Perguntas do paciente (546)

  • Como a integração entre dados neuropsicológicos e avaliação psiquiátrica contribui para a formulação

    Como a integração entre dados neuropsicológicos e avaliação psiquiátrica contribui para a formulação de estratégias terapêuticas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A integração entre dados neuropsicológicos e a avaliação psiquiátrica contribui para uma compreensão mais completa do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), permitindo formular estratégias terapêuticas mais individualizadas. A avaliação psiquiátrica identifica os aspectos psicopatológicos centrais, como instabilidade emocional, impulsividade, sintomas depressivos, ansiedade, comportamentos autolesivos e padrões relacionais, enquanto a neuropsicologia auxilia na identificação de alterações cognitivas associadas, como dificuldades de controle inibitório, atenção, flexibilidade cognitiva e regulação emocional.

    A combinação dessas informações permite compreender como os déficits cognitivos e os padrões emocionais influenciam o comportamento do paciente, direcionando intervenções mais adequadas. Esses achados podem auxiliar na escolha e adaptação de abordagens psicoterápicas estruturadas, como a terapia dialética comportamental, além de orientar o manejo de sintomas específicos com intervenções psicofarmacológicas quando indicadas.

    Na prática clínica contemporânea, essa integração favorece uma visão biopsicossocial do paciente, reduzindo abordagens padronizadas e permitindo um plano terapêutico focado nas necessidades individuais, na prevenção de crises, no desenvolvimento de habilidades de regulação emocional e na melhora da funcionalidade e qualidade de vida.


  • De que forma os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar o planejamento terapêutico mul

    De que forma os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar o planejamento terapêutico multidisciplinar do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na prática psiquiátrica contemporânea?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar o planejamento terapêutico multidisciplinar do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) ao fornecer informações detalhadas sobre o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental do paciente. Essa avaliação pode identificar dificuldades relacionadas à atenção, memória de trabalho, controle inibitório, tomada de decisão, flexibilidade cognitiva e regulação emocional, aspectos frequentemente associados à impulsividade, instabilidade afetiva e dificuldades interpessoais.

    Na prática psiquiátrica contemporânea, esses dados complementam a avaliação clínica, auxiliando na compreensão dos fatores que mantêm os sintomas e na elaboração de estratégias terapêuticas individualizadas. A identificação de padrões cognitivos e comportamentais permite direcionar intervenções psicoterápicas específicas, como abordagens voltadas para regulação emocional, manejo de crises e desenvolvimento de habilidades adaptativas.

    Além disso, a integração entre neuropsicologia, psiquiatria e psicoterapia auxilia na avaliação da funcionalidade global, adesão ao tratamento e evolução clínica. Embora a avaliação neuropsicológica não estabeleça o diagnóstico isoladamente, ela contribui para uma visão mais ampla do paciente, favorecendo decisões terapêuticas mais precisas, redução de comportamentos de risco e melhora da qualidade de vida.


  • Qual é o papel da neuropsicologia no suporte ao planejamento terapêutico multidimensional do Transto

    Qual é o papel da neuropsicologia no suporte ao planejamento terapêutico multidimensional do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na psiquiatria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A neuropsicologia desempenha um papel importante no suporte ao planejamento terapêutico multidimensional do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), oferecendo uma compreensão mais aprofundada dos aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais que influenciam o funcionamento do paciente. A avaliação neuropsicológica pode identificar alterações em funções como controle inibitório, atenção, memória de trabalho, tomada de decisão e regulação emocional, frequentemente relacionadas à impulsividade, instabilidade afetiva e dificuldades nos relacionamentos interpessoais.

    No contexto da psiquiatria, esses achados complementam a avaliação clínica, auxiliando na formulação de estratégias terapêuticas individualizadas e na identificação de necessidades específicas de intervenção. A integração dessas informações permite direcionar abordagens psicoterápicas, como terapias focadas em habilidades de regulação emocional, manejo de crises e desenvolvimento de estratégias adaptativas.

    Além disso, os dados neuropsicológicos podem contribuir para o acompanhamento da evolução clínica, avaliação funcional e compreensão da resposta ao tratamento. Quando integrados à avaliação psiquiátrica e, quando indicado, ao tratamento psicofarmacológico de sintomas associados, favorecem uma abordagem biopsicossocial mais completa, com foco na redução de comportamentos de risco, melhora da estabilidade emocional e qualidade de vida do paciente com TPB.


  • De que forma os dados neuropsicológicos podem complementar a avaliação psiquiátrica no manejo do Tra

    De que forma os dados neuropsicológicos podem complementar a avaliação psiquiátrica no manejo do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Os dados neuropsicológicos complementam a avaliação psiquiátrica no manejo do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) ao fornecer informações mais específicas sobre o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental do paciente. Enquanto a avaliação psiquiátrica investiga sintomas, história clínica, padrões relacionais e aspectos psicopatológicos, a neuropsicologia auxilia na identificação de alterações em funções como atenção, memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e tomada de decisão.

    Essas informações ajudam o psiquiatra a compreender fatores associados à impulsividade, dificuldade de regulação emocional, respostas intensas ao estresse e comportamentos autolesivos. A partir dessa integração, é possível desenvolver um plano terapêutico mais individualizado, direcionando intervenções psicoterápicas específicas e estratégias de reabilitação cognitiva quando indicadas.

    Na psiquiatria contemporânea, a associação entre avaliação clínica, dados neuropsicológicos e acompanhamento psicofarmacológico de sintomas associados permite uma abordagem biopsicossocial mais completa. Embora a neuropsicologia não substitua o diagnóstico clínico, ela amplia a compreensão do funcionamento do paciente, favorecendo maior precisão terapêutica, prevenção de crises e melhora da funcionalidade e qualidade de vida.


  • Como a neuropsicologia pode auxiliar na tomada de decisão clínica e no planejamento terapêutico de p

    Como a neuropsicologia pode auxiliar na tomada de decisão clínica e no planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na prática psiquiátrica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A neuropsicologia pode auxiliar na tomada de decisão clínica e no planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) ao oferecer uma avaliação detalhada dos processos cognitivos e emocionais envolvidos no funcionamento do indivíduo. Por meio da investigação de funções como atenção, memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva, tomada de decisão e regulação emocional, é possível compreender melhor as dificuldades que contribuem para impulsividade, instabilidade afetiva e comportamentos desadaptativos.

    Na prática psiquiátrica, esses dados complementam a avaliação clínica, permitindo identificar padrões específicos de funcionamento e fatores que podem influenciar a resposta ao tratamento. A integração das informações neuropsicológicas com a história clínica, exame do estado mental e acompanhamento psicofarmacológico auxilia na construção de estratégias terapêuticas mais individualizadas.

    Embora a neuropsicologia não substitua a avaliação psiquiátrica nem estabeleça o diagnóstico isoladamente, ela contribui para direcionar intervenções psicoterápicas, definir objetivos terapêuticos realistas e acompanhar evolução funcional. Essa abordagem multidisciplinar favorece o manejo de sintomas como ansiedade, depressão, impulsividade, crises emocionais e dificuldades interpessoais, promovendo maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Como a neuropsicologia contribui para o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Pers

    Como a neuropsicologia contribui para o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na prática psiquiátrica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A neuropsicologia contribui para o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) ao ampliar a compreensão dos aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais que influenciam o funcionamento do indivíduo. A avaliação neuropsicológica permite investigar habilidades como atenção, memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva, tomada de decisão e capacidade de regulação emocional, frequentemente relacionadas à impulsividade e à instabilidade afetiva presentes no transtorno.

    Na prática psiquiátrica, esses dados complementam a avaliação clínica, auxiliando na identificação das dificuldades específicas de cada paciente e na elaboração de estratégias terapêuticas mais individualizadas. A compreensão dos padrões cognitivos e comportamentais pode direcionar intervenções psicoterápicas focadas em manejo de emoções intensas, redução de comportamentos impulsivos, melhora das relações interpessoais e desenvolvimento de habilidades adaptativas.

    Além disso, a integração entre neuropsicologia, psiquiatria e psicoterapia favorece o acompanhamento da evolução clínica e da funcionalidade do paciente. Embora a avaliação neuropsicológica não substitua o diagnóstico psiquiátrico, ela oferece informações relevantes para um modelo biopsicossocial de cuidado, contribuindo para maior precisão terapêutica, prevenção de crises e melhora da qualidade de vida no TPB.


  • Tomei escitalopram de 10mg durante 7 dias depois passei pro de 20mg durante 5 dias fui na médico mai

    Tomei escitalopram de 10mg durante 7 dias depois passei pro de 20mg durante 5 dias fui na médico mais não pisiquiatra,ela pediu pra volta pro 10mg e faz 4 dias que estou tomando o de 10mg novamente, e estou sentindo falta de ar mais a tarde do dia é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Durante o início do tratamento com escitalopram e após alterações de dose, algumas pessoas podem apresentar sintomas de adaptação do organismo, incluindo aumento transitório da ansiedade, sensação de falta de ar, aperto no peito, inquietação, alterações do sono ou sintomas físicos semelhantes a uma crise de ansiedade. Como você utilizou 20 mg por alguns dias e retornou para 10 mg, seu organismo pode estar passando por um novo período de ajuste.

    A sensação de falta de ar no período da tarde pode estar relacionada à ansiedade ou à fase inicial de adaptação ao medicamento, mas é importante avaliar o contexto completo. O escitalopram geralmente necessita de algumas semanas de uso contínuo para apresentar seu efeito terapêutico mais estável, especialmente no tratamento de ansiedade, transtorno do pânico e sintomas relacionados ao estresse.

    Recomendo informar ao médico que acompanha o tratamento sobre essa falta de ar, para avaliar a evolução e verificar se a dose e o horário de uso estão adequados. Caso a falta de ar seja intensa, venha acompanhada de dor no peito, desmaio, lábios arroxeados ou piora progressiva, é importante procurar avaliação médica imediata para descartar outras causas.


  • No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é sufic

    No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é suficiente ou é necessário associá-lo ao acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    No tratamento do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é fundamental, mas geralmente não é suficiente como única intervenção. O manejo mais eficaz envolve uma abordagem multidisciplinar, com associação entre acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia estruturada, pois o transtorno envolve padrões persistentes de regulação emocional, relacionamentos interpessoais, impulsividade e percepção de si mesmo.

    A avaliação psiquiátrica permite acompanhar sintomas como ansiedade, depressão, crises emocionais, alterações do humor, comportamentos autolesivos e possíveis comorbidades, além de avaliar quando o uso de medicações pode ser indicado para sintomas específicos. Entretanto, a psicoterapia é considerada o componente central do tratamento, pois trabalha habilidades de regulação emocional, tolerância ao sofrimento, manejo de impulsos e estratégias para melhorar os vínculos interpessoais.

    Abordagens como a Terapia Dialética Comportamental (TDC), Terapia Baseada em Mentalização e Terapia do Esquema apresentam evidências no tratamento do TPB. A integração entre psiquiatria e psicologia permite um cuidado mais completo, individualizado e contínuo, favorecendo maior estabilidade emocional, redução de crises e melhora da qualidade de vida.


  • “Qual é o papel limitado da psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como

    “Qual é o papel limitado da psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como ela se associa às intervenções psicoterapêuticas no manejo dos sintomas?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A psicofarmacologia possui um papel complementar e limitado no tratamento do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), pois não existe uma medicação específica capaz de tratar todos os aspectos centrais do transtorno. Os medicamentos são utilizados principalmente para sintomas associados ou comorbidades, como depressão, ansiedade, crises de pânico, instabilidade do humor, impulsividade, irritabilidade, alterações do sono e sintomas psicóticos transitórios, quando presentes.

    A principal intervenção terapêutica no TPB é a psicoterapia estruturada, que atua diretamente nos padrões emocionais e comportamentais característicos do transtorno. Abordagens como a Terapia Dialética Comportamental, Terapia Baseada em Mentalização e Terapia do Esquema auxiliam no desenvolvimento de habilidades de regulação emocional, controle de impulsos, tolerância ao sofrimento e melhora dos relacionamentos interpessoais.

    A associação entre acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia permite uma abordagem integrada, na qual a medicação pode reduzir sintomas que dificultam o funcionamento do paciente, enquanto a psicoterapia promove mudanças mais profundas nos padrões cognitivos, emocionais e relacionais. Esse modelo multidisciplinar favorece maior estabilidade emocional, redução de crises e melhora da qualidade de vida.


  • “Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), qual é o papel do psiquiatra no trat

    “Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), qual é o papel do psiquiatra no tratamento e quando a intervenção psicológica se torna indispensável além da farmacoterapia?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o psiquiatra desempenha um papel fundamental na avaliação diagnóstica, identificação de comorbidades, acompanhamento da evolução clínica e manejo dos sintomas associados. A intervenção psiquiátrica inclui a avaliação de sintomas como ansiedade, depressão, impulsividade, crises emocionais, alterações do humor, comportamentos autolesivos e risco suicida, além da indicação criteriosa de medicamentos quando necessários.

    A farmacoterapia no TPB possui caráter complementar, sendo direcionada principalmente para sintomas específicos ou transtornos associados, pois não atua diretamente nos padrões centrais da personalidade, como instabilidade emocional, medo de abandono, dificuldades nos relacionamentos e problemas de regulação afetiva.

    A intervenção psicológica torna-se indispensável porque a psicoterapia é o principal recurso terapêutico para promover mudanças estruturais nesses padrões. Abordagens como Terapia Dialética Comportamental, Terapia Baseada em Mentalização e Terapia do Esquema auxiliam no desenvolvimento de habilidades emocionais, controle de impulsos, melhora da autoestima e construção de relações mais estáveis.

    Assim, o tratamento mais eficaz envolve a integração entre psiquiatria e psicologia, com acompanhamento contínuo e individualizado, buscando redução de crises, maior funcionamento social e melhora da qualidade de vida do paciente com TPB.


  • Estou tomando bupropiona e venlafaxina junto, para desmamar a venlafaxina,faz 6 dia, tava tudo bem a

    Estou tomando bupropiona e venlafaxina junto, para desmamar a venlafaxina,faz 6 dia, tava tudo bem agora estou sentindo um desconforto no peito um mau estar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Durante a transição entre medicamentos, como a associação de bupropiona com a redução da venlafaxina, algumas pessoas podem apresentar sintomas de adaptação do organismo. Desconforto no peito, sensação de mal-estar, ansiedade aumentada, inquietação, alterações do sono ou sintomas físicos semelhantes a uma crise de ansiedade podem ocorrer, principalmente nos primeiros dias após mudanças no tratamento.

    A retirada da venlafaxina deve ser feita de forma gradual e com acompanhamento médico, pois esse medicamento pode causar sintomas de descontinuação em algumas pessoas, como tontura, sensação de estranheza, alterações emocionais e desconfortos físicos. A bupropiona também pode aumentar a ativação em alguns pacientes, podendo contribuir para sensações de ansiedade ou agitação no período inicial.

    Entretanto, desconforto no peito merece atenção. É importante informar o médico que acompanha o tratamento para avaliar se o sintoma está relacionado à adaptação medicamentosa ou se necessita de investigação de outras causas. Procure atendimento imediato se houver dor intensa no peito, falta de ar importante, desmaio, suor frio ou dor irradiando para braço ou mandíbula.

    O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar o processo de troca medicamentosa com segurança, buscando controle dos sintomas de ansiedade, depressão e melhora da qualidade de vida.


  • Tirei o sertralina 100, e estou tomando escitalopram de 20, porém estou ansiosa , o que fazer?

    Tirei o sertralina 100, e estou tomando escitalopram de 20, porém estou ansiosa , o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A troca da sertralina 100 mg pelo escitalopram 20 mg pode causar um período de adaptação, no qual algumas pessoas apresentam aumento transitório da ansiedade, inquietação, sintomas físicos de ansiedade ou sensação de que o tratamento ainda não está fazendo efeito. Mesmo sendo medicamentos da mesma classe (ISRS), cada antidepressivo possui características próprias e o organismo pode precisar de algumas semanas para se ajustar.

    O escitalopram costuma apresentar melhora progressiva dos sintomas de ansiedade, com resposta mais evidente geralmente após algumas semanas de uso contínuo. No início, alguns pacientes podem perceber uma piora temporária da ansiedade antes da melhora, principalmente quando há transtorno de ansiedade generalizada, crises de ansiedade ou transtorno do pânico associados.

    É importante não ajustar a dose ou interromper a medicação por conta própria. Recomendo conversar com o psiquiatra que acompanha o tratamento para avaliar se a transição foi adequada, o tempo de adaptação e se há necessidade de algum ajuste temporário para controlar os sintomas.

    A avaliação psiquiátrica individualizada é essencial para acompanhar ansiedade, depressão, insônia, crises de ansiedade e outros sintomas emocionais, garantindo um tratamento mais seguro e eficaz.


  • Desde que minha psiquiatra aumentou minha dose de quetiapina de 200 para 400mg estou sentindo muita

    Desde que minha psiquiatra aumentou minha dose de quetiapina de 200 para 400mg estou sentindo muita dor de estômago. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O aumento da dose de quetiapina de 200 mg para 400 mg pode estar associado ao surgimento ou intensificação de alguns efeitos adversos, incluindo desconforto gastrointestinal, náuseas, sensação de estômago pesado ou dor abdominal em algumas pessoas. Isso pode ocorrer principalmente durante o período de adaptação do organismo à nova dose.

    Entretanto, uma dor de estômago intensa, persistente ou que está piorando não deve ser ignorada. É importante informar sua psiquiatra para avaliar se o sintoma está relacionado à quetiapina, se existe necessidade de ajuste da dose, mudança do horário de uso ou investigação de outras causas gastrointestinais.

    A quetiapina é utilizada em diferentes condições psiquiátricas, como transtornos do humor, depressão bipolar, sintomas de ansiedade associados e alguns quadros psicóticos, e o equilíbrio entre benefício terapêutico e tolerabilidade é fundamental. Não interrompa a medicação de forma abrupta sem orientação médica, pois isso pode causar retorno ou piora dos sintomas.

    O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar o tratamento de forma individualizada, buscando controle dos sintomas e melhor qualidade de vida.


  • Faz 1 semana que estou fazendo uso de fluoxetina para tratar a ansiedade porém está piorando minha a

    Faz 1 semana que estou fazendo uso de fluoxetina para tratar a ansiedade porém está piorando minha ansiedade, sinto dores no corpo e uma queimação leve no peito é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    No início do tratamento com fluoxetina, especialmente na primeira e segunda semana, algumas pessoas podem apresentar um período de adaptação com aumento transitório da ansiedade, inquietação, piora da sensação de alerta, dores no corpo, tensão muscular e sintomas físicos semelhantes aos da própria ansiedade.

    A sensação de queimação no peito também pode ocorrer em quadros de ansiedade, principalmente quando há aumento da ativação do sistema nervoso, tensão muscular ou crises de ansiedade. Entretanto, sintomas no peito precisam ser avaliados com atenção, principalmente se forem intensos, persistentes, associados a falta de ar importante, dor forte, desmaio, suor frio ou irradiação para braço ou mandíbula.

    A fluoxetina geralmente não apresenta seu efeito ansiolítico completo na primeira semana. A melhora da ansiedade, crises de ansiedade e sintomas relacionados costuma ocorrer de forma gradual, frequentemente após algumas semanas de uso contínuo.

    É importante manter contato com o médico que prescreveu a medicação para relatar essa piora inicial e avaliar se faz parte da adaptação ou se é necessário algum ajuste. Não suspenda a fluoxetina por conta própria, pois o acompanhamento adequado é fundamental para um tratamento seguro de ansiedade e depressão.


  • estou tomando 100 mg de setralina e estou gestante de 18 semanas ,mais estou sentindo dor de cabeça

    estou tomando 100 mg de setralina e estou gestante de 18 semanas ,mais estou sentindo dor de cabeça e tremores nos olhos e boca que só passa quando tomo a setralina, alivia mais volta antes de 24 horas. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Durante a gestação, alterações no organismo podem influenciar a forma como o corpo responde às medicações. A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS, frequentemente utilizada na gravidez quando os benefícios do tratamento superam os possíveis riscos, mas qualquer sintoma novo ou persistente deve ser acompanhado pelo médico responsável.

    Dor de cabeça e tremores ou contrações involuntárias em regiões como olhos e boca podem ter diferentes causas, incluindo ansiedade, tensão muscular, alterações do sono, alimentação, hidratação, alterações metabólicas ou efeitos relacionados à medicação. O fato de os sintomas melhorarem após tomar a sertralina merece ser informado ao médico, pois é importante avaliar se existe relação com o horário da dose, controle dos sintomas de ansiedade ou algum outro fator.

    Não é recomendado ajustar a dose ou interromper a sertralina por conta própria, especialmente durante a gestação. Converse com seu psiquiatra e também com o obstetra que acompanha sua gravidez para avaliar esses sintomas e garantir a segurança do tratamento.

    Procure atendimento com maior urgência se os tremores forem intensos ou acompanhados de fraqueza, alteração da fala, confusão, perda de força, alteração visual importante ou dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual.


  • Estou em redução de escitalopram (Reconter). Saí de 20 mg e vinha tomando metade do comprimido de 20

    Estou em redução de escitalopram (Reconter). Saí de 20 mg e vinha tomando metade do comprimido de 20 mg (10 mg), sempre da mesma marca e cortado no sulco. Nesse período, inclusive, tive uma adaptação boa e senti melhora no bem-estar. Para facilitar, passei a usar o comprimido de 10 mg inteiro (mesma marca, Reconter). Porém, no primeiro dia dessa troca, senti ansiedade, taquicardia e dor de cabeça algumas horas após a dose. Voltei a usar metade do comprimido de 20 mg no dia seguinte e os sintomas desapareceram e voltei a ficar bem. Isso pode acontecer por diferença entre as apresentações ou é mais provável ser fase de adaptação da redução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Durante uma redução de escitalopram, é possível ocorrerem oscilações de sintomas mesmo quando a mudança parece pequena. No seu caso, como você já vinha tolerando bem 10 mg utilizando metade do comprimido de 20 mg e apresentou sintomas no primeiro dia ao trocar para o comprimido de 10 mg da mesma marca, existem algumas possibilidades a considerar.

    Embora o princípio ativo seja o mesmo, podem existir diferenças entre apresentações, como excipientes, características físicas do comprimido e forma de liberação do medicamento, que em algumas pessoas mais sensíveis podem influenciar a percepção da adaptação. Entretanto, também é possível que a redução da dose em si esteja contribuindo para sintomas transitórios, como ansiedade, taquicardia, dor de cabeça e maior sensibilidade emocional.

    O fato de os sintomas terem desaparecido ao retornar à forma anterior sugere que seu organismo pode estar respondendo a uma mudança de formulação ou a uma variação na adaptação ao tratamento. Isso não significa necessariamente que o comprimido de 10 mg seja inadequado, mas indica que seu processo de retirada pode precisar ser mais gradual e acompanhado.

    O ideal é informar o psiquiatra que acompanha a redução para avaliar a melhor estratégia, evitando mudanças bruscas. A retirada de antidepressivos como o escitalopram deve ser individualizada, especialmente em pacientes com histórico de ansiedade, crises de ansiedade ou sintomas de pânico, buscando manter estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Tomo lamotrigina de 12h em 12h, sem pré as 08:30 e 20:30 porém hoje esqueci de tomar e tomei as 10h.

    Tomo lamotrigina de 12h em 12h, sem pré as 08:30 e 20:30 porém hoje esqueci de tomar e tomei as 10h. Posso tomar as 20:30 mesmo assim? Ou eu tomo as 22h. Não queria manter as 22h pq é muito tarde. Como devo prosseguir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Quando ocorre um atraso isolado na tomada da lamotrigina, geralmente a orientação depende do tempo de atraso em relação ao horário habitual e da dose prescrita. No seu caso, você costuma tomar às 08:30 e 20:30 e tomou a dose da manhã às 10:00, ou seja, houve apenas um atraso de aproximadamente 1 hora e 30 minutos.

    Em geral, esse intervalo costuma ser pequeno e muitas pessoas conseguem manter o horário habitual da próxima dose, tomando novamente às 20:30, sem necessidade de mudar para 22:00. O mais importante é evitar grandes oscilações nos horários, pois a lamotrigina deve ser mantida em níveis estáveis no organismo.

    Não é recomendado dobrar doses ou fazer ajustes por conta própria. Caso esquecimentos aconteçam com frequência, vale conversar com o psiquiatra para estabelecer uma estratégia segura.

    Como a lamotrigina é utilizada em situações como transtorno bipolar, depressão bipolar e estabilização do humor, manter regularidade no uso é importante para a eficácia do tratamento. Se houver dúvidas específicas sobre atrasos maiores ou esquecimento de uma dose completa, o ideal é confirmar a conduta com o médico que acompanha seu caso.


  • 28 dias tomando sertralina é normal ainda sentir o corpo queimar e tremendo ? Será que precisa de tr

    28 dias tomando sertralina é normal ainda sentir o corpo queimar e tremendo ? Será que precisa de trocar ou aumentar a dose ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Após 28 dias de uso de sertralina, algumas pessoas ainda podem apresentar sintomas de adaptação, principalmente quando o tratamento foi iniciado para ansiedade, crises de ansiedade ou transtornos relacionados ao estresse. Sensações como corpo “queimando”, tremores, inquietação, aumento da sensibilidade física e sensação de alerta podem ocorrer em parte dos pacientes, especialmente nas primeiras semanas.

    A resposta completa da sertralina costuma ser gradual, e a melhora mais consistente dos sintomas de ansiedade e sintomas físicos associados pode ocorrer entre 6 e 8 semanas de uso contínuo. Por isso, com 4 semanas de tratamento, ainda pode ser cedo para concluir se a medicação falhou ou se será necessário trocar.

    A decisão de aumentar a dose, manter ou trocar o medicamento depende de vários fatores, como dose atual, intensidade dos sintomas, efeitos colaterais, diagnóstico (por exemplo, transtorno de ansiedade, depressão, transtorno do pânico) e evolução desde o início do tratamento.

    É importante conversar com o psiquiatra antes de realizar qualquer ajuste. Uma avaliação individualizada permite diferenciar efeitos iniciais da medicação, sintomas persistentes da ansiedade ou necessidade de mudança na estratégia terapêutica, buscando maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Bom dia, minha filha tem 32 anos é autista nível 3 e faz uso de neuleptil 4% 20 gts e quetiapina de

    Bom dia, minha filha tem 32 anos é autista nível 3 e faz uso de neuleptil 4% 20 gts e quetiapina de 50 mg, mas aindavtem dificuldade de dormir. É comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Em pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3, dificuldades relacionadas ao sono são relativamente frequentes, mesmo com o uso de medicamentos como Neuleptil (periciazina) e quetiapina. Alterações do ritmo circadiano, ansiedade, hipersensibilidade sensorial, dificuldades de regulação emocional e características próprias do autismo podem contribuir para insônia ou sono não reparador.

    A quetiapina e o Neuleptil podem auxiliar em alguns sintomas comportamentais e, em alguns pacientes, favorecer o sono, porém a resposta varia bastante. O fato de ainda haver dificuldade para dormir não significa necessariamente que o tratamento esteja inadequado, mas pode indicar a necessidade de uma reavaliação médica.

    É importante que o psiquiatra avalie fatores como horário das medicações, qualidade do sono, rotina noturna, possíveis despertares, ansiedade, agitação, efeitos colaterais ou outras causas associadas. Ajustes de dose ou mudanças na estratégia terapêutica devem ser feitos somente pelo médico que acompanha o caso.

    O acompanhamento psiquiátrico individualizado é essencial no TEA, especialmente quando existem alterações de sono, irritabilidade, agitação ou dificuldades comportamentais, buscando melhorar o funcionamento diário e a qualidade de vida da paciente.


  • Estou tomando há 15 dias doarem de 50mg para dormir e gostaria de parar de tomar pois estou sentindo

    Estou tomando há 15 dias doarem de 50mg para dormir e gostaria de parar de tomar pois estou sentindo todas as reações adversas posso parar de tomar de uma vez sem precisar de fazer o desmame so tomei 15 dias
    Estou tomando para insônia foi ótimo mais as reações e horrível .
    O que fazer por favor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O Donarem (trazodona) é uma medicação frequentemente utilizada para insônia, além de poder ser indicada em alguns quadros de ansiedade e depressão. Após 15 dias de uso, algumas pessoas podem apresentar efeitos adversos, como tontura, sonolência excessiva no dia seguinte, sensação de mal-estar, boca seca, dor de cabeça, alterações gastrointestinais ou outros desconfortos.

    Como você utilizou por um período relativamente curto, muitas vezes a interrupção não exige um desmame prolongado, mas a decisão depende da dose, da sensibilidade individual e da avaliação do médico que prescreveu. Mesmo assim, o ideal é não suspender ou modificar o tratamento sem comunicar o profissional, principalmente se a medicação estava ajudando no sono.

    É importante relatar quais são exatamente as reações adversas que você está sentindo, pois isso ajuda o médico a avaliar se é necessário reduzir a dose, mudar o horário de tomada ou substituir a estratégia para tratar a insônia.

    O acompanhamento psiquiátrico permite investigar a causa da dificuldade para dormir, incluindo ansiedade, estresse, depressão, alterações do ritmo do sono ou outros fatores, buscando uma alternativa que ofereça benefício com melhor tolerabilidade e segurança.


Perguntas frequentes

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