Perguntas do paciente (155)
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é um sofrimento bastante importante, e alguns desses sintomas podem aparecer em quadros depressivos: choro frequente, falta de energia e interesse, sensação de vazio, dificuldade de concentração, alterações na memória e uma vontade muito grande de se isolar. A ansiedade também pode contribuir bastante para dificuldades de concentração e para essa sensação de que a mente “não está funcionando como antes”. Mas existem outras possibilidades, inclusive questões físicas e emocionais, então não seria responsável afirmar um diagnóstico apenas a partir desse relato.
Como isso já dura cerca de dois meses e está afetando sua escola, seus relacionamentos e até atividades que antes eram simples para você, eu procuraria uma avaliação profissional. Um psicólogo pode ajudar a entender o que está acontecendo emocionalmente, e uma avaliação médica também pode ser importante para investigar outras causas. E tem algo que merece atenção especial: quando você diz que gostaria de ficar deitada na cama “para sempre”, é importante perceber se isso é apenas uma vontade de fugir de tudo ou se aparecem pensamentos de morrer ou de se machucar. Se isso estiver acontecendo, procure ajuda imediatamente e converse com alguém de confiança.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, a transferência acontece quando sentimentos, expectativas e formas de se relacionar que foram construídos em outras relações acabam sendo atualizados na relação com quem analisa. Por isso, é possível sentir admiração, paixão, desejo sexual, raiva, necessidade de aprovação ou uma sensação muito intensa de intimidade. E isso pode, sim, se confundir com um interesse amoroso “real”. A própria relação analítica favorece isso: existe uma assimetria, uma pessoa procura ajuda e a outra ocupa uma posição de escuta e de saber, o que pode fazer com que fantasias e expectativas ganhem uma força muito particular naquele vínculo. Isso não significa que o sentimento seja “falso”; significa que ele pode ter sentidos que vão além da pessoa concreta da psicóloga.
Uma coisa importante é diferenciar trabalhar uma fantasia de colocá-la em prática na relação real. Você não precisa descobrir sozinha se é transferência ou se está realmente apaixonada: pode falar sobre isso diretamente com sua psicóloga. Na verdade, esses sentimentos podem ser bastante importantes para o trabalho analítico. A partir daí, vocês podem investigar o que esse desejo representa, sem precisar transformá-lo em uma relação amorosa ou sexual. E existe um limite ético muito claro: se a psicóloga corresponder amorosa ou sexualmente a esse interesse e passar a agir a partir dele, estará ultrapassando os limites éticos da relação profissional.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não acho que exista nada de fútil no seu desejo de construir uma relação profunda. Querer compartilhar a vida com alguém é uma necessidade humana legítima, e não significa que você esteja incompleto ou que precise aprender a “se amar” antes de poder amar outra pessoa. Aos 25 anos, você também não está atrasado. Não existe uma idade em que deveríamos já ter descoberto como encontrar a pessoa certa, construir uma carreira, ter estabilidade e finalmente saber como ser feliz. A vida não costuma respeitar essa ordem tão organizada.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! No livro O Demônio do Meio-Dia, Andrew Solomon descreve a depressão como algo que pode deixar uma espécie de vulnerabilidade, fazendo com que determinadas experiências de perda, fracasso, rejeição ou sofrimento tenham um peso maior. Isso ajuda a entender por que, depois de um episódio depressivo, acontecimentos difíceis podem reativar sentimentos que pareciam ter ficado para trás. Mas isso não significa que a depressão esteja literalmente “à espreita” o tempo todo.
Também é importante diferenciar tristeza de uma recaída depressiva. Um acontecimento ruim pode provocar sofrimento intenso sem necessariamente desencadear uma nova depressão. Solomon também destaca que a depressão não é explicada apenas pelas circunstâncias: há uma interação complexa entre história pessoal, biologia, relações e contexto de vida. Por isso, perceber mudanças persistentes no humor, no sono, no prazer e no funcionamento pode ser mais importante do que tentar prever quando a depressão voltará.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a psicoterapia pode ajudar, mas talvez seja importante olhar para além da tentativa de controlar a impulsividade. Na perspectiva psicanalítica, interessa compreender o que está em jogo nesse movimento constante de buscar livros, cursos e novos conteúdos. Pode haver algo no próprio ato de procurar que produza satisfação, enquanto permanecer diante de uma tarefa pode despertar ansiedade, cobrança ou a sensação de que nunca está bom o suficiente.
O perfeccionismo também merece atenção: às vezes, acumular conhecimento pode parecer uma preparação constante para finalmente estar pronto, sem que esse momento chegue. Nesse sentido, o trabalho não seria simplesmente eliminar as distrações, mas compreender a função que elas cumprem e a relação que você estabeleceu com o trabalho, o conhecimento e o próprio desejo. A partir daí, pode ser possível construir outra relação com aquilo que você faz.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro, eu faria uma distinção importante: ter se deparado com um conteúdo perturbador não significa que você tenha desejado aquele conteúdo, muito menos que tenha um transtorno ou seja “viciada”. Pelo que você relata, você viu, percebeu que aquilo lhe causava desconforto e perdeu a vontade de continuar. Isso é bem diferente de procurar repetidamente esse tipo de material por desejo ou excitação. A culpa que veio depois parece ter ganhado uma proporção enorme, como se o simples contato com aquelas imagens dissesse alguma coisa terrível sobre quem você é. Não necessariamente diz.
Também acho importante não tratar esse episódio como uma “recaída” só porque algo parecido aconteceu novamente depois de anos. Talvez o trabalho terapêutico seja justamente compreender por que esse encontro com o conteúdo desperta tanta angústia e culpa e como você passa a interpretar o que aconteceu.
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Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lembrar frequentemente de pessoas que morreram pode fazer parte do processo de elaboração de uma perda, mesmo quando não se trata de alguém muito próximo. A sensação de pena também pode aparecer diante da consciência da própria finitude e daquilo que não pôde ser vivido ou continuado. Por isso, não é necessariamente um sinal de que exista algo errado com você.
Pode ser interessante observar o que essas lembranças despertam além da pena. Você sente saudade, medo, culpa, tristeza, ou fica pensando na própria morte? Para a psicanálise, a questão não seria simplesmente tentar parar de pensar nessas pessoas, mas compreender por que essas lembranças estão ocupando tanto espaço neste momento da sua vida. Se isso estiver causando sofrimento intenso ou interferindo na sua rotina, conversar com um psicólogo pode ajudar a elaborar o significado que essas perdas adquiriram para você.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC, mas não dá para concluir isso apenas pelo relato. O que chama atenção é menos a culpa pela infidelidade — que pode ser uma reação compreensível ao que aconteceu — e mais a necessidade repetida de voltar ao assunto para conseguir certeza de que foi perdoada. Quando a pessoa sente que precisa revisar a história, lembrar detalhes ou pedir confirmação novamente para aliviar a culpa ou a dúvida, pode se formar um ciclo: vem a lembrança e a ansiedade, busca-se uma confirmação, há um alívio momentâneo e depois a dúvida retorna.
Isso pode acontecer em alguns quadros de ansiedade e também aparecer no TOC como uma forma de compulsão, inclusive através de perguntas e busca de garantias. Mas é importante avaliar o funcionamento desse ciclo antes de colocar um diagnóstico. A terapia pode ajudar a trabalhar justamente essa necessidade de certeza e a relação com a culpa. E superar a culpa não significa convencer-se de que o que aconteceu “não foi nada”; pode significar conseguir reconhecer o que fez, assumir a responsabilidade por isso e, ainda assim, permitir-se seguir vivendo sem precisar se punir indefinidamente ou obter novas confirmações de que está perdoada.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível que uma história com pouco afeto tenha influenciado a forma como você reconhece e expressa seus sentimentos, mas isso não significa que exista uma incapacidade de amar. Às vezes, aquilo que não pôde ser reconhecido ou nomeado nas primeiras relações também pode se tornar mais difícil de identificar depois. O fato de você ter percebido o sentimento justamente diante da perda do contato pode indicar que a ausência tornou mais evidente algo que já estava presente.
Pode ser interessante investigar não apenas “como saber se estou apaixonado”, mas como você costuma se relacionar com o próprio desejo. O que acontece quando você percebe que quer alguém? E quando esse desejo não é correspondido? O amor também pode se relacionar com a capacidade de investir em projetos e no próprio futuro, mas não precisa ser uma condição para ter motivação. É possível construir caminhos pessoais a partir dos próprios desejos, mesmo sem estar em uma relação amorosa.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! O uso de materiais entre as sessões é mais comum em abordagens estruturadas, como a TCC, que pode utilizar registros de pensamentos, exercícios, fichas de monitoramento e estratégias para serem praticadas durante a semana. A ideia é ampliar o trabalho para além da sessão, ajudando o paciente a observar padrões e experimentar novas formas de lidar com determinadas situações. Outras abordagens também podem utilizar recursos semelhantes, mas isso não é uma exigência da psicologia.
Na perspectiva psicanalítica, o trabalho não costuma depender de cartões, exercícios ou tarefas para serem realizados entre as sessões. O intervalo também faz parte do processo: aquilo que foi dito pode continuar produzindo efeitos, pensamentos e associações fora do consultório. O objetivo não é necessariamente eliminar o sofrimento entre uma sessão e outra, mas poder construir outras formas de lidar com ele.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que essa mudança desperte culpa e ansiedade, especialmente porque você sabe que sua mãe ficará sozinha. Mas sair de casa não significa necessariamente abandoná-la. É possível continuar construindo uma relação de cuidado e presença mesmo com uma nova configuração de vida. Talvez seja importante diferenciar a preocupação concreta com as necessidades dela da sensação de que você é responsável por não deixá-la sentir solidão.
Também pode ser importante conversar com sua mãe sobre como ela está vivendo essa mudança e pensar juntos em formas de manter o vínculo: visitas, ligações, atividades e outras pessoas com quem ela possa contar.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda de um animal com quem construímos um vínculo pode produzir um luto muito intenso. Além da saudade, pode aparecer a culpa pelo que poderia ter sido feito diferente e a dificuldade de aceitar que um futuro imaginado, como envelhecer ao lado dela, não vai acontecer. Ver outros cachorros pode reabrir justamente essa ausência, lembrando você daquilo que esperava continuar vivendo.
Talvez seja importante não exigir de si mesma que se “conforme” rapidamente. No luto, a questão não é esquecer ou deixar de sentir falta, mas elaborar aos poucos a realidade de uma ausência que não foi escolhida. A culpa também merece ser olhada com cuidado: depois de uma perda, é comum a mente procurar aquilo que poderia ter sido feito para encontrar algum sentido ou controle no que aconteceu. Na perspectiva psicanalítica, pode ser importante dar espaço para essa dor e para a relação que existiu, sem transformar o amor que você teve por ela em uma cobrança permanente.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, um término pode ser vivido como uma experiência de luto. Não se perde apenas a presença da pessoa, mas também planos, expectativas, hábitos e uma ideia de futuro construída a dois. Por isso, é comum haver tristeza, saudade, raiva, dificuldade de aceitar o fim e até uma sensação de vazio. Não existe um tempo único para elaborar essa perda.
Mais do que tentar “superar” rapidamente, pode ser necessário permitir que aquilo que a relação significou seja elaborado. Na psicoterapia, também pode ser importante compreender o que exatamente está sendo perdido com esse término e o lugar que essa relação ocupava na vida da pessoa. Aos poucos, a ausência pode deixar de ocupar o mesmo lugar, sem que isso signifique apagar a história vivida. O objetivo não é esquecer alguém, mas poder seguir construindo a própria vida depois dessa ruptura.
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses objetos podem ter um valor que vai muito além do material. Eles podem guardar lembranças, vínculos, momentos importantes e até uma parte da própria história. Por isso, perdê-los sem ter escolhido isso pode provocar uma sensação de tristeza, impotência e até de violação, especialmente quando outras pessoas decidiram por você o que deveria ou não ser guardado.
Talvez seja importante não se cobrar por achar que deveria “superar” algo que parece pequeno para os outros. O sofrimento não está necessariamente no objeto em si, mas naquilo que ele representava. Pode ser interessante reconstruir essas lembranças de outras formas, através de fotografias, histórias ou objetos que ainda existam, sem tentar substituir aquilo que foi perdido. Aoo mesmo tempo, elaborar essa perda também pode envolver reconhecer que parte da sua história permanece em você, mesmo quando seus objetos já não estão presentes .
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve vai além de uma simples timidez. O medo intenso, os sintomas físicos e o sofrimento antes, durante e depois das interações indicam que seria importante procurar avaliação profissional, especialmente porque isso já está interferindo no trabalho e na sua vida cotidiana. Um psicólogo pode investigar como esse medo se constituiu e como ele funciona hoje. Você não precisa ser carismática, extrovertida ou gostar de falar com todo mundo. A questão é o quanto esse medo tem restringido suas possibilidades. Na perspectiva psicanalítica, também pode ser importante compreender o que está em jogo para você quando se sente exposta ao olhar do outro, e por que uma interação comum pode ser vivida como uma situação tão ameaçadora.
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Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a
Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para pessoas trans maiores de 18 anos, atualmente não há exigência geral de laudo psicológico nem de um tempo mínimo de acompanhamento psicológico para iniciar a terapia hormonal. A Resolução CFM nº 2.427/2025 estabelece que a hormonioterapia cruzada pode ser realizada a partir dos 18 anos, mas não determina que a pessoa precise apresentar laudo psicológico ou cumprir determinado período de psicoterapia.
O acompanhamento psicológico pode fazer parte do cuidado, caso a pessoa queira ou haja indicação clínica, mas não deve ser entendido como uma autorização para que alguém possa realizar a hormonização. Portanto, se um serviço exigir laudo ou determinado período de acompanhamento, é importante perguntar qual norma específica fundamenta essa exigência.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez seja importante perceber que o problema não está necessariamente em defender suas opiniões, mas no que acontece quando alguém discorda de você.Em algumas situações, admitir uma possibilidade diferente pode ser vivido como perder, estar errado ou precisar abrir mão de si mesmo. Por isso, a necessidade de se defender pode aparecer antes mesmo de você conseguir escutar o que o outro está dizendo .
Uma forma de começar a mudar isso é tentar perceber o momento em que você sente que precisa “vencer” a discussão. Antes de responder, pergunte-se:; “Eu estou tentando compreender ou provar que estou certo?”. Também pode ser importante investigar de onde vem essa necessidade de ter razão e o que significa, para você, reconhecer um erro. Mudar de opinião não significa deixar de ter personalidade ou convicções. Em muitos casos, significa conseguir sustentar uma posição sem precisar transformar todas discordâncias em uma ameaça .
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando você imagina que só poderá se sentir realizado entre os 35 e 40 anos, o presente pode parecer apenas uma espera até a vida “começar”. Isso também pode fazer com que você deixe de reconhecer o que já está construindo.
Vale investigar de onde vem essa exigência de estar em determinado lugar em determinada idade e o que significa, para você, “começar a viver”. A raiva de si mesmo pode estar relacionada à cobrança por corresponder a um percurso considerado ideal. Suas metas podem continuar importantes, mas talvez seja possível não transformar o futuro em um prêmio por ter suportado o presente. A vida não precisa começar quando você finalmente alcançar aquilo que espera.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? É possível sim, mas não necessariamente pela tentativa de simplesmente voltar a “se respeitar'. Depois de anos de conflitos e ofensas, é importante compreender o que se estabeleceu entre os dois: quais posições cada um passou a ocupar, o que as brigas repetem e o que sustenta essa dinâmica. Muitas vezes, a relação vai ficando marcada por ressentimentos e formas de tratar o outro que passam a parecer inevitáveis. A partir dessa perspectiva, reconstruir o respeito envolve modificar a própria dinâmica da relação, e não apenas controlar as palavras durante as discussões. Isso pode exigir que cada um reconheça sua participação nos conflitos e consiga falar sobre aquilo que está em jogo sem transformar o outro em inimigo.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tristeza, o choro e a vontade de se isolar podem estar relacionados ao sofrimento de não se sentir compreendida ou validada. Sentir que precisa “pisar em ovos” para expressar seu ponto de vista pode fazer com que você vá acumulando aquilo que não consegue dizer. A terapia pode ser um espaço para elaborar esses sentimentos e entender melhor o que está acontecendo, sem precisar chegar previamente a uma explicação.
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Perguntas frequentes
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O fluoxetina pode fazer a pessoa chorar como efeito colateral? Esse sintoma passa depois ou durante
Nas primeiras semanas de uso da fluoxetina, algumas pessoas podem sentir…