Perguntas do paciente (380)

  • Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho

    Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho sentindo muita insônia, tenho sono mas na hora de dormir não consigo. Meus olhos "secam". Os finais de semana são horríveis não estou conseguindo relaxar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    O que chama atenção no seu relato não é apenas a insônia, mas a dificuldade de desligar mesmo quando o corpo está cansado.

    Ter sono e, ainda assim, não conseguir dormir indica que o corpo está em um nível de ativação que não permite descanso. Isso costuma acontecer em estados ansiosos, mas não se resume a “estar ansiosa”.

    O fato de os finais de semana serem mais difíceis também é um ponto importante: quando há menos estrutura externa, muitas pessoas entram mais em contato com o próprio estado interno, e isso pode aumentar a sensação de desconforto.

    A psicoterapia pode ajudar a entender o que mantém esse estado de alerta e por que ele se intensifica justamente nos momentos em que você poderia relaxar.

    Em algum nível, a questão deixa de ser “por que não consigo dormir?”
    E passa a ser: o que, em mim, não está conseguindo desacelerar?


  • Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira. Isso tá

    Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira.
    Isso tá me atrapalhando bastante, principalmente porque deixo de fazer as coisas que preciso fazer e “deixo para depois”. Mesmo que eu quero parar eu não consigo. Faço tudo na ultima hora ou nem faço. Qual a melhor orientação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    o que chama atenção no seu relato é que você não está adiando apenas tarefas desagradáveis. você também procrastina coisas que gostaria de fazer.

    isso é importante porque mostra que a dificuldade pode não estar relacionada apenas à falta de interesse ou motivação.

    procrastinação costuma ter várias causas possíveis: ansiedade, medo de errar, perfeccionismo, sobrecarga, dificuldade de organização, problemas de atenção, exaustão emocional ou até mesmo quadros como TDAH e depressão.

    muitas pessoas acreditam que procrastinam porque são preguiçosas. mas, frequentemente, elas passam boa parte do tempo preocupadas com aquilo que não estão conseguindo fazer.

    a psicoterapia pode ajudar a compreender o que está mantendo esse ciclo e a desenvolver estratégias mais adequadas para o seu funcionamento.

    em muitos casos, a pergunta deixa de ser "como criar mais disciplina?"

    e passa a ser: o que está tornando tão difícil começar, sustentar ou concluir aquilo que é importante para mim?


  • Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do c

    Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do casamento até 10 anos atrás.Há 10 anos atras fiz uma promessa que não iria mais cometer estes erros tão graves e desde então nunca mais nem cheguei perto de outra pessoa com segundas intenções. Porém a cerca de 1 mês minha esposa descobriu e eu acabei confessando toda a verdade a ela,não escondo mais nada dela desde então.mas ela não aceita de jeito nenhum voltar o relacionamento,pois acha que ainda estou mentindo,mas não estou mais de 10 anos pra cá.Ela é a mulher da minha vida,não sei o motivo que fiz tanta besteira e fiz tanto mal a ela e ao meu filho.Não sei viver sem ela,não estou suportando de tanta saudade e ficar longe deles para mim está insuportável e estou pensando em fazer muita coisa errada se ela não me perdoar.Sei que ela tem todo direito de não me querer mais pelo que eu fiz no passado,mas a verdade que não sei viver sem ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    o que você descreve envolve duas dores diferentes: a dor da sua esposa ao descobrir traições importantes e a sua dor diante da possibilidade real de perdê-la.

    é importante reconhecer que, para ela, a descoberta aconteceu agora. mesmo que as traições tenham parado há dez anos, a ferida, para ela, é recente. a confiança não costuma voltar apenas porque a verdade foi contada; ela precisa de tempo, consistência e, às vezes, pode não ser reconstruída.

    ao mesmo tempo, quando você diz que está pensando em fazer “muita coisa errada” se ela não te perdoar, isso é um sinal de alerta. esse sofrimento precisa de ajuda imediata, porque nenhuma decisão dela pode ficar responsável pela sua segurança.

    procure apoio psicológico e, se houver risco de se machucar ou perder o controle, busque um serviço de urgência ou ligue para o CVV 188. isso não é fraqueza; é cuidado em um momento em que você está desorganizado emocionalmente.

    em muitos casos, a questão deixa de ser “como faço ela voltar?”
    e passa a ser: como eu assumo a dor e as consequências sem transformar meu desespero em mais peso para ela?


  • Meu pai faleceu a 2 anos e eu cuidei dele no período que ele estava doente. Eu levei ele pra tomar u

    Meu pai faleceu a 2 anos e eu cuidei dele no período que ele estava doente. Eu levei ele pra tomar uma medicação no hospital e o médico enternou ele, tentei tira- logo de lá pra levá-lo para um hospital melhor, mas por não ter um diagnóstico fechado os médicos não deixaram. Depois de algum tempo transferiram ele, mas o estado dele já era crítico e veio a falecer. Ao receber a notícia fiquei sem reação e não chorei, ajeitei tudo na funerária, escolhi o caixão e parecia que eu tava dopada, mas não tomei nenhuma medicação. Hoje quase 2 anos estou sentindo ansiedade e vende chorar, passo o.dia deitada e sem ânimo pra nada, sinto como se eu estivesse no dia do velório dopada e vontade de chorar. Não consigo ir trabalhar angustiada e meu corpo trêmula, não gosto de conversar com ninguém, pois tenho medo de chorar e as pessoas me perguntarem e não saber responder. Preciso de ajuda, pois não sei mais o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    o que chama atenção no seu relato é que, no momento da morte, você precisou funcionar.

    você organizou hospital, funerária, documentos, decisões. enquanto tudo acontecia, talvez não houvesse espaço para sentir plenamente o que estava acontecendo.

    algumas pessoas entram em um estado de sobrevivência diante de perdas muito grandes. e, quando a urgência passa, emoções que ficaram suspensas começam a aparecer meses ou até anos depois.

    hoje você relata ansiedade, tremores, vontade de chorar, desânimo, isolamento e dificuldade para trabalhar. isso merece atenção e cuidado.

    o acompanhamento psicológico pode ser muito importante para ajudar a elaborar essa perda e compreender o que talvez não tenha encontrado espaço para ser vivido naquele momento.

    em muitos casos, a dor não desapareceu.

    ela apenas ficou esperando um momento em que você pudesse finalmente senti-la.


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    Quando um relacionamento termina de forma inesperada, é comum que a pessoa se sinta desorganizada emocionalmente. O choro frequente, a falta de apetite, a perda de interesse pelas atividades e a sensação de vazio costumam aparecer quando o vínculo ainda está muito presente internamente.

    A sensação de rejeição e de ter sido “descartada” também faz parte desse processo, especialmente quando há contato indireto com a vida do outro, como ver comportamentos nas redes sociais. Isso tende a intensificar a dor, porque mantém o vínculo ativo de um lado só.

    Aqui não é possível avaliar um diagnóstico, mas os sinais que você descreve indicam um sofrimento importante, que merece cuidado. O acompanhamento psicológico pode ajudar a atravessar esse momento, compreender o impacto dessa ruptura e, aos poucos, reorganizar sua relação consigo mesma e com essa experiência.

    Se não for possível atendimento particular agora, a unidade básica de saúde (ubs) pode ser um caminho para acolhimento e encaminhamento.

    Não é só sobre “superar o término”, mas sobre sustentar um momento que está pesado demais para ser vivido sozinha.


  • É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes

    É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes inóspitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    pode, sim. experiências repetidas de humilhação, ameaça ou exclusão, especialmente na infância e adolescência, podem ter impacto traumático. nem toda pessoa que sofre bullying desenvolve TEPT, mas é possível que surjam sintomas como hipervigilância, evitação, vergonha intensa e lembranças intrusivas. a avaliação clínica considera a intensidade, a duração e o impacto dessas experiências na vida atual.


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    O que você descreve não aponta apenas para um término difícil, mas para uma relação em que houve controle, restrição e, em vários momentos, desrespeito aos seus limites.

    O que chama atenção no seu relato não é só o quanto você gostava dele, mas o quanto você foi, aos poucos, se afastando de si para sustentar a relação: abrindo mão de escolhas, de vínculos, do seu corpo, dos seus gostos e até do que te fazia sentido.

    Quando uma relação se organiza dessa forma, é comum que ela misture cuidado e sofrimento. Isso costuma gerar um tipo de vínculo muito intenso, em que os momentos bons ganham um peso maior depois do término, não porque foram maioria, mas porque eram os momentos em que você se sentia vista.

    Por isso, o apego que você sente agora não é incoerente. Ele não está sustentado só na pessoa, mas na experiência emocional que você teve dentro da relação.

    Quando você diz que sente que nunca vai encontrar alguém como ele, talvez valha olhar com cuidado:
    o que exatamente você teme não encontrar, as qualidades que ele tinha, ou a sensação de ser escolhida e cuidada, mesmo que de forma instável?

    A dificuldade de seguir em frente, nesse momento, não significa falta de força. Indica que ainda existe um vínculo interno ativo, que precisa ser compreendido antes de ser solto.

    O acompanhamento psicológico pode te ajudar a reorganizar essa experiência, a retomar partes de você que ficaram reduzidas nesse processo e a construir uma forma de se relacionar que não exija esse nível de perda de si.

    Porque, em algum nível, a questão deixa de ser “como superar ele”
    E passa a ser: como você se reconstrói depois de ter se afastado tanto de quem você era.


  • Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele

    Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
    Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
    As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    O que você descreve não aponta para ausência de sentimento, mas para uma dificuldade de expressão.

    O fato de você ser carinhosa fisicamente e se preocupar em não perder a relação indica que o afeto existe, mas não está conseguindo ser comunicado da forma que o outro precisa.

    Quando há histórico de traumas, é comum que a expressão emocional fique comprometida, especialmente em formas mais simbólicas, como palavras e gestos intencionais.

    O sofrimento aparece justamente nesse desencontro: você sente, mas não consegue mostrar; o outro precisa ver, mas não consegue perceber.

    O acompanhamento psicológico pode ajudar a entender como essa dificuldade se formou e a ampliar repertórios de expressão, sem que isso seja vivido como obrigação ou performance.

    Em algum momento, a questão deixa de ser “como demonstrar mais”
    E passa a ser: o que, em você, ainda não encontra caminho para ser expresso?


  • Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fa

    Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    Quando um término não é escolha sua, é comum que o processo de seguir em frente seja mais lento e, às vezes, mais doloroso. O tempo passado desde a separação não define, por si só, o quanto isso já deveria estar resolvido.

    A ideia de “superar de vez” pode gerar pressão, como se houvesse um ponto final claro. Na prática, esse processo costuma ser mais gradual: envolve lidar com o vínculo que ainda existe internamente, com a sensação de rejeição e, muitas vezes, com partes da história que ainda não foram elaboradas.

    Algumas situações podem dificultar esse movimento, como manter contato frequente (direto ou pelas redes sociais), idealizar a relação ou se manter presa a perguntas sem resposta. Isso não significa que você está fazendo algo “errado”, mas que o vínculo ainda está ativo.

    O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender o que ainda te mantém conectada a essa relação e a construir, aos poucos, uma reorganização emocional mais consistente.

    O que costuma mudar não é o passado, mas a forma como ele passa a ocupar espaço na sua vida.


  • Bom dia! Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a fa

    Bom dia!
    Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a faculdade me dá muita agonia, não converso e me sinto inferior, tenho medo de apresentações... Isso acontece somente na faculdade, eu trabalho fora e não sinto isso.Comecei a faculdade de psicologia e acho que não condiz mais com o que eu quero.
    Devo ir em um psicólogo ou psiquiatra ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    O fato de essa ansiedade aparecer especificamente na faculdade, mas não no trabalho, indica que ela pode estar ligada ao contexto, como exposição, avaliações, comparação ou sensação de inadequação naquele ambiente.

    Isso não significa necessariamente que o curso “não é para você”, mas que algo nesse espaço está ativando inseguranças ou experiências internas que merecem ser compreendidas.

    O acompanhamento psicológico é um bom ponto de partida para explorar isso. Dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação psiquiátrica pode complementar o cuidado.

    Tomar decisões sobre curso ou carreira nesse momento pode ser precipitado sem antes entender o que está acontecendo emocionalmente.


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    sim. o luto não tem prazo fixo e não segue um caminho linear. em alguns casos, ele se torna tão intenso ou silencioso que começa a paralisar a vida.

    procurar ajuda profissional não significa fraqueza nem incapacidade de lidar com a perda, mas reconhecer que certas dores precisam ser elaboradas em um espaço de escuta para não se cristalizarem.


  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    Perder um filho é uma das experiências mais profundas e desorganizadoras que alguém pode atravessar. O tempo passado desde a perda não determina a intensidade do que se sente.

    Continuar sentindo dor, saudade e emoção ao falar sobre isso, mesmo após anos, pode fazer parte do luto. Não significa que algo esteja “errado”, mas que esse vínculo segue vivo dentro de você.

    O que merece atenção não é o fato de ainda doer, mas como essa dor tem sido vivida: se há espaço para lembrar, falar, integrar essa história, ou se o sofrimento permanece muito intenso, isolado e difícil de compartilhar.

    Quando falar sobre a perda ainda é muito difícil, a psicoterapia pode ajudar a construir, aos poucos, um lugar possível para essa dor, sem apagar o vínculo, mas permitindo que ele exista de forma menos solitária e menos paralisante.

    Não existe um tempo certo para “superar” a perda de um filho. Existe um processo de aprender a viver com essa ausência, e isso pode ser cuidado.


  • TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Em

    TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Emocional, como ansiedade, medo da solidão, do abandono no fim de um relacionamento etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    não existe uma abordagem única que funcione para todas as pessoas. mais importante do que o nome da abordagem é o tipo de trabalho que ela oferece.

    questões como dependência emocional, medo da solidão e do abandono costumam exigir um espaço terapêutico que permita compreender a história dos vínculos e a forma como a pessoa se relaciona com perda e insegurança. o vínculo com o profissional e a profundidade do processo costumam ser mais decisivos do que a sigla da abordagem.


  • Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me faz

    Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me fazendo cobrança, me deixando fora dos seus programas, tudo isso me bloqueou, a gente brigou muito, só que ele não quer a separação, me sinto mal com tudo isso, ele quer ter relação sexual comigo, mas eu não consigo, não sei o que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    O que você descreve mostra um acúmulo de experiências dentro da relação: falta de atenção, desvalorização, cobranças e conflitos ao longo do tempo.

    Esse tipo de vivência pode gerar um bloqueio afetivo, que impacta diretamente o desejo e a disponibilidade para o contato íntimo.

    Não se trata apenas de “não querer”, mas de um afastamento construído ao longo da relação.

    A terapia de casal pode ajudar a compreender essa dinâmica e avaliar se há possibilidade de reconstrução do vínculo. O acompanhamento individual também pode ser importante para você entender o que sente e quais são seus limites.

    Essa situação não costuma se resolver apenas com esforço ou obrigação.


  • Comecei a namorar fazem 2 meses e já decidimos morar juntos. Temos muito objetivos de vida em comum,

    Comecei a namorar fazem 2 meses e já decidimos morar juntos. Temos muito objetivos de vida em comum, gostamos das mesmas coisas, somos atenciosos e carinhosos um com o outro.

    Porém esses 2 meses foram marcados por muitas brigas. Acredito que eu tenha me esforçado tanto pra conquistar ela, que agora que estamos juntos, não consegui manter o nível de intensidade em atitudes e gestos para surpreender. Gosto muito dela, só não consigo entender pq não consigo demonstrar tanto todos os dias.

    No dia a dia nossa convivência é muito boa, mas sinto que falho nos pequenos gestos. Por não deixar um bilhete, uma flor inesperada, coisas assim que ela gosta, e então vem as cobranças! Pq eu não preparei algo enquanto ela saiu de casa, pq eu saí e não trouxe qualquer coisa que mostrasse que lembrei dela. Etc…

    Parece que tudo que faço durante o dia, os carinhos, beijos, cuidado com ela, isso nada tem relevância. É isso parece que me afasta por ser cobrado e não conseguir fazer espontaneamente. Quando faço fica parecendo que só fiz pq fui cobrado.

    Isso me deixa em dúvida sobre a relação, começar um relacionamento com um clima tão pesado, é bem difícil.

    Como entender pq não consigo dar o que ela me pede?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente em relações que avançam rápido e carregam muita expectativa desde o início. É importante diferenciar duas coisas: falta de afeto e diferença na forma de expressar afeto.

    Pelo seu relato, cuidado, presença e carinho existem no cotidiano. O conflito surge quando há uma expectativa específica sobre como esse amor deve aparecer, por meio de gestos simbólicos, surpresas e iniciativas espontâneas e isso passa a ser cobrado como prova de vínculo.

    Quando o afeto começa a vir acompanhado de cobrança constante, é comum que ele deixe de ser espontâneo e passe a gerar retraimento. Não porque não exista amor, mas porque a exigência produz tensão e sensação de inadequação. Nesse ponto, muitas pessoas entram num ciclo difícil: quanto mais são cobradas, menos conseguem oferecer de forma livre.

    Isso não significa, necessariamente, que você “não dá conta” da relação. Pode indicar diferenças de linguagem afetiva, de ritmo ou até de expectativas que ainda não foram bem elaboradas entre vocês, algo que tende a aparecer quando a convivência se intensifica cedo.

    Um espaço de escuta psicológica pode ajudar você a compreender se essa dificuldade vem de um limite pessoal, de cansaço emocional, de medo de não corresponder ou de uma dinâmica relacional que está ficando pesada antes do tempo. Também pode ajudar a pensar se essa forma de vínculo é sustentável para você a médio e longo prazo.

    Mais do que se perguntar “por que não consigo dar o que ela pede?”, talvez valha ampliar a pergunta para: o que está sendo pedido, de que forma, e a que custo para mim? relações saudáveis costumam comportar diálogo sobre diferenças, não apenas adaptação unilateral.


  • Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conex

    Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conexão um com o outro. Conversas, olhares e outras coisas nem se fala.
    Somos dois estranhos morando na mesma casa, eu vivendo para o trabalho e ela para nosso filho.
    Já falamos algumas vezes sobre separação mas nunca conseguimos chegar a um senso comum.
    Não há mais demonstrações de carinho, afeto, atenção e gratidão entre nós.
    Pensar em separação se torna complexo pois temos um filho juntos. Em nossa relação estamos tristes como casal, eu realmente não estou feliz com essa situação e acredito que ela também não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    A chegada de um filho costuma transformar profundamente a dinâmica do casal, especialmente no primeiro ano. cansaço, sobrecarga, mudanças de rotina e foco quase total no bebê podem fazer com que a relação conjugal fique em segundo plano e, aos poucos, a sensação de distanciamento aparece.

    o que você descreve, perda de conexão, falta de troca afetiva, sensação de viver como estranhos, é um sofrimento verdadeiro e não deve ser ignorado. Ao mesmo tempo, é importante considerar que esse período também é marcado por adaptação intensa, e muitas relações passam por fases semelhantes sem que isso, necessariamente, signifique o fim do vínculo.

    Quando a comunicação começa a girar em torno de separação, mas não avança para um entendimento, pode ser um sinal de que o casal está com dificuldade de acessar o que ainda existe ou de nomear o que se perdeu.

    A terapia de casal pode ser um espaço importante para isso: não apenas para “evitar uma separação”, mas para compreender o que aconteceu com a relação, o que ainda pode ser reconstruído e o que, de fato, não se sustenta mais. Também pode ajudar a reorganizar o vínculo parental, independentemente da decisão como casal.

    Se não for possível iniciar juntos, o acompanhamento individual já pode ser um começo para você elaborar o que está vivendo e tomar decisões com mais clareza.

    Esse não é um momento simples, e não precisa ser decidido às pressas. Mas também não precisa ser sustentado em silêncio.


  • Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    as relações interpessoais são centrais para a saúde mental porque é nelas que nos regulamos emocionalmente, construímos identidade e sentido.

    em clínica, o sofrimento psíquico frequentemente se agrava quando há isolamento, vínculos frágeis ou relações marcadas por tensão constante. cuidar da saúde mental não é apenas um processo individual, mas também relacional.


  • Eu sinto que não tenho controle da minha personalidade e de como ajo com meus amigos e familiares, s

    Eu sinto que não tenho controle da minha personalidade e de como ajo com meus amigos e familiares, sinto que meu "eu" de verdade está preso dentro da minha mente enquanto uma outra pessoa comanda. Até com os meus amigos mais íntimos, não consigo agir naturalmente e acabo agindo de maneira anormal, isso me atormenta pois as vezes faço coisas vergonhosas e ruins que eu jamais faria normalmente. Preciso saber se isso é só um desequilíbrio emocional ou pode ser algo mais grave, já dura a anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    o que você descreve merece uma avaliação cuidadosa, principalmente porque acontece há anos e causa sofrimento importante.

    sentir como se o “eu verdadeiro” estivesse preso, enquanto outra parte comanda, pode aparecer em diferentes contextos: ansiedade intensa, trauma, dissociação, conflitos internos, vergonha, medo de julgamento ou outros quadros que precisam ser avaliados com calma.

    não seria responsável dizer, por aqui, se é “só desequilíbrio emocional” ou algo mais grave. o ponto é que essa sensação está afetando sua forma de se relacionar e sua percepção de si.

    o acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender quando isso acontece, em quais relações aparece com mais força e que função essa “outra forma de agir” pode estar cumprindo.

    se houver perda importante de controle, lapsos de memória, risco de se machucar ou machucar alguém, uma avaliação psiquiátrica também é indicada.

    em muitos casos, a pergunta deixa de ser “o que tem de errado comigo?”
    e passa a ser: o que em mim precisou se dividir para conseguir funcionar?


  • Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    o psicólogo trabalha principalmente com escuta, compreensão emocional e acompanhamento psicoterapêutico. o psiquiatra é o médico responsável pela avaliação clínica e, quando necessário, pela prescrição de medicamentos.

    muitas vezes, o cuidado mais eficaz acontece quando esses dois trabalhos se complementam. a escolha não precisa ser excludente, e sim orientada pelas necessidades de cada momento.


  • Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de

    Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de passar mal, e ouvir sobre doenças é um gatilho para crise, achando que pode desenvolver essa doença a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Helena Fernandes

    durante a crise de ansiedade, o corpo entra em modo de ameaça. nesse estado, qualquer sensação física ou informação sobre doenças pode ser interpretada como perigo iminente.

    em clínica, entendemos que não é “imaginação”, mas hipervigilância. o trabalho terapêutico ajuda a diferenciar sensação de ameaça de risco real e a reduzir o ciclo de medo que mantém as crises.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.