Perguntas do paciente (14)
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Quando a intervenção psiquiátrica é indicada em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline
Quando a intervenção psiquiátrica é indicada em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline, a psicoterapia é considerada o tratamento de primeira escolha, sendo a principal intervenção para promover mudanças duradouras nos padrões emocionais, cognitivos e comportamentais. A intervenção psiquiátrica, por sua vez, não costuma ser indicada para tratar o transtorno em si, mas pode ser necessária em situações específicas.
O encaminhamento para avaliação psiquiátrica é recomendado quando o paciente apresenta comorbidades associadas, como depressão, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar, TDAH ou uso problemático de substâncias, uma vez que esses quadros podem se beneficiar do tratamento medicamentoso. Além disso, a participação do psiquiatra torna-se importante diante de sintomas que geram intenso sofrimento ou comprometimento significativo do funcionamento diário.
Outra indicação relevante ocorre quando há risco à integridade física do paciente, como presença de ideação suicida, comportamentos de automutilação ou tentativas de suicídio. Nesses casos, a avaliação psiquiátrica contribui para o manejo do risco e para a definição de estratégias de cuidado mais intensivas, quando necessário.
A intervenção psiquiátrica também pode ser considerada diante de sintomas afetivos muito intensos, como impulsividade acentuada, irritabilidade severa, crises emocionais frequentes ou sintomas dissociativos importantes, especialmente quando essas manifestações dificultam o engajamento e o progresso no processo psicoterapêutico.
É importante destacar que não existe uma medicação específica para o tratamento do TPB. O uso de medicamentos deve ser direcionado a sintomas-alvo ou transtornos associados, enquanto a psicoterapia permanece como a abordagem com maior evidência científica para o tratamento do transtorno.
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Por que a avaliação psicológica é importante no diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderlin
Por que a avaliação psicológica é importante no diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pois permite uma compreensão aprofundada do funcionamento emocional, cognitivo e interpessoal do paciente. Diferentemente de outros transtornos que podem ser identificados principalmente pela presença de sintomas específicos, o TPB envolve padrões persistentes de comportamento, emoções e relacionamentos que precisam ser analisados ao longo do tempo.
Durante a avaliação, o psicólogo investiga aspectos como instabilidade emocional, impulsividade, medo intenso de abandono, dificuldades nos relacionamentos, alterações na autoimagem e estratégias de enfrentamento utilizadas pelo indivíduo diante de situações de sofrimento. Além disso, são considerados o histórico de vida, experiências traumáticas, contexto familiar e o impacto dos sintomas na rotina e na qualidade de vida.
A avaliação psicológica também é importante para diferenciar o TPB de outros transtornos que podem apresentar sintomas semelhantes, como transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH e outros transtornos de personalidade. Essa distinção é essencial para evitar diagnósticos equivocados e direcionar o tratamento de forma adequada.
Por fim, além de auxiliar no diagnóstico, a avaliação psicológica fornece informações valiosas para o planejamento terapêutico, permitindo que as intervenções sejam adaptadas às necessidades específicas de cada paciente e favorecendo melhores resultados no tratamento.
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Minha filha tem 9 anos e disse q gosta de fica sozinha as vezes isso é normal? E tb já teve uma cris
Minha filha tem 9 anos e disse q gosta de fica sozinha as vezes isso é normal? E tb já teve uma crise qundo a colega n quis falar com ela ela se arranhou isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Baseado no que você relata, sim, a maioria das pessoas pode gostar de ficar sozinha as vezes, porém se ela dissesse "sempre", seria um ponto a ser investigado.
Já sobre a crise, acho que cabe auxiliá-la em outras formas de lidar com frustração, talvez essa seja a única maneira que ela aprendeu a se regular emocionalmente. Infelizmente não trabalho com a terapia infantil, mas seria interessante procurar por profissionais dessa área para melhor orientá-la, vale a pena.
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Gostaria de perguntar quais as mudanças no estilo de vida que ajudarão a melhorar sua qualidade de v
Gostaria de perguntar quais as mudanças no estilo de vida que ajudarão a melhorar sua qualidade de vida de uma pessoa com comportamento hostil?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Acredito que adotar práticas de exercício físico, fazer meditação / yoga, iniciar terapia para aprender formas de ser assertivo, reconhecer e gerenciar os gatilhos, comunicar-se honestamente... são mudanças que podem auxiliar nesse processo
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Existe a possiblidade de um paciente ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e comportament
Existe a possiblidade de um paciente ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e comportamento hostil ao mesmo tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim é possível, visto que pessoas com TPB podem ter episódios de raiva intensa, que podem durar horas ou dias, este é um transtorno grave que se caracteriza por instabilidade emocional, comportamentos instáveis, e extrema instabilidade de humor, afetos, autoestima, relacionamentos e comportamento, trazendo muitos prejuízos ao portador e às pessoas com as quais convive.
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Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?
Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As relações de modo geral são importantes pois o ser humano é um ser relacional, por isso existem as sociedades, comunidades, religiões, a linguagem... basicamente relações profundas e significativas proporcionam um suporte emocional essencial que ajuda na gestão do estresse e promovem o bem-estar de forma significativa.
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Olá, boa noite! É possível se curar da ansiedade social?
Olá, boa noite! É possível se curar da ansiedade social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá meu bem,
é possível sim. A terapia padrão ouro (com maior evidência) atualmente para esse transtorno é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) que possui protocolos e ferramentas necessárias para atender essa demanda. E claro, sempre respeitando as individualidades de cada paciente.
Caso precise, estou à disposição para ajudar.
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Tenho muita dificuldade em fazer laços com as outras pessoas, me sinto muito incomodada e ansiosa em
Tenho muita dificuldade em fazer laços com as outras pessoas, me sinto muito incomodada e ansiosa em qualquer situação social, nunca sei oq fazer com as mãos e sempre fico procurando algum refúgio para não ter que manter contato visual. Isso pode ser sintomas de fobia social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, obrigada por compartilhar, entendo o quanto pode ser difícil expor sobre isso.
Respondendo sua dúvida, sim esses sintomas podem se enquadrar em fobia social. Mas em todo caso, é importante que haja uma boa avaliação sobre a demanda para que seja concluído o diagnóstico. Minha sugestão é que procure por um psicólogo qualificado para que te ajude com essas questões, além de acompanhá-lo(a) no processo de autoconhecimento.
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A ansiedade pode gerar sintomas permanentes, ou seja, que não diminuem/somem mesmo quando a pessoa n
A ansiedade pode gerar sintomas permanentes, ou seja, que não diminuem/somem mesmo quando a pessoa não está se sentindo ansiosa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode sim, depende da demanda. Além disso, é importante lembrar que a ansiedade é uma emoção natural do ser humano, o que significa que os seus sintomas podem aumentar e diminuir ao longo da vida. Com a terapia, por exemplo, o indivíduo aprende formar de lidar com a ansiedade, entendendo que ela faz parte da vida e não há a possibilidade de eliminar sua existência, afinal, faz parte do nosso instinto de sobrevivência. É essencial saber diferenciar a ansiedade normal da ansiedade patológica.
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Psicólogo pode indicar o uso de abafador ou deverá encaminhar para um médico neurologista?
Psicólogo pode indicar o uso de abafador ou deverá encaminhar para um médico neurologista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá.
O psicólogo pode até saber se há ou não indicação para o caso, porém não faz parte do seu exercício profissional realizar tal indicação. Portanto a forma mais ética e responsável do psicólogo atuar, é encaminhando ao profissional correto, para que seja feita a avaliação.
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É normal a psicóloga só ouvir o paciente, na primeira consulta inicial sem repassar algumas dicas?
É normal a psicóloga só ouvir o paciente, na primeira consulta inicial sem repassar algumas dicas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, totalmente comum de acontecer. Tudo vai depender do andamento da sessão, já que esse primeiro contato é um momento crucial para o profissional conhecer o cliente e a demanda existente. Além disso leva-se a abordagem que orienta o trabalho desse profissional e seu manejo clínico.
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As pessoas mentirosas compulsivas podem ou não ter um transtorno mental?
As pessoas mentirosas compulsivas podem ou não ter um transtorno mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá.
Podem sim, tudo depende de uma avaliação com profissional, se o indivíduo preencher todos os critérios diagnóstico do transtorno denominado Mitomania.
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Quais as características do Fenótipo Ampliado do Autismo (FAA)?
Quais as características do Fenótipo Ampliado do Autismo (FAA)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Fenótipo Ampliado do Autismo (FAA) se refere a um conjunto de características subclínicas, ou seja, traços comportamentais e cognitivos relacionados ao autismo, que são mais leves e não suficientes para um diagnóstico formal de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essas características podem ser observadas em familiares de pessoas diagnosticadas com autismo, indicando uma herança genética mais sutil do espectro autista.
Principais características do FAA:
1. Dificuldades sutis de comunicação social:
• Dificuldades em interpretar sinais sociais ou expressar emoções de maneira apropriada, mas em um nível muito mais leve do que o observado no TEA.
• Menor sensibilidade a pistas sociais, como expressões faciais ou tom de voz, que podem levar a interações sociais mais rígidas ou formais.
2. Comportamentos repetitivos ou rígidos:
• Padrões de pensamento ou comportamento mais rígidos, preferências por rotinas ou resistência a mudanças, mas sem a intensidade ou a limitação funcional vistas no TEA.
3. Interesses restritos ou intensos:
• Pode haver uma tendência para focar intensamente em hobbies ou interesses específicos, embora não de forma tão obsessiva como no autismo clássico.
4. Dificuldades leves de linguagem ou comunicação:
• Alguns indivíduos podem apresentar peculiaridades na fala, como uma tendência a falar de maneira muito direta, sem rodeios, ou a ter dificuldades em perceber a necessidade de ajustar o tom ou o estilo de conversa para diferentes contextos sociais.
5. Traços de personalidade relacionados à introversão:
• Há uma maior prevalência de traços introvertidos, como preferência por atividades solitárias ou dificuldades em iniciar ou manter conversas com outras pessoas, sem necessariamente haver um distúrbio social.
6. Tendência a habilidades cognitivas específicas:
• Algumas pessoas com o FAA podem ter habilidades cognitivas incomuns, como uma memória excelente ou um interesse forte por detalhes, especialmente em áreas como matemática, ciência ou tecnologia, características comumente associadas ao autismo.
7. Leves dificuldades de controle emocional:
• Pode haver uma menor tolerância à frustração ou uma maior sensibilidade a estímulos emocionais e sensoriais, embora sem os desafios regulatórios profundos observados em pessoas com TEA.
Essas características do FAA podem ser tão sutis que não causam grandes impactos na vida diária ou no funcionamento social do indivíduo. No entanto, o reconhecimento do FAA é importante para entender melhor as variações genéticas e comportamentais associadas ao autismo, especialmente em estudos familiares.
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E normal tá com muito sono mais não querer dormir? Eu tenho sono o dia todo só que quando chegar de
E normal tá com muito sono mais não querer dormir?
Eu tenho sono o dia todo só que quando chegar de noite tenho mais sono ainda lógico , mas o problema é que eu faço de tudo pra não dormir mesmo com sono,e normal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum algumas pessoas experimentarem essa sensação de sono constante durante o dia e ainda assim resistirem ao sono à noite. Isso pode acontecer por diferentes razões, como o costume de dormir tarde, seu corpo pode ter se acostumado a “empurrar” o sono, criando um ciclo que mantém a resistência ao descanso mesmo quando está cansada; Pensamentos agitados ou preocupações podem fazer com que você evite dormir, mesmo com o corpo cansado; A exposição à luz de telas antes de dormir pode reduzir a produção de melatonina (hormônio do sono), deixando você acordada por mais tempo; Além disso, também algumas pessoas resistem a dormir porque sentem que estão “recuperando” o tempo livre que não tiveram ao longo do dia, dedicando-se a atividades como assistir séries ou navegar nas redes sociais, o que adia o sono.
Se isso estiver afetando sua rotina, vale observar os padrões de sono e talvez buscar algumas estratégias de higiene do sono, como diminuir a exposição às telas antes de dormir e criar uma rotina de relaxamento noturna. Se persistir, é interessante conversar com um profissional para investigar mais a fundo.
Você tem notado algo que pode estar influenciando isso, como ansiedade ou estresse? Seria interessante investigar mais profundamente com um profissional. Abraços.
Perguntas frequentes
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Uma pessoa com transtorno bipolar seja ele tipo 1 ou tipo 2, é considerada PCD?
Não necessariamente. No Brasil, ter transtorno bipolar tipo 1 ou tipo 2,…