Perguntas do paciente (36)
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, um término pode ser vivido como um luto. Não perdemos só a pessoa, mas um projeto de vida e uma forma de nos enxergarmos através dela, por isso a dor é a de uma perda. O que fazer com essa energia que era tão investida nesse laço e que agora fica solta, sem destino?
Um caminho é permitir que os sentimentos apareçam, manter os laços que estão presentes e ser paciente com o tempo, já que elaborar uma perda é um trabalho psíquico gradual. De qualquer forma, a psicanálise oferece um espaço para atravessar esse processo com mais profundidade.
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Saí do meu primeiro relacionamento tem quase 1 mês, durou 8 meses. Eu tenho 29 anos, estou com um ce
Saí do meu primeiro relacionamento tem quase 1 mês, durou 8 meses. Eu tenho 29 anos, estou com um certo medo de não encontrar um novo amor ou a pessoa certa nunca aparecer. Esse medo é normal depois de um término? Ao mesmo tempo vejo que finalmente superei a minha ex. Sou muito caseiro e introvertido, como posso mudar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que faz você questionar se esse medo é normal? O fim de um relacionamento traz consigo diversos questionamentos sobre o que aconteceu e sobre o que esse término significa para você e para a sua vida amorosa. Pensar no futuro parece indicar que há algo novo pela frente, mesmo que ainda seja incerto. A vida é assim, não é? O desejo é esse caminho sem garantias e, apesar disso, apostamos nele, ainda que venha acompanhado de alguma angústia por não sabermos exatamente como tudo irá se dar. Quanto a ser de determinada forma, isso realmente precisa ser mudado para encontrar uma nova pessoa? O primeiro passo para qualquer mudança é elaborar sobre isso e, idealmente, ter um espaço para falar a respeito.
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Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?
Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na minha clínica, deixo sempre claro que o paciente pode trazer qualquer assunto que desejar. É natural que existam temas sensíveis sobre os quais ele possa escolher por não falar inicialmente, mas esse conforto é desenvolvido ao longo do tratamento. Quando você se sentir à vontade e tiver vontade de falar sobre determinado assunto, não há qualquer impedimento para iniciá-lo com o psicólogo.
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Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia
Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De primeira, o tempo. Como você bem coloca na pergunta, a "tristeza passageira" passa. Um quadro de depressão costuma ser algo que dura muito mais, além de trazer outras possibilidades de sintomas decorrentes da depressão. Entendo que, quando se está vivendo, é difícil diferenciar um do outro e, talvez, essa percepção venha só depois de um certo tempo. Porém, acho que é um questionamento extremamente importante, pois coloca um questionamento justamente naquilo que pode estar acontecendo. Um acompanhamento pode servir tão bem na tristeza passageira quanto em um quadro mais grave de depressão; gosto de pensar que o espaço de uma análise serve para apaziguar grandes incêndios, mas tem um aproveitamento maior para evitar que esse incêndio tome conta de tudo.
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A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A frustração de querer enfrentar sem os remédios e não conseguir é compreensível. No entanto, é possível ter outro entendimento: que os remédios estão justamente te oferecendo as condições para seguir em frente e talvez te deixando um pouco mais disponível para elaborar o que aconteceu. Perceber que abrir mão de coisas que são suas por outro é capaz de mostrar o quanto isso é caro para você. Ao mesmo tempo, talvez essa “brecha” seja uma chance de entender o porquê de isso ter acontecido, o que é essa ansiedade social e se um resgate disso que era seu é possível. Ter um espaço, como uma análise ou terapia, para falar sobre tudo isso é fundamental para começar a enfrentar, mesmo que, inicialmente, com o auxílio dos remédios.
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É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo
É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Será que a sua postura, ou o que o seu corpo está te dizendo com esses desconfortos, influencia na sua ansiedade? Ou será que a ansiedade, esse desconforto interno, reflete seus outros incômodos internos no seu corpo, externalizando isso de forma diferente? Pode ser que a ordem dos fatores não altere o resultado, a ansiedade continua prevalecendo. Mas é importante para pensar exatamente o que é isso que te causa desconforto.
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A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De onde vem essa irritação? O que é isso que irrita tanto em contextos sociais, estando na rua no meio de pessoas? Para poder lidar com calma, é necessário entender o que é que te tira dessa posição neutra, calma, para uma posição irritada, fora da "neutralidade". A partir daí seria possível começar a tratar o processo que traz à tona essa irritação que incomoda a inserção em meios sociais. É claro que existem coisas que irritam, mas se isso independe dos acontecimentos, de onde será que vem essa irritação?
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O que fazer se os sintomas de hiperfoco ou obsessão forem prejudiciais?
O que fazer se os sintomas de hiperfoco ou obsessão forem prejudiciais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando se trata de sintomas, quaisquer que sejam, é preciso questionar o "por quê". Entendo que pode ser difícil, mas é o caminho que temos para escapar um pouco de apenas pensar no sintoma pelo sintoma e termos a possibilidade de investigar um pouco mais a fundo o que é prejudicial e o que tal sintoma oferece de ganho para o indivíduo. Pode parecer estranho, paradoxal, mas, se não existisse algum ganho (mesmo que secundário), talvez isso não se repetisse com tanta frequência, não é?
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Como o agressor manifesta sua crise existencial por meio do bullying?
Como o agressor manifesta sua crise existencial por meio do bullying?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo."
Essa frase é uma abordagem inicial possível para essa pergunta. É possível inferir algo de como o "bully" pratica esse ato violento, mas há um limite para tal interpretação. As pessoas são complicadas, e é difícil dizer como uma prática manifesta uma possível crise existencial de um sujeito. No entanto, para ir um pouco além no contexto dessa pergunta, podemos analisar o conteúdo do bullying e, a partir daí, buscar uma imagem maior daquela pessoa. Mas, mais importante que isso, tanto para quem sofre quanto para quem pratica, é importante que possam falar, separadamente, sobre como aquilo afeta cada um deles. O bullying é uma prática violenta que coloca o ego em jogo, dos dois lados, e que pode afetar profundamente quem o sofre. Achei importante a pergunta que traz esse questionamento para o outro lado, de quem pratica, em que certamente podemos afirmar que há uma afetação ali.
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Como o bullying afeta a pessoa que já tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Como o bullying afeta a pessoa que já tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O bullying pode suscitar diversos tipos de reações, como, por exemplo, sentimentos de rejeição, angústia e/ou raiva. Uma das características do TPB é justamente a instabilidade afetiva, a impulsividade e uma certa dificuldade nos laços. Portanto, pode-se pensar que o bullying atua justamente onde a pessoa que já tem o TPB possui dificuldades já postas por conta desse diagnóstico, o que pode levar a consequências possivelmente mais agudas, de acordo com a reatividade e a impulsividade presentes.
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A ansiedade existencial é um problema ou uma oportunidade?
A ansiedade existencial é um problema ou uma oportunidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ela precisa, necessariamente, ser uma coisa ou outra? A ansiedade (ou, às vezes, angústia) existencial certamente ocupa um lugar de desconforto. É interessante pensar nesse sentimento como mobilizador, pois as pessoas costumam relatar uma paralisia frente a essa questão existencial, ou uma movimentação, às vezes excessiva, para se "livrar" dessa sensação. Por isso, acho essa pergunta interessante: por que a ansiedade existencial parece ser um problema e, também, uma oportunidade? É um problema por ser algo que incomoda, que permanece ali, que causa um desconforto. Também se apresenta como uma oportunidade por colocar o sujeito em uma posição de possibilidade de ação para "resolver" essa questão, seja procurando uma terapia para falar sobre si mesmo, pensar sobre sua própria vida e, a partir disso, começar a entender como lidar com isso que causa a ansiedade existencial.
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O que fazer quando o medo é avassalador ? .
O que fazer quando o medo é avassalador ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez o primeiro passo seja tentar entender mais de onde vem esse medo, como ele aparece, o que o faz ser "avassalador". É uma tarefa difícil; o medo costuma ser um sentimento que se transforma facilmente, mas que é muito potente. Buscar um espaço para poder falar sobre esse medo, sobre o contexto no qual ele começou a aparecer e como isso foi se transformando parece ser um ótimo caminho para começar a tratá-lo.
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O que devemos fazer quando a pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) recusa o tratamento ps
O que devemos fazer quando a pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) recusa o tratamento psicológico e medico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta interessante, que aproveito não só para esse caso específico de TOC, mas para extrapolar para algo mais geral. O que pode ser feito quando uma pessoa, com qualquer diagnóstico ou questão, recusa o tratamento psicológico e médico?
Pensando na psicologia, pelo viés psicanalítico, a pessoa precisa investir nesse processo. Falo aqui de um investimento financeiro e emocional, entre outros. É um processo trabalhoso, que toca em questões íntimas e que afetará a vida de quem realmente se implicar nele. Agora, iniciar uma psicoterapia ou uma análise só será possível se a pessoa quiser. Não há trabalho a ser feito caso ela não queira falar sobre o que está acontecendo ou como aquele diagnóstico afeta sua vida. Pode ser frustrante pensar dessa forma, mas o profissional da saúde não pode querer mais que o paciente. Assim como um familiar ou amigo pode ter tamanha preocupação com o outro, existe um limite do quanto é possível direcioná-lo para o tratamento. Isso necessariamente deve partir do sujeito.
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Por que o estresse piora o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Por que o estresse piora o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Via de regra, o estresse piora qualquer transtorno. Não é necessário ir muito longe nessa explicação: o estresse (e até mesmo a ansiedade, por exemplo) age de forma bastante direta no agravamento de outros sintomas. Basta pensarmos em momentos em que estamos estressados ou ansiosos e em como isso afeta a nossa reação a certos acontecimentos; algo não tão grave pode provocar uma reação mais agravada caso o estresse já esteja presente de antemão, por exemplo.
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Como posso reduzir a frequência e intensidade dos sintomas obsessivos e compulsivos.?
Como posso reduzir a frequência e intensidade dos sintomas obsessivos e compulsivos.?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em uma análise, por exemplo, poderíamos investigar mais a fundo como esses sintomas obsessivos e compulsivos apareceram e como isso se relaciona, de alguma forma, à sua vida pessoal. Como de costume, falar sobre esses sintomas e decompor o que eles configuram é um caminho para entender o lugar deles no campo psíquico, o que permite um aprofundamento ainda maior. Nesse percurso, é comum perceber um certo alívio desses sintomas
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Como a psicologia clínica contribui para doenças crônicas mentais?
Como a psicologia clínica contribui para doenças crônicas mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicologia clínica tem uma grande importância para doenças crônicas de forma geral. Ter um espaço para poder falar e entender como aquela doença afeta a vida da pessoa ajuda na maneira como ela conseguirá lidar com as dificuldades que podem surgir como consequência dessa condição. É um tratamento que pode ser longo, o que condiz com a cronicidade envolvida. Acompanhar a pessoa por um tempo extenso pode ajudar a evitar que a situação chegue a um estado crítico de saúde mental, causado pelo excesso de angústia que pode surgir, caso não haja acompanhamento. Gosto de pensar que a psicologia clínica também pode ser útil para apagar incêndios, nos momentos de crise mais aguda. No entanto, sua maior utilidade está no tratamento contínuo, que implica em uma manutenção duradoura, prevenindo que a casa entre em chamas.
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Como a Avaliação Psicológica de Orientação Profissional (AOP) se relaciona com a Saúde Mental ?
Como a Avaliação Psicológica de Orientação Profissional (AOP) se relaciona com a Saúde Mental ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na minha clínica, a Orientação Profissional é realizada também com um viés psicanalítico. Se, em uma sessão de psicanálise comum, há um convite para falar sobre o que vier à mente, partimos do pressuposto de que há algo interno a ser trabalhado. A orientação, claro, será mais específica, voltada a questões como uma mudança de carreira, a escolha entre opções de graduação, entre outras. Porém, essas decisões envolvem várias outras áreas da vida, não se trata de uma escolha qualquer. Implicam diversas mudanças que afetam a vida de forma considerável, e é extremamente importante pensar nessas decisões considerando também o contexto pessoal. O trabalho realizado em uma Orientação Profissional é direcionado pelo desejo, sempre pautado na realidade possível, apostando que essa é uma saída que contempla tanto o sucesso profissional quanto a satisfação pessoal. Quando esses dois aspectos se alinham, pode-se considerar que a pessoa está investindo em uma vida com menos angústias.
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Como superar os Pensamentos Repetitivos ou Obsessivos ?
Como superar os Pensamentos Repetitivos ou Obsessivos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante pensar no que esses pensamentos repetitivos ou obsessivos representam. Raramente a obsessão é literalmente sobre o objeto que fica em pauta. Ele costuma ser uma representação daquilo que realmente é uma questão. Seja, por exemplo, uma obsessão amorosa em que o foco está, normalmente, em uma pessoa específica, externa ao sujeito que sofre com isso. No entanto, é impossível dizer que a responsabilidade é do outro, visto que ele não tem nada a ver com essa obsessão; ele apenas foi escolhido, possivelmente por alguma identificação que se liga a essa ideia oculta. Superar esses pensamentos obsessivos advém justamente do entendimento do que faz esses pensamentos se fixarem em tal objeto; falar sobre tudo o que envolve essa obsessão é uma forma de conseguir chegar a uma resposta. Claro, será um caminho menos árduo com a ajuda de um profissional.
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Quais os fatores que podem aumentar a probabilidade de desenvolver luto patológico ?
Quais os fatores que podem aumentar a probabilidade de desenvolver luto patológico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Há diversos fatores que podem aumentar a probabilidade de desenvolver um luto patológico. Entretanto, é bem valioso pensarmos o que significa um luto tornar-se patológico; um processo normal e presente para todos nós, visto que a falta (ou perder, num geral) faz parte da vida. O que torna isso "patológico"? O que é um luto que se transforma em doença? Evidentemente, o luto é um processo que pede uma elaboração, que busca tentar entender como a perda de um ente querido, por exemplo, afeta as relações dentro da família, ou o que fazer com todo esse investimento naquela pessoa que fica sem direção na falta dela? Sentir a dor do luto é um processo muito difícil, e caso não seja bem trabalhado, essa perda pode se alastrar para outras áreas de sua vida. A evidenciação da falta, escancarada pelo processo de luto, quando não tratada, ou seja, quando não elaborada de uma forma mais eficaz, pode tornar a vida extremamente sofrida. Há um retorno muito frequente em pensamentos para a falta da pessoa que já não está mais aqui, e torna-se um problema quando isso continua afetando o funcionamento normal da pessoa por um tempo excessivo. Não existe um tempo certo para "concluir" o luto; mas existe o tempo de cada um para que a vida volte a caminhar dentro de uma certa normalidade. Talvez o luto torne-se patológico nessa impossibilidade de retornar à vida "normal".
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A saúde mental é importante em todas as idades? .
A saúde mental é importante em todas as idades? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a saúde mental é importante em todas as idades. Não é sobre necessitar estar em um tratamento a vida inteira, mas entender que a falta de cuidado com a vida psíquica também tem consequências, assim como a falta de cuidado com o seu corpo pode trazer comorbidades. A grande questão é que a saúde mental pode afetar tanto sua organização psíquica (dos pensamentos, imaginação, relações sociais, por exemplo) quanto sua saúde física, quando nos deparamos com sintomas que foram deslocados de uma ordem psíquica para o corpo, por exemplo. E cada faixa etária lida com situações complexas e diferentes, certo? Se pensarmos na criança, no adolescente, no adulto e no idoso, podemos visualizar como cada fase da vida demanda algo diferente de nós. Entretanto, também é possível enxergar uma demanda comum para todas essas faixas etárias. Entrar em um tratamento, por exemplo numa análise, pode ser importante para entender como essa demanda da vida te afeta naquele momento específico da sua vida, a partir de como sua história te afetou até então. Apostamos sempre que há um trabalho a ser feito, e que desse trabalho, aparecerão mudanças para o paciente.
Perguntas frequentes
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Olá. Atualmente uso Vortioxetina 20mg, Venvanse 50mg e Aripiprazol 0,5mg. Tenho sentido que minha an
Olá! Primeiramente sobre a ansiedade. Embora a vortioxetina seja eficaz para…