Perguntas do paciente (20)

  • Como o ambiente afeta o bem-estar das pessoas? .

    Como o ambiente afeta o bem-estar das pessoas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    O ambiente em que vivemos tem um impacto direto no nosso bem-estar emocional e mental. Não se trata apenas do espaço físico — como organização, barulho ou iluminação — mas também do ambiente emocional: as pessoas com quem convivemos, os estímulos que recebemos e até mesmo a forma como somos tratados diariamente.

    Quando estamos em lugares caóticos, desorganizados ou cercados por relações tóxicas, nosso sistema nervoso se mantém em alerta, e isso pode gerar ansiedade, cansaço constante e sensação de esgotamento. Por outro lado, ambientes que transmitem segurança, acolhimento e previsibilidade tendem a favorecer o equilíbrio emocional.

    Por isso, muitas vezes, reorganizar o ambiente externo é um passo importante, mas não suficiente. É comum que o desconforto interno persista mesmo em lugares “perfeitos” — e, nesses casos, é fundamental buscar ajuda psicológica. O olhar terapêutico pode te ajudar a entender por que certos ambientes te afetam tanto, como se proteger emocionalmente e, principalmente, como construir dentro de você um lugar mais seguro e saudável para habitar.


  • Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?

    Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi! A influência dos pais — ou de quem ocupou essa função — tem um papel profundo na formação da nossa saúde mental. A forma como fomos vistos, acolhidos, orientados ou até invalidados emocionalmente durante a infância pode impactar diretamente nossa autoestima, nossa forma de lidar com emoções e até mesmo os nossos relacionamentos.

    Pais muito críticos ou ausentes, por exemplo, podem deixar marcas que se manifestam em inseguranças, autossabotagem ou dificuldade em confiar nos outros. Por outro lado, figuras parentais afetuosas, consistentes e presentes ajudam a construir uma base emocional mais segura.

    É importante lembrar que, mesmo que tenhamos vivido experiências difíceis na infância, é possível ressignificá-las ao longo do processo terapêutico. A psicoterapia pode ajudar a entender esses impactos, curar feridas emocionais e construir uma nova forma de se relacionar consigo mesmo e com o mundo.


  • Meu nome é Lucas, tenho 19 anos e sou diagnosticado com TOC e tenho sintomas desde os 14 anos. Mas o

    Meu nome é Lucas, tenho 19 anos e sou diagnosticado com TOC e tenho sintomas desde os 14 anos. Mas ontem aconteceu algo que, mesmo tomando medicação não consegui evitar a ruminação, pois envolve algo extremamente repulsivo e nojento.
    Estava assistindo ao filme IT de 1990 e em certa parte do filme vi uma personagem menina que faz parte do filme e achei a roupa dela, o estilo e ela em si bonita, mas não no sentido sexual, apenas achei fofa como você acha uma criança. Mas aí começou pensamentos de que eu tinha sentido atração e excitação e quanto mais eu pensava nisso mais eu tinha uma falsa sensação de excitação (não sei como descrever, mas era um calor genital que não me deixava excitado mas sim ansioso e paranóico). Tive que parar de assistir o filme e verificar constantemente se eu tinha alguma excitação e mesmo vendo que não tinha eu fiquei me sentindo culpado pois na minha cabeça aquela sensação era de fato uma excitação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi, Lucas. Obrigada por compartilhar algo tão delicado — entendo o quanto isso pode ser angustiante pra você. O que você descreve é mais comum do que parece entre pessoas que convivem com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, especialmente nas manifestações que envolvem pensamentos intrusivos de teor repulsivo, moral ou sexual. Esses pensamentos não dizem nada sobre quem você é, e muito menos sobre os seus desejos reais. Eles surgem justamente pelo medo de sentir algo que vá contra os seus valores — e é aí que entra a armadilha do TOC: quanto mais você tenta “testar” se sentiu algo ou não, mais preso fica na ruminação.

    A sensação física que você descreve não é prova de desejo, mas parte do ciclo ansioso. O corpo reage à ansiedade de várias formas, inclusive com sensações físicas desconfortáveis ou confusas.

    É muito importante que você tenha acompanhamento psicológico além do uso da medicação. O tratamento com psicoterapia — especialmente abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental — pode te ajudar a entender melhor esse funcionamento e te oferecer ferramentas pra quebrar esse ciclo de culpa e verificação. O TOC é uma condição tratável, e você não precisa enfrentar isso sozinho.

    Se quiser conversar mais sobre isso ou iniciar um acompanhamento, estou à disposição.


  • Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi! Essa é uma dúvida bem comum e importante. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem mais estruturada e direta, com foco em identificar e modificar pensamentos automáticos negativos e comportamentos disfuncionais. No caso da ansiedade social, ela ajuda o paciente a desafiar crenças como “vou ser julgado” ou “vou passar vergonha”, além de propor exposições graduais a situações sociais temidas, sempre com muito cuidado e planejamento.

    Já a Terapia do Esquema é uma abordagem mais profunda e integrativa, que busca entender como padrões de pensamento, emoção e comportamento foram formados ao longo da vida — especialmente na infância — e como eles ainda influenciam a forma como a pessoa se vê e se relaciona com o mundo. Na ansiedade social, ela pode investigar esquemas como “deficiência” ou “exclusão social” que fazem a pessoa se sentir inferior, inadequada ou não pertencente.

    Em resumo: a TCC é ótima para trabalhar sintomas mais diretamente e de forma estruturada. A Terapia do Esquema pode ser mais indicada quando a pessoa percebe que a ansiedade social está ligada a feridas emocionais mais antigas e recorrentes. Ambas são eficazes — o ideal é marcar uma sessão para entender qual abordagem faz mais sentido para o seu momento.


  • As vezes sinto que meu eu não está em primeira pessoa isso já algum tempo. E como se visse o mundo e

    As vezes sinto que meu eu não está em primeira pessoa isso já algum tempo. E como se visse o mundo em terceira pessoa, parece que coisas importantes não tem valor como datas, conquistas etc... sinto visualizar o mundo como apenas um telespectador da minha própria vida.
    Como vence isso? Só quero viver de maneira certa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi, obrigada por dividir o que está sentindo. Essa sensação de assistir à própria vida de fora, como se estivesse vivendo em terceira pessoa, pode ser muito angustiante — especialmente quando até datas e conquistas perdem o valor.

    Esse tipo de vivência pode estar ligado a situações emocionais que o corpo e a mente tentam suportar de alguma forma. É como se você tivesse aprendido, sem perceber, a se desligar para se proteger. Mas isso também afasta você das experiências e do sentido da vida.

    É importante dizer que esse tipo de sintoma precisa ser olhado com cuidado e responsabilidade. Por mais que eu tente te orientar aqui, essa resposta não substitui um acompanhamento psicológico — e não é possível dar um diagnóstico por esse canal.

    A boa notícia é que existe um caminho de tratamento, e ele começa com a decisão de buscar ajuda profissional. A terapia pode te ajudar a entender o que está por trás dessa sensação, a se reconectar consigo mesma e a construir, com o tempo, uma forma mais leve e presente de viver.

    Você não precisa passar por isso sozinha. Procurar ajuda já é um passo importante.


  • Olá tenho 17 anos, ultimamente/sempre minha vida foi bastante confusa estou sentindo um vazio, trist

    Olá tenho 17 anos, ultimamente/sempre minha vida foi bastante confusa estou sentindo um vazio, tristeza extrema , apatia e solidão, isso se inicia desde minha infância, eu sempre tive dificuldades sociais, eu era bastante tímido e introvertido, eu era bastante inteligente na escola e bem os anos foram se passando e eu ainda me sentia confuso e solitário isso tudo indo até 2020, apartir de lá minha vida degradou brutalmente, a pandemia me deixou mais solitário e depressivo do que eu havia percebido, 2022 eu perdi muitas oportunidades, me isolei, decepcionei pessoas "amorosamente", também depois desse ano me senti bastante com desrealização e isso tudo indo até 2024, onde tive despersonalização, e de fato depressão, onde os sintomas já estão mais que óbvios, resumo desde a infância tenho dificuldade de entender a vida em si, sempre me isolei e me senti triste, eu talvez suspeite de autismo grau 1 também e se eu fosse resumir tudo que suspeito ter é Toc, tdah, depressão, hipocondría e bipolaridade, só queria entender o que de fato sou eu e o que acontece, me sinto triste e não consigo entender o por quê, apenas quero me isolar, não ser amado e não amar e morrer..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi, tudo bem? Espero poder te ajudar com algumas informações. Então, li com atenção o que você compartilhou, e quero te dizer que faz muito sentido você estar se sentindo tão cansado, triste e confuso. Quando a dor nos acompanha desde a infância, ela vai se acumulando em camadas — e chega uma hora em que tudo parece pesado demais para carregar sozinho. E é exatamente por isso que buscar ajuda é tão importante. Você já está dando esse passo agora, ao escrever essa pergunta com tanta coragem e sinceridade.

    O que você descreve — sentimentos de vazio, tristeza profunda, despersonalização, dificuldade de se conectar com os outros, dúvidas sobre o que sente ou até sobre quem é — pode mesmo estar relacionado a vários fatores, como depressão, traumas antigos, transtornos do neurodesenvolvimento como o autismo ou o TDAH, entre outros. Mas só uma avaliação com um psicólogo e, se necessário, com um psiquiatra, poderá te ajudar a entender com clareza o que está acontecendo.

    Você não precisa descobrir tudo sozinho. O trabalho da terapia é, justamente, ir te ajudando a compreender o que vem de você, o que vem da sua história, o que pode ser tratado e o que pode ser transformado. Mesmo quando tudo parece confuso e sem sentido, há um caminho possível de reconstrução — passo a passo.

    Se puder, procure por um profissional que te escute de verdade, sem julgamentos. Você merece ser cuidado, acolhido e compreendido. E sim, há outras formas de viver além da dor que você sente hoje.

    Você não está sozinho. E não precisa seguir sozinho daqui pra frente.


  • Quais os tipos de narcisismo e os sinais a serem observados em uma pessoa com Transtorno de Personal

    Quais os tipos de narcisismo e os sinais a serem observados em uma pessoa com Transtorno de Personalidade Narcisista ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi, tudo bem? Espero poder te ajudar!

    Na prática clínica, observo que o Transtorno de Personalidade Narcisista pode se apresentar de duas formas principais: o narcisismo grandioso e o narcisismo vulnerável.

    No narcisismo grandioso, a pessoa demonstra uma autoconfiança exagerada, sente-se única e merece destaque o tempo todo. Ela busca elogios constantes e costuma reagir mal a críticas, acreditando que qualquer falha é culpa de quem apontou o erro. Você pode perceber essa postura quando alguém sempre quer ser o centro das atenções e pouco se importa com o que o outro sente.

    Já o narcisismo vulnerável é mais silencioso, mas igualmente complexo. A pessoa parece insegura ou reservada, mas, por dentro, vive uma hipersensibilidade muito grande a rejeições. Ela pode evitar situações em que não seja elogiada e, ao mesmo tempo, alimentar fantasias que reforcem sua autoestima frágil.

    Em ambos os casos, o transtorno se caracteriza por um padrão rígido de comportamento que dificulta relações saudáveis. Alguns sinais que costumo observar são:

    Falta de empatia real: dificuldade em se colocar no lugar do outro e reconhecer seus sentimentos.

    Necessidade constante de validação: busca incessante por elogios e reconhecimento.

    Uso de relacionamentos para benefício próprio: as relações giram em torno do que o outro pode oferecer.

    Reações exageradas a críticas: desde tristeza profunda até explosões de raiva.

    Recusa em assumir responsabilidades: culpa sempre é deslocada para terceiros.

    É importante lembrar que ter traços de narcisismo não significa ter o transtorno. O diagnóstico só é indicado quando esses comportamentos são intensos, persistentes e causam prejuízo significativo na vida pessoal e social. Se você se identificou com alguns desses aspectos, a psicoterapia pode ser um espaço acolhedor para explorar essas dinâmicas e encontrar caminhos de relacionamento mais equilibrados.

    Um abraço e estou à disposição para qualquer dúvida!


  • Minha filha de 7a sempre dormiu na cama e no quarto dela. Faz um mês que ela não quer mais dormir no

    Minha filha de 7a sempre dormiu na cama e no quarto dela. Faz um mês que ela não quer mais dormir no quarto, e quando vai anoitecendo ela começa a entrar em Pânico. Perguntei o que aconteceu e ela fala que tem medo. Já faz terapia, conversei com a neuro, tentei de tudo sem sucesso. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    A sua preocupação é mais do que natural.
    Esse tipo de medo pode ser natural e típico da idade da criança, mas, você pode tentar criar um ambiente acolhedor e seguro no quarto dela. Luz noturna e um bichinho de pelúcia favorito podem ajudar. Você também pode tentar conversar calmamente com ela sobre o que a está assustando, sem pressioná-la. Isso pode ajudá-la a se abrir sobre seus medos. É importante ressaltar que ela não sofrerá nenhuma espécie de castigo e que a culpa não é dela.
    Mantenha uma rotina noturna tranquila com atividades relaxantes, como ler uma história ou tomar um banho quente. Evite conteúdos assustadores antes de dormir. Seja paciente e tranquilize sua filha, reforçando que é normal sentir medo e que você está lá para apoiá-la.
    Se o problema persistir, continue trabalhando com o terapeuta e o neurologista para encontrar outras soluções. A colaboração entre profissionais de saúde e sua dedicação serão fundamentais para ajudar sua filha a superar esse medo.


  • Existem algumas emoções que só consigo sentir durante sonhos, quando a situação vivida durante o son

    Existem algumas emoções que só consigo sentir durante sonhos, quando a situação vivida durante o sonho desperta essas emoções como paixão, felicidade, entusiasmo, tristeza. No entanto, na vida real, desde a adolescência parece que eu vivo num constante estado de indiferença emocional onde não consigo sentir realmente alegria ou tristeza mesmo em casos extremos como perder alguém próximo. Pode ser característica de alguma doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Existem tantas possibilidades, variando entre o físico e o mental. O ideal seria procurar um médio e um psicólogo para que essa situação seja investigada.
    Por exemplo, é possível que o que você está experimentando seja uma forma de anedonia, que é a incapacidade de sentir prazer ou emoção em atividades normalmente consideradas agradáveis. Esse estado de indiferença emocional, onde as emoções parecem ausentes ou embotadas, pode ser sintomático de várias condições psicológicas, como depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) ou até certos transtornos de personalidade.
    A depressão, como outro exemplo, frequentemente se manifesta como uma perda de interesse ou prazer nas atividades cotidianas e pode incluir sentimentos de apatia e desinteresse geral. No caso do TEPT, experiências traumáticas podem levar a um estado emocional embotado como um mecanismo de defesa, para evitar o sofrimento intenso associado às memórias traumáticas.
    Outra possibilidade é o transtorno de despersonalização/desrealização, onde a pessoa se sente desconectada de suas próprias emoções e experiências, como se estivesse vivendo em um sonho ou observando sua vida de fora.
    É importante destacar que esses são apenas exemplos e hipóteses baseadas em descrições gerais. A avaliação de um profissional de saúde mental é essencial para uma compreensão precisa do que está acontecendo com você. Um psicólogo ou psiquiatra pode conduzir uma avaliação completa, levando em consideração seu histórico pessoal, sintomas específicos e outras variáveis relevantes.
    Um abraço!


  • Sai de um relacionamento online cheio de mentiras e dor no qual passei 2 anos. Meu parceiro mentia,

    Sai de um relacionamento online cheio de mentiras e dor no qual passei 2 anos. Meu parceiro mentia, escondia fatos, não falava mais comigo e chegou a me bloquear de várias redes sociais, já eu corria atrás dele e o amava. Tive dependência emocional em muitas coisas por conta dele. Hoje em dia estou entrando em um relacionamento e meu parceiro atual é um doce de pessoa, me ama e cuida de mim. Mas sinto como se eu não o amasse verdadeiramente, mesmo em alguns momentos parando e pensando o quão incrível ele é na minha vida, ele me trata como uma princesa e faz de tudo por mim. Não tenho a intenção de me separar dele e quero ter uma vida inteira com ele. O que eu posso fazer em relação à isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi, tudo bem?
    Então, é compreensível que você esteja se perguntando por que não consegue se conectar emocionalmente com seu novo parceiro, especialmente considerando que ele te trata tão bem. Essa dificuldade pode estar enraizada nas experiências dolorosas do seu relacionamento anterior.
    Quando passamos por um relacionamento abusivo, muitas vezes desenvolvemos mecanismos de defesa emocionais para nos proteger. Esses mecanismos, que podem incluir desconfiança e medo de se machucar novamente, não desaparecem imediatamente quando entramos em um novo relacionamento, mesmo que este seja saudável. Seu coração ainda está se curando das feridas do passado, e isso pode impedir que você se abra completamente para seu parceiro atual.
    Outro fator importante é a questão da dependência emocional. Em um relacionamento abusivo, a dinâmica de poder e controle pode criar uma falsa sensação de dependência, fazendo com que a intensidade e o drama se tornem sinônimos de amor. Agora, em um relacionamento onde você é tratada com respeito e carinho, pode parecer estranho e até desafiador aceitar esse tipo de amor mais calmo e seguro. Seu cérebro ainda está se ajustando à nova realidade, e isso leva tempo.
    É também possível que, inconscientemente, você ainda esteja processando e lidando com a dor e a decepção do relacionamento passado. Esse processo pode criar uma barreira emocional, dificultando sua capacidade de se conectar plenamente com o novo parceiro. A cura emocional é uma jornada, e parte dessa jornada envolve aprender a confiar novamente e a aceitar que merecemos ser amados de forma saudável.
    Para ajudar a superar essa dificuldade, é crucial que você dê tempo a si mesma. Permita-se sentir e processar suas emoções sem pressa. Comunicar abertamente com seu parceiro atual sobre suas experiências passadas e suas emoções pode fortalecer a relação e proporcionar um suporte emocional valioso.
    A terapia individual também pode ser uma ferramenta essencial nessa fase. Um terapeuta pode ajudá-la a identificar e trabalhar os bloqueios emocionais que você está enfrentando, permitindo que você se liberte das sombras do passado e se abra para o presente.
    Lembre-se, é normal sentir-se assim após passar por uma experiência traumática. O importante é reconhecer seus sentimentos e buscar formas de trabalhar através deles. Com paciência e apoio, você pode aprender a confiar novamente e a se conectar emocionalmente com seu parceiro de uma maneira que seja saudável e gratificante para ambos.


  • Minha filha tem 3 anos, não vai a creche ainda. De uns dias pra cá tem estado agressiva, ela nunca f

    Minha filha tem 3 anos, não vai a creche ainda. De uns dias pra cá tem estado agressiva, ela nunca foi assim, ela chuta, morde e joga coisas no chão quando se irrita.
    Devo procurar um especialista? Converso com ela, explico que isso não é bom, ela entende, mas volta a repetir os meus atos. Isso é normal em uma criança de 3 anos, tanto estresse assim e agressividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi! Tudo bem?
    Bom, primeiramente, é extremamente compreensível que você esteja preocupada com as mudanças no comportamento de sua filha. A agressividade em crianças pequenas, como chutar, morder e jogar coisas no chão, pode ser comum em determinadas fases de desenvolvimento, especialmente quando elas estão aprendendo a lidar com suas emoções e frustrações. No entanto, se esses comportamentos são novos e persistentes, pode ser um sinal de que algo está incomodando sua filha.
    Dado que você já tentou conversar e explicar, mas o comportamento persiste, pode ser útil procurar a orientação de um especialista, como um psicólogo infantil. O especialista em tratamento psicológico infantil pode ajudar a identificar possíveis causas subjacentes do comportamento e fornecer estratégias para lidar com a agressividade de forma eficaz.
    Também sugiro que você comece um tratamento psicológico para que você possa não só aprender a lidar com toda essa situação, mas que também tenha um lugar apenas seu do qual todos seus sentimentos sejam acolhidos!
    Fico à disposição.


  • ansiedade e estresse causa gordura abdominal ou alguma outra mudança na estrutura do corpo? melhoran

    ansiedade e estresse causa gordura abdominal ou alguma outra mudança na estrutura do corpo? melhorando o estresse e a ansiedade essas mudanças desaparecem e a estrutura do corpo volta ao normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Boa tarde! Tudo bem?
    Então, sim, a ansiedade e o estresse podem causar mudanças na estrutura do corpo, incluindo o acúmulo de gordura abdominal. Quando estamos estressados ou ansiosos, nosso corpo libera hormônios como o cortisol, que pode aumentar o armazenamento de gordura, especialmente na região abdominal. Além disso, esses estados emocionais podem influenciar nossos hábitos alimentares, levando ao consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar e gordura.
    Melhorar os níveis de estresse e ansiedade pode, sim, ajudar a reverter essas mudanças. Quando conseguimos reduzir o estresse e a ansiedade, os níveis de cortisol diminuem, o que pode contribuir para a redução da gordura abdominal. Além disso, ao nos sentirmos melhor emocionalmente, tendemos a fazer escolhas alimentares mais saudáveis e a adotar um estilo de vida mais ativo, o que também auxilia na melhora da estrutura do corpo.
    No entanto, é importante lembrar que cada pessoa é única, e os resultados podem variar. A combinação de técnicas de manejo do estresse, terapia, exercícios físicos e uma alimentação balanceada são fundamentais para alcançar e manter a saúde física e emocional. É necessário um acompanhamento psicoterápico e médico para entender melhor o seu caso.
    Se precisar de mais orientação, estou à disposição para ajudar!


  • He normal Se sentir inchada quando para de toma fluoxetina

    He normal Se sentir inchada quando para de toma fluoxetina

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Bom dia! Tudo bem? Respondendo a sua pergunta: sim, é possível sentir-se inchada ao parar de tomar fluoxetina! A fluoxetina é um antidepressivo que pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), e a interrupção desse medicamento pode causar vários sintomas de descontinuação. O inchaço ou a sensação de estar inchada pode ser um desses sintomas, embora não seja comum para todos.
    Quando você interrompe a fluoxetina, o corpo pode levar algum tempo para se ajustar à ausência do medicamento. Durante esse período, você pode experimentar alterações no apetite, retenção de líquidos e outros efeitos físicos que podem contribuir para a sensação de inchaço.
    É muito importante que a interrupção da fluoxetina seja feita sob orientação médica. O médico pode recomendar um plano de descontinuação gradual para minimizar os sintomas de retirada. Se o inchaço ou outros sintomas persistirem ou forem preocupantes, não hesite em procurar seu médico para orientação e suporte.
    Se precisar de mais ajuda ou orientação, estou à disposição!


  • Depois que tive uma crise de ansiedade estou sentindo dores no peito e ficando tonto com frequência,

    Depois que tive uma crise de ansiedade estou sentindo dores no peito e ficando tonto com frequência, é normal sentir essas dores após crise de ansiedade e TP ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Bom Dia! Então, em tese, esses sintomas físicos são comuns, o que causa ainda mais ansiedade por muitas pessoas acharem que é um outro problema de saúde, como estar enfartando. Aconselho a procurar ajuda psicológica (estou à disposição) e também a se consultar com um médico. Fale com ele sobre esses sintomas e, juntos, verão, através de exames, que você está bem fisicamente. Caso não esteja, então estará cuidando do problema. Assim, quando esses sintomas voltarem, você pode ter uma conversa interna de que você já foi ao médico, já sabe que não tem outros problemas físicos com você e que esses são sintomas de ansiedade. Controle sua respiração diafragmática e continue se lembrando do que falei acima.
    Espero que isso ajude! Não é fácil viver com ansiedade. Entendo a sua dor e espero que as coisas melhorem. Um abraço!


  • Olá, gostaria de saber o que faço para perder meu medo de falar em público e ficar a vontade quando

    Olá, gostaria de saber o que faço para perder meu medo de falar em público e ficar a vontade quando vou falar com as pessoas. Já participei de treinamentos, pnl, li livros mas não co segui me livrar deste medo. Sou encarregado de producao e meu cargo exige que wu faça reuniões frequentes ou participe de reuniões com autoridades mas sempre que sou consultado fico trêmulo, transpiro, fico rubricado e fico desconcertado na frente das pessoas.
    Trata se de fobia social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Boa tarde. No seu caso, acho que a Terapia Cognitivo Comportamental e a Terapia do Esquema seriam ideais. Esse tipo de comportamento esta atrelado a uma emoção, forma de pensar que provavelmente falam de uma crença automática, intermediária. No entanto, para resolver a sua situação é necessário iniciar um processo terapêutico para poder entender o caso como um todo. Entender os seus gatilhos, esquemas, pensamentos automáticos, reações, dentre outras coisas. Caso eu possa ajudar mais, estou à disposição.


  • Hipnose faz sair do corpo?? A hipnose descola o corpo astral?

    Hipnose faz sair do corpo?? A hipnose descola o corpo astral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    A hipnose é apenas um estado alterado de consciência. É como se você ficasse muito relaxada e isso facilitasse o acesso do psicólogo a certas questões psicológicas que podem ser de difícil acesso. Então, não, você não vai perder o controle e vai se lembrar de tudo o que aconteceu. É muito natural ter perguntar assim em relação a hipnose e hipnoterapia


  • sou bordeline diagnosticada. tenho 20 anos e me considero lésbica. so sinto atração física e sexual

    sou bordeline diagnosticada. tenho 20 anos e me considero lésbica. so sinto atração física e sexual por mulheres. ja me encolvi em relacionamento com homens, mas nunca senti atração sexual ou amorosa por eles. mas sempre que surge uma oportunidade eu irei beijar ou dormir com um… mesmo nao gostando… e eu sinto que quero fazer mas no momento nada de prazer… oq sera que sou? bissexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Acho muito difícil responder essa questão de forma direta e incisiva sem ter consultas psicológicas antes ou até sem te conhecer antes. No entanto, o Borderline tem uma característica, que é o se colocar em riscos de forma imprudente. A pessoa que possui borderline, por mais que você não se resuma a essa condição, tende a ter relações interpessoais muito inconstantes e impulsivas e essa sua questão sexual pode ser uma das características do Borderline se manifestando, apesar de muitos outros fatores entrarem na equação. Espero que você possa conseguir a sua resposta aqui e que acalme seu coração um pouco


  • Sempre que tenho um sonho específico acordo tremendo, o que pode ser ?

    Sempre que tenho um sonho específico acordo tremendo, o que pode ser ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    O ideal seria que você buscasse ajuda psicológica (estou à disposição) para que, juntos, vocês possam entender o conteúdo desse sonho em particular. Muitos medos acabam por se manifestar nos nossos sonhos e nem sempre estamos preparados para falar sobre isso, por isso a importância de entender essa questão com uma supervisão de um psicólogo. Provavelmente esse sonho está sendo um gatilho para você, mesmo que você não entenda o motivo claramente.


  • Um psicopata ou um sociopata pode ter alguém para desabafar ou contar o que se passa pela sua cabeça

    Um psicopata ou um sociopata pode ter alguém para desabafar ou contar o que se passa pela sua cabeça? Como uma lixeira onde ele pode descartar seus lixos. Alguém que,talvez, seja fácil de convencer a se juntar a planos ou ideias, que podem ser até ruins.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi, espero que você esteja bem! Vou tentar esclarecer sua dúvida da melhor forma possível.

    Psicopatas e sociopatas, que são diagnosticados com Transtornos de Personalidade Antissocial, podem, sim, ter alguém com quem compartilham suas ideias e pensamentos. No entanto, é importante entender que a maneira como eles se relacionam com os outros é muito diferente do que em relações saudáveis. Embora possam ter momentos de aparente “desabafo”, o que eles geralmente fazem é manipular ou explorar a outra pessoa para suas próprias necessidades.

    Eles podem procurar alguém que considerem fácil de influenciar, ou uma pessoa que, de alguma forma, permita que compartilhem seus pensamentos sem julgamento, mas esse comportamento não está relacionado a uma verdadeira busca por empatia ou compreensão. É mais uma forma de encontrar alguém que se encaixe no papel de "utilitário", alguém que eles podem controlar ou usar para seus próprios fins. Isso pode ser muito prejudicial para quem está do lado oposto, pois pode ser manipulado para se envolver em situações ou planos prejudiciais.

    Por isso, é importante estar atento a padrões de comportamento em relacionamentos, especialmente se perceber que alguém está sendo manipulado ou influenciado de maneira inadequada.

    Se você tiver mais dúvidas sobre esse assunto, estou à disposição para ajudar!


  • Olá, minha afilhada está sofrendo com pesadelos que ela não consegue esquecer, as vezes fica gritand

    Olá, minha afilhada está sofrendo com pesadelos que ela não consegue esquecer, as vezes fica gritando e chorando por causa desses pesadelos antigos, ela só tem 9 anos. Poderia me ajudar? O que aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marcella Serra

    Oi, tudo bem? Espero poder te ajudar nesse momento delicado.

    É realmente preocupante ver uma criança passando por essa experiência angustiante com pesadelos, especialmente quando isso a afeta tanto emocionalmente. Para uma criança de 9 anos, os pesadelos podem ser sinais de ansiedade, medos ou estresse. Algumas situações, como mudanças no ambiente familiar, escola, ou até filmes e histórias assustadoras, podem ser gatilhos para esses sonhos perturbadores.

    Aqui estão algumas dicas que podem ajudar a aliviar a situação dela:

    Criar uma rotina relaxante: Antes de dormir, tente criar um ambiente tranquilo e acolhedor para ela. Ler um livro, conversar sobre o dia dela, ou até ouvir uma música suave pode ajudar a acalmá-la.

    Validar os sentimentos dela: É importante não desconsiderar os medos dela. Ao invés de dizer "não tenha medo", tente usar frases como "eu entendo que isso te assusta, mas você está segura aqui". Isso pode ajudar a criança a se sentir mais acolhida e compreendida.

    Conversa aberta: Incentive a criança a falar sobre os pesadelos. Perguntar o que ela lembra pode ser um caminho para entender melhor o que está acontecendo em sua mente e, quem sabe, identificar algum medo específico.

    Uso de técnicas de relaxamento: Ensine técnicas simples, como respirar profundamente ou imaginar um lugar seguro e feliz. Isso pode ser útil para quando ela acordar assustada durante a noite.

    Avaliação profissional: Se os pesadelos persistirem por muito tempo ou estiverem gerando sofrimento intenso, pode ser importante procurar um psicólogo infantil. Eles podem ajudar a criança a lidar com esses medos e traumas de forma mais eficaz, através de abordagens como a terapia cognitivo-comportamental ou outras técnicas adequadas para a faixa etária.

    Se precisar de mais ajuda ou quiser conversar mais sobre o caso, estarei aqui para dar todo o apoio necessário.


Perguntas frequentes

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