Perguntas do paciente (9)
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero dizer que sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, esse sofrimento é intenso e vem impactando diferentes áreas da sua vida, como o trabalho e as suas relações.
A timidez, por si só, costuma causar algum desconforto em situações sociais, mas quando o medo se torna tão intenso a ponto de provocar sintomas físicos, levar a evitar interações e trazer prejuízos importantes para a vida cotidiana, é um sinal de que vale a pena buscar uma avaliação profissional. Existem diferentes condições que podem estar relacionadas a esse tipo de sofrimento.
Você pode realizar essa avaliação tanto com um psicólogo quanto com um psiquiatra. Em muitos casos, a combinação de psicoterapia e, quando necessário, tratamento medicamentoso pode trazer resultados bastante positivos. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, é uma abordagem que possui ampla evidência científica para o tratamento da ansiedade social, ajudando a compreender os pensamentos que alimentam o medo, desenvolver habilidades para lidar com a ansiedade e retomar, gradualmente, situações que hoje parecem impossíveis.
Espero ter te ajudado e fico à disposição se quiser conversar melhor sobre tudo o que você vem sentindo.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O fato de você reconhecer esse padrão e perceber que ele tem trazido prejuízos já é um passo muito importante.
Pelo que você descreve, parece haver uma dificuldade em flexibilizar o próprio ponto de vista, mesmo quando isso gera conflitos ou consequências negativas. Esse tipo de comportamento pode estar relacionado a diferentes fatores, como a forma como aprendemos a lidar com divergências, necessidades emocionais não atendidas, dificuldades na regulação das emoções ou até mesmo características da personalidade.
Esse é um aspecto que pode ser trabalhado em psicoterapia. Durante o processo, é possível compreender melhor o que acontece nesses momentos, identificar os pensamentos e emoções envolvidos, desenvolver maior flexibilidade cognitiva e aprender formas mais eficazes de lidar com opiniões diferentes, sem que isso signifique abrir mão dos seus valores ou da sua identidade.
Fico à disposição!!
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja passando por esse momento.
Pelo o que você está descrevendo, essa tristeza parece estar relacionada, ao menos em parte, à sensação de não se sentir compreendida. Quando sentimos que nossas emoções não são acolhidas ou validadas, dói e, em algumas pessoas, esse sofrimento pode se manifestar por meio de tristeza intensa, vontade de se isolar e choro frequente.
No entanto, nossas emoções tamb;em são influenciadas por diferentes fatores, como experiências mais antigas, a forma como interpretamos determinadas situações, o contexto atual de vida, entre outros. Por isso, não é possível compreender completamente o que está acontecendo apenas por esse relato.
A psicoterapia pode ser um espaço seguro para explorar esses sentimentos, compreendê-los e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com eles. Além disso, também pode ajudá-la a refletir sobre a dinâmica do seu relacionamento, fortalecer a comunicação e identificar suas necessidades emocionais.
Espero ter te ajudado um pouquinho e fico à disposição se quiser conversar mais sobre tudo isso!!
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Quais são os efeitos da raiva acumulada e da raiva descontrolada de uma pessoa ?
Quais são os efeitos da raiva acumulada e da raiva descontrolada de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A raiva é uma emoção com função evolutiva importante, pois ela serve para nos proteger diante de ameaças. No entanto, ao longo do nosso desenvolvimento, costumamos ouvir que a raiva é um sentimento ruim e que "faz mal". Reprimir uma emoção forte demanda grande esforço e os resultados costumam estar relacionados com estresse, desconexão emocional, ansiedade, isolamento e conflitos nos relacionamentos. Entender a raiva de acordo com a tua história e aprender a manejar essa emoção é fundamental para a nossa saúde mental e para a saúde dos relacionamentos interpessoais. A psicoterapia pode te ajudar nesse processo!
Fico à disposição!!
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O que é assertividade e como ela influencia o relacionamento interpessoal?
O que é assertividade e como ela influencia o relacionamento interpessoal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A assertividade é uma habilidade social que costuma ser muito trabalhada em psicoterapia e tem efeitos importantes nos relacionamentos interpessoais. Assertividade significa expressar pensamentos, sentimentos e necessidades de forma clara, direta e respeitosa, sem ser agressivo ou passivo, o que demanda autoconhecimento, empatia e habilidade sociail. A comunicação nos relacionamentos não é uma tarefa tão fácil quanto parece, mas a psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo!
Fico à disposição!!
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O vício em videogames e jogos eletrônicos é um transtorno mental ?
O vício em videogames e jogos eletrônicos é um transtorno mental ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim! O vício em videogames - também chamado de transtorno do jogo pela internet (Internet Gaming Disorder) - é reconhecido como um transtorno mental em classificações diagnósticas internacionais, desde que apresente alguns critérios específicos, como preocupação excessiva com jogos, necessidade de aumentar o tempo de jogo, tentativas fracassadas de controlar ou reduzir o uso, irritabilidade ou humor instável quando o jogo é interrompido, uso de jogos para escapar de problemas, dificuldade nos relacionamentos, emprego ou educação.
Fico à disposição!
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Como a internet e as redes sociais podem afetar negativamente a saúde mental?
Como a internet e as redes sociais podem afetar negativamente a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O efeito da internet e das redes sociais na saúde mental depende de como, quanto e por que se usa. O uso consciente, com limites e focado em interações positivas, aprendizado e criatividade pode ser benéfico. Já o uso excessivo e passivo pode trazer prejuízos importantes, como ansiedade, comparação social e baixa autoestima, dificuldades com o sono, isolamento social e outros.
Fico à disposição!!
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Como a psicoterapia pode ajudar os paciente com doenças crônicas mentais ?
Como a psicoterapia pode ajudar os paciente com doenças crônicas mentais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Doenças mentais crônicas, como depressão persistente, transtorno afetivo bipolar, transtornos de personalidade, abuso de substâncias, esquizofrenia, entre outros, são condições que geram sofrimento constante e prejuízo na qualidade de vida. O acompanhamento psicológico vai te ajudar a desenvolver autoconhecimento (compreender o quadro de forma aprofundada e como ele te prejudica), manejar e monitorar os sintomas, diminuir impactos na funcionalidade, promover qualidade nas relações interpessoais e prevenção da evolução do quadro e neuroprogressão.
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Como o estresse afeta a neuroplasticidade e como gerenciá-lo em doenças autoimunes?
Como o estresse afeta a neuroplasticidade e como gerenciá-lo em doenças autoimunes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O estresse, quando dura muito tempo, atrapalha o funcionamento do cérebro. Ele altera a liberação de cortisol, um hormônio associado ao estresse que, em excesso, pode dificultar a neuroplasticidade - ou seja, a capacidade do cérebro de aprender, se adaptar e se recuperar -, além de prejudicar a neurogênese (formação de novos neurônios).
Nas doenças autoimunes, o estresse piora ainda mais a situação, porque ele aumenta a inflamação, que já está presente nessas doenças.
Gerenciar o estresse não é só "ficar calmo", mas, sim, aprender a manejar de forma eficiente as emoções, pensamentos e comportamentos associados ao quadro em questão.
Algumas sugestões interessantes que ajudam no gerenciamento do estresse: psicoterapia, meditação, atividade física leve e regular, sono de qualidade e alimentação adequada.
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