Perguntas do paciente (6)
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Quais exercicios podem ser feitos por quem tem artrose de quadril inicial bilateral?
Quais exercicios podem ser feitos por quem tem artrose de quadril inicial bilateral?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é uma satisfação conversar com você. O paciente com artrose de quadril incipiente (inicial) pode apresentar poucos sinais ou sintomas da doença. Pode-se observar a simples dificuldade de cruzar as pernas, colocar a meia no pé, lavar os pés no banho, desconforto durante a relação sexual, desconforto no joelho do mesmo lado ou difuso (sem conseguir identificar o local). O acometimento bilateral piora consideravelmente o quadro, pois – como em qualquer articulação que passa a funcionar menos – as articulações periféricas tornam-se mais móveis. Pode haver mais dor na coluna lombar, nas articulações sacroilíacas, no púbis e nos joelhos. Que bom que você procurou auxílio médico com antecedência, pois dessa forma reconhece que os seus quadris não são mais articulações normais, evitando atividades de impacto, repetição e com potencial de quedas ao solo. O auxílio, nesse momento, da equipe de fisioterapia é valioso. Exercícios de reforço muscular dos membros inferiores serão prescritos, para a região anterior da perna, panturrilha, posterior da coxa, adutores, quadríceps e musculatura glútea. A observação do padrão de marcha (caminhada) também será realizada, tendo como objetivo a correção de movimentos viciosos, fraquezas e contraturas (encurtamento) musculares. Atenção especial deve ser dada ao músculo glúteo médio, que exerce função primordial na marcha e na estabilidade da articulação do quadril (e depois da prótese). Exercícios de propriocepção também são muito úteis: os tendões e músculos possuem receptores nervosos que informam ao cérebro qual a sua posição, mesmo que você não esteja olhando para o membro ou esteja de olhos fechados. É por isso que conseguimos ficar apoiados em uma perna por determinado tempo sem cair. Esses exercícios são bastante diversificados: equilibrar-se em uma perna somente (primeiro com os olhos abertos e depois fechados), depois o mesmo exercício jogando uma bola tênis na parede, depois o mesmo exercício sobre uma pequena cama elástica, depois o mesmo exercício sobre uma prancha móvel que desliza sobre um cilindro (igual às brincadeiras de circo!). O paciente evolui gradativamente de um para outro exercício. Mesmo que você não possua ainda indicação de realizar a artroplastia total do quadril (prótese), esses exercícios e fortalecimentos musculares irão ajudar bastante. Tendo indicação, a importância aumenta, pois será passado pela equipe de fisioterapia um programa de reeducação corporal, que fará efeito importante no pós-operatório imediato, com redução da dor, perfeito entendimento dos exercícios, alta hospitalar precoce e redução da probabilidade de queda ao solo. Siga as orientações do seu ortopedista e realize acompanhamento com equipe de fisioterapia. Um grande abraço, Lucas Thudium.
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Gostaria de saber se é normal ficar duro ao redor dos pontos pois hj faz 16 dias da cirurgia?
Gostaria de saber se é normal ficar duro ao redor dos pontos pois hj faz 16 dias da cirurgia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é uma satisfação conversar com você. A inflamação faz parte do processo inicial de cicatrização normal da pele. Dessa forma, é normal e esperado que haja algum grau de vermelhidão, dor, desconforto e inchaço local. Em um período inicial forma-se um tecido cicatricial mais rígido, fibroso, com consistência mais endurecida. Com o tempo de maturação da cicatriz, esse endurecimento vai se desfazendo. Períodos mais tardios apresentam retração de pele (discreto “repuxamento” da pele), associado a prurido (coceira), fisgadas e pontadas. Todos esses sintomas são sinais de cicatrização normal. A consistência da pele no local da cirurgia, mesmo depois de muitos anos do procedimento, será sempre discretamente diferente da pele normal, pois houve um corte local associado à manipulação dos tecidos. A longo prazo, massagens locais podem melhorar o aspecto da ferida operatória. ****Deve-se ter atenção aos seguintes sinais de alerta: 1. saída de secreção, seja de aspecto sanguinolento ou amarelado. Mesmo aquela secreção que parece urina (amarelo citrino) deve ser investigada e observada com atenção. Não é normal nem esperado que saia secreção do local da cirurgia. O ideal é uma ferida absolutamente seca. 2. Vermelhidão, após a cicatriz ter voltado ao normal (coloração de pele normal), pode ser sinal de algum tipo de infecção local, seja superficial ou profunda. 3. Dor local desproporcional ao período de pós-operatório. 4. Calor local, sentida pelo paciente ao tocar a pele sobre a ferida operatória (como se fosse uma “febre” local). 5. Febre, medida pelo termômetro, acima de 37,5°C, em evolução ou que não cede aos medicamentos. 6. Deiscência de sutura (abertura dos pontos): quando existe alguma abertura da ferida operatória, após estar totalmente fechada. Outro fator importante é que o paciente siga todas as instruções do seu médico ortopedista. Pontos na pele (aparentes) podem ser dados ou não, dependendo da técnica utilizada pelo cirurgião. Geralmente quando há pontos na pele, eles deverão ser retirados em um período de 10-21 dias. O curativo também faz parte do pós-operatório, sendo manipulado ou não, dependendo das orientações próprias do cirurgião. Um grande abraço, Lucas Thudium.
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Estou tomando Alginac 1000 para Bursite já na 3 doze e a dor não diminuiu nada. É normal?
Estou tomando Alginac 1000 para Bursite já na 3 doze e a dor não diminuiu nada. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é uma satisfação conversar com você. Por vezes, os tendões, músculos e ligamentos (partes moles) passam muito próximos uns dos outros ou próximos dos ossos. Essa íntima relação pode causar danos àquela que for mais sensível, ou a ambas, durante o movimento. Para que não haja esse atrito, colisão ou desgaste, existem pequenas bolsas que se interpõe (ficam no meio) às estruturas. Utilizamos o nome em latim para essa pequena bolsa: Bursa. Geralmente encontram-se próximas às articulações. As bursas podem ser fisiológicas (aquelas que existem normalmente, presentes ao nascimento) e as patológicas (criadas devido a alguma anormalidade, trauma, atrito recorrente, pressão indevida). Mesmo as bursas – que tem como função primordial evitar lesões – podem inflamar, ocorrendo a “bursite”. Caso o seu problema seja uma bursite trocantérica, ela é a mais comum bursite do quadril. Suas causas são inúmeras: trauma, movimentos repetitivos (corrida de rua, dançarinos, subir e descer escadas), quadril feminino (mais largos), joelho valgo (joelho para dentro), etc. É provável que apresente dor pontual ao lado do quadril, na parte de fora. A rotação externa do quadril (cruzar a perna masculino) também pode apresentar sintomas de dor. O tratamento deve incluir a identificação da Bursa, se fisiológica ou patológica, e a causa da sua inflamação. Geralmente não envolve procedimentos cirúrgicos, podendo melhorar com repouso, utilização de antiinflamatórios e aplicação de corticóide no local (infiltração). Quadros de dor contínua, por mais de 6 semanas e não responsivos ao tratamento conservador (sem cirurgia) podem ser melhor tratados com cirurgia, por via endoscópica (cirurgia feita por cânulas e vista pela TV). O Alginac é um antiinflamatório bem conhecido. Pode-se administrar 1 comprimido até de 8/8h. Sugiro aguardar outras 24h, observando a intensidade da dor. Caso não haja melhora, retorne ao seu médico para reavaliação e siga todas as orientações por ele passadas. Um grande abraço, Lucas Thudium.
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Sou vigilante trabalho de colete e armado posso voltar a minha profissão apos cirurgia de artoplasti
Sou vigilante trabalho de colete e armado posso voltar a minha profissão apos cirurgia de artoplastia total de quadril?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é uma satisfação conversar com você.
Sim. A artroplastia total do quadril (prótese) é uma cirurgia que tem como objetivo o retorno do paciente às atividades de rotina.
Deve-se ter atenção ao período de recuperação estipulado pelo seu ortopedista.
De maneira geral, o paciente pode sair do leito e sentar fora da cama no momento em que o efeito da anestesia passar. O treino de marcha (caminhada) é estimulado a partir do primeiro dia após a cirurgia. No momento da alta hospitalar, e conforme tolerância do paciente, muletas canadenses (1 ou 2) podem auxiliar no deslocamento inicial.
Existem pacientes que se adaptam muito bem sem muletas no período imediato à cirurgia. Outros necessitam das muletas por 15 a 30 dias. Pode-se utilizar 2 muletas por 15 dias e 1 até completar 1 mês do procedimento cirúrgico (na mão contrária ao lado operado). Observe que tais variações não significam que a cirurgia foi mal feita; são apenas evoluções diferentes, tendo em vista que são pacientes diferentes.
O retorno às atividades laborais (trabalho) depende da exigência física imposta. Pacientes que trabalham em Home Office (trabalho em casa) podem retornar imediatamente ao trabalho. Aqueles que trabalham sentados podem retornar no momento em que abandonam definitivamente as muletas (30 dias).
No seu caso específico (vigilante armado), seria prudente aguardar 90 dias de cirurgia. O período de afastamento é necessário para que haja cicatrização dos tecidos, principalmente a musculatura que recobre a articulação do quadril. Da mesma forma, as atividades podem requerer rondas ou subida e descida de carro-forte, podendo ser danoso no pós-operatório imediato.
A disciplina também é importante nesse período. Lembre de evitar movimentos proibitivos à prótese de quadril (acesso posterior): flexão acentuada do quadril e adução + rotação interna. O peso corporal deve se manter dentro do normal. Evitar atividades de impacto com repetição.
Um grande abraço,
Lucas Thudium.
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Fiz prótese total do. joelho direito mas estou com muito medo da adaptação.Leva muito tempo?
Fiz prótese total do. joelho direito mas estou com muito medo da adaptação.Leva muito tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é uma satisfação conversar com você. A evolução de pós-operatório é diferente de paciente para paciente. O treino de marcha (caminhada) é permitido desde o momento em que acabem os efeitos da anestesia dos membros inferiores (ainda na sala de recuperação ou já no quarto). Essa evolução mais rápida é esperada para pacientes mais motivados e que apresentem condições físicas. A evolução frequentemente observada é a caminhada a partir do primeiro dia de pós-operatório. A descarga de peso sobre o joelho operado é conforme a tolerância e conforto do paciente. Alguns médicos orientam a descarga de peso parcial, para o conforto do paciente; porém, o apoio com peso total é permitido, não causando prejuízo aos implantes, aos pontos (externos ou internos) ou à cirurgia como um todo. A progressão e evolução da caminhada é muito variável de paciente para paciente, principalmente em relação à idade. Atenção especial para casos em que o bloqueio de nervo femoral ou outro nervo periférico foi realizado pela equipe de anestesia (pergunte ao seu médico); nessa situação, existe uma probabilidade maior de quedas ao solo. Inicialmente pode-se utilizar um andador. Quando o paciente se sentir confiante e apresentar um padrão estável de marcha, pode-se evoluir para as muletas canadenses (apoio no antebraço). As muletas são utilizadas por um período de 4-6 semanas. A recuperação completa, com padrão de marcha satisfatório e sem auxílio (andador/muleta/bengala) se dá em 12 semanas, geralmente. Exercícios orientados pela equipe de fisioterapia são absolutamente desejáveis, tendo início no mesmo dia da cirurgia e estendendo-se por toda a internação hospitalar. Devem envolver os pés e tornozelos, panturrilha, coxa e glúteos. Nos dois últimos grupos musculares deve-se incluir exercícios isométricos (contração muscular permanente, sem movimentação da articulação). Os exercícios servem, também, para ganho de massa muscular, tendo em vista que o membro operado por vezes apresenta-se atrófico (magro, com pouca musculatura). No momento que a flexão do joelho for adequada, pode-se dar início às atividades com bicicleta. Para a amplitude de movimento (o quanto o joelho movimenta) ser satisfatória, é imprescindível que nos períodos entre exercícios o joelho permaneça em extensão completa (esticado). O acompanhamento com a equipe de fisioterapia, nas primeiras semanas, deve ser mais frequente, de 2-5x por semana. É importante que o fisioterapeuta responsável lhe ensine a realizar exercícios que possam ser feitos sem a presença do profissional. Subir e descer escadas também são movimentos permitidos: para subir os degraus utilize primeiro o membro inferior não operado; já para descer os degraus, utilize primeiro o membro inferior operado. No início, realize toda a força com o membro não operado e gradualmente vá equalizando as forças. Com 30-60 dias de evolução da cirurgia, espera-se que o padrão de movimentação nas escadas esteja próximo do normal. Natação ou hidroginástica também são exercícios permitidos e podem ser iniciados com a completa cicatrização da ferida operatória (geralmente 1 semana após a retirada dos pontos, com 21-30 dias de pós-operatório). Atenção especial deve ser dada ao local no entorno da piscina, geralmente úmido ou molhado, aumentado as chances de queda ao solo. Deve-se evitar atividades físicas com alto impacto e repetitividade, tais como correr ou saltar. A permissão para dirigir depende do joelho operado e do tipo de transmissão do automóvel: carros manuais, aguardar 30 dias de cirurgia para dirigir novamente, independente do joelho operado. Carros automáticos e cirurgia no joelho direito, também aguardar 30 dias para dirigir novamente. Carro automático e cirurgia no joelho esquerdo, conforme tolerância do paciente após a alta hospitalar. Viagens (avião ou carro) são permitidas após a alta hospitalar. Caso seja uma viagem mais longa, sugere-se que seja feita uma caminhada para alongamento 1x/hora para prevenir eventos tromboembólicos (trombose venosa ou embolia pulmonar), com a supervisão de um familiar ou profissional da saúde. O retorno ao trabalho depende da exigência física das suas atividades laborais. Se você trabalha com home office, pode aguardar a retirada de pontos (14-21 dias) para reiniciar o trabalho. Atividades com deslocamento e baixa exigência física devem aguardar 45 dias para o retorno. Já atividades com moderada exigência física é aconselhado um período de 90 dias de repouso. Relações sexuais podem ser realizadas conforme a tolerância e conforto do paciente, independente do momento de pós-operatório. Um grande abraço, Lucas Thudium.
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Com quantas semanas de cirurgia de prótese total de joelho posso caminhar?
Com quantas semanas de cirurgia de prótese total de joelho posso caminhar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é uma satisfação conversar com você. O treino de marcha (caminhada) é permitido desde o momento em que os efeitos da anestesia dos membros inferiores acabe. Essa evolução mais rápida é esperada para pacientes mais motivados e que apresentem condições físicas. A evolução frequentemente observada é a caminhada a partir do primeiro dia de pós-operatório. A descarga de peso sobre o joelho operado é conforme a tolerância do paciente. Alguns médicos orientam a descarga de peso parcial, para o conforto do paciente; porém, o apoio com peso total é permitido, não causando prejuízo aos implantes, aos pontos (externos ou internos) ou à cirurgia como um todo. A progressão e evolução da caminhada é muito variável de paciente para paciente, principalmente em relação à idade. Atenção especial para casos em que o bloqueio de nervo femoral ou outro nervo periférico foi realizado pela equipe de anestesia; nessa situação, existe uma probabilidade maior de quedas ao solo. Inicialmente pode-se utilizar um andador. Quando o paciente se sentir confiante e apresentar um padrão estável de marcha, pode-se evoluir para as muletas canadenses (apoio no antebraço). As muletas são utilizadas por um período de 4-6 semanas. A recuperação completa, com padrão de marcha satisfatório e sem auxílio (andador/muleta/bengala) se dá em 12 semanas, geralmente. Exercícios orientados pela equipe de fisioterapia são absolutamente desejáveis, tendo início no mesmo dia da cirurgia e estendendo-se por toda a internação hospitalar. Devem envolver os pés e tornozelos, panturrilha, coxa e glúteos. Nos dois últimos grupos musculares deve-se incluir exercícios isométricos (contração muscular permanente, sem movimentação da articulação). No momento que a flexão do joelho for adequada, pode-se dar início às atividades com bicicleta. Para a amplitude de movimento (o quanto o joelho moevimenta) ser satisfatória, é imprescindível que nos períodos entre exercícios o joelho permaneça em extensão completa (esticado). O acompanhamento com a equipe de fisioterapia, nas primeiras semanas, deve ser mais frequente, de 2-5x por semana. É importante que o fisioterapeuta responsável lhe ensine a realizar exercícios que possam ser feitos sem a presença do profissional. Subir e descer escadas também são movimentos permitidos: para subir os degraus utilize primeiro o membro inferior não operado; já para descer os degraus, utilize primeiro o membro inferior operado. No início, realize toda a força com o membro não operado e gradualmente vá equalizando as forças. Com 30-60 dias de evolução da cirurgia, espera-se que o padrão de movimentação nas escadas esteja próximo do normal. Natação ou hidroginástica também são exercícios permitidos e podem ser iniciados com a completa cicatrização da ferida operatória. Atenção especial deve ser dada ao local no entorno da piscina, geralmente úmido ou molhado, aumentado as chances de queda ao solo. Um grande abraço, Lucas Thudium.
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