Perguntas do paciente (5)
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Primeiro, quero te acolher e dizer que não, isso definitivamente não é "coisa da sua cabeça". Sentir-se triste e confusa diante dessa descoberta é uma reação perfeitamente legítima e compreensível.
A diferença entre o consumo casual de pornografia e a compulsão (ou uso problemático) geralmente está no impacto que esse hábito causa na vida do indivíduo e nas suas relações.
Quando o comportamento começa a invadir o ambiente de trabalho ou acontece de forma quase automática sempre que há uma breve oportunidade de isolamento, acende-se um sinal de alerta. Isso pode indicar que o uso não é mais apenas por lazer, mas sim uma forma de mecanismo de enfrentamento, uma busca rápida por alívio de estresse, ansiedade ou tédio.
É muito comum que a pessoa que vivencia isso negue o problema, muitas vezes por vergonha ou por não perceber o quanto o hábito assumiu o controle da sua rotina.
O caminho agora envolve duas frentes importantes:
Comunicação no relacionamento: Expressar como o comportamento dele afeta você e os limites da relação.
Ajuda profissional: A psicoterapia pode ser fundamental tanto para ele (para compreender a raiz desse comportamento e desenvolver maior controle) quanto para você (como um espaço de suporte para lidar com a quebra de confiança e fortalecer sua autoestima).
Se precisar de apoio para navegar por esse momento, estou à disposição para ajudar. Cuide-se.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Quero começar te dando uma resposta muito direta e cheia de esperança: sim, é absolutamente possível aprender a identificar o amor e se permitir vivenciá-lo de forma mais leve e consciente.
Quando crescemos em um ambiente onde o afeto foi escasso ou inconsistente, nossa mente cria defesas. É como se o nosso radar para o amor ficasse descalibrado. Para nos proteger da rejeição ou do abandono, muitas vezes só nos damos conta do tamanho do sentimento quando a pessoa se afasta, que foi exatamente o que você experimentou. O distanciamento cria uma sensação de segurança para sentir, pois o risco real da entrega já passou.
A boa notícia é que a nossa capacidade de amar e de nos conectar não está "danificada", ela apenas precisa ser exercitada e compreendida em um espaço seguro.
E qual é a relação do amor com as suas metas pessoais?
Existe uma ligação profunda aqui. Quando nos sentimos seguros para amar e ser amados (o que começa com o amor-próprio e o acolhimento da nossa própria história), nós construímos uma base emocional sólida.
O afeto seguro funciona como um porto seguro: sabendo que temos para onde voltar e que somos dignos de cuidado, ganhamos muito mais coragem, energia e resiliência para explorar o mundo, assumir riscos e correr atrás dos nossos objetivos e sonhos profissionais e pessoais. O amor não nos enfraquece; quando saudável, ele é o combustível que nos dá estabilidade para voar mais alto.
Na psicoterapia, trabalhamos justamente para reescrever essa relação com o afeto, ajudando você a reconhecer os sinais do seu corpo e da sua mente quando alguém mexe com o seu coração, no tempo certo.
Se fizer sentido para você, iniciar esse processo de autoconhecimento será um passo lindo na sua jornada. Estou à disposição para te acompanhar.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Essa é uma excelente dúvida e retrata uma realidade muito comum: o desafio de lidar com as emoções no intervalo entre as sessões.
A resposta curta para a sua pergunta é sim, essa é uma prática comum, ética e altamente recomendada dentro de diversas abordagens da psicologia (especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental e nas terapias integrativas).
Esses materiais que você mencionou, como cartões de enfrentamento, diários de registro de pensamentos, guias de respiração ou lembretes rápidos, são chamados de recursos terapêuticos ou tarefas de entre-sessão.
E sim, eles ajudam significativamente na eficácia do tratamento por alguns motivos fundamentais:
Extensão da terapia: O processo de mudança não acontece apenas nos 50 minutos em que você está no consultório, mas sim no que você faz com o que aprendeu nos outros 6 dias da semana. O material físico funciona como uma extensão da sessão.
Âncora para momentos de crise: No pico da ansiedade, a nossa capacidade de raciocínio lógico diminui. Ter um cartão físico, escrito à mão ou impresso, com um passo a passo do que fazer ou uma frase de acolhimento, serve como uma "âncora de realidade" que ajuda a acalmar o sistema nervoso.
Construção de autonomia: O objetivo final da terapia é que você desenvolva suas próprias ferramentas para lidar com a vida. Esses materiais funcionam como apoios temporários para que, aos poucos, você internalize essas práticas e consiga se autorregular sozinha.
Se você tem sentido essa dificuldade entre as sessões, meu conselho é que leve essa questão diretamente para o seu psicólogo ou psicóloga.
Diga que sente falta de algo concreto para os dias mais difíceis. Juntos, vocês podem construir um material de apoio totalmente personalizado para a sua rotina e para as suas necessidades. Essa parceria é o que torna o processo terapêutico realmente transformador.
Espero ter ajudado e desejo muito sucesso e leveza na sua jornada!
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Quero começar acolhendo esse aperto no peito que você está sentindo. A dor e a ansiedade que você relata são reflexos do seu profundo amor e cuidado pela sua mãe. É perfeitamente natural sentir esse conflito interno ao dar um passo tão importante na vida adulta.
O que você está vivenciando é o processo de construir a sua própria autonomia e o seu novo núcleo familiar. No entanto, na nossa cultura, muitas vezes associamos sair de casa com abandonar, o que gera uma culpa avassaladora.
Para te ajudar a lidar com esse momento e acalmar o coração, existem alguns caminhos práticos e emocionais que você pode adotar:
Diferencie distância física de ausência emocional: Sua mãe continuará tendo você. A diferença é que a dinâmica vai mudar. Você pode estabelecer uma nova rotina de presença: dias fixos para visitá-la, telefonemas diários e momentos de qualidade juntos. O que importa para um idoso é a previsibilidade e a certeza do afeto, não necessariamente a presença 24 horas por dia.
Construa uma rede de apoio para ela: Para diminuir a sua ansiedade, estruture a segurança dela. Ela tem vizinhos de confiança? Outros familiares por perto? Existem atividades no bairro (grupos de convivência para idosos, fisioterapia, costura, etc.) onde ela possa socializar? Estimular a autonomia e a vida social da sua mãe de 75 anos é uma forma linda de cuidar dela.
Comunique-se com transparência e afeto: Converse com ela. Explique que esse passo é importante para a sua vida, mas reforce o quanto ela é importante para você. Pergunte como ela se sente e, juntos, pensem em como tornar essa transição mais suave para ambos.
Acolha a sua própria vida: Você tem o direito de crescer, namorar e construir o seu lar. Sentir culpa por ser feliz ou por evoluir é um peso que você não precisa carregar.
Se perceber que a ansiedade e a culpa continuam paralisando suas decisões ou roubando a alegria dessa nova fase com sua namorada, recomendo fortemente que busque o suporte da psicoterapia. Um espaço terapêutico ajudará você a organizar esses sentimentos, traçar limites saudáveis e viver essa transição com mais leveza.
Desejo muita sabedoria e paz para você e sua família nesse novo ciclo!
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Essa é uma das perguntas mais importantes e frequentes de quem convive com o TEPT-C, e a resposta para ela exige tanto realismo quanto muita esperança.
Quando falamos em TEPT-Complexo, que geralmente se desenvolve a partir de traumas repetidos e prolongados (como abusos na infância ou violência doméstica), o conceito de cura na psicologia é entendido de uma forma um pouco diferente da medicina tradicional.
Em vez de pensar em uma cura mágica onde o passado é completamente esquecido, nós trabalhamos com o conceito de remissão profunda dos sintomas, integração do trauma e recuperação da qualidade de vida.
Veja como esse processo funciona na prática:
1. Os sintomas voltam do nada?
Sem o tratamento adequado, é comum que os sintomas pareçam sumir por um tempo e voltem diante de novos estressores ou gatilhos. Isso acontece porque o sistema nervoso continua em estado de alerta máximo, engajado em padrões de sobrevivência.
2. O que acontece com o tratamento adequado?
Com psicoterapia especializada (como abordagens focadas em trauma, EMDR ou Terapia Cognitivo-Comportamental) e, quando necessário, suporte psiquiátrico, o cenário muda drasticamente. O objetivo do tratamento não é apagar o que aconteceu, mas sim reprocessar essas memórias dolorosas.
Quando o trauma é integrado e processado:
Os gatilhos perdem a força: Aquilo que antes causava pânico ou desespero passa a ser visto apenas como uma lembrança triste, sem a reação física e emocional avassaladora de antes.
O sistema nervoso se autorregula: Você aprende a sair do modo de luta ou fuga constante e a vivenciar estados de segurança e relaxamento.
Desenvolve-se resiliência: Mesmo que um sintoma sutil apareça em um momento de muito estresse na vida adulta, você já terá ferramentas emocionais para identificá-lo e manejá-lo rapidamente, impedindo que ele tome o controle da sua rotina.
A mensagem principal que quero te deixar é:
É absolutamente possível alcançar um estado em que os sintomas do TEPT-C deixem de controlar as suas decisões, o seu humor e as suas relações. Muitas pessoas que passaram por traumas complexos hoje vivem vidas plenas, leves, saudáveis e com profundo bem-estar emocional.
O caminho pode exigir tempo, paciência e acolhimento com o seu próprio processo, mas a jornada de recuperação vale cada passo. Se você está passando por isso, não hesite em buscar profissionais de saúde mental especializados em trauma para te apoiar.
Um abraço caloroso e muita força na sua caminhada.
Perguntas frequentes
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comecei a sentir algumas fisgadas na cicatriz do implanon. Ele está intacto. Faz 10 meses que tenho
Fisgadas ou sensibilidade na região da cicatriz do Implanon podem ocorrer…