Perguntas do paciente (546)

  • Estou tomando escitalopram há 2 meses,sendo 1 mês 10mg e 1 mês aumentei para 20mg. É normal depois d

    Estou tomando escitalopram há 2 meses,sendo 1 mês 10mg e 1 mês aumentei para 20mg. É normal depois desse tempo apresentar queimação nas costas, peito e nunca? Isso aconteceu no início do tratamento. Mas depois de 1 mês de aumentar. Pode acontecer de novo? Obgda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O escitalopram pode causar alguns efeitos de adaptação principalmente nas primeiras semanas de uso, como aumento transitório da ansiedade, sensação de inquietação, alterações gastrointestinais, tonturas e algumas sensações corporais diferentes. Quando ocorre aumento da dose, como de 10 mg para 20 mg, algumas pessoas podem apresentar novamente sintomas semelhantes aos do início do tratamento, pois o organismo passa por uma nova fase de adaptação.

    Sensações como queimação, formigamentos, desconfortos pelo corpo ou aumento da percepção de sintomas físicos podem ocorrer em algumas pessoas, especialmente quando estão associadas à ansiedade ou à ativação do sistema nervoso. Entretanto, é importante avaliar o contexto, pois queimação no peito ou nas costas também pode ter outras causas, como problemas musculares, gastrointestinais ou cardiovasculares, e não deve ser automaticamente atribuída ao medicamento.

    Após dois meses de tratamento, muitas pessoas já começam a perceber benefícios, mas a resposta completa ao escitalopram pode levar algumas semanas após o ajuste da dose. Se esses sintomas surgiram novamente após o aumento para 20 mg, vale conversar com o psiquiatra para avaliar se fazem parte da adaptação, se há necessidade de ajuste do horário/dose ou investigação de outra causa.

    Procure avaliação médica com mais urgência se a queimação no peito vier acompanhada de dor intensa, falta de ar, desmaio, palpitações importantes, suor frio ou piora progressiva.

    O acompanhamento psiquiátrico também permite avaliar sintomas associados como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, insônia, depressão e transtornos de humor, diferenciando efeitos de adaptação medicamentosa de outras condições clínicas.


  • O TOC pode causar pensamentos irracionais e contraditórios?

    O TOC pode causar pensamentos irracionais e contraditórios?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar pensamentos que a própria pessoa reconhece como irracionais, exagerados ou contraditórios, mas que ainda assim provocam intenso sofrimento e ansiedade. Esses pensamentos são chamados de obsessões: ideias, imagens ou impulsos indesejados, repetitivos e intrusivos que surgem involuntariamente.

    Um aspecto característico do TOC é que, muitas vezes, o paciente possui crítica preservada, ou seja, percebe que aquele pensamento não corresponde necessariamente à realidade ou aos seus valores pessoais. Por exemplo, uma pessoa pode ter medo excessivo de contaminar alguém mesmo sabendo racionalmente que tomou todos os cuidados necessários; ou pode ter pensamentos agressivos ou moralmente inadequados que causam sofrimento justamente porque são contrários ao que ela acredita.

    A contradição ocorre porque existe um conflito entre o pensamento obsessivo e a avaliação racional do indivíduo. O cérebro gera uma sensação de ameaça ou dúvida (“e se acontecer algo ruim?”, “e se eu tiver feito algo errado?”), levando a uma busca por certeza através de comportamentos compulsivos, como checagens, repetições, rituais mentais ou necessidade constante de confirmação.

    Na avaliação psiquiátrica, é importante diferenciar os pensamentos obsessivos do TOC de outros fenômenos, como delírios em transtornos psicóticos, nos quais geralmente há uma convicção fixa de que a ideia é verdadeira, mesmo diante de evidências contrárias. No TOC, o paciente frequentemente sofre justamente porque reconhece a possibilidade de que o pensamento seja exagerado ou sem sentido.

    O tratamento adequado, principalmente com Terapia Cognitivo-Comportamental (especialmente Exposição e Prevenção de Resposta) e, quando indicado, medicamentos como antidepressivos específicos, pode reduzir a intensidade das obsessões e a necessidade das compulsões.

    A avaliação psiquiátrica também permite diferenciar o TOC de condições associadas, como transtornos de ansiedade, depressão, TDAH em adultos, transtornos de humor e transtornos de personalidade, além de abordar sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, insônia e sofrimento emocional, buscando melhora da qualidade de vida.


  • Hoje faz 9 dias q parei de tomar venlafaxina, no primeiros dias tava sentido náuseas, ai 3 dias atrá

    Hoje faz 9 dias q parei de tomar venlafaxina, no primeiros dias tava sentido náuseas, ai 3 dias atrás estou sentido cabeça leve medo até de pensar , irritabilidade, insônia,esquecendo das coisas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A interrupção da venlafaxina pode, sim, estar associada aos sintomas que você descreveu. Esse medicamento possui uma meia-vida relativamente curta e, quando é suspenso, principalmente de forma abrupta ou após uso prolongado, algumas pessoas podem apresentar a chamada síndrome de descontinuação dos antidepressivos.

    Os sintomas podem incluir náuseas, tontura ou sensação de cabeça leve, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono (como insônia), dificuldade de concentração, sensação de estranheza, choro fácil e aumento da sensibilidade emocional. Algumas pessoas também relatam sensação de “não estar bem consigo mesmas” ou maior medo diante de pensamentos e situações que antes eram mais fáceis de lidar.

    O fato de esses sintomas terem surgido alguns dias após a suspensão pode acontecer, pois a retirada da venlafaxina pode provocar manifestações que aparecem nos primeiros dias e podem oscilar ao longo das semanas. Em muitos casos, há melhora gradual conforme o organismo se readapta, mas a intensidade e duração variam conforme a dose utilizada, tempo de tratamento e características individuais.

    É importante conversar com o psiquiatra que acompanhava o tratamento, especialmente se a retirada foi feita de forma abrupta ou se os sintomas estão intensos. O médico poderá avaliar se é necessário algum ajuste, redução mais gradual ou outra estratégia. Também é importante diferenciar sintomas de retirada de uma possível volta do quadro que levou ao uso da medicação, como ansiedade, depressão ou crises de pânico.

    Procure atendimento com mais urgência se houver piora importante, pensamentos de autoagressão, confusão intensa, incapacidade de dormir por vários dias ou sintomas muito incapacitantes.

    O acompanhamento psiquiátrico ajuda a avaliar sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, insônia, depressão, estresse, falta de motivação e alterações do humor, diferenciando efeitos da retirada medicamentosa de uma possível recaída do transtorno de base.


  • "Como a psicopatologia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se articula com transtornos c

    "Como a psicopatologia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se articula com transtornos comórbidos do humor, ansiedade, personalidade, uso de substâncias, alimentação e controle dos impulsos?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A psicopatologia do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) apresenta uma relação complexa com diversos transtornos comórbidos, pois compartilha mecanismos envolvidos na instabilidade emocional, impulsividade, dificuldade de regulação dos afetos, alterações na identidade e problemas nas relações interpessoais. A presença de comorbidades é frequente e pode influenciar a gravidade dos sintomas, o prognóstico e a resposta ao tratamento.

    Nos transtornos do humor, especialmente depressão e transtorno bipolar, existe uma importante sobreposição de sintomas, como tristeza, irritabilidade, impulsividade e alterações do sono. Entretanto, a psiquiatria diferencia o TPB pelo padrão persistente de instabilidade emocional e relacional, no qual as oscilações afetivas costumam estar mais relacionadas a eventos interpessoais e à percepção de rejeição ou abandono. Já no transtorno bipolar, as alterações tendem a ocorrer em episódios mais prolongados de mania, hipomania ou depressão, com mudanças características de energia, atividade e funcionamento global.

    Nos transtornos de ansiedade, o TPB frequentemente apresenta sintomas como ansiedade intensa, medo de abandono, crises de ansiedade, ataques de pânico e hipervigilância emocional. A ansiedade pode estar associada à dificuldade de lidar com incertezas e à interpretação de situações sociais como ameaçadoras, aumentando comportamentos de busca por segurança ou evitação.

    Em relação a outros transtornos de personalidade, o TPB pode compartilhar características como dificuldades nos relacionamentos, insegurança e padrões rígidos de funcionamento. A avaliação psiquiátrica procura identificar quais traços são predominantes e como eles se organizam ao longo da história do paciente, evitando diagnósticos isolados baseados apenas em sintomas momentâneos.

    A comorbidade com transtornos por uso de substâncias é frequente e está relacionada principalmente à tentativa de reduzir sofrimento emocional intenso, impulsividade ou sensação de vazio. O uso de álcool ou drogas pode funcionar temporariamente como estratégia de alívio, mas tende a aumentar instabilidade emocional, conflitos interpessoais e comportamentos de risco.

    Nos transtornos alimentares, como compulsão alimentar, bulimia nervosa ou outros padrões alimentares disfuncionais, podem existir relações com impulsividade, dificuldade de regulação emocional e tentativa de controlar estados internos dolorosos. Os comportamentos alimentares podem funcionar como uma forma inadequada de lidar com ansiedade, vazio emocional ou sofrimento psíquico.

    Quanto aos transtornos relacionados ao controle dos impulsos, a impulsividade é um dos aspectos centrais do TPB. Ela pode se manifestar por comportamentos como gastos excessivos, atitudes arriscadas, automutilação, explosões de raiva ou decisões tomadas durante estados emocionais intensos. A compreensão psiquiátrica considera que esses comportamentos geralmente estão associados à dificuldade de modular emoções e não apenas à busca de prazer ou falta de controle voluntário.

    A avaliação psiquiátrica integrada é essencial para diferenciar e tratar transtorno de personalidade borderline, transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, transtornos do espectro autista e outros transtornos de personalidade, além de sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    O tratamento costuma envolver principalmente psicoterapias estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC) e terapias baseadas em mentalização, com foco em regulação emocional, redução da impulsividade, melhora das relações interpessoais e desenvolvimento de estratégias mais adaptativas para lidar com sofrimento emocional. Medicamentos podem ser utilizados como complemento para sintomas específicos ou transtornos associados.


  • "Quais manifestações psicopatológicas coexistem com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB),

    "Quais manifestações psicopatológicas coexistem com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e como a estrutura, a dinâmica e a organização dos sintomas contribuem para a compreensão de suas comorbidades?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) apresenta elevada frequência de comorbidades psiquiátricas, e a compreensão dessas associações depende da análise da estrutura da personalidade, da dinâmica emocional e da organização dos sintomas. A psiquiatria contemporânea entende que o TPB não deve ser visto apenas como uma soma de sintomas isolados, mas como um padrão persistente de funcionamento psicológico envolvendo instabilidade afetiva, dificuldades na identidade, impulsividade, relações interpessoais marcadas por insegurança e alterações na percepção de si mesmo e dos outros.

    Entre as manifestações psicopatológicas que frequentemente coexistem com o TPB estão os transtornos do humor, principalmente o transtorno depressivo. Sintomas como tristeza profunda, vazio, desesperança, falta de motivação, irritabilidade e alterações do sono podem ocorrer com grande intensidade. A diferenciação em relação ao transtorno bipolar é fundamental, pois no TPB as oscilações emocionais tendem a estar mais associadas a acontecimentos interpessoais, sensação de rejeição ou conflitos relacionais, enquanto no transtorno bipolar existem episódios definidos de alteração do humor e energia.

    Os transtornos de ansiedade também são frequentes, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico e sintomas de ansiedade intensa. A hipersensibilidade emocional, o medo de abandono e a dificuldade em tolerar incertezas podem contribuir para um estado constante de alerta, preocupação e antecipação de ameaças nos relacionamentos e no ambiente social.

    A relação com outros transtornos de personalidade é compreendida pela análise dos traços predominantes e da organização psíquica do indivíduo. Características como insegurança, dificuldades interpessoais, dependência emocional, rigidez comportamental ou alterações na autoimagem podem aparecer em diferentes transtornos de personalidade, sendo necessário avaliar o padrão global de funcionamento ao longo da vida.

    Os transtornos por uso de substâncias apresentam associação importante com o TPB, principalmente devido à impulsividade e à tentativa de aliviar estados emocionais dolorosos, como vazio, ansiedade, raiva ou sofrimento intenso. Nesse contexto, o uso de substâncias pode funcionar como uma estratégia de regulação emocional inadequada, mas frequentemente aumenta instabilidade, conflitos e comportamentos de risco.

    Também podem coexistir transtornos alimentares e alterações do comportamento alimentar, como compulsão alimentar ou bulimia, relacionados à dificuldade de controle dos impulsos, baixa tolerância ao sofrimento emocional e tentativa de modificar estados internos desagradáveis por meio do comportamento alimentar.

    Na dimensão do controle dos impulsos, manifestações como automutilação, comportamentos de risco, explosões de raiva, gastos impulsivos ou atitudes precipitadas podem ocorrer. Esses comportamentos são compreendidos como expressões de dificuldades na modulação emocional e na capacidade de interromper respostas intensas diante de situações percebidas como ameaçadoras.

    Do ponto de vista psicodinâmico, a compreensão das comorbidades envolve a análise da estrutura da personalidade, incluindo aspectos como integração da identidade, mecanismos de defesa e qualidade das relações objetais. Mecanismos como a divisão (splitting) podem contribuir para percepções polarizadas de si mesmo e dos outros, favorecendo instabilidade emocional e dificuldades relacionais. A dinâmica desses processos ajuda a compreender por que diferentes sintomas podem surgir em momentos distintos da vida.

    A avaliação psiquiátrica busca organizar esses fenômenos de forma integrada, diferenciando sintomas centrais do TPB de transtornos associados. Essa análise permite identificar a presença de transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, transtornos do espectro autista, transtornos por uso de substâncias e outros transtornos de personalidade, além de sintomas como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    Assim, compreender as comorbidades no TPB significa avaliar não apenas quais sintomas estão presentes, mas como eles se organizam dentro do funcionamento psíquico do paciente, permitindo um tratamento mais individualizado, com foco em regulação emocional, relações interpessoais, redução de impulsividade e melhora global da qualidade de vida.


  • Pode tomar cerveja enquanto tá no tratamento com fluoxetina?

    Pode tomar cerveja enquanto tá no tratamento com fluoxetina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Durante o tratamento com fluoxetina, o consumo de cerveja não é recomendado, embora não exista uma proibição absoluta para todas as pessoas. A orientação depende da avaliação individual, da dose utilizada, do motivo do tratamento e da resposta de cada paciente ao medicamento.

    A associação entre álcool e fluoxetina pode aumentar alguns efeitos indesejados, como sonolência, tontura, redução da atenção, piora da coordenação motora e alterações do julgamento. Além disso, o álcool pode interferir no próprio tratamento, pois pode piorar sintomas de ansiedade, depressão, irritabilidade, alterações do sono e instabilidade emocional, reduzindo a melhora esperada com o antidepressivo.

    Em algumas pessoas, mesmo pequenas quantidades de álcool podem aumentar a sensação de ansiedade no dia seguinte, favorecer crises de ansiedade ou piorar o humor. Por isso, especialmente no início do tratamento ou durante ajustes de dose, costuma-se orientar evitar bebidas alcoólicas até que o organismo esteja mais adaptado e o médico avalie a estabilidade do quadro.

    O ideal é conversar com o psiquiatra que acompanha o tratamento antes de consumir álcool, principalmente se a fluoxetina foi prescrita para depressão, transtornos de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou alterações do humor.

    A avaliação psiquiátrica individualizada considera sintomas como ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo, além da resposta ao medicamento, para orientar o uso mais seguro da medicação e hábitos associados.


  • "Qual é o perfil de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) segundo os critério

    "Qual é o perfil de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) segundo os critérios diagnósticos atuais e as evidências epidemiológicas?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O perfil de comorbidades do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é caracterizado por uma elevada frequência de associação com outros transtornos psiquiátricos, refletindo a complexidade do funcionamento emocional, cognitivo e comportamental desses pacientes. Segundo os critérios diagnósticos atuais, como os descritos no DSM-5-TR, o TPB é definido por um padrão persistente de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, autoimagem, afetos e impulsividade, mas frequentemente ocorre acompanhado de outros transtornos que influenciam sua apresentação clínica e prognóstico.

    Entre as comorbidades mais frequentes estão os transtornos do humor, especialmente o transtorno depressivo maior. Estudos epidemiológicos mostram elevada prevalência de episódios depressivos em pessoas com TPB, com manifestações como tristeza profunda, desesperança, falta de motivação, sentimento de vazio, alterações do sono e sofrimento emocional intenso. A diferenciação com o transtorno bipolar é essencial, pois ambos podem apresentar instabilidade afetiva e impulsividade, porém no TPB as oscilações emocionais costumam estar mais relacionadas a eventos interpessoais e à sensibilidade à rejeição.

    Os transtornos de ansiedade também apresentam alta associação, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, fobias e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). A presença de ansiedade intensa está frequentemente relacionada ao medo de abandono, hipervigilância emocional, dificuldade de lidar com incertezas e interpretações ameaçadoras das situações sociais.

    Os transtornos por uso de substâncias são outra comorbidade relevante. O uso de álcool e outras substâncias pode estar associado à impulsividade e à tentativa de aliviar estados emocionais dolorosos, como vazio, ansiedade, raiva ou sofrimento intenso. Entretanto, esse padrão pode agravar a instabilidade emocional, os conflitos interpessoais e os comportamentos de risco.

    Também são observadas associações com transtornos alimentares, especialmente bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar. Esses quadros compartilham aspectos como impulsividade, dificuldade de regulação emocional e utilização de comportamentos alimentares como tentativa de controlar estados internos desagradáveis.

    Na dimensão dos transtornos relacionados ao controle dos impulsos, pacientes com TPB podem apresentar comportamentos como automutilação, gastos excessivos, comportamentos sexuais de risco, explosões de raiva e atitudes precipitadas. Essas manifestações estão relacionadas à dificuldade de modular emoções intensas e inibir respostas imediatas diante de sofrimento psíquico.

    Além disso, existe sobreposição clínica com outros transtornos, como TDAH em adultos, devido à presença de impulsividade, dificuldade de controle emocional e problemas nas relações sociais. Também pode haver necessidade de diferenciação com transtorno do espectro autista (TEA) e outros transtornos de personalidade, especialmente quando existem dificuldades persistentes de interação social e interpretação das emoções.

    Do ponto de vista psicopatológico, as comorbidades do TPB podem ser compreendidas pela interação entre fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Alterações nos sistemas relacionados ao processamento emocional, vulnerabilidade ao estresse, experiências precoces de invalidação ou trauma e padrões de apego podem contribuir para a manifestação conjunta de diferentes sintomas.

    A avaliação psiquiátrica tem papel fundamental para organizar esses diagnósticos, diferenciando o núcleo do transtorno de personalidade borderline de condições associadas como transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, transtornos do espectro autista, transtornos por uso de substâncias e outros transtornos de personalidade. Também permite avaliar sintomas como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    Dessa forma, compreender o perfil de comorbidades do TPB é essencial para um tratamento individualizado, pois a abordagem deve considerar não apenas os sintomas centrais da personalidade borderline, mas também os transtornos associados que podem aumentar o sofrimento e interferir no funcionamento social, profissional e afetivo.


  • "Quais são as principais comorbidades psiquiátricas associadas ao Transtorno de Personalidade Border

    "Quais são as principais comorbidades psiquiátricas associadas ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e como elas influenciam o diagnóstico diferencial, o prognóstico e o tratamento?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    As principais comorbidades psiquiátricas associadas ao Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) refletem a complexidade desse transtorno, que envolve alterações na regulação emocional, identidade, impulsividade, relações interpessoais e controle dos comportamentos. A presença de comorbidades influencia diretamente o diagnóstico diferencial, o prognóstico e a escolha das estratégias terapêuticas, tornando fundamental uma avaliação psiquiátrica ampla.

    Os transtornos depressivos estão entre as comorbidades mais frequentes. Pacientes com TPB podem apresentar episódios depressivos com tristeza profunda, vazio emocional, desesperança, falta de motivação, alterações do sono e sofrimento intenso. O diagnóstico diferencial com depressão primária é importante porque, no TPB, os sintomas depressivos frequentemente estão relacionados a conflitos interpessoais, sensação de rejeição ou instabilidade emocional, enquanto no transtorno depressivo maior existe um episódio mais contínuo e estruturado de alteração do humor.

    O transtorno bipolar é uma das principais condições a serem diferenciadas do TPB devido à sobreposição de sintomas como impulsividade, irritabilidade e oscilações de humor. Entretanto, a psiquiatria observa que, no TPB, as mudanças emocionais tendem a ser mais rápidas e desencadeadas por acontecimentos relacionais, enquanto no transtorno bipolar os episódios de mania, hipomania ou depressão apresentam duração característica e alterações mais amplas de energia, sono, atividade e comportamento.

    Os transtornos de ansiedade também apresentam elevada associação, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico e transtorno de estresse pós-traumático. A ansiedade no TPB está frequentemente ligada ao medo de abandono, hipersensibilidade à rejeição, dificuldade de tolerar incertezas e sensação de ameaça nos vínculos interpessoais.

    Os transtornos por uso de substâncias são comuns e estão relacionados principalmente à impulsividade e à tentativa de aliviar sofrimento emocional intenso. Álcool e outras substâncias podem funcionar como estratégias inadequadas de regulação emocional, mas tendem a piorar instabilidade do humor, conflitos sociais, comportamentos de risco e adesão ao tratamento.

    Os transtornos alimentares, como bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar, também apresentam associação relevante. Esses quadros compartilham mecanismos como impulsividade, dificuldade de controle dos afetos e uso de comportamentos alimentares para reduzir estados emocionais negativos, como ansiedade, vazio ou angústia.

    O TDAH em adultos pode coexistir com o TPB, especialmente quando há sintomas de impulsividade, dificuldade de controle emocional, desorganização e prejuízos interpessoais. A diferenciação é importante porque o TDAH apresenta um padrão persistente de desatenção e impulsividade desde fases precoces do desenvolvimento, enquanto o TPB envolve principalmente instabilidade afetiva, identidade e relações.

    Além disso, pode haver necessidade de diferenciar o TPB de transtorno do espectro autista (TEA) e outros transtornos de personalidade. Algumas dificuldades sociais, problemas de comunicação ou conflitos relacionais podem se sobrepor, mas possuem origens psicopatológicas diferentes e exigem abordagens específicas.

    Do ponto de vista psicopatológico, essas comorbidades podem ser compreendidas pela interação entre fatores biológicos, vulnerabilidades emocionais, experiências de desenvolvimento, traumas, padrões de apego e mecanismos defensivos. Aspectos como divisão (splitting), dificuldade de mentalização, instabilidade da identidade e hipersensibilidade emocional ajudam a explicar a coexistência de diferentes manifestações clínicas.

    A presença de comorbidades geralmente está associada a maior gravidade dos sintomas, maior risco de crises emocionais, automutilação, prejuízos sociais e dificuldades terapêuticas. Por isso, o tratamento deve ser individualizado, com foco em psicoterapias estruturadas, como Terapia Dialética Comportamental (TDC) e abordagens baseadas em mentalização, além do uso de medicamentos quando indicados para sintomas específicos ou transtornos associados.

    A avaliação psiquiátrica permite diferenciar e tratar adequadamente transtorno de personalidade borderline, transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, transtornos do espectro autista, transtornos por uso de substâncias e outros transtornos de personalidade, além de sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo, promovendo maior estabilidade emocional e melhora da qualidade de vida.


  • "Como as diferentes perspectivas teóricas explicam a elevada prevalência de comorbidades no Transtor

    "Como as diferentes perspectivas teóricas explicam a elevada prevalência de comorbidades no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e quais são as implicações para avaliação, diagnóstico e tratamento?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A elevada prevalência de comorbidades no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é explicada por diferentes perspectivas teóricas como resultado da interação entre vulnerabilidades biológicas, processos psicológicos, experiências de desenvolvimento e padrões de funcionamento interpessoal. A compreensão dessas diferentes abordagens é fundamental para uma avaliação psiquiátrica mais precisa, pois permite diferenciar sintomas centrais do TPB de transtornos associados e direcionar intervenções mais eficazes.

    Pela perspectiva biológica e neurocientífica, o TPB está relacionado a alterações nos sistemas envolvidos na regulação emocional, controle dos impulsos, processamento de ameaças e resposta ao estresse. Disfunções em circuitos relacionados à amígdala, córtex pré-frontal e sistemas neurotransmissores podem contribuir para maior reatividade emocional, impulsividade e dificuldade de retornar ao equilíbrio após situações estressoras. Essa vulnerabilidade pode aumentar a predisposição para sintomas de depressão, ansiedade, uso de substâncias e comportamentos impulsivos.

    A perspectiva psicodinâmica compreende as comorbidades a partir da organização da personalidade e dos conflitos emocionais subjacentes. O TPB é associado a dificuldades na integração da identidade, na percepção de si mesmo e dos outros e na elaboração das emoções. Mecanismos de defesa como a divisão (splitting), no qual aspectos positivos e negativos de uma pessoa ou de si próprio permanecem pouco integrados, podem favorecer instabilidade afetiva e relacional. Nessa visão, sintomas como depressão, ansiedade ou impulsividade podem representar diferentes manifestações de conflitos internos e dificuldades de regulação emocional.

    Pela abordagem cognitivo-comportamental, as comorbidades podem ser compreendidas pela presença de padrões de pensamento, crenças e comportamentos disfuncionais desenvolvidos ao longo da vida. Interpretações marcadas por medo de abandono, rejeição ou desvalorização podem gerar emoções intensas e comportamentos impulsivos, contribuindo para sintomas ansiosos, depressivos e dificuldades nos relacionamentos.

    As teorias do desenvolvimento e apego destacam a influência de experiências precoces, como ambientes de invalidação emocional, dificuldades relacionais ou eventos traumáticos. Esses fatores podem interferir no desenvolvimento da capacidade de identificar, expressar e regular emoções, aumentando a vulnerabilidade para múltiplos transtornos psiquiátricos ao longo da vida.

    Do ponto de vista clínico, a presença de múltiplas comorbidades torna o diagnóstico diferencial mais complexo. Sintomas como impulsividade, irritabilidade, instabilidade do humor e alterações comportamentais podem ocorrer no TPB, mas também em condições como transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, transtorno do espectro autista, transtornos por uso de substâncias e outros transtornos de personalidade. A avaliação deve considerar a história longitudinal, os gatilhos dos sintomas, a duração dos episódios e o padrão global de funcionamento do paciente.

    As comorbidades também influenciam o prognóstico, pois podem estar associadas a maior intensidade dos sintomas, maior prejuízo social e profissional, maior risco de crises emocionais e dificuldades de adesão ao tratamento. Por isso, o manejo deve ser integrado, considerando tanto os aspectos centrais do TPB quanto os transtornos associados.

    O tratamento envolve principalmente psicoterapias estruturadas, como Terapia Dialética Comportamental (TDC), terapias baseadas em mentalização e abordagens focadas nos padrões relacionais e emocionais. A farmacoterapia pode ser utilizada como complemento para sintomas específicos ou comorbidades, como depressão, ansiedade, insônia, impulsividade ou instabilidade do humor.

    A avaliação psiquiátrica completa permite compreender a interação entre o transtorno de personalidade borderline e sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo, possibilitando um plano terapêutico individualizado e maior chance de melhora da qualidade de vida.


  • Sentralina da pensamentos ruins?

    Sentralina da pensamentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A sertralina pode, em algumas pessoas, estar associada ao surgimento ou aumento temporário de pensamentos negativos, pensamentos intrusivos ou sensação de piora da ansiedade, principalmente nas primeiras semanas de tratamento ou após aumento da dose. Isso ocorre porque o organismo está se adaptando às mudanças na serotonina, e algumas pessoas apresentam um período inicial de maior agitação, inquietação ou sensibilidade emocional antes da melhora.

    É importante diferenciar alguns tipos de pensamentos. No contexto de ansiedade ou depressão, podem surgir pensamentos repetitivos, preocupações excessivas, medo de que algo ruim aconteça ou pensamentos negativos sobre si mesmo. Esses sintomas podem melhorar conforme o antidepressivo começa a fazer efeito, geralmente após algumas semanas de uso adequado.

    Entretanto, se após iniciar a sertralina houver pensamentos de morte, vontade de se machucar, piora intensa da angústia, agitação incomum, impulsividade ou sensação de não conseguir controlar os pensamentos, é fundamental procurar contato com o psiquiatra que prescreveu a medicação para uma avaliação.

    A sertralina é utilizada no tratamento de condições como depressão, transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ansiedade social e estresse pós-traumático, e a resposta varia de pessoa para pessoa. O acompanhamento médico ajuda a avaliar se esses pensamentos fazem parte da adaptação inicial, da própria doença em tratamento ou se é necessário ajustar a estratégia terapêutica.

    A avaliação psiquiátrica também considera sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e transtorno depressivo, buscando garantir o tratamento mais seguro e eficaz.


  • "Como as alterações emocionais, interpessoais e identitárias presentes no Transtorno de Personalidad

    "Como as alterações emocionais, interpessoais e identitárias presentes no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influenciam o sentimento de pertencimento social, e quais intervenções terapêuticas podem favorecer sua construção?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    As alterações emocionais, interpessoais e identitárias presentes no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) podem influenciar significativamente o sentimento de pertencimento social, pois afetam a forma como o indivíduo percebe a si mesmo, interpreta as relações e estabelece vínculos com outras pessoas. A psiquiatria compreende que essas dificuldades não decorrem de falta de desejo de conexão, mas de uma maior vulnerabilidade emocional que pode tornar os relacionamentos mais instáveis e desafiadores.

    Um dos principais fatores envolvidos é a instabilidade da identidade, característica central do TPB. O paciente pode apresentar dificuldades em manter uma percepção estável sobre seus próprios valores, objetivos, características pessoais e lugar nas relações sociais. Essa instabilidade pode gerar sensação de vazio, insegurança e dependência da validação externa para sentir-se aceito ou valorizado.

    As alterações emocionais também possuem papel importante. A intensa reatividade afetiva, associada à dificuldade de regulação emocional, pode fazer com que situações sociais comuns sejam vivenciadas como ameaças de rejeição ou abandono. Pequenas mudanças no comportamento de outras pessoas podem ser interpretadas como sinais de afastamento, levando a ansiedade, tristeza profunda, irritabilidade ou respostas impulsivas que acabam prejudicando a manutenção dos vínculos.

    No campo interpessoal, o TPB pode envolver padrões de relacionamento marcados por aproximação intensa, medo de rejeição, dificuldade de confiança e oscilações entre idealização e desvalorização. Pela perspectiva psicodinâmica, o mecanismo de divisão (splitting) pode contribuir para uma percepção mais polarizada de si mesmo e dos outros, dificultando a construção de relações estáveis e previsíveis.

    Para favorecer a construção do pertencimento social, as intervenções terapêuticas buscam desenvolver habilidades emocionais e relacionais. A Terapia Dialética Comportamental (TDC) possui papel importante ao trabalhar regulação emocional, tolerância ao sofrimento, comunicação eficaz e redução de comportamentos impulsivos. Terapias baseadas em mentalização auxiliam o paciente a compreender melhor seus próprios estados mentais e os das outras pessoas, reduzindo interpretações equivocadas nas relações.

    Abordagens psicoterápicas focadas na identidade e nos padrões relacionais também ajudam o paciente a desenvolver uma percepção mais integrada de si mesmo, permitindo reconhecer qualidades e limitações próprias e dos outros sem avaliações extremas. O fortalecimento da autoestima, da autonomia e das habilidades sociais contribui para vínculos mais seguros e duradouros.

    A avaliação psiquiátrica é essencial para compreender a organização dos sintomas, identificar comorbidades e diferenciar o TPB de condições como transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, transtorno do espectro autista e outros transtornos de personalidade. Também permite avaliar sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    Dessa forma, o tratamento do TPB busca não apenas reduzir sintomas, mas promover maior integração da identidade, melhora da regulação emocional e capacidade de construir relações baseadas em confiança, reciprocidade e pertencimento social.


  • É normal em casos de psicose, ter sintomas espaçados? Eu posso passar meses sem ter nada e achar que

    É normal em casos de psicose, ter sintomas espaçados? Eu posso passar meses sem ter nada e achar que estou bem, mas depois tudo volta e eu fico completamente iludido com aquela realidade. Chegando a um ponto de estar atrapalhando minha vida, carreira..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, em alguns transtornos psicóticos pode acontecer de os sintomas apresentarem um curso episódico, com períodos de melhora significativa ou até ausência aparente de sintomas, seguidos por fases de retorno das alterações. A evolução depende do diagnóstico específico, do tratamento realizado, da adesão à medicação, dos fatores de estresse e das características individuais de cada pessoa.

    Algumas pessoas podem passar meses se sentindo bem e, posteriormente, apresentar novamente sintomas como delírios (crenças falsas mantidas com grande convicção), alterações na percepção da realidade, desconfiança intensa, ideias de referência, isolamento social ou mudanças importantes no comportamento. Durante uma fase de crise, é comum que a pessoa tenha dificuldade em perceber que aquela interpretação da realidade pode estar alterada, pois a experiência subjetiva parece muito verdadeira naquele momento.

    A existência de períodos de melhora entre episódios pode ocorrer em diferentes condições, como alguns quadros do espectro da esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo, transtornos do humor com sintomas psicóticos e outros quadros psiquiátricos. Por isso, o diagnóstico depende de uma avaliação detalhada da história dos sintomas, duração dos episódios, funcionamento entre as crises, presença de alterações de humor, uso de substâncias, sono e fatores desencadeantes.

    O fato de você perceber que esses episódios estão prejudicando sua vida, carreira e funcionamento diário é um sinal importante para buscar uma avaliação psiquiátrica. O acompanhamento regular pode ajudar a identificar padrões, reduzir o risco de novas crises e estabelecer um plano de tratamento adequado. Muitas vezes, o objetivo não é apenas tratar a crise quando ela aparece, mas também prevenir recaídas.

    É importante procurar ajuda com mais urgência se houver perda importante de contato com a realidade, comportamentos de risco, pensamentos de autoagressão, sensação de estar sem controle das ações ou incapacidade de cuidar de si mesmo.

    A avaliação psiquiátrica também considera sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, alterações do humor, crise de ansiedade, ataques de pânico e dificuldades cognitivas, além de investigar diagnósticos diferenciais como transtornos de humor, transtornos de personalidade, uso de substâncias e outras condições que podem causar alterações na percepção da realidade.


  • Como o psiquiatra aborda as dificuldades de pertencimento social associadas ao Transtorno de Persona

    Como o psiquiatra aborda as dificuldades de pertencimento social associadas ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A psiquiatria compreende as dificuldades de pertencimento social no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) como resultado da interação entre instabilidade emocional, alterações na identidade, medo de abandono, dificuldades na interpretação das relações e padrões interpessoais aprendidos ao longo da vida. O paciente geralmente possui desejo intenso de conexão e aceitação, mas pode apresentar dificuldades para manter vínculos estáveis devido à forma como vivencia emoções e interpreta as experiências sociais.

    Um dos principais pontos abordados pelo psiquiatra é a sensibilidade aumentada à rejeição. No TPB, situações sociais comuns podem ser percebidas como ameaças ao vínculo ou à própria valorização pessoal. Uma crítica, uma mudança de comportamento de alguém próximo ou uma sensação de afastamento podem desencadear sentimentos intensos de insegurança, ansiedade, tristeza profunda ou irritabilidade, levando a respostas que podem dificultar a integração social.

    Outro aspecto importante é a instabilidade da identidade. Alguns pacientes apresentam dificuldade em manter uma percepção consistente sobre seus próprios valores, características e objetivos, o que pode gerar sensação de não pertencimento, vazio emocional e dependência da aprovação externa para se sentirem aceitos. O tratamento busca fortalecer uma identidade mais estável e independente das avaliações dos outros.

    Na dimensão interpessoal, o psiquiatra avalia padrões como dificuldade de confiar, medo de abandono, necessidade intensa de proximidade, conflitos frequentes e oscilações entre idealização e desvalorização das pessoas. Pela perspectiva psicodinâmica, o mecanismo de divisão (splitting) pode contribuir para uma percepção mais polarizada dos relacionamentos, dificultando a construção de vínculos contínuos e previsíveis.

    A abordagem terapêutica envolve principalmente psicoterapias estruturadas. A Terapia Dialética Comportamental (TDC) trabalha habilidades de regulação emocional, tolerância ao sofrimento, comunicação e resolução de conflitos. As terapias baseadas em mentalização ajudam o paciente a compreender melhor seus próprios pensamentos e emoções, assim como interpretar com maior precisão as intenções das outras pessoas.

    O psiquiatra também investiga possíveis comorbidades que podem intensificar as dificuldades sociais, como depressão, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar, TDAH em adultos, transtornos do espectro autista, uso de substâncias e outros transtornos de personalidade. A diferenciação é importante porque dificuldades de interação social podem ter origens distintas e exigir estratégias específicas.

    Com o tratamento adequado, muitos pacientes desenvolvem maior capacidade de reconhecer suas emoções, lidar com rejeições reais ou percebidas, estabelecer limites saudáveis e construir relações baseadas em confiança e reciprocidade.

    A avaliação psiquiátrica permite abordar o transtorno de personalidade borderline e sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo, favorecendo maior estabilidade emocional, funcionamento social e qualidade de vida.


  • Como as intervenções psiquiátricas contribuem para o desenvolvimento e a manutenção do pertencimento

    Como as intervenções psiquiátricas contribuem para o desenvolvimento e a manutenção do pertencimento social em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    As intervenções psiquiátricas contribuem para o desenvolvimento e a manutenção do pertencimento social em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) ao atuar sobre os fatores que frequentemente prejudicam os vínculos, como instabilidade emocional, medo de abandono, dificuldade de regulação dos afetos, impulsividade, alterações na identidade e padrões relacionais disfuncionais. O objetivo do tratamento é favorecer maior estabilidade interna para que o paciente consiga construir e manter relações mais seguras e satisfatórias.

    Um dos principais alvos terapêuticos é a regulação emocional. No TPB, emoções como ansiedade, raiva, tristeza profunda e medo de rejeição podem surgir com grande intensidade e influenciar comportamentos interpessoais. A psicoterapia auxilia o paciente a identificar emoções, compreender seus gatilhos e desenvolver estratégias para lidar com sentimentos difíceis sem recorrer a respostas impulsivas que prejudiquem os relacionamentos.

    A Terapia Dialética Comportamental (TDC) possui papel relevante nesse processo, pois trabalha habilidades de tolerância ao sofrimento, comunicação assertiva, resolução de conflitos e controle de impulsos. Essas habilidades favorecem maior capacidade de permanecer em relações mesmo diante de frustrações, diferenças de opinião ou situações de insegurança.

    As terapias baseadas em mentalização também são importantes, pois ajudam o paciente a compreender melhor seus próprios estados mentais e os das outras pessoas. Essa capacidade reduz interpretações automáticas de rejeição, melhora a empatia e permite uma visão mais integrada dos vínculos, diminuindo padrões de idealização e desvalorização.

    Pela perspectiva psicodinâmica, o tratamento busca compreender aspectos relacionados à identidade, aos vínculos afetivos e aos mecanismos defensivos, como a divisão (splitting). Ao longo do processo terapêutico, o paciente pode desenvolver maior capacidade de integrar características positivas e negativas de si mesmo e dos outros, tornando as relações menos instáveis.

    A intervenção psiquiátrica também envolve a avaliação e o tratamento de possíveis comorbidades, como depressão, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar, TDAH em adultos, transtornos do espectro autista, transtornos por uso de substâncias e outros transtornos de personalidade, que podem aumentar o isolamento social e dificultar a manutenção dos vínculos.

    Quando indicado, o uso de medicamentos pode auxiliar no controle de sintomas específicos, como ansiedade intensa, depressão, insônia, irritabilidade ou impulsividade, facilitando a participação do paciente na psicoterapia e nas atividades sociais. A medicação, entretanto, geralmente é considerada um recurso complementar, pois as principais mudanças no funcionamento interpessoal ocorrem por meio do processo psicoterápico.

    Com tratamento adequado, o paciente pode desenvolver maior segurança emocional, melhorar a comunicação, estabelecer limites mais saudáveis e construir relações baseadas em confiança e reciprocidade.

    A avaliação psiquiátrica permite abordar o transtorno de personalidade borderline e sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo, favorecendo melhora do funcionamento social e da qualidade de vida.


  • Como o sentimento de pertencimento social se manifesta e se reorganiza clinicamente em pacientes com

    Como o sentimento de pertencimento social se manifesta e se reorganiza clinicamente em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), diante das flutuações do humor, da autoimagem e dos relacionamentos interpessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O sentimento de pertencimento social no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é compreendido pela psiquiatria como um fenômeno dinâmico, influenciado pelas oscilações na regulação emocional, autoimagem, identidade e qualidade dos vínculos interpessoais. Diferentemente de uma dificuldade fixa de socialização, o paciente com TPB frequentemente apresenta uma necessidade intensa de conexão e aceitação, porém essa experiência pode variar conforme seu estado emocional e a interpretação das relações ao redor.

    As flutuações do humor possuem papel importante nesse processo. Devido à alta reatividade emocional, situações interpessoais podem provocar mudanças rápidas de sentimentos, como ansiedade intensa, tristeza profunda, irritabilidade ou sensação de rejeição. Um conflito, uma crítica ou uma percepção de afastamento podem ser vivenciados como ameaça ao vínculo, levando temporariamente a sentimentos de exclusão, solidão ou desvalorização pessoal.

    A autoimagem instável também interfere no pertencimento social. Alguns pacientes podem apresentar dificuldade em manter uma percepção contínua sobre quem são, quais são seus valores e qual é o seu lugar nos grupos sociais. Essa instabilidade pode gerar dependência da validação externa, fazendo com que a aceitação dos outros tenha grande influência sobre a autoestima e a sensação de segurança emocional.

    Nos relacionamentos interpessoais, o pertencimento pode oscilar entre momentos de intensa proximidade e períodos de afastamento. A idealização e a desvalorização dos vínculos, compreendidas pela perspectiva psicodinâmica como relacionadas ao mecanismo de divisão (splitting), podem dificultar a percepção integrada das pessoas e das relações. Assim, uma mesma pessoa pode ser percebida como extremamente importante e acolhedora em um momento e, após uma frustração, como indiferente ou rejeitadora.

    Clinicamente, a reorganização desse sentimento de pertencimento ocorre por meio do desenvolvimento de maior integração da identidade, regulação emocional e capacidade de mentalização. O paciente aprende progressivamente a reconhecer que emoções intensas são estados transitórios e que conflitos ou afastamentos momentâneos não significam necessariamente perda do vínculo ou abandono.

    As psicoterapias estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC) e abordagens baseadas em mentalização, auxiliam no desenvolvimento de habilidades sociais, comunicação mais assertiva, tolerância à frustração e compreensão das próprias necessidades emocionais. O objetivo é construir relações menos baseadas no medo de rejeição e mais fundamentadas em reciprocidade e confiança.

    A avaliação psiquiátrica é essencial para compreender a organização desses padrões e diferenciar o transtorno de personalidade borderline de condições que podem apresentar manifestações semelhantes, como transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, transtorno do espectro autista e outros transtornos de personalidade. Também permite avaliar sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    Dessa forma, o tratamento busca transformar um pertencimento social marcado por insegurança e instabilidade em uma experiência mais consistente, na qual o paciente consiga manter vínculos, preservar sua identidade e lidar melhor com as inevitáveis frustrações das relações humanas.


  • Qual é o papel da identidade difusa no sentimento de pertencimento social em pacientes com Transtorn

    Qual é o papel da identidade difusa no sentimento de pertencimento social em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), sob a perspectiva psiquiátrica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A identidade difusa possui papel central na compreensão do sentimento de pertencimento social em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), pois está relacionada à dificuldade de manter uma percepção estável e integrada sobre si mesmo, seus valores, objetivos, características pessoais e lugar nas relações interpessoais. Sob a perspectiva psiquiátrica, essa alteração da identidade não significa ausência de personalidade, mas uma dificuldade em organizar de forma consistente a própria experiência interna ao longo do tempo.

    No TPB, a identidade pode ser influenciada intensamente pelas experiências relacionais e pelo estado emocional do momento. O paciente pode apresentar mudanças importantes na forma como se percebe, em seus objetivos de vida, preferências e sentimentos de valor pessoal. Essa instabilidade pode gerar insegurança sobre “quem sou” e “qual é o meu lugar”, dificultando a sensação de pertencimento a grupos familiares, sociais ou profissionais.

    A identidade difusa também pode aumentar a dependência da validação externa. Quando a autoestima e a percepção de si mesmo são mais vulneráveis às respostas dos outros, situações como críticas, rejeição, afastamentos ou conflitos podem ser interpretadas como ameaças à própria identidade. Isso pode intensificar sentimentos de exclusão, vazio emocional, ansiedade e medo de abandono.

    Na dimensão interpessoal, essa dificuldade pode contribuir para relações mais instáveis. O paciente pode adaptar excessivamente seus comportamentos e opiniões para manter vínculos ou sentir-se aceito, mas também pode apresentar oscilações entre necessidade intensa de proximidade e afastamento como forma de proteção diante do medo de rejeição. Pela perspectiva psicodinâmica, aspectos como o mecanismo de divisão (splitting) podem estar relacionados à dificuldade de integrar diferentes aspectos de si mesmo e dos outros, favorecendo percepções mais polarizadas.

    A avaliação psiquiátrica investiga como a identidade foi construída ao longo do desenvolvimento, analisando história pessoal, relações familiares, experiências de validação ou invalidação emocional, traumas, padrões afetivos e funcionamento social. Também é fundamental diferenciar essas características de outros quadros, como transtorno bipolar, depressão, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, transtorno do espectro autista e outros transtornos de personalidade, que podem apresentar dificuldades relacionadas à autoimagem e adaptação social.

    O tratamento busca fortalecer uma identidade mais integrada e estável. Psicoterapias estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC), terapias baseadas em mentalização e abordagens psicodinâmicas, auxiliam o paciente a compreender emoções, reconhecer características próprias, desenvolver autonomia e construir relações sem depender exclusivamente da aprovação externa.

    Dessa forma, a reorganização da identidade contribui diretamente para a melhora do pertencimento social, permitindo que o paciente mantenha vínculos mais seguros, tolere diferenças e compreenda que conflitos ou rejeições pontuais não anulam seu valor pessoal.

    A avaliação psiquiátrica permite abordar o transtorno de personalidade borderline e sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo, favorecendo maior estabilidade emocional e melhora da qualidade de vida.


  • Bom dia, iniciei escitalopram ontem 10mg, estou com o rosto queimando e vermelho, mas vai e volta e

    Bom dia, iniciei escitalopram ontem 10mg, estou com o rosto queimando e vermelho, mas vai e volta e umas pinicadas no corpo, pode ser do remédio ou reação alérgica? Corre risco de choque anafilatico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O que você descreve pode estar relacionado ao início do escitalopram, principalmente por ter começado logo no primeiro dia, mas também é importante diferenciar de uma possível reação alérgica.

    O escitalopram pode causar, especialmente nas primeiras doses, algumas sensações como:

    Ondas de calor ou sensação de rosto “queimando”;
    Vermelhidão passageira;
    Formigamentos ou “pinicadas” pelo corpo;
    Aumento transitório da ansiedade ou sensação de ativação física.

    Esses sintomas podem ocorrer durante a fase de adaptação e, em muitos casos, melhoram nos primeiros dias ou semanas.

    Uma reação alérgica importante ao medicamento geralmente vem acompanhada de sinais como:

    Inchaço nos lábios, língua, rosto ou garganta;
    Dificuldade para respirar ou chiado;
    Urticária (placas elevadas e coçando pelo corpo);
    Sensação de garganta fechando;
    Tontura intensa ou desmaio.

    O choque anafilático é uma reação rara, e apenas vermelhidão no rosto que vai e volta e pequenas “pinicadas”, sem outros sinais associados, não é o quadro típico. Porém, se aparecer qualquer um dos sinais de alerta acima, é necessário procurar atendimento imediatamente.

    Como você iniciou ontem, é interessante observar:

    Se os sintomas aparecem após tomar o comprimido e quanto tempo duram;
    Se estão ficando mais intensos a cada dose;
    Se surgem manchas, coceira intensa ou inchaços.

    Não suspenda ou ajuste a medicação sem conversar com o médico que prescreveu, pois às vezes é possível manejar a fase inicial de adaptação ajustando horário ou fazendo uma introdução mais gradual, quando indicado.

    Uma pergunta importante: além do rosto vermelho e das pinicadas, você teve coceira, placas na pele, inchaço nos olhos/lábios, falta de ar ou sensação de garganta fechando? E você iniciou direto com escitalopram 10 mg ou começou com dose menor?


  • “Como as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influenciam a sensaç

    “Como as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influenciam a sensação de pertencimento social sob a perspectiva psiquiátrica?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as relações interpessoais têm papel central na forma como o indivíduo constrói sua percepção de pertencimento social, segurança emocional e identidade. A psiquiatria compreende que as dificuldades nos vínculos não decorrem de falta de interesse em relações, mas frequentemente de uma combinação entre hipersensibilidade emocional, medo de rejeição, dificuldades de regulação afetiva e alterações na interpretação dos sinais sociais.

    Um dos aspectos mais relevantes é a presença de uma forte necessidade de conexão e validação, associada a uma dificuldade em manter uma sensação interna estável de segurança nos relacionamentos. O paciente pode desejar intensamente proximidade, mas ao mesmo tempo apresentar medo de ser rejeitado, abandonado ou ferido, criando um padrão de aproximação e afastamento.

    Do ponto de vista psicodinâmico, isso pode estar relacionado a dificuldades na integração das representações de si e dos outros. Em alguns momentos, uma pessoa importante pode ser percebida como extremamente acolhedora e indispensável (idealização), enquanto diante de uma frustração pode ser vista como indiferente ou ameaçadora (desvalorização). Essa oscilação pode prejudicar a estabilidade dos vínculos e gerar sensação de não pertencimento.

    Além disso, pacientes com TPB podem apresentar maior sensibilidade a sinais interpessoais ambíguos. Pequenos eventos, como uma demora em responder uma mensagem, uma mudança de tom de voz ou uma crítica, podem ser interpretados como sinais de rejeição. Essa interpretação aumenta emoções como ansiedade, vergonha, raiva ou tristeza, podendo levar a comportamentos impulsivos que acabam dificultando ainda mais a manutenção dos relacionamentos.

    A sensação de pertencimento social também pode ser afetada por:

    Instabilidade da autoimagem: dificuldade em manter uma percepção consistente sobre quem é, seus valores e seu lugar nos grupos;
    Sentimento crônico de vazio: sensação de desconexão emocional mesmo quando existem vínculos;
    Dificuldades de mentalização: maior dificuldade em compreender os próprios estados mentais e os dos outros em situações de estresse;
    Experiências anteriores de invalidação ou relações instáveis: que podem contribuir para expectativas negativas sobre os vínculos.

    Na prática psiquiátrica, compreender essa dinâmica é fundamental para evitar interpretações moralizantes dos comportamentos do paciente. Reações intensas nos relacionamentos geralmente refletem uma tentativa de lidar com sofrimento emocional e recuperar uma sensação de segurança.

    O tratamento busca fortalecer a capacidade de construir vínculos mais estáveis, desenvolver maior tolerância à frustração e melhorar a compreensão das próprias emoções e das intenções dos outros. Abordagens como Terapia Dialética Comportamental (TDC), Terapia Baseada em Mentalização (MBT) e Terapia Focada em Esquemas trabalham justamente esses aspectos.

    Assim, na perspectiva psiquiátrica, a dificuldade de pertencimento no TPB está relacionada menos à ausência de desejo de conexão e mais à dificuldade de manter relações seguras e previsíveis diante de emoções intensas e interpretações ameaçadoras dos vínculos interpessoais.


  • “Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a construção da identidade e o pertencime

    “Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a construção da identidade e o pertencimento social sob a perspectiva psiquiátrica?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar significativamente a construção da identidade e o sentimento de pertencimento social devido a dificuldades na integração da autoimagem, na regulação emocional e na estabilidade dos vínculos interpessoais. Na perspectiva psiquiátrica, esses aspectos são compreendidos como parte de uma alteração mais ampla no funcionamento da personalidade, envolvendo a forma como o indivíduo percebe a si mesmo, os outros e seu lugar nas relações.

    Um dos conceitos centrais associados ao TPB é a difusão de identidade, caracterizada por uma dificuldade em manter uma percepção estável e coerente de quem se é ao longo do tempo. O indivíduo pode apresentar mudanças intensas em seus objetivos, valores, preferências, projetos de vida e na forma como avalia suas próprias características, especialmente em resposta a experiências interpessoais. Isso pode gerar sensação de vazio, insegurança e dependência maior da validação externa para organizar a autoestima.

    Na esfera social, o TPB pode envolver grande sensibilidade à rejeição, medo de abandono e tendência a interpretar sinais relacionais de maneira ameaçadora. Essa hipervigilância interpessoal pode levar a comportamentos de aproximação intensa, necessidade de confirmação afetiva ou afastamento defensivo, dificultando a manutenção de relações estáveis e o sentimento de pertencimento a grupos sociais.

    Do ponto de vista psicodinâmico, esses fenômenos podem estar relacionados ao predomínio de mecanismos de defesa primitivos, como a cisão, que dificulta a integração de aspectos positivos e negativos de si mesmo e das outras pessoas. Isso contribui para oscilações entre idealização e desvalorização nos relacionamentos.

    Na avaliação psiquiátrica, são analisados história de vida, padrões relacionais, exame do estado mental, funcionamento ocupacional e social, capacidade de mentalização e estratégias de regulação emocional. O tratamento busca fortalecer uma identidade mais integrada, melhorar habilidades interpessoais e desenvolver maior estabilidade emocional, principalmente por meio de psicoterapias estruturadas.

    Também é fundamental avaliar sintomas associados, como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, pois podem influenciar a percepção de identidade, autoestima e funcionamento social.


  • O que caracteriza o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e qual é a sua relação com o sentim

    O que caracteriza o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e qual é a sua relação com o sentimento de pertencimento social sob a perspectiva da psiquiatria?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é caracterizado, sob a perspectiva psiquiátrica, por um padrão persistente de instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos interpessoais, alterações na identidade, impulsividade e intensa sensibilidade ao abandono ou rejeição. Esses aspectos refletem dificuldades na regulação das emoções, na percepção de si mesmo e na forma como o indivíduo interpreta e estabelece vínculos com outras pessoas.

    Entre as características centrais do TPB estão a instabilidade da autoimagem, sensação de vazio, medo intenso de abandono, oscilações entre idealização e desvalorização das pessoas, dificuldade em controlar emoções intensas e comportamentos impulsivos. Em momentos de maior estresse, podem ocorrer crises emocionais, automutilação ou pensamentos relacionados à morte, exigindo avaliação cuidadosa do risco psiquiátrico.

    O sentimento de pertencimento social pode ser afetado no TPB devido à forma intensa como os vínculos são vivenciados. Muitos pacientes apresentam grande necessidade de conexão afetiva, mas, ao mesmo tempo, possuem elevada sensibilidade a sinais percebidos como rejeição, crítica ou afastamento. Essa combinação pode gerar ciclos de aproximação intensa, medo de perda, conflitos e afastamento, dificultando a construção de relações estáveis e seguras.

    Do ponto de vista psicodinâmico, a dificuldade de pertencimento pode estar relacionada à difusão de identidade e ao uso predominante de mecanismos de defesa primitivos, como cisão, projeção e identificação projetiva, que podem prejudicar a integração de aspectos positivos e negativos de si mesmo e dos outros.

    Na prática psiquiátrica, a avaliação envolve história de vida, padrões relacionais, exame do estado mental, funcionamento social e ocupacional, além da capacidade de mentalização e regulação emocional. O tratamento busca promover maior estabilidade da identidade, melhora dos relacionamentos e desenvolvimento de estratégias mais adaptativas de enfrentamento, principalmente por meio de psicoterapias estruturadas.

    Também é importante avaliar sintomas associados como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, pois podem intensificar dificuldades de vínculo e pertencimento social.


Perguntas frequentes

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