Perguntas do paciente (13)

  • Olá É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?

    Olá
    É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Não é necessariamente inadequado que um psicólogo fale algo sobre si durante uma sessão. Em alguns momentos, uma experiência ou informação pessoal compartilhada de forma cuidadosa pode contribuir para o processo terapêutico. O importante é que essa fala esteja a serviço da pessoa atendida e do que está sendo trabalhado naquele encontro.
    Por outro lado, se as interrupções são frequentes, desviam o foco para a vida do profissional ou fazem você sentir que perdeu seu espaço de fala e de escuta, isso merece atenção. Inclusive, esse incômodo pode ser conversado com o próprio psicólogo, pois a forma como você se sente na relação terapêutica também é importante para o processo.


  • Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u

    Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Quando aprendemos, ao longo da nossa história, a dar pouco espaço às nossas próprias necessidades, desejos e sentimentos, começar a nos considerar pode mesmo vir acompanhado de culpa ou da sensação de estarmos sendo egoístas.

    Na psicoterapia, é possível compreender como essa forma de se relacionar consigo mesma foi sendo construída e reconhecer quais necessidades, desejos e escolhas são realmente seus. O trabalho não precisa ser o de deixar de considerar os outros para se colocar sempre em primeiro lugar, mas de perceber que você também pode ocupar um lugar de importância na própria vida.

    Aos poucos, esse processo pode ajudar a construir uma relação consigo mesma em que se cuidar, estabelecer metas e fazer aquilo que lhe faz sentido não precise ser vivido como egoísmo.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! É comum que aquilo que vemos ao nosso redor influencie nossos desejos e a maneira como imaginamos quem gostaríamos de ser. Mas, quando essas referências começam a gerar ansiedade, comparações frequentes ou uma sensação de que precisamos segui-las, pode ser importante olhar com mais cuidado para o que está acontecendo.

    Talvez valha explorar o que existe por trás desses desejos: o que, nessas pessoas ou coisas, chama tanto a sua atenção? O que você sente que elas representam para você? E, principalmente, o que faz sentido para você quando não está tentando corresponder a essas referências externas?

    Na psicoterapia, esse pode ser um caminho de maior aproximação de si, dos seus próprios desejos, valores e interesses. E essa necessidade de anotar, o medo de esquecer e a sensação de impulso que você descreve também podem ser compreendidos com mais cuidado, especialmente por estarem lhe causando ansiedade.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Esse desejo de se sentir uma pessoa interessante e atraente para si mesma pode ser um convite ao autoconhecimento. Às vezes, podemos nos afastar tanto de nós mesmos que deixamos de reconhecer aquilo de que gostamos, o que desejamos, o que nos desperta curiosidade e o que faz sentido para a nossa vida.
    Talvez, então, o caminho não seja exatamente aprender a ser mais interessante, mas se aproximar de si: descobrir seus interesses, experimentar coisas novas, reconhecer seus desejos e construir uma vida que tenha sentido para você. Quando nos sentimos mais conectados com quem somos, a relação com os outros também tende a se tornar mais autêntica.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Seu receio é compreensível. Procurar terapia de casal não deveria significar precisar justificar ou defender a forma de relação que vocês escolheram construir. O espaço terapêutico precisa possibilitar que os dilemas do casal sejam compreendidos a partir da dinâmica, dos acordos, limites e necessidades de vocês, e não a partir da ideia de que existe um único modelo correto de relacionamento.

    Nem todo terapeuta de casal terá necessariamente formação ou experiência específica com não monogamias consensuais. Por isso, pode ser interessante buscar um profissional que tenha familiaridade com essa temática ou, antes de iniciar o acompanhamento, perguntar diretamente como ele compreende e trabalha com relações não monogâmicas.

    Mais do que encontrar alguém que tenha esse tema como um “nicho”, é importante encontrar um profissional que consiga acolher a relação de vocês sem tratá-la, por si só, como um problema a ser corrigido. A terapia pode então se ocupar daquilo que realmente levou vocês até ela: as dúvidas, os dilemas e a forma como desejam construir essa relação juntos.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Não me parece contraditório não ter planos definidos para a vida e, ainda assim, temer que a chegada de um filho retire de você a possibilidade de construí-los. Pelo que você conta, talvez exista justamente o desejo de começar a descobrir uma vida mais sua, e a gravidez chegou enquanto esse movimento ainda estava começando.

    A chegada de um filho provoca mudanças importantes, mas tornar-se mãe não precisa significar deixar de existir como pessoa. Você continua tendo necessidades, desejos, projetos e uma história que também merece espaço. Inclusive, sentimentos ambivalentes diante de uma gestação, como medo, angústia e, ao mesmo tempo, tentativas de construir afeto e encontrar possibilidades nessa experiência merecem ser acolhidos, e não julgados.

    Talvez a questão, neste momento, não seja obrigar-se a gostar da gravidez ou encontrar imediatamente grandes planos para o futuro, mas poder compreender o que essa mudança representa para você e começar, aos poucos, a reconhecer o que deseja para a sua própria vida também. Um acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço importante para isso, especialmente porque você relata estar vivendo esse período com bastante sofrimento.


  • Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c

    Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento

    O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?

    Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.

    Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.

    Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.

    É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".

    A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.

    Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.

    A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! É possível que algo seja importante para a sua fé e, ao mesmo tempo, desperte questionamentos em você. Pelo que relata, parece existir um conflito entre valores e ensinamentos que você aprendeu dentro da sua experiência religiosa e aquilo que hoje percebe como seus próprios desejos, dúvidas e escolhas.

    Talvez o caminho não seja simplesmente obrigar-se a seguir algo que lhe causa conflito, nem abandonar aquilo que é significativo na sua fé, mas compreender com mais profundidade o que faz sentido para você. O que você acredita porque reconhece como um valor seu? O que segue por medo ou culpa? O que deseja preservar na sua relação com a fé e o que hoje precisa ser questionado?

    Na psicoterapia, essas questões podem ser exploradas em um espaço de acolhimento e sem julgamentos, para que você consiga reconhecer seus próprios valores e fazer escolhas mais conscientes e coerentes consigo mesma. A terapia não deve decidir por você como viver sua fé ou sua sexualidade, mas pode ajudá-la a compreender esse conflito e encontrar uma maneira mais autêntica de se posicionar diante dele.


  • Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza tod

    Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza todos os dias. Os senhores profissionais pela psicológia acham quem a pornografia que pode estar causando isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Apenas pela frequência com que você relata assistir pornografia não é possível afirmar que ela seja a causa do vazio e da tristeza que sente. Mais importante do que olhar somente para quantas vezes isso acontece é compreender como esse comportamento aparece na sua vida e que relação ele tem com o que você está sentindo.

    Por exemplo: o que costuma levá-lo a buscar pornografia? Como você se sente antes e depois? Ela aparece como uma forma de lidar com solidão, ansiedade, tédio ou outras emoções? Ou o vazio e a tristeza parecem existir independentemente disso?

    Como você relata que esses sentimentos estão presentes diariamente, seria importante olhar para eles com mais atenção. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender tanto a origem e o significado desse sofrimento quanto a relação que o uso da pornografia pode ou não ter com ele, sem partir previamente da ideia de que esse comportamento é necessariamente a causa do problema.


  • Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza

    Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Não existe um tempo exato para que o luto termine, e continuar sentindo tristeza e saudade após quase um ano não significa, por si só, que você esteja vivendo uma depressão. O luto é um processo muito singular, especialmente diante de uma perda repentina.

    No entanto, você descreve um sofrimento que tem se intensificado e afetado diferentes áreas da sua vida: deixou de sentir prazer em coisas que antes eram importantes, sente culpa constantemente, chora diariamente e está encontrando dificuldades para trabalhar, sair e se relacionar. Mais do que tentar definir sozinha se isso ainda é “luto” ou se “já virou depressão”, esses sinais indicam que você merece cuidado e uma avaliação mais próxima neste momento.

    Na psicoterapia, será possível acolher e compreender a experiência dessa perda, inclusive essa culpa por aquilo que acredita que poderia ter feito, e avaliar como esse sofrimento vem repercutindo na sua vida. Se necessário, o profissional também poderá orientá-la quanto à busca de uma avaliação médica. Luto e depressão não precisam ser compreendidos como experiências simplesmente opostas, e uma avaliação individual é o caminho mais adequado para diferenciá-las.


  • Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po

    Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Não é possível saber, a partir desse episódio, se o relacionamento de vocês terá ou não continuidade. O que você pode fazer agora é cuidar daquilo que está ao seu alcance.
    Se havia entre vocês um acordo de manter o relacionamento em sigilo, é importante reconhecer que, mesmo sem citar o nome dela, sua fala pode ter despertado nela a sensação de que esse acordo foi rompido. Recuperar a confiança não acontece apenas tentando convencê-la de que isso não voltará a acontecer, mas abrindo espaço para compreender como ela se sentiu, explicar o contexto em que isso aconteceu e conversar sobre quais limites e acordos seriam importantes para ambas daqui em diante.
    Ao mesmo tempo, você relata estar vivendo esse afastamento com muita ansiedade, inclusive com episódios de falta de ar e choro no ambiente de trabalho. Talvez seja importante cuidar também desse sofrimento, independentemente do desfecho da relação.


  • Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tive

    Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tivemos várias recaídas , mas meu racional me dizia que não valia a pena voltar, nossas ideias de futuro não se enquadrava( ela queria que eu aceitasse morar no porão da casa dela onde é o único espaço que daria para construir algo , se fosse para comprar um apê ou alugar algo ela disse que eu que teria que me virar sozinho por que já que tinha o porão da casa dela e eu não quis ir então eu que me virasse ,certa vez ela ameaçou terminar comigo por que eu disse que não iria na casa dela naquele dia por que eu estava cansado ,eu trabalhava e fazia faculdade, e ela disse que se caso eu não fosse ela terminaria e depois de terminar eu perguntei se ela se arrependia de ter ameaçado tá tas vezes terminar comigo se ela estava certa , e ela disse que estava certa si. Por que eu deveria dar mais prioridade a ela e disse que não se arrependia e dentre outras coisas que não concordamos ,porém paramos de ficar e ela começou a namorar com outra pessoa e eu implorei pra voltar e disse que aceitaria o que ela me propôs e que me doaria mais no relacionamento para ela enfim me aceitar de volta , estou sofrendo com isso tudo as vezes me pego angustiado mesmo sabendo lá no fundo que se eu realmente estivesse com ela não iríamos tão longe assim haja vista que ela não queria mudança alguma eu quero que essa dor passe.obs: trabalhamos no mesmo trabalho o pai dela e nosso chefe e frequentamos a mesma igreja ao qual ela irá começar a levá-lo , como esquecer como me curar disso tudo ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Talvez “curar” essa rejeição não signifique simplesmente conseguir esquecer sua ex, especialmente porque vocês ainda compartilham espaços como o trabalho e a igreja. O término de um vínculo importante pode trazer sofrimento mesmo quando racionalmente reconhecemos que aquela relação já não correspondia ao que desejávamos para a nossa vida.
    Algo que chama atenção no seu relato é que, diante da possibilidade de perdê-la definitivamente, você passou a considerar abrir mão de coisas que antes reconhecia como importantes para você, dizendo que aceitaria as condições dela e se doaria mais para que fosse aceito de volta. Talvez seja importante olhar não apenas para a pergunta “como faço para ela me escolher novamente?”, mas também para “do que estou disposto a abrir mão de mim para não me sentir rejeitado?”.
    Seguir em frente pode envolver elaborar a perda dessa relação e, ao mesmo tempo, recuperar o contato com aquilo que você deseja e considera importante em um relacionamento. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender por que essa rejeição tem produzido tanto sofrimento e a construir maneiras de atravessar os encontros inevitáveis com ela sem precisar permanecer emocionalmente preso à possibilidade de reconciliação.
    Talvez a libertação não esteja em deixar de sentir de uma hora para outra, mas em não precisar mais abandonar a si mesmo para ser escolhido por alguém.


  • Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacioname

    Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacionamento indo para frente no quesito casamento ! Porém depois de terminar ficamos 2 anos tendo recaídas , logo após os dois anos ela se afastou e disse que estava conhecendo outro pessoa , depois de saber disso eu fiquei extremamente chateado e comecei a fazer o que eu nunca achei que iria fazer , comecei a mandar mensagem implorando para voltar , prometi até casamento, como explicar esse sentimento de querer voltar para uma pessoa que lá no fundo eu não a amo ! Mas gostaria de tentar novamente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Nem sempre o desejo intenso de retomar uma relação significa necessariamente que voltamos a desejar aquela relação como ela realmente era. Às vezes, quando percebemos que uma pessoa que permaneceu disponível por muito tempo está de fato seguindo outro caminho, podemos entrar em contato de maneira muito mais intensa com a perda, a rejeição e a impossibilidade de tê-la novamente.
    No seu relato, chama atenção que durante o relacionamento você não conseguia imaginar um casamento, mas, diante do afastamento dela, chegou a prometer justamente aquilo que antes não fazia sentido para você. Talvez seja importante se perguntar: o que mudou nos meus sentimentos e desejos em relação a ela e o que mudou porque agora preciso lidar com a possibilidade real de perdê-la?
    Antes de tentar novamente, pode ser importante compreender o que você está buscando nessa reconciliação. É o desejo de construir uma vida com essa pessoa, considerando inclusive as incompatibilidades que existiam entre vocês, ou a necessidade de aliviar a dor de não ser mais escolhido por ela?
    A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender esses sentimentos sem julgá-los e a diferenciar o desejo de estar com alguém do sofrimento provocado pela perda desse vínculo.


  • Como responder adequadamente às perguntas do psicólogo durante a consulta?

    Como responder adequadamente às perguntas do psicólogo durante a consulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Alyne Silva

    Olá! Em uma sessão de psicoterapia, não existem respostas certas ou uma maneira “adequada” de responder às perguntas do psicólogo. O mais importante é tentar falar a partir daquilo que você realmente pensa, sente ou percebe naquele momento.
    Inclusive, não saber responder, precisar de um tempo para pensar, sentir dificuldade em falar sobre determinado assunto ou dizer “não sei” também fazem parte do processo. Você não precisa encontrar a resposta que imagina que o psicólogo espera ouvir.
    E, se você percebe que fica preocupado em responder “corretamente” ou em corresponder às expectativas do terapeuta, isso também pode ser levado para a sessão. Compreender o que acontece com você nessa relação pode ser uma parte importante da própria terapia.


Perguntas frequentes

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