Perguntas do paciente (976)
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A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é o tratamento principal para o Transtorno Obse
A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é o tratamento principal para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai? Sim, a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é considerada o tratamento de primeira escolha para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Ela ajuda o paciente a enfrentar os pensamentos obsessivos sem recorrer aos rituais compulsivos, promovendo uma redução gradual da ansiedade. Ao longo das sessões, o cérebro aprende novas formas de lidar com os gatilhos, enfraquecendo os ciclos obsessivo-compulsivos. Frequentemente, a ERP pode ser associada ao uso de medicação, potencializando os resultados clínicos. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Quais são os benefícios gerais da terapia de exposição para a ansiedade?
Quais são os benefícios gerais da terapia de exposição para a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai? A terapia de exposição é considerada uma das intervenções mais eficazes para a ansiedade, pois ajuda a pessoa a enfrentar gradualmente situações que antes eram evitadas. Esse processo reduz a resposta de medo e ensina o cérebro a perceber que tais estímulos não representam uma ameaça real. Com o tempo, há uma diminuição da evitação e do sofrimento, favorecendo maior autonomia e qualidade de vida. Além disso, melhora a tolerância à ansiedade, fortalecendo o autocontrole. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Olá, meu nome é Guilherme, tenho 32 anos e vou tentar resumir para não ficar um texto cansativo.
Olá, meu nome é Guilherme, tenho 32 anos e vou tentar resumir para não ficar um texto cansativo.
De forma geral, para você ter uma base sobre mim: não sou formado, não trabalho, moro com os meus pais e me mudo bastante de estado. Estou há 1 ano e 4 meses morando em Osasco; antes, morava em São Luís. Em 2024, passei por crises fortes de ansiedade e pânico e demorei a conseguir sair de casa. Meu psiquiatra me receitou antidepressivo, mas quando cheguei a São Paulo, parei de tomar; já faz quase um ano que não uso medicação.
Não me exercito há 10 anos, fumo muito cigarro, assisto pornografia demais (sinto que com os anos mudou a minha cabeça) me estresso com coisas fúteis e não me alimento bem. Estou literalmente há 1 ano e 4 meses sem sair de casa para relaxar ou me divertir — apenas vou ao mercado e cuido das coisas do dia a dia. Tranquei um curso de Direito que fiz durante 3 anos (em intervalos longos) e não me recordo muito das matérias. Atualmente, me matriculei em Criminologia e uso o dinheiro do meu pai. Sinto vergonha da minha vida. Há muitas outras coisas a se falar, mas vou focar no que está acontecendo atualmente.
Sinto falta de ficar com mulheres, porém minha autoestima está completamente destruída e sinto insegurança em tudo. Baixei o Tinder e tive quase mil likes. Muitas pessoas não acreditam que estou nesse celibato há mais de um ano. Recebo elogios, mas minha cabeça pensa:
• “Você é feio, cara”
• “Tudo é filtro, luz ou ângulo”
• “Essas fotos têm uns 4 anos”
• “Essa menina formada e lindíssima não é para você; deve ter curtido porque é louca”
Mesmo quando pergunto às pessoas se as fotos se parecem comigo e elas dizem que sim; mesmo postando fotos atuais e recebendo feedback positivo; mesmo com tantos likes de pessoas que considero inacessíveis; ou quando mulheres me convidam para sair… minha cabeça não aceita elogios e sempre destrói minha autoestima.
Meu mundo se tornou muito virtual. Esses dias, no Instagram, postei um vídeo atual no meu no story, e uma menina que está flertando comigo não curtiu, apenas visualizou. Isso me deixou mal e na minha cabeça pensei: ‘Ela viu que sou feio’ ou ‘A foto está muito diferente’. Para mim, ela é lindíssima, então nem sei como estaria dando atenção a um cara como eu e mostrando interesse em me ver, combinando encontro e tal. No mesmo momento fui conversar com ela, perguntando se queria sair ainda (na minha cabeça estava, viu que sou feio) ela estava marcando um dia comigo mesmo assim. Mas, eu parei de conversar, arquivei minhas fotos e sumi do Instagram, deixando ela me perguntando “amanhã?”.
Meu Deus, o que está acontecendo comigo?
Há soluções para isso? Estou muito triste, inseguro e não consigo aceitar esse feedback.
Não entendo muito bem, mas isso é algo que um psicólogo ou terapeuta pode ajudar? Isso pode mudar na minha cabeça? Posso ser feliz?
Desculpe pelo texto enorme; nem metade do que passa na minha cabeça eu contei aqui.
Sou de Osasco e preciso de ajuda.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
Eu sugiro que você procure por um psicólogo na modalidade presencial, para que você tenha mais um motivo para sair de casa, que é o cuidar de si mesmo.
Sugiro que você retorne ao psiquiatra e passe por uma nova avaliação, para verificar a necessidade de medicação, isso combinada à psicoterapia.
Por mais que você não va a academia, tente sair para caminhar, um dia sim, um dia não. Começe aos poucos, e gradativamente vá se autoavaliando sobre o seu exercício.
As questões do coração são importantes para a autoestima, sem dúvida. Mas no seu caso, conforme o seu relato, há questões mais importantes e relacionadas à saúde que aparentemente são prioritárias, como alimentação, exercício, estudo, trabalho e independência.
Qualquer tratamento de saúde mental requer tempo, e haverão dias muito difíceis e outros só dífíceis, mas o próprio tempo e a dedicação do sujeito implicado em sua melhora farão o tratamento avançar.
Se você tiver dificuldades, procure pelo CAPS mais próximo de sua casa, a instituição pode te ajudar!
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Qual a diferença entre saúde mental e emocional? .
Qual a diferença entre saúde mental e emocional? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai? A saúde mental refere-se ao funcionamento global da mente, incluindo aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais, abrangendo transtornos como depressão, ansiedade e esquizofrenia. Já a saúde emocional está mais relacionada à forma como lidamos com sentimentos, estresse e relacionamentos, refletindo a capacidade de regular emoções no dia a dia. Ambas estão interligadas, mas a saúde mental é mais ampla, enquanto a emocional é um de seus componentes. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Como a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é estruturada?
Como a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é estruturada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai? A ERP é estruturada de forma gradual, começando pela identificação dos pensamentos e situações que provocam ansiedade e rituais compulsivos. O paciente é exposto de maneira controlada a esses gatilhos, aprendendo a não realizar a compulsão como resposta imediata. Ao longo das sessões, a intensidade das exposições aumenta, fortalecendo o controle emocional e reduzindo os sintomas do TOC. Esse processo é acompanhado de perto pelo terapeuta, respeitando o ritmo de cada pessoa. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Qual a importância da "prevenção de resposta"? .
Qual a importância da "prevenção de resposta"? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai? A TCC ajuda no tratamento do TOC ao identificar pensamentos distorcidos, reduzir compulsões e modificar crenças disfuncionais que mantêm o transtorno. Técnicas como a ERP são aplicadas dentro da TCC, permitindo que a pessoa enfrente gradualmente os gatilhos e aprenda novas formas de lidar com a ansiedade. Esse processo fortalece o autocontrole e promove mudanças significativas na vida do paciente. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Quais são as áreas de foco da Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ?
Quais são as áreas de foco da Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai? A ERP foca principalmente na redução da ansiedade associada a obsessões, no enfraquecimento das compulsões e no fortalecimento do controle sobre os pensamentos intrusivos. Além disso, busca melhorar a tolerância ao desconforto emocional e ampliar a autonomia do paciente diante dos gatilhos. Assim, promove mudanças duradouras e melhora significativa na qualidade de vida. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Sou esquizofrênica mas estou em tratamento psicológico e psiquiátrico faz 7 anos agora em 2025 estou
Sou esquizofrênica mas estou em tratamento psicológico e psiquiátrico faz 7 anos agora em 2025 estou interessada em fazer voluntariado no erasto gaertner não surto estou em alta do CAPS faz mais de 5 anos mas tenho medo de perder o beneficio pois moro de aluguel me explica melhor como devo proceder
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
Para dúvidas com relação aos benefícios, como o BPC, você pode procurar por um assiste social, que é o profissional especializado na garantia de direitos das populações necessitadas. Muito importante seu interesse no voluntariado, antes de se inscrever converse com seu psicólogo e psiquiatra sobre o seu desejo do voluntariado para juntos darem mais contorno a questão.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
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Eu me sinto calmo mesmo sem dormir e o que me deixava ansioso ante não me deixa mais Será que cansa
Eu me sinto calmo mesmo sem dormir e o que me deixava ansioso ante não me deixa mais
Será que cansaço mental?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
Nesse caso, procure um médico para fazer exames, fazer um check-up total, pois o que você descreve não se aproxima de "cansaço mental". Ele é caracterizado pela sensação de cansaço na mente, por ter pensado muito por muito tempo sobre um assunto complexo e de difícil resolução até o momento. Sugiro procurar um psicólogo para você conversar a respeito da sua vida e das suas angústias.
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Como a neuropsicologia avalia a memória autobiográfica?
Como a neuropsicologia avalia a memória autobiográfica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A neuropsicologia avalia a memória autobiográfica por meio de entrevistas clínicas e testes estruturados que investigam tanto o conteúdo das lembranças pessoais quanto os processos cognitivos envolvidos em sua evocação. O profissional observa a capacidade do sujeito de recordar eventos com detalhes temporais, espaciais e emocionais, distinguindo lembranças específicas de generalizações. Instrumentos como o Autobiographical Memory Interview (AMI) e o Test of Autobiographical Memory (TAM) são exemplos utilizados para mensurar esses aspectos de forma sistemática.
Durante a avaliação, também se analisa a consistência temporal, a coerência narrativa e o grau de envolvimento emocional das memórias, permitindo identificar déficits relacionados a lesões no hipocampo, córtex pré-frontal ou em circuitos límbicos. Além dos testes, a escuta clínica tem papel central, pois o modo como o sujeito narra sua história revela não apenas o funcionamento cognitivo, mas também a organização simbólica de sua experiência.
Sob o olhar psicanalítico, a memória autobiográfica é compreendida como um espaço de elaboração da subjetividade. O que é lembrado e o que é esquecido expressam mecanismos inconscientes de defesa e a maneira como o sujeito lida com o desejo, a culpa e o trauma. Assim, a avaliação neuropsicológica, quando articulada à escuta analítica, permite compreender não apenas o déficit cognitivo, mas o sentido psíquico do lembrar e do esquecer.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Quais são os processos envolvidos na memória autobiográfica?
Quais são os processos envolvidos na memória autobiográfica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A memória autobiográfica envolve um conjunto de processos cognitivos e emocionais que permitem ao sujeito registrar, armazenar e recuperar experiências pessoais ao longo do tempo. Em nível neuropsicológico, ela depende da integração entre memória episódica (eventos específicos vividos) e memória semântica pessoal (informações sobre si mesmo e sua história). O hipocampo tem papel central na consolidação dessas lembranças, enquanto áreas do córtex pré-frontal e do córtex temporal medial participam da organização temporal e do acesso consciente às memórias.
Do ponto de vista emocional, a amígdala cerebral atua modulando a intensidade afetiva das recordações, fortalecendo ou enfraquecendo sua persistência conforme o impacto emocional vivido. Já o córtex pré-frontal ventromedial contribui para regular a carga afetiva durante a evocação, possibilitando a elaboração de experiências dolorosas e a manutenção da coerência narrativa do eu. Assim, lembrar não é apenas reviver, mas reconstruir com base na relação entre emoção, cognição e linguagem.
Sob a ótica psicanalítica, a memória autobiográfica é atravessada por processos inconscientes de repressão, negação e elaboração, que determinam o que pode ou não ser lembrado. Ela não é um simples repositório de fatos, mas um campo simbólico onde o sujeito organiza sua história e sustenta sua identidade. O modo como se recorda, o que se omite ou o que retorna como fragmento são expressões da dinâmica pulsional e das defesas psíquicas, revelando como o eu tenta dar sentido à própria existência.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Como é a investigação das características da memória autobiográfica relacionadas a regulação emocion
Como é a investigação das características da memória autobiográfica relacionadas a regulação emocional de adultos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A investigação das características da memória autobiográfica relacionadas à regulação emocional em adultos costuma envolver uma análise integrada entre processos cognitivos, afetivos e narrativos. Na neuropsicologia, utiliza-se frequentemente o recordar de eventos pessoais em tarefas estruturadas, nas quais o indivíduo é solicitado a descrever memórias específicas de diferentes períodos de sua vida. Esses relatos são avaliados quanto à clareza, coerência temporal, conteúdo emocional e nível de detalhe, permitindo compreender como o sujeito acessa e organiza suas experiências passadas.
Do ponto de vista da regulação emocional, observa-se que a forma como as pessoas evocam suas memórias está intimamente ligada à maneira como lidam com sentimentos complexos, como culpa, vergonha e tristeza. Indivíduos com boa regulação emocional tendem a relatar memórias de modo mais equilibrado, contextualizando emoções e identificando significados. Já aqueles com dificuldades regulatórias frequentemente apresentam memórias vagas, fragmentadas ou carregadas de afetos intensos, o que pode indicar um funcionamento psíquico mais rígido ou defensivo.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Quais são os tipos de memória em neuropsicologia? .
Quais são os tipos de memória em neuropsicologia? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
Na neuropsicologia, a memória é compreendida como um conjunto de sistemas interligados, cada um responsável por diferentes formas de registro, armazenamento e recuperação de informações. De modo geral, ela é dividida em memória de curto prazo, memória de trabalho e memória de longo prazo, sendo esta última subdividida em várias modalidades.
A memória de curto prazo é a capacidade de reter pequenas quantidades de informação por alguns segundos ou minutos — por exemplo, lembrar um número de telefone antes de anotá-lo. Já a memória de trabalho (ou operacional) envolve não apenas reter, mas também manipular informações ativamente, estando fortemente associada às funções executivas e ao funcionamento do córtex pré-frontal. Ela é essencial para tarefas como compreender um texto, fazer cálculos mentais ou planejar ações.
A memória de longo prazo se divide em dois grandes sistemas: a memória explícita (ou declarativa) e a memória implícita (ou não declarativa). A memória explícita compreende a memória episódica, que guarda experiências vividas no tempo e no espaço (como recordar uma viagem), e a memória semântica, responsável pelo conhecimento geral sobre o mundo (como saber o significado das palavras). A memória implícita, por outro lado, envolve aprendizagens automáticas e não conscientes, como habilidades motoras, hábitos e condicionamentos — por exemplo, andar de bicicleta ou tocar um instrumento.
Do ponto de vista das neurociências, essas modalidades envolvem diferentes circuitos cerebrais: o hipocampo e as estruturas do lobo temporal medial são fundamentais para a formação da memória declarativa, enquanto os gânglios da base, o cerebelo e o córtex motor participam das memórias procedurais e de hábitos. A interação entre esses sistemas garante a coerência da experiência de identidade e aprendizado ao longo da vida.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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A memória das crianças e dos adultos funciona da mesma maneira?
A memória das crianças e dos adultos funciona da mesma maneira?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A memória de crianças e adultos não funciona exatamente da mesma forma, pois ela passa por um processo de maturação neuropsicológica que acompanha o desenvolvimento do cérebro. Nas crianças, as estruturas envolvidas na memória — especialmente o hipocampo e o córtex pré-frontal — ainda estão em formação, o que faz com que a capacidade de consolidar lembranças de longo prazo, organizar informações e reter detalhes dependa mais da mediação do ambiente e da repetição. Assim, as memórias infantis tendem a ser mais fragmentadas, visuais e emocionais do que narrativas e lineares, o que explica o fenômeno conhecido como amnésia infantil, em que a maioria das pessoas não recorda eventos anteriores aos três ou quatro anos de idade.
Na vida adulta, com o amadurecimento das conexões entre o hipocampo e o córtex pré-frontal, a memória se torna mais estruturada e seletiva. Os adultos conseguem contextualizar as lembranças, integrando emoções, linguagem e temporalidade — o que caracteriza a memória autobiográfica. A consolidação das memórias também passa a envolver mais intensamente processos cognitivos superiores, como atenção, planejamento e funções executivas, que permitem organizar e reevocar lembranças de modo coerente com a história pessoal.
Do ponto de vista das neurociências, essa diferença é explicada pela neuroplasticidade e pelo papel da mielinização, que aumenta a velocidade de transmissão neural com o tempo. A memória infantil é mais dependente da emoção e da experiência sensorial, enquanto a do adulto é mais dependente da linguagem e do raciocínio abstrato. O amadurecimento das redes pré-frontais e límbicas torna o adulto capaz de filtrar o que é relevante e armazenar informações de forma mais eficiente.
Na psicanálise, as lembranças infantis não são apenas esquecidas, mas também reelaboradas ao longo do desenvolvimento. Freud mostrou que muitas experiências da infância permanecem ativas no inconsciente e retornam transformadas, sob forma de sintomas, fantasias ou sonhos. Assim, a diferença entre a memória infantil e adulta não é apenas quantitativa, mas qualitativa: enquanto a criança vive e registra experiências sem ainda poder simbolizá-las plenamente, o adulto as reinscreve na linguagem e lhes atribui sentido.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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. Quais doenças podem afetar a Memória Autobiográfica?
. Quais doenças podem afetar a Memória Autobiográfica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A memória autobiográfica pode ser afetada por uma série de doenças neurológicas e psiquiátricas, já que depende de circuitos cerebrais complexos e também de processos emocionais e simbólicos. No campo neurológico, destacam-se as demências, como o Mal de Alzheimer e outras síndromes demenciais frontotemporais, que comprometem estruturas como o hipocampo e o córtex pré-frontal, responsáveis pela codificação e recuperação de lembranças pessoais. Em doenças como o traumatismo cranioencefálico, acidentes vasculares cerebrais ou epilepsia do lobo temporal, a lesão direta nessas áreas pode causar amnésias retrógradas, apagando total ou parcialmente memórias autobiográficas.
No campo psiquiátrico, transtornos como a depressão maior e o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) também alteram significativamente essa forma de memória. Na depressão, observa-se uma tendência a lembrar eventos negativos e uma dificuldade em evocar lembranças positivas, o que reforça o ciclo de desesperança. Já no TEPT, há uma fragmentação ou bloqueio das memórias traumáticas, que podem emergir de modo intrusivo ou serem reprimidas como defesa psíquica. O transtorno dissociativo, por sua vez, pode causar amnésias seletivas ligadas a conteúdos insuportáveis, revelando o papel da memória autobiográfica na proteção da integridade do eu.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Como a Memória Autobiográfica funciona e quais são suas funções?
Como a Memória Autobiográfica funciona e quais são suas funções?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A memória autobiográfica é um tipo específico de memória de longo prazo responsável por armazenar informações sobre as experiências pessoais e eventos vividos ao longo da vida, relacionando-os ao sentido de identidade e continuidade do “eu”. Ela integra aspectos da memória episódica (recordações de eventos específicos, com tempo e espaço definidos) e da memória semântica pessoal (conhecimento sobre fatos da própria vida, como nome, idade, profissão). Ou seja, não se trata apenas de lembrar de acontecimentos, mas de organizá-los numa narrativa coerente sobre quem se é, de onde se veio e o que se viveu.
Seu funcionamento depende de uma complexa rede cerebral que envolve o hipocampo, o córtex pré-frontal medial, o córtex temporal e regiões do cíngulo, que trabalham de forma integrada para codificar, armazenar e recuperar memórias pessoais. Durante a evocação de uma lembrança autobiográfica, o cérebro reconstrói o evento com base em pistas contextuais (como cheiros, sons ou emoções), de forma que cada lembrança não é uma cópia exata do passado, mas uma reconstrução influenciada pelas emoções e experiências posteriores.
Do ponto de vista funcional, a memória autobiográfica é essencial para a construção da identidade, pois permite ao sujeito ter uma narrativa contínua de si mesmo; para o planejamento futuro, já que usamos o passado para antecipar ações e prever consequências; e para a regulação emocional, uma vez que rememorar experiências ajuda a compreender e atribuir sentido aos afetos. Em quadros clínicos como depressão, transtorno de estresse pós-traumático e demências, essa memória pode ser seletivamente prejudicada, refletindo o impacto direto entre cognição e estado emocional.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Qual é a memória que é constantemente associada à memória autobiográfica?
Qual é a memória que é constantemente associada à memória autobiográfica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A memória mais frequentemente associada à memória autobiográfica é a memória episódica, pois ambas envolvem a recordação de experiências pessoais vividas em um tempo e contexto específicos. Enquanto a memória autobiográfica organiza as lembranças dentro da narrativa de vida de um sujeito, dando-lhe identidade e continuidade, a memória episódica fornece o conteúdo concreto dessas experiências — como onde, quando e com quem algo aconteceu.
Do ponto de vista das neurociências, essas duas memórias compartilham redes neurais no hipocampo e no córtex pré-frontal medial, responsáveis por integrar aspectos sensoriais, emocionais e temporais das experiências. Esse funcionamento conjunto permite ao indivíduo acessar não apenas o fato vivido, mas também o sentimento e o significado associados a ele.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
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O que é a síndrome da memória autobiográfica altamente superior?
O que é a síndrome da memória autobiográfica altamente superior?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A síndrome da memória autobiográfica altamente superior, também conhecida como hipertimesia, é uma condição rara em que o indivíduo possui uma capacidade excepcional de lembrar, com grande riqueza de detalhes, os acontecimentos pessoais de sua vida. Pessoas com essa síndrome conseguem recordar datas, eventos e experiências vividas há muitos anos com extrema precisão, como se revivessem as memórias. Essa lembrança detalhada, no entanto, costuma se restringir à memória autobiográfica — isto é, às experiências pessoais — e não necessariamente se estende a outros tipos de memória, como a de aprendizado acadêmico ou habilidades motoras.
Do ponto de vista neurológico, estudos apontam alterações em áreas cerebrais relacionadas à memória e à emoção, como o hipocampo e a amígdala, sugerindo uma maior integração entre emoção e lembrança. Esse fortalecimento das conexões pode fazer com que as memórias pessoais sejam armazenadas e recuperadas com intensidade incomum, quase sempre acompanhadas por uma vivência emocional vívida.
Na perspectiva psicanalítica, pode-se compreender a hipertimesia como uma intensificação do laço entre o sujeito e sua própria história. A lembrança incessante de eventos passados pode gerar sofrimento, pois o sujeito fica aprisionado em recordações que não cessam de retornar, dificultando o esquecimento necessário à elaboração psíquica. O excesso de memória pode, paradoxalmente, limitar a liberdade simbólica e a possibilidade de reinvenção de si.
No campo da saúde pública, é importante que casos assim sejam avaliados em serviços de saúde mental especializados, como ambulatórios de neurologia e psicologia, para que o acompanhamento clínico leve em conta tanto os aspectos neurobiológicos quanto os emocionais dessa condição.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Qual a relação entre síndrome disexecutiva (SD) e saúde mental?
Qual a relação entre síndrome disexecutiva (SD) e saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A síndrome disexecutiva (SD) está intimamente ligada à saúde mental, pois envolve prejuízos em funções essenciais ao equilíbrio psíquico, como o controle emocional, o planejamento, a regulação de impulsos e a capacidade de julgamento. Quando essas funções estão comprometidas, o indivíduo pode apresentar desorganização do pensamento, mudanças bruscas de humor, impulsividade e dificuldade para manter vínculos sociais e profissionais estáveis, o que aumenta a vulnerabilidade a transtornos mentais como depressão, ansiedade e transtornos de personalidade.
Em situações em que a SD leva a crises emocionais ou desorganização grave, o CAPS pode oferecer suporte interdisciplinar, com foco na estabilização e na reintegração social do sujeito.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
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Quais são as consequências da síndrome disexecutiva (SD) para a realização das atividades do cotidia
Quais são as consequências da síndrome disexecutiva (SD) para a realização das atividades do cotidiano?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
A síndrome disexecutiva (SD) pode comprometer significativamente a realização das atividades do cotidiano, pois afeta funções como planejamento, organização, tomada de decisão, controle inibitório e flexibilidade cognitiva. Isso faz com que a pessoa tenha dificuldade em iniciar ou concluir tarefas, lidar com mudanças, manter o foco e organizar suas rotinas, o que impacta diretamente a autonomia e a adaptação social. Em muitos casos, surgem também impulsividade, desmotivação e alterações emocionais, tornando o convívio familiar e profissional mais desafiador.
Do ponto de vista das neurociências, essas dificuldades estão associadas a disfunções no córtex pré-frontal, responsável pela integração entre emoção e cognição. Alterações nessa região podem ser causadas por traumas cranianos, doenças neurológicas, transtornos psiquiátricos ou condições do neurodesenvolvimento, levando à perda da capacidade de autorregulação e planejamento de longo prazo.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
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Perguntas frequentes
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Comecei a tomar amplictil com depakene a3dias e estou sentindo muita dor de cabeça por que?
Olá. Como vai? Pode haver relação com o início do tratamento. A cefaleia…