Perguntas do paciente (612)

  • Quais são as técnicas usadas na psicanálise? .

    Quais são as técnicas usadas na psicanálise? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A psicanálise não trabalha com “técnicas” no sentido tradicional, mas com a escuta do inconsciente. A associação livre permite que o sujeito fale sem censura, deixando emergir aquilo que escapa ao controle racional. O analista intervém com interpretações, cortes ou silêncios estratégicos, ajudando a deslocar repetições e impasses. O manejo da transferência é central: o que se repete na relação com o analista revela algo da história do sujeito. O objetivo não é dar respostas prontas, mas permitir que algo do desejo se articule de outra forma.








  • Qual a diferença entre neurose, psicose e perversão?

    Qual a diferença entre neurose, psicose e perversão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A diferença está na forma como o sujeito lida com a falta e com a lei simbólica. Na neurose, a falta é reconhecida, mas gera conflito: o neurótico se angustia porque deseja algo que nunca é totalmente acessível. Ele tenta contornar essa falta através de sintomas, inibições ou repetições. Na psicose, a falta fundamental não foi simbolizada, ou seja, a referência ao outro que estruturaria a realidade falhou. Isso pode levar a delírios ou alucinações quando algo desse real impossível retorna sem mediação. Já na perversão, a lei simbólica é recusada, mas ao invés da desorganização psicótica, há um jogo com essa recusa: o perverso não nega a lei, mas se coloca como sua exceção. Enquanto o neurótico sofre com a culpa, o psicótico pode sofrer com a fragmentação da realidade e o perverso, muitas vezes, com a necessidade de transgressão para sustentar seu gozo.








  • Quais são as regras da técnica psicanalítica? .

    Quais são as regras da técnica psicanalítica? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    A psicanálise não funciona com regras fixas, mas com princípios que orientam o trabalho. O sujeito é convidado a falar livremente, sem censura, na chamada associação livre. O analista escuta sem julgar, intervindo apenas quando necessário, seja com um corte, uma interpretação ou até um silêncio estratégico. A regra da abstinência evita que o analista se coloque como aquele que satisfaz ou dá respostas prontas. Já a atenção flutuante impede que o analista fixe um sentido único para o que é dito, permitindo que o inconsciente fale. Não há conselho nem receita, há um espaço para que algo novo possa surgir na fala do próprio sujeito.








  • Qual é o foco da psicanálise? .

    Qual é o foco da psicanálise? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    A psicanálise se interessa pelo que escapa, pelo que insiste sem que o sujeito perceba. O foco não está em ajustar comportamentos ou dar respostas diretas, mas em permitir que cada um escute o que há de repetição em seu sofrimento. Freud dizia que os sintomas têm um sentido, e Lacan mostrou que eles se estruturam como uma linguagem – falam algo do desejo, ainda que de forma enigmática. O trabalho analítico não busca eliminar o mal-estar, mas criar um espaço onde o sujeito possa lidar de outra maneira com aquilo que o marca.








  • O que é o ID, o ego e superego? .

    O que é o ID, o ego e superego? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Freud descreveu o id, o ego e o superego como três instâncias da psique. O id é a fonte dos impulsos, do desejo bruto, daquilo que quer satisfação imediata sem se preocupar com regras ou consequências. O superego é a voz da proibição, o que impõe limites, funcionando como um juiz interno que reprime e exige. O ego está no meio desse conflito, tentando negociar entre os impulsos do id e as exigências do superego, ao mesmo tempo em que precisa lidar com a realidade. Para Lacan, o ego não é uma instância forte e racional, mas um efeito imaginário, sustentado por identificações. Ou seja, o sujeito nem sempre tem controle sobre si mesmo como imagina. A psicanálise não busca “fortalecer o ego”, mas fazer o sujeito escutar o que nele insiste, além das ilusões que construiu sobre si.








  • Quais são os pilares da psicanálise? .

    Quais são os pilares da psicanálise? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A psicanálise se sustenta em três pilares essenciais: o inconsciente, a transferência e a repetição. O inconsciente é a ideia de que não somos totalmente senhores em nossa própria casa; algo em nós fala além da nossa vontade, aparecendo nos lapsos, sonhos e sintomas. A transferência é o que movimenta o tratamento: o sujeito repete no analista algo das suas relações e da sua história, e é nessa repetição que algo pode ser trabalhado. Já a repetição, mostra como certos padrões insistem na vida do sujeito, mesmo quando parecem sem sentido ou prejudiciais. Para Lacan, esses pilares apontam para uma questão central: o desejo, que nunca se fecha completamente, sempre falta algo. A psicanálise não dá respostas prontas, mas abre espaço para que cada um encontre uma forma singular de lidar com isso.








  • Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?

    Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A transferência acontece quando o paciente direciona sentimentos, desejos ou expectativas (conscientes ou não) em relação ao analista, revivendo padrões de relações passadas. A projeção ocorre quando atribuímos ao outro algo que é nosso, mas que não reconhecemos em nós mesmos. Já a contratransferência é a resposta emocional do analista ao que o paciente traz, muitas vezes revelando algo do campo inconsciente que está em jogo. Identificar esses fenômenos exige atenção aos afetos que surgem na relação terapêutica, tanto no paciente quanto no terapeuta, e como eles ecoam dinâmicas que vão além do aqui e agora.


  • O que perguntar na primeira entrevista psicológica?

    O que perguntar na primeira entrevista psicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Na primeira entrevista, você pode associar suas perguntas ao que te trouxe até ali, explorando o que sente como urgente ou difícil de lidar. Perguntas como "O que espero da terapia?" ou "O que me faz sofrer hoje?" podem abrir caminho para que o desejo e as angústias comecem a se manifestar. O psicólogo também pode te guiar, ajudando a conectar suas inquietações a possíveis questões inconscientes. O importante é que a fala flua, sem pressão para ter todas as respostas de imediato.


  • Psicólogos e pacientes podem ser amigos? .

    Psicólogos e pacientes podem ser amigos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A relação entre psicólogo e paciente associa-se a um laço singular, onde o foco é o desejo e a elaboração do sofrimento. A amizade, por envolver trocas afetivas e expectativas mútuas, pode interferir nesse espaço, dificultando a neutralidade necessária para o trabalho analítico. Manter os limites da relação terapêutica é fundamental para que o processo possa fluir sem interferências externas.


  • O psicólogo pode contar os meus segredos a alguém? Há exceções?

    O psicólogo pode contar os meus segredos a alguém? Há exceções?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O sigilo é uma regra fundamental na psicanálise, associada à confiança necessária para que o desejo e as associações fluam livremente. O psicólogo só pode quebrar esse sigilo em situações extremas, como risco de vida para você ou para outros, e mesmo assim, de forma limitada e ética. Fora isso, o que é falado no setting terapêutico permanece entre vocês, como um espaço seguro para elaborar o que precisa ser dito.


  • O que fazer quando não sei o que falar na terapia?

    O que fazer quando não sei o que falar na terapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Quando as palavras parecem faltar, pode ser que algo importante esteja tentando emergir. O silêncio na terapia não é vazio – ele carrega o que ainda não foi nomeado. Permitir-se ficar com essa ausência de palavras pode ser o início de uma associação surpreendente. O analista está ali justamente para ajudar a tecer sentido nesses fios soltos do discurso. Às vezes, começar pelo "não sei" é o caminho mais autêntico para chegar ao que realmente importa. A travessia analítica se faz também com os silêncios que, aos poucos, se transformam em linguagem.


  • estou com medo dos meus próprios pensamentos. Em um certo dia eu estava na universidade e estava ol

    estou com medo dos meus próprios pensamentos.
    Em um certo dia eu estava na universidade e estava olhando as pessoas, mas do nada na minha mente veio sobre "e se eu trair meu namorado?", algo que eu jamais tinha pensado, nunca nem fui de ficar por ficar, tive tanto medo desse pensamento, que passei meses com medo de algo acontecer, sendo que eu jamais tive esse pensamento, nunca tive vontade disso, meu namorado pra mim é tudo, prezo pelo meu relacionamento, pois ele é incrível, me trata bem e é tudo pra mim. Tenho medo de ter afetado meus valores, agora tenho medo até de olhar pra outro homem e sentir atração, medo de achar pessoas bonitas, medo de alguém mandar mensagem flertando comigo, sendo que quando as vezes esqueço desse pensamento, nada acontece, mas quando lembro, evito olhar pra tudo. Me sinto culpada, eu não quero ter traído meu namorado, ou que algo aconteça.
    Me ajudem, me sinto tão ansiosa com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O que te assusta não é o pensamento em si, mas o fato de ele ter surgido sem que você o controle. Mas o desejo não funciona sob comando — ele escapa, aparece onde menos se espera. Pensar algo não significa querer ou agir, e tentar reprimir isso só faz com que a angústia cresça. O medo de ter "afetado seus valores" revela uma necessidade de garantir que nada dentro de você possa falhar, mas essa tentativa de controle absoluto é justamente o que você aprisiona. O problema não é olhar ou sentir, mas essa exigência de pureza impossível que você coloca em








  • Como as redes sociais e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos podem afetar a saúde mental dos

    Como as redes sociais e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos podem afetar a saúde mental dos indivíduos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! As redes sociais e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos criam um cenário onde a imagem e a presença do outro se tornam fundamentais. Isso pode gerar uma constante comparação e ansiedade, ao se buscar uma validação que, muitas vezes, nunca se concretiza. Além disso, a hipermedialidade pode distorcer a percepção de si, diminuindo a capacidade de estabelecer laços verdadeiros e afetos autênticos. Assim, a conexão se transforma em um eco distante, despojando o sujeito de suas singularidades e experiências reais.






  • Quais são os transtornos mentais que afetam os trabalhadores?

    Quais são os transtornos mentais que afetam os trabalhadores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Os transtornos mais comuns entre trabalhadores são aqueles que emergem da relação com a demanda incessante do outro — seja o chefe, a empresa ou a própria expectativa de desempenho. Burnout, ansiedade e depressão muitas vezes não vêm apenas do excesso de trabalho, mas do lugar que o sujeito ocupa nele: o medo de falhar, a necessidade de reconhecimento ou a sensação de ser apenas uma peça substituível. Quando o trabalho se torna o eixo central da identidade, qualquer ameaça a ele pode desestabilizar o sujeito. O sintoma, nesses casos, não é só um problema a ser eliminado, mas um sinal de que algo precisa ser escutado.








  • Como cuidar das crianças que se desenvolvem em tempos de grande relação entre redes sociais e saúde

    Como cuidar das crianças que se desenvolvem em tempos de grande relação entre redes sociais e saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Cuidar de uma criança não é blindá-la do mundo, mas ajudá-la a lidar com o que encontra nele. As redes sociais intensificam a exposição ao olhar do outro, reforçando ideais de imagem e reconhecimento que podem gerar angústia. O papel do adulto não é apenas impor limites, mas oferecer um espaço de fala onde a criança possa elaborar suas inquietações sem ser reduzida a likes ou validações externas. Importa menos controlar o uso das telas e mais sustentar um vínculo onde a criança possa se apoiar para não se perder no desejo do outro.


  • É verdade que usar redes sociais pode se tornar viciante?

    É verdade que usar redes sociais pode se tornar viciante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Sim, o uso de redes sociais pode criar um ciclo de satisfação momentânea, onde a busca por reconhecimento e validação se torna central. Isso pode fazer com que indivíduos se afeiçoem a essas plataformas, buscando constantemente preencher lacunas emocionais. A interação virtual, ao mesmo tempo que oferece conexão, pode levar à solidão, transformando-se em um comportamento compulsivo que dificulta a percepção de si mesmo fora desse espaço digital.






  • Meu marido não anda mais de mãos dadas comigo, não me beija mais na boca , e só tem relação comigo q

    Meu marido não anda mais de mãos dadas comigo, não me beija mais na boca , e só tem relação comigo quando eu tômo a iniciativa. Já conversei com ele ele diz que e porque tá muito focado no trabalho. Não consegue consiliar as duas coisas. O que eu devo fazer? Vamos pra terapia de casal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O desejo não obedece à lógica do esforço ou da organização do tempo — ele se desloca, escapa, se cala. Dizer que o trabalho consome tudo pode ser uma forma de evitar algo mais difícil de nomear. A questão não é apenas a frequência das demonstrações de afeto, mas o que essa mudança significa para você e para ele. Terapia de casal pode ser um caminho se houver abertura dos dois para isso, mas talvez também seja importante você encontrar um espaço para falar do que essa falta desperta em você, sem esperar apenas pela resposta dele.








  • Boa noite!!!! Infelizmente perdi meu emprego. A cerca de 7 anos lido com sentimentos de inutilidade

    Boa noite!!!!
    Infelizmente perdi meu emprego. A cerca de 7 anos lido com sentimentos de inutilidade e frustração.
    Frustração por não ter conseguindo conquistar os meus sonhos e continuar morando no mesmo lugar, ao só me traz lembrança tristes e muito desagradáveis.

    Passei a não ter uma boa qualidade de sono, às vezes não consigo dormir.
    Crises de ansiedade combinada com depressão e choro. Perdi as forças, às vezes nem me reconheço.
    Por favor me ajudem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    A perda do emprego pode ter tocado algo mais profundo do que apenas a falta de trabalho — talvez a sensação de valor próprio, reconhecimento ou até um ideal que nunca se realizou. Quando um lugar se torna insuportável, pode ser porque ele não é apenas um espaço, mas um signo de algo que ficou preso no passado. O sofrimento não vem só do que aconteceu, mas do sentido que isso tomou na sua história. A questão não é “superar” rapidamente, mas dar um lugar a esse mal-estar, encontrar um modo de falar sobre ele sem se afogar nele. Buscar um analista pode ajudar a deslocar esse peso e abrir outras saídas.








  • Olá eu fico imaginando coisas irreais,eu tento parar,mas me sinto tentada a ter essas imaginações,ti

    Olá eu fico imaginando coisas irreais,eu tento parar,mas me sinto tentada a ter essas imaginações,tipo eu anoto num papel essas coisas,são coisas que me dão certo prazer mas me incomoda, será que eu tenho algum transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! É natural que a mente crie mundos e cenários distintos, especialmente quando busca formas de lidar com desejos e necessidades não satisfeitas. Essas imaginações podem ser um reflexo de anseios profundos e, ao mesmo tempo, podem apontar para um certo desconforto em relação à realidade vivida. Em vez de ver isso como um transtorno, pense como uma forma de entrar em contato com partes suas que precisam de expressão e atenção. O importante é como você se relaciona com essas imaginações e o que elas revelam sobre você.






  • Me ajudem com concelhos! Estou em relacionamento de 10 anos, contando 5 anos de casamento, nesse

    Me ajudem com concelhos!

    Estou em relacionamento de 10 anos, contando 5 anos de casamento, nesses 5 anos de casamento fui traída 2 vezes, muitas mentiras, traumas enfim, acabamos nos separando por 6 meses vivemos cada um a sua vida e voltamos. Voltei a dois anos e meio porém não sinto que o amo mais, ele faz de tudo por mim, se tornou outra pessoa, mas infelizmente não consigo amá-lo como antes, não o vejo com os mesmos olhos, aquela admiração foi embora.
    E estou enfrentando um problema de saúde, onde talvez não vou poder ter filhos, e estou pensando seriamente em terminar e deixá-lo refazer a vida dele para que ele posso ter uma família, ele nunca me disse que queria ter filhos agora mais que pensava no futuro. Não quero que ele não tenha a experiência de não ter filhos, e não quero ter filhos num casamento onde eu tenho dúvidas dos meus sentimentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    A questão não é apenas sobre ele, mas sobre você — o que te mantém nesse casamento se o amor e a admiração já não estão lá? Parece haver um sentimento de dívida, como se, por ele ter mudado, você precisasse retribuir ficando. Mas o desejo não funciona por gratidão, e ficar por obrigação pode ser tão cruel quanto partir. A preocupação com os filhos pode ser um desvio para evitar encarar algo mais profundo: será que a dúvida não está menos na maternidade e mais na sua própria posição nesse casamento? Talvez o verdadeiro impasse não seja sobre o futuro dele, mas sobre o seu.








Perguntas frequentes

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