Perguntas do paciente (6)

  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Vinicius Cieri de Moura

    Sou especialista em ansiedade e acredito que existam pelo menos três possibilidades para explicar essa situação:

    1. Nem toda TCC é igual.
    A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma família de abordagens, não uma técnica única. Existem diferenças importantes entre elas, tanto na forma de compreender o sofrimento quanto nas intervenções utilizadas. Além disso, mesmo dentro da mesma abordagem, a escolha das técnicas e o manejo clínico podem variar bastante.

    Alguns exemplos são:

    TREC (Albert Ellis);
    Terapia Cognitiva de Aaron Beck (TCC clássica);
    ACT (Acceptance and Commitment Therapy);
    DBT (Dialectical Behavior Therapy);
    FAP (Functional Analytic Psychotherapy);
    MBCT (Mindfulness-Based Cognitive Therapy);
    Terapia Metacognitiva (MCT).

    2. O vínculo terapêutico e o estilo do terapeuta fazem muita diferença.
    A abordagem é importante, mas ela, por si só, não determina o resultado do tratamento. A qualidade da relação terapêutica é um dos fatores que mais predizem o sucesso da psicoterapia. Além disso, dois terapeutas da mesma abordagem podem conduzir o processo de formas bastante diferentes, mesmo tendo uma formação semelhante.

    3. Existem outras abordagens eficazes além da TCC.
    Embora a TCC seja uma das abordagens mais conhecidas, ela não é a única. Outras modalidades também possuem evidências de eficácia. Um exemplo é a Terapia Existencial, abordagem na qual atuo, que busca compreender a ansiedade a partir da experiência vivida da pessoa, dos seus conflitos, valores, escolhas e da forma como ela se relaciona com o mundo.

    Em outras palavras, não existe uma abordagem que funcione para todas as pessoas. O mais importante é que o tratamento seja conduzido por um profissional qualificado, baseado em evidências e que você consiga construir uma boa aliança terapêutica. Isso costuma ser muito mais determinante para os resultados do que o nome da abordagem em si.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Vinicius Cieri de Moura

    Você trouxe alguns elementos importantes que podem ajudar a entender melhor o que está acontecendo. Espero conseguir te ajudar.

    1. Traição envolve intenção.
    Pelo que você descreveu, não existe um desejo ou intenção de trair seu parceiro.

    2. O começo do seu relato traz um ponto importante: "fico preocupada".
    Preocupação é a marca, por excelência, da ansiedade.
    A pergunta que vale investigar é: por que essa situação desperta tanta ansiedade? O que ela representa para você? Existe medo de perder o relacionamento, de fazer algo errado, de ser julgada ou de não conseguir controlar seus pensamentos?

    3. Vale lembrar que pensamentos, dúvidas e emoções surgem espontaneamente.
    Eles não definem quem você é nem suas intenções. Na terapia, buscamos compreender o significado dessas experiências e desenvolver uma relação mais saudável com elas, em vez de tratá-las como provas de que algo está errado com você.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Vinicius Cieri de Moura

    Vou repetir a parte final da sua mensagem para refletirmos juntos:

    "Entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo."

    Acho que essa frase traz pistas importantes. Você diz que ama essa pessoa, mas sente falta do entusiasmo que existia antes. A partir disso, penso que existem pelo menos duas questões que vale a pena explorar: uma relacionada ao amor e outra ao entusiasmo.

    1. Sobre o amor
    Você afirma que ama seu parceiro, e isso desperta algumas perguntas importantes: o que significa amar para você? O amor permanece igual ao longo dos anos ou ele se transforma? Será que o que mudou foi o amor ou a forma como ele se manifesta?

    Também vale refletir sobre o contexto da relação. As responsabilidades, a rotina, o estresse e as demandas da vida têm deixado espaço para que esse amor seja vivido e percebido? Como esse amor aparece hoje, mesmo que de maneira diferente do início do relacionamento?

    2. Sobre o entusiasmo
    Talvez seja igualmente importante investigar o que exatamente você sente falta. Quando fala em entusiasmo, do que está falando? Da paixão intensa do começo? Da vontade de estar junto? Da novidade? Da admiração? Da intimidade?

    O que mudou na relação ao longo do tempo? Vocês deixaram de compartilhar momentos prazerosos? A rotina tomou conta do relacionamento? Ou esse desânimo pode estar relacionado a outros aspectos da sua vida, como estresse, ansiedade, sobrecarga?

    Essas perguntas não têm respostas prontas, mas costumam abrir caminhos importantes. Muitas vezes, o sofrimento não está apenas na ausência de um sentimento, mas na expectativa de que o amor de hoje devesse ter exatamente a mesma forma que tinha no começo da relação. Compreender como esse amor se transformou e quais condições favorecem ou dificultam sua expressão costuma ser um passo importante no processo terapêutico.

    Espero poder ter ajudado um pouco!
    Marcos Cieri, Psicologo (CRP 09/19123)


  • Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado

    Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Vinicius Cieri de Moura

    São sinais fisiológicos que podem aparecer em situações de ansiedade, mas também podem ser sintomas de outras condições psicológicas, psiquiatras ou médicas. Isoladamente os sintomas podem indicar ansiedade, mas para investigar se existe algo da ansiedade é preciso entender um pouco mais o contexto: em que contextos você sente isso? que pensamentos acompanham esses momentos?
    Essas duas perguntas podem ajudar a aprofundar um pouco mais a questão. São pontos de partidas interesssantes!
    Marcos Vinicius, Psicologo (CRP 09/19123)


  • Ressaltando que depressão e Burnout são patologias diferentes, sofro de depressão há 20 anos e sou

    Ressaltando que depressão e Burnout são patologias diferentes, sofro de depressão há 20 anos e sou acompanhada e medicada por psiquiatra. Após perda gradual da minha energia fui diagnosticada com Burnout por um endócrino, mas ele não trata esta doença. Qual médico devo procurar para tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Vinicius Cieri de Moura

    Burnout é um fenômeno com um componente psicológico bem marcado, psiquiatria e psicologia são as duas áreas que podem te ajudar bastante. Existem testes e escalas para avaliar a presença, diagnostico e nível de Burnout como a EBBurn (Escala Brasileira de Burnout) dos autores Hugo Ferrari Cardoso e Makilim Nunes Baptista, uma adaptação da Escala Maslach para o publico brasileiro.
    Tenho estudos e práticas com casos de Burnout. Fico a disposição.
    Marcos Cieri, Psicologo (CRP 09/19123)


  • Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcos Vinicius Cieri de Moura

    São duas as especialidades que podem te ajudar: psiquiatria e psicologia.
    Tenho estudos e práticas na área de Burnout e Ansiedade. Fico a disposição.
    Marcos Cieri, Psicólogo (CRP 09/19123)


Perguntas frequentes

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