Perguntas do paciente (6)
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Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regul
Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regularmente, porém tive casos extraconjugais no passado, que me assombram hoje no presente. Terminei meu último hoje visto que não entendo porque faço isso se tenho uma pessoa que amo e que faz de tudo por mim em casa. Sou diagnosticada com TOC e depressão, tomo antidepressivo, ansiolítico e remédio pra dormir, mas hoje em dia me sinto um lixo de pessoa por fazer o que fiz e viver nesse ciclo de trair, me arrepender, tentar novamente parar, e depois voltar a trair. A culpa nunca sai de mim, e olho para o meu esposo e me sinto a pior pessoa do mundo, e junto com o fardo da culpa nos ombros, apenas vivo tentando ser feliz...como parar de me culpar? Parar com o ciclos, visto que amo meu marido, ele é ótimo, não temos filhos, temos uma vida boa, somos parceiros um do outro. Já pensei em tirar minha vida, e hoje foi o dia com este pensamento mais intenso, por realmente me sentir uma péssima pessoa, sem entender porque faço o que faço. Tenho medo também da pessoa vir a me fazer algum mal, tentar destruir meu casamento, embora ele seja também uma pessoa casada que jurou que não prejudicaria, mas fui impulsiva e cortei a relação por Instagram e bloqueei sem nem ao menos esperar a resposta dele, e por isso tenho medo da possível revolta, o que espero que não tenha. Não quero viver com esse constante medo, e não posso viver enganando a pessoa com quem durmo, me ajudem por favor.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você compartilhou é extremamente importante, e quero começar dizendo que é possível encontrar caminhos para aliviar esse sofrimento e reconstruir uma relação saudável consigo mesma e com o seu casamento. Vamos tentar organizar as questões para oferecer clareza e acolhimento.
### 1. **Culpa e autocrítica extrema**
A culpa que você sente é um sinal de que você reconhece a importância do seu relacionamento e valoriza a pessoa que está ao seu lado. No entanto, essa culpa parece estar se tornando uma carga que não apenas te paralisa emocionalmente, mas também alimenta ciclos de autossabotagem. Em vez de te ajudar a crescer, ela te prende a uma narrativa de autorreprovação. Trabalhar a culpa na terapia pode te ajudar a transformá-la em aprendizado e autocompaixão, ao invés de um fardo insuportável.
2. Ciclos de comportamento e impulsividade**
Os ciclos de traição e arrependimento que você descreve podem estar relacionados tanto aos diagnósticos de TOC e depressão quanto a questões emocionais mais profundas, como medos, inseguranças ou conflitos internos não resolvidos. Muitas vezes, comportamentos impulsivos como esses podem surgir como tentativas de preencher vazios emocionais ou lidar com sentimentos inconscientes de insatisfação ou autossabotagem. Entender as raízes desse padrão na terapia psicanalítica pode ser transformador, porque permite que você identifique as motivações inconscientes por trás dessas ações.
3. Medo e insegurança após o término da relação extraconjugal**
Seu medo da reação da outra pessoa e o impacto no seu casamento são compreensíveis, mas também são um reflexo de como essa situação está afetando sua saúde emocional. É importante lembrar que o bloqueio da relação foi um passo no sentido de interromper esse ciclo. O próximo passo seria construir uma base emocional mais sólida para lidar com o medo e fortalecer sua capacidade de navegar por essas incertezas.
4. Pensamentos suicidas e sofrimento emocional intenso**
Quero destacar a importância de cuidar desses pensamentos suicidas de maneira prioritária. Eles mostram o quanto você está sofrendo e como isso afeta sua percepção sobre si mesma. Você não é uma péssima pessoa, mas alguém que está passando por um momento muito difícil e que precisa de apoio emocional especializado. É fundamental que você busque ajuda imediatamente caso esses pensamentos se intensifiquem. Falar com um profissional de saúde mental ou entrar em contato com uma linha de apoio pode ser essencial.
### 5. **Caminhos possíveis para sair do ciclo**
- Terapia: A psicanálise pode te ajudar a entender as motivações inconscientes por trás dos seus comportamentos e, ao mesmo tempo, fortalecer sua identidade e autoestima. Você precisa de um espaço seguro para processar esses sentimentos e trabalhar nas mudanças que deseja para sua vida.
Reconstrução de confiança consigo mesma**: Antes de restaurar a confiança no seu casamento, é importante que você reconstrua a relação com você mesma. Isso envolve se libertar da autossabotagem e da ideia de que você é incapaz de mudar.
Fortalecimento do casamento: A transparência e o diálogo podem ser importantes no futuro, mas apenas quando você estiver emocionalmente mais fortalecida. Forçar revelações nesse momento pode gerar mais sofrimento para você e seu parceiro.
Se você sentir que é o momento de trabalhar essas questões em um espaço terapêutico acolhedor, estou à disposição para te acompanhar nesse processo. Vamos juntos explorar o que está na base desse sofrimento e construir, passo a passo, uma nova forma de lidar com seus conflitos. O mais importante agora é priorizar sua saúde emocional e lembrar que existem caminhos para transformar sua história. Que tal marcarmos uma conversa inicial?
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Olá, estou com uma dúvida. Recentemente tive ataques de pânico, dia 22 desse mês irá fazer 1 mês da
Olá, estou com uma dúvida. Recentemente tive ataques de pânico, dia 22 desse mês irá fazer 1 mês da primeira vez. Desde então, tive crises outras 5 vezes. É normal, depois dos ataques, ficar um desconforto no peito esquerdo por alguns dias? Lembro que nos primeiros ataques, não ficou sintoma algum, mas depois desses últimos, tenho ficado com um desconforto do lado esquerdo. Não é dor e nem pontada, apenas desconforto. Confesso que depois das últimas vezes, fiquei muito pensativo, pesquisando coisas e etc. Diferente das primeiras vezes, que não coloquei nada na cabeça nem fiquei pensando. Tenho 20 anos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo que a experiência com ataques de pânico pode ser muito assustadora e gerar bastante preocupação. É comum, após episódios de pânico, que o corpo continue apresentando sensações residuais, como o desconforto no peito que você descreveu. Isso pode acontecer porque, durante as crises, o corpo passa por um estado de hiperativação, liberando hormônios como adrenalina, que deixam músculos e nervos mais sensíveis, especialmente em áreas como o peito, onde muitas pessoas somatizam suas emoções.
O fato de você ter ficado mais pensativo e preocupado após as últimas crises também pode estar contribuindo para esse desconforto. A atenção constante que você está direcionando ao corpo, associada à ansiedade, pode intensificar a percepção de sensações físicas que, em outras circunstâncias, passariam despercebidas. Essa "hipervigilância" é comum em pessoas que enfrentam ataques de pânico.
Entretanto, é importante diferenciar o que pode ser emocional do que poderia ser algo físico. Apesar de ser frequente que o desconforto no peito esteja ligado à ansiedade, recomendo que você procure um médico para descartar causas orgânicas, como questões cardiovasculares ou musculares. Isso trará mais tranquilidade para focarmos no aspecto emocional.
Na terapia, podemos explorar as possíveis causas que estão gerando ou intensificando essas crises, trabalhando a forma como você responde a elas e reduzindo a frequência e a intensidade dos episódios. Também podemos introduzir técnicas de relaxamento, respiração e reestruturação de pensamentos para lidar com o medo e a hipervigilância.
Se você sentir que seria útil trabalhar essas questões de forma mais profunda, fico à disposição para te atender e te ajudar nesse processo. Que tal darmos o primeiro passo juntos?
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Estou decepcionado e triste pois A 2 anos comecei ter afantasia Isso e reversivel consequentemente n
Estou decepcionado e triste pois A 2 anos comecei ter afantasia Isso e reversivel consequentemente nao consigo lembrar de nada to em choque?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendendo que essa experiência deve ser muito angustiante para você. Afantasia, que é a incapacidade de formar imagens mentais, pode ser algo desafiador, especialmente se estiver impactando sua memória e emoções. Embora a afantasia seja frequentemente considerada permanente, algumas pessoas relatam que conseguem explorar ou adaptar formas alternativas de pensar e registrar memórias, utilizando outros sentidos ou estratégias cognitivas.
Antes de tudo, seria importante avaliar como e quando você começou a perceber essa mudança. A afantasia pode estar associada a questões neurológicas, traumas emocionais ou até mesmo à maneira como você processa suas experiências. Por isso, procurar acompanhamento médico, como com um neurologista, pode ajudar a descartar causas fisiológicas.
No aspecto emocional, esse choque e a tristeza que você sente merece atenção. Em terapia, pensamos em trabalhar juntos para lidar com essa nova realidade, ajudando você a encontrar maneiras de reconstruir sua relação com as memórias e com a forma como acessar suas experiências. Técnicas como ressignificação, uso de narrativas verbais ou até estímulos externos, como sons, cheiros ou palavras, podem contribuir para ampliar sua conexão com suas lembranças.
O foco talvez não seja reverter a condição, mas sim entender e se adaptar a ela. O mais importante é que você saiba que não está sozinho e que há caminhos para lidar com isso. Como você se sente ao falar sobre essa mudança? O que tem sido mais difícil no seu dia a dia por causa dela? Estou aqui para ajudá-lo nesse processo.
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Perda de memoria e lembranças e raciocinio Pos covid tem soluçao?
Perda de memoria e lembranças e raciocinio Pos covid tem soluçao?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo que lidar com perda de memória, dificuldades em acessar lembranças e problemas de raciocínio após a COVID-19 pode ser muito angustiante. Esses sintomas têm sido relatados por algumas pessoas como parte da chamada "síndrome pós-COVID" ou "COVID longa". Eles podem estar relacionados a fatores como inflamações, estresse prolongado ou até mudanças no funcionamento neurológico após a infecção.
A boa notícia é que há possibilidades de melhora, especialmente com acompanhamento adequado. Em muitos casos, essas alterações cognitivas podem ser trabalhadas com estratégias específicas, como exercícios de estimulação cognitiva, prática de mindfulness e atividades que promovam neuroplasticidade – a capacidade do cérebro de se reorganizar e criar novas conexões.
Também é importante considerar o impacto emocional dessas dificuldades. Ansiedade, frustração ou até depressão podem intensificar os sintomas cognitivos. Por isso, o tratamento pode incluir tanto abordagens médicas quanto psicoterapêuticas, dependendo do caso.
Se você ainda não procurou, recomendo que busque um médico neurologista para avaliar a situação e descartar condições físicas subjacentes. Paralelamente, a psicoterapia pode ser um espaço para trabalhar os impactos emocionais e desenvolver ferramentas práticas para lidar com essas mudanças.
Caso sinta que esse processo está afetando muito a sua vida e gostaria de um apoio mais próximo, fico à disposição para te atender e te ajudar a atravessar esse momento com mais tranquilidade e clareza. Que tal começarmos?
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Frequentemente tenho a sensação de que todos estão apaixonados por mim. É quase inevitável chegar em
Frequentemente tenho a sensação de que todos estão apaixonados por mim. É quase inevitável chegar em um local e não pensar que as pessoas estão me olhando e se apaixonando, ou que as indiretas românticas de algum conhecido são para mim. Não consigo entender... por que isso acontece?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação que você descreveu pode estar relacionada a uma percepção amplificada de como os outros reagem a você, ou até a uma forma de interpretar os sinais sociais de maneira que reforçam uma visão particular de si mesmo. Existem algumas possibilidades que podem explicar essa experiência:
Busca de validação emocional : Às vezes, essa percepção pode estar ligada a uma necessidade inconsciente de se sentir desejado ou reconhecido. Pode ser uma forma de preencher lacunas emocionais, como a busca por aprovação, atenção ou amor.
Projeção psíquica : Na psicanálise, obtivemos a ideia de que podemos projetar em outras pessoas aspectos de nós mesmos ou de nossos desejos. Essa sensação de que as pessoas estão se apaixonando por você pode ser uma manifestação de um desejo interno de ser admirado ou querido.
Autopercepção exacerbada : Pode ser que você esteja interpretando olhares, gestos ou comentários de forma exagerada, criando uma narrativa que te coloca no centro das atenções, possivelmente como um reflexo de inseguranças ou conflitos internos.
Mecanismos inconscientes de defesa : Ou seja, essa percepção de que você atrai muita atenção pode ser uma forma do seu inconsciente te proteger do oposto: o medo de ser ignorado, rejeitado ou não responder às expectativas dos outros. É como se sua mente criasse uma narrativa em que você é sempre desejado ou admirado para evitar o confronto de sentimentos de insegurança ou solidão que poderiam surgir.
Para compreender por que isso acontece, seria importante explorarmos juntos o contexto emocional e psicológico que cerca essas sensações. O que você sente ao perceber que as pessoas estão apaixonadas por você? Há algum padrão ou situação específica em que essa sensação é mais forte? Além disso, como você lida quando percebe que não há reciprocidade ou que isso pode ser fruto de uma interpretação pessoal?
Essas sensações estão interferindo no seu bem-estar ou nos seus relacionamentos, um processo terapêutico pode ajudar muito a desvendar as raízes dessa percepção e encontrar formas mais equilibradas de enxergar a si mesmo e ao mundo ao seu redor. Fico à disposição para te atender e te ajudar nesse caminho de autoconhecimento. Que tal conversarmos mais sobre isso em um espaço seguro e acolhedor?
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Estou em um relacionamento há 3 anos e durante esse período meu companheiro sempre busca pessoas do
Estou em um relacionamento há 3 anos e durante esse período meu companheiro sempre busca pessoas do passado dele nas redes sociais. Ele vê quase diariamente stories de todas essas mulheres com quem ele já se relacionou e eu não consigo entender porque ele tem essa necessidade. Eu já conversei várias vezes a respeito e ele sempre é bastante reativo, ele tem minha senha do celular mas não posso ter a dele e por conta disso eu acho vendo escondido porque ele diz não fazer mas eu sei que faz com frequência. Não estou sabendo lidar com isso, acho desrespeito e ele não parece querer deixar isso de lado. Ontem eu falei sobre isso e ele me contou que viu que recebi um elogio no Instagram e que bloqueou a pessoa. Me chamou de mentirosa porque eu não me lembrava. Disse: “não mente pra mentiroso” me ameaçou de falar com outras mulheres e chamá-las de lindas... um horror. Eu não sei o que fazer. Preciso de ajuda psicológica para não sofrer com essa conduta dele? Ou preciso de ajuda para terminar o relacionamento? Sofro demais só em pensar em separar e ele usa isso dizendo que vai embora sempre que eu digo que sofro com essa atitude dele.
Agradeço se puderem me orientar.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é, sem dúvida, muito angustiante e traz à tona questões importantes sobre confiança, respeito e equilíbrio emocional em um relacionamento. Vamos explorar alguns aspectos dessa situação para ajudar você a ganhar clareza sobre o que está acontecendo e como lidar com isso.
### 1. **A necessidade dele de buscar pessoas do passado**
Esse comportamento pode refletir inseguranças ou insatisfações internas dele, que ele tenta compensar mantendo um "controle" emocional ou buscando validação externa. Isso não significa que você seja responsável por isso, mas que ele talvez esteja lidando com questões não resolvidas — seja de autoestima, ciúmes ou um padrão comportamental de dificuldade em desapegar do passado.
### 2. **Controle e falta de reciprocidade**
O fato de ele ter acesso ao seu celular e controlar aspectos como bloquear contatos, enquanto restringe você de fazer o mesmo, demonstra uma dinâmica desequilibrada. Isso reflete não só uma falta de respeito, mas também um comportamento controlador. Além disso, as reações defensivas e as ameaças de "ir embora" podem ser uma forma de manipulação emocional, conhecida como **chantagem emocional**, usada para mantê-la no relacionamento enquanto desvia o foco dos próprios erros.
### 3. **Sofrimento emocional e limites pessoais**
O sofrimento que você está experimentando indica que os seus limites estão sendo ultrapassados. O desrespeito que você sente diante das atitudes dele é legítimo, e as tentativas repetidas de dialogar, sem uma resposta madura da parte dele, mostram que ele não está disposto a refletir sobre os próprios comportamentos ou a fazer mudanças significativas para o bem do relacionamento.
### 4. **Buscar ajuda: Terminar ou permanecer?**
Essa é uma pergunta muito pessoal e difícil, porque envolve sentimentos profundos e também a sua capacidade de imaginar uma vida fora dessa relação. Entretanto, se ele não está disposto a mudar comportamentos que claramente estão te machucando, pode ser necessário considerar o impacto disso na sua saúde emocional a longo prazo.
A terapia pode ser uma ferramenta poderosa tanto para te ajudar a fortalecer sua autoestima e resgatar sua autonomia quanto para avaliar, de forma mais clara, se é possível investir nesse relacionamento ou se será mais saudável encerrar esse ciclo.
Você não precisa decidir tudo de imediato, mas pode começar a construir esse entendimento com apoio. Se você sentir que seria útil ter um espaço seguro para explorar suas emoções e reconstruir sua confiança em si mesma, fico à disposição para te atender. Que tal marcarmos uma sessão para trabalharmos juntos essas questões e encontrar caminhos que tragam paz e equilíbrio para você?
Perguntas frequentes
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