Perguntas do paciente (546)
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Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar?
Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar? Tenho receio dos efeitos colaterais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O início do escitalopram para transtorno de ansiedade generalizada (TAG) pode gerar receio, principalmente pelo medo dos efeitos colaterais, mas a maioria das pessoas consegue realizar essa adaptação de forma tranquila quando a introdução é feita com acompanhamento médico. Nos primeiros dias ou semanas, algumas pessoas podem apresentar sintomas transitórios como náusea, alteração do sono, dor de cabeça, inquietação ou aumento momentâneo da ansiedade, que geralmente tendem a melhorar com a adaptação do organismo.
Como você trabalha à noite, é importante conversar com seu psiquiatra sobre o melhor horário de uso, pois algumas pessoas sentem mais disposição e outras mais sonolência com a medicação. O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, com boa evidência para tratamento de TAG, ansiedade, crises de pânico e sintomas relacionados ao estresse.
A resposta terapêutica costuma ser gradual, geralmente com melhora mais evidente após algumas semanas de uso contínuo. O acompanhamento permite ajustar dose, horário e manejo dos possíveis efeitos iniciais, buscando maior estabilidade emocional e qualidade de vida.
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Olá tudo bem? Estou tomando aymee a noite mas não tenho costume de jantar, como só 1 pão com manteig
Olá tudo bem?
Estou tomando aymee a noite mas não tenho costume de jantar, como só 1 pão com manteiga e queijo e suco. Será que é suficiente para absorção do remédio, ou seria melhor mudar para o almoço?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Aymee (desvenlafaxina) deve ser utilizado conforme a orientação médica, e a alimentação pode influenciar a tolerabilidade do medicamento, principalmente em relação a possíveis efeitos como náusea ou desconforto gástrico. De modo geral, uma refeição leve, como pão com manteiga, queijo e suco, costuma ser suficiente para acompanhar a tomada, não sendo obrigatório realizar um jantar completo.
O mais importante é manter uma rotina regular de uso, tomando o medicamento no mesmo horário todos os dias. Se você percebe que à noite apresenta algum desconforto, náusea ou dificuldade para dormir após tomar o Aymee, pode ser interessante conversar com seu médico sobre a possibilidade de mudar o horário para o almoço ou outro período do dia.
A desvenlafaxina é utilizada no tratamento de depressão, ansiedade e sintomas relacionados ao humor, e ajustes de horário devem considerar sua resposta individual, efeitos colaterais e rotina. Não altere o horário sem orientação do profissional que acompanha seu tratamento.
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Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando o
Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando outra medicação,mais minha cabeça, está aérea, confusão mental,formigando de um lado,ouvidos entupido,pode ser falta da medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esses sintomas podem estar relacionados à suspensão do Rivotril (clonazepam), principalmente porque ele foi interrompido de forma abrupta. O clonazepam é um benzodiazepínico, e quando usado por um período mais prolongado, a retirada sem redução gradual pode causar sintomas de abstinência ou adaptação do organismo.
Entre os sintomas que podem ocorrer após a interrupção estão:
ansiedade ou sensação de alerta aumentada;
confusão mental, dificuldade de concentração e sensação de “cabeça aérea”;
formigamentos ou sensações corporais estranhas;
tontura, sensação de desequilíbrio;
alterações do sono;
aumento da sensibilidade a sons ou sensações físicas.
No entanto, o formigamento de um lado do corpo merece atenção, pois embora possa ocorrer em contextos de ansiedade, também é um sintoma que precisa ser avaliado para descartar outras causas neurológicas, especialmente se for novo, persistente ou acompanhado de fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala, rosto torto, perda de força, confusão intensa ou alteração visual.
Como você já procurou sua médica e iniciou outra medicação, é importante informar exatamente:
há quanto tempo usava o Rivotril;
qual dose utilizava;
se a retirada foi completa de uma vez;
qual medicação nova foi iniciada e há quanto tempo.
Não reinicie ou ajuste o clonazepam por conta própria. A retirada de benzodiazepínicos geralmente é mais segura quando feita de forma gradual e planejada, conforme avaliação médica.
Acompanhar a evolução é importante, principalmente em quadros de ansiedade, crise de ansiedade, insônia, estresse, irritabilidade, transtorno de ansiedade e transtornos de humor, pois alguns sintomas podem se sobrepor entre a condição de base e a fase de adaptação ao tratamento.
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Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma
Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma falta de energia grande, devo estar com a b12 baixa, ansiedade que me causa compulsao alimentar, de carboidratos e industrializados
Parar pode ser uma boa opção?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A interrupção da sertralina por conta própria geralmente não é a melhor opção, especialmente após um ano de uso com boa resposta, pois a suspensão abrupta pode causar retorno dos sintomas ou sintomas de descontinuação, como ansiedade, irritabilidade, tontura, alterações do sono e mal-estar.
A falta de energia que surgiu recentemente pode ter várias causas e nem sempre significa que a sertralina deixou de funcionar. É importante investigar fatores como deficiência de vitamina B12, alterações da tireoide, anemia, deficiência de vitamina D, alterações do sono, estresse, alimentação inadequada ou mudanças no quadro de ansiedade/depressão.
A compulsão alimentar por carboidratos e alimentos industrializados também pode estar associada à ansiedade, alterações emocionais, rotina, sono e mecanismos de recompensa do cérebro. Em alguns casos, o tratamento precisa ser ajustado, seja com mudanças comportamentais, psicoterapia (como terapia cognitivo-comportamental) ou revisão da medicação pelo psiquiatra.
O ideal é conversar com seu médico antes de qualquer mudança. Ele poderá avaliar se há necessidade de exames, ajuste da dose, troca da medicação ou associação de outra estratégia terapêutica.
Como você teve uma boa resposta inicial, vale investigar primeiro o motivo dessa mudança. O objetivo do tratamento de ansiedade, depressão, compulsão alimentar, transtorno de ansiedade e transtornos de humor é manter os benefícios obtidos, ajustando a abordagem quando surgem novos sintomas.
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Há interação entre lamotrigina e cicloprimogyna?? Cicloprimogyna corta o efeito da lamotrigina?
Há interação entre lamotrigina e cicloprimogyna??
Cicloprimogyna corta o efeito da lamotrigina?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode existir interação entre lamotrigina e Cicloprimogyna®, principalmente por causa do componente estrogênico presente no medicamento.
A lamotrigina é metabolizada no fígado por uma via chamada glucuronidação. O estrogênio pode aumentar a atividade dessa via, fazendo com que o organismo elimine a lamotrigina mais rapidamente. Como consequência, pode ocorrer redução dos níveis de lamotrigina no sangue, diminuindo seu efeito terapêutico em algumas pessoas.
Essa interação é mais relevante em pacientes que usam lamotrigina para:
epilepsia (podendo aumentar o risco de retorno de crises);
transtorno bipolar (podendo reduzir o efeito estabilizador do humor em alguns casos).
Não significa que o Cicloprimogyna® seja proibido para quem usa lamotrigina, mas é importante que o médico saiba da associação. Pode ser necessário acompanhar sintomas, ajustar a dose da lamotrigina ou realizar monitoramento clínico mais próximo.
Também é importante avisar o médico se houver suspensão do Cicloprimogyna®, pois a retirada do estrogênio pode aumentar novamente os níveis de lamotrigina, elevando o risco de efeitos adversos.
Não faça alterações nas doses por conta própria. O acompanhamento com psiquiatra ou neurologista é essencial para manter a segurança no tratamento de transtorno bipolar, epilepsia, transtornos de humor, ansiedade e sintomas relacionados à estabilidade emocional.
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Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos resid
Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos residuais / resposta parcial após nova crise / oscilação da ansiedade?
N foi modificada a dose da venla por otima resposta há mais de 2 anos, porém alguns sintomas desconfortáveis ainda persistiram após 30 dias da crise e do período “pior”.
Com 6 dias de uso ja ajudou no sono e na angústia diurna nas primeiras horas da manhã.
Sd pânico.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a quetiapina em baixa dose (25 mg) pode ser utilizada como estratégia de potencialização em alguns pacientes que apresentam resposta parcial a um antidepressivo, incluindo a venlafaxina, principalmente quando permanecem sintomas como ansiedade residual, insônia, hiperalerta, angústia, oscilação ansiosa e dificuldade de estabilização após uma crise.
No seu caso, alguns pontos são relevantes: você já estava há mais de 2 anos com boa resposta à venlafaxina 225 mg, sem necessidade de ajuste, e a piora ocorreu após uma nova crise de pânico. Isso sugere mais uma descompensação episódica do que necessariamente falha do antidepressivo. A quetiapina pode atuar ajudando a reduzir a hiperativação do sistema nervoso, melhorar a continuidade do sono e diminuir a intensidade da ansiedade em algumas pessoas.
O fato de você já perceber em 6 dias melhora do sono e da angústia matinal é compatível com os efeitos iniciais da medicação. Entretanto, para avaliar o impacto mais completo sobre sintomas como ansiedade antecipatória, medo de perder o controle, oscilações durante o dia e sintomas residuais do pânico, geralmente é necessário um período maior de observação, frequentemente algumas semanas.
A dose de 25 mg tem principalmente efeito sedativo e ansiolítico, enquanto doses maiores podem ter outros efeitos farmacológicos e são decididas conforme o objetivo clínico e a tolerância. O ajuste deve ser individualizado pelo psiquiatra, considerando benefícios e possíveis efeitos como sonolência, aumento do apetite, ganho de peso ou alterações metabólicas.
O fato de você estar conseguindo trabalhar, manter rotina, dormir melhor, ter menos angústia e não apresentar novas crises são sinais positivos. Em muitos casos de transtorno do pânico, ansiedade, crise de ansiedade e transtornos de ansiedade, a recuperação ocorre em etapas: primeiro melhora a crise intensa, depois os sintomas residuais vão reduzindo progressivamente.
Mantenha o acompanhamento com sua psiquiatra e evite mudanças por conta própria, especialmente envolvendo a venlafaxina e a quetiapina. A avaliação da evolução ao longo das próximas semanas ajudará a definir se a estratégia atual é suficiente ou se precisa de ajustes.
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O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?
O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a venlafaxina é bastante indicada e eficaz para o tratamento do Transtorno de Pânico, assim como a paroxetina.
Embora pertençam a classes de medicamentos ligeiramente diferentes, ambas atuam modulando neurotransmissores no cérebro para reduzir a ansiedade, a frequência e a intensidade das crises de pânico.
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Olá. Estou em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar ansiedade. Estou em uso de Sertr
Olá. Estou em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar ansiedade.
Estou em uso de Sertralina há 19 dias.
Sinto extremo alívio na ansiedade, porém sinto "tranquilidade extrema", mas que não atrapalha em minha rotina, mas causa muita estranheza, pois por consequência, acabo me sentindo lenta. Ao questionar a psicóloga, ela comentou que isto é comum de uma mente não ansiosa e a psiquiatra comentou que a expectativa é que esta sensação seja cada vez mais comum para mim.
Esta expectativa é correta? A tendência é que com o andar dos tratamentos, essa sensação seja meu novo normal e eu me sinta bem deste modo ou pode ser sinal do tratamento incorreto ainda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer durante o tratamento da ansiedade, especialmente nas primeiras semanas de uso da sertralina. Muitas pessoas que viveram por muito tempo em um estado de alerta constante acabam estranhando a sensação de calma, porque o cérebro estava acostumado a funcionar com muita aceleração, preocupação e tensão.
A sensação de “tranquilidade extrema”, de estar mais lenta ou menos acelerada, pode representar uma redução da hiperativação ansiosa. Com a melhora da ansiedade, crise de ansiedade e pensamentos excessivamente acelerados, algumas pessoas relatam uma fase de adaptação em que a calma parece “estranha” ou até desconfortável, justamente por ser diferente do padrão anterior.
A expectativa da sua psicóloga e psiquiatra pode estar correta: com o tempo, muitas pessoas passam a reconhecer esse estado mais tranquilo como o seu novo equilíbrio, percebendo que é possível funcionar bem sem a ansiedade comandando suas decisões. O objetivo do tratamento, porém, não é deixar a pessoa “apagada” ou sem emoções; é permitir que ela tenha uma faixa emocional mais saudável, com energia, motivação e capacidade de lidar com situações do dia a dia.
Como você está com apenas 19 dias de sertralina, ainda está em uma fase de adaptação. É importante observar se essa sensação vem acompanhada de:
perda importante de motivação ou prazer;
dificuldade para trabalhar ou realizar atividades;
sensação de indiferença emocional (“não sinto nada”);
sonolência ou lentificação que atrapalham sua rotina.
Se esses sinais não estão presentes e você segue funcionando bem, é possível que seja apenas uma adaptação à redução da ansiedade. Caso a sensação de lentidão fique intensa ou persista de forma incômoda, vale conversar novamente com sua psiquiatra para avaliar dose, horário de uso e resposta individual.
A evolução do tratamento de transtorno de ansiedade, ansiedade, estresse, irritabilidade e transtornos de humor costuma envolver justamente esse processo: sair de um estado de alerta excessivo e aprender a se sentir confortável em um funcionamento mais calmo. O acompanhamento contínuo ajuda a diferenciar uma melhora esperada de uma sedação ou redução excessiva de energia.
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Trei o tramadol de uma vez, depois de muitos anos tomando, na fisioterapia fiquei sem dor. Aí não ac
Trei o tramadol de uma vez, depois de muitos anos tomando, na fisioterapia fiquei sem dor. Aí não achei necessário tomar mais. Porém estou sentindo falta de ar durante o dia. A noite tomo aprazolam e a falta de ar vai passando. A pergunta é , essa falta de ar tá relacionada a retirada da falta de ar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que a falta de ar esteja relacionada à retirada abrupta do tramadol, principalmente se você fazia uso há muitos anos. O tramadol, além do efeito analgésico, atua em sistemas do cérebro relacionados à serotonina e noradrenalina. Quando é interrompido de forma repentina após uso prolongado, algumas pessoas podem apresentar sintomas de adaptação ou abstinência.
Entre os sintomas que podem ocorrer após a suspensão estão:
ansiedade ou sensação de alerta excessivo;
aperto no peito ou sensação de falta de ar;
inquietação;
dificuldade para relaxar;
alterações do sono;
sintomas físicos semelhantes aos de uma crise de ansiedade.
O fato de você perceber melhora da falta de ar após tomar alprazolam sugere que pode haver um componente de ansiedade ou hiperativação do sistema nervoso, embora não seja possível confirmar a causa apenas por esse dado.
No entanto, falta de ar também pode ter outras causas (cardíacas, pulmonares, metabólicas, entre outras), então é importante observar sinais de alerta como falta de ar intensa, dor no peito, desmaio, lábios arroxeados, chiado importante ou piora progressiva, que necessitam de avaliação médica.
Como você usava tramadol há muitos anos, o ideal é conversar com o médico que acompanha seu tratamento para avaliar se a retirada deveria ter sido mais gradual e como manejar esses sintomas. Evite ajustar ou iniciar medicamentos por conta própria.
Em algumas pessoas, após a retirada de medicamentos de uso prolongado, podem surgir sintomas que se confundem com ansiedade, crise de ansiedade, estresse, irritabilidade ou insônia. Uma avaliação individual ajuda a diferenciar abstinência, retorno de sintomas prévios e outras causas.
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Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo
Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo, só porque o paciente não apresenta os sintomas estereotipados de autismo ou pelo psiquiatra acreditar que isso é estar "procurando pelo em ovo"? Baseado em uma opinião pessoal dele sobre o tema
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um psiquiatra pode não indicar ou não solicitar um encaminhamento para avaliação neuropsicológica se, após a avaliação clínica, considerar que não há elementos suficientes que justifiquem a investigação naquele momento. A avaliação médica envolve julgamento clínico, e nem toda suspeita levantada por outro profissional necessariamente leva à mesma conduta.
Entretanto, a decisão ideal deve ser baseada em critérios clínicos e na história individual do paciente, e não apenas em uma opinião pessoal, como “estar procurando pelo em ovo”. A ausência de características consideradas “estereotipadas” do autismo não exclui automaticamente a possibilidade do diagnóstico, especialmente em adultos, mulheres e pessoas com maior capacidade de adaptação social, onde alguns sinais podem ser mais sutis ou mascarados.
A avaliação de Transtorno do Espectro Autista (TEA) não depende apenas de estereótipos como isolamento social evidente, ausência de fala ou comportamentos muito marcantes. São analisados aspectos como:
história do desenvolvimento desde a infância;
padrões de comunicação e interação social;
interesses restritos ou padrões repetitivos;
sensibilidade sensorial;
necessidade de rotina e dificuldade com mudanças;
impacto desses aspectos na vida pessoal, acadêmica, profissional ou afetiva.
A avaliação neuropsicológica não serve apenas para “confirmar autismo”; ela pode ajudar a compreender funcionamento cognitivo, atenção, memória, funções executivas e diferenciar condições que podem se sobrepor, como TDAH em adultos, ansiedade, depressão, transtornos de humor ou dificuldades de regulação emocional.
Se o paciente sente que sua demanda não foi adequadamente considerada, pode ser útil conversar com o psiquiatra pedindo os motivos clínicos da não indicação e quais critérios ele está utilizando. Também é possível buscar uma segunda opinião com outro profissional, especialmente quando existe uma dúvida diagnóstica relevante.
O ponto central é que tanto a indicação quanto a recusa de uma investigação devem estar fundamentadas em uma análise clínica individualizada, e não em preconceitos sobre como um transtorno “deveria parecer”.
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após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle
após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle “? Já estava em uso há mais de 2 anos e mto bem, sem crises
Já faz mais de 1 mês desde a última crise e eu vinha usando um benzo de suporte diariamente, dose baixa, 2x ao dia .
Após nova consulta foi adicionada a quetiapina 25mg (ha 2 dias) devido a sintomas residuais ainda bem desconfortáveis (desrealizacao, sensação de distanciamento, ansiedade antecipatória etc).RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No cenário que você descreve, é possível que a venlafaxina 225 mg volte a exercer o efeito de controle que já vinha proporcionando, mas o tempo para uma nova estabilização pode variar. O fato de você já estar usando a medicação há mais de 2 anos e ter permanecido bem é um dado favorável, pois sugere que havia uma boa resposta prévia ao tratamento.
Após uma crise de ansiedade ou pânico importante, especialmente quando ocorre um período de intensa ativação do sistema de ameaça, é comum que o cérebro permaneça por algum tempo em um estado de hipervigilância, mesmo com a medicação de base mantida. Sintomas como desrealização, sensação de distanciamento, ansiedade antecipatória e medo de novas crises podem persistir como sintomas residuais enquanto o organismo retorna ao equilíbrio.
Nesses casos, muitas vezes não significa que a venlafaxina “parou de funcionar”, mas que houve uma reativação temporária dos circuitos relacionados ao medo e à ansiedade. A recuperação pode acontecer de forma gradual, frequentemente ao longo de algumas semanas a alguns meses, dependendo da intensidade da crise, dos gatilhos envolvidos, do nível de evitação e das estratégias utilizadas no tratamento.
Sobre a quetiapina 25 mg, com apenas 2 dias de uso ainda é muito cedo para avaliar seu efeito completo. Nessa dose, ela costuma atuar inicialmente mais em aspectos como:
Redução da hiperativação fisiológica;
Melhora do sono;
Diminuição da agitação interna;
Redução da intensidade dos pensamentos ansiosos.
Alguns efeitos podem aparecer nos primeiros dias, mas a avaliação mais consistente costuma exigir algumas semanas. A melhora dos sintomas dissociativos geralmente acompanha a redução do estado de alerta e da ansiedade de base.
O uso temporário do benzodiazepínico em baixa dose pode ajudar como suporte nessa fase, mas o planejamento de retirada deve ser feito com o psiquiatra, para evitar dependência e para que o cérebro volte a recuperar a confiança sem depender exclusivamente do controle farmacológico imediato.
Um aspecto positivo no seu relato é que você menciona melhora parcial da funcionalidade e que os sintomas são mais um “ruído de fundo” desconfortável do que uma perda completa de capacidade. Em transtorno do pânico, muitas vezes a fase final da recuperação envolve justamente a redução da hipervigilância e da interpretação ameaçadora das próprias sensações.
Vale acompanhar com sua psiquiatra a evolução após a introdução da quetiapina. Também é importante avaliar se houve algum gatilho específico para essa nova crise, pois entender o contexto ajuda a prevenir novas recaídas.
Uma informação que ajudaria a contextualizar: essa nova crise aconteceu após algum evento marcante (estresse intenso, problema de saúde, sensação física como tontura/desmaio, perda ou conflito) ou surgiu aparentemente “do nada”?
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É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, é perfeitamente possível e clinicamente comum tratar o Transtorno Bipolar Tipo 2 utilizando apenas um antipsicótico atípico (monoterapia). Apesar do nome "antipsicótico", os medicamentos modernos dessa classe atuam diretamente como excelentes estabilizadores de humor. Diferente dos antipsicóticos antigos, os de segunda geração (atípicos) regulam a dopamina e a serotonina de forma a tratar as duas pontas da bipolaridade: Na depressão bipolar: Eles possuem forte efeito antidepressivo sem o risco de causar a "virada maníaca" (gatilho para crises de euforia ou irritabilidade) que os antidepressivos comuns podem provocar. Na hipomania: Eles controlam a aceleração do pensamento, a agitação, a impulsividade e a insônia típicas do Tipo 2.
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Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescent
Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescentes e adultos abaixo de 70kg. Mas existem evidências nas práticas clínicas que um adulto de maior peso tem uma tendência de precisar de dose de 80 a 100mg pra estabilizar do que alguém mais magro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A atomoxetina é um composto lipofílico (liga-se bem a tecidos gordurosos) e tem alta taxa de ligação a proteínas plasmáticas (principalmente a albumina). Embora um volume de distribuição teoricamente maior em pacientes com maior massa corporal possa diluir levemente a concentração plasmática inicial, estudos farmacocinéticos em adultos mostraram que as diferenças no Índice de Massa Corporal (IMC) não alteram de forma clinicamente significativa a meia-vida de eliminação ou o clearance da droga a ponto de justificar o cálculo por kg de peso corporal, como é feito na pediatria.
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Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:- MANHÃ : Vortio
Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:
- Manhã: Vortioxetina 20mg, Lítio 600mg, Bupropiona xl 300mg, Lamotrigina 100mg.
Noite: Mirtazapina 45mg, Litio 300, Lamotrigina 100.
Ela tem apresentado muito enjôo o dia todo, e após tomar os remédios da noite ela diz que parece que vai morrer (dor de cabeça como se estivesse apertando a cabeça), aperto no peito, dor abdominal e fraqueza, com sensação de desmaio.
Tenho tentado contato com o psiquiatra dela, sem sucesso. Ela está pensando em parar com tudo, tenho muito medo da piora só Borderline. Ela com essa medicação está com menos impulsividade, e a depressão parece melhor, mas muito triste com os efeitos colaterais.
A litemia está ok! O que posso fazer pra melhorar o estado dela? Há alguma interação dos medicamentos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Em primeiro lugar, o seu medo de uma interrupção abrupta é totalmente fundado: ela não deve parar de tomar as medicações de uma vez. A suspensão repentina de lítio, lamotrigina e antidepressivos pode causar um efeito rebote grave, crises de abstinência, além de aumentar drasticamente o risco de recaída, impulsividade e instabilidade de humor.
Sim, existe interações que podem causar risco de sobrecarga Serotoninérgica/Adrenérgica, mas levando em consideração risco benefício, certa feita usa-se de acordo com a necessidade de cada paciente.
Tente ligar na clínica, explicar a gravidade da situação para a secretária, se o psiquiatra atual continuar inacessível e o sofrimento estiver insuportável, não hesite em agendar uma consulta de emergência com outro psiquiatra de confiança para uma segunda opinião. O tratamento do Borderline exige uma parceria muito estreita e acessível com a equipe médica.
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minha psiq associou quetiapina 25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu
minha psiq associou quetiapina
25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu já vinha usando há 30 dias e melhorar sintomas residuais após uma nova crise de ansiedade q ainda persistiram .
Essa dose costuma ser suficiente para esse fim ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação de quetiapina 25 mg à venlafaxina 225 mg pode ser utilizada em alguns casos como estratégia auxiliar para reduzir sintomas ansiosos residuais, melhorar o sono, diminuir a hiperativação fisiológica e facilitar a retirada gradual do benzodiazepínico, como o alprazolam. Entretanto, a resposta é individual e a dose considerada adequada depende do objetivo específico e da evolução clínica.
A quetiapina em 25 mg é uma dose baixa. Nessa faixa, seu efeito costuma estar mais relacionado a propriedades sedativas e ansiolíticas leves, principalmente por ação em receptores histamínicos e serotoninérgicos. Ela pode ajudar em sintomas como:
dificuldade para relaxar;
insônia associada à ansiedade;
sensação de “mente acelerada”;
hiperalerta;
desconforto físico relacionado à ansiedade.
Já os efeitos mais robustos descritos em estudos para condições como transtorno bipolar, depressão bipolar ou como potencializador antidepressivo geralmente envolvem doses maiores, definidas conforme o diagnóstico e a tolerância do paciente.
No seu caso específico, considerando que você:
já usava venlafaxina 225 mg há mais de 2 anos com boa resposta;
apresentou uma nova crise após um período de estabilidade;
mantém sintomas residuais como desrealização, sensação de distanciamento e ansiedade antecipatória;
utilizou alprazolam por cerca de 30 dias,
é possível que sua psiquiatra esteja utilizando a quetiapina 25 mg como uma ponte terapêutica, ajudando o sistema nervoso a sair de um estado de hiperativação enquanto a venlafaxina volta a sustentar o controle e o alprazolam é reduzido.
Com apenas poucos dias de uso, ainda é cedo para concluir se a dose será suficiente. Algumas pessoas percebem melhora inicial em sono e tensão nos primeiros dias, enquanto sintomas mais persistentes podem exigir algumas semanas de acompanhamento. Se após um período adequado a resposta for insuficiente, o psiquiatra pode reavaliar a estratégia, sempre considerando benefícios e efeitos adversos.
Um ponto importante é que a retirada do alprazolam deve ser gradual e individualizada, pois mesmo após 30 dias de uso diário pode ocorrer aumento transitório de ansiedade, sintomas físicos ou sensação de instabilidade durante o desmame.
O fato de você ter respondido bem anteriormente à venlafaxina é um fator positivo. Muitas vezes, após uma crise de pânico, o principal desafio é reduzir o ciclo de medo das próprias sensações e a hipervigilância, e não necessariamente trocar a medicação que já funcionava.
Uma informação que ajudaria a entender melhor a estratégia da sua psiquiatra: o alprazolam que você está usando é 0,25 mg duas vezes ao dia (como mencionado anteriormente) ou uma dose diferente? E a quetiapina foi adicionada principalmente por causa da desrealização/ansiedade residual ou também por piora do sono?
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo e com ansiedade por deixa lá sozinha, ela tem 75 anos estou com o coração doendo. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É perfeitamente normal e doloroso sentir esse "aperto no peito". O que você está vivenciando é um conflito profundo entre duas forças legítimas da vida: o amor e o dever de cuidado para com a sua mãe (que está envelhecendo) e o seu direito de construir a sua própria história, o seu próprio lar e a sua vida afetiva.
Primeiramente procure um psicólogo para ele te ensinar a administrar esse comportamento, caso permaneçam os sintomas ansiosos, procure um psiquiatra.
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Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entan
Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entanto, tenho tido uma insônia bem forte nesses primeiros dias e o psiquiatra me receitou tomar trazodona 50mg a noite. Pesquisei na internet e vi a combinação dessas medicações possuem um risco de desenvolver sindrome da seretonina. Essa combinação é segura e comum?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação entre sertralina 50 mg pela manhã e trazodona 50 mg à noite é uma combinação relativamente comum na prática psiquiátrica, especialmente quando há transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno do pânico e insônia associada. Embora ambas atuem no sistema serotoninérgico, o risco de síndrome serotoninérgica nessa combinação, em doses usuais e com acompanhamento médico, é considerado baixo.
A síndrome serotoninérgica geralmente ocorre quando há uma elevação excessiva da atividade da serotonina, mais frequentemente em situações como combinações de vários medicamentos serotoninérgicos, doses elevadas, aumentos rápidos de dose ou interações específicas. Os sinais de alerta incluem:
Agitação importante ou confusão;
Febre;
Suor excessivo;
Tremores intensos;
Rigidez muscular;
Diarreia intensa;
Batimentos cardíacos acelerados.
A trazodona, nessa dose de 50 mg, costuma ser utilizada principalmente pelo seu efeito sedativo e indutor de sono, relacionado principalmente à ação anti-histamínica e antagonismo de determinados receptores serotoninérgicos. Ela é frequentemente associada a antidepressivos como os ISRS (incluindo a sertralina) quando o paciente apresenta insônia durante a fase inicial do tratamento.
É importante lembrar que a sertralina na primeira semana ainda está em fase de adaptação. Nas primeiras semanas, algumas pessoas podem apresentar:
Aumento transitório da ansiedade;
Inquietação;
Alteração do sono;
Sensação de “aceleração” interna.
Esses efeitos costumam melhorar com a adaptação do organismo, enquanto o efeito terapêutico mais consistente para ansiedade e pânico geralmente aparece após algumas semanas.
Não é recomendado interromper ou alterar as doses por conta própria, pois o esquema foi planejado justamente para equilibrar o tratamento da ansiedade com a recuperação do sono. Mantenha acompanhamento com seu psiquiatra e informe caso surjam sintomas intensos ou diferentes do habitual.
No seu caso, uma dúvida importante: essa insônia começou depois que iniciou a sertralina ou você já tinha dificuldade para dormir antes do tratamento? E você iniciou diretamente com 50 mg ou fez alguma adaptação com dose menor nos primeiros dias?
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Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?
Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, é normal, às vezes, os antidepressivos funcionam como um "amortecedor" no cérebro. Eles são ótimos para silenciar a dor, a ansiedade e os pensamentos acelerados, mas, em algumas pessoas, acabam silenciando também a motivação, o prazer e a iniciativa. É a sensação de funcionar "no piloto automático", sem picos de tristeza, mas também sem picos de alegria ou vontade. Se você começou a tomar o Revoc recentemente (nas primeiras 2 a 4 semanas), o seu cérebro ainda está se ajustando ao aumento de serotonina. Esse início costuma vir acompanhado de um cansaço extremo, moleza no corpo e uma sonolência que drena qualquer energia física. Se você está tratando uma depressão, a falta de vontade absoluta (anedonia e apatia) pode ser um sintoma da própria doença que o medicamento ainda não teve tempo suficiente para corrigir. Se os sintomas persistirem por mais de 4 semanas, relate ao psiquiatra com urgência.
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Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?
Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ácido valproico (valproato) pode estar associado ao desenvolvimento ou piora de características semelhantes à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) em algumas mulheres, principalmente em determinados grupos de pacientes, mas não significa que toda pessoa que usa valproato desenvolverá SOP.
A relação é mais descrita em mulheres em idade reprodutiva, especialmente quando o medicamento é usado para transtorno bipolar ou epilepsia, e pode envolver alterações hormonais como aumento de andrógenos (hormônios como testosterona), alterações da ovulação e mudanças no ciclo menstrual. Alguns estudos sugerem maior associação em mulheres que iniciaram o valproato em idade mais jovem.
Os sinais que podem levantar suspeita incluem:
Menstruação irregular ou ausência de menstruação;
Aumento de pelos (hirsutismo);
Acne nova ou piora importante da acne;
Queda de cabelo com padrão hormonal;
Ganho de peso ou dificuldade para perder peso.
A dose que você menciona (250 mg duas vezes ao dia, total de 500 mg/dia) é uma dose relativamente utilizada na prática, mas o risco não depende apenas da dose: depende também de fatores individuais, tempo de uso, idade, predisposição genética, peso e histórico hormonal.
É importante não suspender o ácido valproico sem orientação, pois ele pode estar sendo usado para estabilização do humor ou controle de crises. Se houver sintomas sugestivos, o ideal é conversar com o psiquiatra e, se necessário, realizar avaliação ginecológica/endocrinológica com exames como testosterona total e livre, SHBG, DHEA-S, glicemia/insulina quando indicado e avaliação do ciclo menstrual.
Uma pergunta importante: você é mulher em idade fértil e começou o valproato para transtorno bipolar, epilepsia ou outro motivo? Após iniciar a medicação, percebeu alteração da menstruação, acne, aumento de pelos ou ganho de peso?
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Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? S
Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? Se sim, como resolver esse problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, existe a possibilidade de queda de cabelo durante o uso de ácido valproico (valproato), inclusive em doses como 500 mg/dia divididos em 250 mg duas vezes ao dia. Esse efeito é conhecido e ocorre em uma parcela dos pacientes, embora não aconteça com todos.
A queda de cabelo associada ao valproato geralmente apresenta características de eflúvio telógeno, ou seja, uma maior quantidade de fios entra precocemente na fase de queda. Pode surgir após algumas semanas ou meses de uso e costuma ser difusa (espalhada pelo couro cabeludo), sem formar áreas de calvície. Em alguns casos, também pode ocorrer alteração da textura do cabelo, deixando os fios mais finos ou quebradiços.
O mecanismo não é totalmente esclarecido, mas pode envolver alterações no metabolismo dos folículos capilares e possíveis interferências em nutrientes, como a biotina, além de efeitos relacionados ao próprio medicamento.
O manejo depende da intensidade e da necessidade do tratamento:
Avaliar outras causas de queda de cabelo: é importante investigar fatores comuns como deficiência de ferro/ferritina, alterações da tireoide, vitamina D, zinco, estresse intenso, alterações hormonais e mudanças alimentares.
Conversar com o psiquiatra antes de qualquer mudança: não é recomendado suspender o valproato por conta própria, principalmente se ele estiver sendo usado para estabilização do humor ou prevenção de crises.
Avaliar ajuste terapêutico: se a queda for importante, o médico pode considerar ajuste de dose, troca do medicamento ou outra estratégia, dependendo do diagnóstico e da resposta clínica.
Medidas de suporte: manter alimentação adequada com boa ingestão proteica, tratar deficiências identificadas e evitar procedimentos que aumentem a fragilidade dos fios.
Em muitos casos, a queda pode melhorar mesmo mantendo o medicamento, mas é importante avaliar a evolução.
Para entender melhor: há quanto tempo você usa o ácido valproico? A queda começou depois do início da medicação e é uma queda de muitos fios no banho/escova ou você percebe mais afinamento do cabelo e rarefação?
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Perguntas frequentes
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Tem algum problema tomar Daforin de manha e sulpan a noite ?
Se por Daforin você se refere à fluoxetina e por Sulpan ao medicamento que…