Perguntas do paciente (155)
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Quando eu vou jogar futebol, principalmente com pessoas mais velhas, eu sinto muito medo e ansiedade
Quando eu vou jogar futebol, principalmente com pessoas mais velhas, eu sinto muito medo e ansiedade. Sinto medo de errar, medo de ser criticado, julgado e entre outros. Também sinto sintomas físicos como coração acelerado, pernas tremendo, respiração curta, músculos rígidos e tensionados, e tenho muitos pensamentos negativos, e entre outros sintomas. Eu já tomo 100mg de sertralina, me ajudou bastante na ansiedade do dia a dia, mas quando eu vou jogar futebol, eu continuo com esse medo e essa ansiedade muito forte. Isso se dá pelo fato de que eu tenho crenças centrais e intermediárias negativas e pensamentos negativos?Eu gostaria de saber se tem como eu perder esse medo e essa ansiedade, seja aumentando a dose de sertralina para 200mg(não vou fazer isso sem a orientação do psiquiatra), ou fazendo terapia TCC. Pois eu já estou sem esperanças e creio que não tem como eu perder esses medos e essa ansiedade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado ao medo de avaliação e às interpretações negativas sobre errar ou ser julgado. Na TCC, crenças e pensamentos automáticos podem contribuir para manter esse ciclo, mas não são necessariamente a única explicação. Os sintomas físicos também podem aumentar a sensação de ameaça e reforçar o medo. O fato de a sertralina ter ajudado na ansiedade cotidiana, mas não eliminar essa situação específica, não significa que não haja possibilidade de melhora. A dose do medicamento deve ser discutida com seu psiquiatra, que poderá avaliar benefícios, efeitos e outras possibilidades. A TCC pode ajudar diretamente no medo de avaliação e na exposição gradual, enquanto outras formas de tratamento podem também investigar o significado que essas situações de erro, crítica e julgamento assumem para você. O mais importante é que esse medo não precisa ser visto como permanente: há caminhos para compreendê-lo e reduzi-lo.
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Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me o
Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me olhando, mesmo sem eu ter qualquer interesse nele, fico com medo de estar fazendo algo errado. Às vezes sinto que até me preocupar com a opinião desse homem seria uma forma de traição ao meu namorado. Por que tenho essa sensação de culpa e esses pensamentos, mesmo sabendo racionalmente que não estou fazendo nada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem ? Então, o fato de um pensamento aparecer não significa que você tenha escolhido pensá-lo ou que ele revele um desejo. Pela via da psicanálise, pode ser interessante justamente investigar por que determinadas situações despertam tanta culpa e a necessidade de garantir que você não está fazendo nada errado. Talvez o olhar de um homem tenha adquirido um significado muito maior do que a situação concreta, fazendo surgir uma cobrança para controlar até aquilo que você sente ou imagina que os outros pensam. Também chama atenção a ideia de que até se preocupar com a opinião de alguém poderia significar uma traição. Essa exigência de controlar pensamentos, sentimentos e reações pode acabar alimentando a própria ansiedade. Em vez de buscar uma certeza absoluta de que você não fez nada errado, o trabalho pode ser compreender de onde vem essa necessidade de se responsabilizar por acontecimentos que não estão sob seu controle. O que significa, para você, ser fiel? E por que isso precisa envolver um controle tão rigoroso sobre a própria vida psíquica?
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É verdade que para tentar algo com uma moça não pode falar na primeira vez que ver ela a frase se el
É verdade que para tentar algo com uma moça não pode falar na primeira vez que ver ela a frase se ela quer namorar isso elas não aceitam e todas só aceitam se fazer perguntas e longo tempo de conversa sutil?? A mente feminina não aceita já perguntar na hora a primeira vez se ela quer namorar? A mente delas só aceitam com um longo período de conversas e perguntas Sutil primeiro pra depois de vários dias perguntar isso é tipo uma lei da mente delas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe uma “lei da mente feminina” que determine que mulheres só aceitam um relacionamento depois de longas conversas ou que rejeitem necessariamente uma pergunta direta. Pessoas têm formas diferentes de se relacionar, e o interesse também depende da situação, da intimidade já existente e da maneira como a abordagem acontece. Perguntar diretamente pode ser recebido de maneiras diferentes por pessoas diferentes.
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Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicad
Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicados nas fases iniciais da minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Experiências em que suas percepções, sentimentos ou necessidades foram desacreditados podem fazer com que, na vida adulta, você passe a desconfiar do próprio julgamento. Em vez de reconhecer o que sente como válido, pode surgir a necessidade constante de confirmar com alguém se você está exagerando, interpretando errado ou sendo “sensível demais”.
Pela via da psicanálise, talvez o caminho não seja simplesmente aprender a confiar em si, mas compreender como essa desconfiança foi construída e em quais situações ela se repete hoje. Que voz aparece quando você duvida de si? O que você imagina que aconteceria se confiasse na própria percepção? Aos poucos, reconhecer a própria experiência pode deixar de depender da validação do outro.
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Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, enc
Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, encontro indiferença. Tenho medo de que a terapia esteja criando uma expectativa que a realidade não sustenta.
Porque o psicólogo me faz sentir acolhido e numa atmosfera e perspectiva de compreensão, reflexão, diálogo e atenção que não existe no mundo lá fora do consultório e das sessões? No mundo lá fora o que eu vejo são pessoas que não querem saber de mim e dos meus sentimentos. Sendo assim e isto constatado, porque o psicólogo faz parecer que o mundo é um lugar bom e fácil de encaixar e que é preciso ter amigos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença que você percebe pode ser justamente uma parte importante do trabalho terapêutico. O consultório é um espaço construído para que você possa falar, ser escutado e pensar sobre o que sente, algo que não é uma condição de todas as relações cotidianas. Isso não significa que o psicólogo esteja tentando convencer você de que o mundo é compreensivo ou que as pessoas sempre estarão disponíveis para acolher seus sentimentos. A realidade também envolve indiferença, desencontros e relações pouco cuidadosas.
Ao mesmo tempo, experimentar uma relação em que você se sente escutado pode ajudar a perceber que nem toda relação precisa funcionar como aquelas em que você encontrou indiferença. Na clínica, não se trata necessariamente de ensinar que você precisa ter muitos amigos ou que o mundo é um lugar fácil de se encaixar. Pode ser mais interessante compreender o que você espera dos outros, o que encontra nas relações e que tipo de vínculo realmente faz sentido para você. O acolhimento da terapia não precisa ser uma promessa sobre o mundo, mas uma experiência a partir da qual você pode pensar sobre ele.
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O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo
O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo pra conseguir resolver, até tenho um posicionamento sobre e tô tentando não mexer no assunto que me angustia, mas fico com medo de não ser toc ou até ser mas eu ainda estar em risco quanto ao conteúdo, daí tudo até mesmo o mecanismos pra superar o toc eu duvido, pq pode ser que eu esteja fazendo errado e fico perdida na minha cabeça, parece que eu não tenho certeza de nada e ainda me cobro pra viver normal e sentir algum orgulho de mim, mas não consigo pq parece que eu não tô vivendo certo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve parece muito desgastante, principalmente porque até as tentativas de melhorar acabam sendo colocadas em dúvida. No TOC, a busca por certeza pode se tornar parte do próprio problema: surge uma dúvida, você tenta resolvê-la, sente algum alívio e logo aparece outra dúvida sobre se resolveu corretamente. Isso pode acontecer inclusive com questões religiosas e morais. Talvez o caminho não seja encontrar a resposta perfeita para garantir que você não está em risco ou que está fazendo tudo certo. O tratamento pode ajudar a tolerar gradualmente essa incerteza sem transformar cada pensamento em algo que precisa ser analisado ou resolvido. E sentir dúvida, angústia ou medo não significa que você esteja fazendo algo errado.
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Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido
Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido a nenhuma outra), mas eu sempre tenho a sensação que estou falando coisas muito confusas nas minhas consultas, que eu nem sempre falo o que eu estou sentindo de verdade ou que eu não exponho o que eu realmente deveria, mesmo que sem querer. Ás vezes parece que eu não sei responder a nenhuma pergunta dirigida a mim ou que eu fico tão nervosa para responder que eu acabo respondendo qualquer coisa sem analisar bem. Eu gostaria saber se é comum sentir isso durante as primeiras sessões e como eu posso melhorar isso ou conseguir externalizar os problemas que eu quero trabalhar na terapia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum que, no início, seja difícil organizar o que dizer. Pela via da psicanálise, não é necessário chegar à sessão com um relato pronto ou saber exatamente o que deveria ser dito. A associação livre parte justamente da possibilidade de falar sem organizar previamente o discurso. Esquecer, hesitar, mudar de assunto ou não saber responder também pode fazer parte do que aparece no trabalho.
O próprio nervosismo diante das perguntas pode ser importante: o que você imagina que o psicólogo espera que você responda? Existe medo de dizer algo errado, de ser julgada ou de não conseguir se explicar? A transferência também pode aparecer nesses momentos, fazendo com que sentimentos e expectativas em relação a outras relações sejam atualizados na relação com o analista. Por isso, dizer “não sei o que responder” ou “estou com dificuldade de falar” já pode ser uma maneira de começar a trabalhar aquilo que está acontecendo.
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Olá É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?
Olá
É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tudo bem? Pode acontecer, mas isso não significa que seja necessariamente adequado ou útil em qualquer situação. Um psicólogo pode, em alguns momentos, compartilhar algo pessoal se isso tiver uma função no trabalho clínico e estiver a serviço do paciente. O problema é quando a conversa passa a se concentrar na vida do profissional, desviando o foco do que está sendo trabalhado.
Também é importante observar como você se sente com essas interrupções. Se elas fazem você se sentir sem espaço para falar, desconfortável ou pouco escutado, isso pode ser conversado diretamente com o psicólogo. Na própria relação terapêutica, sua reação a esse comportamento pode ser importante para compreender o que está acontecendo. Se, ainda assim, você sentir que seus limites não estão sendo respeitados, procurar outro profissional também é uma possibilidade.
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É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter? Ontem eu estava acordando, ainda c
É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter?
Ontem eu estava acordando, ainda com muito sono, em tinha aberto os olhos ainda, quando do nada me veio na cabeça um cara que um dia gostei e sorri. Assim que abri os olhos, pensei: “Ué, mas eu nem gosto mais dele. Essa pessoa me fez passar por coisas ruins, então por que eu tive essa reação?”
Passei o dia remoendo isso e me sentindo culpada, porque eu sei que não gosto mais dele e não quero voltar a ficar com ele. Mas aquele momento me fez questionar se uma reação espontânea pode significar alguma coisa.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, não partimos da ideia de que tudo o que sentimos é escolhido ou controlado conscientemente. Pensamentos, lembranças e afetos podem surgir sem que tenhamos decidido produzi-los. Um sorriso ao acordar, portanto, não precisa ser entendido como uma declaração de que você ainda gosta daquela pessoa ou deseja voltar para ela. O inconsciente não funciona como uma escolha racional e imediata, e uma reação espontânea não tem um significado único que possa ser decifrado de forma automática.
Talvez a questão mais interessante seja justamente o que aconteceu depois: você passou o dia tentando entender aquele sorriso e buscando uma certeza sobre o que ele “significava”. Na perspectiva psicanalítica, pode ser mais produtivo investigar essa necessidade de interpretar e controlar cada manifestação afetiva do que tentar provar que você não sente mais nada. É possível ter sentimentos contraditórios, lembranças agradáveis de alguém que também nos fez mal e afetos que não correspondem às nossas escolhas atuais. Isso não invalida aquilo que você decidiu para a sua vida.
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Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u
Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma pessoa cresce sentindo que suas necessidades emocionais ficam em segundo plano, pode aprender a considerar o desejo do outro mais legítimo ou urgente que o seu. Com o tempo, colocar-se em primeiro lugar pode despertar culpa, como se cuidar de si significasse abandonar ou prejudicar alguém.
O trabalho não seria simplesmente “tirar uma força negativa” de dentro de você ou aprender a se colocar sempre em primeiro lugar. Seria investigar de onde vem essa culpa, para quem você sente que precisa renunciar aos seus desejos e o que imagina que aconteceria se começasse a escolher também por si. Aos poucos, pode ser possível diferenciar egoísmo de consideração por si mesmo: ter desejos próprios não significa deixar de se importar com os outros.
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu trabalharia isso em terapia não apenas tentando diminuir o medo da rejeição, mas entendendo o que você faz com esse medo. Em algum momento, pode ser importante se perguntar: essas características — sua inteligência, dedicação, cuidado com a aparência, objetividade, atenção aos detalhes — são importantes o suficiente para você a ponto de aceitar que, em alguns contextos, alguém possa julgá-las, invejá-las ou até zombar delas? Ou existem aspectos da sua forma de se apresentar que você realmente gostaria de ajustar para ser mais bem recebido socialmente?
A questão não é escolher entre “ser totalmente você mesmo” ou “se adaptar completamente aos outros”. A vida social sempre envolve algum grau de adaptação. O trabalho terapêutico pode ajudá-lo a diferenciar uma mudança feita por escolha, porque faz sentido para você, de uma mudança feita por medo, para evitar a rejeição. Assim, você deixa de apenas reagir ao julgamento dos outros e passa a escolher conscientemente o que vale a pena preservar, o que vale a pena flexibilizar e quais rejeições você está disposto a suportar para não precisar se diminuir.
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Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Acho que essa pergunta já começa com uma armadilha: não existe uma resposta objetiva para o que torna alguém interessante ou atraente. O que desperta interesse em uma pessoa pode ser justamente aquilo que passa despercebido, ou até incomoda, em outra.
Talvez, então, o caminho não seja descobrir uma fórmula para se tornar interessante, mas construir uma relação consigo mesmo em que você tenha curiosidade sobre quem é, desenvolva interesses, sustente suas opiniões, experimente coisas novas e tenha espaço para mudar de ideia. Isso costuma produzir uma pessoa mais viva, e não necessariamente mais “atraente”.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para falar em Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), não basta ter pensamentos repetitivos, preocupação excessiva ou alguns comportamentos que você sente necessidade de repetir. O diagnóstico considera a presença de obsessões, compulsões ou ambas. Obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e indesejados, que costumam provocar ansiedade ou desconforto. Compulsões são comportamentos ou atos mentais repetitivos realizados para aliviar esse desconforto ou evitar que algo ruim aconteça. Além disso, esses sintomas precisam consumir tempo significativo ou causar sofrimento e prejuízos reais na vida da pessoa, e não serem melhor explicados por outra condição ou pelo uso de alguma substância.
Por isso, mais importante do que tentar descobrir sozinho se “é TOC” é entender o que está acontecendo e qual tratamento será mais adequado. Mesmo quando os sintomas parecem muito característicos, existem diferentes formas de apresentação do TOC e outras condições que podem produzir experiências semelhantes. Uma avaliação psicológica ou psiquiátrica pode ajudar a fazer essa diferenciação e, principalmente, a identificar quais mecanismos estão mantendo o sofrimento.
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Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu
Olá, boa noite.
Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
Eu deveria procurar ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode aparecer em diferentes situações e não é possível dizer, apenas por esse relato, qual seria a explicação. Mas é sofrimento suficiente para merecer atenção e cuidado, mesmo que você ainda não saiba exatamente como nomeá-lo.
Eu começaria por um psicólogo e, dependendo da avaliação, também consideraria uma avaliação psiquiátrica.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu entendo a lógica: se os vínculos terminam, pode parecer mais seguro não depender deles. Só que existe uma diferença entre ser autossuficiente e se proteger do risco de perder alguém. Amizades, assim como outros relacionamentos, não precisam durar para sempre para terem sido importantes. Algumas pessoas vão embora por mudanças na vida, trabalho, namoro, distância… e isso não significa necessariamente que o vínculo anterior tenha sido um erro ou que tenha deixado apenas uma lacuna para ser preenchida.
Talvez a questão para trabalhar em terapia não seja “como encontrar amigos que nunca vão embora?”, porque esse tipo de garantia não existe. Pode ser mais interessante entender o que significa, para você, quando alguém vai embora e por que a perda parece exigir que você deixe de investir novamente.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Acho que existe uma diferença importante entre não ter planos para a própria vida e não querer perder a possibilidade de construí-los. Você pode estar sem objetivos claros hoje e, ainda assim, sentir medo de que a gravidez determine o caminho que sua vida vai seguir. Talvez esse pensamento de que “a vida será do bebê” esteja expressando justamente o receio de que, depois de tanto tempo se sentindo sem viver algumas experiências, você finalmente perca a oportunidade de descobrir quem é, o que gosta e o que gostaria de construir.
E não acho que você precise resolver tudo agora, nem sentir imediatamente que a gravidez é algo maravilhoso. É possível amar um filho e, ao mesmo tempo, sentir medo, ambivalência, tristeza ou até ressentimento pelas mudanças que ele representa. O que me parece importante é não abandonar a construção da sua própria vida por causa da maternidade. Seus projetos, amizades, trabalho, interesses e descobertas continuam podendo existir, ainda que precisem assumir outras formas. Como você está grávida e relata um sofrimento psicológico importante, eu buscaria acompanhamento psicológico também para poder falar sobre esses sentimentos sem precisar julgá-los.
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Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2
Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.
Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu não esperaria uma idade “ideal” para começar a falar. Mesmo que essa criança nunca tenha conhecido o pai, ele faz parte da história dela: foram dois anos de vida em que ele existiu de alguma forma em sua história familiar. Se esse assunto simplesmente deixar de existir, pode haver uma lacuna na narrativa sobre a própria origem da criança. Ela pode não compreender isso agora, mas, conforme crescer, poderá perceber que existe uma parte de sua história sobre a qual os adultos não falam. Por isso, eu não esconderia a informação, mas a apresentaria de maneira gradual e compatível com cada idade.
A compreensão da morte também muda com o desenvolvimento. Aos 3 anos, a criança ainda tende a ter uma compreensão bastante concreta e pode não entender a irreversibilidade da morte. Pode perguntar quando a pessoa volta ou imaginar que ela está apenas dormindo. Entre aproximadamente 5 e 7 anos, começa a compreender melhor que a morte é permanente e que todos os seres vivos podem morrer; a noção de que isso é definitivo vai ficando mais elaborada ao longo da infância. A ideia mais abstrata de eternidade, tempo e universalidade da morte costuma se consolidar progressivamente, não de uma vez. Por isso, não é necessário dar uma grande explicação agora: é possível dizer a verdade em pequenas doses, responder ao que ela perguntar e permitir que essa história seja construída com ela ao longo do desenvolvimento. O padrasto também pode continuar ocupando seu lugar afetivo, sem que isso exija apagar o pai biológico da história.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu acho importante não transformar essa dúvida em uma obrigação de recuperar exatamente o sentimento que existia três anos atrás. Sentimentos não funcionam muito bem quando são colocados sob fiscalização: quanto mais você procura desesperadamente uma certeza sobre o que sente, mais a ansiedade pode ocupar o espaço da própria experiência. Pode ser interessante olhar para o relacionamento com curiosidade, perceber o que se perdeu, o que permanece e o que pode ser construído novamente. Às vezes, a conexão não precisa ser “recuperada”; ela precisa ganhar uma nova forma.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo mostra justamente uma diferença importante: melhorar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida, quieta ou séria. Você mesma percebe que, depois de seis meses, consegue interagir melhor e sente menos ansiedade. Isso é evolução. Os comentários das pessoas podem incomodar, mas uma coisa é aprender a lidar com eles; outra, bem diferente, é transformar esses comentários em uma exigência para a sua “cura”. Você não precisa se tornar uma pessoa falante e extrovertida para provar que está melhor.
Talvez o trabalho seja conseguir ouvir “você é muito quieta” sem imediatamente traduzir isso como “tem algo errado comigo”.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pesquisar sintomas pode atrapalhar, principalmente quando a pesquisa vira uma tentativa de ter certeza de que você não tem determinada doença. É comum acontecer um ciclo: você sente algo ou passa por uma situação difícil, pesquisa para tentar entender, encontra uma lista de sintomas, começa a observar se também apresenta aqueles sinais, fica mais ansioso, percebe mais sintomas e sente necessidade de pesquisar novamente. Isso não significa que a pesquisa “criou” uma fobia social, mas ela pode ter aumentado muito a sua atenção e o medo em relação às situações sociais.
A terapia pode ajudar justamente a interromper esse ciclo e a entender o que está acontecendo com você, sem precisar transformar cada sensação em um diagnóstico. A medicação também pode precisar de algum tempo para apresentar efeito, então não é recomendável concluir que ela não está funcionando antes de conversar com o profissional que a prescreveu. E, se você já começou a evitar sair de casa, é importante trabalhar isso gradualmente, porque quanto mais evitamos uma situação por medo, mais ameaçadora ela pode parecer.
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Perguntas frequentes
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Estou querendo tomar chá de unha de gato e uxi amarelo porem tomo sertralina. Posso tomar ?
Não existem estudos clínicos de boa qualidade que garantam a segurança da…