Perguntas do paciente (87)

  • Orgasmo involuntário em uma situação estressante, é normal ou raro? Sou homem e já aconteceu algumas

    Orgasmo involuntário em uma situação estressante, é normal ou raro? Sou homem e já aconteceu algumas vezes fazendo provas na faculdade ou concurso público, estava nervoso. Existe maneira de driblar isso? Tive uma experiência recente, que tive 3 orgasmos seguidos. É muito constrangedor, pois também há ejaculação, e o estranho que é um orgasmo muito mais intenso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    O que você descreve é chamado de orgasmo espontâneo ou orgasmo não-sexual, e é mais comum do que parece, mas raramente relatado.
    Situações de alta tensão ativam o sistema nervoso autônomo de forma intensa, e esse mesmo sistema participa da resposta sexual. Em algumas pessoas, essa ativação pode "transbordar" em descarga orgásmica. Três orgasmos seguidos com ejaculação nesse contexto indicam uma sensibilidade aumentada do sistema nervoso a esse gatilho, o que merece atenção clínica, não porque seja patológico, mas porque interfere na sua vida. Técnicas de regulação nervosa antes de provas podem ajudar, mas a abordagem mais eficaz passa por avaliação individualizada. Se quiser, podemos aprofundar em consulta.


  • Bom dia!, Gostaria de saber se a assexualidade é característica de um desequilíbrio hormonal? pois e

    Bom dia!, Gostaria de saber se a assexualidade é característica de um desequilíbrio hormonal? pois eu vejo pessoas e profissionais falando que a assexualidade é uma orientação e também vejo profissionais e pessoas falando que isso se trata de uma disfunção sexual e não de uma orientação genuína. Esse assunto tem me intrigado justamente porque eu tenho libido, porém não tenho interesse em praticar relações sexuais com outras pessoas, pois não vejo o sexo como algo essencial para viver, não que eu não vá praticar um dia, mas eu não faço questão nenhuma de práticar o ato

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Olaaa! Vou te responder o maia completo possivel ok .
    A assexualidade é reconhecida pela comunidade científica como uma orientação sexual e não como disfunção hormonal ou transtorno. As referências internacionais mais recentes em medicina sexual reforçam que a ausência de desejo ou comportamento sexual não é necessariamente patológica, desde que não cause sofrimento pessoal e esse é exatamente o caso da assexualidade.
    O que você descreve: ter libido, mas não sentir interesse em praticar sexo com outras pessoas é inclusive reconhecido dentro do espectro assexual. Uma pessoa assexual pode ter fantasias eróticas, sentir afeto, ter relacionamentos e até se envolver em comportamentos sexuais. Ou seja, libido e assexualidade não se excluem.
    A sexologia contemporânea é clara: patologizar o que não causa sofrimento não é ciência, é preconceito.
    Se quiser explorar melhor o que essa experiência significa para você sem julgamentos e com embasamento, estou disponível para uma consulta.


  • Dois anos e meio de relacionamento,minha parceira a duas semanas teve corrimento e sangramento, e ag

    Dois anos e meio de relacionamento,minha parceira a duas semanas teve corrimento e sangramento, e agora estou com clamídia.
    Pergunta é:
    Tem possibilidade de ela ser assintomática e só
    agora ter me passado ?
    Ou ela pode ter se relacionado com outra pessoa e ter contraído?
    O que é mais fácil de ter acontecido ?
    E tem exames que confirmem quanto tempo o vírus tá no organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Sim, existe a possibilidade de sua parceira ser assintomática e a infecção só ter sido identificada agora. A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível causada por bactéria, e não por vírus, e um dos seus principais aspectos clínicos é justamente poder permanecer silenciosa por meses ou até anos. Muitas pessoas nunca apresentam sintomas evidentes, o que faz com que a transmissão aconteça sem que ninguém perceba.

    Do ponto de vista médico, não é possível determinar com precisão quando ocorreu o contágio. Os exames disponíveis detectam a presença da bactéria no organismo, mas não conseguem datar a infecção. Portanto, eles não permitem concluir se a transmissão foi recente ou antiga.
    Entendo sua chateação e preocupação mas, não se utiliza o resultado da clamídia como prova de infidelidade, justamente porque a evolução silenciosa é muito comum e imprevisível.

    O mais importante agora é o manejo de saúde:
    Ambos precisam realizar tratamento completo com antibiótico prescrito por médico. O tratamento deve ser feito simultaneamente, mesmo que um não tenha sintomas. É necessário evitar relações sexuais até a liberação médica, para prevenir reinfecção.
    Outras ISTs costumam ser rastreadas junto, por cuidado integral.

    Do ponto de vista psicológico e relacional, esse tipo de situação costuma gerar ansiedade, desconfiança e tentativas de encontrar uma explicação definitiva. Porém, a ciência mostra que nem sempre há uma resposta cronológica clara. Nesses casos, o caminho mais saudável é focar em cuidado, tratamento e diálogo aberto, evitando conclusões baseadas apenas no emocional do diagnóstico.

    Se houver dificuldade em conversar sobre o tema ou se isso estiver abalando a relação, pode ser útil buscar acompanhamento terapêutico para que o casal consiga elaborar a situação com menos culpa, medo ou acusações e mais compreensão e responsabilidade compartilhada. Estou á disposição para isso também.

    Espero ter ajudado!


  • Olá boa tarde , eu sou viciada em se mastubar , e o meu parceiro tem vontade de ver outros cmg na ca

    Olá boa tarde , eu sou viciada em se mastubar , e o meu parceiro tem vontade de ver outros cmg na cama e as vezes acho chato isso, será q devo aceitar o fetiche dele

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    OiE! Que bom que veio perguntar aqui!
    Olha só a masturbação, por si só, não é um problema. Ela é uma forma saudável de conhecer o próprio corpo, regular ansiedade, aliviar tensão e produzir prazer. Só passa a ser considerada um comportamento compulsivo quando começa a substituir outras áreas da vida, gerar sofrimento, sensação de perda de controle ou dificultar a conexão com o parceiro. Ou seja, não é a frequência que define, mas o impacto emocional e relacional.

    Sobre o desejo do seu parceiro de incluir outras pessoas, isso entra no campo das fantasias e dos arranjos sexuais consensuais. Fantasia é algo individual. Para que ela vire prática, precisa existir desejo real dos dois. Quando apenas um quer e o outro aceita por medo de perder a relação, isso costuma gerar desconforto, ressentimento e até queda do desejo.

    Do ponto de vista psicológico e científico, relações saudáveis se baseiam em consentimento verdadeiro, não em adaptação forçada. Consentir não é “ceder”. Consentir é querer também. Se você acha chato, se sente invadida ou insegura, isso já é um sinal importante de que essa prática não está alinhada com você neste momento.
    Não existe obrigação de aceitar o fetiche do outro. Assim como ele pode ter essa fantasia, você pode não querer vivê-la. O caminho é o diálogo claro sobre limites, expectativas e o que cada um entende como intimidade, exclusividade e prazer.
    Muitas vezes, quando a pessoa insiste nesse tipo de proposta, não é só sobre sexo, mas sobre curiosidade, validação, excitação pela novidade ou até dificuldade de sustentar a intimidade a dois. Isso pode e deve ser conversado, sem que você precise se violentar emocionalmente para corresponder.

    Se você perceber que a masturbação está sendo usada como refúgio ou que a relação está gerando mais tensão do que conexão, um acompanhamento psicológico ajuda a entender o que está acontecendo com seu desejo, seus limites e sua forma de se relacionar.

    Você não precisa aceitar algo que não te faz bem para manter um vínculo. Sexualidade saudável é aquela em que existe respeito, segurança e escolha compartilhada.

    Se quiser, posso te ajudar a pensar em como conversar com ele de uma forma firme e respeitosa.

    Espero ter ajudado até aqui! Forte abraço.


  • Olá, sou casada a 11 anos, tenho 45 e meu esposo 48. De uns anos pra cá ele só faz sexo 1 x na seman

    Olá, sou casada a 11 anos, tenho 45 e meu esposo 48. De uns anos pra cá ele só faz sexo 1 x na semana, no máximo 2 é de duas semanas pra cá ele em uma das relações não ejaculou. Uma vez ele disse que era vontade de urinar e na outra ele disse que o penis dobrou e sentiu dor. Estou preocupada dele provavelmente estar tendo um relacionamento extraconjungal, já conversei mas ele diz que e normal e que não tem ninguém além de mim. Não sei o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Entendo a sua preocupação, porque quando algo muda na vida sexual do casal é muito comum que venham dúvidas, inseguranças e até pensamentos de traição. Mas mudanças na frequência, na ereção ou na ejaculação nem sempre têm relação com outra pessoa.
    Olha só, a partir dos 45–50 anos, muitos homens começam a apresentar oscilações hormonais, cansaço maior, estresse acumulado, alterações prostáticas, vasculares ou mesmo ansiedade de desempenho. Tudo isso pode interferir diretamente na ereção, no tempo de excitação e até impedir a ejaculação em algumas relações. Dor quando o pênis “dobra”, sensação de querer urinar ou perda de rigidez também podem ter explicações físicas e não significam, por si só, desinteresse ou infidelidade.
    Outro ponto importante é que, depois de anos de relação, o desejo costuma ficar menos espontâneo e mais responsivo. O corpo não funciona mais como antes, e muitos homens sentem vergonha de admitir que estão tendo dificuldade, tentando minimizar ou dizer que “é normal” para não parecer fragilidade.
    Antes de concluir que existe um relacionamento extraconjugal, vale mudar o foco da conversa. Em vez de perguntar se há outra pessoa, tente falar sobre o que você sente e sobre o cuidado com a saúde dele e com a intimidade de vocês. Algo como: “Tenho sentido que nossa vida sexual mudou e isso me deixou insegura. Não é cobrança, é porque você é
    importante pra mim. Talvez fosse bom olharmos isso juntos, até com um médico, para entender o que está acontecendo.”
    Caso essa conversa ficar dificil , fico a disposição como sexóloga para trabalhar com você ou com o casal.

    Isso tira o peso da acusação e abre espaço para parceria.

    O que vocês podem fazer agora:
    • Incentivar uma avaliação com urologista para checar parte hormonal, vascular e prostática.
    • Reduzir a pressão por desempenho. Quanto mais cobrança, maior a chance de falhas.
    • Investir em intimidade sem meta de relação completa. O desejo muitas vezes reaparece quando a ansiedade diminui.
    • Observar como está o estresse, o sono e o cansaço dele. Esses fatores impactam muito mais do que se imagina.
    • Se a angústia continuar, uma terapia de casal ou sexual pode ajudar a reorganizar essa fase.

    Você não está errada em se preocupar, mas também não precisa carregar essa hipótese sozinha. Na maioria das vezes, essas mudanças são sinais de transição do corpo e da relação, não de afastamento afetivo.


  • Sou homem hétero, mas tem um rapaz que quer me conhecer, (ele viu uma foto minha nesses grupos de wh

    Sou homem hétero, mas tem um rapaz que quer me conhecer, (ele viu uma foto minha nesses grupos de whatsap para pegação ) mora perto da minha casa, é casado. Não sei se tenho receio se tenho tendencia homossexual ou bissexualidade, (talvez pela pornografia que assisti muito), me relacionei com uma moça um ano atrás, mas nunca cheguei a um orgasmo com ela nem com outras que tive sexos casuais.

    Sempre que fico um tempo sem me masturbar, a sensação volta com força, aí entro nesses grupos.

    A gente marcou apenas de se encontrar , senão rolar tudo bem, mas estou angustiado, pois nunca fiz isso antes. Queria experimentar, para ver se gosto mesmo. É tipo um desejo proibido que estou sentindo. Tem terapia para isso ou é só questão de experimentar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    O que você está sentindo não significa, necessariamente, que exista uma definição de orientação sexual acontecendo agora. Muitas vezes essa vontade vem de curiosidade, do efeito da pornografia no cérebro e de um ciclo de excitação que busca novidade e intensidade, não de uma atração afetiva real por homens. A dificuldade de chegar ao orgasmo com mulheres também pode estar muito mais ligada à ansiedade, condicionamento masturbatório e desconexão na relação do que à orientação. Experimentar nesse estado de angústia costuma confundir mais do que esclarecer, porque vira uma tentativa de “resolver” a dúvida no impulso. Existe terapia, sim, e ela ajuda justamente a entender o que é desejo verdadeiro, o que é hábito, o impacto da pornografia e como reorganizar sua resposta sexual sem pressa de rótulo. Antes de qualquer experiência, vale desacelerar, reduzir estímulos pornôs e observar como o desejo aparece fora desse ciclo. Autoconhecimento não precisa ser no susto, pode ser construído com mais calma e consciência. Estou aqui como sexóloga se sentir que está pronto para ajuda.


  • Sou homem, tenho 27 anos e estou passando por algo que não sei explicar. Eu tenho um dia bastante pr

    Sou homem, tenho 27 anos e estou passando por algo que não sei explicar. Eu tenho um dia bastante preenchido, de manhã saio para correr antes do trabalho, a tarde vou para academia e a noite tenho faculdade. Tenho um corpo saudável, me alimento bem, não consumo pornografia. Minha testosterona deve estar alta, não fiz exame para saber, mas eu não sinto tesão em relações sexuais, apesar de conseguir ejacular, eu demoro para ficar excitado. Não tenho namorada, mas hoje saí com uma moça, tivemos relações e eu tive dificuldade em sentir prazer, nós paramos um pouco, ficamos conversando e aí fizemos novamente e a coisa fluiu até os dois ejacularem. Porém nem a todo tempo eu fiquei com o pênis ereto, quando coloquei o preservativo, ele "dormiu" e aí demorava para "subir" novamente. A moça ficou sentindo que o problema era ela, que não achei ela atraente ou que não estava gostando, ela se estressou e quis ir embora. Consegui acalmá-la, mantendo o equilíbrio emocional, e depois daquela conversa, o encontro foi excelente.

    Um adendo: eu passei quase 4 anos tendo relações com uma única pessoa onde envolvia amor, admiração e respeito. Hoje foi puramente casual. Não sei se isso influenciou.

    Devo estar com algum problema de disfunção erétil ou é apenas psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Pelo seu relato, isso não parece disfunção erétil física, e sim algo de contexto e cabeça. Você saiu de quase 4 anos de sexo com vínculo, confiança e intimidade, e foi para uma situação casual onde o cérebro ainda não reconhece o ambiente como seguro para excitar rápido. Além disso, sua rotina é muito ativa e de desempenho o dia todo, e o sexo precisa justamente do oposto: desacelerar. Quando você conversou, relaxou e parou de “ter que funcionar”, a resposta veio, o que mostra que o corpo está ok. Oscilar ereção, especialmente ao colocar preservativo ou quando está se observando demais, é muito comum nessa fase de adaptação. Não é falta de atração nem problema hormonal, é transição de modelo de desejo. Ajuda ir mais devagar, ter mais conexão antes da penetração, evitar sexo logo após treino pesado e parar de se testar mentalmente. Só valeria investigar médico se isso acontecesse sempre, até sozinho ou sem ereções matinais, o que você não descreveu. Caso sinta necessidade estou aqui para acompanhamento em sexualidade humana


  • Eu sou homem mas gostava de ser mulher eu fui casado 11 agora sou. Viúvo. O que devo fazer

    Eu sou homem mas gostava de ser mulher eu fui casado 11 agora sou. Viúvo. O que devo fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Obrigado por confiar isso aqui. O que você descreve é profundo. Sentir que gostaria de ser mulher não é algo errado, estranho ou incomum. Isso fala sobre identidade, desejo, história e também sobre liberdade de ser quem se é. O fato de você ter sido casado por muitos anos e hoje estar viúvo pode intensificar essas perguntas, porque o luto costuma abrir espaços internos que antes estavam ocupados por papéis, rotinas e responsabilidades. Não é necessário tomar decisões imediatas nem se rotular. O mais importante é ter um espaço seguro para escuta, compreensão e elaboração dessas questões, sem julgamento. A psicoterapia pode ajudar a diferenciar sentimentos, integrar experiências e construir caminhos possíveis com mais segurança emocional e respeito à própria história.

    Luciana Gübel
    Psicóloga | Especialista em Sexualidade Humana
    CRP 06/52193


  • Queria ter relações sexuais com minha namorada, mas tenho medo de gravidez indesejada pois somos ado

    Queria ter relações sexuais com minha namorada, mas tenho medo de gravidez indesejada pois somos adolescentes, ela toma anticoncepcional, e eu pretendo usar preservativo e realizar coito interrompido, ainda há chances de gravidez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Oie! Preservativos e contraceptivos certinho! Não é necessário o coito interrompido, ele nem ajudaria, além de transformar a experiência muito ansiogênica para vocês.


  • Tive polução noturna e consegui ir até o vaso para descartar na água, entretanto, logo após eu sair

    Tive polução noturna e consegui ir até o vaso para descartar na água, entretanto, logo após eu sair uma mulher urinou. Quais as chances de um eventual respingo ou algo do tipo engravidar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Nenhuma, fique tranquilo!


  • Qual o objetivo da avaliação neuropsicológica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual o objetivo da avaliação neuropsicológica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    O objetivo da avaliação neuropsicológica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é compreender como determinadas funções cognitivas e emocionais estão funcionando e de que forma elas interferem no comportamento, nos vínculos e na regulação emocional da pessoa.

    Essa avaliação permite investigar, entre outros aspectos, atenção, memória, funções executivas, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e tomada de decisão, além de identificar padrões de impulsividade e dificuldades na modulação das emoções. No TPB, esses achados ajudam a diferenciar o que é predominantemente um traço do funcionamento emocional do que pode estar associado a prejuízos cognitivos específicos ou a comorbidades.

    Os resultados contribuem para um diagnóstico mais preciso, orientam o planejamento terapêutico, auxiliam na escolha das estratégias psicoterapêuticas mais adequadas e favorecem intervenções mais ajustadas à realidade psíquica do paciente. Também podem ser úteis para psicoeducação do próprio paciente e de familiares, ampliando a compreensão sobre o funcionamento do transtorno.

    Luciana Gübel
    Psicóloga | Psicodramatista
    Especialista em Sexualidade Humana
    CRP 06/52193


  • Me ajudem por favooor. Consigo gozar sozinha, me masturbando, mas quando estou transando não gozo de

    Me ajudem por favooor. Consigo gozar sozinha, me masturbando, mas quando estou transando não gozo de jeito nenhum, nunca está "bom" o suficiente para que eu chegue ao orgasmo, nisso quando continuo tentando, começo a não sentir mais nada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Oie que bom que procurou ajuda! Vamos la

    O que você descreve é mais comum do que parece e tem nome: anorgasmia situacional. O fato de você conseguir gozar sozinha indica que seu corpo responde ao prazer, mas que algo no contexto da relação a dois está interferindo.

    Isso pode envolver ansiedade de desempenho, excesso de expectativa, dificuldade de entrega, foco excessivo em “chegar lá”, experiências anteriores, dinâmica do vínculo, comunicação sexual ou até uma desconexão entre excitação e sensação corporal. Quando o esforço vira tensão, é comum que o corpo “desligue” e a sensibilidade diminua, como você relata.

    Na psicoterapia, especialmente com foco em sexualidade, trabalhamos exatamente essa reconexão com o próprio corpo, o prazer sem cobrança, o entendimento dos gatilhos emocionais e a construção de uma vivência sexual mais segura e autêntica. Não se trata de “técnica”, mas de vínculo, escuta e presença.

    Buscar ajuda é um passo importante e pode transformar completamente essa experiência.

    Luciana Gübel
    Psicóloga | Especialista em Sexualidade Humana
    CRP 06/52193


  • tive relação sexual (sou gay) sendo passivo, meu parceiro acabou me "cortando" e apareceu uma pequen

    tive relação sexual (sou gay) sendo passivo, meu parceiro acabou me "cortando" e apareceu uma pequena abertura no meu ânus que sai um pouco de sangue e muco, pode me explicar mais sobre?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Oie bora entender!
    Situações como essa podem acontecer e, na maioria das vezes, estão relacionadas a uma fissura anal ou a uma pequena lesão da mucosa do ânus. A região anal é muito sensível e vascularizada; durante a penetração, especialmente se houve pouca lubrificação, tensão muscular, movimentos bruscos ou preparo inadequado, podem surgir pequenos cortes.

    O sangue vivo em pequena quantidade costuma indicar lesão superficial. O muco é uma resposta natural do organismo à irritação local. Em geral, essas fissuras cicatrizam sozinhas, desde que a região seja poupada.

    Algumas orientações importantes:
    • Evitar relações anais até cessarem dor e sangramento.
    • Manter a região limpa, com higiene suave, sem fricção excessiva.
    • Usar lubrificação adequada em relações futuras e respeitar os limites do corpo.
    • Observar sinais de alerta: dor intensa, sangramento persistente, secreção com mau cheiro, febre ou piora dos sintomas.

    Se o sangramento ou o desconforto persistirem, o ideal é procurar um proctologista para avaliação.

    Além disso, na psicoterapia trabalhamos também a escuta do corpo, o consentimento interno e a redução de tensões que podem impactar diretamente a vivência sexual.

    Cuidar do corpo é parte fundamental do cuidado com a saúde sexual.

    Luciana Gübel
    Psicóloga | Especialista em Sexualidade Humana
    CRP 06/52193


  • eu e meu parceiro temos 16 anos e queremos transar pela a primeira vez,gostaria de saber se sem o us

    eu e meu parceiro temos 16 anos e queremos transar pela a primeira vez,gostaria de saber se sem o uso da camisinha a risco de pegarmos doenças.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Oie! Que bom vocês se planejarem para essa primeira vez. É muito importante que vocês dois estejam com vontade de iniciar, e saber que nada é obrigatório de vocês fazerem. Maaaas o preservativo, a camisinha é necessária sim. Há risco de doenças e/ou gravidez caso não usem.


  • Descobri que meu esposo quando vai tomar banho sozinho bate uma olhando os vídeos de uma atriz porno

    Descobri que meu esposo quando vai tomar banho sozinho bate uma olhando os vídeos de uma atriz porno. Devo me preocupar com esse comportamento dele?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Olá! Que bom que veio procurar orientação! Antes de pensar em “preocupação”, vale refletir sobre contexto e frequência:
    Se é de vez em quando , pode estar ligado à fantasia ou à forma como ele lida com o desejo sexual, algo comum em muitas pessoas.
    Mas se isso é constante, se ele precisa disso para se excitar, evita o contato sexual com você, ou se há distanciamento emocional e segredo, aí sim pode sinalizar um padrão de desconexão ou compulsão sexual que merece atenção.

    Outro ponto é como esse comportamento te faz sentir ? Tristeza, rejeição, raiva, indiferença? Esses sentimentos são importantes de escutar, porque dizem muito sobre o vínculo e os acordos (explícitos ou não) dessa relação.

    Vale conversar com ele — não com o tom de acusação, mas buscando compreender.
    Caso fique difícil busque uma terapia de casal fico a disposição!


  • Quais são as diferenças na manifestação da comunicação entre homens e mulheres com Transtorno do Esp

    Quais são as diferenças na manifestação da comunicação entre homens e mulheres com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Oie, como está? Homens e mulheres no espectro podem se comunicar de formas diferentes. Em geral, homens demonstram mais abertamente dificuldades sociais, enquanto mulheres costumam desenvolver estratégias de camuflagem, observando e imitando comportamentos para se adaptar. Isso pode levar a diagnósticos mais tardios nelas. Apesar de parecerem comunicar-se bem, muitas relatam cansaço social e sensação de não pertencimento


  • O que acontece quando a mulher autista tenta interagir socialmente, mas não tem sucesso?

    O que acontece quando a mulher autista tenta interagir socialmente, mas não tem sucesso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Vamos a sua resposta: Muitas relatam frustração, exaustão e sensação de inadequação, mesmo após grande esforço para se adaptar.

    Como costumam observar e imitar comportamentos sociais para se encaixar, cada interação mal interpretada pode reforçar a ideia de “não pertencer”. Isso pode levar ao isolamento, à autocrítica intensa e, em alguns casos, a quadros de ansiedade ou depressão.

    Caso precise de ajuda estou por aqui, vamos agendar uma consulta.

    Forte abraço!


  • O mascaramento pode dificultar o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O mascaramento pode dificultar o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Olá!
    Sim. O mascaramento, significa quando a pessoa autista aprende a imitar comportamentos sociais para se adaptar, pode sim dificultar o diagnóstico de TEA. Acontece especialmente em mulheres, pois, apesar de parecerem se comunicar bem, elas muitas vezes vivem grande esforço interno, exaustão e ansiedade. O mascaramento torna os sinais menos visíveis e pode levar a diagnósticos tardios ou equivocados.
    Caso pense que possa te ajudar mais, agende uma consulta, estou por aqui.


  • Minha filha de 11 anos me contou que acha que está gostando de uma menina. Como ajudá-la a entende

    Minha filha de 11 anos me contou que acha que está gostando de uma menina.
    Como ajudá-la a entender? Na nossa relação nada muda, quero me posicionar de forma a não incentivá-la.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Oii! Que bom que ela se sentiu segura para te contar esse é um sinal de vínculo e confiança muito importantes.
    Nessa fase, sentimentos de curiosidade e identificação afetiva podem surgir com pessoas de diferentes gêneros, e isso faz parte do desenvolvimento emocional e da construção da identidade.

    O mais importante é que ela se sinta ouvida e acolhida, sem pressa de definir nada. Você pode dizer algo como:

    “Obrigada por confiar em mim e o mais importante é você se conhecer e entender o que sente, no seu tempo.”

    Evite reforçar rótulos ou fazer interpretações imediatas, o foco é ajudá-la a reconhecer e nomear o que sente, sem medo ou vergonha.
    Também é essencial mostrar que o amor e o respeito dentro da relação de vocês continuam os mesmos, independentemente do que ela descubra sobre si.

    Se em algum momento ela parecer confusa, ansiosa ou precisar de um espaço neutro para falar, um processo terapêutico pode ser muito útil, não para “corrigir” nada, mas para ajudá-la a compreender suas emoções com segurança e cuidado.

    Estou por aqui se precisar!


  • Casamento feliz de 24 anos e uma filha de 22 anos. Recentemente meu marido (com 58 anos e eu com 56

    Casamento feliz de 24 anos e uma filha de 22 anos. Recentemente meu marido (com 58 anos e eu com 56 anos) se insinuou bissexual com desejo de ficar com um homem e de separar-se. Fiquei em choque, mesmo já desconfiada, porém achava que seria somente fantasias. Não consegui conversar com ele sobre o assunto e então resolvi escrever uma carta, aceitando tudo e tudo bem.. separar. Ele chorou disse que estava enganada que eu estava maluca e que o problema dele era dinheiro. Passaram-se 6 meses, continuo muito ansiosa e noto que sim, ele é bissexual e tem vontade e desejos.., mas tem medo de deixar seu casamento e vergonha de se assumir. Não sei o que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luciana Tabby Gubel

    Acredito que seja importante iniciar uma terapia de casal com profissional especialista em sexualidade humana.
    A proposição de espaço de comunicação seguro e de pesquisa de possibilidades de melhoria do auto conhecimento da relação vai ajudar muito.
    Estou a disposição.


Perguntas frequentes

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