Perguntas do paciente (8)
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pesquisar sintomas pode acabar aumentando a ansiedade, principalmente quando a pessoa já está vivendo um momento de fragilidade emocional. É comum que essas buscas façam com que você fique ainda mais atento aos sinais do próprio corpo e interprete qualquer sensação como confirmação de que tem determinado problema, criando um ciclo difícil de interromper.
Pelo que você contou, o medo das crises acabou fazendo você se isolar, e isso merece atenção. Sobre o escitalopram, é importante lembrar que ele costuma levar algumas semanas para fazer efeito, então siga o tratamento conforme a orientação do médico e não interrompa a medicação por conta própria.
E sim, a terapia pode ajudar bastante. Além de compreender melhor o que está acontecendo, ela oferece estratégias para lidar com a ansiedade, reduzir esse ciclo de medo e retomar, aos poucos, atividades que hoje parecem difíceis.
Espero ter ajudado. Se sentir que posso contribuir nesse processo, fico à disposição.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é algo que tenho escutado com bastante frequência no consultório. Muitas pessoas perceberam uma queda importante na capacidade de manter a atenção depois da pandemia, e isso costuma gerar uma sensação frustrante de que “antes eu conseguia e agora não consigo mais”.
As redes sociais têm um papel nisso porque acostumam nosso cérebro a receber estímulos rápidos o tempo todo. Quando vamos estudar ou ler um livro, atividades que exigem um ritmo diferente, é comum surgir aquela vontade quase automática de pegar o celular. Não significa falta de inteligência ou de disciplina. Muitas vezes, seu cérebro simplesmente foi condicionado a buscar recompensas imediatas.
Ao mesmo tempo, é importante não colocar toda a culpa no Instagram. Ansiedade, estresse, alterações no sono, excesso de cobrança e até condições como o TDAH também podem afetar bastante a concentração. Por isso, quando essa dificuldade começa a interferir na vida acadêmica e na rotina, vale a pena investigar o que está por trás dela, em vez de apenas tentar “forçar” o foco.
Comece com metas pequenas. Se hoje ler 30 páginas parece impossível, leia cinco. Se estudar duas horas é inviável, comece com vinte minutos de atenção genuína. Aos poucos, o cérebro volta a ganhar resistência para sustentar a concentração.
E, se perceber que mesmo fazendo isso a dificuldade continua, procure ajuda. Muitas vezes o problema não é falta de esforço, mas algo que precisa ser compreendido e tratado. Quando entendemos a causa, fica muito mais fácil recuperar o prazer de estudar e voltar a sentir que estamos no controle da própria rotina. Espero ter contribuído de alguma forma. E, se em algum momento você sentir que precisa de um espaço para compreender melhor o que está acontecendo e desenvolver estratégias mais eficazes para lidar com isso, será um prazer poder ajudar.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreveu, dá para perceber que você está passando por um sofrimento muito intenso. Você relata mudanças importantes na memória, na concentração, no humor, na ansiedade, na forma como se relaciona com as pessoas e até na maneira como enxerga a si mesma. Independentemente do nome que isso tenha, esse sofrimento merece atenção.
É natural que você se pergunte se isso pode ser depressão, e essa é uma possibilidade que precisa ser considerada. Mas os sintomas que você descreve também podem estar relacionados a outras condições, como transtornos de ansiedade, esgotamento emocional ou até questões de saúde física que podem causar sintomas semelhantes. Por isso, não seria responsável afirmar um diagnóstico apenas com esse relato.
O que mais me chama a atenção é que você diz sentir que “se perdeu de si mesma”. Muitas pessoas descrevem essa sensação quando estão vivendo um período de adoecimento emocional. E a boa notícia é que isso pode ser tratado. Você não precisa acreditar que vai se sentir assim para sempre.
Minha orientação é que você procure um psicólogo o quanto antes para uma avaliação mais cuidadosa.
Enquanto isso, tente não enfrentar tudo isso sozinha. Se houver alguém de confiança (um familiar, seu namorado ou outra pessoa próxima) compartilhe o que você está vivendo. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas um passo importante quando estamos adoecidos emocionalmente.
Espero que você consiga o acolhimento que precisa. E, se sentir que posso ajudar nesse processo, ficarei à disposição para acolher você e compreender sua história com a atenção que ela merece.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode ser completamente normal.
Quando passamos vários dias vivendo uma rotina intensa e agradável ao lado de quem amamos, é natural que o cérebro e o corpo sintam a mudança quando essa convivência é interrompida. Afinal, vocês compartilharam momentos de conexão, carinho, conversas e uma rotina que trouxe bem-estar. É como se, de repente, você precisasse se readaptar novamente à sua rotina habitual.
Pelo que você relata, não percebo sinais de que essa tristeza esteja necessariamente relacionada à insegurança ou a algum problema no relacionamento. Pelo contrário, parece muito mais uma saudade da convivência e da presença de alguém que faz bem a você.
O que merece atenção é observar como esse sentimento evolui. Se ele vai diminuindo naturalmente ao longo dos dias, costuma fazer parte da experiência de quem vive um relacionamento saudável à distância ou com pouco tempo de convivência presencial. Agora, se essa sensação passar a ser muito frequente, intensa ou começar a afetar sua rotina, seu sono, seus estudos ou seu humor de forma persistente, pode ser interessante olhar para isso com mais profundidade.
Amar alguém também é aprender a lidar com a presença e com a ausência. E sentir saudade não significa fraqueza ou dependência emocional. Muitas vezes, significa apenas que aquela convivência foi significativa e deixou lembranças boas.
Espero ter ajudado de alguma forma. E, se em algum momento você sentir que essas emoções estão pesando mais do que deveriam ou quiser compreender melhor o que está acontecendo, ficarei à disposição para acolher você e conversarmos sobre isso com calma
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida mais comum do que parece e, inclusive, muitas pessoas têm receio de falar sobre isso na terapia por medo de serem julgadas. Mas esse é justamente um tipo de assunto que pode e deve ser levado para a sessão.
Nem sempre é possível diferenciar sozinho se o que você sente é uma transferência, um interesse amoroso ou até uma mistura das duas coisas. A transferência faz parte do processo terapêutico e acontece quando sentimentos, expectativas ou formas de se relacionar que fazem parte da sua história acabam sendo direcionados ao terapeuta. Isso não significa que o sentimento seja “falso”. Ele é real, mas pode ter significados que vão além da relação com a psicóloga em si.
Por outro lado, também pode acontecer de existir uma admiração ou um interesse afetivo. O ponto principal não é dar um nome ao sentimento imediatamente, mas compreender de onde ele vem, o que ele representa para você e como ele aparece dentro da relação terapêutica.
Falar sobre isso costuma ser um passo importante no processo. Um psicólogo preparado não vai ridicularizar nem condenar esse tipo de relato. Pelo contrário, vai acolher esse conteúdo e utilizá-lo como uma oportunidade para compreender aspectos importantes da sua forma de se vincular às pessoas.
Minha sugestão é que você leve essa dúvida para sua psicóloga. Pode parecer desconfortável no começo, mas muitas vezes são justamente essas conversas que tornam a terapia ainda mais profunda e significativa.
Espero ter ajudado. E, caso tenha outras dúvidas sobre saúde emocional ou sinta necessidade de um espaço para compreender melhor o que está vivendo, ficarei à disposição para ajudar.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Antes de qualquer coisa, quero que você saiba que você não é uma pessoa “defeituosa”. O que aconteceu com você foi muito grave, e as reações que aparecem hoje podem ser consequências desse trauma, não um defeito seu.
Pelo que você descreve, esses momentos de intimidade parecem despertar lembranças e emoções que ainda machucam muito. Isso é algo que pode acontecer em pessoas que passaram por situações de abuso, e não significa que você nunca conseguirá viver um relacionamento saudável.
Acredito que, neste momento, o mais importante é buscar acompanhamento psicológico. Existem formas de trabalhar esses traumas para que eles deixem de controlar sua vida e seus relacionamentos. Além disso, evitar o uso de álcool enquanto isso não é elaborado pode ser uma boa decisão, já que você percebe que as crises pioram quando bebe.
E, por favor, tente não se definir pelo que fizeram com você. Você merece viver uma relação em que se sinta segura, respeitada e acolhida.
Espero ter ajudado. Se sentir que posso contribuir nesse processo, ficarei à disposição para acolher você.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. O que mais me chamou a atenção no seu relato não foi o fato de você ter visto esse conteúdo, mas o quanto isso tem feito você sofrer.
Pelo que você descreve, não parece que houve prazer ou desejo em relação a esse tipo de material. Pelo contrário: a reação foi de repulsa, culpa e muita angústia. Isso faz diferença e merece ser considerado.
Também sinto muito pela experiência que teve com aquele profissional. Infelizmente, quando uma pessoa procura ajuda e se sente julgada, é comum criar receio de tentar novamente. Mas uma experiência ruim não define como será um novo processo terapêutico.
Você já deu um passo importante ao reconhecer que precisa de ajuda. A terapia pode ser um espaço para compreender essa culpa, trabalhar esses pensamentos e aliviar esse peso que você vem carregando há tanto tempo, sem julgamentos.
Espero que você não desista de cuidar de si por causa do que aconteceu no passado. E, se sentir que posso ajudar nesse caminho, ficarei à disposição para acolher você.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível aprender a reconhecer melhor o que você sente e também viver relações afetivas de uma forma mais segura.
Quando uma pessoa cresce recebendo pouco afeto, pode acabar tendo dificuldade para identificar os próprios sentimentos. Às vezes, só percebe que gostava de alguém quando acontece um afastamento ou quando existe o risco de perder aquela relação. Isso não significa que você não saiba amar. Muitas vezes, significa apenas que você aprendeu a se proteger emocionalmente.
Com mais autoconhecimento, fica mais fácil perceber o que você sente enquanto a relação está acontecendo, e não apenas depois. A terapia pode ajudar bastante nesse processo, principalmente para compreender como sua história influencia sua forma de se envolver com as pessoas.
Sobre suas metas pessoais, o amor pode trazer força, apoio e motivação, mas não deve ser a única fonte de sentido da sua vida. Uma relação saudável caminha junto com seus projetos, sem apagar quem você é.
Se sentir que posso ajudar você a compreender melhor essas questões, fico à disposição.
Perguntas frequentes
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