Perguntas do paciente (546)

  • Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz

    Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz uso por mais 2 meses. Agora, o neuro reduziu para 37,5mg para parar de tomar. Estou tomando ha uma semana, so que desde entao, sinto uma ansiedade leve e uma tristeza, irritação tambem. É normal. Farei uso por mais dois meses e devo parar por orientação do neuro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Olá!
    Sim, essa sensação é absolutamente normal e esperado. Esses sintomas — a ansiedade leve, a irritação e essa sensação de tristeza — são manifestações clássicas da síndrome de descontinuação (ou abstinência) da venlafaxina. A venlafaxina é um medicamento excelente, mas ela é amplamente conhecida por ter um processo de desmame delicado, mesmo quando feito de forma gradual e correta, como o seu neurologista orientou.
    A venlafaxina atua aumentando a disponibilidade de dois neurotransmissores importantes no cérebro: a serotonina (ligada ao bem-estar e humor) e a noradrenalina (ligada à energia e foco).
    Quando você reduz a dose de 75mg para 37,5mg, o seu cérebro experimenta uma "queda" repentina na oferta dessas substâncias. Até que os seus receptores cerebrais se adaptem a esse novo patamar mais baixo, o corpo reage com esses sinais de desconforto emocional e, às vezes, físicos (como tonturas ou náuseas). Como você reduziu a dose há uma semana, você está justamente no pico do período de adaptação. A tendência natural é que esses sintomas comecem a diminuir e se estabilizem ao longo das próximas semanas.


  • Gostaria de saber gestante pode tomar amitriptilina?

    Gostaria de saber gestante pode tomar amitriptilina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Olá!
    O uso de amitriptilina na gestação depende de uma avaliação médica criteriosa (entre ginecologista e psiquiatra) da relação risco-benefício. Ela não é estritamente proibida, mas é classificada na categoria C de risco, o que significa que deve ser utilizada com cautela e apenas quando os benefícios para a saúde da mãe superarem os potenciais riscos para o desenvolvimento do bebê.


  • Um autista verbal adulto pode começar a falar pouco ou não falar, mesmo depois de adulto?

    Um autista verbal adulto pode começar a falar pouco ou não falar, mesmo depois de adulto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Olá!
    Sim, um autista adulto que sempre foi verbal pode passar a falar muito pouco ou até mesmo ficar completamente não-verbal por períodos determinados. Esse fenômeno é real, documentado e costuma ser motivo de grande exaustão para o indivíduo. Na comunidade autista e na literatura clínica, esse processo é frequentemente associado a dois conceitos principais: o Burnout Autista e a Perda de Habilidade Funcional. O burnout autista ocorre devido ao estresse crônico causado pelo esforço contínuo de se adaptar a um mundo neurotípico — um processo conhecido como masking (camuflagem social). Quando o cérebro atinge o limite da exaustão física, mental e sensorial, ele entra em um modo de "economia de energia". Como a fala verbal exige um processamento neurológico complexo (traduzir pensamentos em linguagem, coordenar a fonação e gerenciar a interação social simultaneamente), a habilidade de falar é uma das primeiras a ser "desligada" pelo cérebro para poupar recursos.


  • Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Mesmo utilizando sertralina há 2 anos e meio, é possível apresentar alguns períodos de tristeza, choro ou oscilações emocionais. O antidepressivo tem como objetivo reduzir e controlar os sintomas, mas não elimina completamente todas as variações naturais do humor ou situações de sofrimento emocional.

    Entretanto, quando esses episódios se tornam frequentes, intensos ou começam a causar prejuízo na rotina, é importante realizar uma reavaliação psiquiátrica. O médico pode investigar se existe necessidade de ajuste da dose, associação de outro tratamento ou se há fatores como estresse, alterações hormonais, problemas de sono ou outros aspectos influenciando o quadro.

    A avaliação psiquiátrica individualizada é fundamental para compreender a evolução dos sintomas de ansiedade, depressão ou transtornos do humor e garantir que o tratamento continue adequado, buscando estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Já tomei venvanse, Atentah, ritalina, lyberdia, todos esses, e o único que me dei bem foi o venvanse

    Já tomei venvanse, Atentah, ritalina, lyberdia, todos esses, e o único que me dei bem foi o venvanse e o lyberdia, pq o genérico dele não se dei bem? Não era p da o mesmo efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O Venvanse e o Lyberdia possuem como princípio ativo a lisdexanfetamina, portanto, em teoria, devem apresentar o mesmo efeito terapêutico quando comparadas doses equivalentes. Porém, algumas pessoas relatam diferenças na resposta entre medicamentos de referência e versões genéricas ou similares, mesmo com o mesmo princípio ativo.

    Isso pode ocorrer por diferenças nos excipientes (componentes que acompanham o princípio ativo), características de fabricação, absorção individual, tolerabilidade ou pela percepção do organismo em relação à formulação. Pequenas variações podem influenciar sintomas como foco, ansiedade, apetite, disposição, duração do efeito ou efeitos adversos.

    Como você apresentou boa resposta ao Venvanse e ao Lyberdia, mas não se adaptou ao genérico, é importante relatar isso ao psiquiatra. No tratamento do TDAH em adultos, a escolha da medicação deve considerar não apenas o princípio ativo, mas também a resposta clínica individual, efeitos colaterais e qualidade de vida.


  • É normal sentir dormência nos dedos e algumas fiscadas como se fosse no músculo, fora sentir dor cor

    É normal sentir dormência nos dedos e algumas fiscadas como se fosse no músculo, fora sentir dor corpo tomando 9 dias fluoxetina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Durante os primeiros dias de uso da fluoxetina, algumas pessoas podem apresentar sintomas de adaptação do organismo, incluindo sensações físicas como formigamentos, alterações de sensibilidade, desconforto muscular, dor no corpo, inquietação ou aumento transitório da ansiedade. Esses efeitos costumam ser mais frequentes no início do tratamento e podem melhorar conforme o organismo se adapta ao medicamento.

    Entretanto, dormência nos dedos e fisgadas musculares também podem ter outras causas, como tensão muscular, ansiedade, alterações metabólicas, deficiência de vitaminas ou condições neurológicas, por isso é importante observar a evolução dos sintomas.

    Com apenas 9 dias de fluoxetina, ainda é considerado um período inicial, e o efeito terapêutico completo geralmente ocorre após algumas semanas de uso contínuo. Recomenda-se manter acompanhamento com o médico que prescreveu a medicação e informar esses sintomas para avaliar se fazem parte da adaptação ou se é necessário investigar outras possibilidades. Procure atendimento mais rápido se houver fraqueza em um lado do corpo, perda importante de força, alteração da fala ou sintomas intensos e progressivos.


  • Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia,

    Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia, posso fazer uma mudança de horário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A sonolência durante o dia pode ocorrer em algumas pessoas durante o uso da sertralina, mesmo após alguns meses de tratamento. Embora muitas pessoas sintam mais disposição ao utilizar pela manhã, outras apresentam efeito mais sedativo e podem se beneficiar do uso em outro horário, como à noite.

    A mudança do horário de administração pode ser uma estratégia para reduzir esse efeito, mas é importante realizar essa alteração de forma orientada pelo médico que acompanha o tratamento, principalmente porque você utiliza uma dose de 150 mg, que é uma dose terapêutica mais elevada.

    Também é importante avaliar outros fatores que podem contribuir para a sonolência, como qualidade do sono, outras medicações em uso, alterações hormonais, estresse ou sintomas residuais de ansiedade e depressão. O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar o horário ou a estratégia terapêutica buscando melhor controle dos sintomas e maior qualidade de vida.


  • Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando

    Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando desvenlafaxina 50mg e fluorexina 20mg a duas semanas , será que ainda terei uma melhora com esses medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, ainda pode haver melhora, pois duas semanas geralmente é um período muito inicial para avaliar a resposta completa de antidepressivos como a desvenlafaxina e a fluoxetina. É comum que, nas primeiras semanas, alguns sintomas como angústia, ansiedade, pensamentos acelerados e dificuldade de interação social ainda estejam presentes.

    Em geral, os antidepressivos começam a apresentar mudanças mais perceptíveis entre 4 e 8 semanas, embora alguns sintomas (como sono, energia ou ansiedade física) possam melhorar antes ou depois desse período. Também pode ocorrer uma fase inicial de adaptação, com oscilações de ansiedade, inquietação ou desconfortos emocionais.

    No seu caso, é importante observar que você está usando dois medicamentos que atuam no sistema serotoninérgico (desvenlafaxina e fluoxetina). Essa combinação pode ser utilizada em algumas situações específicas, mas deve ser acompanhada de perto pelo psiquiatra, especialmente para avaliar eficácia, tolerância e necessidade de ajustes.

    A dificuldade de socialização, angústia e pensamentos acelerados podem estar relacionados a diferentes quadros, como transtornos de ansiedade, ansiedade social, depressão, estresse, transtornos de humor ou outras condições emocionais, e a resposta ao tratamento depende também do diagnóstico e da estratégia terapêutica escolhida.

    Não aumente, reduza ou suspenda as medicações por conta própria. Leve ao seu psiquiatra a evolução dos sintomas, principalmente se houver piora importante da ansiedade, agitação intensa, redução da necessidade de sono, pensamentos de se machucar ou mudanças marcantes no comportamento.

    Para entender melhor: você iniciou desvenlafaxina e fluoxetina ao mesmo tempo, ou uma delas foi acrescentada à outra? E esses pensamentos acelerados são mais como preocupações e ruminações de ansiedade ou uma sensação de mente muito acelerada com pouca necessidade de dormir?


  • Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa

    Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa de tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A diferença entre a ansiedade comum do dia a dia e um transtorno de ansiedade geralmente está na intensidade, duração, frequência e impacto na vida da pessoa.

    A ansiedade é uma reação normal do organismo diante de situações de desafio, incerteza ou perigo. Ela pode ajudar a se preparar para uma prova, uma reunião, uma mudança ou uma decisão importante. Nesses casos, costuma ser proporcional à situação, melhora quando o evento passa e não impede a pessoa de seguir sua rotina.

    Já em um transtorno de ansiedade, a preocupação ou o medo tendem a ser mais intensos, persistentes ou difíceis de controlar, mesmo quando não existe uma ameaça real proporcional. Alguns sinais que sugerem a necessidade de avaliação incluem:

    preocupação excessiva na maior parte dos dias;
    dificuldade de “desligar” a mente ou pensamentos acelerados constantes;
    sensação de estar sempre em alerta ou esperando algo ruim acontecer;
    crises de ansiedade ou ataques de pânico;
    sintomas físicos frequentes, como palpitações, falta de ar, tensão muscular, tremores, enjoo ou aperto no peito;
    dificuldade para dormir ou descansar por causa da ansiedade;
    evitar situações, lugares ou pessoas por medo;
    prejuízo no trabalho, estudos, relacionamentos ou atividades que antes eram naturais.

    Na avaliação psiquiátrica, não se considera apenas a presença de ansiedade, mas quanto ela interfere no funcionamento e no sofrimento da pessoa. Quadros como transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, ansiedade social, transtornos relacionados ao estresse e outros transtornos de ansiedade possuem características específicas e podem se beneficiar de tratamento com psicoterapia, mudanças de hábitos e, quando indicado, medicamentos.

    Um ponto importante: procurar ajuda não significa que a ansiedade é “grave”; muitas pessoas buscam tratamento justamente para recuperar qualidade de vida e evitar que os sintomas se tornem limitantes.

    Uma pergunta que ajuda a diferenciar: a sua ansiedade aparece principalmente em situações específicas ou você sente preocupação, tensão e pensamentos acelerados mesmo quando aparentemente está tudo bem?


  • Faz tres dias que minha mãe esta tomando 2 mg de risperidona 25 mg de queatipina e 1 mg de clonazepa

    Faz tres dias que minha mãe esta tomando 2 mg de risperidona 25 mg de queatipina e 1 mg de clonazepam, e as pernas delas caíram ao tentar andar é o efeito colateral normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A queda das pernas ou dificuldade para caminhar após iniciar risperidona 2 mg, quetiapina 25 mg e clonazepam 1 mg pode estar relacionada aos efeitos dessas medicações, principalmente quando iniciadas ou associadas recentemente. A combinação pode causar sonolência intensa, tontura, redução da coordenação motora, queda da pressão e sensação de fraqueza, aumentando o risco de quedas, especialmente em pessoas mais sensíveis ou idosas.

    Entretanto, uma alteração importante na marcha ou incapacidade de sustentar o peso do corpo não deve ser considerada apenas um efeito esperado sem avaliação. É importante entrar em contato com o médico que prescreveu para relatar o ocorrido e verificar se é necessário ajustar doses ou horários.

    Se houver fraqueza em um lado do corpo, confusão intensa, fala alterada, desmaio, rigidez muscular importante ou piora rápida, é recomendado procurar atendimento médico com urgência. O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para equilibrar o controle dos sintomas e a segurança do tratamento.


  • Estou com uma crise de despersonalização há 5 dias pós uma festa,não bebi nem usei nada,oq pode ser?

    Estou com uma crise de despersonalização há 5 dias pós uma festa,não bebi nem usei nada,oq pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A sensação de despersonalização (sentir-se estranho em relação ao próprio corpo, como se estivesse “desconectado de si mesmo”, no automático ou como se a realidade estivesse diferente) pode ser bastante angustiante, mas pode acontecer mesmo sem uso de álcool ou outras substâncias.

    Uma crise iniciada após uma festa pode estar relacionada a alguns fatores, como:

    ansiedade intensa ou estresse, mesmo que você não tenha percebido no momento;
    excesso de estímulos (muitas pessoas, barulho, luzes, interação social);
    privação de sono ou cansaço;
    acúmulo de tensão emocional;
    crises de pânico ou ansiedade, nas quais o cérebro pode entrar em um estado de “proteção” e gerar essa sensação de desligamento.

    A despersonalização também pode aparecer como sintoma associado a transtornos de ansiedade, crises de pânico, estresse pós-traumático, depressão ou períodos de grande sobrecarga emocional. O fato de durar 5 dias pode acontecer, mas como está causando sofrimento, vale acompanhar e buscar avaliação se não estiver melhorando.

    Algumas estratégias podem ajudar durante a crise:

    tentar não ficar checando constantemente “se voltou ao normal”, pois isso pode manter o ciclo de ansiedade;
    manter rotina de sono, alimentação e hidratação;
    fazer atividades que tragam sensação corporal (caminhada, banho, alongamento, exercícios de respiração);
    reduzir excesso de cafeína e estimulantes;
    lembrar-se de que a sensação é desconfortável, mas geralmente não significa que você está perdendo a razão ou ficando “louco”.

    Procure avaliação médica com mais urgência se houver confusão intensa, perda de contato com a realidade, alucinações, pensamentos de se machucar ou incapacidade de realizar atividades básicas.

    Para entender melhor: essa crise começou durante a festa ou no dia seguinte? Você sentiu junto palpitação, medo intenso, falta de ar, sensação de morte ou uma crise de pânico? E você já teve episódios parecidos antes?


  • Opiniões de uso do Ansitec? Efeitos colaterais e eficácia do tratamento para hiper vigilância após c

    Opiniões de uso do Ansitec? Efeitos colaterais e eficácia do tratamento para hiper vigilância após cura da VPPB?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O Ansitec (buspirona) é uma medicação ansiolítica utilizada principalmente no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e sintomas relacionados à ansiedade, podendo ser uma opção em pacientes com hiper vigilância, preocupação excessiva e estado de alerta aumentado, inclusive após experiências físicas ou emocionais marcantes, como uma crise de vertigem por VPPB.

    Diferentemente dos benzodiazepínicos, a buspirona não costuma causar dependência, sedação intensa ou prejuízo importante da coordenação motora. Seus efeitos são geralmente graduais, e a melhora da ansiedade pode levar algumas semanas, frequentemente entre 2 e 6 semanas de uso contínuo.

    Os efeitos colaterais mais relatados incluem tontura, náusea, dor de cabeça, inquietação, sensação de cansaço ou alterações do sono, principalmente no início do tratamento. A resposta varia de pessoa para pessoa, e a avaliação psiquiátrica é importante para diferenciar uma hiper vigilância relacionada à ansiedade de outros fatores.

    Após a cura da VPPB, algumas pessoas permanecem com medo de novos episódios, atenção excessiva aos sinais corporais e sensação de insegurança, quadro que pode ser trabalhado com tratamento medicamentoso quando indicado, associado a estratégias comportamentais e acompanhamento especializado.


  • Estou a 7 dias sem tomar sertralina e 0com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?

    Estou a 7 dias sem tomar sertralina e com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A interrupção da sertralina pode causar sintomas de descontinuação, principalmente quando o medicamento é suspenso de forma abrupta após um período de uso contínuo. Sensações como falta de ar, dor de cabeça, tontura, mal-estar, ansiedade aumentada, irritabilidade, alterações do sono e sintomas físicos semelhantes a crises de ansiedade podem ocorrer durante esse período.

    Esses sintomas geralmente aparecem nos primeiros dias após a suspensão e podem variar de intensidade conforme a dose utilizada, tempo de tratamento e sensibilidade individual. A maioria das pessoas apresenta melhora progressiva, mas em alguns casos pode ser necessário realizar uma retirada mais gradual com orientação médica.

    É importante entrar em contato com o médico que acompanha seu tratamento para avaliar se os sintomas correspondem à retirada da sertralina ou se existe retorno dos sintomas de ansiedade ou depressão. Procure atendimento com maior urgência se a falta de ar for intensa, vier acompanhada de dor no peito, desmaio, confusão importante ou outros sinais de alerta.

    O acompanhamento psiquiátrico permite realizar ajustes de forma segura, reduzindo desconfortos e mantendo o controle da saúde mental.


  • Como a avaliação psiquiátrica diferencia comportamentos autolesivos sem intenção suicida do comporta

    Como a avaliação psiquiátrica diferencia comportamentos autolesivos sem intenção suicida do comportamento suicida em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline após experiências de invalidação, rejeição percebida ou ameaça de abandono?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Na avaliação psiquiátrica de pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a diferenciação entre comportamentos autolesivos sem intenção suicida e comportamento suicida é realizada por meio de uma investigação detalhada da função do comportamento, da intenção, do planejamento e do risco associado. A entrevista clínica busca compreender se a autolesão ocorre como tentativa de regulação emocional, redução de sofrimento intenso ou resposta impulsiva após invalidação, rejeição percebida ou medo de abandono, sem desejo de morrer.

    Já o comportamento suicida envolve presença de pensamentos de morte, desejo de interromper a própria vida, planejamento, preparação ou tentativa com intenção de causar a própria morte. O psiquiatra avalia fatores como intensidade da ideação suicida, acesso a meios, histórico de tentativas, impulsividade, uso de substâncias, desesperança e fatores de proteção.

    No TPB, ambas as manifestações podem ocorrer e exigem avaliação cuidadosa, pois momentos de intensa desregulação emocional podem aumentar o risco de atitudes impulsivas. A avaliação psiquiátrica contínua permite definir estratégias de tratamento, incluindo psicoterapia especializada e, quando necessário, intervenções medicamentosas para sintomas associados, visando maior estabilidade emocional e segurança do paciente.


  • Quais critérios clínicos orientam a avaliação psiquiátrica de pacientes com Transtorno da Personalid

    Quais critérios clínicos orientam a avaliação psiquiátrica de pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline que manifestam comportamentos autolesivos ou ameaças de suicídio em resposta a situações de rejeição, abandono ou conflitos relacionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A avaliação psiquiátrica de pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) que apresentam comportamentos autolesivos ou ameaças de suicídio após situações de rejeição, abandono ou conflitos relacionais envolve a análise de múltiplos critérios clínicos. O psiquiatra investiga a intenção do comportamento, o grau de planejamento, a presença de ideação suicida, a letalidade dos métodos utilizados, a impulsividade e a capacidade de controle dos impulsos durante crises emocionais.

    Também são avaliados fatores associados, como intensidade da angústia, desesperança, sintomas depressivos, alterações de humor, uso de substâncias, histórico de tentativas anteriores, frequência dos episódios autolesivos e fatores de proteção, como vínculos familiares, suporte social e adesão ao tratamento.

    No TPB, comportamentos autolesivos podem ocorrer como tentativa de aliviar sofrimento emocional intenso ou regular estados afetivos extremos, mas não devem ser automaticamente considerados sem risco suicida. A avaliação contínua permite diferenciar padrões de desregulação emocional de situações de maior risco, orientando intervenções psicoterápicas, manejo de crise e tratamento psiquiátrico individualizado.


  • Como é realizada a avaliação psiquiátrica de comportamentos autolesivos e de ameaças de suicídio em

    Como é realizada a avaliação psiquiátrica de comportamentos autolesivos e de ameaças de suicídio em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) após eventos de rejeição, abandono e conflitos interpessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A avaliação psiquiátrica de comportamentos autolesivos e ameaças de suicídio em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) após situações de rejeição, abandono ou conflitos interpessoais é realizada por meio de uma investigação clínica ampla e individualizada. O psiquiatra avalia a função do comportamento, a intenção envolvida, o grau de impulsividade, a presença de planejamento e o risco real de morte.

    São investigados fatores como intensidade do sofrimento emocional, desesperança, pensamentos de morte, histórico de tentativas anteriores, frequência e gravidade das autolesões, acesso a meios letais, uso de substâncias e capacidade de buscar ajuda durante crises. Também são avaliados sintomas centrais do TPB, como medo de abandono, instabilidade emocional, dificuldade de regulação dos afetos e padrões de relacionamento.

    É fundamental diferenciar comportamentos autolesivos utilizados como tentativa de aliviar uma dor emocional intensa de atos com intenção suicida, embora ambos exijam atenção clínica. A avaliação contínua permite estabelecer estratégias de tratamento, incluindo psicoterapia especializada, manejo de crises e, quando indicado, tratamento medicamentoso para sintomas associados, visando maior segurança, estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • A ansiedade crônica está gerando muito espasmos nas vias respiratórias e causando tmb extrassistoles

    A ansiedade crônica está gerando muito espasmos nas vias respiratórias e causando tmb extrassistoles isso é normal da ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, a ansiedade crônica pode causar sintomas físicos muito intensos, incluindo sensações relacionadas à respiração e alterações percebidas nos batimentos cardíacos. Isso acontece porque o estado de alerta constante ativa o sistema nervoso simpático, aumentando a liberação de hormônios do estresse, como adrenalina.

    Em relação às vias respiratórias, a ansiedade pode provocar:

    sensação de aperto no peito;
    dificuldade de respirar ou “falta de ar”;
    respiração mais rápida e superficial (hiperventilação);
    sensação de garganta fechando ou necessidade de suspirar;
    tensão muscular na região do tórax e pescoço.

    Quanto às extrassístoles (batimentos “falhando”, “pulando” ou uma batida mais forte), elas também podem aparecer ou ser percebidas com mais frequência em períodos de ansiedade, estresse, privação de sono, excesso de cafeína ou tensão emocional. Em muitas pessoas com coração estruturalmente saudável, são benignas.

    Entretanto, é importante não atribuir automaticamente tudo à ansiedade. Vale uma avaliação médica, principalmente se as extrassístoles forem novas, muito frequentes ou vierem acompanhadas de:

    desmaio ou quase desmaio;
    dor no peito;
    falta de ar importante;
    palpitações prolongadas;
    tontura intensa;
    histórico de doença cardíaca.

    Se já foi feita avaliação cardiológica (como eletrocardiograma, Holter ou ecocardiograma) e não foi encontrada alteração relevante, a ansiedade pode realmente ser um fator importante na intensidade desses sintomas.

    Uma pergunta importante: quando você sente essas “falhas” no coração, elas aparecem principalmente em momentos de ansiedade ou também durante esforço físico? E você já fez algum exame cardíaco para investigar as extrassístoles?


  • Minha médica( clínico geral) me passou fluoxicetina após queixa de falta de ar e peso no peito. Esse

    Minha médica( clínico geral) me passou fluoxicetina após queixa de falta de ar e peso no peito. Esses sintomas começaram com o uso do buprobiona, que foi suspenso pra ajuda do tabagismo. Quando começo a melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A falta de ar e o peso no peito podem estar relacionados a sintomas de ansiedade, especialmente quando surgiram após o uso da bupropiona, que em algumas pessoas pode aumentar a sensação de agitação, ansiedade ou desconforto físico. A suspensão da bupropiona e o início da fluoxetina podem ajudar, mas a resposta não costuma ser imediata.

    A fluoxetina geralmente precisa de algumas semanas para apresentar efeito terapêutico mais consistente. Algumas pessoas começam a perceber mudanças iniciais entre 2 e 4 semanas, enquanto a melhora mais completa dos sintomas de ansiedade, crises de ansiedade e sintomas depressivos pode ocorrer entre 6 e 8 semanas de uso contínuo.

    No começo do tratamento, algumas pessoas podem apresentar efeitos de adaptação, como aumento transitório da ansiedade, alteração do sono, náuseas ou inquietação. É importante manter acompanhamento médico para avaliar a evolução e ajustar a conduta se necessário.

    Como você relata sintomas no peito e falta de ar, é importante também considerar avaliação clínica para descartar causas físicas, principalmente se houver dor forte no peito, piora aos esforços, desmaio ou outros sinais associados. O acompanhamento psiquiátrico ajuda a diferenciar sintomas de ansiedade e conduzir o tratamento adequado para recuperar qualidade de vida e estabilidade emocional.


  • De que maneira os achados da neuropsicologia contribuem para o planejamento terapêutico multidiscipl

    De que maneira os achados da neuropsicologia contribuem para o planejamento terapêutico multidisciplinar de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no contexto da psiquiatria contemporânea, considerando a integração com avaliação clínica e psicofarmacológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Os achados da neuropsicologia contribuem de forma significativa para o planejamento terapêutico multidisciplinar de pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), pois permitem uma compreensão mais detalhada dos aspectos cognitivos e emocionais envolvidos no funcionamento do paciente. A avaliação neuropsicológica pode identificar alterações relacionadas à atenção, memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva, tomada de decisão e regulação emocional, aspectos frequentemente associados à impulsividade e à instabilidade afetiva.

    Na psiquiatria contemporânea, esses dados complementam a avaliação clínica, auxiliando o profissional a compreender padrões comportamentais, dificuldades funcionais e necessidades específicas de intervenção. A integração entre informações da entrevista psiquiátrica, histórico do paciente, avaliação neuropsicológica e resposta ao tratamento psicofarmacológico permite um planejamento mais individualizado.

    Embora não exista medicação específica para o TPB, os dados neuropsicológicos podem auxiliar na definição de estratégias terapêuticas, incluindo psicoterapias estruturadas, como a terapia dialética comportamental, além do uso criterioso de medicamentos para sintomas associados, como ansiedade, depressão, impulsividade ou alterações do humor. Essa abordagem integrada favorece maior adesão ao tratamento, redução de crises e melhora da qualidade de vida.


  • Qual é o papel da neuropsicologia na qualificação do manejo clínico e planejamento terapêutico do Tr

    Qual é o papel da neuropsicologia na qualificação do manejo clínico e planejamento terapêutico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em contexto psiquiátrico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A neuropsicologia exerce um papel complementar e relevante no manejo clínico do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), contribuindo para uma compreensão mais ampla do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental do paciente. A avaliação neuropsicológica pode identificar alterações em domínios como atenção, memória de trabalho, controle inibitório, tomada de decisão, flexibilidade cognitiva e regulação emocional, frequentemente relacionados à impulsividade e à instabilidade afetiva.

    No contexto psiquiátrico, esses achados auxiliam na individualização do planejamento terapêutico, complementando a entrevista clínica, a avaliação psicopatológica e o acompanhamento da resposta às intervenções. A compreensão das dificuldades cognitivas e dos padrões de comportamento permite direcionar estratégias psicoterápicas mais adequadas, como intervenções focadas em regulação emocional, manejo de impulsividade e desenvolvimento de habilidades adaptativas.

    A integração entre psiquiatria, neuropsicologia e psicoterapia favorece uma abordagem multidisciplinar, permitindo avaliar sintomas associados, funcionamento global e necessidades específicas do paciente. Embora não exista um marcador neuropsicológico diagnóstico isolado para o TPB, essas informações podem qualificar a tomada de decisão clínica, melhorar a adesão ao tratamento e contribuir para maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


Perguntas frequentes

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