Perguntas do paciente (546)

  • Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo so

    Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo sono muito cedo, tipo 20-21 horas já to com muito sono, e pra mim eu assustei porque não é comum já que eu tenho propensão a insonia e eu sempre durmo lá pras 23:00 ou 00:00, é o meu comum, então to estranhando esse sono todo, tem a ver com o medicamento ou pode ser alguma outra coisa? devo me preocupar, quando buscar um medico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A sonolência que você descreve pode sim estar relacionada à paroxetina, especialmente durante as primeiras semanas de tratamento. A paroxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) e, diferente de alguns medicamentos da mesma classe, possui um perfil mais sedativo para algumas pessoas.

    É relativamente comum, principalmente no início, ocorrer:

    Sonolência excessiva ou sensação de “corpo mais lento”;
    Cansaço durante o dia;
    Maior facilidade para dormir mais cedo;
    Redução da energia ou disposição.

    Como você está com cerca de 1 mês de uso, ainda pode estar em fase de adaptação. Em algumas pessoas esse efeito diminui após algumas semanas, conforme o organismo se ajusta. Em outras, a sonolência pode permanecer e o médico pode avaliar estratégias como ajuste do horário da tomada ou mudança de dose, dependendo do caso.

    Também é importante considerar outras causas de aumento de sono, como:

    Sono de baixa qualidade apesar de dormir mais horas;
    Estresse ou recuperação após um período de ansiedade intensa;
    Alterações hormonais ou metabólicas (como tireoide, anemia, deficiência de vitaminas);
    Uso de outras medicações ou substâncias que possam causar sedação.

    Em geral, vale conversar com o médico se:

    A sonolência estiver atrapalhando trabalho, estudos ou atividades diárias;
    Você estiver dormindo muitas horas e ainda acordando cansado;
    Houver lentificação importante, confusão, tonturas intensas ou sensação de desmaio;
    O sintoma estiver piorando em vez de melhorar.

    Não é recomendado interromper a paroxetina de forma abrupta, pois ela pode causar sintomas de descontinuação.

    Uma informação que ajudaria a avaliar melhor: você toma a paroxetina de manhã ou à noite? E qual é a dose (por exemplo, 10 mg, 20 mg ou 40 mg)?


  • Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?

    Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Olá!
    Sim.
    Por que usar a Quetiapina à noite?
    Efeito sedativo: A quetiapina causa bastante sonolência nas primeiras horas após a ingestão.
    Ajuda no sono: Usá-la antes de dormir aproveita esse efeito colateral para melhorar a qualidade do sono e regular o relógio biológico, evitando letargia ao longo do dia. Por que usar a Sertralina e a Duloxetina pela manhã? Efeito ativador: Ambos são antidepressivos que aumentam a disponibilidade de neurotransmissores como a serotonina (e a noradrenalina, no caso da duloxetina). Evita a insônia: Se tomados à noite, eles podem deixar o cérebro muito desperto ou causar agitação, atrapalhando o descanso.


  • O carbolitium em dose baixa engorda? Dose 300 mg? Pode ser tomado com monjaro?

    O carbolitium em dose baixa engorda? Dose 300 mg? Pode ser tomado com monjaro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O Carbolitium® (lítio) pode estar associado a ganho de peso em algumas pessoas, mas esse efeito varia bastante e não depende apenas da dose. Uma dose de 300 mg é considerada uma dose relativamente baixa em muitos esquemas de tratamento, porém o impacto no peso pode ocorrer mesmo em doses menores em alguns pacientes, principalmente por fatores como aumento do apetite, alterações metabólicas, retenção de líquidos ou mudanças no funcionamento da tireoide.

    Nem todas as pessoas que usam lítio engordam. Algumas mantêm o peso estável, especialmente quando há acompanhamento de alimentação, atividade física e monitorização dos exames. É importante acompanhar periodicamente litemia, função renal e tireoide (TSH e T4 livre), pois alterações tireoidianas relacionadas ao lítio podem contribuir para cansaço, redução do metabolismo e dificuldade para perder peso.

    Sobre o uso junto com Mounjaro® (tirzepatida): não há uma interação direta conhecida que impeça automaticamente a combinação. Porém, é uma associação que deve ser feita com acompanhamento médico, porque a tirzepatida pode causar náuseas, vômitos, redução importante da ingestão alimentar e desidratação, e alterações importantes de hidratação podem influenciar a concentração do lítio no sangue, aumentando o risco de efeitos tóxicos.

    Durante o uso combinado, é importante observar sinais de excesso de lítio, como tremores intensos, náuseas persistentes, vômitos, diarreia, tontura, confusão, dificuldade para caminhar ou sonolência incomum.

    Se o Carbolitium foi prescrito para transtorno bipolar, estabilização do humor, depressão resistente ou prevenção de recaídas, o ideal é que o psiquiatra acompanhe qualquer estratégia de emagrecimento junto ao tratamento.

    Se puder informar qual a indicação do Carbolitium, sua litemia atual (se já mediu), sua dose do Mounjaro e se usa outros medicamentos, consigo contextualizar melhor.


  • Bom dia a todos e desde ja agradeço a atenção. 1- Minha mãe (92 anos), começou a tomar Sertralina (

    Bom dia a todos e desde ja agradeço a atenção.
    1- Minha mãe (92 anos), começou a tomar Sertralina (100mg - 50 manhã e 50 noite), há alguns meses, apresentando melhora de humor, esquecimento e desorientação.
    2 - Há mais de 15 anos ela teve crise forte de fibromialgia e a Amitriptilina a ajudou muito. Ela toma 25mg à noite até o momento.
    Ela dormia mto bem. Mas, de uns tempos para cá, seu sono passou a ser agitado.
    Pode ser a interação desses dois remédios?
    Gratidão

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A associação entre sertralina e amitriptilina pode ser utilizada em algumas situações, mas merece acompanhamento médico, especialmente em uma pessoa de 92 anos, devido à maior sensibilidade aos efeitos dos medicamentos nessa faixa etária.

    A sertralina pode, em algumas pessoas, causar alterações no sono, como sono mais leve, sonhos mais intensos, despertares noturnos ou maior agitação, principalmente dependendo do horário em que é tomada. A amitriptilina, por outro lado, costuma ter efeito sedativo e pode melhorar o sono, além de ser utilizada em alguns casos para dor crônica, como a fibromialgia.

    Existe possibilidade de interação entre as duas medicações porque ambas atuam no sistema da serotonina, e a amitriptilina pode ter sua concentração aumentada quando associada à sertralina em algumas situações. Isso não significa que a combinação seja necessariamente inadequada, mas exige avaliação de dose, resposta clínica e possíveis efeitos adversos.

    Além da interação medicamentosa, em idosos é importante considerar outros fatores que podem alterar o sono, como:

    mudanças no ritmo do sono relacionadas ao envelhecimento;
    dor ou desconfortos físicos;
    alterações cognitivas;
    ansiedade, depressão ou estresse;
    outras medicações em uso;
    alterações metabólicas ou neurológicas.

    Como ela apresentou melhora do humor, do esquecimento e da desorientação com a sertralina, é importante não suspender ou modificar as medicações sem orientação médica. O ideal é conversar com o psiquiatra ou geriatra que acompanha sua mãe para avaliar se o sono agitado está relacionado à combinação, ao horário das doses ou a outro fator.

    Também vale informar ao médico se houve aparecimento de sinais como confusão nova, quedas, tonturas, sonolência excessiva durante o dia, agitação incomum ou piora da memória.

    Uma avaliação cuidadosa permite equilibrar o tratamento da depressão, ansiedade, alterações do humor, dor crônica e qualidade do sono, preservando a funcionalidade e a segurança da paciente idosa.


  • Olá! O NAC 600 pode ser usado com ritalina e quetiapina, sendo usado a ritalina pela manhã, NAC no f

    Olá!
    O NAC 600 pode ser usado com ritalina e quetiapina, sendo usado a ritalina pela manhã, NAC no fim da tarde/início da noite, e quetiapina a noite, com intervalo de horas entre os medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O NAC (N-acetilcisteína) 600 mg geralmente pode ser utilizado junto com Ritalina® (metilfenidato) e quetiapina, pois não existe uma interação medicamentosa importante conhecida entre essas três substâncias. O esquema que você descreveu — Ritalina pela manhã, NAC no fim da tarde/início da noite e quetiapina à noite — costuma ser uma organização adequada e o intervalo entre os medicamentos pode ajudar a reduzir possíveis desconfortos.

    O NAC é um composto com ação antioxidante e influência sobre o sistema glutamatérgico, sendo estudado como adjuvante em algumas condições psiquiátricas, incluindo situações envolvendo compulsividade, impulsividade e alguns sintomas relacionados ao controle de comportamentos, embora sua indicação dependa da avaliação individual.

    A Ritalina atua principalmente aumentando a disponibilidade de dopamina e noradrenalina, sendo utilizada especialmente no TDAH em adultos, podendo melhorar atenção, foco e controle de impulsos. Já a quetiapina atua em diferentes sistemas neurotransmissores e pode ser indicada em situações específicas envolvendo ansiedade, alterações do humor, insônia, irritabilidade ou outros sintomas psiquiátricos, conforme o diagnóstico e a avaliação médica.

    Mesmo sem uma interação relevante esperada, é importante observar alguns pontos:

    o NAC pode causar desconforto gastrointestinal, náuseas ou refluxo em algumas pessoas;
    a quetiapina pode causar sonolência, aumento do apetite e alterações metabólicas;
    a Ritalina pode influenciar sono, ansiedade, frequência cardíaca e apetite.

    Se o uso da combinação for para condições como TDAH em adultos, ansiedade, depressão, impulsividade, compulsões ou transtornos de humor, o acompanhamento psiquiátrico é importante para avaliar resposta, efeitos adversos e necessidade de ajustes.

    Não altere horários ou doses sem conversar com o médico que prescreveu. Se puder informar qual é o diagnóstico tratado, a dose da Ritalina e da quetiapina e o motivo pelo qual o NAC foi iniciado, é possível contextualizar melhor a combinação.


  • Atualmente faço tratamento psicológico há 3 anos com 3 psicólogos diferentes, e um deles me diagnost

    Atualmente faço tratamento psicológico há 3 anos com 3 psicólogos diferentes, e um deles me diagnosticou com borderline e TDAH, mas outro psicólogo acha que eu tenho depressão e ansiedade. Tenho muitos sintomas do borderline e ansiedade e alguns de TDAH também, como falta de memória, esquecimento, falta de foco, sensibilidade sensorial a algumas coisas, mudanças de humor muito rápidas e bruscas, dependência emocional, medo do abandono e impulsividades. Gostaria de saber se alguém saberia informar se talvez teria algum tratamento para este tipo de situação (seja com medicamento ou não), e como faço para conseguir um diagnóstico para estes transtornos (caso eu tenha)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A definição de um diagnóstico psiquiátrico exige uma avaliação clínica completa, pois alguns sintomas podem aparecer em diferentes condições e, muitas vezes, existe sobreposição entre quadros como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), TDAH em adultos, ansiedade e depressão.

    Sintomas como dificuldade de concentração, esquecimento, impulsividade e sensibilidade emocional podem ocorrer no TDAH, mas também podem ser intensificados por ansiedade, estresse crônico, privação de sono ou episódios depressivos. Da mesma forma, características como medo de abandono, dependência emocional, mudanças rápidas de humor e dificuldade de controlar emoções podem estar presentes no TPB, mas precisam ser avaliadas considerando a história de vida, duração dos sintomas e impacto nos relacionamentos e funcionamento diário.

    O diagnóstico é realizado principalmente por meio de uma consulta psiquiátrica detalhada, na qual o médico investiga história desde a infância, evolução dos sintomas, padrões de comportamento, relacionamentos, funcionamento acadêmico/profissional, sintomas de humor, ansiedade, impulsividade e possíveis fatores associados. Quando necessário, podem ser utilizados instrumentos de avaliação complementares, mas eles não substituem a avaliação clínica.

    Existe tratamento para esses quadros, e ele pode envolver diferentes estratégias. A psicoterapia tem papel fundamental, especialmente abordagens estruturadas para regulação emocional, relacionamento interpessoal e manejo de pensamentos e comportamentos impulsivos. Em alguns casos, a medicação pode ser indicada para sintomas específicos, como ansiedade, depressão, crises de ansiedade, instabilidade do humor, impulsividade ou sintomas relacionados ao TDAH, sempre após avaliação individualizada.

    O ideal seria procurar um psiquiatra com experiência em avaliação de transtornos de personalidade, TDAH em adultos e transtornos de humor, levando informações dos tratamentos psicológicos anteriores, histórico de sintomas e exemplos de situações do dia a dia. Uma avaliação integrada entre psiquiatra e psicólogo costuma oferecer uma compreensão mais completa e um plano terapêutico mais adequado.


  • Olá, tudo bem? Acabei uma cartela agora. Estou tomando apenas 1 comprimido por dia, conforme o médic

    Olá, tudo bem? Acabei uma cartela agora. Estou tomando apenas 1 comprimido por dia, conforme o médico orientou que, se eu me sentisse bem, não precisaria tomar 2. Porém, percebi que perdi bastante o apetite, emagreci e também estou sentindo um desconforto abdominal. Esses sintomas ainda podem melhorar com o tempo? Em quanto tempo a buspirona costuma fazer efeito completo? E, ao completar 1 mês de uso, posso interromper o medicamento ou o ideal é continuar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A buspirona pode causar alguns efeitos gastrointestinais, principalmente no início do tratamento, como desconforto abdominal, náuseas, alteração do apetite e sensação de mal-estar, e em algumas pessoas esses sintomas melhoram após as primeiras semanas, conforme o organismo se adapta. A perda de apetite e emagrecimento também podem ocorrer, embora não sejam os efeitos mais comuns.

    Em relação ao efeito terapêutico, a buspirona não costuma agir imediatamente como um ansiolítico de efeito rápido. Geralmente, os primeiros benefícios podem aparecer após 2 a 4 semanas, mas o efeito mais completo costuma ser avaliado entre 6 e 8 semanas de uso contínuo, dependendo da dose, da resposta individual e do quadro tratado.

    Mesmo que você esteja se sentindo melhor após um mês, a decisão de interromper a medicação deve ser feita junto ao médico que prescreveu. A melhora dos sintomas não significa necessariamente que o organismo já esteja pronto para suspender o tratamento, e a interrupção precoce pode favorecer o retorno de sintomas como ansiedade, crises de ansiedade, irritabilidade, tensão emocional e alterações do humor.

    Como você relata perda importante de apetite, emagrecimento e desconforto abdominal, vale conversar com o médico para avaliar se esses efeitos estão dentro do esperado, se é necessário ajustar a dose ou investigar outras causas.

    O ideal é manter o acompanhamento para equilibrar benefícios e efeitos adversos, principalmente quando a buspirona está sendo utilizada para sintomas de ansiedade, transtorno de ansiedade, estresse, sintomas depressivos associados ou dificuldades de regulação emocional.


  • Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensa

    Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensação de ressaca e muito sono e falta de apetite. Esses sintomas são normais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, alguns dos sintomas que você descreveu podem ocorrer no início do uso da trazodona, principalmente nas primeiras semanas de adaptação. A trazodona atua em sistemas relacionados à serotonina e outros mecanismos envolvidos no sono e no humor, e algumas pessoas apresentam efeitos como:

    sonolência intensa e sensação de “ressaca” no dia seguinte;
    cansaço, lentificação ou dificuldade para despertar;
    dor de cabeça;
    náuseas, desconforto gastrointestinal e redução do apetite;
    sensação de mal-estar geral.

    As dores no corpo, costas, pernas e joelhos não são os efeitos mais típicos, mas algumas pessoas podem relatar dores musculares ou sensação de peso corporal durante a adaptação. É importante avaliar se essas dores começaram claramente após a medicação ou se podem ter outra causa.

    Em muitos pacientes, esses efeitos melhoram após 1 a 3 semanas, conforme o organismo se acostuma. Porém, se a sonolência estiver muito intensa, a falta de apetite estiver levando a perda de peso importante, ou as dores estiverem limitando suas atividades, o ideal é conversar com o médico que prescreveu para avaliar ajuste de dose, horário ou necessidade de mudança do tratamento.

    Não é recomendado suspender a trazodona abruptamente sem orientação, principalmente se ela foi iniciada para tratar insônia, ansiedade, depressão ou outros sintomas emocionais.

    Procure avaliação mais rapidamente se houver sintomas como confusão importante, desmaio, febre, rigidez muscular intensa, agitação incomum, piora importante do humor ou pensamentos de autoagressão.

    Para entender melhor: há quantos dias você começou a trazodona, qual dose está usando (por exemplo 25 mg, 50 mg, 100 mg) e está tomando para insônia, ansiedade ou depressão?


  • Boa tarde! Passei pelo psiquiatra e foi me passado dois remédios Bilyt e cloridrato de trazodona dep

    Boa tarde! Passei pelo psiquiatra e foi me passado dois remédios Bilyt e cloridrato de trazodona depois que comecei tomar meu cabelo está caindo acho que se chama alopecia queria saber se e por conta dos remédios é oq fazer, se volta ao normal depois, pois meu retorno com o psiquiatra e só daqui um mês.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A queda de cabelo (alopecia) pode ter várias causas, e embora seja possível que alguns medicamentos estejam relacionados, isso não é um efeito comum da maioria dos tratamentos psiquiátricos. Tanto o Bilyt quanto a trazodona podem, em algumas pessoas, estar associados a alterações no organismo, mas é necessário avaliar o contexto completo para confirmar se existe relação com a medicação.

    Uma possibilidade é o chamado eflúvio telógeno, uma queda difusa de cabelo que pode surgir após mudanças no organismo, períodos de estresse intenso, alterações hormonais, doenças, perda de peso ou início de alguns medicamentos. Geralmente, quando a causa é identificada e corrigida, o cabelo tende a voltar a crescer, mas a recuperação pode levar alguns meses.

    É importante observar:

    quando a queda começou em relação ao início dos remédios;
    se a queda é difusa (cabelo todo) ou em falhas específicas;
    se houve perda de peso, alteração da alimentação, estresse intenso ou mudanças hormonais;
    se existem outros sintomas associados.

    Como o retorno com o psiquiatra será apenas em um mês, vale a pena entrar em contato antes com o médico ou serviço onde foi realizada a consulta, principalmente se a queda estiver muito intensa. Não suspenda os medicamentos por conta própria, pois eles podem estar tratando condições como ansiedade, depressão, insônia, alterações do humor ou outros sintomas psiquiátricos, e a retirada sem orientação pode causar piora.

    Também pode ser útil conversar com um clínico ou dermatologista para investigar causas frequentes de queda de cabelo, como alterações da tireoide, deficiência de ferro/ferritina, vitamina B12, vitamina D ou outras condições.

    Se puder informar qual é o princípio ativo do Bilyt (ou enviar uma foto da caixa), há quanto tempo iniciou os medicamentos, a dose da trazodona e quando começou a queda, consigo orientar melhor sobre a possibilidade de relação.


  • Frontal XR (0,5) protege de oscilações maiores durante o dia e evita os picos e vales do frontal com

    Frontal XR (0,5) protege de oscilações maiores durante o dia e evita os picos e vales do frontal comum ? Estou em uso de alpraz 0,25 2x ao dia há 30 dias por uma agudização da ansiedade na qual a medicação de base não foi modificada (venla 225mg) mas sinto q a ansiedade vai aumentando no fim da tarde antes da próxima dose. Me sinto uns 60-70% melhor considerando os primeiros dias da crise, nos quais eu nem conseguia vir trabalhar, mas ainda com bastante desconforto e ruído mental diante de algumas situações.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, o Frontal XR (alprazolam de liberação prolongada) foi desenvolvido justamente para proporcionar uma liberação mais gradual do medicamento ao longo do dia, com a intenção de reduzir as oscilações de concentração sanguínea que podem ocorrer com o alprazolam de liberação imediata (Frontal comum). Isso pode resultar em uma ação mais contínua, com menos sensação de “pico” após tomar e menos “queda” antes da próxima dose em algumas pessoas.

    No entanto, é importante entender que o XR não elimina completamente as variações. O alprazolam, mesmo na formulação de liberação prolongada, continua sendo um benzodiazepínico de duração relativamente curta a intermediária quando comparado a alguns outros da classe. Algumas pessoas ainda podem perceber aumento da ansiedade próximo ao final do intervalo da dose, especialmente quando existe uma fase de maior vulnerabilidade após uma crise de pânico ou uma agudização de ansiedade.

    Pelo seu relato, há alguns pontos relevantes:

    Você usava venlafaxina 225 mg há mais de 2 anos com boa estabilidade;
    Houve uma nova crise com importante ativação ansiosa;
    O alprazolam foi introduzido como suporte por cerca de 30 dias;
    Você evoluiu de uma incapacidade importante para conseguir trabalhar novamente, com melhora de aproximadamente 60–70%.

    Essa evolução sugere uma recuperação progressiva, mas é comum que a fase final da melhora seja mais lenta. Após uma crise de pânico ou ansiedade intensa, o cérebro pode permanecer em um estado de hipervigilância, no qual sintomas como desconforto físico, ansiedade antecipatória, medo de novas crises e “ruído mental” podem persistir mesmo quando a crise aguda já passou.

    A sensação de piora no fim da tarde pode ocorrer por alguns motivos:

    Redução do efeito do alprazolam próximo ao horário da próxima tomada;
    Cansaço acumulado ao longo do dia, que reduz a capacidade de regulação emocional;
    Associação entre determinado horário e expectativa de piora (“ansiedade antecipatória”);
    Recuperação ainda incompleta dos circuitos de ansiedade, mesmo com a venlafaxina mantida.

    A troca para XR pode ser uma estratégia considerada pelo psiquiatra para tentar oferecer maior estabilidade durante o dia, mas a decisão depende da sua resposta, da dose total diária e do planejamento de retirada do benzodiazepínico. Como você já está usando há 30 dias, é importante que qualquer redução seja feita de forma gradual e orientada, para evitar sintomas de rebote.

    O fato de você já estar trabalhando novamente e ter melhora significativa é um sinal positivo. Muitas vezes, o objetivo nessa fase é permitir que a medicação de base continue sustentando a melhora enquanto o sistema de alarme do organismo volta a diminuir.

    Uma informação importante para entender melhor: você toma o alprazolam 0,25 mg pela manhã e à noite ou uma das doses é no meio/final da tarde? E a sua venlafaxina 225 mg é tomada em dose única ou dividida?


  • Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, é possível uma pessoa ter um diagnóstico de ciclotimia e também apresentar episódios depressivos de maior intensidade, mas é importante entender exatamente o que o médico quis dizer com “depressão gravíssima”, porque existem diferenças entre sintomas depressivos intensos e o diagnóstico formal de um episódio depressivo maior.

    A ciclotimia é um transtorno do espectro bipolar caracterizado por oscilações persistentes do humor, com períodos de sintomas hipomaníacos (aumento de energia, redução da necessidade de sono, aceleração do pensamento, maior impulsividade, entre outros) e períodos de sintomas depressivos, porém que tradicionalmente não preenchem todos os critérios para episódios depressivos maiores completos.

    Entretanto, algumas pessoas com ciclotimia podem evoluir ou apresentar características mais intensas ao longo da vida, podendo haver:

    Episódios depressivos maiores;
    Episódios hipomaníacos ou maníacos;
    Mudança do diagnóstico para outro transtorno do espectro bipolar, dependendo da evolução clínica.

    O psiquiatra geralmente avalia diversos aspectos para diferenciar:

    Depressão unipolar: sintomas depressivos sem histórico de elevação patológica do humor;
    Ciclotimia: oscilações crônicas e mais leves entre sintomas de elevação e rebaixamento do humor;
    Transtorno bipolar tipo II: episódios depressivos maiores associados a episódios de hipomania;
    Transtorno bipolar tipo I: presença de episódios de mania.

    O termo “depressão gravíssima” pode se referir à intensidade dos sintomas atuais (por exemplo, grande sofrimento, incapacidade funcional, desesperança, alterações importantes de sono e apetite), mas não necessariamente define o tipo de transtorno do humor.

    Também é importante observar que, em pessoas com transtornos do espectro bipolar, o tratamento da depressão precisa ser cuidadosamente planejado, pois alguns antidepressivos podem, em determinados pacientes, aumentar risco de ativação de sintomas como agitação, redução da necessidade de sono ou virada para hipomania/mania. Por isso, a avaliação do histórico de oscilações de humor é fundamental.

    Se você puder responder, ajudaria a entender melhor: quando você recebeu o diagnóstico de ciclotimia, o psiquiatra identificou períodos em que você ficou com mais energia, menos necessidade de dormir, mais impulsiva ou com pensamentos acelerados? E essa “depressão gravíssima” foi diagnosticada como episódio depressivo maior ou foi uma descrição da intensidade dos sintomas?


  • minha sogra está com suspeita de transtorno delirante persistente, ela possui todos os sintomas, inv

    minha sogra está com suspeita de transtorno delirante persistente, ela possui todos os sintomas, inventa histórias inexistentes, como de que está namorando com um cantor famoso, e acusa o meu sogro de ter feito algo que ele não fez e pedindo o divórcio, mas ela se recusa a ir ao médico e tentar um tratamento dizendo que nao está doente, o que fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O que você descreve pode ser compatível com um quadro que merece avaliação psiquiátrica, como um possível transtorno delirante persistente, mas também pode ocorrer em outros contextos (por exemplo, transtornos do humor com sintomas psicóticos, alterações cognitivas, uso de substâncias, algumas condições neurológicas ou outras doenças psiquiátricas). Apenas uma avaliação clínica completa pode confirmar o diagnóstico.

    Nos quadros delirantes, é comum que a pessoa tenha convicção intensa em crenças que não correspondem à realidade e, justamente por isso, frequentemente não reconheça que está doente. Essa falta de percepção do problema (baixa crítica ou insight reduzido) pode tornar a busca por tratamento um dos maiores desafios para a família.

    Algumas estratégias costumam ajudar:

    Evitar confrontar diretamente o delírio, dizendo frases como “isso é mentira” ou “você está inventando”, pois isso pode aumentar a desconfiança e o afastamento. É mais útil validar o sofrimento sem confirmar a crença. Por exemplo: “Eu percebo que isso está sendo muito importante e angustiante para você. Gostaria de entender melhor como você está se sentindo.”
    Focar nos impactos e sintomas, não no diagnóstico. Em vez de tentar convencer que ela “tem um transtorno”, pode ser mais efetivo propor uma avaliação por motivos que ela reconheça, como dificuldade para dormir, ansiedade, estresse, sofrimento emocional ou conflitos familiares.
    Manter limites saudáveis. A família não precisa concordar com acusações falsas ou participar das histórias delirantes. É possível demonstrar respeito pela pessoa sem reforçar a ideia delirante.
    Observar sinais de risco. É importante buscar ajuda mais rapidamente se houver ameaças, agressividade, risco de autoagressão, abandono de cuidados básicos, gastos financeiros impulsivos ou risco de prejudicar outras pessoas por causa das crenças.

    Se ela se recusa completamente a procurar ajuda, familiares próximos podem buscar orientação com um psiquiatra sem a presença dela inicialmente, para receber estratégias de abordagem e entender os caminhos possíveis. Em algumas situações, quando existe risco significativo, pode ser necessária avaliação de urgência.

    O manejo desses casos costuma envolver acompanhamento psiquiátrico e, quando indicado, tratamento medicamentoso (frequentemente com antipsicóticos), além de intervenções familiares. A abordagem deve considerar também sintomas associados como ansiedade, depressão, irritabilidade, insônia, estresse e alterações de humor, pois eles podem influenciar a evolução do quadro.


  • Estou em uso de Mirtazapina 15mg e Pindera xr 12,5 há 2 meses, desde os 20 dias de uso vejo sentindo

    Estou em uso de Mirtazapina 15mg e Pindera xr 12,5 há 2 meses, desde os 20 dias de uso vejo sentindo parestesia em pernas e braços , aumentei a dose do pondera , aumentou o formigamento por mais de 30 dias , esse efeitos pode ser dos medicamentos ? Estou preocupada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    A sensação de parestesia (formigamento, dormência ou “agulhadas” em braços e pernas) pode, sim, estar relacionada ao uso de alguns medicamentos, embora seja importante investigar outras possíveis causas. Pelo seu relato, existe uma relação temporal que merece ser discutida com o médico: os sintomas começaram após o início da mirtazapina 15 mg e pioraram após o aumento do Pondera XR (paroxetina de liberação prolongada).

    A paroxetina, como outros antidepressivos da classe dos ISRS, pode causar em algumas pessoas sintomas sensitivos como formigamentos, alterações de sensibilidade ou sensação de “choques”, principalmente no início do tratamento ou após aumento de dose. A mirtazapina também pode estar associada a alterações neurológicas em alguns pacientes, embora parestesias sejam menos frequentes.

    Como você está há cerca de 2 meses em uso e percebeu piora após o ajuste da dose, é importante informar o psiquiatra que acompanha o tratamento. Pode ser necessário avaliar se o sintoma faz parte da adaptação, se está relacionado à dose ou se existe outra causa associada, como alterações de vitamina B12, glicemia, tireoide, compressões nervosas ou outras condições neurológicas.

    Não suspenda os medicamentos por conta própria, pois a interrupção abrupta da paroxetina pode causar sintomas de descontinuação. O médico poderá decidir a melhor conduta com segurança.

    Procure avaliação mais rapidamente se o formigamento vier acompanhado de perda de força, dificuldade para caminhar, alteração da fala, perda de controle urinário ou intestinal, confusão, dor intensa ou piora súbita.

    Na consulta, é importante relatar também como estão outros sintomas tratados, como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação e sintomas relacionados ao humor, pois isso ajuda o psiquiatra a avaliar o equilíbrio entre benefícios e efeitos adversos do tratamento.


  • o ciclo menstrual pode influenciar na percepção de melhora dos sintomas ansiosos após uma nova crise

    o ciclo menstrual pode influenciar na percepção de melhora dos sintomas ansiosos após uma nova crise (desencadeada por uma vagal - ambiente lotado) depois de um período longo estável e sem modificação na medicação de base, apenas inclusão temporária de benzodiazepinico (alprazolam)? (hipervigilancia, sensação de “estagnação”, cabeça área ou oca e distanciamento, dificuldade de relaxar etc) ?
    normalmente os hormônios tendem a estabilizar e abrandar esses sintomas após q dia do ciclo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, o ciclo menstrual pode influenciar a percepção dos sintomas ansiosos, inclusive em pessoas que já estavam estáveis com a medicação de base e passaram por um episódio desencadeador, como uma crise após uma reação vasovagal em um ambiente lotado. As oscilações hormonais não costumam “causar” todo o quadro isoladamente, mas podem modular a intensidade da ansiedade, da sensibilidade ao estresse e da percepção das sensações corporais.

    Durante algumas fases do ciclo, especialmente na fase lútea tardia (dias que antecedem a menstruação), ocorre uma queda dos níveis de estrogênio e progesterona, o que em algumas mulheres está associado a maior vulnerabilidade emocional. Nesse período podem aparecer ou piorar sintomas como hipervigilância, irritabilidade, ansiedade, sensação de estranheza ou distanciamento, dificuldade de relaxar, alterações do sono e maior atenção aos sinais físicos do corpo. Para quem já teve transtorno do pânico ou crises de ansiedade, essa maior sensibilidade pode facilitar a interpretação das sensações corporais como ameaçadoras.

    Após o início da menstruação, muitas mulheres percebem melhora progressiva desses sintomas. Em geral, a partir dos primeiros dias do fluxo menstrual (aproximadamente entre o 2º e o 5º dia do ciclo), com a estabilização hormonal gradual, pode haver redução da intensidade da ansiedade relacionada ao período pré-menstrual. Porém, existe grande variação individual: algumas pessoas melhoram rapidamente, enquanto outras levam alguns dias ou até o final da primeira semana do ciclo para perceber uma diferença mais clara.

    No seu caso, o fato de você ter apresentado melhora inicial com a estratégia orientada pela psiquiatra (retorno da capacidade de trabalhar, redução da angústia ao acordar e menor taquicardia) sugere que pode haver uma recuperação em andamento. Uma nova oscilação após um “susto” não significa necessariamente perda do efeito da medicação de base. Após uma crise de pânico ou episódio assustador, é comum permanecer por algum tempo uma fase de hipervigilância, na qual o cérebro fica monitorando sinais de perigo e o corpo parece mais “ligado”.

    A venlafaxina em dose estável continua exercendo seu efeito, enquanto o alprazolam atua como suporte temporário para reduzir a intensidade dos sintomas nesse período. O acompanhamento com sua psiquiatra é importante para avaliar a evolução e programar a retirada do benzodiazepínico quando houver estabilidade.

    Também vale observar se existe um padrão repetitivo ligado ao ciclo: piora consistente nos dias anteriores à menstruação e melhora após o início do sangramento pode sugerir influência hormonal e ajudar no planejamento terapêutico. Em algumas pacientes com transtorno do pânico, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia e sintomas relacionados ao estresse, essa relação ciclo-sintomas é bastante relevante na avaliação clínica.


  • Boa tarde, o meu filho tem TOC e toma Sertralina, hoje aumentou a dose de 50 mg para 100 mg . Ele te

    Boa tarde, o meu filho tem TOC e toma Sertralina, hoje aumentou a dose de 50 mg para 100 mg . Ele tem 15 anos.
    Hoje após a toma, passado 2 a 3 horas ele teve uma crise de ansiedade forte ao ponto de eu ter que lhe dar o alprazolam 0.25 mg , indicado pelo médico em SOS, para o acalmar.
    É normal ele ter essas crises?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Olá!
    Boa tarde. Sim, é um efeito esperado e comum que o seu filho sinta um aumento forte da ansiedade logo após aumentar a dose da sertralina. Essa reação, embora assustadora para você e para ele, é muito conhecida na psiquiatria e chama-se piora inicial ou síndrome de ativação. Você agiu de forma absolutamente correta ao administrar o alprazolam prescrito em regime SOS pelo médico para conter a crise, a tendência é que isso não ocorra mais de forma frequente


  • Estou tomando venlafaxina e queatipina tem 14 dias, sinto tontura,vista embacada e muita queimacao n

    Estou tomando venlafaxina e queatipina tem 14 dias, sinto tontura,vista embacada e muita queimacao no corpo, como se meu sangue fervesse, principamente nas pernas, mas o corpo todo fica assim... isso é comum ? Pode ser efeito do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Os sintomas que você descreve podem estar relacionados ao início do tratamento com venlafaxina e quetiapina, principalmente porque você está com apenas 14 dias de uso, período em que o organismo ainda pode estar se adaptando às medicações.

    A venlafaxina pode causar, especialmente nas primeiras semanas, sintomas como tontura, alterações visuais transitórias, sensação de inquietação, aumento da ansiedade, sudorese, ondas de calor ou sensações corporais diferentes. A quetiapina também pode provocar tontura, sonolência, sensação de lentificação, visão borrada e alterações na percepção corporal, principalmente no início ou após ajustes de dose.

    A sensação descrita como “sangue fervendo” ou queimação pelo corpo pode ocorrer em algumas pessoas durante períodos de adaptação medicamentosa ou em quadros de ansiedade com forte manifestação física, mas também merece ser avaliada, principalmente se for intensa, persistente ou estiver piorando.

    É importante informar ao psiquiatra que prescreveu, especialmente porque há sintomas sensitivos importantes e alteração visual. O médico poderá avaliar se é necessário ajustar doses, horários ou investigar outras causas. Não suspenda as medicações por conta própria, pois a retirada abrupta da venlafaxina pode causar sintomas de descontinuação.

    Procure atendimento mais rapidamente se a visão ficar muito alterada ou persistente, houver fraqueza em um lado do corpo, confusão, desmaio, febre, rigidez muscular importante, agitação intensa ou piora abrupta do estado geral.

    Na avaliação, o psiquiatra também considerará a evolução dos sintomas tratados, como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, estresse e transtornos de humor, para diferenciar efeitos de adaptação, efeitos adversos ou sintomas do próprio quadro clínico.


  • tomei semtri 100mg (remedio errado) e depois succinato de desvenlafaxina monoidratado 100mg institiv

    tomei semtri 100mg (remedio errado) e depois succinato de desvenlafaxina monoidratado 100mg institivamente, para corrigir, devo me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Pelo que você relata, você tomou Semtri 100 mg (sertralina) por engano e, em seguida, tomou succinato de desvenlafaxina monoidratado 100 mg na tentativa de corrigir. Como ambos são antidepressivos que atuam principalmente no sistema da serotonina, existe possibilidade de ocorrerem efeitos pela combinação próxima das doses, embora uma única tomada não signifique necessariamente que haverá uma complicação grave.

    O principal ponto de atenção é o risco de excesso de atividade serotoninérgica, que pode causar sintomas como agitação intensa, ansiedade importante, tremores, sudorese excessiva, diarreia, náuseas, febre, aumento dos batimentos cardíacos, rigidez muscular, confusão ou alteração do estado mental. A chamada síndrome serotoninérgica é incomum, mas deve ser considerada quando há associação ou troca inadequada entre medicamentos serotoninérgicos.

    Se você está sem sintomas importantes, mantenha a calma e não tome doses extras para “compensar”. O ideal é entrar em contato com o médico que acompanha seu tratamento ou buscar orientação de um serviço de saúde para saber como proceder com a próxima dose.

    Procure atendimento de urgência se surgir febre, confusão, tremores intensos, rigidez muscular, agitação fora do habitual, desmaio, palpitações importantes ou piora rápida do quadro.

    Para orientar melhor:

    Que horas você tomou o Semtri 100 mg e que horas tomou a desvenlafaxina 100 mg?
    Você usa desvenlafaxina diariamente ou foi a primeira dose?
    Está sentindo algum sintoma agora?


  • Ontem voltei a tomar escitalopram que começo e paro e nunca senti nada, mas a noite tive crise de an

    Ontem voltei a tomar escitalopram que começo e paro e nunca senti nada, mas a noite tive crise de ansiedade, vomito, tremor, corpo dormente... tomei meio comprimido de clonazepam para dormir... hoje acordei ainda com o corpo dormente e ânsia, fui ao medico ela disse que era normal, me deu diazepam para tomar e injeção para vomito, dormi mas ja acordei evacuado água pura e tento ânsias porem não consegui vomitar... nem comer estou conseguindo. E normal esse mal estar todo? Não estou aguentando, estou muito mal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    O que você descreve pode acontecer após reiniciar o escitalopram, especialmente em pessoas que começam e interrompem o medicamento repetidamente. Nos primeiros dias de uso, o organismo pode passar por uma fase de adaptação, podendo ocorrer aumento transitório da ansiedade, náuseas, vômitos, diarreia, tremores, sensação de corpo estranho, tontura, inquietação e sintomas físicos intensos de ansiedade.

    Em algumas pessoas, o início do escitalopram pode provocar uma piora passageira da ansiedade antes da melhora, principalmente nas primeiras 1 a 2 semanas. O efeito terapêutico para ansiedade costuma aparecer de forma mais consistente após algumas semanas de uso contínuo.

    Porém, pelo seu relato — vômitos, diarreia aquosa, dificuldade para se alimentar, dormência no corpo e sensação de estar muito mal — é importante não atribuir tudo automaticamente apenas ao remédio. Pode haver também uma crise intensa de ansiedade associada, mas é necessário observar sinais de desidratação ou outras causas clínicas.

    Procure reavaliação médica se:

    não conseguir manter líquidos;
    a diarreia continuar intensa;
    apresentar sinais de desidratação (boca muito seca, tontura ao levantar, pouca urina);
    surgir febre, confusão, rigidez muscular, tremores intensos ou piora importante.

    Neste momento, tente priorizar pequenos goles de água ou soro de reidratação, mesmo que não consiga comer. A alimentação pode voltar gradualmente quando a náusea diminuir. Não ajuste, interrompa ou reinicie o escitalopram por conta própria sem conversar com sua médica, pois essas oscilações podem favorecer sintomas de adaptação e dificultar a estabilização.

    Também é importante revisar com a psiquiatra o motivo das interrupções anteriores e a melhor estratégia para tratar os sintomas de base, como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse, depressão ou transtornos de humor.

    Como você relatou estar “não aguentando” e muito mal: você está tendo pensamentos de se machucar ou de que não consegue mais suportar a situação, ou o sofrimento é principalmente pelos sintomas físicos e pela ansiedade?


  • após uma oscilação da ansiedade, em q não foi mexida na medicação de base apenas adicionado um benzo

    após uma oscilação da ansiedade, em q não foi mexida na medicação de base apenas adicionado um benzo temporário, é esperado q a medicação de base demore o msm tempo pra atingir o efeito pleno que no início do tto (q seriam 4-8 semanas?)
    já tive uma oscilação usando escitalopram de 20mg e melhorei em cerca de duas semanas, mas agr novamente tive de novo usando a venla de 225mg (e eu estava há anos bem sem ter crise), já estou 28 dias c alprazolam 2x ao dia de 025mg e ainda me incomodam alguns sintomas. ansiedade antecipatória c situações q geram desconforto, dificuldade de relaxar em alguns ambientes, oscilação de desrealizacao / despersonalização, etc, q por vezes me geram um medo de atrapalhar minha rotina ou não “dar conta” das demandas dos meus plantões, por exemplo, apesar de ter apresentado melhora em outros fatores: não tive mais crise mesmo, estou dormindo a noite toda e acordando sem angústia, apetite e fome regularizando mais q no início, redução da sudorese etc. me sinto uns 70-80% melhor mas ainda com essa poeira mental e um incômodo com situações q antes eram naturais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, a evolução que você descreve pode acontecer após uma oscilação de ansiedade em alguém que já estava estabilizado com a medicação de base, mesmo sem ter havido alteração da dose. Em geral, quando ocorre uma recaída ou uma crise desencadeada por um evento estressor (como uma experiência vasovagal, medo de desmaio, ambiente lotado ou outra situação interpretada como ameaça), não necessariamente a medicação de base “volta ao zero” e precisa novamente de 4–8 semanas como no início do tratamento.

    A lógica é um pouco diferente: você já tinha uma adaptação neurobiológica à venlafaxina 225 mg e vinha estável há anos. O que costuma acontecer nesses casos é que o episódio agudo pode reativar circuitos de medo, hipervigilância e evitação, fazendo com que o cérebro permaneça por um período em um estado de “proteção aumentada”. A recuperação tende a ocorrer de forma gradual, com melhora primeiro dos sintomas mais intensos (crises, sono, apetite, sintomas autonômicos) e, posteriormente, dos sintomas residuais mais sutis, como ansiedade antecipatória, sensação de estranheza, desrealização/despersonalização, dificuldade de relaxar e medo de não conseguir desempenhar atividades.

    Pelo seu relato, há vários sinais de resposta favorável: você não voltou a ter crises, está dormindo bem, acorda sem angústia, houve melhora do apetite e redução da sudorese. O fato de ainda existir uma “poeira mental” ou desconforto em situações antes naturais é bastante comum na fase de recuperação. Muitas vezes, esses sintomas residuais são os últimos a desaparecer, porque estão ligados não apenas ao medicamento, mas também ao processo de readquirir confiança nas próprias sensações corporais e situações que passaram a ser vistas como ameaçadoras.

    O uso temporário do alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia pode ajudar justamente nesse período de maior vulnerabilidade, mas ele também pode tornar mais difícil perceber exatamente o nível de controle proporcionado pela venlafaxina isoladamente. Por isso, o psiquiatra geralmente avalia a evolução global e planeja a retirada gradual quando houver estabilidade, evitando mudanças precipitadas.

    Em muitos pacientes, após uma crise isolada em um tratamento previamente eficaz, a melhora dos sintomas residuais pode continuar acontecendo ao longo de algumas semanas a poucos meses, especialmente quando há exposição gradual às situações evitadas e redução do medo das próprias sensações.

    O seu padrão atual parece mais compatível com uma recuperação incompleta, porém progressiva, do que com falha do tratamento. A manutenção do acompanhamento é importante, principalmente para trabalhar a ansiedade antecipatória e evitar que o medo de uma nova crise mantenha o ciclo de vigilância. Estratégias de terapia cognitivo-comportamental para transtorno do pânico, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, desrealização e sintomas relacionados ao estresse costumam ser bastante úteis nesses casos.


  • Comecei tomar venlafaxina de 37,5 ,estou com efeito colateral tontura,visão turva e tremor, é normal

    Comecei tomar venlafaxina de 37,5 ,estou com efeito colateral tontura,visão turva e tremor, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marciano  Pires

    Sim, os sintomas que você descreve podem ocorrer no início do tratamento com venlafaxina 37,5 mg, principalmente nas primeiras semanas, enquanto o organismo se adapta ao medicamento. Tontura, visão turva, tremores, náuseas, sensação de inquietação, alteração do sono e aumento transitório da ansiedade estão entre os efeitos que algumas pessoas podem apresentar no começo.

    Geralmente, esses efeitos tendem a ser mais intensos nos primeiros dias e podem melhorar progressivamente ao longo de 1 a 3 semanas. A resposta terapêutica da venlafaxina para sintomas como ansiedade, depressão, crises de ansiedade e transtornos de humor costuma aparecer de forma mais gradual, frequentemente após algumas semanas de uso contínuo.

    Entretanto, é importante observar a intensidade dos sintomas. A visão turva persistente, tontura importante ou tremores muito intensos devem ser comunicados ao médico que prescreveu, principalmente se estiverem atrapalhando suas atividades. Não interrompa a medicação abruptamente sem orientação, pois a venlafaxina pode causar sintomas de descontinuação quando retirada de forma inadequada.

    Procure avaliação médica com mais urgência se houver confusão, febre, rigidez muscular, agitação intensa, desmaio, palpitações importantes, fraqueza em um lado do corpo ou alteração visual súbita e intensa.

    Se possível, informe ao médico há quantos dias iniciou a venlafaxina, qual horário toma, se houve aumento recente da dose e qual o objetivo do tratamento (por exemplo, ansiedade, depressão, crise de pânico, insônia ou outro quadro), pois isso ajuda a diferenciar adaptação inicial de necessidade de ajuste.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.