Perguntas do paciente (7)

  • A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) é um diagnóstico separado?

    A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) é um diagnóstico separado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucinéia Garcia

    A chamada Disforia Sensível à Rejeição (RSD) não é um diagnóstico médico nem um transtorno reconhecido nos manuais de saúde mental. Esse termo é usado para descrever uma experiência emocional real: uma dor emocional intensa e rápida que pode surgir quando a pessoa percebe rejeição, crítica ou falha. Isso não significa fragilidade ou exagero. Indica uma sensibilidade emocional maior, como se o sistema emocional reagisse com mais intensidade a situações interpessoais. Pessoas com esse tipo de sensibilidade costumam perceber nuances, mudanças de tom e sinais de desaprovação de forma muito profunda.

    Essa sensibilidade, embora cause sofrimento em alguns momentos, também está ligada à empatia, à capacidade de se importar e de se conectar com os outros. O foco do acompanhamento terapêutico não é eliminar essa característica, mas ajudar a desenvolver estratégias de regulação emocional, para que as emoções não se tornem tão dolorosas ou paralisantes.

    Com compreensão, treino emocional e suporte adequado, é possível aprender a lidar melhor com essas reações e transformar essa sensibilidade em um recurso, e não apenas em uma fonte de sofrimento.


  • Quais são os sintomas de traumas emocionais? .

    Quais são os sintomas de traumas emocionais? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucinéia Garcia

    Traumas emocionais são experiências complexas e únicas. Não é possível definir sintomas universais sem compreender a natureza do trauma, o contexto e a história de vida da pessoa. Cada indivíduo carrega valores, crenças, estilo de vida e formas singulares de perceber o mundo. Por isso, o acolhimento deve ser sempre personalizado.
    É importante lembrar que traumas não se resolvem da noite para o dia o, cuidado emocional exige tempo, continuidade e acompanhamento com profissionais especializados.


  • Quais estratégias podem ajudar a superar o medo da rejeição?

    Quais estratégias podem ajudar a superar o medo da rejeição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucinéia Garcia

    O medo da rejeição pode ter origens profundas, muitas vezes relacionadas à infância, experiências de abandono ou críticas constantes. Também está diretamente ligado à autoestima e à forma como a pessoa percebe a si mesma e aos outros.
    Uma das estratégias mais eficazes para lidar com esse medo é a psicoterapia, que permite ressignificar experiências passadas, fortalecer suas forças internas e aprender a impor limites de forma saudável. Abordagens como a Psicologia Positiva e a Psicoterapia Humanista contribuem para desenvolver uma relação mais gentil e acolhedora consigo mesmo, promovendo autoconfiança e autonomia emocional.


  • Sentimento de Raiva, por que sentimos e como lidar? .

    Sentimento de Raiva, por que sentimos e como lidar? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucinéia Garcia

    Sentimos raiva porque ela é uma emoção natural e necessária. Geralmente, ela surge quando nos sentimos injustiçados ou contrariados. No entanto, sentir-se injustiçado não significa, necessariamente, que houve uma injustiça real, por isso, é essencial desenvolver consciência emocional. O primeiro passo é reconhecer a raiva e identificar o que a provocou. Em seguida, pergunte-se: essa situação está sob o meu controle? Compreender isso ajuda a evitar reações impulsivas. A raiva também pode ser uma força transformadora. Ela é uma energia que nos move à ação, nos ajuda a lutar por nossos direitos e a estabelecer limites. Porém, para que isso aconteça de forma saudável, ela precisa vir acompanhada de pensamento crítico e estratégia afinal, toda ação gera consequências. Por isso, a psicoterapia (individual ou em grupo) é uma ferramenta poderosa para acolher essa emoção, entender sua função e aprender a expressá-la de forma construtiva, sem ferir a si nem aos outros.


  • Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderli

    Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outras doenças mentais ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucinéia Garcia

    Olá, sim é possivel, na aréa da saúde chamamos de comorbidade, quando uma pessoa tem um dignóstico principal com 2 ou mais outros transtornos. Mas para ter um dignóstico correto, é fundamental ir num bom psiquiatra, que vai ouvir sua história, analisar seus sintomas e se possivel atuar com uma equipe multidisciplicar (psicólogos, neurologistas, etc). Fechar um diagnóstico é algo serio que impacta muito na vida das pessoas por isso é necessário muita atenção e cuidado com cada individuo.


  • É possível uma pessoa ter dislexia, discalculia, TDA, deficiência intelectual leve e outros transtor

    É possível uma pessoa ter dislexia, discalculia, TDA, deficiência intelectual leve e outros transtornos ao mesmo tempo? Oi, pessoal! Estou com uma dúvida importante e gostaria muito da ajuda de quem entende do assunto ou já viveu algo parecido. No meu laudo antigo aparecia “problemas globais do desenvolvimento” e fui medicado com Ritalina. Com o tempo, percebi que me identificava muito com os sintomas do TDA (Transtorno do Déficit de Atenção, sem hiperatividade) — que, pelo que pesquisei, é considerado o tipo mais difícil de lidar, justamente por ser mais interno e muitas vezes passar despercebido. Tenho bastante dificuldade com foco, organização, memória e isso me atrapalha bastante no dia a dia. Além disso: Tenho mudanças de humor intensas, o que me fez pensar se não tenho também algo relacionado a transtorno afetivo bipolar; Tenho muita dificuldade com matemática, mas não sei se isso é discalculia ou deficiência intelectual leve. O que me confunde é que vi que pessoas com deficiência intelectual leve conseguem fazer cálculos simples, e eu tenho dificuldade até com isso; Tenho dificuldades na escrita, às vezes inverto letras ou escrevo palavras erradas, e aprendi a ler só com 8 para 9 anos — o que pode indicar traços de dislexia, embora nunca tenha tido dificuldade com leitura rápida ou fluência na leitura. Minha maior dúvida é: é realmente possível uma pessoa ter 9 ou 10 diagnósticos diferentes? Sinto como se várias partes de mim se em diferentes transtornos, mas nenhum diagnóstico até agora conseguiu explicar tudo por completo. Se alguém já passou por isso ou tiver alguma orientação sobre como buscar um diagnóstico mais claro, ficaria muito grato.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucinéia Garcia

    Olá, sim é possivel, na aréa da saúde chamamos de comorbidade, quando uma pessoa tem um dignóstico principal com 2 ou mais outros transtornos. Mas para ter um dignóstico correto, é fundamental consultar um equipe multidisplinar composta por diversos profissionais ( Psiquiatra, psicologos, neurologistas, psicopedagogos, etc...) Não precisa ser todos esses profissionais, varia de acordo com cada caso, mas quanto mais profissionais para fechar um dignóstico melhor. Um vez que todo o processo de intervenção para o seu desenvolvimento, vai ser desenvolvindo de acordo com o seu dignóstico final.


  • Olá Fiz HTP... A árvore fiz grande,com 3 galhos e copas separadas em casa galho. O restante dos de

    Olá Fiz HTP...
    A árvore fiz grande,com 3 galhos e copas separadas em casa galho.
    O restante dos desenhos ao meu ver normal.
    Posso não passar na avaliação!?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucinéia Garcia

    O HTP é um instrumento para avaliar os traços de personalidade, como funciona suas emoções e como você lida com os ambientes internos. Quando ele é aplicado numa avaliação, vai depender do que a pessoa que aplicou quer avaliar, então não tem como avaliar somente pelas caracteristicas do desenho, é necessário saber qual o objetivo, contexto da avaliação. E em qualquer contexto que é aplicado o teste, ele não vai ser considerado individualmente, por exemplo, se fez outros teste e entrevista isso também vai ser levado em conta.


Perguntas frequentes

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