunos para assistir... no momento me encorajei e fiz a consulta mesmo assim, porque estava precisando muito de atendimento. Na consulta me abri, contei minha história, tive momentos de desatenção, perdi a paciência, conversei sozinha em voz alta... agi com impulsividade em alguns momentos, inclusive naquela consulta fui diagnosticada com TDAH, porém, minha mente começou a ruminar sem para... repetir aquele dialogo dia pós dia na minha mente, me causando exaustão, tenho a ansiedade generalizada e depressão leve, essa ruminacao virou hábito, era automatica, eu chegava a passar dia todo repetindo, revivenciando aquele momento em minha cabeça, durmia e acordava com isso, minha cabeça se programou pra fazer isso dia pós dia, a imagem do médico, alunos, diálogo, tudo se repetindo todod santo dia,,, comecou a me trazer prejuízos em todas areas da minha vida... tenho necessidade de repetir pensamentos de maneira compulsiva na minha mente... repetir e analisar cada passo que eu mesma dou, duvidar de coisas que eu mesma faço, não por esquecimento, mas pq de fato fico duvidando , me questionamdo se realmente fiz aquilo e voltando na mesama ação 1 dezena de vezes para aliviar a ansiedade... vivo me automonitorando, se esqueci, se errei, voltando, repetindo, repetindo e repetindo comportamentos, analisando cada passo meu, me trás desgaste, cansaço mental, mas simplesmente não consigo parar, essa noite estou ruminando muito, nao consigo desligar a mente, se eu não me conter ou entrar em exaustão passoa noite revivendo dialogos, experiências passadas na minha cabeça... não consigo calar a ruminacao, já acordo com imagens na minha cabeça, o dia já amanhece com a ruminacao em primeiro lugar, não consigo controlar e quando tento conter, me da ansiedade, em 90% das vezes é essa experiência que tive com meu antigo psiquiatra, se repentindo de maneira compulsiva na minha mente... e detalhe, ja se passaram 11 meses do ocorrido, meu cérebro não aceita, está preso naquele dia... O que eu poderia fazer, nesse caso seria já medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá, obrigada por confiar e relatar tudo isso com tanta honestidade!!!

    Dá para sentir, pela forma como você descreve, o nível de sofrimento, exaustão e aprisionamento mental que essa experiência tem causado — e é muito importante dizer, antes de qualquer coisa: isso não é fraqueza, nem falta de esforço da sua parte.

    O que você viveu naquela consulta foi uma situação altamente invasiva e potencialmente traumática. Estar vulnerável, buscando ajuda, e se ver exposta diante de várias pessoas pode ter ultrapassado seus limites emocionais. Para muitas pessoas, experiências assim ficam registradas pelo cérebro como uma ameaça, e a mente passa a “revisitar” o episódio repetidamente, numa tentativa mal sucedida de entender, corrigir ou evitar que aquilo volte a acontecer. O problema é que esse mecanismo, em vez de proteger, aprisiona.

    Essa ruminação intensa, automática, persistente, acompanhada de necessidade de conferir, repetir, duvidar dos próprios atos, automonitoramento constante e alívio temporário da ansiedade após repetir comportamentos, não é apenas ansiedade comum. O que você descreve se aproxima muito de um padrão obsessivo, no qual os pensamentos intrusivos e as compulsões mentais e comportamentais passam a dominar o funcionamento psíquico. Isso explica por que você não consegue simplesmente “parar”, mesmo tentando.

    Sobre sua pergunta: sim, em muitos casos como esse, a medicação pode ser necessária e muito útil, especialmente quando:

    * a ruminação é diária e persistente há meses;

    * há prejuízo importante em várias áreas da vida;

    * o sofrimento é intenso;

    * as tentativas de controle aumentam ainda mais a ansiedade;

    * há exaustão mental e insônia associadas.

    A medicação não é um “fracasso”, mas um recurso terapêutico para ajudar o cérebro a sair desse estado de hiperativação e repetição. Ela pode reduzir a intensidade dos pensamentos intrusivos e criar condições para que o trabalho psicológico aconteça com mais eficácia.

    Ao mesmo tempo, é fundamental que isso venha associado à psicoterapia, especialmente com foco em:

    * compreensão e elaboração dessa experiência vivida como traumática;

    * manejo da ruminação e dos pensamentos obsessivos;

    * redução das compulsões mentais e comportamentais;

    * reconstrução da sensação de segurança interna;

    * diminuição do automonitoramento constante.

    Algo muito importante: tentar lutar, suprimir ou “calar” a ruminação à força costuma piorar o quadro, aumentando a ansiedade. Isso não significa se entregar a ela, mas aprender outras formas de relação com esses pensamentos — algo que é trabalhado gradualmente em terapia.

    Você não está “presa(o) porque quer”. Seu cérebro aprendeu um caminho e está repetindo, mesmo à custa de sofrimento. E caminhos aprendidos podem ser reaprendidos, com o suporte adequado.

    Minha orientação é que você procure um psiquiatra de confiança, relate exatamente tudo isso (inclusive o quanto essa experiência se repete há 1 ano) e avalie, com cuidado, a possibilidade de tratamento medicamentoso. E siga — ou inicie — o acompanhamento psicológico, porque você não precisa atravessar isso sozinha.

    Existe tratamento, existe alívio, e existe saída desse ciclo. O fato de você conseguir nomear tudo isso já mostra consciência e desejo de cuidado.

    Estou aqui para te acompanhar nesse processo.


  • Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim

    Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim no dia seguinte nos casamos .ele ficou por muito tempo distante no começo até ficou uns dias na casa da mãe passou meses ele melhorou e eu voltei a ver alegria nele depois de 6 anos parece q ele voltou a ter esse bloqueio.teve várias dias com insônia,irritado ,teve dias com altos e baixos.ate q um dia desses ele me pediu um tempo chorou bastante e já está fazendo 46 dias q está na casa da mãe porém todos os domingos ele faz questão de vir ficar comigo agente namora e tudo com muita conexão.porem quando ele vai embora ele muda completamente fica totalmente distante.agora está se sentindo mal por a gente fazer sexo aos domingos,está sentindo q está me usando.ele parece confuso ,diz q lembra de coisas no nosso casamento q machuca muito ele .ele age como só eu que o machuquei.agora já está falando q não tem vontade de dormir em nossa casa e q não tem quase vontade nenhuma de voltar pra casa .eu e a família dele sabe q tem algum problema na cabeça dele .pq ele sempre chora ,fala q dói nele está fazendo isso pq quem quer se separar pega e se separa e não chora e não tem dúvidas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá, obrigada por compartilhar algo tão delicado e doloroso!!!

    Dá para sentir o quanto essa situação tem sido confusa, angustiante e exaustiva emocionalmente para você. Conviver com idas e vindas, momentos de conexão seguidos de afastamento, gera muita insegurança e sofrimento — e é compreensível que você esteja se perguntando o que realmente está acontecendo.

    Pelo que você descreve, seu esposo parece viver um conflito interno intenso. Há sinais importantes de sofrimento psíquico: choro frequente, confusão emocional, ambivalência (quer ficar, mas se afasta), oscilações de humor, insônia, culpa após momentos de intimidade e uma narrativa interna muito carregada de dor e mágoa. Isso pode, sim, estar relacionado a um quadro emocional mais profundo, como depressão, ansiedade, conflitos não elaborados ou até questões anteriores ao relacionamento que estão sendo reativadas agora.

    Ao mesmo tempo, é importante cuidar de você dentro disso tudo. Mesmo que ele esteja confuso ou adoecido, o impacto dessa instabilidade recai sobre você, que fica tentando entender, sustentar, esperar e, muitas vezes, se responsabilizar por algo que não está sob seu controle. Quando ele diz que só você o machucou, isso pode refletir o estado emocional dele — mas não significa que essa percepção seja totalmente justa ou real.

    O movimento de ir aos domingos, viver momentos de intimidade e depois se afastar, demonstra o quanto ele está dividido internamente. Porém, esse padrão, se mantido, tende a gerar ainda mais desgaste emocional para você, aumentando a sensação de esperança seguida de frustração.

    Diante disso, alguns pontos são importantes:

    - Ele precisa de avaliação e acompanhamento psicológico e, possivelmente, psiquiátrico. Esse sofrimento não se resolve apenas com tempo ou boa vontade.

    - Você não pode carregar sozinha a responsabilidade pela dor dele.

    - Também é fundamental que você tenha um espaço de escuta e cuidado para si, para entender seus limites, suas necessidades e até onde consegue sustentar essa dinâmica sem se machucar.

    O choro e a dúvida dele mostram que algo está errado, sim — mas isso não significa que você deva permanecer em uma posição de espera indefinida. Relações saudáveis exigem compromisso, clareza e responsabilidade emocional.

    Se você desejar, a terapia pode te ajudar a:

    - compreender melhor o que está acontecendo;

    - fortalecer emocionalmente você nesse processo;

    - refletir sobre limites saudáveis;

    - decidir, com mais clareza e menos culpa, quais caminhos fazem sentido para sua vida.

    Você não está errada por se sentir confusa, cansada ou machucada. Seu sofrimento também importa.

    Estou à disposição para te acolher e te ajudar a pensar tudo isso com mais cuidado e segurança


  • Qual a visão psicanalista dos personagens do filme Cisne Negro?

    Qual a visão psicanalista dos personagens do filme Cisne Negro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Obrigada pela curiosidade em identificar a visão psicanalítica dos personagens no filme. Segue uma abordagem resumida e de simples entendimento sobre o tema.

    Cisne Negro pode ser compreendido como uma metáfora sobre o sofrimento emocional que surge quando a pessoa vive sob extrema cobrança e não se permite ser inteira. A personagem principal, Nina, representa alguém muito perfeccionista, controlada e dedicada, que aprendeu desde cedo a agradar e a não errar. Ao não reconhecer suas emoções, desejos e limites, ela entra em um processo de grande angústia e desorganização emocional.

    A mãe de Nina aparece como uma figura superprotetora e controladora, que dificulta a autonomia da filha e reforça a ideia de que ela precisa corresponder a expectativas para ser aceita. Isso contribui para a dificuldade de Nina em construir sua própria identidade.

    Lily, a outra bailarina, representa aquilo que Nina não consegue acessar em si mesma: espontaneidade, liberdade, prazer e confiança. Por isso, ela é vivida como ameaça, quando na verdade simboliza partes reprimidas da própria Nina.

    Thomas, o diretor, ocupa o papel de quem provoca e estimula Nina a sair do controle excessivo, mas também expõe o quanto ela não possui recursos emocionais para lidar com essa exigência. Ele não é a causa do sofrimento, mas um gatilho para conflitos já existentes.

    A reflexão terapêutica que o filme nos convida a fazer é que saúde emocional não está em buscar perfeição ou controlar tudo, mas em reconhecer emoções, integrar diferentes partes de si e construir uma relação mais saudável consigo mesmo. Quando sentimentos são reprimidos ou negados, o sofrimento tende a se intensificar. A psicoterapia é um espaço possível para esse processo de autoconhecimento e cuidado emocional


  • Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e int

    Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e intrusivos, medo de que se não fizer determinada coisa de um jeito especifico algo ruim irá acontecer, ansiedade constante queria saber se devo primeiro buscar um psiquiatra ou um psicologo ou psicanalista qual vou primeiro, e como melhorar esses sintomas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá, obrigada por compartilhar o que você está vivendo!!!

    Só o fato de você conseguir perceber esses sintomas e buscar orientação já mostra um movimento importante de cuidado consigo.

    Conviver com pensamentos obsessivos, medos constantes e a sensação de que “algo ruim pode acontecer” se você não fizer determinados rituais realmente gera muito sofrimento, ansiedade e cansaço emocional — e você não está exagerando ao se preocupar com isso.

    Em relação à sua dúvida, não existe uma ordem rígida, mas posso te orientar de forma prática:

    - O psicólogo ou psicanalista é fundamental para ajudar você a compreender esses pensamentos, reduzir as compulsões (mentais e comportamentais) e aprender novas formas de lidar com a ansiedade. A psicoterapia é a base do tratamento do TOC, pois trabalha o funcionamento desses sintomas no dia a dia.

    - O psiquiatra entra principalmente quando os sintomas estão muito intensos, frequentes e interferindo bastante na rotina. Em alguns casos, a medicação é um recurso importante para diminuir a intensidade da ansiedade e das obsessões, facilitando o trabalho terapêutico.

    Muitas pessoas iniciam pela psicoterapia e, se necessário, fazem o acompanhamento conjunto com o psiquiatra. Outras já buscam os dois ao mesmo tempo — o que também é válido. O mais importante é não enfrentar isso sozinho.

    Sobre melhorar os sintomas, é importante saber que:

    - tentar “brigar” com os pensamentos ou buscar certeza o tempo todo costuma aumentar o TOC;

    - o tratamento ajuda você a mudar a relação com esses pensamentos, diminuindo o medo e a necessidade de rituais;

    - com acompanhamento adequado, é possível ter grande redução dos sintomas e melhora significativa da qualidade de vida.

    O TOC tem tratamento e não define quem você é. Esses pensamentos não dizem sobre seus valores ou intenções, mas sobre um funcionamento ansioso da mente que pode ser cuidado.

    Se desejar, a psicoterapia - que identifica traumas do inconsciente - estou á sua disposição e lhe oferecerei um espaço seguro para acolher seu sofrimento, avaliar melhor esses sintomas e, juntos, pensar se há necessidade de encaminhamento psiquiátrico. Estou à disposição para te ajudar nesse processo.


  • O ciúmes do passado da pessoa é um ciúme projetivo ou delirante? Passo por isso, apesar de não a ver

    O ciúmes do passado da pessoa é um ciúme projetivo ou delirante? Passo por isso, apesar de não a ver motivo plausível pra ter medo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá, obrigada por trazer essa questão — ela é mais comum do que parece e costuma gerar bastante sofrimento.

    O ciúme em relação ao passado do parceiro nem sempre é delirante. Na maioria dos casos, ele está ligado a inseguranças internas, comparações, medo de não ser suficiente ou de perder o vínculo, mesmo quando a pessoa reconhece racionalmente que não há um motivo concreto para desconfiar.

    Chamamos de ciúme projetivo quando a pessoa acaba projetando no outro seus próprios medos, fantasias ou inseguranças. Ou seja, o sofrimento não nasce de algo que o parceiro faz no presente, mas de conteúdos internos: dúvidas sobre o próprio valor, medo de abandono ou necessidade de controle para se sentir seguro.

    Já o ciúme delirante é diferente. Ele envolve uma convicção rígida e inabalável de traição, mesmo diante de provas claras do contrário, geralmente acompanhada de perda de crítica da realidade.

    Pelo que você descreve — perceber que não há motivo plausível e ainda assim sentir medo — isso aponta muito mais para um ciúme ansioso/inseguro, e não para um quadro delirante.

    O ponto importante aqui é: entender racionalmente não impede, por si só, que o sentimento exista. Emoções não obedecem apenas à lógica. Esse tipo de ciúme costuma estar ligado a experiências passadas, histórias de rejeição, baixa autoestima ou dificuldades em confiar, e não necessariamente ao parceiro atual.

    Na terapia, esse tema pode ser trabalhado com cuidado para:

    - compreender de onde vem esse medo;

    - fortalecer a segurança emocional;

    - diminuir comparações e ruminações;

    - construir uma relação mais tranquila com o vínculo.

    Sentir isso não te faz “controlador” ou “fraco”, apenas sinaliza algo que precisa de escuta e elaboração. Com acompanhamento adequado, esse sofrimento pode diminuir bastante.

    Estou à disposição para te ajudar a compreender melhor esse processo


  • Olá, eu gostaria de tirar uma dúvida. Eu tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade e fiquei um b

    Olá, eu gostaria de tirar uma dúvida.
    Eu tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade e fiquei um bom tempo com a ansiedade controlada, porém quando comecei a tomar Roacutan eu senti que a ansiedade voltou e com frequência. Gostaria de saber se tem relação com o medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá!

    Seja bem-vindo(a) e obrigada por compartilhar sua dúvida!

    Respondendo ao seu questionamento: Sim - pode ter relação, embora não ocorrerá com todas as pessoas. Entretanto, há evidências e relatos clínicos mostrando que ela pode desestabilizar o humor em indivíduos que já têm:
    * transtorno de ansiedade
    * histórico de depressão
    * vulnerabilidade emocional

    Isso não significa que o remédio está "causando" o transtorno novamente, mas que pode desencadear ou intensificar sintomas já predispostos.
    Vale informar que isso costuma se resolver com ajuste de dose, troca de medicação ou suporte emocional com Psicanalista, onde me coloco à sua disposição.


  • Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era

    Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era um problema pra mim. Quando percebi que estava apaixonado e que iria pedi-la em namoro, um diabinho na minha cabeça fez procurar fotos dela com o ex. E achei. Aniversário, eventos escolares do filho, etc. Foi como se algo me mordesse, virou um pensamento obsessivo, as vezes insuportável. Falei com ela, aliviou um pouco. Quero pensar positivo: que é por que ainda não conheço a família, o filho, ou seja, que ainda não faço parte concretamente da vida dela, e que portanto minha cabeça trabalha livre, fantasiando.Mas tenho medo de não passar e, no desespero, jogar tudo isso fora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liliane Dardin

    Olá, obrigada por confiar e falar sobre algo tão delicado!!!

    O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente no início de um relacionamento que está ficando emocionalmente importante.

    Quando o vínculo começa a se tornar real, o medo de perder, de não ser suficiente ou de “não ter lugar” na vida do outro costuma aparecer.

    Ao procurar fotos do passado dela, sua mente encontrou algo que ativou esse medo — e o pensamento passou a girar em torno disso de forma obsessiva. Isso não significa que você não goste dela ou que o relacionamento esteja errado, mas que a relação tocou em uma insegurança interna.

    O alívio que você sentiu ao conversar com ela mostra algo importante: seu sofrimento não vem de fatos atuais, mas das fantasias que a mente cria quando tenta preencher o que ainda é desconhecido. No começo, como você bem percebeu, ainda não existe uma integração concreta à vida dela (filho, família, rotina), e esse “lugar em aberto” pode gerar ansiedade e comparações.

    O ponto de atenção é quando a tentativa de ter certeza ou de “resolver” o pensamento vira "ruminação" constante, trazendo angústia e medo de perder tudo. Nesses casos, quanto mais a mente tenta controlar ou eliminar a imagem, mais ela retorna.

    O cuidado aqui não é tomar decisões no auge da ansiedade. Esses pensamentos não são um sinal de que você deve desistir, mas um convite para olhar para suas inseguranças, expectativas e medo de não pertencer. Isso pode — e costuma — diminuir à medida que o vínculo se fortalece e você se sente mais seguro no relacionamento.

    A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, oferecendo um espaço para entender de onde vem essa dor, reduzir a obsessão e evitar que o medo conduza suas escolhas. Você não está “estragando tudo”; você está lidando com algo que apareceu justamente porque esse relacionamento é importante para você.

    Cuidar disso agora pode fazer toda a diferença para que você viva essa relação com mais leveza, em vez de deixá-la ser guiada pelo medo.

    Estou á disposição para juntos encontrarmos a leveza da vida.


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