Perguntas do paciente (4)

  • Qual a diferença entre a psicanálise e psicoterapia?

    Qual a diferença entre a psicanálise e psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Márcio Santana Monteiro

    De forma resumida, a psicoterapia faz referência a qualquer tratamento realizado com métodos e propósitos psicológicos, independente da abordagem. Tem como objetivo proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. A Psicanálise é uma experiência que exige formação pessoal, profissional e investimento de muitos anos. Um psicoterapeuta psicanalista tem que se submeter a sua própria análise pessoal durante anos, deverá ter supervisão com outro profissional e fazer parte de grupos de estudos psicanalíticos. Com relação à sua metodologia, esse método pode ser entendido como embasado na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias do paciente. Essa interpretação é realizada pelo psicanalista ou analista, baseando-se nas associações livres e no que se denomina de transferência. Para se entender melhor, deve-se considerar que Freud dividiu a mente humana em três partes: consciência, pré-consciência e inconsciência. A psicanálise usa, basicamente, o inconsciente, e busca interpretá-lo para tratar das doenças psíquicas.


  • Boa noite É natural a menina ser demasiadamete apegada a mãe na fase da latencia e rejeitar o pai?

    Boa noite
    É natural a menina ser demasiadamete apegada a mãe na fase da latencia e rejeitar o pai? Quais as implicações para saúde psíquica da criança e suas escolhas amorosas futuras?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Márcio Santana Monteiro

    Para Freud desejar um filho é desejar aquilo que falta, a mãe tem que haver que a relação com o filho não é harmônica e sim faltosa, será feita de vários desencontros ao longo da vida. Seria interessante se tivéssemos mais detalhes, fica muitos questionamentos e poucos dados: sobre essa rejeição ao pai, se o pai sente-se dessa forma, é o primeiro filho do casal, ouvir você melhor quando diz sobre escolhas amorosas futuras, etc. Lembre-se que a maternidade longe de ser uma resposta para a mulher ela é um enigma.


  • Por que escolher a abordagem da Psicanálise? Gostaria da opinião sincera de profissionais da áre

    Por que escolher a abordagem da Psicanálise?

    Gostaria da opinião sincera de profissionais da área. Nos meus estudos encontrei inúmeros artigos classificando a psicanálise como pseudociência, ou seja, sem comprovação cientifica. Me deparei também com dados indicando que essa abordagem já perdeu sua credibilidade em dezenas de países. Aqui no Brasil vejo que ainda é uma das linhas mais fortes mesmo com essa crescente descredibilização. O que leva um psicólogo a preferir uma abordam mais holística e não apoiada pela ciência a outras abordagens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Márcio Santana Monteiro

    Nosso ofício é complexo e desafiador e considero que estamos mais vivos e ganhando forças. Basta comparecermos às atividades científicas, aos congressos, e lermos os artigos publicados para examinarmos esse aspecto. Freud já dizia: “as pessoas não acreditam em mim”. Como até mesmo hoje em dezembro de 2020 não creem muito em qualquer de nós, que somos psicanalistas. Freud alertava para o fato de que a sociedade não reconheceria facilmente o valor da psicanálise porque esta é crítica e destrói ilusões. A psicanálise se faz notar em todas as áreas relacionadas à saúde, pedagogia, educação, sociologia, filosofia, artes e literatura, entre outras. Mas não há, evidentemente, unanimidade. Mesmo assim a eficácia terapêutica da psicanálise é inquestionável.


  • Boa noite, eu faço psicanálise com um psiquiatra iniciei há uns 4 anos, fiz um não direto, cheguei a

    Quando o paciente vai ao divã?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Márcio Santana Monteiro

    O divã é um dos principais instrumentos do processo analítico. Cada um de acordo com sua neurose vai fantasia-lo a sua maneira. Para a análise acontecer, não depende do divã. Ela pode acontecer frente a frente, com o paciente sentado na poltrona, porém quando um analisando passa ao divã pode ter um contato maior com seu mundo interno. Nesse momento o analista e analisando ficam "livres” dos olhares um do outro. Cada um fica entregue às suas associações livres para cada vez mais dar um sentido ao que se fala e se escuta. O analista pode convidar o analisando a ir para o divã, vai depender do caso a caso, mas ir para o divã jamais deve ser uma imposição. É um convite que pode ser aceito ou não. Ao estar deitado faz com que o analisando também saia de uma formalidade e possa ser ele mesmo, mais informal e espontâneo. A análise não se trata de um encontro formal ou social, mas um encontro de descoberta onde possamos nos colocar em novas posições em nossas vidas.


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