Perguntas do paciente (4)

  • Quais são as estratégias de "Regulação Emociona" para pessoas com Transtorno de Personalidade Border

    Quais são as estratégias de "Regulação Emociona" para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liziani Bolton

    De forma geral, a regulação emocional no TPB não significa “controlar” ou “bloquear” emoções. Pelo contrário, trata-se de aprender a reconhecer, compreender e lidar com emoções muito intensas, sem que elas passem a dominar os comportamentos ou os relacionamentos.

    A Rotulação emocional é uma estratégia fundamental para aprender a nomear as emoções. Embora pareça simples, muitas pessoas com TPB vivenciam emoções de forma intensa e misturada. Conseguir identificar e colocar em palavras o que se sente, como “estou com raiva”, “estou com medo” ou “estou me sentindo rejeitado”, pode contribuir bastante para reduzir a intensidade da emoção.

    Outra estratégia amplamente utilizada é a técnica STOP, da Terapia Comportamental Dialética (DBT). Ela é especialmente útil em momentos de forte ativação emocional e ajuda a interromper reações impulsivas. STOP significa: parar, respirar, observar o que está acontecendo (emoções, pensamentos e impulsos) e prosseguir com consciência. Estudos mostram que essa pausa favorece a diminuição da ativação fisiológica e aumenta o controle consciente sobre a resposta emocional, reduzindo comportamentos impulsivos e autolesivos.

    Essas habilidades são aprendidas e fortalecidas no contexto da psicoterapia, sendo a DBT uma das abordagens com maior respaldo científico para o tratamento do TPB.


  • O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liziani Bolton

    Não. **O objetivo do psicólogo não é “mudar a forma de pensar” do paciente de maneira impositiva.**

    O trabalho psicológico consiste em **ajudar o paciente a compreender como seus pensamentos, emoções e comportamentos se relacionam**, identificar padrões que mantêm o sofrimento e **ampliar alternativas mais funcionais**, quando esses padrões estão causando prejuízo.

    Em abordagens baseadas em evidências, como a **Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)**, o foco é:

    * Desenvolver **consciência dos próprios pensamentos**
    * Avaliar se esses pensamentos são **úteis, realistas e flexíveis**
    * Construir, de forma colaborativa, **novas perspectivas e estratégias de enfrentamento**

    Ou seja, o psicólogo **não diz como o paciente deve pensar**, mas oferece ferramentas para que ele possa **pensar com mais clareza, autonomia e equilíbrio emocional**, promovendo mudanças consistentes no bem-estar e no funcionamento diário.


  • Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz

    Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liziani Bolton

    Os sintomas que você descreve desânimo persistente, choro frequente e falta de vontade de realizar atividades, são comumente associados a quadros depressivos, mas **não permitem diagnóstico por si só**. É necessária uma **avaliação psicológica adequada**.

    Mais importante do que o “tipo” de psicólogo é a **abordagem terapêutica baseada em evidências científicas** para esses sintomas. A abordagem com **melhor evidência** é a **Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)**.

    A TCC é indicada quando há **humor deprimido**, **anedonia** (perda de prazer ou interesse), **choro fácil**, **evitação de atividades** e **pensamentos negativos recorrentes**, entre outros sintomas.

    O tratamento envolve **ativação comportamental** (retomar ações mesmo sem motivação inicial), **identificação e modificação de padrões cognitivos disfuncionais** e **estruturação de rotina com metas graduais**, sempre de forma individualizada.


  • Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?

    Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Liziani Bolton

    A única forma confiável de saber se uma pessoa apresenta transtorno de ansiedade ou transtorno do pânico é por meio de uma avaliação clínica realizada por um psicólogo ou psiquiatra. Não é possível confirmar um diagnóstico apenas pelos sintomas isolados.
    De forma geral, a ansiedade costuma envolver preocupação excessiva e persistente, tensão física, inquietação, dificuldade de relaxar, alterações no sono e sensação constante de alerta. Já o transtorno do pânico é caracterizado por crises súbitas e intensas de medo, acompanhadas de sintomas físicos como taquicardia, falta de ar, tontura, sudorese, tremores e medo de morrer ou “perder o controle”, mesmo sem um perigo real imediato.
    Com base nessa avaliação, é possível diferenciar ansiedade generalizada, transtorno do pânico ou outros quadros relacionados e indicar o tratamento mais adequado, geralmente com psicoterapia baseada em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
    Se os sintomas forem intensos, recorrentes ou limitarem sua vida diária, buscar ajuda profissional é fundamental.


Perguntas frequentes

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