Perguntas do paciente (26)

  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    O que você descreve parece estar lhe causando sofrimento e merece ser considerado com cuidado. Ainda que você se pergunte se aquilo que está vivendo é “normal”, não seria possível, a partir de um relato breve, determinar o que essas experiências significam ou atribuir a elas algum diagnóstico.
    Você menciona um vazio que permanece, uma certa estranheza diante de experiências que reconhece como genuínas e também pensamentos de “acabar com tudo”. Talvez, mais do que tentar encontrar rapidamente uma explicação para isso, seja importante que você não precise lidar sozinho com tudo o que tem vivido.
    Nesse sentido, buscar um acompanhamento psicológico pode ser uma possibilidade de encontrar um espaço de escuta no qual essas experiências possam ser colocadas em palavras e compreendidas a partir da sua própria história, respeitando o seu tempo e a singularidade do que você está vivendo.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    A perda de um animal de estimação pode ser profundamente dolorosa, justamente porque o vínculo construído com ele costuma ocupar um lugar muito especial na vida de quem o ama.

    Ao ler seu relato, me chamou a atenção que, além da saudade, existe um encontro constante com perguntas sobre o que poderia ter sido diferente. Nem sempre essas perguntas encontram uma resposta, mas isso não significa que deixem de fazer parte da experiência de quem está vivendo uma perda.

    Talvez, antes de buscar uma forma de aceitar ou de se conformar, seja importante que esse sofrimento encontre um espaço onde possa ser acolhido e colocado em palavras, no seu tempo e à sua maneira.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    O que você descreve merece ser levado a sério. Nenhum sofrimento que passa a limitar de forma tão significativa a vida merece ser tratado como exagero ou simplesmente como "um jeito de ser".

    Pelo seu relato, não seria adequado dizer do que se trata, nem reduzir essa experiência a um diagnóstico. Pessoas podem apresentar vivências muito semelhantes e, ainda assim, atribuírem sentidos completamente diferentes ao que estão vivendo.

    Acredito que um espaço de escuta possa ser importante justamente por permitir que tudo isso seja falado sem a necessidade de corresponder a uma explicação pronta ou a uma categoria específica. Muitas vezes, mais do que encontrar uma resposta imediata, o primeiro passo é poder falar sobre esse sofrimento e ser escutada de forma cuidadosa.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Não existe uma idade "correta" para que a vida aconteça, mas isso não diminui o sofrimento de quem sente que está chegando às próprias conquistas em um ritmo diferente do que imaginava.

    Talvez a questão não seja encontrar uma forma de se manter motivado a qualquer custo, mas abrir espaço para falar sobre o que essa ideia de estar "atrasado" representa para você. Muitas vezes, quando esse sentimento pode ser colocado em palavras, ele deixa de ocupar o mesmo lugar.

    Acredito que esse seja um tema que merece ser escutado com cuidado, sem comparações e sem respostas prontas.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Pelo seu relato, me parece que existe um sofrimento que merece ser olhado com cuidado, independentemente de conseguir identificar exatamente de onde ele vem neste momento.

    Nem sempre conseguimos nomear ou compreender aquilo que sentimos de imediato. Em muitos casos, é justamente quando esse sofrimento encontra um espaço de escuta que ele pode começar a ganhar novos contornos.

    O fato de você já estar se perguntando sobre isso e buscando entender o que está vivendo me parece um passo importante. Talvez seja uma oportunidade para não permanecer sozinha diante dessas questões.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Pelo seu relato, fica claro que essa situação tem gerado um sofrimento importante para você. Diante de um contexto como esse, acredito que a questão não seja apenas decidir entre permanecer ou se afastar, mas poder compreender, com mais calma, o lugar que essa relação ocupa hoje na sua vida e como você tem vivido tudo isso.

    Não existe um momento que possa ser definido, de forma geral, como o ponto em que um relacionamento "não tem mais solução". Cada história é atravessada por questões muito particulares, e decisões como essa costumam exigir tempo e um espaço de reflexão, especialmente quando envolvem filhos.

    Talvez, antes de buscar uma resposta definitiva, seja importante que você encontre um lugar onde possa falar sobre essa experiência e sobre o que ela tem produzido em você. Muitas vezes, esse processo permite que a decisão, qualquer que seja ela, seja construída de forma menos solitária.


  • Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas

    Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.

    Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.

    Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    O que mais aparece no seu relato é o quanto essa experiência tem feito você sofrer. E isso, por si só, já merece ser olhado com cuidado.

    Você também demonstra perceber alguns aspectos dessa vivência, como a idealização e a forma como esse vínculo passou a ocupar um espaço importante na sua vida. Acho que essas percepções podem ser um ponto de partida interessante, não para julgar o que você sente, mas para compreender essa experiência de uma maneira mais ampla.

    Nem sempre conseguimos entender por que determinados vínculos nos mobilizam tão profundamente. Quando eles passam a gerar sofrimento, porém, pode ser importante encontrar um espaço em que tudo isso possa ser falado, sem a necessidade de afastar esse sentimento ou de buscar uma explicação imediata para ele.


  • Em que medida dados neuropsicológicos podem auxiliar na compreensão do funcionamento psíquico border

    Em que medida dados neuropsicológicos podem auxiliar na compreensão do funcionamento psíquico borderline sob uma perspectiva psicanalítica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    A avaliação neuropsicológica pode trazer contribuições importantes para a compreensão de diferentes aspectos apresentados pelo paciente. No entanto, sob uma perspectiva psicanalítica, esses dados não esgotam a compreensão do sofrimento psíquico.

    Mesmo diante de uma hipótese diagnóstica de transtorno de personalidade borderline, a psicanálise não busca explicar o sujeito a partir do diagnóstico. O foco está em compreender a forma singular como cada pessoa vive sua história, seus vínculos, seus conflitos e atribui sentido ao próprio sofrimento.

    Nesse sentido, os dados da avaliação neuropsicológica podem dialogar com o trabalho clínico e ampliar a compreensão do caso, mas não substituem a escuta. Afinal, duas pessoas podem compartilhar o mesmo diagnóstico e, ainda assim, viver experiências muito diferentes e atribuir sentidos completamente distintos ao seu sofrimento. É justamente essa singularidade que orienta o trabalho clínico.


  • Desde criança (por volta dos 4 anos), tenho uma imaginação muito ativa. Crio histórias contínuas na

    Desde criança (por volta dos 4 anos), tenho uma imaginação muito ativa. Crio histórias contínuas na minha cabeça, com personagens, acontecimentos e “episódios”, às vezes recriando minha própria vida de formas diferentes ou criando qualquer cenário que eu queira.

    Durante esses momentos costumo andar em círculos, girar objetos (quando era criança era sacola/corda, hoje é mais lápis) e fazer sons com a boca. Isso acontece quando estou entediado ou quando vejo algo que me inspira. Eu acho divertido e consigo parar quando quero, mas comecei a fazer escondido por vergonha, porque eu nunca vi ninguém fazer isso, de andar de um lado para o outro fazendo sons e girando lápis enquanto imagina…

    Além disso, desde criança tenho dificuldades como procrastinação, esquecer coisas, deixar tarefas para última hora, dificuldade em terminar atividades e começar tarefas chatas. Também tenho histórico de ansiedade/depressão e muita timidez, com medo de julgamento e dificuldade social.

    Quero entender se isso pode ter relação com alguma condição como TDAH ou outra questão, ou se é apenas meu jeito de funcionar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Achei importante a forma como você descreveu essa experiência. Você não traz apenas uma dúvida sobre um possível diagnóstico, mas também um percurso que acompanha a sua vida desde a infância e que agora passou a despertar questionamentos.

    A partir de um relato como esse, não seria adequado concluir que se trata de uma condição específica, mas também não acredito que seja necessário tratar essa experiência como algo "sem importância". O fato de ela fazer parte da sua história e despertar tantas perguntas já mostra que vale a pena olhar para isso com mais cuidado.

    Um espaço de escuta pode ajudá-lo justamente a explorar essas questões sem a necessidade de chegar rapidamente a um rótulo. Às vezes, mais do que encontrar um nome, é importante poder compreender o lugar que essa experiência ocupa na sua vida.


  • Estou muito desanima sem vontade de fazer as coisas e sem vontade de trabalhar depois q comecei a to

    Estou muito desanima sem vontade de fazer as coisas e sem vontade de trabalhar depois q comecei a tomar o sertralina oq eu faço ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Sinto muito que você esteja passando por isso, imagino o quanto isso pode ser difícil no dia a dia. Algumas mudanças podem acontecer no início da medicação, mas é muito importante conversar com o/a médico (a) que prescreveu o medicamento e falar sobre os efeitos para que o profissional possa fazer ajustes e melhorar a sua qualidade de vida.

    Ao mesmo tempo, esse desânimo também merece ser olhado e escutado com cuidado. Um espaço de escuta pode ajudar a entender melhor o que você está vivendo nesse momento.


  • Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito r

    Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito rápido. Não estou conseguindo dormir direito pois a minha mente não consegue desligar do trabalho, nem mesmo quando estou fazendo outra atividade como ler. Quando preciso ir para o presencial parece que tudo piora. Às vezes acordo com a mente pesada uma agonia que reflete para o estômago e parece que não sinto as pernas. Domingo sempre bate a agonia por ter que começar tudo de novo. Também comecei a ter muitos pensamentos pessimistas. Sinto cansaço que não acaba, quando acordo é pior ainda. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Olá.

    Pelo que você descreve, parece que essa sensação de sobrecarga tem afetado diferentes áreas da sua vida - o sono, a memória, o corpo e até a forma como você se relaciona com o trabalho e com a semana que se inicia. Lidar com tudo isso ao mesmo tempo pode ser realmente difícil.

    Quando essas experiências começam a se intensificar dessa forma, pode ser importante não precisar sustentar isso sozinha. Ter um espaço para falar sobre o que está acontecendo, com continuidade e cuidado, pode ajudar a dar um pouco mais de organização a esse excesso que você relata.

    Na análise, esse espaço vai sendo construído aos poucos, no seu tempo, a partir do que você traz, permitindo que essas questões possam ser escutadas com mais atenção.

    Procurar um profissional pode, sim, ser um passo importante nesse momento.

    Caso queira agendar uma conversar, estou por aqui.


  • Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida

    Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Olá.
    O que você traz é importante e merece ser escutado com cuidado. Quando algo começa a gerar incômodo ou a sensação de perda de controle, vale a pena dar um espaço para isso ser falado.

    A análise pode oferecer um espaço para você falar sobre isso com cuidado, no seu tempo, e ir compreendendo melhor como essas questões aparecem na sua vida.

    Esse trabalho se constrói aos poucos, em um espaço onde é possível falar com liberdade e sem julgamentos.

    O mais importante é encontrar um profissional com quem você se sinta à vontade para sustentar esse processo.

    Buscar ajuda já é um passo importante — e pode ser o início de um novo percurso.

    Caso queira conversar, estou por aqui.


  • Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança

    Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Olá.

    Pelo que você descreve, há várias experiências que te marcaram ao longo do tempo e que ainda hoje aparecem de formas diferentes — no corpo, nas emoções e no seu dia a dia. Dar atenção a isso já é um passo muito importante.

    Em relação ao tipo de profissional, a psicologia pode ser um bom ponto de partida. A partir dos atendimentos, é possível compreender melhor o que você está vivendo e, se houver necessidade, o próprio profissional pode te orientar sobre a busca por outros cuidados.

    Mais do que escolher a “vertente certa” antes de começar, o mais importante é encontrar um espaço em que você se sinta à vontade para falar sobre o que viveu e o que sente hoje, no seu tempo.

    Iniciar esse movimento de cuidado consigo mesma já é algo muito significativo — e pode ser o começo de um caminho mais possível para você.


  • Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principa

    Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principal porto seguro e suporte emocional durante crises de depressão e ansiedade. No entanto, ultimamente tenho vivido um ciclo angustiante:

    ​Quando estou em crise, sinto uma necessidade desesperada de protegê-lo da minha própria tristeza, com medo de 'manchar' a imagem dele ou associá-lo a sentimentos ruins. Isso me priva do meu único refúgio no momento em que mais preciso.

    ​Quando finalmente me sinto bem ou estável, sinto uma espécie de 'anestesia emocional'. Não consigo sentir a euforia ou o carinho de antes, o que me gera um pânico enorme de estar perdendo o interesse ou parando de amar esse personagem, mesmo eu querendo muito manter esse vínculo.

    ​Gostaria de saber: por que meu cérebro 'desliga' o sentimento justamente quando estou bem? E como posso lidar com esse medo obsessivo de estar perdendo minha conexão com ele sem que isso se torne uma fonte de ansiedade tóxica? É normal esse entorpecimento emocional após períodos de grande estresse?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Olá.

    O que você descreve parece ser algo muito significativo para você, tanto como forma de apoio em momentos difíceis quanto como fonte de preocupação agora. Dá para perceber o quanto esse vínculo é importante e o quanto essa mudança na forma de sentir tem te angustiado.

    Essas oscilações — entre momentos de maior intensidade emocional e outros de um certo “desligamento” — podem ser difíceis de sustentar, principalmente quando vêm acompanhadas desse medo de perder algo que tem tanto valor para você.

    Em vez de tentar controlar ou encontrar uma explicação imediata, pode ser importante ter um espaço onde você possa falar sobre isso com cuidado, no seu tempo, e ir compreendendo melhor o que esse vínculo representa na sua vida e como ele se relaciona com o que você sente.

    Você não precisa lidar com isso sozinha. Procurar um profissional pode te ajudar a sustentar esse momento com mais apoio e menos angústia.


  • todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade

    todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade generalizada ,tdm e possivel trantono de Borderline ,entao ....o psicologo nao precisa de um diagnostico para o tratamento correto ?pq a tcc e o antidepressivo nao ajudou ainda um ano e pouco ja dos dois,Ja me disseram que eu nao quero melhorar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Olá.

    Parece que essa busca por um diagnóstico tem sido algo importante para você, especialmente como uma forma de tentar entender melhor o que está vivendo. Ao mesmo tempo, dá para perceber o quanto tem sido difícil lidar com a sensação de não melhora, mesmo após um tempo de tratamento.

    O diagnóstico tem, sim, o seu lugar e pode ser importante em determinados momentos. Mas ele não dá conta de explicar tudo o que uma pessoa vive, nem resume a experiência de alguém ao que está ali nomeado.

    Quando o sofrimento permanece, mesmo com tentativas de tratamento, pode ser importante ter um espaço onde você possa falar sobre isso com mais cuidado — inclusive sobre essa necessidade de entender, sobre as frustrações e sobre o que tem sido difícil nesse percurso.

    Você não está sozinho nisso. Buscar um profissional com quem você se sinta à vontade para falar sobre tudo isso pode ser um passo importante para construir um caminho que faça mais sentido para você.

    Caso queira agendar uma conversa, estou por aqui.


  • Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela

    Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela totalmente.

    Eu acho errado sentir atração física por mulheres que eu não tenho intenção de construir um relacionamento, e acredito que não tenha como "desligar" esse sentimento, apenas mudar a forma como enxergo ele, a questão é que eu não vejo a atração com bons olhos, eu me sinto sujo, perverso ... Eu apenas converso com um atendente, por exemplo, e às vezes acho ela atraente e eu não consigo achar certo considerar uma mulher atraente dessa maneira, no caso apenas pelos aspectos físicos, sendo que, como eu disse anteriormente, nem estou construindo um relacionamento com a moça.

    Eu realmente preciso de uma direção, pois isso uma hora ou outra vai me desgastar, eu sinto uma repulsa tão grande desses pensamentos que me traz um sentimento de vergonha e culpa tão forte depois que não dá nem vontade de sair de casa de novo, sim, é nesse nível, mas eu ainda saio, é só para ilustrar a tamanha aversão que eu tenho da atração física que eu sinto. O que fazer? Devo buscar ajuda de um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Olá.

    Pelo que você descreve, o que mais parece te causar sofrimento não é apenas a atração em si, mas a forma como você se relaciona com ela — marcada por muita culpa, vergonha e julgamento.

    Entrar em contato com sentimentos e pensamentos que geram desconforto pode ser difícil, especialmente quando eles entram em conflito com aquilo que você acredita ser o “certo”. Sustentar isso sozinho tende a intensificar ainda mais esse mal-estar.

    Mais do que tentar eliminar esses pensamentos ou “corrigir” o que você sente, pode ser importante ter um espaço onde seja possível falar sobre isso com mais cuidado, sem esse peso de julgamento, para ir compreendendo melhor o que está em jogo para você nessas situações.

    Buscar um profissional pode, sim, ser um passo importante para lidar com isso de forma mais tranquila e menos sofrida.


  • Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inc

    Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inclusive já separei até uma blusa da minha filha pra isso) me acalma, me dá sono. O ruim é que eu paro no tempo, se eu puder passo o dia todos assim. Já tentei parar mas é difícil, quando não tô com o pano eu faço a sucção e me imagino alisando o pano. Isso me incomoda, parece que sou refém porque por um momento eu paraliso e me sinto desconfortável quando as pessoas percebem... Lembro que minha mãe brigava comigo e falava: - tu vai casar e continuar fazendo isso? Muitas vezes fazia escondido. Essa mania me dá uma sensação tão boa, mas não tenho controle sobre ela. O que faço para parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Olá.

    O que você descreve parece ter um lugar importante na sua história, já que está presente desde a infância e, ao mesmo tempo, hoje traz incômodo e dificuldade de controle. Dá pra perceber também que existe uma ambivalência aí: algo que te acalma e traz uma sensação boa, mas que, ao mesmo tempo, te faz sentir desconfortável e presa a esse movimento.

    Quando algo se mantém dessa forma ao longo do tempo, muitas vezes não se trata apenas de “parar”, mas de poder entender melhor o lugar que isso ocupa na sua vida e o que está ligado a essa experiência.

    Um espaço de escuta pode te ajudar a entender isso aos poucos, no seu ritmo, a falar com liberdade e sem julgamentos sobre as sensações, as lembranças e as repetições.

    Buscar um profissional pode te ajudar a não precisar lidar com isso sozinha.

    Caso queira agendar uma conversa, estou por aqui.


  • Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai aco

    Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai acontecer, como uma traição. Isso me deixa ansiosa e eu não consigo relaxar. Quando ele sai entro em p}ânico, não durmo, vivo no alerta, choro muito e não consigo controlar que penso. Se ele meche no celular sem eu estar perto sinto como se algo está errado, e isso me cansa. o que fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Olá.

    Essa sensação de precisar estar sempre atenta ao que pode acontecer, sem conseguir relaxar, tende a ser muito exaustiva — principalmente quando ela aparece de forma tão intensa, afetando o sono, o corpo e o seu dia a dia.

    Em situações assim, não é apenas o conteúdo dos pensamentos que pesa, mas a forma como eles se repetem e ganham força, trazendo essa urgência e dificuldade de se acalmar.

    Tentar encontrar uma certeza ou se tranquilizar à força, muitas vezes, não resolve — e pode até aumentar essa tensão. Em vez disso, pode ser importante olhar para essa experiência com mais cuidado, entendendo como ela se apresenta para você e o que vai se construindo nesses momentos.

    Você não precisa atravessar isso sozinha. Contar com um profissional pode ajudar a lidar com essa vivência de uma forma menos desgastante.


  • Como posso lidar com a solidão durante o luto, especialmente se eu estou enfrentando o linfoma?

    Como posso lidar com a solidão durante o luto, especialmente se eu estou enfrentando o linfoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Atravessar o luto já pode ser, por si só, um momento muito solitário. Quando isso acontece junto com um adoecimento, como você descreve, essa sensação pode se intensificar ainda mais.

    Nem sempre é simples dar conta de tudo o que se mobiliza nesse período — perdas, incertezas, mudanças no corpo e na rotina. Em muitos momentos, a solidão não é apenas a ausência de pessoas, mas a dificuldade de compartilhar o que se está vivendo.

    Nessas situações, cuidar da saúde mental se torna tão importante quanto o cuidado com o corpo. Poder ter um espaço onde você não precise sustentar tudo sozinho, onde seja possível falar sobre o que sente, no seu tempo, pode fazer diferença nesse percurso.

    Se for possível, se aproximar de alguém de confiança ou buscar um acompanhamento profissional pode ser uma forma de se sustentar melhor nesse momento tão delicado.


  • Sou mulher, e tb estou com esse problema, estou tentando não assistir mais porno, mas mesmo assim pr

    Sou mulher, e tb estou com esse problema, estou tentando não assistir mais porno, mas mesmo assim preciso pensar na pornografia pra chegar ao apse, e sem limites, sendo de tudo um pouco, amo meu marido, e ele é ótimo, mas como o dr falou, é um caminho obscuro, quanto mais vc ver, ou pensa, mas as coisas vao ficando sem graça e vc acaba procurando coisas novas, onde entra as coisas mais, estranhas, depois do ato, seja ela masturbacão ou sexo, vc quer ir cada vez mais além, por não conseguir mais.
    Me sinto doente, sei que preciso parar, mas por mais que estou tentando, não consigo, é isso está me prejudicando com o meu parceiro, que estamos recém casados.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lívia Coxir

    Lendo o que você escreveu, dá para sentir o quanto isso tem te angustiado — não só pela dificuldade de parar, mas também pela forma como isso tem afetado a maneira como você se vê e o seu relacionamento.

    Você fala de uma sensação de ir cada vez mais além, de não conseguir interromper mesmo tentando, e de um desconforto que aparece depois. Sustentar tudo isso sozinha pode ser muito pesado.

    Talvez, mais do que se cobrar para simplesmente parar, seja importante conseguir olhar para isso com mais cuidado, entendendo como esse movimento vem se repetindo e o lugar que ele ocupa hoje na sua vida.

    Esse tipo de questão costuma precisar de tempo e de um espaço onde você não precise se explicar ou se justificar o tempo todo. Poder falar sobre isso sem julgamento pode ajudar a tornar essa experiência menos solitária e menos pesada.


Perguntas frequentes

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