Perguntas do paciente (43)

  • Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era

    Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era um problema pra mim. Quando percebi que estava apaixonado e que iria pedi-la em namoro, um diabinho na minha cabeça fez procurar fotos dela com o ex. E achei. Aniversário, eventos escolares do filho, etc. Foi como se algo me mordesse, virou um pensamento obsessivo, as vezes insuportável. Falei com ela, aliviou um pouco. Quero pensar positivo: que é por que ainda não conheço a família, o filho, ou seja, que ainda não faço parte concretamente da vida dela, e que portanto minha cabeça trabalha livre, fantasiando.Mas tenho medo de não passar e, no desespero, jogar tudo isso fora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    A ansiedade com mudanças se torna um problema sério (ou patológico) quando ela é exagerada em intensidade e duração, começa a prejudicar o dia a dia e a qualidade de vida do indivíduo, e ele não consegue controlá-la.


  • Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta as habilidades sociais?

    Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta as habilidades sociais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Treinamento de Habilidades Sociais (THS) é fundamental, ensinando explicitamente competências como o revezamento de turnos em conversas (turn-taking), como iniciar e manter diálogos, e como interpretar pistas não-verbais e emoções. A comunicação deve ser direta e clara, evitando ambiguidades, e os interesses específicos da pessoa podem ser utilizados como ponto de partida seguro para iniciar interações. Em termos ambientais, é crucial criar rotinas consistentes e previsíveis para minimizar a ansiedade social, e estruturar as atividades sociais em pequenos grupos com foco em jogos ou tarefas que exijam a troca de papéis e a cooperação. Além disso, o envolvimento de cuidadores e pares é vital, ensinando-os a modelar comportamentos sociais, mediar interações e oferecer reforço positivo contínuo para cada tentativa de engajamento social. O uso de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) também é importante para aqueles com dificuldades de comunicação verbal, garantindo que tenham meios eficazes de se expressar e participar da troca social.


  • Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    a reflexão filosófica é um exercício voluntário de busca por sentido, enquanto o TOC existencial é uma neurose obsessiva onde os pensamentos, mesmo que sobre temas filosóficos, são intrusivos, egodistônicos (estranhos à própria vontade) e levam à compulsão e sofrimento.


  • Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?

    Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    O diagnóstico em Psicanálise é bem diferente do diagnóstico médico ou psiquiátrico (que geralmente se foca em classificar sintomas com base em manuais como o DSM).
    O objetivo principal do psicanalista é identificar a estrutura psíquica fundamental do sujeito, e não apenas listar seus sintomas.
    Não é um Rótulo: Não serve para encaixar a pessoa em uma categoria rígida, mas sim para orientar a escuta e a direção do tratamento do analista.
    Foco na Subjetividade: O psicanalista busca compreender como o sujeito se organiza, como ele lida com o desejo, com a lei e com a realidade (sua maneira singular de sofrer).
    Escuta e Fala: O diagnóstico é construído ao longo do processo de análise, através da associação livre do paciente (falar o que vier à mente) e da escuta do analista.
    A Psicanálise, especialmente a partir de Lacan, identifica três grandes estruturas:
    Neurose, Psicose e Pervercao.


  • Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtivi

    Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Pensamento Acelerado: É um fluxo mental que gera angústia, confusão e ineficácia, apesar da velocidade. Você pensa muito, mas realiza pouco. - Aceleraçao Negativa

    Criatividade/Produtividade: É um fluxo mental que gera foco, soluções e resultados satisfatórios. Você pensa e executa com propósito. - Aceleração Positiva


  • Quais são os tipos de projetos de vida? ;

    Quais são os tipos de projetos de vida? ;

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Os projetos de vida, geralmente se dao nos campos:
    Pessoal: Focado no autoconhecimento, bem-estar, saúde e desenvolvimento pessoal.
    Social: Voltado para a vida em sociedade, relacionamentos, convivência e contribuição para a comunidade (exercendo a cidadania).
    Profissional: Relacionado ao mundo do trabalho, carreira, estudos, objetivos e metas na esfera profissional.


  • Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?

    Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Livre-arbItrio, te dá a liberdade (e responsabilidade) de decidir se você aceita, resiste, aprende ou se transforma a partir das circunstâncias.
    Escolha de Atitude: Permite decidir encarar a vida com aceitação, positividade, ou a partir de uma perspectiva de crescimento, em vez de vitimização.
    Responsabilidade: Ao reconhecer o livre-arbítrio, você assume a responsabilidade pelas suas escolhas e pela forma como constrói a sua experiência.
    Em última análise, é a sua escolha consciente de aceitar a vida como ela é, com seus altos e baixos, que define a sua paz e alinhamento.


  • A crise existencial é sempre ruim? .

    A crise existencial é sempre ruim? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Não, a crise existencial não é sempre ruim, embora seja frequentemente acompanhada de sentimentos muito difíceis, como:

    Ansiedade e angústia: Devido ao questionamento sobre o sentido da vida, a mortalidade e a incerteza do futuro.

    Sentimento de vazio ou falta de propósito: A sensação de que as bases da vida (trabalho, relacionamentos, objetivos) estão abaladas.

    Tristeza e isolamento: A dificuldade de lidar com as dúvidas e a reavaliação da própria identidade.

    No entanto, a crise existencial também pode ser vista como um momento essencial e potencialmente positivo para o desenvolvimento e a transformação pessoal, atuando como um "rito de passagem" ou um chamado à mudança.


  • Quais são os valores fundamentais da Logoterapia? .

    Quais são os valores fundamentais da Logoterapia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Os valores fundamentais da Logoterapia, criados por Viktor Frankl, giram em torno da busca pelo sentido da vida. Como por exemplo:
    Liberdade da Vontade: Você sempre tem a liberdade de escolher a sua atitude, mesmo diante de algo que não pode mudar.
    Vontade de Sentido: Voce é motivado pelo desejo de encontrar um propósito na vida.
    Sentido da Vida: O significado que você descobre e realiza através das suas ações, experiências e da forma como enfrenta os desafios.


  • Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olha

    Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olhares e até ficamos desconcertados perto um do outro algumas vezes antes da terapia. Chamei ela pra ser minha psicóloga pra eu não deixar de ver ela e já estava a procura de uma mesmo e chamei ela. Já chorei várias vezes por não saber o que fazer. Já tem 2 anos e o sentimento não mudou e sofro por não saber o que fazer. Seria necessário eu falar com ela sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    É altamente recomendado que você converse com sua psicóloga sobre esse sentimento.
    Razões principais:
    Necessidade Ética/Terapêutica: O relacionamento terapêutico exige transparência. Sentimentos intensos (transferência) podem afetar o processo e os resultados da sua terapia.
    Seu Bem-Estar: Guardar esse sofrimento impede você de processá-lo e de encontrar alívio.
    Implicações Profissionais: Ela é a única que pode discutir as implicações éticas dessa situação e decidir, junto com você, o melhor caminho (que pode incluir uma reavaliação da continuidade da terapia dela).


  • Olá quais são as dicas para controlar a ansiedade aumentei a dose do remédio mais não fez efeito ain

    Olá quais são as dicas para controlar a ansiedade aumentei a dose do remédio mais não fez efeito ainda, sinto muito ansiosa, tenho síndrome do pânico tbm, sinto uma onda de calor e tontura, uma sensação ruim tenho medo de desmaiar e entro em pânico minha ansiedade e muito forte meus pensamentos e sempre negativos de que vou passar mal e isso nunca vai passar, sinto que a técnica da respiração não funciona muito comigo, já me senti assim a 4 anos atrás mas agora a ansiedade voltou denovo fico muito triste por isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    É fundamental que você comunique imediatamente ao seu médico psiquiatra sobre o aumento da dose não ter feito efeito e sobre a intensidade dos seus sintomas (ondas de calor, tontura, medo de desmaiar e pensamentos negativos). Ajustes na medicação podem levar tempo para fazer efeito (alguns dias ou semanas), mas a ineficácia com a dose aumentada requer avaliação profissional para considerar o tempo de espera, um novo ajuste de dose, ou a troca do medicamento.


  • O que significa o esquecimento para a psicanálise?

    O que significa o esquecimento para a psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Para a Psicanálise, especialmente na perspectiva de Sigmund Freud, o esquecimento não é visto apenas como uma falha simples da memória ou falta de atenção. Pelo contrário, o esquecimento é frequentemente interpretado como um fenômeno psíquico com um significado e uma intenção inconsciente.

    Os pontos centrais sobre o esquecimento na Psicanálise incluem:

    Mecanismo de Defesa (Recalque): É a dimensão mais enfatizada. O esquecimento é frequentemente o efeito direto do recalque (ou repressão), um mecanismo de defesa psíquico.

    O indivíduo "esquece" para se defender de ideias, lembranças, desejos ou afetos que seriam dolorosos, geradores de ansiedade, ou inaceitáveis para a consciência.

    O que é esquecido não é realmente apagado, mas sim empurrado para o inconsciente, onde continua a exercer influência.

    Ato Falho (ou Lapso): O esquecimento de nomes, datas, ou a perda de objetos são exemplos de atos falhos (ou "Psicopatologia da Vida Cotidiana").

    Esses pequenos esquecimentos aparentemente insignificantes são, para Freud, manifestações do inconsciente.

    Eles revelam um desejo reprimido ou um pensamento inconsciente que se opõe à intenção consciente da pessoa, fazendo com que o esquecimento não seja acidental, mas sim intencional (embora a intenção seja inconsciente).

    Amnésia Infantil: Freud observou que os adultos geralmente têm poucas ou nenhuma lembrança dos primeiros anos da infância (amnésia infantil).

    Essa amnésia é explicada pelo recalque das fantasias e vivências sexuais infantis (complexo de Édipo, por exemplo), que são emocionalmente intensas.

    Em resumo, na Psicanálise, o esquecimento é uma formação do inconsciente que serve, predominantemente, a um propósito defensivo, protegendo o ego do desprazer de conteúdos recalcados. O objetivo da análise é justamente superar as resistências que causam o esquecimento para que o paciente possa "recordar" (trazer à consciência e elaborar) esses conteúdos e sua própria história.


  • Gostaria de saber se a abordagem de um psicanalista é diferente de um psicólogo ?

    Gostaria de saber se a abordagem de um psicanalista é diferente de um psicólogo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Sim, a abordagem de um psicanalista é diferente da abordagem de um psicólogo, embora existam pontos de contato.

    A principal diferença reside na base teórica e no foco do trabalho:

    Psicanalista
    Abordagem Exclusiva: O psicanalista segue a Psicanálise, a teoria e o método terapêutico criados por Sigmund Freud.

    Foco: O foco principal é a exploração do inconsciente. O objetivo é trazer à consciência os conflitos, desejos e traumas reprimidos (muitas vezes de origem na infância) que estão na raiz do sofrimento psíquico.

    Técnicas Comuns:

    Associação Livre: O paciente é encorajado a falar livremente sobre o que vier à mente, sem censura (muitas vezes deitado no divã).

    Interpretação: O analista interpreta sonhos, lapsos de fala (atos falhos) e a relação com o paciente (transferência) para desvendar o inconsciente.

    Formação: Não é obrigatório ter graduação em Psicologia. A formação é feita em institutos de Psicanálise e inclui análise pessoal intensa, estudo teórico aprofundado e supervisão clínica.

    Duração: Tende a ser um processo mais longo e profundo, voltado para uma transformação estrutural da personalidade e do autoconhecimento.

    Psicólogo
    Abordagem Variada: O psicólogo é um profissional com graduação em Psicologia (a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais) e pode utilizar diversas abordagens terapêuticas.

    Foco: O foco depende da abordagem escolhida, mas geralmente visa o diagnóstico, o tratamento e a prevenção de transtornos emocionais e comportamentais.

    Abordagens Terapêuticas Possíveis:

    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Foco na relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, buscando reestruturar padrões disfuncionais (muitas vezes mais breve e focado em sintomas específicos).

    Humanista/Centrada na Pessoa: Foco no potencial de crescimento e autodeterminação do paciente, com ênfase na empatia e aceitação incondicional.

    Sistêmica: Foco nas relações e interações do indivíduo dentro de seus grupos (família, trabalho, etc.).

    Psicodinâmica/Psicanalítica: O psicólogo que segue essa linha (que é baseada na psicanálise) fará um trabalho mais próximo da abordagem do psicanalista.

    Técnicas Comuns: Variam muito conforme a abordagem (exercícios, tarefas, confrontação de crenças, treinamento de habilidades sociais, etc.). As sessões geralmente são feitas com o paciente e o psicólogo sentados face a face.

    Formação: Graduação obrigatória em Psicologia (5 anos) e registro no Conselho Regional de Psicologia.


  • Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?

    Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    A Psicologia é a ciência ampla que estuda a mente e o comportamento.

    A Psicanálise é uma teoria e um método de investigação e tratamento específico dentro do campo da saúde mental, que pode ser utilizada por um psicólogo que tenha a formação complementar.
    Em resumo, todo psicanalista não é necessariamente um psicólogo, mas um psicólogo pode ser um psicanalista se tiver a formação complementar na área.


  • O que distingue a "antiga psicanálise" da psicanálise contemporânea? Seria a psicanálise lacaniana a

    O que distingue a "antiga psicanálise" da psicanálise contemporânea? Seria a psicanálise lacaniana a mais adequada atualmente para tratar diversos transtornos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Psicanálise "Antiga" (Clássica)
    A psicanálise desenvolvida inicialmente por Sigmund Freud e seus primeiros seguidores é frequentemente chamada de Psicanálise Clássica. Seu foco principal estava na sexualidade infantil, no Complexo de Édipo e na compreensão do sintoma como algo cifrado, ou seja, que tem um sentido inconsciente escondido a ser desvendado pela interpretação.

    O modelo de funcionamento psíquico era predominantemente baseado nas noções de inconsciente, pré-consciente e consciente (modelo topográfico) e nas instâncias do Id, Ego e Superego (modelo estrutural). A técnica era marcada por uma maior rigidez, com o analista assumindo uma postura de estrita neutralidade.

    A Psicanálise Contemporânea
    A psicanálise contemporânea é o resultado da evolução teórica que se deu a partir de outras vertentes (como a Teoria das Relações Objetais, a Psicologia do Ego, e a Psicanálise Lacaniana, entre outras).

    Ela se distingue por uma maior amplitude teórica, abordando com mais profundidade:

    Vínculos Iniciais: O foco se expande para as relações precoces (mãe-bebê) e o trauma não-simbolizável.

    Novos Sintomas: O campo clínico se adapta para tratar "novos sintomas" da cultura atual (como adições, transtornos alimentares, pânico), que muitas vezes não têm um "sentido" claro para ser interpretado, mas estão ligados a questões de gozo e de falha na simbolização.

    Flexibilidade Técnica: Há um reconhecimento maior da importância do afeto e da relação analítica (transferência e contratransferência), levando a uma técnica mais flexível e adaptável à singularidade de cada paciente.

    Em resumo, a psicanálise migrou de um foco quase exclusivo no conflito edipiano e na interpretação de sentido para uma visão mais abrangente que incorpora a dimensão relacional, o afeto e a complexidade dos traumas precoces.A diferença entre a "antiga psicanálise" (freudiana clássica) e a contemporânea (incluindo a lacaniana) pode ser simplificada em dois pontos:1. Distinção entre Psicanálise Antiga e ContemporâneaCaracterísticaPsicanálise Antiga (Clássica)Psicanálise ContemporâneaFocoÊnfase no Complexo de Édipo e na sexualidade infantil. O sintoma tem um sentido a ser interpretado.Maior foco nos vínculos precoces, afetos e traumas não-simbolizados. Aborda os "novos sintomas" (como pânico, adições) que nem sempre têm um sentido claro.PráticaMais focada na interpretação e na neutralidade rígida do analista.Maior valorização do vínculo terapêutico e do diálogo entre as várias teorias (Klein, Bion, Lacan, etc.).2. A Psicanálise Lacaniana é a Mais Adequada?A psicanálise lacaniana (de Jacques Lacan) é uma das vertentes mais importantes e influentes da psicanálise contemporânea.Relevância: É considerada muito adequada para tratar diversos transtornos porque estrutura o inconsciente como uma linguagem e oferece uma compreensão aprofundada da estrutura do sujeito (neurose, psicose, perversão).Eficácia: A eficácia do tratamento psicanalítico (incluindo o lacaniano) é comprovada para muitos transtornos. Contudo, não existe uma única abordagem "mais adequada" em termos absolutos.A Escolha: A adequação de qualquer tratamento psicanalítico depende mais da singularidade do paciente, do tipo de transtorno e, crucialmente, da qualidade da formação e da experiência do analista.


  • Entrei na fase idosa e tenho tido muita dificuldade de relacionar com minha mãe que é 23 anos mais q

    Entrei na fase idosa e tenho tido muita dificuldade de relacionar com minha mãe que é 23 anos mais que eu,como resolver essa questão sem essa culpa terrível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Aceitar e Respeitar as Diferenças
    Paciência e Compreensão: Sua mãe tem a experiência e os valores da geração dela. Aceite que vocês são pessoas diferentes com vivências distintas.

    Não Tente Mudar: Você não pode mudar sua mãe. Foque em gerenciar suas próprias reações e expectativas sobre como a relação "deveria" ser.

    2. Comunicação e Limites
    Diálogo com Respeito: Tente explicar seus sentimentos e pontos de vista com carinho, mas também estabeleça limites para proteger sua saúde mental. Escolha quando ceder e quando manter seu posicionamento.

    Foque na Qualidade: Se os encontros são difíceis, priorize a qualidade do tempo juntos, mesmo que seja menos tempo. Conversem, façam atividades leves que ambos gostem.

    3. Cuidado com a Culpa
    Autocompaixão: A culpa é comum, mas não significa que você está errada. Lembre-se que você não é responsável pela felicidade ou pelas reações dela. Você é responsável por si mesma.

    Busque Ajuda Profissional: Um psicólogo ou terapeuta pode ser fundamental para te ajudar a entender a raiz dos conflitos e da culpa, e a desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com essa dinâmica familiar.

    Em resumo: Foque no que você pode controlar (suas reações e limites) e lembre-se de que se cuidar não é egoísmo; é necessário para poder se relacionar bem com os outros.


  • Abandono do esposo pode ser tratada com terapia sistêmica?

    Abandono do esposo pode ser tratada com terapia sistêmica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Sim, o abandono do esposo (e as questões emocionais decorrentes, como luto, dor da separação, sentimentos de rejeição e abandono) pode ser tratado com a Terapia Sistêmica, especialmente através da modalidade de Terapia Individual, Terapia de Casal (se a intenção for tentar a reconciliação ou estabelecer uma separação funcional) ou a Constelação Familiar Sistêmica.


  • Eu não quero mais ter desejo sexual , oque eu faço ? Até pensando em cortar meu órgão estou pensando

    Eu não quero mais ter desejo sexual , oque eu faço ? Até pensando em cortar meu órgão estou pensando preciso de ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    É completamente compreensível que você queira eliminar a fonte do seu sofrimento. No entanto, existem formas não destrutivas de lidar com o desejo sexual:

    Bloqueio Químico (Medicação): Se o desejo sexual é a fonte do seu sofrimento, converse com um psiquiatra. Existem medicamentos (como alguns antidepressivos ou anti-androgênios) que, sob supervisão médica, podem diminuir a libido de forma reversível e segura. Essa é uma alternativa muito mais segura do que qualquer automutilação.

    A Exploração da Assexualidade: Algumas pessoas descobrem que se identificam como assexuais, ou seja, têm pouca ou nenhuma atração sexual. Explorar essa possibilidade com um terapeuta pode te ajudar a entender melhor seus sentimentos e a se aceitar, sem a necessidade de intervenções físicas.


  • Olá! Eu estou sentindo que preciso de um psicólogo para conversar, mas não sei qual linha devo segui

    Olá! Eu estou sentindo que preciso de um psicólogo para conversar, mas não sei qual linha devo seguir (nem sei se faz diferença no meu caso). Tenho 33 anos e há alguns anos notei que tenho algo parecido com algum tipo de hiperfoco em relacionamentos (de amizade) seguido de isolamento social intenso. Sinto como se fosse uma montanha, em que eu começo conhecendo uma pessoa (como amiga) bem aos poucos, e aí eu chego num pico altissimo em que só quero falar com ela, que pode durar meses, e depois tenho uma queda vertiginosa em que sempre termino me afastando dessa pessoa por completo, ignoro suas mensagens e não respondo mais. Notei que isso tem me afetado muito, mas não sei como nem por onde começar a resolver. Alguém para me dar uma luz? Estou em sofrimento e gostaria de encontrar ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Orientação Inicial:
    Não se prenda à linha teórica no começo: Muitas vezes, a conexão com o psicólogo (a "aliança terapêutica") é mais crucial do que a linha de abordagem. Muitos terapeutas usam abordagens integrativas.

    Linhas que podem ser úteis para investigar o padrão de relacionamento/isolamento:

    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda a identificar e mudar padrões de pensamentos e comportamentos (o "pico" e a "queda").

    Terapia do Esquema: Uma extensão da TCC, ótima para entender padrões de relacionamento mais profundos e recorrentes (como o hiperfoco seguido de isolamento).

    Psicodinâmica/Psicanálise: Ajuda a explorar as origens inconscientes desses padrões, traumas e a dinâmica dos seus relacionamentos atuais.

    Seu padrão de "montanha-russa" de hiperfoco e isolamento: Descrever esse padrão é uma informação muito valiosa. É importante levar isso para a primeira sessão. O psicólogo te ajudará a entender o que está por trás dessa dinâmica.

    Próximo Passo: Pesquise psicólogos na sua região ou online, marque uma primeira sessão e sinta se você se sente à vontade para conversar com essa pessoa. Se não se sentir bem, procure outro. Não desista!


  • Psicanalistas comentam muito sobre a possibilidade de um corte da sessão por parte do psicanalista,

    Psicanalistas comentam muito sobre a possibilidade de um corte da sessão por parte do psicanalista, muitas vezes necessário inclusive, mas hoje quem encerrou a sessão fui eu depois de algumas colocações importantes que ele fez e ele aceitou naturalmente. Fiquei depois com essa dúvida é previsto tb o paciente interromper a sessão de psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luciana Gantus

    Sim, é previsto que o paciente possa, em certas situações, interromper ou manifestar o desejo de encerrar a sessão de psicanálise, e essa atitude é, inclusive, um elemento importante para a análise.

    Aqui está um resumo:

    Liberdade do Analisando: A psicanálise preza pela liberdade de fala e expressão do analisando. Decidir interromper a sessão pode ser um ato de autonomia e um reflexo de algo que está sendo experienciado naquele momento, seja uma forte emoção, um insight que precisa ser "digerido", ou um ponto de resistência.

    Um Ato a ser Analisado: Embora a interrupção pelo analista (o famoso "corte") seja uma técnica de intervenção conhecida para pontuar e mobilizar o inconsciente, o ato do paciente encerrar também tem valor. O psicanalista geralmente o aceita, como o seu fez, pois é um material para ser trabalhado posteriormente na análise.

    Não é uma Regra, mas é Válido: Não é a norma, já que o tempo e o enquadre (setting) são geralmente estabelecidos pelo analista, mas quando acontece de forma natural e não como um rompimento brusco ou fuga (o que também seria analisado!), reflete um movimento subjetivo e importante do paciente.

    A maneira natural com que seu psicanalista aceitou demonstra que ele provavelmente viu esse seu ato como um elemento singular e relevante do seu processo, que pode ser o resultado de uma elaboração sua diante das "colocações importantes que ele fez".


Perguntas frequentes

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