Perguntas do paciente (24)
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Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu
Olá, boa noite.
Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
Eu deveria procurar ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, eu acredito que seria muito importante você procurar ajuda profissional. O que você descreve vai além de simplesmente estar passando por uma fase ruim. Essa sensação de vazio, de distanciamento das próprias experiências, a falta de vontade e, principalmente, os pensamentos de “acabar com tudo” mostram que você está vivendo um sofrimento emocional que precisa ser acolhido e cuidado.
Na terapia, podemos compreender melhor de onde vêm essas sensações e por que, mesmo nos momentos felizes, parece existir uma desconexão entre aquilo que você vive e aquilo que consegue sentir depois. Aos 18 anos, você também não precisa ter toda a sua vida planejada ou saber exatamente onde estará daqui a alguns anos. Quando estamos emocionalmente muito sobrecarregados, o futuro pode parecer sem saída e os nossos desejos muito mais distantes do que realmente estão.
Eu recomendaria procurar um psicólogo e também considerar uma avaliação com um psiquiatra, principalmente pela presença desses pensamentos sobre acabar com a própria vida. E não espere esses pensamentos ficarem mais intensos para pedir ajuda. Se em algum momento você sentir que pode fazer algo contra si mesmo, procure imediatamente alguém de confiança e um serviço de urgência. Você também pode conversar gratuitamente com o CVV pelo 188, 24 horas por dia.
Você não precisa descobrir sozinho como sair desse lugar. O primeiro passo pode ser justamente permitir que alguém caminhe com você enquanto as coisas ainda parecem tão confusas.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu entendo por que você chegou a essa conclusão. Quando a gente se envolve, cria vínculo e depois vê as pessoas se afastando, é natural pensar: “se eu não precisar de ninguém, também não vou sofrer quando forem embora”. A autossuficiência, nesse caso, pode parecer uma forma de proteção.
Mas existe uma diferença importante entre aprender a ficar bem sozinho e decidir não criar vínculos para não correr o risco de perdê-los. A primeira coisa é autonomia emocional; a segunda pode acabar se tornando uma forma de evitar a dor.
Nem todo relacionamento precisa durar para ter valido a pena. Algumas amizades nos acompanham durante muitos anos; outras pertencem a determinadas fases da nossa vida. Pessoas mudam de cidade, começam relacionamentos, constituem família, mudam de trabalho e prioridades. Isso pode doer, mas não significa necessariamente que aquele vínculo foi falso ou que investir nele foi um desperdício.
Talvez o caminho não seja procurar pessoas para “preencher lacunas”, mas construir uma vida que tenha sentido também quando você está sozinho e, ao mesmo tempo, permitir que algumas pessoas façam parte dela enquanto houver reciprocidade.
Ser desapegado não precisa significar não amar, não confiar ou não precisar de ninguém. Pode significar conseguir gostar muito de alguém sem transformar a permanência dessa pessoa em uma condição para você ficar bem.
E eu prestaria atenção especialmente a uma coisa: quando você pensa “é melhor ser sozinho”, tente perceber se isso realmente lhe traz paz ou se traz apenas a sensação de que, dessa maneira, ninguém mais terá a oportunidade de abandoná-lo. São coisas bastante diferentes — e essa diferença seria muito interessante de compreender em terapia.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, vocês podem se beneficiar bastante da terapia de casal, e o fato de o relacionamento ser aberto não deveria ser tratado pelo terapeuta como o problema a ser corrigido.
Entretanto, nem todos os profissionais têm formação ou experiência com diferentes configurações de relacionamento. Por isso, eu recomendaria procurar um psicólogo que tenha familiaridade com não monogamia consensual ou, pelo menos, que demonstre uma postura aberta e sem julgamentos em relação a esse modelo.
Na terapia, o foco pode estar justamente nas questões que vocês estão vivendo dentro dos acordos que escolheram: comunicação, limites, ciúmes, segurança emocional, mudanças nos combinados, necessidades individuais, sexualidade e expectativas. Não é papel do terapeuta convencer vocês de que deveriam ser monogâmicos ou não monogâmicos.
Antes de marcar, vocês podem perguntar diretamente ao profissional se ele tem experiência atendendo casais em relacionamentos abertos e qual é sua abordagem diante dessa configuração. A maneira como ele responder provavelmente já dará uma boa indicação de quanto vocês se sentirão acolhidos.
Mais importante do que encontrar alguém que trabalhe exclusivamente com esse “nicho” é encontrar um profissional capacitado para terapia de casal que consiga compreender a relação que vocês construíram, sem tentar encaixá-la em um modelo que não é o de vocês.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na TCC, nós não precisamos trabalhar baixa autoestima, ansiedade social e depressão como três problemas completamente separados, porque muitas vezes eles estão alimentando o mesmo ciclo.
Por exemplo, uma crença mais profunda como “não sou bom o suficiente” pode fazer você interpretar uma situação social pensando “estão me julgando”. Isso aumenta a ansiedade e pode fazer com que você evite pessoas, tente agradar excessivamente ou fique constantemente observando como está sendo percebido. Depois, o isolamento e as experiências que você deixa de viver podem reforçar pensamentos depressivos como “ninguém gosta de mim” ou “sou inútil”. E o ciclo continua.
Na terapia, vamos identificando essas crenças e aprendendo a questioná-las: “Que evidências eu tenho de que ninguém vai me achar atraente?”; “Uma pessoa me criticar realmente determina quem eu sou?”; “Preciso ser aprovado por todos para ter valor?”. Não se trata simplesmente de substituir um pensamento negativo por um positivo, mas de construir uma percepção mais realista e menos rígida sobre você.
Ao mesmo tempo, trabalhamos comportamentos. Na ansiedade social, por exemplo, podemos fazer exposições graduais às situações que você evita e diminuir comportamentos de segurança, como ensaiar excessivamente o que vai falar ou tentar agradar todo mundo. Na depressão, também buscamos recuperar gradualmente atividades, vínculos e experiências que proporcionem sensação de realização e prazer.
Com o tempo, você começa não apenas a pensar diferente sobre si mesmo, mas também a viver experiências que enfraquecem essas crenças antigas. E é justamente essa combinação entre pensamentos, emoções e novas experiências que torna a TCC muito interessante para trabalhar essas três questões em conjunto.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, isso não caracteriza, por si só, uma traição. Pensar em como alguém do passado vai enxergá-la, querer parecer bonita ou demonstrar que está bem pode estar muito mais relacionado à necessidade de aprovação, à autoestima e à preocupação com a avaliação do outro do que a um desejo real de se envolver com essa pessoa.
A culpa parece estar vindo principalmente da interpretação que você faz desses pensamentos: como se pensar ou sentir algo já significasse ter uma intenção. Mas pensamentos não são equivalentes a desejos, intenções ou ações.
Em alguns casos, quando existe uma necessidade muito intensa de analisar os próprios pensamentos, buscar certeza de que “não fez nada errado” e sentir culpa excessiva por eles, também pode haver relação com ansiedade ou até sintomas obsessivos. Porém, não é possível afirmar que se trata de TOC apenas por esse relato; seria necessária uma avaliação mais cuidadosa.
Talvez a questão mais importante seja compreender por que a opinião dessas pessoas ainda tem tanto peso para você e por que a necessidade de causar uma boa impressão gera tanta culpa. Esse pode ser um caminho bastante interessante para trabalhar em psicoterapia.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante entender que, em relacionamentos mais longos, o amor nem sempre vem acompanhado da mesma intensidade, ansiedade ou “sensação gostosa” do início. A paixão tende a se transformar, e isso não significa necessariamente que o amor acabou.
Pelo seu relato, parece que a dúvida sobre o que sente está gerando bastante ansiedade. E, quanto mais você tenta verificar se ainda ama — “estou sentindo carinho?”, “estou feliz o suficiente?”, “deveria estar mais animada?” —, mais difícil pode ficar acessar seus sentimentos de maneira espontânea.
Também chama atenção o fato de você ainda se sentir bem na companhia dele, conseguir conversar por horas e reconhecer cuidado, afeto e parceria na relação. Isso não prova que você deva permanecer no relacionamento, mas são aspectos importantes que não precisam ser descartados apenas porque a intensidade mudou.
Em vez de buscar uma resposta imediata para “eu ainda o amo?”, talvez seja mais produtivo compreender o que mudou em você, na relação e na vida de vocês. Amor não precisa ser sentido com entusiasmo o tempo inteiro, e sentimentos podem, sim, se fortalecer novamente quando o casal recupera conexão, intimidade e experiências compartilhadas.
A psicoterapia pode ajudá-la a diferenciar uma mudança real nos sentimentos de uma ansiedade que faz você questioná-los constantemente, sem precisar tomar uma decisão precipitada.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de esses comentários ainda incomodarem você não significa que não esteja evoluindo. Pelo contrário: você mesma percebe uma mudança importante. No início do trabalho, sentia-se muito ansiosa e travada e, seis meses depois, consegue interagir melhor e falar aquilo que deseja. Isso já mostra um avanço.
Também é importante diferenciar ser uma pessoa mais quieta ou reservada de ter ansiedade social. O objetivo de um processo terapêutico não é transformar uma pessoa tímida em alguém extremamente comunicativo. Você pode continuar sendo mais reservada e, ainda assim, sentir-se segura e confortável nas relações.
Comentários como “você é muito quieta” podem tocar justamente em uma insegurança construída ao longo da sua história, especialmente depois das experiências de bullying. O caminho é aprender, aos poucos, a não transformar a percepção dos outros em uma medida do seu próprio valor ou da sua evolução.
“Estar se curando”, nesse contexto, não significa nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais ouvir comentários sobre ser quieta. Significa ter cada vez mais liberdade para ser você mesma, falar quando quiser, ficar em silêncio quando quiser e não deixar que o medo do julgamento determine seu comportamento.
A sensação de não pertencimento também merece ser trabalhada em psicoterapia, porque pode estar relacionada às experiências que você viveu e à forma como aprendeu a se perceber nas relações.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse sentimento pode ser perfeitamente compreensível. Depois de quatro dias de muita proximidade, compartilhando não apenas momentos especiais, mas também pequenas experiências da rotina, voltar para casa representa uma mudança emocional bastante brusca.
Durante esses dias, a presença dele passou a fazer parte do seu cotidiano: acordar juntos, cozinhar, conversar, dormir ao lado um do outro. Quando essa convivência termina de repente, pode surgir uma sensação de vazio e saudade, mesmo quando sabemos racionalmente que está tudo bem e que haverá um próximo encontro.
Isso, isoladamente, não significa dependência emocional, carência excessiva ou que exista algum problema no relacionamento. Sentir falta de alguém com quem você se sente bem é diferente de não conseguir ficar bem sem essa pessoa. Essa diferença é importante.
Permita-se sentir saudade sem precisar transformar imediatamente esse sentimento em algo preocupante. Provavelmente, conforme você retomar sua rotina, essa intensidade diminuirá.
Vale observar apenas se esse sofrimento começar a ser frequente, muito intenso ou se você perceber que não consegue aproveitar sua própria vida quando ele não está presente. Nesse caso, seria interessante compreender melhor o que essa separação desperta emocionalmente em você.
Mas, pelo que você relata, parece que esses quatro dias foram muito significativos e a despedida simplesmente tornou mais evidente o quanto você gostou de compartilhar a vida com ele.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece muito acolhimento e cuidado. As reações de medo, choro, pânico e lembranças dos abusos durante momentos de intimidade podem estar relacionadas às experiências traumáticas que você viveu. Isso não significa que exista algo “defeituoso” em você.
É importante não se obrigar a manter relações íntimas quando perceber medo ou sofrimento. Seu namorado também precisa compreender e respeitar seus limites, seu tempo e qualquer momento em que você queira parar.
O álcool não parece estar ajudando você a enfrentar essas situações e, pelo seu relato, está intensificando as crises e as lembranças. Portanto, não é uma boa estratégia utilizá-lo para conseguir ter intimidade.
Recomendo que procure acompanhamento psicológico, preferencialmente com um profissional que tenha experiência no tratamento de trauma e violência sexual. Existem abordagens terapêuticas que podem ajudá-la a elaborar essas experiências, reconhecer seus gatilhos e construir gradualmente uma relação mais segura com a intimidade.
Você não precisa enfrentar o trauma se expondo novamente ao sofrimento. Antes de recuperar a intimidade com outra pessoa, é importante recuperar a sensação de segurança dentro de si mesma.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desejo de construir uma relação profunda e compartilhar a vida com alguém não é fútil. Querer vínculo, intimidade, companhia e pertencimento faz parte das necessidades afetivas de muitas pessoas. E ter 25 anos não significa que você já deveria ter todas essas respostas.
Também é importante questionar a ideia de que precisamos estar completamente resolvidos, estáveis e “nos amar primeiro” para então podermos nos relacionar. Podemos construir nossa vida individual e, ao mesmo tempo, desejar e buscar uma relação saudável. Uma coisa não precisa esperar a outra.
O cuidado está em não transformar um relacionamento na condição necessária para finalmente ser feliz. Desejar alguém para compartilhar a vida é diferente de precisar de alguém para dar sentido à própria vida.
Talvez, mais do que se perguntar “quando encontrarei a pessoa certa?” ou “quando serei feliz?”, seja interessante compreender que tipo de vínculo você deseja construir, quais relações fazem sentido para você e o que tem acontecido nas experiências anteriores para que tenham sido percebidas como superficiais.
Você pode procurar alguém, conhecer pessoas e se permitir criar vínculos enquanto continua construindo sua carreira, sua estabilidade e sua própria vida. Não precisamos estar com a vida pronta para amar alguém — até porque a vida dificilmente fica completamente pronta.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem sempre é fácil diferenciar, e não sentir imediatamente alegria, conexão ou amor pela gestação significa que você esteja rejeitando o bebê. A gravidez pode despertar sentimentos muito contraditórios: medo, tristeza, irritação, culpa, insegurança e até vontade de que a vida continuasse como antes. É possível amar ou vir a amar o bebê e, ao mesmo tempo, ter dificuldade para aceitar tudo o que a maternidade representa.
Talvez seja mais útil pensar em dificuldade de aceitação da gestação do que se rotular como alguém que está “rejeitando o bebê”. Para algumas mulheres, o vínculo começa durante a gravidez; para outras, ele vai sendo construído aos poucos, inclusive depois do nascimento.
Procure observar o que exatamente está sendo difícil: a gravidez em si, as mudanças no corpo, a perda de liberdade, o medo da maternidade, as circunstâncias em que engravidou ou a própria ideia de ter um filho. Essa diferenciação pode ajudar bastante a compreender seus sentimentos.
Se essa angústia estiver intensa, persistente ou acompanhada de muita tristeza, ansiedade ou pensamentos de machucar a si mesma ou o bebê, é importante conversar com seu obstetra e buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender esses sentimentos sem julgamentos.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quem já passou por uma depressão pode ficar mais atento — e até com medo — quando percebe tristeza, desânimo ou mudanças emocionais depois de acontecimentos difíceis. Mas isso não significa que a depressão esteja necessariamente “à espreita” ou que toda tristeza seja o começo de uma recaída.
Acontecimentos ruins naturalmente provocam sofrimento. Ficar triste diante de algo doloroso é uma resposta emocional, não necessariamente depressão. O que merece atenção é quando esse estado se torna persistente, começa a afetar sono, apetite, energia, interesse pelas coisas, trabalho, relacionamentos e a capacidade de realizar atividades cotidianas.
Para quem já teve episódios depressivos, conhecer os próprios sinais de alerta pode ajudar muito na prevenção. Psicoterapia, rotina de autocuidado e acompanhamento médico quando necessário permitem reconhecer mudanças precocemente, antes que o sofrimento se intensifique.
O mais importante é não viver com medo de sentir tristeza. Ter dias ruins novamente não significa necessariamente estar voltando para a depressão.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse tipo de dúvida pode aparecer no contexto do TOC, principalmente quando existe uma tendência a atribuir aos pensamentos um significado moral muito maior do que eles realmente têm. Imaginar “como teria sido minha vida se...” não significa desejar aquela vida, muito menos cometer uma nova infidelidade.
No seu caso, como houve uma infidelidade no passado e ainda existe dificuldade em se perdoar, esse tema pode ter se tornado especialmente sensível. O TOC frequentemente se alimenta justamente da busca por certeza: “Por que pensei nisso?”, “Será que ainda sinto algo?”, “Esse pensamento diz alguma coisa sobre quem eu sou?”. Quanto mais se tenta encontrar uma resposta absolutamente segura, mais a dúvida pode se fortalecer.
Pensamento não é intenção, desejo ou ação. E a presença de um pensamento isolado também não permite concluir se você ainda tem sentimentos por essa pessoa.
Como você já possui diagnóstico de TOC, seria importante trabalhar essa culpa com um terapeuta, evitando transformar cada pensamento em algo que precisa ser analisado, comprovado ou neutralizado. O objetivo não é conseguir a certeza de que nunca mais terá pensamentos assim, mas aprender a permitir que eles apareçam sem lhes atribuir tanto poder.
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Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,
Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
Muito obrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, seria indicado procurar inicialmente um psicólogo infantil, de preferência com experiência em transtornos de ansiedade e fobias na infância. Quando o medo é tão intenso a ponto de a criança ficar paralisada, gritar ou evitar determinadas situações, é importante avaliar se estamos diante de uma fobia específica ou de outro quadro de ansiedade.
A boa notícia é que esses medos podem ser tratados. A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma das abordagens utilizadas na infância e pode envolver uma aproximação gradual e segura daquilo que provoca medo, sempre respeitando o ritmo da criança.
Evite forçá-la a chegar perto de animais para “perder o medo”, pois uma exposição brusca pode aumentar ainda mais a ansiedade. O psicólogo poderá avaliar também quando esse medo começou, se houve alguma experiência que o desencadeou e o quanto está interferindo na rotina dela.
Uma conversa com o pediatra também é válida, principalmente se existirem outros sintomas importantes de ansiedade; se necessário, ele poderá orientar uma avaliação complementar com psiquiatra infantil.
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Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence
Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, você pode solicitar informações e documentos referentes ao atendimento, inclusive após o encerramento da psicoterapia. Entretanto, é importante diferenciar devolutiva, relatório psicológico e prontuário, porque não existe necessariamente o direito a um documento com exatamente o conteúdo e o formato descritos na pergunta.
O Código de Ética estabelece o dever do psicólogo de fornecer, a quem de direito, informações relativas ao trabalho realizado e, quando solicitado, fornecer os documentos pertinentes. A regulamentação do CFP também determina que os registros documentais dos serviços psicológicos sejam mantidos pelo período mínimo de cinco anos.
Você pode, portanto, solicitar acesso ao seu registro/prontuário e também conversar com o profissional sobre a emissão de um documento psicológico adequado à finalidade — por exemplo, para continuidade do tratamento com outro profissional. Isso não significa, porém, que o prontuário seja uma transcrição literal de todas as sessões. Os registros devem conter informações necessárias sobre o trabalho realizado, sua evolução e procedimentos adotados, respeitando os limites técnicos e éticos.
Da mesma forma, um relatório psicológico não deve ser utilizado para simplesmente reproduzir sessão por sessão, nem o profissional é obrigado a declarar qual seria a “solução” para a demanda ou afirmar por que a terapia “não deu certo”. O conteúdo de qualquer documento precisa estar fundamentado no trabalho efetivamente realizado e seguir as normas do CFP para elaboração de documentos psicológicos.
Quanto à devolutiva, considero uma prática muito importante no encerramento de um processo, especialmente quando é possível realizá-la, mas as circunstâncias do término também precisam ser consideradas. Se você sente que ficaram questões importantes sem esclarecimento, pode solicitar ao antigo profissional uma devolutiva ou informações que auxiliem na continuidade do seu cuidado.
Para iniciar um novo acompanhamento, talvez seja mais útil solicitar um documento destinado especificamente à continuidade do tratamento, contendo as informações tecnicamente pertinentes, em vez de buscar uma reconstrução integral de tudo o que ocorreu nas sessões. O psicólogo poderá avaliar qual modalidade de documento é adequada à finalidade apresentada, seguindo as normas do Conselho Federal de Psicologia.
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Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo
Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aos 3 anos, birras, choro e dificuldade em lidar com frustrações ainda são comuns, porque a criança está desenvolvendo a capacidade de regular as próprias emoções. Porém, quando as crises são muito intensas, frequentes, envolvem agressividade, mordidas, tentativas de bater e começam a interferir também na rotina fora de casa, é indicado fazer uma avaliação.
Eu começaria pelo pediatra, para avaliar o desenvolvimento global da sua filha e descartar questões físicas ou do desenvolvimento. Paralelamente, um psicólogo infantil com experiência em primeira infância pode avaliar o comportamento, os gatilhos das crises, a maneira como ela reage às frustrações e também orientar vocês, pais, sobre como agir nesses momentos. Se houver necessidade, esses profissionais poderão encaminhá-la para neuropediatra ou psiquiatra infantil.
Evite concluir antecipadamente que seja algum transtorno. Nessa idade, comportamentos muito parecidos podem ter causas bastante diferentes. O mais importante é compreender por que ela está ficando tão desregulada diante de pequenas mudanças e frustrações e ajudá-la a desenvolver maneiras mais adequadas de expressar o que sente.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você pensar nela há tanto tempo mostra que essa experiência ainda tem um significado emocional importante para você, mas isso não significa necessariamente que ainda exista amor ou que vocês deveriam estar juntos. Às vezes, permanecemos ligados não somente à pessoa, mas também à história que não aconteceu, ao arrependimento e àquilo que imaginamos que poderia ter sido.
Como você menciona que “errou com ela”, é possível que a culpa também esteja mantendo esse vínculo emocional. Quando uma história não tem um encerramento satisfatório, podemos idealizá-la e compará-la com os relacionamentos que vieram depois.
Talvez seja importante compreender o que exatamente você sente falta: dela como pessoa, de como você se sentia naquela época ou da possibilidade de ter vivido algo diferente.
A psicoterapia pode ajudá-lo a elaborar esse arrependimento e entender por que essa história continua tão presente depois de quatro anos. Nem toda história que permanece dentro de nós precisa necessariamente ser retomada; algumas precisam ser compreendidas e elaboradas para que possamos seguir em frente.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, essa necessidade constante de voltar ao assunto, revisar mentalmente o que aconteceu, acrescentar detalhes e buscar repetidamente a confirmação de que foi perdoada pode estar relacionada à ansiedade e, em alguns casos, fazer parte de um funcionamento obsessivo-compulsivo. Entretanto, apenas uma avaliação profissional poderá determinar se existe TOC.
Existe uma diferença importante entre responsabilizar-se por um erro e permanecer se punindo por ele. Você reconheceu a infidelidade, contou ao seu parceiro, vocês conversaram e ele tomou a decisão de continuar o relacionamento. A culpa pode ter uma função quando nos ajuda a reconhecer um comportamento e agir de maneira diferente; quando se transforma em necessidade interminável de confissão e confirmação, passa a produzir sofrimento sem necessariamente reparar nada.
Buscar garantias de que ele realmente perdoou pode trazer alívio momentâneo, mas, se isso se tornou um ciclo, a dúvida tende a retornar e exigir uma nova confirmação. Por isso, repetir a história nem sempre diminui a culpa — às vezes, acaba alimentando-a.
É possível trabalhar essa questão em psicoterapia. O objetivo não seria fazer você esquecer o que aconteceu, mas ajudá-la a aceitar que cometeu um erro sem transformar esse erro em uma condenação permanente, além de aprender a lidar com a dúvida e com as lembranças sem precisar buscar confirmação repetidamente.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que essa mudança desperte culpa, ansiedade e dor. Sair da casa da sua mãe não significa abandoná-la. Você está iniciando uma nova etapa da sua vida e pode continuar sendo um filho presente mesmo morando em outro lugar.
Talvez seja importante separar duas questões: a preocupação concreta com sua mãe e a culpa por escolher a própria vida. Se ela é independente e consegue cuidar de si, vocês podem organizar uma nova rotina de contato, visitas e apoio. Caso tenha limitações de saúde ou necessite de ajuda no cotidiano, vale estruturar uma rede de apoio antes da mudança.
Também não é necessário esperar que a culpa desapareça para seguir em frente. Algumas mudanças importantes doem justamente porque envolvem vínculos importantes.
Procure conversar abertamente com sua mãe e construir essa transição aos poucos. E lembre-se: você pode cuidar da sua mãe sem deixar de construir a sua própria vida.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não perdemos apenas a presença daquela pessoa, mas também uma rotina, planos, expectativas e a ideia de um futuro que havia sido construído a dois.
Superar não significa esquecer rapidamente ou deixar de sentir. É necessário um período de adaptação à nova realidade. Tristeza, saudade, raiva, vontade de procurar o ex-parceiro e até momentos de aparente melhora seguidos de dias difíceis podem fazer parte desse processo.
É importante permitir-se viver essa dor sem transformar o sofrimento em uma espera permanente pela volta do outro. Aos poucos, retomar sua rotina, seus vínculos, interesses e projetos pessoais ajuda a reconstruir uma vida que não esteja organizada em torno da relação que terminou.
O luto pelo término não acontece em linha reta e não possui um prazo determinado. Se, entretanto, o sofrimento permanecer muito intenso, comprometer significativamente sua rotina ou você perceber que não consegue seguir a vida, a psicoterapia pode ajudá-lo a elaborar essa perda e compreender o que está dificultando esse processo.
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Perguntas frequentes
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Extraí 3 dentes e agora no 6 dia estou com secreção nasal com odor forte no lado direito lado das ex
Pelo fato de a secreção nasal estar ocorrendo apenas de um lado, com odor…