Perguntas do paciente (26)

  • Estou a 60 dias tomando a bupropiona mais não senti diminuição na vontade de fumar , estou fumando a

    Estou a 60 dias tomando a bupropiona mais não senti diminuição na vontade de fumar , estou fumando até mais que antes , isso é normal? Pois acredito que com o uso durante as semanas a vontade iria diminuindo gradativamente!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    A bupropiona é um medicamento que pode ajudar no processo de cessação do tabagismo, pois atua em circuitos cerebrais relacionados à recompensa e ao desejo pela nicotina. No entanto, a resposta ao tratamento pode variar bastante de pessoa para pessoa.

    Em geral, o medicamento começa a ser utilizado algumas semanas antes da data planejada para parar de fumar, e a redução do desejo pelo cigarro costuma ocorrer de forma gradual, especialmente quando associada a outras estratégias de tratamento.

    Quando, após cerca de 6 a 8 semanas, não há redução da vontade de fumar — ou até ocorre aumento do consumo — é importante reavaliar o plano terapêutico. Em alguns casos, a bupropiona pode ter um efeito mais ativador, e algumas pessoas podem perceber aumento de inquietação ou ansiedade, o que eventualmente pode levar ao aumento do consumo de cigarro como forma de aliviar esse desconforto. Isso não acontece com todos os pacientes, mas é uma possibilidade que merece ser considerada.

    Em muitos casos, os melhores resultados ocorrem quando a medicação é associada a acompanhamento comportamental, terapia para cessação do tabagismo ou outras estratégias, como reposição de nicotina.

    Por isso, o mais indicado é conversar com o médico que acompanha seu tratamento, para avaliar a resposta à medicação e discutir possíveis ajustes ou outras abordagens que possam ajudar no processo de parar de fumar.


  • Tomo sertralina 100mg , depakene 750mg e amitriptilina 25mg. Tenho ansiedade/ depressão, insônia, fa

    Tomo sertralina 100mg , depakene 750mg e amitriptilina 25mg. Tenho ansiedade/ depressão, insônia, falta de prazer nas coisas que geralmente gosto... Minha pergunta é sobre o depakene, ele é usado nesses casos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    O Depakene (ácido valpróico/valproato) é um medicamento conhecido principalmente por seu uso como estabilizador do humor e também no tratamento de epilepsia. Na psiquiatria, ele pode ser utilizado em diferentes situações, especialmente quando há instabilidade do humor, impulsividade ou suspeita de transtornos do espectro bipolar.

    Em alguns casos, mesmo quando os sintomas principais são ansiedade ou depressão, o médico pode associar um estabilizador do humor para ajudar a regular oscilações emocionais, irritabilidade ou padrões de humor mais instáveis.

    Já a sertralina costuma ser utilizada para tratar ansiedade e depressão, enquanto a amitriptilina, em doses mais baixas, pode ser usada para auxiliar no sono ou em sintomas associados, como insônia, dores crônicas, cefaleias ou outros desconfortos físicos que podem acompanhar quadros de ansiedade e depressão.

    De qualquer forma, cada combinação de medicações costuma ser pensada de forma individualizada, levando em conta os sintomas apresentados, a evolução do quadro e a resposta ao tratamento. Se houver dúvidas sobre o motivo da prescrição, vale conversar com o médico que acompanha seu caso para entender qual foi o objetivo específico do Depakene no seu tratamento.


  • Boa tarde. Como indutor do sono é mais eficaz a trazodona ou a quetiapina? Em doses baixas..

    Boa tarde. Como indutor do sono é mais eficaz a trazodona ou a quetiapina? Em doses baixas..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Tanto a trazodona quanto a quetiapina podem ter efeito sedativo em doses baixas e, por isso, às vezes são utilizadas para auxiliar no sono. No entanto, são medicamentos com mecanismos e indicações principais diferentes, e a escolha depende da avaliação clínica de cada caso.

    A trazodona é um antidepressivo que, em doses baixas, costuma ser utilizada justamente pelo efeito sedativo, ajudando algumas pessoas a iniciar ou manter o sono.

    Já a quetiapina é um antipsicótico que também pode causar sedação significativa, muitas vezes até mais intensa, principalmente por seu efeito sobre receptores histamínicos. Em algumas situações pode ajudar quando a insônia está associada a ansiedade importante, agitação ou pensamentos muito ruminativos, mas seu uso precisa ser cuidadosamente avaliado devido ao perfil de efeitos colaterais.

    Por isso, a escolha entre essas medicações deve considerar a causa da insônia, outros sintomas associados e o histórico clínico do paciente, sendo importante discutir com o médico qual opção faz mais sentido para cada caso.


  • 24 dias sem o clonazepan fiz o desmame certinho e mesmo assim estou me sentindo mal o medico me diss

    24 dias sem o clonazepan fiz o desmame certinho e mesmo assim estou me sentindo mal o medico me disse que pode durar semanas. Por favor me diga quanto tempo p ficar livre dessa abstinência. Gratidão

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Após a suspensão do clonazepam, algumas pessoas podem apresentar sintomas de retirada, especialmente após uso prolongado. Esses sintomas podem incluir ansiedade, inquietação, dificuldade para dormir, sensação de mal-estar ou aumento da sensibilidade física e emocional.

    De forma geral, recomenda-se que a interrupção de benzodiazepínicos como o clonazepam seja feita de maneira gradual e com acompanhamento médico, justamente para reduzir a intensidade desses sintomas.

    A duração dos sintomas varia bastante de pessoa para pessoa e depende de fatores como tempo de uso da medicação, dose utilizada e forma como a retirada foi realizada. Em muitos casos, esses sintomas podem durar algumas semanas, mas tendem a diminuir progressivamente com o tempo.

    Se após algumas semanas da suspensão os sintomas continuarem muito intensos ou causando grande sofrimento, é importante procurar o médico que acompanha seu caso para reavaliar a situação e verificar se é necessário algum suporte adicional durante esse período.

    Cada organismo se adapta em um ritmo diferente, e o acompanhamento médico é fundamental para que esse processo aconteça da forma mais segura possível.


  • Estou tomando sertralina 50mg a 23 dias estou c pensamentos repetitivos medo e tremores falta de con

    Estou tomando sertralina 50mg a 23 dias estou c pensamentos repetitivos medo e tremores falta de concentração. Isto é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Nos primeiros dias ou semanas após iniciar a sertralina, algumas pessoas podem apresentar efeitos iniciais transitórios, como aumento da ansiedade, pensamentos repetitivos, tremores, inquietação ou dificuldade de concentração. Isso pode ocorrer porque o organismo ainda está se adaptando às mudanças nos neurotransmissores provocadas pela medicação.

    Em muitos casos, esses sintomas tendem a melhorar ao longo das primeiras semanas de tratamento, conforme o corpo se ajusta e o efeito terapêutico do medicamento começa a se consolidar.

    No entanto, se após cerca de 3 a 4 semanas os sintomas permanecem muito intensos ou causam grande desconforto, é importante conversar com o médico que acompanha o tratamento. Pode ser necessário ajustar a dose, avaliar o tempo de adaptação ou revisar a estratégia terapêutica.

    Sempre que surgirem piora importante da ansiedade, sintomas novos ou grande sofrimento, o ideal é procurar orientação médica para uma avaliação individualizada.


  • Olá! Faço tratamento com sertralina 100mg há quase um ano para ansiedade e crises de pânico, e recen

    Olá! Faço tratamento com sertralina 100mg há quase um ano para ansiedade e crises de pânico, e recentemente o médico receitou bupropiona xl 150mg para me auxiliar na falta de energia e compulsão alimentar. É a minha segunda semana de uso. Porém, tenho sentido com maior intensidade os sintomas característicos da ansiedade, beirando crises. Isso tem relação com a nova medicação? Existe um 'prazo' para adaptação e eliminação destes sintomas? Qual seria a melhor orientação? Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Sim, é possível que os sintomas de aumento da ansiedade ou sensação de agitação estejam relacionados ao início da bupropiona. Esse medicamento tem um perfil mais ativador, e algumas pessoas podem apresentar nas primeiras semanas efeitos como inquietação, intensificação da ansiedade ou sensação de estar “mais acelerado”, especialmente em quem já tem histórico de ansiedade ou pânico.

    Em muitos casos, esses efeitos podem ser transitórios e melhorar ao longo das primeiras semanas, conforme o organismo se adapta à medicação. Ainda assim, se os sintomas estiverem se aproximando de crises de pânico, é importante comunicar o médico que acompanha seu tratamento para avaliar se é necessário ajustar a dose, o horário da medicação ou reconsiderar a estratégia terapêutica.

    Em relação à compulsão alimentar, vale comentar que a bupropiona isoladamente não possui evidência científica consistente de eficácia para o tratamento do transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP). Alguns estudos mostram apenas modesta perda de peso, sem impacto significativo na frequência dos episódios de compulsão. Por isso, quando há suspeita de TCAP, o tratamento costuma priorizar psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental) e, quando indicado, medicamentos que possuem evidência mais robusta para esse quadro, além do tratamento adequado das comorbidades associadas, caso existam.

    Diante disso, se a ansiedade piorou após o início da medicação ou se a compulsão alimentar permanece como um sintoma importante, o mais adequado é retornar ao médico para reavaliar o plano de tratamento de forma individualizada.


  • Por que tenho a sensação de que a lamotrigina acalma a mente e deixa mais regulado mentalmente?

    Por que tenho a sensação de que a lamotrigina acalma a mente e deixa mais regulado mentalmente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    A lamotrigina é um estabilizador do humor que atua principalmente modulando a atividade de alguns neurotransmissores no cérebro, especialmente o glutamato, que está relacionado à excitabilidade neuronal. Ao reduzir essa hiperexcitabilidade, o medicamento pode contribuir para uma sensação de maior estabilidade emocional e mental em algumas pessoas.

    Por isso, muitos pacientes relatam uma percepção de mente mais “organizada”, menos reativa ou com menos oscilação de pensamentos e emoções durante o tratamento.

    A lamotrigina é frequentemente utilizada em condições como transtorno bipolar, especialmente na prevenção de episódios depressivos, e também pode ser usada em outras comorbidades psiquiátricas ou situações clínicas conforme avaliação médica.

    De qualquer forma, a forma como cada pessoa percebe os efeitos da medicação pode variar, e essa sensação de maior estabilidade costuma refletir o efeito regulador do medicamento sobre os circuitos cerebrais envolvidos no humor e na reatividade emocional. É essencial buscar um profissional habilitado para avaliar o uso de psicotrópicos.


  • Ha mais de um ano uso 10mg de paroxetina. Mas faz uns 15 dias que meu médico aumentou para 40mg devi

    Ha mais de um ano uso 10mg de paroxetina. Mas faz uns 15 dias que meu médico aumentou para 40mg devido a umas crises de ansiedade e depressao. Após o banho, principalmente a noite e ao acordar sinto muito calor e muita sudorese. É normal.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    A paroxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS, e um dos efeitos colaterais relativamente comuns dessa classe é o aumento da sudorese (suor excessivo). Esse sintoma pode aparecer especialmente após ajustes ou aumentos de dose, como no seu caso.

    Quando há aumentos mais significativos de dose, algumas pessoas podem apresentar efeitos como sensação de calor, sudorese, inquietação ou desconfortos físicos, principalmente nas primeiras semanas enquanto o organismo ainda está se adaptando à nova dose da medicação.

    Em muitos casos, esses efeitos são temporários e tendem a diminuir com o tempo. No entanto, se o sintoma for muito intenso, persistir por várias semanas ou vier acompanhado de outros sinais incomuns, é importante informar o médico que acompanha seu tratamento, pois às vezes pode ser necessário reavaliar o ritmo do ajuste de dose.

    Sempre que houver efeitos colaterais após mudanças na dose, o ideal é manter acompanhamento próximo para avaliar a evolução e fazer eventuais ajustes de forma individualizada.


  • Meu namorado está tomando Escitalopran e está diferente. Está frio, distante… é normal em quanto tem

    Meu namorado está tomando Escitalopran e está diferente. Está frio, distante… é normal em quanto tempo tende a melhorar. Tem 5/6 semanas de uso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, frequentemente utilizado para tratar ansiedade e depressão. Nas primeiras semanas de tratamento podem ocorrer algumas mudanças na forma como a pessoa percebe e expressa emoções, especialmente enquanto o organismo ainda está se adaptando à medicação.

    Em alguns casos, algumas pessoas podem apresentar uma sensação de maior distanciamento emocional ou diminuição da intensidade das emoções, algo que às vezes é descrito como “embotamento afetivo”. No entanto, isso não acontece com todos os pacientes, e nem sempre está relacionado diretamente à medicação — às vezes também pode fazer parte do próprio quadro emocional que está sendo tratado.

    Como seu namorado já está com cerca de 5–6 semanas de uso, pode ser um bom momento para avaliar com o médico que prescreveu a medicação como está a resposta ao tratamento, incluindo qualquer mudança percebida no comportamento ou nas emoções.

    Sempre que surgirem alterações importantes na forma de sentir, se relacionar ou reagir emocionalmente, vale levar essa observação para a consulta, pois isso pode ajudar o médico a avaliar se há necessidade de ajustar a dose ou reavaliar a estratégia de tratamento de forma individualizada


  • Boa noite, estou tomando fluoxetina 20mg há 1 mês, os sintomas de pensamentos negativos acabaram, cr

    Boa noite, estou tomando fluoxetina 20mg há 1 mês, os sintomas de pensamentos negativos acabaram, crise de choros ,e medo. porém agora parece que eu não tenho mas sentimentos, e também os sintomas físicos não sumiram, meu corpo fica doendo , meu pescoço dói, uma sensação estranha difícil de explicar é normal sentir isso, e em quanto tempo isso some e quanto tempo os benefícios do tratamento da fluoxetina 20mg aparecem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), e muitas pessoas começam a perceber melhora de sintomas como pensamentos negativos, crises de choro e ansiedade nas primeiras semanas de tratamento, como você descreveu.

    Em algumas situações, algumas pessoas podem relatar uma diminuição na intensidade das emoções, uma sensação de estar mais “neutro” ou menos reativo emocionalmente. Esse fenômeno às vezes é descrito como embotamento afetivo, mas nem sempre está relacionado diretamente à medicação — também pode fazer parte do próprio processo de recuperação emocional ou de outros fatores associados ao quadro.

    Em relação aos sintomas físicos, como dores no corpo, tensão muscular ou sensações difíceis de descrever, eles podem estar relacionados a ansiedade, tensão muscular ou ao próprio processo de adaptação ao tratamento, e nem sempre desaparecem exatamente no mesmo ritmo que os sintomas emocionais.

    Como você está com cerca de um mês de uso, ainda pode haver mudanças ao longo das próximas semanas. Mesmo assim, quando surgem sensações emocionais ou físicas que causam estranhamento ou desconforto, é importante conversar com o médico que acompanha seu tratamento para avaliar a evolução do quadro e ajustar a conduta, se necessário. Uma avaliação individualizada ajuda a entender melhor o que pode estar acontecendo e quais são os próximos passos no tratamento.


  • Já estou há quase 2 meses fazendo uso de escitalopram 20 mg e ainda sinto queimação no meu corpo e c

    Já estou há quase 2 meses fazendo uso de escitalopram 20 mg e ainda sinto queimação no meu corpo e crise de pânico não direto porém hoje estou a sentir e já estou quase completando 2 meses de uso é normal ainda sentir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, frequentemente utilizado para tratar ansiedade e transtorno do pânico. Em muitas pessoas, a melhora dos sintomas começa a aparecer nas primeiras semanas, mas a resposta completa ao tratamento pode levar algumas semanas a mais, e varia de pessoa para pessoa.

    Mesmo após cerca de 6 a 8 semanas de uso, algumas pessoas ainda podem apresentar sintomas residuais, como episódios ocasionais de ansiedade ou crises de pânico. Sensações físicas como queimação no corpo, desconfortos ou sintomas corporais associados à ansiedade também podem ocorrer em alguns casos.

    Quando os sintomas persistem ou ainda causam sofrimento significativo após esse período, é importante conversar com o médico que acompanha o tratamento. Nessa fase, muitas vezes é útil reavaliar a resposta à medicação, podendo ser necessário ajustar a dose, associar outras estratégias terapêuticas ou investigar outros fatores que possam estar contribuindo para os sintomas.

    O mais importante é que essa avaliação seja feita de forma individualizada, para entender como o tratamento está funcionando no seu caso e quais são os próximos passos mais adequados.


  • Como identificar um asperger não adolescência? Quais são as causas e os sintomas presentes na infânc

    Como identificar um asperger na adolescência? Quais são as causas e os sintomas presentes na infância e adolescência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    O que antes era chamado de Síndrome de Asperger hoje faz parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA), geralmente em apresentações sem atraso significativo de linguagem ou deficiência intelectual.

    Entre os sinais mais comuns estão dificuldade em compreender nuances sociais, ironias ou linguagem não literal, interesses muito específicos e intensos, necessidade de rotina, além de possível sensibilidade aumentada a estímulos (sons, luzes, texturas). Muitos adolescentes também podem apresentar dificuldade em fazer ou manter amizades, apesar de desejarem interação.

    Na infância, podem aparecer sinais como interesse restrito por determinados temas, brincadeiras repetitivas, dificuldades na interação social e menor compreensão de regras sociais implícitas.

    As causas são multifatoriais, envolvendo principalmente fatores genéticos e do neurodesenvolvimento, não estando relacionadas a um único fator específico.

    Caso haja suspeita, é importante procurar avaliação com profissionais especializados em desenvolvimento infantil, como psiquiatra ou neurologista, para uma avaliação cuidadosa e orientação adequada.


  • Paciente dependente químico moderado( 4 garrafas de cervejas 650 ml 4 vezes por semana precisando us

    Paciente dependente químico moderado( 4 garrafas de cervejas 650 ml 4 vezes por semana precisando usar antidepressivo como proceder?! Como tratar?!São duas doenças?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    O uso frequente de álcool e os sintomas depressivos podem estar relacionados e, muitas vezes, precisam ser avaliados e tratados em conjunto. Em algumas situações, o episódio depressivo pode contribuir para o aumento do consumo de álcool (como forma de aliviar sofrimento emocional), e o próprio álcool também pode piorar ou manter os sintomas de depressão.

    Por isso, é importante avaliar se existem dois diagnósticos associados: um transtorno relacionado ao uso de álcool e um episódio depressivo, algo relativamente comum na prática clínica.

    O tratamento costuma envolver abordagem integrada, com redução ou suspensão do uso de álcool, acompanhamento psicoterápico e, quando indicado, uso de antidepressivos prescritos por médico. Tratar apenas a dependência ou apenas o humor geralmente não é suficiente — é importante cuidar das duas condições simultaneamente para melhores resultados.

    A avaliação individual com psiquiatra ou equipe especializada em saúde mental e dependência química é fundamental para definir a melhor estratégia de tratamento.


  • A abstinência do fluoxetina, pode causar elevação de pressão arterial e taquicardia?

    A abstinência do fluoxetina, pode causar elevação de pressão arterial e taquicardia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Na psiquiatria, costuma-se utilizar o termo síndrome de descontinuação em vez de “abstinência” para os antidepressivos. A abstinência ocorre em substâncias que causam dependência, enquanto os antidepressivos não geram dependência química, mas podem provocar alguns sintomas quando são interrompidos de forma abrupta.

    A fluoxetina, de modo geral, apresenta baixo risco de síndrome de descontinuação quando comparada a outros antidepressivos, pois possui meia-vida longa e permanece no organismo por mais tempo após a suspensão.

    Ainda assim, em algumas pessoas podem surgir sintomas após a interrupção abrupta, como ansiedade, irritabilidade, tontura, mal-estar e sensação de aceleração. Esses sintomas podem eventualmente vir acompanhados de taquicardia ou sensação de palpitação, especialmente se houver aumento da ansiedade.

    A elevação da pressão arterial não é um efeito típico da suspensão da fluoxetina, sendo importante investigar outras possíveis causas caso isso ocorra.

    Sempre que possível, a interrupção de antidepressivos deve ser feita de forma gradual e com orientação médica, para reduzir o risco de sintomas de descontinuação e garantir mais segurança no processo.


  • Em geral, quando identificado TDAH em adulto, para iniciar o eventual tratamento medicamentoso é obr

    Em geral, quando identificado TDAH em adulto, para iniciar o eventual tratamento medicamentoso é obrigatório fazer a avaliação neuropsicológica ou é possível que apenas a primeira consulta com o psiquiatra ou neurologista seja suficiente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    O diagnóstico de TDAH em adultos é clínico, ou seja, baseia-se principalmente em uma avaliação cuidadosa da história do paciente, dos sintomas atuais e do funcionamento ao longo da vida. Essa avaliação é feita durante a consulta médica com psiquiatra ou neurologista e costuma incluir entrevista clínica detalhada, aplicação de critérios diagnósticos e, quando possível, informações sobre a infância e o impacto dos sintomas no dia a dia.

    A avaliação neuropsicológica não é obrigatória para o diagnóstico. Ela pode ser útil em alguns casos específicos, por exemplo quando há dúvida diagnóstica, necessidade de diferenciar outras condições cognitivas ou para compreender melhor o perfil de funcionamento do paciente.

    Assim, em muitos casos é possível estabelecer o diagnóstico e iniciar o tratamento após uma avaliação clínica adequada, sem necessidade de testes neuropsicológicos. O mais importante é que a investigação seja feita de forma criteriosa por um profissional habilitado, considerando também possíveis diagnósticos diferenciais.


  • Amamento e estou tomando Amytril há cerca de 1 mês. Tenho a impressão que meu bebê de 9 meses está m

    Amamento e estou tomando Amytril há cerca de 1 mês. Tenho a impressão que meu bebê de 9 meses está mais sonolento, teria relação com a medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    A amitriptilina (Amytril) pode passar para o leite materno em pequenas quantidades. Em geral, é considerada compatível com a amamentação em doses habituais, mas, em alguns casos, pode causar maior sonolência no bebê, especialmente em lactentes mais sensíveis.

    Se houver percepção de que o bebê está mais sonolento, com menos disposição para mamar ou mudanças no comportamento, é importante comentar com o pediatra e com o médico que prescreveu a medicação, para avaliar se pode haver relação com o uso do medicamento ou se existem outras causas.

    Na maioria das situações é possível manter o tratamento com acompanhamento, mas cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional habilitado para garantir segurança tanto para a mãe quanto para o bebê.


  • Como converser a uma pessoa a procurar um tratamento principalmente se for a esposa que ñ aceita de

    Como converser a uma pessoa a procurar um tratamento principalmente se for a esposa que ñ aceita de jeito nenhum

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental que envolve alterações importantes de humor, energia e comportamento. Quando não tratado, pode causar prejuízos significativos na vida pessoal, familiar e profissional, mas existe tratamento eficaz e muitas pessoas conseguem ter boa qualidade de vida com acompanhamento adequado.

    Quando a pessoa não aceita procurar ajuda, é comum que familiares se sintam frustrados ou preocupados. Nesses casos, costuma ser mais útil abordar o tema com empatia e sem confronto direto, focando na preocupação com o bem-estar da pessoa, em vez de insistir apenas no diagnóstico ou na retomada do tratamento.

    Também pode ajudar sugerir uma consulta como forma de avaliação ou conversa, e não necessariamente já como um “tratamento psiquiátrico”. Em alguns casos, a pessoa se sente mais confortável iniciando por uma conversa com um profissional de saúde.

    Se a resistência persistir, os familiares também podem buscar orientação profissional para entender melhor como lidar com a situação, já que o suporte da rede familiar é muito importante no manejo do transtorno bipolar.


  • Minha irmã tomava rivotril por muitos anos mais agora foi mudado pra zolpidem estou achando ela muit

    Minha irmã tomava rivotril por muitos anos mais agora foi mudado pra zolpidem estou achando ela muito agitada. Pode ter sido por causa da mudança do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Sim, isso pode estar relacionado à mudança da medicação, mas é importante que a situação seja avaliada pelo médico que acompanha o tratamento.

    O Rivotril (clonazepam) pertence à classe dos benzodiazepínicos, medicamentos que atuam reduzindo ansiedade e promovendo sedação. Quando utilizados por longos períodos, podem levar a dependência e adaptação do organismo, de modo que a retirada ou redução da dose pode causar sintomas como agitação, ansiedade, irritabilidade e dificuldade para dormir.

    O zolpidem é um medicamento indicado principalmente para tratamento de insônia, com mecanismo de ação diferente. Embora também tenha efeito sedativo, não substitui completamente os efeitos ansiolíticos dos benzodiazepínicos, e por isso algumas pessoas podem sentir mudanças no comportamento ou no padrão de sono após a troca.

    Além disso, tanto os benzodiazepínicos quanto as chamadas “drogas Z” (como o zolpidem) devem ser usados com cautela e preferencialmente por períodos limitados, pois também podem causar dependência e outros efeitos adversos quando utilizados por tempo prolongado.

    Também é importante lembrar que, quando existe necessidade frequente de medicação para dormir, vale investigar possíveis causas ou comorbidades associadas, como transtornos de ansiedade ou humor, transtornos do sono (por exemplo, insônia crônica ou apneia do sono), entre outras condições clínicas.

    Por isso, se houve mudança no comportamento após a troca da medicação, o ideal é retornar ao médico para reavaliar o tratamento e investigar as possíveis causas da insônia, ajustando a conduta de forma individualizada.


  • Sofro de ansiedade generalizada e tenho crises de pânico a cerca de 5 meses, mas somente agora inici

    Sofro de ansiedade generalizada e tenho crises de pânico a cerca de 5 meses, mas somente agora iniciaram meu tratamento com medicação. A apenas 2 dias iniciei tratamento com sertralina 50mg que tomo pela manhã 10hs. A noite dr receitou zolpidem 10mg pois tenho sono interrompido despertando algumas vezes a noite. No 1 dia tudo tranquilo, mas hoje no segundo dia desde cedo estou com tonturas, enjoo, sensação de pressão no topo da cabeça as vezes com sensação de gelado e pressao atrás da cabeça. Sou hipertensa e tomo enalapril 20mg 2x ao dia. É normal sentir estes efeitos colaterais tão rápido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    Nas primeiras semanas de tratamento com sertralina, algumas pessoas podem apresentar efeitos adversos iniciais como tontura, náusea, sensação de pressão ou desconforto na cabeça e leve aumento da ansiedade. Esses sintomas podem surgir já nos primeiros dias e costumam ser transitórios, melhorando conforme o organismo se adapta à medicação.

    O zolpidem é um medicamento utilizado para ajudar no sono, principalmente em fases de insônia associadas à ansiedade. No entanto, ele deve ser usado com cautela e geralmente por períodos curtos, pois pode causar sonolência residual, tontura e risco de dependência quando utilizado de forma prolongada ou sem acompanhamento adequado.

    Como você também tem hipertensão e faz uso de enalapril, é importante manter acompanhamento com o médico assistente e observar se os sintomas persistem ou se intensificam. Muitas vezes, nas primeiras semanas de tratamento para ansiedade, ajustes de dose ou estratégias para manejar os efeitos iniciais podem ser necessários.

    Caso os sintomas causem muito desconforto, vale entrar em contato com o médico que prescreveu as medicações para uma reavaliação individualizada.


  • Bom dia Dr. Quais as diferenças básicas entre a venlafaxina e a desvenlafaxina? Meu psiquiatra fez

    Bom dia Dr.
    Quais as diferenças básicas entre a venlafaxina e a desvenlafaxina?
    Meu psiquiatra fez a troca mas não soube explicar.
    Tenho 58 anos, 53 kgs, a dose é 100 mg.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Marina Iantevi

    A venlafaxina realmente possui mais evidências e indicações formais para transtornos de ansiedade. Ela é aprovada em vários países para condições como transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico e ansiedade social, além da depressão.

    A desvenlafaxina, por outro lado, tem indicação principal para depressão maior. Embora possa ajudar em sintomas de ansiedade (especialmente quando associados à depressão), ela não possui as mesmas aprovações formais para transtornos de ansiedade que a venlafaxina.

    Apesar disso, os dois medicamentos são muito semelhantes do ponto de vista farmacológico, já que a desvenlafaxina é o principal metabólito ativo da venlafaxina. Na prática clínica, alguns pacientes podem responder melhor ou tolerar melhor um do que o outro, motivo pelo qual às vezes o médico opta por fazer essa troca.

    Por isso, a escolha entre venlafaxina e desvenlafaxina costuma considerar o diagnóstico principal, a resposta individual ao tratamento e a tolerabilidade da medicação. Caso tenha dúvidas sobre a troca, vale conversar novamente com seu psiquiatra para entender qual foi o raciocínio clínico no seu caso específico.


Perguntas frequentes

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