Perguntas do paciente (8)

  • É possível ter ao mesmo tempo Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) e Transtorno de Personalidade

    É possível ter ao mesmo tempo Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lizandra Coelho

    Sim, é possível ter os dois transtornos ao mesmo tempo. Porém não é uma "regra".

    Tanto no TPB quanto no TDAH será possível notarmos alguns sintomas, como exemplos:

    -Impulsividade: no TDAH costuma ser cognitiva e motora (agir sem pensar); no TPB geralmente está ligado à desregulação emocional.
    - Instabilidade emocional: No tdah pode ocorrer mudanças de humor devido a sobrecarga cognitva e/ou sensorial, dificuldade atencional e/ou de desempenho em determinada tarefa etc; No TPB tem relação com desregulação emocional mais intensa devido a situações interpessoais, por exemplo, medo de abandono.
    - Dificuldade para concentração: No Tdah é uma questão neurobiológica, enquanto no TPB pode ser resultado de pensamentos intrusivos e negativos, reação a rejeição etc.
    - Etc.

    A melhor maneira de saber se há comorbidade, ou, se há um transtorno mental, é através do acompanhamento com profissionais de saúde mental (psicólogo e psiquiatra), realização de avaliação longitudinal e, se possível, uma boa avaliação neurocognitiva.


  • Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se

    Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lizandra Coelho

    O estresse no trabalho é uma resposta comum diante de demandas elevadas, prazos ou pressão, e costuma ser passageiro — ou seja, melhora com descanso e lazer.

    Já o burnout é um quadro mais profundo e crônico, relacionado ao esgotamento emocional e mental causado pelo trabalho. Ele não melhora apenas com um fim de semana de descanso e tende a se intensificar com o tempo.

    Alguns sinais que ajudam a diferenciar:

    Estresse comum:

    Sensação de sobrecarga, mas ainda com energia para realizar tarefas
    Irritabilidade pontual
    Cansaço que melhora com descanso
    Manutenção do interesse pelo trabalho, apesar da pressão

    Burnout:

    Exaustão intensa e constante, mesmo após descanso
    Sensação de “não dar conta” ou de estar no limite
    Desânimo, apatia ou distanciamento emocional do trabalho
    Queda de produtividade e dificuldade de concentração
    Sintomas físicos frequentes (insônia, dores, alterações no apetite)
    Sentimento de ineficácia ou falta de sentido no que faz

    Sobre o afastamento, ele pode ser necessário quando os sintomas começam a impactar de forma significativa o funcionamento da pessoa — seja na vida profissional, pessoal ou na saúde física e emocional.

    Alguns sinais de alerta para considerar o afastamento:
    Quando há esgotamento persistente, sem melhora com pausas
    Quando surgem sintomas de ansiedade ou depressão associados
    Quando há prejuízo importante no desempenho ou nas relações

    Nesses casos, é fundamental buscar avaliação de um profissional de saúde mental. O acompanhamento psicológico (e, se necessário, psiquiatra) ajuda não só na recuperação, mas também na construção de estratégias para um retorno mais saudável ao trabalho.


  • ola me chamo monique e tenho 27 anos, minha pergunta é, qual profissional tenho que procurar para sa

    ola me chamo monique e tenho 27 anos, minha pergunta é, qual profissional tenho que procurar para saber se tenho TDAH, pois trenho dificuldade nas areas de todas digo todas as materias, nao consigo absorver nada .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lizandra Coelho

    Olá, boa tarde!
    Procure um(a) profissional formado em neuropsicologia para fazer uma avaliação neurocognitiva. Com os testes aplicados, somado à investigação longitudinal e a análise dos prejuízos percebidos pode ser possível chegar a conclusão se existe ou não um diagnóstico. A dificuldade nas matérias pode estar associado a outros fatores que não são explicados, necessariamente, pelo TDAH. Por exemplo, nível de interesse e motivação para o assunto, qualidade do sono, aspectos emocionais envolvidos no processo de aprendizado.. Espero que consiga realizar a avaliação e o tratamento para a sua dificuldade, independente de ter ou não um diagnóstico.


  • Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lizandra Coelho

    Bom dia!

    A desrealização costuma ser uma experiência bastante desconfortável e, muitas vezes, assustadora — é comum que a pessoa sinta como se estivesse “desconectada” da realidade ou como se tudo ao redor não fosse totalmente real.

    Esse sintoma pode aparecer em diferentes condições, como transtorno de pânico, TEPT (transtorno de estresse pós-traumático), estresse agudo e transtornos dissociativos, especialmente quando há uma sobrecarga emocional significativa.

    Sobre o tempo de duração: não existe um prazo exato para que os sintomas desapareçam, pois isso depende diretamente da causa e da forma como o organismo está respondendo ao que está sendo vivido.

    Por outro lado, existe um ponto importante: a desrealização não surge “do nada”. Ela é um sinal de que algo precisa ser olhado com mais cuidado. E é justamente a partir dessa compreensão que o tratamento se torna mais eficaz.

    Com uma avaliação adequada, é possível identificar a origem do sintoma e iniciar um acompanhamento direcionado. A terapia cognitivo-comportamental costuma trazer bons resultados, ajudando a reduzir os sintomas e a desenvolver estratégias para lidar com eles no dia a dia. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também pode ser indicado.

    Se esse é um sintoma que está presente na sua rotina, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para recuperar a sensação de segurança e conexão com a realidade.


  • É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro

    É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro dia a tristeza volta.
    Passo a maior parte do tempo neutra e não consigo achar um modo de me sentir mais alegre no dia a dia, já vi muitas brigas dentro da minha própria casa e isso me persegue até hoje.
    (Isso vem me atormentando, porque imagino meu futuro sendo algo ruim)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lizandra Coelho

    Olá, boa tarde! Não, não é natural se sentir triste na maior parte do tempo. Embora todos nós passemos por momentos difíceis, quando essa tristeza se torna constante, mesmo após situações agradáveis, é sinal de que algo dentro de você precisa de cuidado e atenção.

    Você mencionou ter vivenciado muitas brigas dentro de casa — experiências assim, especialmente se acontecem por muito tempo ou em fases sensíveis da vida, podem impactar profundamente a forma como sentimos e enxergamos o mundo. Às vezes, o corpo e a mente continuam em "alerta", mesmo quando o ambiente já mudou.

    É muito importante que você esteja notando que está se sentindo assim, e não está no piloto automático, apenas seguindo os dias sem notar as emoções que está sentindo. Não sei por quanto tempo você tem se sentindo dessa forma, mas se já tiver muitos dias, considere procurar ajuda profissional.


  • Existe TOC mental? Digo, sem ser o tipo de DOC em que você precisa realizar repetidas vezes a mesma

    Existe TOC mental? Digo, sem ser o tipo de DOC em que você precisa realizar repetidas vezes a mesma ação. Um TOC que só acontece na sua cabeça. Os mesmos tipos de pensamento sempre se repetindo dentro da sua cabeça, não necessariamente pensamentos negativos, só persistentes mesmo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lizandra Coelho

    O TOC é caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões.

    As obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são percebidos como intrusivos e indesejados e podem causar bastante sofrimento e ansiedade.

    Já as compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais que um indivíduo se sente forçado a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente.

    É comum observar nos pacientes com TOC crenças disfuncionais, uma tendência a superestimar os pensamentos e uma necessidade de controlá-los.

    Seria interessante você procurar ajuda para entender se no seu caso seriam as obsessões presentes no transtorno obsessivo-compulsivo, ou se seriam melhor explicadas por outros fatores.

    Importante observar também o nível de sofrimento e/ou prejuízos sentidos no seu dia-a-dia.


  • Olá! Me chamo Gabriel e possuo 22 anos de idade. Apesar da pouca idade, minha vida sempre foi bastan

    Olá! Me chamo Gabriel e possuo 22 anos de idade. Apesar da pouca idade, minha vida sempre foi bastante conturbada, principalmente com problemas financeiros.
    Há um ano atrás conheci as apostas esportivas, um mercado que me aparentava ser bastante atraente para ter uma melhora financeira e um desafogo nas contas. No começo, consegui faturar 2 mil em um curto prazo de tempo, o que foi maravilhoso. Porém, fui ficando cada vez mais ambicioso em aumentar minha renda.. Resultado? Fui perdendo, perdendo e perdendo. Cada vez que eu perdia, eu depositava mais dinheiro em busca de recuperar o valor perdido, mas aí eu perdia mais e mais. Hoje me vejo com o nome sujo, sem cartão de crédito e com uma perca de 15 mil, o que está torturando minha mente dia após dia, pois como dito anteriormente, não tenho uma boa realidade financeira e esse dinheiro me faz muita falta. Sei que a responsabilidade foi/é toda minha, mas há meses estou com uma angústia enorme por conta disso, não tenho mais vontade de comer, ir à academia, sair, entre outras coisas.. minha cabeça não para de pensar na besteira que fiz, atrapalhando até na minha relação com as pessoas ao meu redor. Resumindo, gostaria de dicas/conselhos que me ajudem a superar e extinguir essa angústia do meu peito.
    Muito obrigado pela atenção!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lizandra Coelho

    Oi Gabriel, sinto muito que você tenha passado por essa situação. Infelizmente, tem sido cada vez mais comum relatos como o seu.

    Para lidar com a angústia acredito que será importante desenvolver aceitação da realidade e dos seus sentimentos tal qual eles são, além de avaliar as melhores formas para resolver o problema relacionado ao prejuízo financeiro e social que se apresenta no momento presente.

    É possível que a angústia que você está sentindo esteja comunicando que coisas ou pessoas importantes para você foram feridos no processo, então, tente se perguntar que coisas são essas e o que você pode fazer para se aproximar ou reaproximar delas.

    Avalie também a possibilidade de iniciar psicoterapia caso continue sentindo dificuldade para lidar com a situação.


  • Tenho medo de vomitar, ou ver alguém vomitando, tenho Pânico. Onde vou levo dramin, e confesso tomar

    Tenho medo de vomitar, ou ver alguém vomitando, tenho Pânico. Onde vou levo dramin, e confesso tomar quase todos os dias, acredito que seja coisa da minha cabeça já, oque faço ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lizandra Coelho

    O que você descreve trata-se de uma fobia específica relacionada ao vômito, que pode gerar pânico e levar à evitação de situações e ao uso frequente de medicações, conforme vem acontecendo com você.

    O uso quase diário de Dramin pode aliviar momentaneamente, mas não trata a causa do medo e com o passar do tempo pode até reforçar a ansiedade.

    A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, é bastante eficaz nesses casos e pode te ajudar a recuperar qualidade de vida.

    Buscar ajuda profissional é um passo importante. Estou à disposição para te acompanhar no tratamento.


Autor

Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.